Três cursos superiores que a IA desaconselha escolher no futuro

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Eis três carreiras (de fato e gravata) que poderão perder cada vez mais relevância. A rápida integração da inteligência artificial (IA) na sociedade está a transformar profundamente o mercado de trabalho,e as próprias escolhas dos estudantes vão começar a ser influenciadas por esta mudança. À medida que os jovens planeiam o seu percurso académico, procuram tendencialmente alinhar os seus estudos com profissões que ofereçam segurança e boas perspetivas de emprego. Segundo especialistas de IA, como o ZAP tem vindo a noticiar por várias ocasiões, algumas áreas do conhecimento estão particularmente vulneráveis à automação proporcionada pela IA. Uma das áreas profissionais

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Até Pedro Nuno avisa: o Chega não perdeu

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“Pode-nos acalmar o espírito acreditarmos que o Chega teve um revés eleitoral e que foi o grande derrotado da noite, mas não é verdade”.

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A SOCIEDADE DA SOLIDÃO,por chrys c

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  1. 613. A SOCIEDADE DA SOLIDÃO,por chrys c14.10.2025

 

Um idoso foi encontrado em outubro 2025, em avançado estado de decomposição no apartamento onde vivia sozinho, em Valência, Espanha. O homem terá morrido em 2010, sem que ninguém tenha dado pela sua ausência, segundo o El País.

O corpo foi descoberto depois de os bombeiros terem sido chamados por um vizinho do andar de baixo, devido a uma infiltração causada pela chuva. Quando entraram pela janela do sexto andar, depararam-se com uma “imagem macabra”: o corpo do idoso, rodeado por pombas mortas, insetos e um ambiente de extrema degradação.

Os relatos recolhidos pelo El País descrevem o reformado como um homem reservado e solitário. Após o divórcio, afastou-se da família e passou a viver sozinho. Tinha dois filhos com quem já não mantinha contacto há muitos anos. Sempre que era visto na rua, fosse no restaurante ou no supermercado, estava sempre sozinho.

“Cumprimentava, mas não se metia com ninguém. Quando deixámos de o ver, pensámos que estava num lar de idosos”, recorda um vizinho.

Durante todos estes anos, a pensão de reforma continuou a ser depositada regularmente na conta do homem. Graças a isso, as despesas da casa foram sendo pagas sem que ninguém suspeitasse da morte do idoso. Segundo as autoridades, não há sinais de crime.

Aqui há um outro culpado, a entidade que pagava a reforma (Estado ou privado) e que não exigia anualmente a prova de vida daquele idoso, pois se o fizesse o cadáver teria sido encontrado em 2011.

Motivo para dizer, uma vez mais, que nós idosos somos transparentes ou invisíveis. De facto na maioria dos casos, gente deste grupo etário nem é vista nem se quer vista pela maioria dos seus descendentes, demasiado ocupados com a mesquinhez das suas vidas materialistas, sem tempo nem empatia para com os mais velhos, como deveriam ter aprendido dos seus avós e demais antepassados.

Raro é o dia em que a comunicação social não nos narra outros casos de abandono de idosos em hospitais onde foram abandonados pela sua prole, e lá ficam esquecidos para não serem levados por eles para suas casas onde seriam um incómodo sempre presente e a precisar de atenção. Por isso é mais fácil deixá-los nos hospitais, ou se forem afortunados num qualquer lar, legal ou ilegal, tanto faz, desde que não chateiem. Mesmo que nesses lares sejam objeto de sevícias, ou vítimas de uma qualquer megera a sedar, bater e insultar idosos. Os lares de idosos continuarão a ser depósitos de vivos sem valor para a sociedade, sem inspeções nem fiscalizações, mas serão construídos mais e melhores hospitais para animais.

Uma sociedade injusta e desigual, onde nalguns casos mais vale sermos mesmo invisíveis.

No natal de tanta falsidade pintada com cores róseas na TV ninguém falou do lar de idosos onde (quase) todos esperaram visitas de quem nunca chegou…. seria o melhor retrato da sociedade em que vivemos. Os filhos na creche ou ATL, os velhos em asilos e os novos a passearem os seus cãezinhos…

Já há tempos um ministro japonês e a senhora FMI (Christine Lagarde) diziam que se tinha de acabar com os velhos…mais precisamente as suas palavras foram: “os idosos vivem demasiado e isso é um risco para a economia global! Há que tomar medidas urgentes.” Podem dar o exemplo e desaparecerem já da face da terra…

 

Dado que a maioria da população em Portugal tem mais de sessenta anos, não vai tardar que se multipliquem casos destes e venham os sociólogos falar do problema da solidão na terceira idade, os geógrafos políticos venham lamentar a desertificação humana do interior profundo de Portugal, os políticos se expliquem com a introdução de alterações inócuas às leis, as instituições de solidariedade social se queixem da crise e da falta de apoios para prestarem ajuda solidária aos idosos, a PSP se lastime da falta de meios humanos para uma política de proximidade, e os filhos e os netos continuem a colocar em asilos os idosos para não terem o trabalho de cuidar deles ou a ignorá-los só por que são velhos.

Vou já começar a tomar medidas para quando estiver só, velho e desamparado, para não me deixarem morrer sozinho com o gato e os periquitos que não tenho nem quero ter.

Sendo uma pessoa dada às letras é provável que mantenha um diário.

Um diário sobre a dor…a dor que sentiu por ter sido abandonada pela família… Talvez o sofrimento fosse muito maior, mas as palavras só permitiram extravasar uma parte desses sentimentos, gravados em algumas frases:

Onde andarão os filhos?

Aquelas crianças sorridentes que embalei no meu colo, que alimentei, de que cuidei com tanto desvelo, onde andarão?

Estarão tão ocupadas?

Talvez não me possam visitar, nem ao menos para me dizerem olá?

Ah! Se soubessem como é triste sentir a dor do abandono…

A mais deprimente solidão… Se ao menos pudesse caminhar…,

Os anos passam e os meus filhos não entram por aquela porta, de braços abertos, para me envolver com carinho…. Os dias passam… E com eles é a esperança que se vai… No começo, era a esperança que me alimentava, ou eu a alimentava, não sei… Mas, agora….

Como esquecer que fui esquecido?

Como engolir esse nó que teima em ficar na minha garganta, dia após dia?

Todas as lágrimas que chorei não foram suficientes para desfazê-lo…

Sinto que o crepúsculo desta existência se aproxima…

Queria saber dos meus filhos…. Dos meus netos….

Será que ao menos se lembram de mim?

A esperança, agora, parece estar atrelada aos minutos…

Que a arrastam sem misericórdia…para longe de mim…

Em Ponta Delgada (2018), dois anos depois de terem surgido alegações de maus-tratos a idosos na Santa Casa da Misericórdia, nos jornais locais e na RTP Açores, veio a TVI fazer uma reportagem e todos ficaram chocados, até o governo regional que (quase) não sabia de nada…nestes casos o melhor é mesmo matar o mensageiro e a Santa Casa intentou uma ação contra a malvada TVI.

Aqui nos Açores escondida sob tanta miséria humana havia também a pedofilia, a violência doméstica, o mau aproveitamento escolar e outras maleitas além dos maus tratos a idosos e a cientistas, que aparentemente não são muito apreciados por estas bandas. Lá surgia de vez em quando um ou outro escândalo, mas como sempre a indignação das gentes nunca durava mais do que três dias bem contados que aquele povo temente a deus, amante da bola e da música dolente não tinha capacidade de se concentrar muito tempo sobre um só tema.

 

 

Paulo Quental demite-se da Estrutura de Missão para o Espaço

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Paulo Quental demite-se da Estrutura de Missão para o Espaço
Paulo Quental apresentou a sua demissão ao Presidente do Governo dos Açores do cargo de Coordenador da Estrutura de Missão dos Açores para o Espaço (EMA)
Segundo apurou o Açoriano Oriental, aquele responsável, que tinha sido nomeado por José Manuel Bolieiro, enviou-lhe uma carta criticando os constrangimentos significativos da Estrutura, desde que a responsabilidade passou para o secretário regional das Comunidades, Paulo Estêvão.
Paulo Quental queixa-se de que, desde o início do mandato do atual Governo, a EMA-Espaço tem enfrentado limitações na sua atuação, nomeadamente devido à nomeação de responsáveis de “supervisão” no Gabinete da Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, sem as competências técnicas ou experiência necessárias para acompanhar as especificidades desta área.
O responsável da EMA aponta responsabilidades a uma recente mudança de chefia de gabinete na Secretaria de Paulo Estêvão, comprometendo a eficácia da Estrutura e uma falta de disponibilidade e de uma estratégia clara por parte do secretário regional, dificultando as relações institucionais.
De acordo com as nossas fontes, Paulo Quental considera que a missão da EMA-Espaço está próxima da sua conclusão e, face à recente inauguração da sede da Agência Espacial Portuguesa nos Açores, verifica-se uma potencial sobreposição de funções e responsabilidades, pelo que propõe a extinção da Estrutura, a criação de um Conselho Consultivo e outras medidas ligadas ao setor.
Paulo Quental pediu a sua exoneração, mas dispõe-se a prestar apoio técnico nesta área, no gabinete do Presidente do Governo, sem vínculo contratual.
Paula Gouveia

O POVO É SÁBIO! Osvaldo José Vieira Cabral

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Assim fala quem sabe:
Assim fala quem sabe:
May be an image of one or more people
O POVO É SÁBIO!
O “furacão” Chega não funcionou desta vez.
Era o maior receio sentido nas sedes dos dois maiores partidos, porque o sucesso das candidaturas de cada um dependeria do comportamento do Chega, a pensar ainda no terramoto eleitoral de Maio passado.
No curto espaço de seis meses os eleitores voltaram à realidade local e provaram que a tradição ainda é o que era: o bipartidarismo mantém-se, também, nos Açores, dando uma vitória inequívoca ao PSD e um novo fôlego à liderança de Francisco César, que apesar dos sinais de continuado declínio (perdeu mais um município), conseguiu segurar as restantes (há quatro anos tinha perdido três).
O alívio dos resultados não apaga, no entanto, as perdas de votos de ambos os partidos.
No cômputo geral, o PSD perde quase 8 mil votos e o PS cerca de 10 mil, em comparação com as eleições de há quatro anos, uma erosão que devia preocupar os aparelhos partidários.
Nota relevante destas eleições é que os autarcas que se recandidatam reforçam a sua votação e a estratégia dos que terminam os três mandatos, saindo meses antes para dar lugar aos seus eventuais sucessores, funcionou na perfeição.
A única excepção foi Ponta Delgada, onde o PSD não reforçou a sua votação e perdeu a maioria absoluta, com muitas lições a retirar por Pedro Nascimento Cabral, obrigado a mudar a sua actuação para alcançar os devidos consensos numa Câmara agora quase ingovernável.
Neste particular o Movimento de Sónia Nicolau revelou-se um sucesso, logo à primeira vez, deixando o PS para um obscuro terceiro lugar e a confirmar que a estratégia socialista estava toda errada.
Se Sónia Nicolau humilhou o PS em Ponta Delgada, também é certo que o PS humilhou o PSD na Lagoa, comprovando a ambos os partidos que as escolhas dos candidatos, para os eleitores, não têm nada a ver com as fidelidades aos líderes.
Extrapolar o resultado destas eleições para a governação regional não é justo, mas é possível perspectivar que José Manuel Bolieiro vai ter mais dores de cabeça, porque os municípios importantes onde venceu com significativa perda de eleitores, como Ponta Delgada, Ribeira Grande ou Madalena, vão ser mais reivindicativos nos compromissos “esquecidos” pela governação regional (scut Ponta Delgada-Mosteiros, Avenida do Mar na capital do norte e ampliação da pista do Pico), juntando-se às continuadas reivindicações dos municípios socialistas, que também têm razões para se queixar.
Outra aspecto importante é que as expectativas imoderadas dos partidos nem sempre correspondem à realidade da noite eleitoral, como aconteceu com Vila Franca do Campo, em que o PSD estava convencido da vitória (a candidata Eugénia Leal tinha ganho as eleições para a Assembleia Municipal há quatro anos), o mesmo acontecendo com a Praia da Vitória, onde o PS esperava o sucesso da sua candidatura devido ao mandato problemático de Vânia Ferreira, fruto da herança ruinosa da anterior governação.
A nível de freguesias é de destacar as mudanças nas maiores em S. Miguel, nomeadamente a passagem de Rabo de Peixe para as mãos do PS ou dos Arrifes e Capelas para o PSD.
Notas positivas para os discursos dos líderes, com leituras moderadas e assertivas sobre os resultados e negativas para a contagem demorada dos votos nalgumas freguesias.
A desilusão da noite vai para a nova aplicação digital, criada pelo Governo Regional, para acesso aos resultados: nunca funcionou devidamente e muito mal concebida. É a imagem chapada da nossa administração regional.
Venham, agora, as presidenciais.
Osvaldo Cabral
(Açoriano Oriental, Diário Insular, Portuguese Times EUA, LusoPresse Montreal)
O POVO É SÁBIO!
O “furacão” Chega não funcionou desta vez.
Era o maior receio sentido nas sedes dos dois maiores partidos, porque o sucesso das candidaturas de cada um dependeria do comportamento do Chega, a pensar ainda no terramoto eleitoral de Maio passado.
No curto espaço de seis meses os eleitores voltaram à realidade local e provaram que a tradição ainda é o que era: o bipartidarismo mantém-se, também, nos Açores, dando uma vitória inequívoca ao PSD e um novo fôlego à liderança de Francisco César, que apesar dos sinais de continuado declínio (perdeu mais um município), conseguiu segurar as restantes (há quatro anos tinha perdido três).
O alívio dos resultados não apaga, no entanto, as perdas de votos de ambos os partidos.
No cômputo geral, o PSD perde quase 8 mil votos e o PS cerca de 10 mil, em comparação com as eleições de há quatro anos, uma erosão que devia preocupar os aparelhos partidários.
Nota relevante destas eleições é que os autarcas que se recandidatam reforçam a sua votação e a estratégia dos que terminam os três mandatos, saindo meses antes para dar lugar aos seus eventuais sucessores, funcionou na perfeição.
A única excepção foi Ponta Delgada, onde o PSD não reforçou a sua votação e perdeu a maioria absoluta, com muitas lições a retirar por Pedro Nascimento Cabral, obrigado a mudar a sua actuação para alcançar os devidos consensos numa Câmara agora quase ingovernável.
Neste particular o Movimento de Sónia Nicolau revelou-se um sucesso, logo à primeira vez, deixando o PS para um obscuro terceiro lugar e a confirmar que a estratégia socialista estava toda errada.
Se Sónia Nicolau humilhou o PS em Ponta Delgada, também é certo que o PS humilhou o PSD na Lagoa, comprovando a ambos os partidos que as escolhas dos candidatos, para os eleitores, não têm nada a ver com as fidelidades aos líderes.
Extrapolar o resultado destas eleições para a governação regional não é justo, mas é possível perspectivar que José Manuel Bolieiro vai ter mais dores de cabeça, porque os municípios importantes onde venceu com significativa perda de eleitores, como Ponta Delgada, Ribeira Grande ou Madalena, vão ser mais reivindicativos nos compromissos “esquecidos” pela governação regional (scut Ponta Delgada-Mosteiros, Avenida do Mar na capital do norte e ampliação da pista do Pico), juntando-se às continuadas reivindicações dos municípios socialistas, que também têm razões para se queixar.
Outra aspecto importante é que as expectativas imoderadas dos partidos nem sempre correspondem à realidade da noite eleitoral, como aconteceu com Vila Franca do Campo, em que o PSD estava convencido da vitória (a candidata Eugénia Leal tinha ganho as eleições para a Assembleia Municipal há quatro anos), o mesmo acontecendo com a Praia da Vitória, onde o PS esperava o sucesso da sua candidatura devido ao mandato problemático de Vânia Ferreira, fruto da herança ruinosa da anterior governação.
A nível de freguesias é de destacar as mudanças nas maiores em S. Miguel, nomeadamente a passagem de Rabo de Peixe para as mãos do PS ou dos Arrifes e Capelas para o PSD.
Notas positivas para os discursos dos líderes, com leituras moderadas e assertivas sobre os resultados e negativas para a contagem demorada dos votos nalgumas freguesias.
A desilusão da noite vai para a nova aplicação digital, criada pelo Governo Regional, para acesso aos resultados: nunca funcionou devidamente e muito mal concebida. É a imagem chapada da nossa administração regional.
Venham, agora, as presidenciais.
Osvaldo Cabral
(Açoriano Oriental, Diário Insular, Portuguese Times EUA, LusoPresse Montreal)

Apresentação do livro O que fomos, o que somos

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Convite / Nota de Imprensa Apresentação do livro O que fomos, o que somos – Memórias e reflexões de pessoas de tempos diferentes Data: 25 de outubro de 2025 | Hora: 14h30 Local: Centro Cultural Natália Correia, Ponta Delgada – São Miguel, Açores Exmos. Senhores, A Momentos Felizes Sénior Care, Lda. tem o prazer de convidar V. Ex.ª para a apresentação pública do livro O que fomos, o que somos – Memórias e reflexões de pessoas de tempos diferentes, a realizar-se no próximo dia 25 de outubro de 2025, pelas 14h30, no Centro Cultural Natália Correia, em Ponta Delgada. Esta obra, editada pela Chiado Books, reúne uma coletânea de textos escritos por idosos, colaboradores e familiares da Residência Assistida e do Centro de Dia da Momentos Felizes. O livro dá voz às memórias, experiências e reflexões de todos os intervenientes num contexto de envelhecimento ativo, participativo e humanizado. Mais do que um projeto literário, esta publicação constitui um testemunho plural sobre o envelhecer com dignidade, revelando como cada protagonista — idoso, cuidador ou familiar — compreende e sente esta etapa da vida. O evento marca também o início de uma ação comunitária de Envelhecimento Ativo, onde alguns dos autores ultrapassam os 90 anos de idade e continuam a inspirar pela lucidez, afetividade e paixão pela escrita e pela leitura. Porque a idade não limita a criatividade nem o direito à cultura, acreditamos que este livro é uma celebração da memória e um convite à reflexão sobre o valor de envelhecer com propósito e partilha. Teríamos muito gosto em contar com a vossa presença e divulgação deste momento tão especial. Com os melhores cumprimentos, P’la Direção da Momentos Felizes Sénior Care, Lda. João Mendes Coelho

Comboio da CP perde carruagem entre Lisboa e Faro. GPIAAF investiga

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Os engates de um comboio da CP quebraram-se em plena viagem, entre Lisboa e Faro, fazendo com que uma das carruagens ficasse para trás. O incidente não provocou feridos, mas foi “potencialmente perigoso”. O GPIAAF já abriu uma análise preliminar para recolha de informação.

Source: Comboio da CP perde carruagem entre Lisboa e Faro. GPIAAF investiga

Xanana, a Política do Drama e as Sombras do Poder em Timor-Leste

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Xanana, a Política do Drama e as Sombras do Poder em Timor-Leste

Kota Lale
6 h
·
Xanana, a Política do Drama e as Sombras do Poder em Timor-Leste
Reflexão sobre a Crise Moral e os Desafios da Democracia às Vésperas da Integração na ASEAN
Por: Loro Sa’e Obsever
Do Símbolo da Resistência à Sombra do Poder
Timor-Leste foi, em tempos, uma história de coragem, uma pequena nação nascida da dor, do sacrifício e do sangue do seu povo.
No centro dessa história estava Xanana Gusmão, rosto da resistência e símbolo da unidade nacional.
Duas décadas após a restauração da independência, porém, a figura que outrora encarnava a esperança tornou-se também um espelho das contradições do poder: o herói transformado em governante incontestável; o libertador que agora dirige um sistema frequentemente marcado por desigualdades e privilégios.
Continua a falar em nome do povo, mas muitas decisões parecem beneficiar círculos restritos do poder.
Continua a pregar a humildade, mas à sua volta cresceu uma elite que vive com ostentação e distância da realidade popular.
O poeta da revolução converteu-se no arquiteto de um império político, e a luta libertadora transformou-se num drama de poder.
Do Combatente ao Guardião Absoluto
Xanana é produto da história, mas hoje parece também prisioneiro dela.
Apresenta-se como o “guardião da revolução”, como se apenas ele detivesse a chave do destino nacional.
Desse modo nasceu uma política excessivamente centrada na figura do líder, onde a lealdade pessoal frequentemente pesa mais do que o mérito e o serviço público.
Esse modelo cria dependência: os funcionários esperam ordens, os cidadãos hesitam em questionar, e o Estado perde a autonomia moral que deveria sustentá-lo.
Debaixo do carisma, instala-se uma cultura de medo e silêncio, o tipo de ambiente que lentamente sufoca a democracia.
Dili e o Surgimento de uma Nova Burguesia Política
Vinte anos depois de o povo lutar pela terra e pela dignidade, grande parte da riqueza nacional concentra-se agora nas mãos de poucos.
Dili mostra duas faces:
de um lado, carros de luxo, moradias imponentes e festas políticas;
do outro, desemprego, preços elevados e o desespero silencioso da população.
Quem prospera em Dili hoje?
Não são os camponeses de Baucau, nem os pescadores de Liquiçá, nem os professores de Viqueque.
São os empresários políticos e os intermediários que orbitam os centros de poder.
O que se vive não é desenvolvimento, mas um tipo de colonialismo interno, onde os novos senhores falam Tétum e empunham a bandeira nacional, enquanto o povo continua à margem.
O Estado e as Redes de Interesses
Diversos observadores e ativistas sociais têm alertado que o perigo atual de Timor-Leste não vem de fora, mas de dentro:
de redes político-económicas opacas que debilitam o Estado e capturam recursos públicos.
Os processos de contratação, as licenças e os investimentos estatais parecem frequentemente influenciados por conexões pessoais e partidárias.
As recentes declarações do Ministro Agio Pereira, advertindo sobre a infiltração de redes organizadas em instituições públicas, trouxeram à luz uma preocupação legítima.
A coragem de abordar esse tema demonstra que a integridade e a transparência ainda têm defensores dentro do próprio governo, e que esses valores são essenciais para restaurar a confiança dos cidadãos.
Teatro Político e Crise Moral
Na política, a imagem tornou-se mais poderosa do que o conteúdo.
O líder carismático pode ser, ao mesmo tempo, o revolucionário humilde e o governante intocável.
Quando o discurso da resistência é usado para justificar práticas de poder, corre-se o risco de transformar a memória em propaganda.
Mas a ilusão começa a desvanecer.
O povo observa, questiona, e sente na pele o custo da desigualdade.
As palavras já não bastam, a democracia precisa de moral e de verdade.
CNRT e o Desafio da Reforma
O CNRT, partido nascido do espírito de libertação, enfrenta hoje o seu maior desafio:
pode transformar-se num partido moderno, de serviço público, ou continuará a ser instrumento de privilégios e proteção política?
Críticos argumentam que o partido se converteu num espaço onde a lealdade pessoal é mais valorizada do que a competência e a ética.
Contudo, há vozes reformistas que buscam mudar essa cultura, exigindo auditorias, transparência e meritocracia.
Essas vozes merecem apoio, pois sem elas não há renovação, nem futuro democrático.
A Verdadeira Luta: Entre a Corrupção e a Honestidade
Timor-Leste já não vive uma guerra entre partidos, mas um confronto moral entre os que servem e os que se servem do Estado.
Essa batalha atravessa ministérios, parlamentos e aldeias.
E, embora o povo não tenha armas, tem algo mais poderoso: consciência.
A consciência de que o país não pertence a uma família nem a um grupo;
de que a independência é vazia se só enriquece alguns;
de que a liberdade deve ser continuamente reconquistada através da justiça.
Tempo de Reflexão para as Lideranças
Nenhum líder é eterno.
O verdadeiro estadista é aquele que sabe quando passar o bastão à próxima geração, com dignidade e visão.
Se Xanana Gusmão, símbolo máximo da resistência, tiver a grandeza de promover uma transição política saudável, a história o recordará como o pai da nação moderna.
Mas, se o poder continuar a ser um fim em si mesmo, a memória coletiva também registrará o lado sombrio dessa persistência.
Retomar o Espírito da Luta
A independência não foi conquistada para enriquecer elites, mas para restaurar a dignidade popular.
A soberania real não se mede por bandeiras ou cerimónias, mas por justiça, igualdade e honestidade no governo.
O maior inimigo de Timor-Leste já não é o invasor estrangeiro, mas a corrupção interna travestida de nacionalismo.
E esse inimigo só pode ser vencido com verdade e coragem.
Chegou o momento de uma nova geração de timorenses, estudantes, trabalhadores, intelectuais, reformistas, retomar o rumo moral do Estado.
Construir instituições fortes, inclusivas e dignas é o único caminho para uma independência plena.
Às Vésperas da ASEAN: Um Espelho para a Nação
Nas próximas semanas, Timor-Leste deverá tornar-se membro pleno da ASEAN, um passo histórico no plano diplomático, mas também um teste de maturidade nacional.
A ASEAN exige estabilidade, transparência e governação responsável.
O mundo observará não apenas discursos e cerimónias, mas a coerência entre o que dizemos e o que fazemos:
como gerimos o erário público, como aplicamos a lei e como tratamos o nosso povo.
A adesão à ASEAN será vazia se não vier acompanhada de reformas internas.
É hora de provar que merecemos esse lugar, não apenas pela bravura do passado, mas pela integridade do presente.
Conclusão: Para que a História Não se RepitaTimor-Leste encontra-se, mais uma vez, numa encruzilhada.
Ou continua a viver da glória passada, ou tem a coragem de escrever um novo capítulo baseado em justiça e ética.
A história lembrará quem falou e quem se calou.
Quem lutou pela verdade e quem preferiu o conforto da mentira.
E, no fim, uma verdade permanecerá:
a verdadeira independência não depende de quem governa, mas de quem tem a coragem de servir com honestidade.
Nota do autor:
Este texto é uma reflexão e análise política baseada em observações e debates públicos em Timor-Leste. Não pretende acusar ou difamar qualquer indivíduo, mas sim contribuir para um diálogo construtivo sobre integridade, liderança e o futuro da democracia timorense.
***

Foram eleitos autarcas investigados, condenados e absolvidos pela Justiça

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Desde suspeitas de violência doméstica, a recebimento de contrapartidas ou falsificação de documento, há de tudo nestas autárquicas.

Source: Foram eleitos autarcas investigados, condenados e absolvidos pela Justiça

LEIA OS NOSSOS MAIS RECENTES NESTE DIA

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No photo description available.

CHRÓNICAÇORES

(Volume 7 – 2021-2023)
todos estes livros (menos o ChronicAçores vol 7 em pdf /flipbook) estão disponíveis na livraria Letras Lavadas,
https://www.letraslavadas.pt/contacto/

Grupo Nova Gráfica, Lda.
Largo da Matriz, 69 R/C – 9500-094 Ponta Delgada – São Miguel – Açores
Tef +351 296 283 113 (Chamada para a rede fixa nacional) | livraria@letraslavadas.pt
publicor@publicor.pt ​ | www.letraslavadas.pt

Wook, Fnac, Bertrand, worten, etc…

miséria africana e emigração

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Eles trabalham na maior lixeira de África Ocidental enquanto sonham chegar à Europa
(…) Stefano Paikos visitou Mbeubeuss, a maior lixeira a céu aberto de África Ocidental, e trouxe o retrato de quem trabalha arduamente em prol de um sonho: o de chegar à Europa. Em exposição em Braga.
(…)
[Ana Marques Maia, “Público”, 10/10/2025]
………………
A maioria das pessoas que trabalha em Mbeubeuss não é de Dakar, mas vem do norte do Senegal ou de países vizinhos, como Guiné-Bissau, Mali ou Mauritânia. Elas deixam as suas casas por vários motivos: secas prolongadas, desespero económico, instabilidade política
Para muitos migrantes provenientes de países africanos, a jornada em direcção à Europa não começa num barco, a cruzar perigosamente o Mediterrâneo, mas sim muito antes.
“Por vezes, começa em lugares como Mbeubeuss, a maior lixeira a céu aberto de África Ocidental, que fica nos arredores de Dacar, no Senegal”, diz ao P3, em entrevista, o fotógrafo grego Stefanos Paikos, o autor do projecto Reaching for Dusk, que se encontra em exposição ao longo da parte pedonal da Avenida da Liberdade, em Braga.
“O debate político [em torno da migração] foca-se geralmente nas causas – a guerra, a pobreza, as alterações climáticas – e deixa de fora uma questão essencial: como é que as pessoas financiam a sua jornada [até à Europa]?”
Mbeubeuss é, nas palavras do fotógrafo, um “desastre ambiental” e ocupa, sensivelmente, uma área semelhante à do Parque das Nações, em Lisboa. Transformou-se, ao longo dos anos, num “sistema frágil e informal de trabalho e sobrevivência”, lê-se no artigo redigido por Paikos, que esteve no Senegal em Dezembro de 2024 e Março de 2025.
“Milhares de pessoas, homens, mulheres e crianças, vivem e trabalham em Mbeubeuss sob condições extremamente precárias. Recolhem metal, garrafas de vidro, cabos, e queimam plástico para dele extrair materiais reutilizáveis – sem utilizar material de protecção e rodeado de fumo tóxico e fagulhas afiadas.”
Quem lá trabalha, senegaleses e imigrantes de países vizinhos, ganha entre quatro e nove euros por dia, dependendo da qualidade e quantidade dos materiais que recolhe; muitos demoram anos a juntar o valor de que precisam porque os valores pagos aos trabalhadores são bastante baixos.
Por cada quilo de cobre ou metal indiferenciado, cada trabalhador recebe quase quatro euros; por alumínio, recebe pouco mais de 50 cêntimos e o valor decresce progressivamente: as latas são pagas a 0,27 euros por quilo e os plásticos e o vidro a 0,11 euros.
“O objectivo de quase todas as pessoas com quem falei é juntar dinheiro para chegar à Europa”, refere Stefanos Paikos. “Cerca de três mil pessoas trabalham ali, competindo pelos artigos mais rentáveis. É um ambiente que facilmente se torna agressivo.”
Ami Ndiaye trabalha em Mbeubeuss, tem 26 anos e é natural de Kaolack, região que fica a 190 quilómetros a sudeste de Dacar. “Ela é a pessoa mais forte que conheci lá”, recorda o fotógrafo. Ela e o seu filho Babacar de dois anos vivem muito perto de Mbeubeuss.
Ami trabalha longas horas na lixeira apenas com um objectivo em mente: o de pisar solo europeu. “No início quer ir sozinha, encontrar trabalho, e mais tarde quer trazer também o filho”, refere o grego. No último dia que Stefanos e Ami passaram juntos, “ela chegou com um vestido longo amarelo e um lenço azul na cabeça”, recorda o fotógrafo.
“Quando o vento pressionou o tecido contra o seu corpo, ficou claro: Ami está grávida. Tudo o que ela suporta, o trabalho árduo naquele lugar e criar o seu filho, ela faz enquanto carrega outra criança no ventre.”
A maioria dos que trabalham em Mbeubeuss são de outras paragens, de dentro ou de fora do Senegal. “Muitos vêm de países como Guiné-Bissau, Mali ou Mauritânia.
Deixam as suas casas por uma grande variedade de razões: secas prolongadas, desespero económico, instabilidade política.” Neste contexto, a Mbeusseus é sempre uma paragem, nunca o destino final. Quem chega, raramente o faz sozinho.
“Amigos, familiares, vizinhos já abriram caminho para a sua chegada”, lê-se no artigo que acompanha o projecto. “Através de redes informais, espalha-se a palavra de que pelo menos ali é possível ganhar um pouco de dinheiro. Para muitos, é a única oportunidade de dar continuidade à sua jornada em direcção a norte.”
Demba Baldé nasceu em Gabu, na Guiné-Bissau, há 25 anos e chegou a Dacar há dois, depois da morte do pai. Trabalha em Mbeubeuss diariamente por quatro a cinco euros por dia para poder enviar para casa uma parte porque a mãe está gravemente doente.
“A família não consegue suportar os custos do tratamento médico dela e é difícil encontrar trabalho na Guiné, é difícil construir uma vida melhor.”
Demba tem uma rotina “monótona, mas perigosa”, descreve Paikos. “É comum haver disputas violentas por achados valiosos em Mbeubeuss.” O guineense tem no braço uma cicatriz que resultou de uma facada desferida por outro trabalhador. “
“O seu objectivo é chegar a Portugal porque consegue falar a língua e acredita que isso facilitará na sua busca de emprego. Disse-me que se houver racismo, se as pessoas não gostarem de mim lá, eu não me irei importar porque é a única chance que tenho de ter uma vida melhor.” Até Março de 2025, altura em que o fotógrafo tirou o seu retrato em Mbeubeuss, Demba ainda não tinha conseguido a quantia necessária para seguir viagem.
“Todo este fluxo migratório tem, no fundo, uma só raiz: a Europa e o seu passado”, observa o grego. “A instabilidade que existe em muitos países africanos, os conflitos que lá existem, são, não raramente, uma herança da colonização europeia — que, mesmo no presente, se mantém por via económica. As pessoas que sofrem com esses problemas, em África, querem ir para a Europa para procurar uma vida melhor, mas agora os países europeus não as querem.”
O grego sentiu nos migrantes uma desesperança esmagadora. “Muitos acham que não têm hipótese alguma de mudar algo nos seus países por acreditarem que esses estão, ainda que de forma não declarada, sob domínio externo.”
O projecto Reaching for Dusk está dividido em vários capítulos – um realizado na Grécia, outro na Tunísia e outro na Turquia –, todos dedicados ao tema da migração. “Acredito que, no futuro, me irei debruçar cada vez mais sobre os problemas que os países europeus levaram até aos países onde se verificam esses êxodos em massa.”
Ana Marques Maia, “Público”, 10/10/2025]

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