Equipa da Madalena vence CanSat Portugal e leva prémio nacional para a ilha do Pico

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Equipa da Madalena vence CanSat Portugal e leva prémio
nacional para a ilha do Pico
Uma equipa da Escola Básica e Secundária
da Madalena, na ilha do Pico, venceu
a 13.ª edição do CanSat Portugal, concurso
nacional promovido pela Ciência Viva,
que decorreu entre 22 e 26 de Abril, no
Aeródromo Municipal de Ponte de Sor.
A equipa açoriana, denominada Astros
Nô Atlântico, conquistou o primeiro lugar
entre 15 equipas finalistas e vai representar
Portugal no evento Space Engineer for a
Day, da Agência Espacial Europeia (ESA).
A vitória leva para os Açores, e em particular
para a ilha do Pico, o principal prémio
de uma competição que desafia estudantes
do ensino secundário a conceber, construir,
testar e lançar um pequeno satélite do tamanho
de uma lata, o CanSat, capaz de
cumprir missões científicas e técnicas durante
o voo.
Nesta edição, participaram cerca de 80
estudantes e 20 docentes, que chegaram à
final depois de vários meses de trabalho nos
respectivos projectos.
A missão secundária apresentada pela
equipa vencedora consistiu em transformar
o CanSat no “último meio de comunicação
viável” em contexto de catástrofe, ao mesmo
tempo que realizava o mapeamento
tridimensional do voo, integrando dados
sobre turbulência e entropia termodinâmica
da atmosfera. O projeto distinguiu-se, assim,
pela combinação entre uma aplicação
prática de emergência e a recolha de informação
atmosférica durante a experiência.
Em declarações à Ciência Viva, Sara Oliveira,
porta-voz da equipa Astros Nô Atlântico,
afirmou que o grupo se sentia “muito
realizado” após a vitória. “Éramos a única
equipa dos Açores, e estamos a representar
as nossas ilhas.
O mais importante, além dos prémios,
é o conhecimento que adquirimos, as
conexões que fizemos e as pessoas que
conhecemos”, disse. Além de Sara Oliveira,
integraram a equipa Rui Batista,
Paulo Gabriel Medeiros, Martim da
Costa, Maria Medeiros e Gil Gaspar, todos
estudantes do ensino secundário.
A edição deste ano atribuiu ainda vários
prémios temáticos.
O Prémio TEKEVER para melhor desempenho
técnico foi entregue à equipa
CanFall, dos Salesianos de Lisboa; a distinção
de melhor missão científica foi atribuída
à InAxon, da Escola Secundária Quinta das
Palmeiras, na Covilhã; e o Prémio Autoridade
Nacional de Comunicações (ANACOM)
para melhor antena, na categoria Ground
Station, foi para a PolarSat, do Colégio de
Santa Doroteia, em Lisboa.
Foram também distinguidas a AtlaSat,
do Colégio do Sagrado Coração de Maria,
em Lisboa, com o prémio de melhor divulgação;
a Aireflow, da Escola Secundária
Adolfo Portela, em Águeda, como equipa
mais profissional; a OrbiSat Oeiras, da
Escola Secundária Sebastião e Silva, em
Oeiras, com o Prémio Rocket Experiment
Division (RED); e a Vetor-X, da Escola Secundária
José Saramago, em Mafra, com
uma menção honrosa.
A diretora executiva da Ciência Viva, Ana
Noronha, destacou a diversidade e exigência
dos projetos apresentados nesta edição,
sublinhando que houve “realmente muita
inovação” no concurso. Segundo a responsável,
as propostas foram desde a missão
da equipa vencedora, oriunda dos Açores,
até projectos centrados no desenvolvimento
de modelos de inteligência artificial capazes
de analisar imagens do território em tempo
quase real ou na construção de dispositivos
de estabilização da queda do CanSat.
A conquista da equipa da Madalena ganha
particular relevância por colocar uma
escola açoriana no primeiro lugar de uma
competição nacional de ciência e tecnologia,
numa área ligada ao espaço, à engenharia,
à programação e à observação atmosférica.
Para a ilha do Pico, o prémio representa
também um reconhecimento do trabalho
desenvolvido por estudantes e docentes fora
dos grandes centros urbanos.

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