Views: 1
Arquivo da Categoria: Politica Politicos 25 abr 1 mai 10 jun 5 out 25 nov 1 dez fascismo racismo xenofobia nazi SALAZAR judeus jews sionismo islao terror russia
terrorismo e paraísos fiscais
Views: 2
PARAÍSOS FISCAIS:
TERRORISMO COM ESCRITÓRIOS NA SUÍÇA E NO LICHTENSTEIN
“Como é possível tudo isto? Como é possível um príncipe ter tanta riqueza acumulada, num país que importa 85% da sua energia? Depois do escândalo de 2008, as coisas melhoraram muito em termos de transparência, é preciso dizê-lo, mas o Liechtenstein continua a ser um dos poucos países do mundo com mais empresas do que pessoas. No Luxemburgo ainda é pior e muitos interrogam-se como é que o território não integra a lista dos paraísos fiscais da UE, a qual é, ela própria, fértil em tais paraísos (isto enquanto defende a “justiça tributária” e um “modelo social europeu” que assenta no pagamento de impostos pelos cidadãos).”
===========================================
Para além do bem e do mal
António Araújo
28 Agosto 202 – DN
Opinião
Aquele caminho ficou para sempre com o seu nome, tantas as vezes que o percorreu, ruminando na solidão de si mesmo. Esteve ali uma larga temporada, de Dezembro de 1883 até à Primavera do ano seguinte, mas regressaria mais vezes. Não foram tempos felizes, esses: pouco antes, Lou, a grande amada, que por três vezes recusara casar-se com ele, rompera agora em termos irreversíveis, definitivos; e Richard, o seu antigo amigo, que tanto venerava, morrera em circunstâncias estúpidas em Veneza, de uma apoplexia cardíaca, depois de uma tempestuosa discussão com a mulher, que o acusava de andar tomado de amores por outra. Ele próprio não se sentia bem de saúde, para dizer o mínimo. Nas salas de jantar dos hotéis e das pensões onde dormia, afastava-se dos outros comensais, que o censuravam ou gracejavam com a sua dieta espartana, feita de chá fraco, ovos, um pouco de carne. Nem esses sacrifícios o poupavam à Blitzkrieg intestinal que o seu corpo lhe movia e que o fazia ficar prostrado na cama durante dias a fio, por vezes uma semana inteira, acometido de vómitos, de dores lancinantes nas têmporas e de diarreias agudas, como escreveu a sua biógrafa Sue Prideaux num livro saído entre nós em 2019 (Eu Sou Dinamite!, Temas e Debates).
Segundo os seus próprios cálculos, estava a sete oitavos de ficar totalmente cego: o brilho das luzes causava-lhe dores lancinantes, manchas escuras dançavam por todo o seu campo de visão, não conseguia focar os objectos ou as letras impressas numa página. Para mais, com os antecedentes familiares que tinha, temia estar a enlouquecer de vez, apavorado pelos avanços da ciência que garantiam existirem causas hereditárias na insanidade. Os seus livros não vendiam, o último tivera uns cem compradores, não mais do que isso, e os editores não queriam publicá-los; o próximo teria de ser impresso por si, particularmente, com uma tiragem ridícula de uns seiscentos exemplares. Nas raias da miséria, fez um inventário dos seus bens terrenos: algumas camisas, dois pares de calças, dois casacos, chinelos e sapatos, artigos de barbearia e de escrita, uma caçarola que a irmã lhe mandara e com a qual nunca conseguira ajeitar-se. Para sobreviver, dependia de uma pensão que recebia de uma universidade cristã, e que temia fosse cancelada a todo o instante, dado o teor cada vez mais antirreligioso dos seus últimos escritos.
No Inverno de 1883, instalou-se num pequeno quarto da modesta Pension de Genève, em Nice, na rue Saint Étienne. De quando em vez, apanhava os comboios ou os eléctricos que contornavam a costa até Saint-Jean Cap Ferrat e Villefranche e daí subia as colinas, escalava ao alto, deleitando-se com os ventos fortes e com aquilo que julgava ser a mancha-azul da Córsega a irromper de longe, no horizonte infindo do Mediterrâneo. Segundo a sua biógrafa, atribuía grande significado ao facto de o seu pulso bater ao mesmo ritmo que o de Napoleão, sessenta pulsações por minuto. O trilho que aí percorria, dois quilómetros entre Èze-sur-Mer, junto à costa, e a aldeia de Èze, lá no alto, ficou para sempre conhecido como Le sentier de Nietzsche, em homenagem ao filósofo que, como tantos outros, precisava de caminhar para pensar. É hoje atracção para os turistas que enxameiam o Sul de França.
Friedrich Nietzsche esteve lá várias vezes, foi aí que fez amizade com o Dr. Julius Panetch, um jovem zoólogo judeu de Viena, e com Resa von Schirnhofer, uma rica feminista de 29 anos, que decidira rumar a Nice no final do seu primeiro semestre na Universidade de Zurique, das poucas que aceitavam matrículas de mulheres. Durante dez dias de afecto casto, andaram os dois pela região adentro, aspergidos pela fragrância dos tomilhos, cegos pela claridade da luz, ensurdecidos ao barulho incessante das cigarras. Friedrich levou-a a ver uma corrida de touros a Nice, depois de lhe garantir que as regras francesas impediam o uso de cavalos e a morte do animal na praça, mas, a meio da tourada, os dois tiveram um ataque de riso incontrolável, ante o caricato do espectáculo. Porém, quando a banda tocou a Carmen, Nietzsche entrou em transe, electrizado pela música, que nele tinha um efeito poderoso, quase místico (“nunca houve um filósofo que, na sua essência, tenha sido um músico como eu”, escreveu um dia, apesar de reconhecer as suas debilidades como compositor, cruelmente apontadas por Wagner). Uma semana depois de Resa ter partido, Friedrich também rumou a Veneza, mas regressaria mais tarde. Foi na Provença que, de um jacto, escreveu a terceira parte de Assim Falava Zaratustra e que redigiu, em duas semanas, o muito mais polémico Para além do Bem e do Mal.
Editado em Leipzig em 1886, Nietzsche criticava nesse livro os preconceitos e o dogmatismo dos filósofos que o precederam, os quais tendiam a dividir as coisas entre “boas” e “más”, como se existisse uma moral objectiva que lhes pudesse servir de critério orientador e máxima de conduta. O livro é também, entre muitas outras coisas, um ataque ao pan-germanismo e uma defesa dos judeus, um louvor à unidade da Europa e à “delicadezza meridional” do catolicismo, em confronto com a aspereza do protestantismo do Norte.
Lembrei-me do livro e de Nietzsche há poucos dias, quando soube da morte da princesa Maria do Liechtenstein, um principado niilista situado no coração da Europa. A associação talvez pareça estranha, mas devemos recordar que Nietzsche foi chamado Friedrich por ter nascido no dia do 49.º aniversário do rei Frederico Guilherme da Prússia e que o seu pai, o pastor luterano Carl Ludwig Nietzsche, foi preceptor de princesas na corte ducal de Altenburg, de jovens iguais ao que Maria foi, in illo tempore.
Maria era uma princesa dos quatro costados que nasceu condessa em 14 de Abril de 1940, com o nome quilométrico de Marie-Aglaé Bonaventura Theresia Kinsky von Wichnitz und Tettau, sendo neta, pelo lado paterno, do conde Ferdinand Kinsky von Wichinitz und Tettau, que foi 7.º príncipe de Tettau com apenas um ano, e da princesa Aglaé von Auersperg. Pelo lado materno, provinha do conde Eugen von Ledebur-Wicheln e da condessa Eleonore Larisch von Moennich, bisneta de Barbu Dimitrie Ştirbei, príncipe da Valáquia, na Roménia.
A futura princesa consorte do Liechtenstein viu a luz na Boémia e Morávia, que agora pertencem à República Checa mas que à época eram um protectorado nazi instituído em violação grosseira dos acordos de Munique e onde 85% da população judaica foi exterminada, convindo dizer que a Casa Kinsky, a que ela pertencia, se portou pessimamente em toda essa tragédia, alinhando às descaradas com o Partido Germânico dos Sudetas, o que foi especialmente notório com o chefe da Casa, o príncipe Ulrich, gesto que não o salvou de ter muitas das terras confiscadas pelos alemães e, de novo, nacionalizadas pelos comunistas em 1948.
Com o avanço dos russos e o fim da guerra, os pais de Maria fugiram para a Alemanha em 1945, onde ela se formou e trabalhou numa editora de Dachau, localidade dos arredores de Munique hoje lembrada por ter sido sede de um campo de concentração onde foram mortos 41 500 seres humanos, números redondos.
Em 30 de Julho de 1967, Maria casou-se na Catedral de St. Florian, em Vaduz, com Hans-Adam II, nome abreviado de Johannes Adam Ferdinand Alois Josef Maria Marco d”Aviano Pius, filho de Franz-Joseph II e da condessa Georgina von Wiczek, familiarmente conhecida como princesa Gina (a endogamia é tanta que também ela era da Casa Kinsky e Tettau).
Hans-Adam II tem por título oficial príncipe de Liechtenstein, duque de Troppau e Jägerndorf, conde de Rietberg, soberano da Casa de Liechtenstein e uma fortuna familiar estimada em 7,6 biliões de dólares e uma fortuna pessoal de 4 biliões de dólares, sendo um dos chefes de Estado mais ricos do mundo e o monarca mais rico da Europa, rainha Isabel II incluída. Talvez isto pareça estranho tendo em conta que o Liechtenstein é um país minúsculo de 160 quilómetros quadrados, do tamanho de Lisboa, o sexto mais pequeno do mundo em termos populacionais, sem comboios nem aeroporto, com apenas um bispo, um túnel, uma piscina ao ar livre, um hospital, uma prisão e um McDonald’s, mas… com 15 sedes de portentosos bancos, que em 2017 geriram qualquer coisa como 300 biliões de dólares, o que significa 8 milhões de dólares por habitante do território. O príncipe é dono do LGT Group, o maior grupo familiar bancário do mundo, envolvido em 2008 numa fraude fiscal de proporções gigantescas, e, em 2003, impôs por plebiscito uma enorme ampliação constitucional dos seus poderes, tornando-se praticamente um monarca absoluto, com direito de veto sobre todas as decisões do parlamento (o príncipe ameaçou abandonar o país se o referendo não lhe fosse favorável). Em 2012, a população rejeitou de forma esmagadora uma proposta para diminuir os poderes reais, tendo o príncipe herdeiro Alois afirmado, dia antes. que iria vetar qualquer tentativa de flexibilizar as leis do aborto. O Liechtenstein só em 1984 concedeu o direito de voto às mulheres, e mesmo assim por uma margem tangencial, sendo esta apenas uma das muitas bizarrias de um território situado muito para lá do bem e do mal: num faux pas ganancioso, o príncipe Hans-Adam tentou patentear na América o arroz Basmati (!), uma cultura milenar da Índia, do Bangladesh e do Paquistão, sendo obrigado a recuar devido aos protestos daqueles países.
Como é possível tudo isto? Como é possível um príncipe ter tanta riqueza acumulada, num país que importa 85% da sua energia? Depois do escândalo de 2008, as coisas melhoraram muito em termos de transparência, é preciso dizê-lo, mas o Liechtenstein continua a ser um dos poucos países do mundo com mais empresas do que pessoas. No Luxemburgo ainda é pior e muitos interrogam-se como é que o território não integra a lista dos paraísos fiscais da UE, a qual é, ela própria, fértil em tais paraísos (isto enquanto defende a “justiça tributária” e um “modelo social europeu” que assenta no pagamento de impostos pelos cidadãos).
Os paraísos fiscais são infernos de transparência, os esgotos por onde desagua o que de pior há no mundo: crime organizado, terrorismo, tráficos de armas, de drogas, de órgãos e de pessoas, máfias façanhudas, corrupção. O desastre do Afeganistão mostra que é difícil, talvez impossível, vencer os terroristas no terreno. Cortar-lhes as fontes de financiamento e não reconhecer transacções ou empresas criadas em paragens nada recomendáveis parecem ser as únicas soluções possíveis. O mundo seria infinitamente melhor, paradisíaco, sem esta praga dos “paraísos fiscais”, mas em sua defesa muitos e muito obscuros interesses se levantam, é triste. Entretanto, gastam-se biliões em exércitos para combater talibãs, deixando-os depois serem financiados tranquilamente nas nossas costas e nos “paraísos” que continuamos a tolerar (dias depois do 11 de Setembro, o Departamento do Tesouro dos EUA revelou que os financiadores e consultores financeiros da Al-Qaeda, os grupos Al Taqwa e Barakaat, tinham escritórios… na Suíça e no Liechtenstein).
Nietzsche tinha razão: vivemos para além do bem e do mal.
Historiador. Escreve de acordo com a antiga ortografia.

26
4 comments
7 shares
Like
Comment
Share
A ÚLTIMA RAINHA AFEGÃ
Views: 0

Como as coisas mudam…
Para pior!
O nome da mulher desta foto é Soraya Tarzi e embora muitos não saibam ela foi a primeira e última rainha consorte do Afeganistão durante o século XX. Soraya nasceu em 1899 na Síria, que então fazia parte do Império Otomano, filha do político e intelectual Mahmud Beg Tarzi que proporcionou a Soraya uma educação moderna e ocidental. Em 1913 após voltar ao Afeganistão a jovem conheceu o Príncipe Herdeiro Amanullah Khan com quem teve uma grande afinidade. No mesmo ano Amanullah, que era solteiro, decidiu tomar Soraya como esposa. Em 1919 após a ascensão do marido ao trono afegão Soraya se dedicou ao projeto de modernização do país. Refinada e determinada ela defendeu direitos básicos das mulheres como trabalhar e estudar. Além disso Soraya foi a primeira consorte de um monarca muçulmano a aparecer em público. Soraya até mesmo chegou a discursar em algumas ocasiões. Ela também participou de vários eventos ao lado de seu marido. Suas atitudes aliadas as reformas implantadas por seu marido foram o entrave de uma revolta por parte dos afegãos tradicionalistas. Em 1929 Amanullah Khan abdicou do trono para evitar um derramamento de sangue e Soraya o seguiu no exílio. Ela faleceu em 1968 em Roma, Itália.
Fonte: MULHERES NA HISTÓRIA
1
Like
Comment
Share
Página Global: EUA devem tratar a China com humildade e respeito
CANADÁ NÃ RETIRA MAIS NINGUÉM DE CABUL
Views: 0
Canada has ended its evacuation mission out of Afghanistan, leaving some Canadians and Afghan allies stranded, military officials said on Thursday.
Canadian forces airlifted some 3,700 people from Kabul amid the Taliban’s rapid takeover this month.
It is so far unclear how many Canadians remain in Afghanistan. (BBC)

Like
Comment
Share
0 comments
Página Global: “Falta vontade política” no combate à seca no sul de Angola
recorde de FUNCIONARIOS-PUBLICOS-NOS-ACORES
Página Global: Alterações climáticas ameaçam Macau e Hong Kong
Página Global: Política incerta Washington-China prejudica negócios dos EUA
Página Global: O que fazer? – O dilema europeu
memórias urbanas
Views: 1

Os autocarros que circulavam nas cidades do Porto e Lisboa, nos anos 60 e 70 na minha infancia. E tinham algo que espantaria alguns jovens de hoje. Por detrás dos assentos havia cinzeiros, para as pessoas que fumavam dentro do autocarro.
20
1 share
Like
Comment
Share
BURCAS PORTUGUESAS
Views: 0
Mulheres a aguardar pescadores na Nazaré

Mulheres aguardando os pescadores na praia da Nazaré, Portugal, 1955 ~ Henri Cartier-Bresson
1
A aliança Luso-Marroquina na Batalha de Alcácer Quibir | História Islâmica
Views: 2
A Batalha de Alcácer Quibir, também conhecida como Batalha d
Source: A aliança Luso-Marroquina na Batalha de Alcácer Quibir | História Islâmica
SANTA MARIA, HISTÓRIAS DE AMOR DO TRADUTOR AÇORIANO
Views: 1
O tradutor açoriano
O meu querido avô António tinha muitas namoradas. Ou na linguagem da minha infância, amantes. Para além de homem bonito tinha bom feitio, sustentava “inúmeras” famílias e tinha fama de rico. O que que ainda “lhe trazia” mais trabalho – ou sucesso- no ramo do amor, por assim dizer.
Uma das amantes, das menos conhecidas, tinha sido um caso durante a construção do aeroporto de Santa Maria. Ela era casada com um militar americano e depois voltou para a América. Durante quase quarenta anos a senhora (vergonhosamente bonita)nunca mais deu sinal de vida. Até que no princípio dos anos oitenta, já viúva, decidiu escrever. Só que ela escrevia em inglês. E o meu avô decidiu que eu faria as traduções nas cartas de resposta. Só que ele adoeceu, com gravidade, e pediu-me para escrever o que “me apetecesse”. Mas sem “tom poético ”. Obviamente que não resisti à tentação. Do “tom poético”.
Tempos antes eu tinha publicado poemas (horríveis)num jornal e o ilustre escritor Dias de Melo, que estava, na altura, em Santa Maria, tinha lido “a coisa”. Provavelmente por misericórdia…E disse que não percebia nada dos meus “poemas”… E só perguntou ao meu avô: isto é contra ou a favor dos comunistas? Certamente contra os “neo-realistas”…
O “meu tom poético” não tinha futuro. No entanto sou teimoso.
E a doce amante escrevia muito. E eu, nas respostas, ainda escrevia mais, em inglês, para uma cidade perdida no “state of Louisiana”, na América.
As respostas às cartas da amante procuravam os lugares-comuns regionais (doença incurável) numa versão de intelectual açoriano em penitência. Deixo apenas alguns exemplos.
A memória do nosso amor é um barco de nevoeiro onde o basalto encontra a fecundidade do passado.
Os aviões partiram mas as gaivotas cantam o Espírito Santo na leveza dos sentimentos.
As hortênsias e o mar ainda sufocam por ti.
O meu neto António é tímido, por natureza, mas está disponível para ir à “Louisiana” declamar poemas.
Foto: Bar António, Vila do Porto, ilha de Santa Maria, 1944.

You and 5 others
Like
Comment
Share
0 comments
REPRESSÃO AUSTRALIANA
Views: 0
Anti-lockdown protesters in Victoria have clashed with police as they broke through a line of officers standing outside the state parliament building on Melbourne’s Spring Street.
SMH.COM.AU
Police clash with anti-lockdown protesters in Melbourne CBD
The Sydney Morning Herald
Anti-lockdown protestors have clashed with police at Sydney’s Victoria Park, while thousands of protestors have swarmed through Melbourne’s CBD. Follow our live coverage:
SMH.COM.AU
Australia COVID LIVE updates: Heavy police presence as anti-lockdown protest planned to go ahead …
Thousands of police will take to the streets and set up checkpoints in Sydney’s CBD on Saturday to quell an anti-lockdown protest, Victoria’s lockdown is expected to b…
2.9K
2.4K comments
409 shares
Like
Comment
Share





