campas de militares esquecidos em angola

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antes de ver o vídeo leia minha crónica de setembro 2020
descolonização, COLONIALISMO, COMBATENTES E FALTA DE RESPEITO, CRÓNICA 289

 

Há temas que alguns chamam fraturantes e eu designo como demasiado incómodos para discutir, e desde há muito tempo não discuto com ninguém: futebol descolonização ou religião. São experiências pessoais que em muito transcendem a lógica argumentativa e duma discussão dessas nunca sairiam resultados úteis.

Dito isto e respeitando as opiniões contrárias (eu não disse concordando), dei-me ao trabalho de contrapor a afirmação de que a descolonização das “províncias portuguesas” foi catastrófica e não uma descolonização exemplar como outros nos querem fazer crer.

Nem uma coisa nem outra, foi a descolonização possível, fora de tempo, forçada pelos grandes interesses das potencias mundiais num enorme jogo de dominó em que se manipularam os inexperientes portugueses saídos do 25 de abril para a dura tarefa de descolonizar.

Não foi nem melhor nem pior do que as restantes feitas por países mais poderosos como o Reino Unido, Alemanha, França, Austrália, etc. foi, certamente, má mas nem pior nem melhor do que as restantes.

Má, atabalhoada e manipulada de fora. Os desgraçados que lá viviam foram a moeda de troca, enxovalhados ao serem chamados de “retornados” e espoliados do seu trabalho, nem todos eram racistas, nem todos eram negreiros, nem todos eram salazaristas (embora muitos o fossem). Tiveram de recomeçar do nada e ficaram para sempre ressabiados, com razão, mas a vida continua e temos de andar para a frente.

Também fiquei impedido de regressar a Timor pela invasão colonial da Indonésia a 7 de dezembro de 1975 e se bem que toda a minha vida planeada tenha sido posta à prova, recomecei de novo em Macau e na Austrália e, mais recentemente, Portugal.

De uma enorme devastação que os anos de guerra colonial (mesmo em Timor) me causaram e subsequente reajustamento a novas sociedades e culturas, fiz disso uma mais-valia multicultural enriquecedora. Não consta que me ande a queixar eternamente do infortúnio. E se admito que a minha noção de patriotismo nada tenha a ver com a minha deserção quando fui amnistiado por Spínola e fui a Bali e Austrália, não entendo como o povo português continue calado e tolere a existência de mais de mil corpos de combatentes abandonados em campas rasas em Angola.

Intolerável isto só comprova a minha teoria, que nós, especialmente os oficiais milicianos, não éramos senão carne para canhão. É a falta de respeito pela memória dos mortos e estropiados que é intolerável, mas sobre ela raramente se fala.

Pior estão os ex-combatente dos EUA que morrem que nem tordos nas ruas onde nem sobrevivem como sem-abrigo, com doenças e SPT (stress pós-traumático), abandonados pela sociedade que os espoliou dos melhores anos de vida em troca de uma mancheia de nada.

Não segui a corrente campanha eleitoral pois de promessas fartas incumpridas anda este eleitor cheio, mas não devo errar se disser que nem um se deve ter lembrado dos desgraçados dos ex-combatentes, em avançada idade como eu, ou mais velhos ainda, sem uma pensão condigna, sem acompanhamento eficaz do SPT e outras maleitas além da idade.

É essa indiferença, esse esquecimento, esse desprezo por aqueles que deram os melhores anos da sua juventude que magoa e me afasta de promessas políticas de quatro em quatro anos. Assim será sempre, até ao dia em que o sol não nasceu, a chuva não caiu, a maligna carne de vaca não se comeu e em que eu (que não vendo livros) deixe de os escrever.

 

Chrys Chrystello, Jornalista,

Membro Honorário Vitalício nº 297713

[Australian Journalists’ Association] MEEA]

[Diário dos Açores (desde 2018)

Diário de Trás-os-Montes (desde 2005) e

Tribuna das Ilhas (desde 2019)]

 

Silvério Sousa shared a post.

Se fosse a dizer alguma coisa dizia Portugal é um Pais Decrépito..tenho amigos por la assim abandomados
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Ready!

Relembrar… Campas de Militares Portugueses em Angola que tombaram na Guerra do Ultramar

Escape From Kabul in a Flock of Flying Elephants

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Long before the famed Berlin Airlift, the Kabul airlift of 1928-29 established a precedent for all the aerial mercy missions that followed. Shortly before

Source: Escape From Kabul in a Flock of Flying Elephants

a salvar mais alguns

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Breaking: A rescue mission to evacuate stranded Australians and Afghans has begun with a RAAF Hercules aircraft flying into Kabul this morning.
Australian rescue mission underway in Kabul
SMH.COM.AU
Australian rescue mission underway in Kabul
A rescue mission to evacuate stranded Australians and Afghans in Kabul is underway,
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OS ROMANOS ERAM MAIS EVOLUÍDOS

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repuxos
Nada mais agradável em dias quentes que uma sombra perto de repuxos e sentir a frescura que projectam e o som da água a cair.
Os romanos bem sabiam isso como se testemunha em Conímbriga, onde davam à recolha, transporte e utilização da água, incluindo para banhos e lazer, tanta importância como a outras marcas da sua cultura, como a língua e o direito.
As imagens são da Casa dos Repuxos, o melhor exemplo da arquitectura de jogos de água, mas também da arte dos mosaicos e de pintura mural na cidade.
Construída no séc. I dC, esta residência aristocrática foi demolida em finais do séc. III devido ao levantamento da muralha e está ainda só parcialmente escavada.
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This terrifying ‘dragon’ was Australia’s largest flying reptile – CNN

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Scientists have discovered that a terrifying “dragon” once flew over Australia 105 million years ago, according to new research. The fossil of a pterosaur with a nearly 30-foot (7-meter) wingspan belonged to Australia’s largest flying reptile.

Source: This terrifying ‘dragon’ was Australia’s largest flying reptile – CNN

A CADA 4 ANOS ZONA FRANCA

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Açoriano Oriental, 8.8.2021
ZONA FRANCA
Tácticas
A apetência por cargos políticos consegue operar verdadeiros milagres. Cada vez que nos aproximamos de um acto eleitoral, com especial relevância para as Regionais e para as Autárquicas, somos surpreendidos por incríveis fenómenos.
Começando pelos Partidos, a cada quatro anos parece que surge algo inesperado: umas eleições. Tal como os alunos que se lembram de estudar apenas na véspera do exame, os Partidos descobrem a necessidade de encontrar candidatos só quando faltam cerca de três meses para o dia da ida às urnas.
O livro “A arte da guerra”, de Sun Tzu, descreve um general cujas qualidades são o segredo, a dissimulação e a surpresa. As tácticas para combater os inimigos mais perigosos, os do próprio Partido, obrigam à dissimulação para manter uniões de fachada, enquanto se espetam punhais nas costas. O segredo encobre as promessas de cargos e posições no xadrez político, colando cacos. A surpresa acontece a cada coelho que sai da cartola em jogadas de ataque ou defesa, sempre com o intuito de manter as lideranças. É importante vencer, desde que o vencedor não tenha ambição e condições para ameaçar a liderança partidária.
Nos jornais locais vão surgindo novos cronistas com uma legítima vontade de partilhar ideias e ter uma participação cívica. Na maioria das vezes, são actividades efémeras que duram somente no período pré-eleitoral ou enquanto têm assento na Assembleia Regional. Provavelmente, as ideias esgotam-se ou passam do prazo de validade.
Há pessoas com quem já nos cruzámos centenas de vezes sem que tenha havido um aceno de cabeça, subitamente descobriram que existimos e passam a cumprimentar-nos de forma efusiva. Essas mesmas pessoas, que nem sabíamos serem utilizadores do Facebook, enviam-nos pedidos de amizade e repetidos convites para que gostemos das suas páginas de candidatura. São comoventes acessos de afecto.
Surgem notícias, com demasiada frequência, acerca de Associações e Instituições em risco de encerrarem as suas actividades por falta de quem as lidere. São inúmeras as dificuldades em cativar voluntários para trabalharem em prol das comunidades em que vivem. Várias são as que se encontram encerradas. Invariavelmente, as desculpas para essa falta de disponibilidade para a causa pública passam pela falta de tempo.
A quantidade de gente que exerce cargos públicos sem nunca ter prestado qualquer serviço em prol da comunidade é uma afronta. De deputados a Presidentes de Câmara, são inúmeros os exemplos de quem nunca exerceu qualquer actividade de voluntariado. Alguns até gozam reformas com vencimentos vitalícios pelos cargos ocupados, mas não encontram tempo para apoiarem as instituições locais.
Os culpados de todas estas situações não são os políticos e os candidatos a políticos, mas sim quem se demite da sua função de votar e de exigir o cumprimento das obrigações de quem é eleito. A pouco mais de um mês de novas eleições, estamos muito a tempo de nos inteirarmos do perfil e das propostas de quem se apresenta a votos.
Temos de votar para conseguirmos a vitória do nosso progresso, mas como escreveu Sun Tzu: “Não é preciso ter olhos abertos para ver o sol, nem é preciso ter ouvidos afiados para ouvir o trovão. Para ser vitorioso você precisa ver o que não está visível.”
luisvasco@susiarte.com
*ZONA FRANCA discorda ortograficamente
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RESTAURANTE DE SERVIÇO LENTO

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This happens only in Australia.
🦘Kangaroo waiting for his dinner😳at farm house
May be an image of outdoors
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primeira aterragem em Santa Maria

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No photo description available.
7 de agosto de 1944 – Aeroporto de Santa Maria
1º Avião a aterrar em Santa Maria – Dakota C47 da USAF
Luís Botelho and 7 others
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Página Global: Austrália precisa suavizar sua retórica sobre a China

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Source: Página Global: Austrália precisa suavizar sua retórica sobre a China

MODA AUSTRALIANA ANOS 1970

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May be an image of 2 people, people standing, shorts and text that says "Mens short long sleeve business shirts $299 EA. Polyester/cotton in white and pastels. 37-44. Fashion ties $399 EA. Prints and woven designs. Look smart in Target tie. Fashion shorts $799 EA. Fashion shorts in good range fstyle 3-7,444, 6%, 7%. Leather belts 11/2" size $259 Other sizes and prices avallable too. Walk socks 99℃ PR. Machine washable. 1 size fits all. Assorted colours. Old Shops Australia on Facebook & Twitter @oldshopsoz"
Menswear from the 1970’s. (Source Old Shops Australia)
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