MULHER PRESIDE AO PARLAMENTO EM TIMOR

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Deputados timorenses prestam juramento e elegem primeira mulher presidente do parlamento
Díli, 22 jun 2023 (Lusa) – A deputada do CNRT Fernanda Lay foi hoje eleita a primeira mulher a presidir ao Parlamento Nacional timorense, na sessão que marcou o arranque da 6.ª legislatura e na qual prestaram juramento os 65 novos deputados.
Maria Fernanda Lay foi eleita com 45 votos a favor, 19 abstenções e um voto em branco, durante uma votação secreta, em urna, mas onde se evidenciou uma divisão na oposição, já que os dois partidos da maioria representam apenas 37 lugares.
As 19 abstenções coincidem com o total de cadeiras da Fretilin, segunda força política.
“A deputada Maria Fernanda Lay foi eleita presidente do Parlamento Nacional”, disse Aniceto Guterres Lopes. “Primeira mulher timorense eleita responsável de um órgão de soberania. Os meus

parabéns

à nova presidente, e às mulheres timorenses. Convido-a agora a assumir a mesa do parlamento, para concluir a agenda de hoje do plenário”.

A nova presidente foi a única candidata ao cargo apresentada até ao prazo limite, que terminou na quarta-feira, sendo apoiada pelos dois partidos que configuram a nova maioria parlamentar, o Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT) e o Partido Democrático (PD).
“Eu, Maria Fernanda Lay, declaro que aceito candidatar-me para presidente do Parlamento Nacional”, escreveu na curta carta de aceitação da nomeação.
Lay, 68 anos e natural de Baucau, ocupou várias funções de liderança em várias comissões especializadas, com destaque para a comissão de Finanças Públicas.
Presente no parlamento desde 2007, sempre na bancada do CNRT, Fernanda Lay é uma das vozes fortes do partido no que se refere aos temas de finanças públicas, sendo tradicionalmente a deputada que lidera as intervenções do partido sobre questões como o Orçamento Geral do Estado (OGE).
A sua nomeação implica, por regras constitucionais, que Fernanda Lay será igualmente a primeira mulher a assumir, ainda que interinamente, as funções de Presidente da República, em casos como ausências do país do chefe de Estado.
Essa situação deverá ocorrer já nos próximos dias durante uma visita de José Ramos-Horta à Alemanha.
Pouco tempo antes da votação, em pé, os novos deputados prestaram juramento.
“Juro por Deus, pelo povo e por minha honra, cumprir com lealdade as funções em que sou investido, cumprir e fazer cumprir a Constituição e a Lei e dedicar toda a minha energia e capacidade à defesa e consolidação da independência, unidade e integridade nacionais”, declararam, em conjunto, os novos deputados.
Antes da eleição da nova presidente do parlamento, concluiu-se a substituição de seis dos deputados eleitos, incluindo alguns dos principais líderes nacionais.
“Tendo de me ausentar do PN por período superior a três dias por me encontrar a exercer as funções de PM [primeiro-ministro], venho pelo presente (…) pedir justificação antecipada de faltas e a substituição de mandato até ao termo de mandato como primeiro-ministro”, referiu Taur Matan Ruak numa carta endereçada ao parlamento.
Esta é a terceira vez que Taur Matan Ruak é eleito deputado (nas eleições de 2017, 2018 e de maio último) sendo que nunca chegou a prestar juramento e a assumir as funções em nenhum desses casos.
Já depois do juramento, também o presidente do CNRT, Xanana Gusmão, e o secretário-geral do partido, Francisco Kalbuadi, pediram a sua substituição “por motivos de trabalho político”, sendo que no segundo caso se concretiza apenas na próxima sessão plenária, sexta-feira.
Registaram-se três substituições na Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), nomeadamente as de Francisco Guterres Lú-Olo, presidente do partido, Mari Alkatiri, secretário-geral, e Lere Anan Timur, elemento da troica de liderança.
ASP // JMC
Lusa/Fim
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PS alerta para “falta de fiscalização” de viaturas ‘rent-a-car’ no acesso à Lagoa do Fogo – Jornal Açores 9

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Ponta Delgada, Açores, 22 jun 2023 (Lusa) – fiscalização” no acesso de viaturas ‘rent-a-car’ à Lagoa do Fogo, na ilha de São Miguel, uma semana após a implementação do serviço de transporte ‘shuttle’. “Não existe qualquer controlo na estrada de acesso, estando apenas alguma sinalização no local, o que condiciona a implementação eficaz do serviço […]

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a era do caos no ensino

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A ler ATÉ ao FIM. A ser assim é aterrador isto👇
“A era do caos”
Há cerca de 26 anos que, intermitentemente, dou aulas na universidade. Pelas minhas aulas já passaram quase todo o tipo de pessoas. A primeira cadeira que leccionei foi no ano lectivo de 1998. Nas horas de tutoria, os alunos formavam uma fila à porta do meu gabinete. Responder a todas as consultas, curiosidades, dúvidas… era tão exaustivo quanto gratificante. As constantes perguntas dos estudantes em aula obrigavam-me a estar muito bem preparado.
A cadeira era difícil e as questões de desenvolvimento faziam os exames durarem horas. Era impossível corrigir os exames em menos de dez dias e as avalições eram complexas — especialmente para bons alunos.
Mas isto é apenas eco do passado distante. Hoje, mais do que ensinar, dedico-me sobretudo a enganar. As turmas hoje têm cerca de 50 alunos, dos quais raramente mais de 10 ou 20% assistem às aulas. Aqueles que vêm, na sua maioria, trazem um portátil e/ou um telemóvel que utilizam descaradamente durante as horas de aula. Os rostos dos alunos escondem-se por detrás dos ecrãs. Na verdade, conheço melhor as marcas dos seus dispositivos do que os seus traços faciais. É raro alguém fazer uma pergunta, por mais que sejamos encorajados a fazê-lo. Quinze minutos antes do fim da aula já estão a arrumar as suas coisas, ansiosos por sair.
Cada vez mais me sinto como um professor de escola secundária numa série medíocre dos anos 80 do que como um professor universitário. Frequentemente tenho de me calar porque o murmúrio geral se espalha pela sala de aula e sinto vergonha de ter de mandar calar os universitários constantemente. Já separei pessoas para que não conversassem entre elas, já expulsei alunos da sala de aula e até já me retirei da aula perante o mais absoluto desinteresse.
Consciente de que para vocês sou apenas mais um estímulo concorrendo com as redes sociais e o vasto império da Internet, evidentemente, sou mais aborrecido do que um vídeo de influencers do TikTok. Sei que estou em desvantagem, mas aceitei o desafio.
Como resposta a este panorama e, em consonância com as normativas universitárias sempre em mudança (invariavelmente piores que as anteriores), nós professores, decidimos tomar providências, que se resumem no seguinte:
Baixamos o nível da matéria. Ensinamos menos temas e de forma muito mais superficial.
Fazemos testes intercalares como estabelece a avaliação contínua, numa tentativa de aprovar mais alunos, pois um número superior de chumbos ao que a universidade estabelece como limite implica uma sanção que afecta o orçamento do departamento, escravizado pelo denominado “contrato-programa”.
O nível dos trabalhos e apresentações dos alunos aproxima-se cada vez mais de uma apresentação de Natal — mas é mais do que suficiente para dar um 10.
Deste modo, cumprimos o contrato-programa, o departamento está contente, a universidade está contente, os nossos alunos passam, acreditam que sabem algo e estão contentes, e nós murchamos diante da triste realidade.
Assim sendo, digo-lhe que a minha função se tornou enganá-lo, caro aluno/a. Vive numa ilusão que nós adoçamos. Então, é melhor que se queira continuar a viver na sua bolha, enquanto pode, não continue a ler, porque vou dar-lhe a “red pill”. Se ainda está a ler, está a fazê-lo por sua conta e risco. Não diga que não avisei.
Aqui vão algumas verdades que não vai gostar de ouvir:
1. Falta-vos habilidades básicas que são fundamentais no ensino superior. Não possuem pensamento críticos nem se sabem expressar com clareza e coerência.
2. O vosso vocabulário é limitado e consiste principalmente em verbos fracos como ‘fazer’, ‘ser’, ‘estar’. É como se a vossa caixa de ferramentas linguísticas tivesse apenas um martelo quando, na verdade, precisam de um conjunto completo de ferramentas.
3. Quando entregam um trabalho, salta à vista que o copiaram de sites. Se introduzem frases sofisticadas como “considerando a possibilidade de articular o conceito …” é claro que não foram vocês que as escreveram. O vosso discurso não combina com estas palavras. É como ver um gato a tocar piano .
4. Frequentemente, apresentam uma completa desvalorização das obras clássicas. Obras fundamentais da Matemática, Filosofia, Literatura ou das Ciências, são descartados como “aborrecidos” ou “irrelevantes”. Mas, não se enganem, é através do conhecimento do passado que poderemos construir um futuro mais promissor.
5. O vosso compromisso com a aprendizagem é diretamente proporcional à proximidade da data do exame. Em vez de se empenharem na absorção consistente de conhecimento ao longo do semestre, preferem decorar alguns pontos na véspera do exame.
6. A vossa capacidade de se concentrarem num assunto é menor do que a de um esquilo numa floresta cheia de nozes. Estão constantemente distraídos pelos vossos smartphones, redes sociais e pelo último meme do momento. A vida parece girar em torno das “likes”, dos “shares” e dos “retweets” onde o valor é aferidos, não pela qualidade mas as métricas das redes sociais .
7. Por último, mas certamente não menos importante, a tendência para encontrar atalhos e soluções fáceis é alarmante. Se vos pedem para escalar uma montanha, a primeira coisa que fazem é procurar um teleférico ou um helicóptero. O esforço é visto como algo desnecessário e inconveniente, esquecendo que é a luta que nos torna fortes.
Devo admitir que, no meio desta sátira amarga, há exceções. Alunos dedicados, inquisitivos, apaixonados pela aprendizagem. Estes dão-me esperança e lembram-me porque escolhi a docência. Mas, infelizmente, esses são cada vez menos.
Poderia continuar, mas acredito que já percebeu o ponto. Somos os facilitadores de uma mentira conveniente, uma mentira confortável. Mas saiba, caro estudante, a solução está em você. Não na universidade, não nos sindicatos, não em cantos de sereia de -ismos e não nas redes sociais. A solução está em si. Se mudar, o mundo muda. E se não quiser mudar, não se preocupe, vamos continuar a enganá-lo, a faze-lo acreditar que está a fazer muito bem.”
Via Asha Bodhi
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património açoriano ao abandono

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Hoje…Praia do Pópulo….forte de S Caetano… está muito desprezado… Precisando dum arranjo.
  • Tomás Quental

    Estão aqui séculos de História ao abandono. Poderia ser um atractivo turístico, tanto mais junto a uma bela praia. Não sabemos aproveitar devidamente o nosso património. Lamentável!

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    Alexandrina Bettencourt

    Tudo abandonado…uma tristeza 😢
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3.5 Million Years Old – Scientists Identify Australia’s First Long-Distance Walker

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A new genus of diprotodontid has been identified through the use of 3D scanning technology. Paleontologists from Flinders University, utilizing advanced 3D scans and other cutting-edge technology, have provided a new perspective on the fragmentary remains of a 3.5 million-year-old marsupial from Ce

Source: 3.5 Million Years Old – Scientists Identify Australia’s First Long-Distance Walker

A ameaça que se esconde no mar de Portugal: sabotagem dos cabos submarinos “seria uma catástrofe”

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Vários navios russos têm sido vistos a rondar a costa portuguesa, por onde passam 10% a 15% das comunicações de todo o mundo. O próprio chefe do Estado Maior da Armada já admitiu que parte da intenção russa é espiar os cabos submarinos, mas continua a falhar uma estratégia conjunta para responder ao problema

Source: A ameaça que se esconde no mar de Portugal: sabotagem dos cabos submarinos “seria uma catástrofe”

ANANÁS PARA RICOS

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Ananás no Hiper Continente de Ponta Delgada a 10,29€ o kilo
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João Martins Botelho, Gabriela Mota Vieira and 354 others

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João Martins Botelho

Eles dizem que é barato….deve ter IVA “zero” !.
O modelo continente já foi bom..agora não…isso para fazer as compras do mês lá, é deixar o ordenado todo num carro de compras…” Há mas tem € para o cartão ” (dizem muitos) isso é tudo fantochada, acham que dão alguma coisa a alguem?
Tido uma jogada de publicidade e marketing…mas já é uma história velha
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