apicultora nos açores

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“Os Açores são um local privilegiado por serem
o único lugar no mundo que produz mel de incenso
e por haver poucas doenças ligadas às abelhas”
trocou o Porto, a sua terra natal, pela tranquilidade de São Miguel e não se arrepende de o ter feito, pois confessa que gosta imenso de viver nos Açores. Todavia, a paixão pelas abelhas germinou mais tarde, em 2014, quando foi desafiada por uma amiga a adquirir uma colmeia. Carolina Ferraz abraçou o desafio e, além de adquirir a colmeia, fez um curso de apicultura.
Sendo Ciências do Ambiente a sua área de formação, trabalhava na área da divulgação científica e, a par disso, tratava da sua colmeia, de forma casual, mas cedo percebeu, conforme refere que “era algo de que gostava imenso e que alia também a questão das plantas. Sou da área de Ciências do Ambiente e achei que podia aliar as duas coisas, criando um projecto na área da apicultura com uma vertente pedagógica.”
Assim, o que era um passatempo tornou-se num trabalho a tempo inteiro, pois Carolina Ferraz decidiu dedicar-se inteiramente a este projecto.
“O ano passado fiz um curso de empreendedorismo, onde expliquei a minha ideia de negócio. Como ganhei o primeiro lugar num pitch, tive a oportunidade de integrar a Incubadora da Universidade dos Açores e resolvi, este ano, dedicar-me a este projecto a tempo inteiro”.
A portuense explicou que, no ano passado, o projecto não passava de uma ideia de aliar a apicultura, à educação e ao meio-ambiente, ideia esta que começou a ser implementada, já este ano, com a preparação dos terrenos para receber as colmeias.
“No final do ano passado, comecei a desenvolver a ideia e este ano estou pô-la em prática, de modo a desenvolver o meu negócio”, afirma a apicultora.
Quanto à escolha do nome, Carolina Ferraz revelou que a quinta onde pôs a sua primeira colmeia chamava-se Quinta Margaridas e, a partir daí, decidiu que todas as suas colmeias teriam nomes de mulheres, além de ter confessado gostar muito do substantivo Margarida, bem como das flores com o mesmo nome, as quais são melíferas e importantes para as abelhas.
O Apiário Margaridas é um negócio familiar, de Carolina Ferraz, do marido e do filho em que todos participam, de alguma forma, neste projecto: “Neste momento, dedico-me a tempo inteiro, o meu marido ajuda-me quando é possível e o meu filho vai participando nas tarefas mais fáceis. Tentamos incluí-lo para que ganhe o gosto pela apicultura, abelhas e meio-ambiente”, avançou Carolina Ferraz.
Em jeito de brincadeira, a apicultora contou que o filho de seis anos, é que controla e atesta a qualidade do apiário, tendo em conta que ele prova todos os méis.
Tendo em conta o trabalho que tem desenvolvido, no dia 15 de Janeiro, o Apiário Margaridas abriu as suas portas a todos os que quisessem participar na plantação de árvores melíferas nativas da Região. Além disso, o evento contou com a participação de três apicultores, nomeadamente José Gomes, Gerbrand Michielsen e Manuel Moniz da Ponte, onde houve espaço para se conversar, em mesa redonda, sobre a apicultura, em diferentes vertentes. Os mais novos não foram excluídos, tendo havido também actividades direccionadas a crianças, com a leitura da história “A Abelha”, uma actividade de exploração intitulada “Quem se esconde no Apiário Margaridas”, entre outras actividades.
“No Domingo passado foi um dia aberto no Apiário Margaridas. Abri o Apiário a quem quisesse participar para me ajudar a plantar plantas melíferas nativas dos Açores. Além disso, como quero incluir um carácter pedagógico, tivemos umas conversas em torno da apicultura com três apicultores e houve actividades para crianças também” recordou Carolina Ferraz.
O balanço que a apicultora faz do evento é muito positivo e superou todas as suas expectativas. Com cerca de 70 pessoas presentes, foram plantadas 320 plantas nativas melíferas, conversou-se sobre apicultura e os mais pequenos exploraram a biodiversidade do apiário.
Uma vez que a sua área está muito ligada à parte ambiental, a apicultora almeja que o mel produzido no Apiário Margaridas tenha uma grande componente de espécies nativas dos Açores: “Pretendo que o meu apiário seja um lugar de aprendizagem que as pessoas possam visitar, aprender e desfrutar da natureza. Ou seja, o objectivo é incluir uma componente pedagógica, não só de produção, mas também de aprendizagem.
Apesar de se encontrar numa fase piloto, o projecto conta já com 52 colmeias. Pode parecer um número elevado, mas, segundo Carolina Ferraz, para quem quer ser apicultor profissional “ainda são poucas colmeias.”
A mentora do Apiário Margaridas esclarece ainda que, neste momento, está a preparar os terrenos, isto é, a plantar nos apiários para poder transferir as colmeias.
“De momento, estou a trabalhar nos terrenos para poder receber as colmeias e prepará-las para a florada de incenso que aí vem, em Fevereiro e Março. Para, futuramente, ter mel é preciso preparar os terrenos onde as abelhas vão estar.”
Quanto ao facto de a apicultura representar uma importante actividade agrícola na Região, Carolina Ferraz considera que não há muitos apicultores profissionais nos Açores. Aliás, a apicultora referiu que são poucos e que se contam pelos dedos de uma mão aqueles que se dedicam profissionalmente à apicultura. “Há muitas pessoas que têm colmeias, mas poucas, e que se dedicam à actividade como um hobby, tal como eu fazia antes.”
Na opinião da apicultora, o mel dos Açores é diferenciador, por ser o único lugar do mundo onde se produz mel de incenso. Aliado a isto, a apicultora considera que o arquipélago é um local privilegiado para a produção de mel, na medida em que existem poucas doenças ligadas às abelhas.
“Os Açores são uma Região imune a determinadas doenças, as quais são muito graves no continente e na Europa, por exemplo, além de que não temos a vespa asiática e espero que não venhamos a ter”, elucidou Carolina Ferraz.
A produtora de mel concluiu a entrevista satisfeita, por entender que “finalmente as pessoas estão a perceber que as abelhas são um animal muito importante, que temos que cuidar e preservar”, alertando que “as pessoas não precisam de ser apicultoras para terem plantas em casa que são importantes para as abelhas, o que faz diferença para toda a gente.”
Carlota Pimentel

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timorenses nas ruas de portugal, atualização

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Mais de mil timorenses vulneráveis realojados, perto de 500 estão em alojamentos coletivos
Lisboa, 18 jan 2023 (Lusa) – O Alto Comissariado para as Migrações (ACM) identificou quase 1.400 timorenses em situação de vulnerabilidade, havendo perto de 500 que permanecem em alojamentos coletivos, revelou a ministra Ana Catarina Mendes, segundo a qual esta é uma soluça provisória.
A ser ouvida na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantia, por requerimento do Partido Comunista, sobre o afluxo de imigrantes timorenses ao Alentejo, a ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares revelou que foram identificados até ao momento 1.373 pessoas, as primeiras das quais no distrito de Beja, no seguimento do qual foi criado um grupo de trabalho local, que permanece em funcionamento até hoje para “acompanhar situações de vulnerabilidade no território”.
Já dos casos identificados em Serpa, no final do mês de agosto de 2022, houve o acolhimento de cerca de 40 pessoas num pavilhão de Serpa, onde “foi feito um trabalho de identificação de potenciais empregadores para estes cidadãos”.
“Atualmente não estão identificadas situações por resolver neste município, mantendo-se, no entanto, ativo o grupo de trabalho para que qualquer das entidades participantes possa sempre que o entender, sinalizar novas situações”, referiu a ministra.
Segundo Ana Catarina Mendes, “a esmagadora maioria” dos cidadãos timorenses que foram identificados são homens (92%), com idades entre os 18 e os 29 anos (65%) e pouca experiência profissional e baixas qualificações literárias, sendo que em 83% dos casos ficam-se pelo ensino secundário.
Acrescentou que 1.011 pessoas foram realojadas até agora, permanecendo atualmente 483 em algum tipo de alojamento coletivo.
Sobre este tipo de alojamento, que muitas vezes acontece em pousadas da juventude, a ministra garantiu que se trata de uma solução provisória, onde “as pessoas ficam pouco tempo, apenas e só para terem um teto, cama e roupa lavada e irem no dia a seguir ou dois dias depois para outros municípios encontrarem outra forma de resposta”.
Anunciou também que o Governo irá abrir, ainda durante este ano, “pelo menos mais dois centros de acolhimento e capacitação de imigrantes”, num trabalho conjunto com municípios.
“Precisamente para não termos gente nas ruas e haver pessoas incluídas no mercado de trabalho”, sustentou.
Em resposta a perguntas colocadas por deputados, Ana Catarina Mendes disse que continua o esforço de fiscalização nas empresas por parte da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) ao nível de deteção de situações de tráfico de seres humanos.
Referiu ainda que, no seguimento da Lei de Estrangeiros, que entrou em vigor em novembro de 2022, já deram entrada 760 pedidos de vistos de trabalho, 385 pedidos para vistos para nómadas digitais e 484 pedidos para reunificação familiar.
SV // ZO
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desporto tudo gente honesta

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Boavista e João Loureiro condenados por abuso de confiança fiscal
Porto, 18 jan 2023 (Lusa) – O Boavista e o seu ex-presidente João Loureiro foram condenados no Tribunal do Porto por abuso de confiança fiscal, por retenção indevida de mais de 300 mil euros de impostos dos rendimentos de prémios do Bingo ‘axadrezado’.
Numa nota publicada hoje na sua página da internet, a Procuradoria-Geral Regional do Porto (PGRP) refere que a sentença proferida em 13 de janeiro deu como totalmente provada a acusação do Ministério Público, que imputava a cada um dos arguidos a prática de um crime de abuso de confiança fiscal, em execução continuada.
O Boavista foi punido com uma pena de multa de 6.750 euros, enquanto o ex-presidente foi condenado a 28 meses de prisão, suspensa por 30 meses, condicionada ao pagamento da quantia de 7.000 euros à Autoridade Tributária no prazo de 28 meses.
O Tribunal deu como provado que o clube, no decurso da sua atividade, explorava o jogo do bingo, encontrando-se, por isso, obrigado a proceder à retenção na fonte do IRS referente aos rendimentos de atribuição de prémios e à retenção na fonte do valor correspondente ao imposto de selo devido pela atribuição de prémios.
“Não obstante, porque o clube estava com dificuldades económicas, o arguido, pessoa singular, decidiu não entregar os montantes devidos nos meses de janeiro a maio de 2016 a título de imposto de selo nos cofres do Estado, no total de 300.938,38 euros, antes os integrando no património do clube”, refere a nota da PGRP.
Durante o julgamento, a defesa argumentou que a exploração do jogo do bingo tinha sido cedida a terceiro em data anterior aos factos, mas essa tese não mereceu credibilidade perante o conjunto da prova produzida.
O Tribunal declarou ainda o perdimento a favor do Estado do montante de imposto não pago.
João Loureiro chegou a pedir a suspensão provisória do processo (SPP) para evitar o prosseguimento do processo penal até à fase de julgamento, mas o pedido foi rejeitado pelo Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto.
O presidente adjunto à data dos factos e atual presidente, Vítor Murta, chegou a ser acusado pela prática do mesmo crime, mas o TIC decidiu despronunciá-lo, ou seja, não o levar a julgamento.
JDN (JGJ) // MO
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A azia da amarração dos cabos

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EDITORIAL
A azia da amarração dos cabos
Parece ter provocado alguma azia a decisão de o novo cabo submarino amarrar primeiro na Terceira e só depois seguir para S. Miguel. Sendo uma decisão técnica, foi interpretada em alguns ambientes políticos e empresariais de S. Miguel como uma derrota e os argumentos são sempre os mesmos: a ilha maior, em população e em economia, a ilha que é a locomotiva do desenvolvimento das restantes carruagens que são as outras ilhas, etc. As vozes que assim argumentam não terão percebido que o novo desenho da amarração do cabo é o mais lógico, ou seja, vem direto do continente à Terceira, segue para S. Miguel, por sua vez, segue para a Madeira e dali para Lisboa. Com esta solução, as comunicações dos Açores ficam sempre protegidas em caso de, por exemplo, haver o azar de “quebrar” o cabo entre o continente e a Terceira, porque mantem-se a ligação a S. Miguel, que liga à Madeira e dali para o continente e vice-versa. Caso contrário, se a opção fosse a concentração dos cabos numa só ilha (S. Miguel, por exemplo) e dali seguir para o exterior, em caso de problemas no cabo os Açores corriam o risco de “ficar às escuras”, risco que, pelos vistos, temos corrido até ao presente e que tem valido à Terceira perder oportunidades de desenvolvimento. Ligando notícias relativamente recentes não será só fruto da imaginação perceber que quando os americanos preferiram a Grã-Bretanha em detrimento das Lajes para instalação de um centro de dados e comunicações militares secretas que obviamente depende de infraestruturas de comunicação à prova de bala, tal decisão, quase certo, foi fruto de uma análise não só à capacidade atual dos cabos submarinos como e sobretudo às alternativas em caso de falha. Não quer isto dizer que a Terceira perdeu este investimento que traria à ilha centenas de técnicos e respetivas famílias, com alto poder de compra, que teria fortes implicações na economia local, apenas por esta razão. Obviamente que competir com Inglaterra não é fácil, mas lá que fazia todo o sentido ficar aqui, no seio de uma base militar, a meio caminho entre o continente americano e europeu, claro que fazia todo o sentido. Daí que importe pouco se o cabo amarra primeiro na Terceira ou em S. Miguel. O mais importante é que o seu desenho sirva não só as ilhas mas também sirva uma estratégia à escala global que reponha os Açores no mapa e atraia às ilhas investimento externo mas que reproduza desenvolvimento regional e local. Fiabilidade, velocidade, capacidade nas comunicações são argumentos fortes de atração.
  • in, Diário Insular, 18 de Janeiro / 2023
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  • Vitor Cunha

    A questão dos cabos vai muito para além do local de amarração… São questões técnicas muito importantes que poderão ter um enorme impacto no futuro… Não são questões políticas, são de enorme importância para os Açores, são questões para serem discutidas por técnicos abilitados…
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    • Fernando Tristão da Cunha

      Vitor Cunha Que venha essa explicação por quem conheça da matéria. Não deve ser de uma complexidade tal que não consiga ser entendida por quem não é da área, pelo menos os fundamentos. A explicação, a existir, só peca por tardia.
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ramos horta critica impunidade

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PR timorense critica “impunidade” da ação de alguns responsáveis da segurança
Díli, 18 jan 2023 (Lusa) – O Presidente da República timorense, José Ramos-Horta, considerou hoje que alguns responsáveis de instituições de segurança em Timor-Leste atuam sem respeitar as leis e valores democráticos e com “total impunidade”.
“Alguns senhores reclamam para si poderes que não têm, e atropelam todos os princípios e valores que norteiam sociedades democráticas. Já chamei a atenção dos responsáveis dessas instituições, mas continuam a agir com total impunidade”, disse hoje José Ramos-Horta. numa mensagem enviada à Lusa.
“Sobre estas instituições não tenho nenhum poder. Se o tivesse eu sei o que faria”, acrescentou na mensagem, enviada a partir de Davos, na Suíça, onde se encontra para participar na edição deste ano do Fórum Económico Mundial.
Ramos-Horta reagia a um caso que envolveu esta semana um dos seus atuais assessores, o ex-ministro do Interior e ex-procurador-geral da República Longuinhos Monteiro, arguido por posse ilegal de armas.
Os comentários surgem depois de o Tribunal Distrital de Díli (TDD) ter determinado a libertação imediata de Monteiro, detido desde segunda-feira, por considerar que se tratava de uma detenção ilegal, tal como a operação de busca a uma propriedade deste fora da capital.
“Determino a imediata restituição do arguido Longuinhos Monteiro à liberdade por se tratar de uma detenção ilegal”, refere-se no despacho, a que a Lusa teve acesso.
Horas depois de esse despacho ter sido notificado à defesa e de Longuinhos Monteiro ter sido libertado, agentes da Polícia Científica de Investigação Criminal (PCIC) iniciaram uma busca, esta com mandado judicial, ao domicílio em Díli do ex-ministro timorense.
Fonte da defesa de Monteiro confirmou à Lusa que agentes da PCIC iniciaram as buscas cerca das 18:00 locais.
No local compareceram, além dos elementos da PCIC, agentes do Serviço Nacional de Inteligência (SNI) e das Forças Defesa de Timor-Leste (FDTL).
A polémica remonta a segunda-feira e a operação, de contornos ainda não totalmente esclarecidos, foi realizada sem mandado judicial e por elementos do SNI, que não têm competências para realizar buscas, a uma propriedade de Monteiro leste da capital.
Durante a rusga foram encontradas três armas de ar comprimido, duas das quais sem funcionar, um arco de flechas partido, uma pistola antiga – que o arguido terá confirmado serem suas -, e munições de vários tipos de armas que pertenciam aos membros da PNTL que lhe fizeram escolta, nas suas anteriores funções.
Informado da busca, Longuinhos Monteiro apresentou-se voluntariamente na Polícia Científica de Investigação Criminal (PCIC) para conhecer dados da operação e prestar declarações, tendo sido formalmente detido na segunda-feira.
No despacho, o juiz de Díli questiona igualmente o auto de “detenção em flagrante delito”, notando que “não se vislumbra, porém, quais os factos imputados ao arguido agora detido e as razões da sua detenção, uma vez que a autoridade policial se limitou a dizer que o arguido compareceu voluntariamente” nas instalações da PCIC.
“Dos autos não consta nenhum mandado judicial, elaborado pelo juiz, a autorizar a referida busca domiciliária, e nem auto de buscas foi elaborado nesse sentido, constando apenas um auto de apreensão dos objetos”, refere-se ainda no despacho.
“Assim sendo, dado que nas buscas efetuadas à residência do arguido não foram observadas as formalidades previstas [no código do processo penal], declaro a nulidade das mesmas, razão pela qual invalido as apreensões efetuadas”, continua.
O juiz confirma ainda no despacho que a operação de busca foi feita “por agentes do Serviço Nacional de Inteligência (SNI)” – estrutura que não tem competência legal para fazer buscas – que apreenderam as armas comunicando depois esse facto à PCIC.
Não é a primeira vez que Ramos-Horta critica a ação das forças de segurança e o setor da justiça, tendo referido várias situações de injustiça, considerando que os jornalistas estão a ser ‘alistados’ pelos agentes da justiça e da polícia para “colorir a perceção pública” sobre pessoas que ainda não foram condenadas.
Ramos-Horta disse que repetidamente se abusa ou não se utilizam as leis criadas para garantir a liberdade e o respeito pelos direitos humanos, com “leis aplicadas sem pensamento ou discrição, de uma forma que pode por si só resultar em injustiça”.
ASP // VM
Lusa/Fim
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Detido ex-ministro timorense por posse de arma proibida

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Detido ex-ministro timorense por posse de arma proibida
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Detido ex-ministro timorense por posse de arma proibida
Díli, 17 jan 2023 (Lusa) – O ex-ministro timorense Longuinhos Monteiro foi detido pela Polícia Científica de Investigação Criminal (PCIC) em Díli por posse de arma proibida e está a aguardar a definição das medidas de coação, disse hoje fonte judicial.
Uma propriedade do ex-ministro do Interior e ex-procurador-geral da República foi alvo de rusgas na segunda-feira, tendo sido apreendidas três armas de ar comprimido e algumas munições.
O ex-governante foi hoje sujeito a primeiro interrogatório da PCIC e ficará detido até que o Tribunal Distrital de Díli se pronuncie sobre as medidas de coação, que devem ser definidas até 72 horas após a detenção, segundo a legislação timorense.
Na segunda-feira, Longuinhos Monteiro disse à Lusa ter sido informado de que a sua propriedade na região de Loess, a oeste de Díli, fora sido alvo de uma rusga efetuada por membros do SNI.
“Fui informado de que alguns membros da SNI apareceram na minha quinta em Loess e, sem mandado, efetuaram uma busca. Encontraram três pressões de ar, uma avariada e algumas munições”, disse Monteiro à Lusa.
“Não estava lá e, por isso, vim aqui à Polícia Científica de Investigação Criminal (PCIC) prestar declarações e perceber o que se passa”, explicou.
Oficialmente o SNI não tem competências para efetuar rusgas, cabendo essa função aos serviços competentes, designadamente policiais.
A lei em vigor impede o serviço de “praticar atos que sejam da competência exclusiva de cada uma das demais entidades que exercem funções de segurança interna, do Ministério Público e dos Tribunais, designadamente proceder à detenção de pessoas e à instauração de processos de natureza criminal”.
“Foram lá sem mandado e se isto for avante para algum tribunal vou contestar isso”, disse o ex-governante, questionado sobre o facto de a operação ter sido realizada pela SNI.
Numa reportagem divulgada horas depois, a Rádio e Televisão de Timor-Leste (RTTL) explica que a rusga foi efetuada numa “operação conjunta realizada por efetivos da polícia militar das forças navais da Força de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) e dos serviços de investigação da PNTL”.
Terão sido encontradas “várias armas e munições, incluindo uma pistola, três outras armas, um arco automático e munições para várias armas, incluindo para a m16 e para Glock19”.
..
ASP // PJA
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Detido ex-ministro timorense por posse de arma proibida
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Detido ex-ministro timorense por posse de arma proibida
Díli, 17 jan 2023 (Lusa) – O ex-ministro timorense Longuinhos Monteiro foi detido pela Polícia Científica de Investigação Criminal (PCIC) em Díli por posse de arma proibida e está a aguardar a definição das medidas de coação, disse hoje fonte judicial.
Uma propriedade do ex-ministro do Interior e ex-procurador-geral da República foi alvo de rusgas na segunda-feira, tendo sido apreendidas três armas de ar comprimido e algumas munições.
O ex-governante foi hoje sujeito a primeiro interrogatório da PCIC e ficará detido até que o Tribunal Distrital de Díli se pronuncie sobre as medidas de coação, que devem ser definidas até 72 horas após a detenção, segundo a legislação timorense.
Na segunda-feira, Longuinhos Monteiro disse à Lusa ter sido informado de que a sua propriedade na região de Loess, a oeste de Díli, fora sido alvo de uma rusga efetuada por membros do SNI.
“Fui informado de que alguns membros da SNI apareceram na minha quinta em Loess e, sem mandado, efetuaram uma busca. Encontraram três pressões de ar, uma avariada e algumas munições”, disse Monteiro à Lusa.
“Não estava lá e, por isso, vim aqui à Polícia Científica de Investigação Criminal (PCIC) prestar declarações e perceber o que se passa”, explicou.
Oficialmente o SNI não tem competências para efetuar rusgas, cabendo essa função aos serviços competentes, designadamente policiais.
A lei em vigor impede o serviço de “praticar atos que sejam da competência exclusiva de cada uma das demais entidades que exercem funções de segurança interna, do Ministério Público e dos Tribunais, designadamente proceder à detenção de pessoas e à instauração de processos de natureza criminal”.
“Foram lá sem mandado e se isto for avante para algum tribunal vou contestar isso”, disse o ex-governante, questionado sobre o facto de a operação ter sido realizada pela SNI.
Numa reportagem divulgada horas depois, a Rádio e Televisão de Timor-Leste (RTTL) explica que a rusga foi efetuada numa “operação conjunta realizada por efetivos da polícia militar das forças navais da Força de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) e dos serviços de investigação da PNTL”.
Terão sido encontradas “várias armas e munições, incluindo uma pistola, três outras armas, um arco automático e munições para várias armas, incluindo para a m16 e para Glock19”.
..
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Burla em stand de Vila do Conde bloqueia baterias de carros elétricos a mais de 80 lesados – Portugal – Correio da Manhã

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Achavam que estavam a comprar baterias próprias, mas afinal tinham contratos de aluguer. Há quem tenha automóveis parados há ano e meio.

Source: Burla em stand de Vila do Conde bloqueia baterias de carros elétricos a mais de 80 lesados – Portugal – Correio da Manhã

ANTÓNIO BULCÃO O questionário do Costa

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O questionário do Costa
O ser humano é estranho. Todos sabemos disso. Mas das reações mais inesperadas, uma das que deveras me impressiona é a necessidade de escrever o próprio nome em sítios inusitados.
Ao longo da vida, vi nomes escritos em cascas de árvores, em bancos de jardim, em carteiras de escolas e, até, nas paredes e nas portas de casas de banho públicas.
Entender-se-ão as inscrições nas árvores e em bancos de jardim. São lugares ao ar livre e as paixões acesas reclamarão a eternidade. Pelo menos até à morte da árvore ou à substituição do macerado banco, fica ali aquele coração, trespassado pela seta, com nomes lá dentro e cupidos a esvoaçarem. O que equivale à eternidade, na cabeça dos apaixonados…
Vamos desculpar, igualmente, os nomes saídos de canivetes para os tampos de cadeiras ou mesas de trabalho nas escolas. São impulsos de mentes em formação, embora comecem mal, nesta parte. Ainda por cima quando um assento de uma cadeira se destina a suportar uma das partes menos nobres do corpo, amassados os amores confessados ou, mesmo, sujeitos a irreprimíveis fonas silenciosas.
Mas… numa casa de banho pública? Geralmente na parte interior das portas dos compartimentos das sanitas?
Gravar ou escrever o próprio nome é, sem dúvida, um exercício de afirmação. Os seus autores querem dizer “eu existo”, ou, muito mais claramente, “eu existo e estive aqui”. O ser humano precisa de expressar a sua individualidade. Por isso, embora constituam agressões à Natureza ou ao património público, ainda entendo o “eu amei aqui”, no caso dos jardins, ou “eu estudei aqui”, tratando-se de uma escola. Mas… “eu defequei aqui”? Que tipo de individualidade se pretende exacerbar com tal escatológica afirmação?
Claro que há outras formas de alguém se afirmar. As mais conhecidas são através do dinheiro e do poder. Ultimamente, em Portugal, parece que vários seres humanos descobriram a melhor forma de obter os dois ao mesmo tempo: a política.
Não quer dizer que antes não houvesse gente na política a gostar do poder e de dinheiro. As cadeias albergam bastantes dessas personalidades e outras aguardam julgamento. Mas este último governo, talvez porque suportado por uma maioria absoluta, bate todos os recordes. São demissões atrás de demissões, sendo que pelo menos uma destas surgiu um dia depois de uma Secretária de Estado ter feito o solene juramento de, por sua honra, ir cumprir fielmente as funções em que estava a ser investida.
A maneira que António Costa arranjou para travar tão grande enxurrada de gente pouco séria que se quer afirmar através da política é um questionário, com 36 perguntas. Sobre se declarou todos os rendimentos, onde e para quem trabalhou, se tem algum impedimento ou conflito de interesse, se algum familiar se meteu em sarilhos, quanto dinheiro tem em contas ou em gavetas, se deve alguma coisa às Finanças e se tem ou já teve chatices com a Justiça.
A ideia, segundo o Governo, é fazer o candidato a membro passar num teste que será aceite pelo 1º Ministro e depois entregue ao Presidente da República e, ainda, possibilitar que a própria pessoa que toma posse avalie se tem ou não condições para aceitar o cargo.
É a isto que chegámos, senhores e senhoras, quase com meio século passado sobre o 25 de Abril. Para vergonha de todo um Povo. Para vergonha de Portugal face ao Mundo. Admitirmos, como País, que estas perguntas não eram feitas no passado a quem nos governa e que quem nos governa não tem consciência de que nunca deveria aceitar governar a coisa pública sem um percurso de vida limpo.
Talvez 36 perguntas sejam poucas. Talvez se devesse perguntar aos ministros em funções sobre o seu passado. Mas pelo menos uma pergunta mais sugiro que seja incluída no teste de avaliação: “Alguma vez na sua vida escreveu o seu nome na porta de uma casa de banho de bares ou discotecas, enquanto estava sentado na sanita?”.
António Bulcão
(publicada hoje no Diário Insular)
Urbano Bettencourt, Telmo R. Nunes and 77 others
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O atlas do cartógrafo português Cantino

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Em 1502, Cantino, um cartógrafo português elaborou um inovador planisfério no qual representou os descobrimentos de marinheiros portugueses e espanhóis na América, África e Ásia.

Source: O atlas do cartógrafo português Cantino