Views: 9
https://www.facebook.com/reel/1397344318923543
Views: 9
https://www.facebook.com/reel/1397344318923543
Views: 3
Federal prosecutors charged a man returning to the United States with obstruction because he gave them a passcode that erased his smartphone during a customs search.
Source: A U.S. Citizen Deleted His Phone’s Data. Now He Faces a Felony Charge. – The New York Times

Views: 8
On a remote Pacific island chain, a new era of rivalry is testing an old way of life.
Source: Australia’s neighbour has found out what it means to be on the ‘tip of America’s spear’



Views: 6
Após semanas de silêncio, Luís Neves esclareceu, esta quarta-feira, as polémicas que envolvem o seu nome. Numa conferência de imprensa, o atual ministro da Administração Interna explicou “ponto por ponto” os diversos temas e garantiu estar “totalmente legitimado” para continuar o seu trabalho no Governo.
Source: “Ato de boa gestão”, obras e património. Neves diz sentir-se “legitimado” – Notícias ao Minuto

Views: 14
USO E ABUSO DA LINGUAGEM E A REESCRITA DO PASSADO
Já não bastava reescrever as palavras, mas até já se começa a querer reescrever a memória
Já não bastava maquilhar a linguagem, a criada tornou-se auxiliar, o operário colaborador, sem que a realidade se alterasse. Hoje, a questão transcende os nomes porque começamos a querer reescrever a própria memória. Julgamos o passado com o nosso manual moral contemporâneo, esquecendo que os gregos não eram modernos e que Shakespeare não escrevia segundo os nossos códigos. O passado era, de facto, passado.
Estudar História não é perguntar apenas se algo seria hoje aceitável, mas sim como pensavam essas pessoas, que valores e alternativas conheciam. Podemos criticar sem falsificar. Perante clássicos como A Odisseia, em vez de forçar Homero a falar como nós, devemos descobrir o que ele nos diz por ser diferente. Ulisses não é um cidadão de 2026, mas reconhecemo-nos nele porque subsiste nele o fundo mítico da experiência humana que se expressa no regresso, na perda, na vingança e na fidelidade.
Uma cultura verdadeiramente moderna usaria o mito para interrogar o presente, não para o corrigir. O problema surge quando reinterpretar significa “corrigir” e a leitura única é imposta como moralmente autorizada. A censura atual não proíbe, mas dita: “Podes ler, mas deves compreender da maneira correta.” Uma cultura livre preserva a liberdade de interpretar, sem difamar os clássicos para se ajustar ao politicamente correto.
Vivemos na era da informação, mas confundimo-la com conhecimento. Fragmentos sucedem-se em avalanche; a opinião substitui a reflexão e a indignação substitui o argumento. O passado torna-se tribunal onde, em vez de perguntarmos “Como foi possível?”, perguntamos “Como puderam, se hoje sabemos que estava errado?”; desta maneira queremos apenas ter a pretensão de confirmar a nossa “superioridade”. Todas as épocas tiveram as suas cegueiras. Daqui a séculos, olharão para as nossas certezas com o mesmo espanto. Esquecemos que o passado não recebeu o nosso manual de instruções.
Não precisamos de absolver o passado, mas também não de o reescrever. A ambição, a vaidade, o medo e o amor continuam a ser os mesmos; o tirano muda de nome e a praça de rede social, mas a essência perdura. Os clássicos incomodam-nos porque não estão ultrapassados, mas sim por reconhecerem o nosso rosto. A verdadeira atitude moderna é ter imaginação para olhar para nós através dos olhos dele. É preciso humildade porque o passado não é um aluno atrasado à espera da correção; somos nós que seremos passado. Que modernidade é esta que tem medo de escutar Homero ou Shakespeare sem os domesticar? Falta-nos a segurança de dizer: Não penso como tu, mas quero compreender por que pensavas assim e descobrir o que em ti continua a existir em mim.
António da Cunha Duarte Justo
Texto completo argumentativo em Pegadas do Tempo ©: https://antonio-justo.eu/?p=11217
ORCID: https://orcid.org/0009-0003-6251-1578
VOLTANDO AO ACORDO OROGRÁFICO
Ao ler-se o artigo “O Acordo Ortográfico ainda não pode ser julgado” de Paulo Freitas do Amaral, verifica-se que o artigo é um primor de retórica histórica, mas peca por determinismo tecnológico. Ele olha para as redes de informação como um mero eco do Acordo, quando, na verdade, elas são o seu principal campo de batalha. Longe de tornarem o Acordo irreversível, as novas tecnologias expõem as suas incongruências diariamente, mantendo viva a grafia anterior nos motores de busca e permitindo, pela primeira vez na História, uma flexibilidade ortográfica em tempo real. Se o autor estivesse certo, a inteligência artificial já teria resolvido a questão; mas a realidade é que a IA gera constantemente erros e confusões entre as variantes, provando que o Acordo não é uma realidade cultural consolidada, mas uma norma administrativa em permanente tensão com a prática viva da língua, uma tensão que a tecnologia, afinal, tornou mais visível, e não mais pacífica.
O que ele esconde com esta retórica é que a avaliação de um sistema não precisa de séculos. A coerência interna de uma língua avalia-se pela lógica, não pela cronologia. Se eu desenhar um mapa com coordenadas erradas, não preciso de esperar 50 anos para saber que os viajantes se vão perder; posso analisar a geometria do mapa no dia seguinte. O Acordo Ortográfico tem vícios lógicos que são atemporais e que a retórica do autor tenta abafar com a névoa do “tempo histórico”.
O historiador deixa a coerência “ao deus dará”. Coerência interna é a relação previsível entre a fonologia (o som) e a grafia (a escrita), e a relação morfológica entre palavras da mesma família (ex: eletricidade / elétrico). Se a língua não obedece a decretos, porque assume que obedece a este?
O Acordo Ortográfico, na sua aplicação prática, quebrou essa coerência em vez de a aperfeiçoar. Ele eliminou as consoantes mudas (ex: acção, ação), mas apenas quando não são pronunciadas. Contudo, na derivação, essas mesmas consoantes reaparecem porque são pronunciadas: escrevemos ação (sem ‘c’), mas escrevemos acionista ou acionar (com ‘c’? Não, espera, a regra é acionar sem ‘c’ também? Vamos a um exemplo mais claro: contacto, passou a contato em Portugal? Não, a regra diz que se a consoante for pronunciada, mantém-se. Então pacto mantém o ‘c’ porque se pronuncia? Com isto abre-se caminho à confusão.
O exemplo clássico é a dupla grafia de verbos que passaram a ter oscilações caóticas. Como já referi no artigo https://antonio-justo.eu/?p=11083 o que o Acordo fez foi substituir uma ortografia etimológica (com regras claras, ainda que complexas) por uma ortografia fonética superficial, mas cheia de exceções e casuísmos e empobrecimento das pessoas gramaticais. É exatamente o oposto de uma coerência interna, passando a ser uma colcha de retalhos. Ignorar esta análise técnica em nome de “já passou uma geração” é, de facto, deixar o rigor ao acaso.
O autor do texto troca os campos semânticos propositadamente. Ele diz que não se pode chamar “fracasso” porque as pessoas estão a escrever de acordo com a nova norma. Mas isso é confundir adesão forçada com qualidade linguística.
A escolaridade obrigatória e os dicionários institucionais impõem qualquer norma, mesmo que ela seja má. A questão nunca foi se as pessoas conseguem adaptar-se (elas conseguem porque os humanos são plásticos), mas sim o que se perdeu nessa adaptação. Perdeu-se a transparência etimológica (a ligação ao latim e grego, que ajudava na compreensão de palavras eruditas), perdeu-se a distinção gráfica entre palavras homófonas (ex: cesta e sexta já eram confusas, mas outras surgiram) e, sobretudo, perdeu-se a unicidade da raiz morfológica. Avaliar o sucesso ou fracasso sem passar pelo crivo da funcionalidade cognitiva e pedagógica é um debate vazio. O autor foge desse crivo porque, se o enfrentasse, teria de admitir que a reforma é, na melhor das hipóteses, um mal que atenta contra a lógica da língua.
Por fim, a maior fragilidade da posição do historiador é assumir que o tempo é uma espécie de alquimia que transforma o errado em certo. Se uma regra é internamente contraditória hoje, continuará a sê-lo daqui a 100 anos. As pessoas podem habituar-se à contradição porque o cérebro humano normaliza o absurdo, mas isso não faz dela uma boa regra. A História que ele invoca não é um juiz que absolve os erros; é um arquivo que os regista.
Quando ele diz que “a língua não obedece a decretos”, e simultaneamente defende que os decretos devem permanecer só porque foram aplicados, ele está a contradizer a sua própria premissa. Se a língua é orgânica, ela rejeitaria espontaneamente as más soluções. Ora, o que vemos é que a língua não rejeitou porque a tecnologia e a escola a amoleceram. Estamos perante uma língua em estado de “vida assistida”, não de evolução natural.
Em suma, o texto de Paulo Freitas do Amaral é uma magnífica peça de oratória para silenciar críticos, apelando à paciência histórica. Mas a verdade é que um linguista ou um filólogo sério não precisa de esperar 900 anos para saber se uma reforma faz sentido; precisa apenas de olhar para o paradigma verbal, para a derivação sufixal e para a economia cognitiva da escrita. E, nesse olhar, o Acordo revela-se frágil, incoerente e profundamente dependente de “deus dará” – ou, pior, do “deus algorítmico” dos corretores ortográficos. Na qualidade de historiador Paulo Freitas do Amaral pronuncia-se sobre um assunto que não faz parte da sua especialidade e deveria reconhecer que a filosofia da História não deve seguir o cunho político/partidário porque obedece a uma outra lógica.
António da Cunha Duarte Justo
ORCID: https://orcid.org/0009-0003-6251-1578
Continua em Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=11207
AMOR
“Se nada nos pode salvar da morte, ao menos que o amor nos salve da vida.”(Pablo Neruda)
A frase de Neruda é sábia e provoca reflexão! Sugere que, embora o amor não possa vencer a inevitabilidade da morte, ele pode dar sentido, esperança e força para enfrentar a vida.
No entanto, a frase parece incompleta porque não é apenas o amor que nos “salva” da vida. Também a amizade, a fé, os sonhos, a arte, o conhecimento e os propósitos podem tornar a existência mais cheia.
Talvez o verdadeiro sentido da frase esteja em reconhecer que a vida, por si só, pode ser difícil, e que o amor é uma das experiências mais poderosas para a tornar suportável e significativa, sem ser a única.
António da Cunha Duarte Justo
Views: 6
1,762 likes, 53 comments – arquivo__nacional on October 18, 2025: “O BIÔCO era uma peça de vestuário feminino, tendo entrado em uso em 1649, no reinado de D. João IV, segundo alguns autores. Foi proibido pelo Governador Civil do Algarve, Júlio Lourenço Pinto, por um edital de 28 de Setembro de 1892, alegando que podia ser utilizado com fins impróprios, como a infidelidade conjugal. Com efeito, o biôco nessa época ainda estava ligado à prática da prostituição, tendo o jornal O Districto de Faro de 8 de Junho de 1876 noticiado que tinha terminado o uso dos biôcos em Tavira, devido a um edital da administração do concelho, que limitou o seu uso apenas às prostitutas. Um dos opositores à medida imposta por Júlio Lourenço Pinto em 1892 foi o jornalista João Capuz, que iniciou uma forte campanha contra a proibição do bioco no jornal Olhanense». Graças a estas medidas, o biôco começaram a desaparecer da região nos princípios do século XX, embora tenham continuado a ser utilizados em várias localidades, principalmente na vila de Olhão, onde na década de 1930 ainda eram por vezes empregues durante a missa de Domingo. Também houve registo de mulheres que foram multadas e presas em Faro, por continuarem a utilizar aquela peça de vestuário. Em 1922, o escritor Raul Brandão visitou a vila de Olhão durante os estudos para a elaboração da sua obra Os Pescadores, tendo anotado uma descrição do biôco: «É um traje misterioso e atraente. Quando saem, de negro, envoltas nos biocos, parecem fantasmas. Passam, olham-nos e não as vemos. Mas o lume do olhar, mais vivo no rebuço tem outro realce. Desaparecem e deixam-nos cismáticos. Ao longe, no lagedo da rua ouve-se ainda o cloque-cloque do calçado — e já o fantasma se esvaiu, deixando-nos uma impressão de mistério e sonho.» Não é caso único nas vestes tradicionais em território nacional. Nos Açores, por exemplo, até meio do século XX era característico as mulheres usarem o capote, um traje muito semelhante ao biôco, com a diferença de que o capuz, designado capelo, ser de maior envergadura.”.
Source: Instagram

Views: 3
Suspect did not accept the end of the romantic relationship. It was forbidden to contact the victim. See this and other news on the TV RECORD website.
Source: 17-Year-Old “Strongly Accused” of Rape of a 12-Year-Old Detained in the Azores
Views: 5
Views: 7
Por Carlos Rodrigues
Source: “São todos iguais”, agora também aplicado à PJ e à justiça – Bilhete Postal – Correio da Manhã

Views: 5
A suspeita, de 48 anos, era procurada pelas autoridades brasileiras para cumprir uma pena de 17 anos e seis meses de prisão. Está acusada de crimes cometidos num centro de reabilitação para dependentes de álcool e drogas no estado de Santa Catarina.
Source: Mulher procurada no Brasil por tortura e rapto é detida pela PJ nos Açores | SOL
Views: 5
A curly hair education gap has left many searching for skilled stylists. Now the industry is responding.
Source: ‘It’s not just hair’: The fight to make curly hair education count | SBS News | SBS News

Views: 9
|
||||||
|
|
||||||
|
Views: 8
Um estudo da DECO PROteste revela que quase oito em cada 10 idosos (79%) não conseguem suportar os custos do lar apenas com os seus rendimentos e estão dependentes da ajuda das suas famílias.
Source: Oito em cada 10 idosos não conseguem pagar um lar: Quanto custa? – Notícias ao Minuto

Views: 3
