viverias com isto? prefiro os sinos isto seria insuportável e ofensivo (chamem racista ou o que quiserem

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https://www.facebook.com/reel/1397344318923543

LIBERDADE PERDIDA A U.S. Citizen Deleted His Phone’s Data. Now He Faces a Felony Charge. – The New York Times

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Federal prosecutors charged a man returning to the United States with obstruction because he gave them a passcode that erased his smartphone during a customs search.

Source: A U.S. Citizen Deleted His Phone’s Data. Now He Faces a Felony Charge. – The New York Times

Australia’s neighbour has found out what it means to be on the ‘tip of America’s spear’

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On a remote Pacific island chain, a new era of rivalry is testing an old way of life.

Source: Australia’s neighbour has found out what it means to be on the ‘tip of America’s spear’

“Ato de boa gestão”, obras e património. Neves diz sentir-se “legitimado” – Notícias ao Minuto

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Após semanas de silêncio, Luís Neves esclareceu, esta quarta-feira, as polémicas que envolvem o seu nome. Numa conferência de imprensa, o atual ministro da Administração Interna explicou “ponto por ponto” os diversos temas e garantiu estar “totalmente legitimado” para continuar o seu trabalho no Governo.

Source: “Ato de boa gestão”, obras e património. Neves diz sentir-se “legitimado” – Notícias ao Minuto

USO E ABUSO DA LINGUAGEM E A REESCRITA DO PASSADO

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USO E ABUSO DA LINGUAGEM E A REESCRITA DO PASSADO

 

Já não bastava reescrever as palavras, mas até já se começa a querer reescrever a memória

 

Já não bastava maquilhar a linguagem, a criada tornou-se auxiliar, o operário colaborador, sem que a realidade se alterasse. Hoje, a questão transcende os nomes porque começamos a querer reescrever a própria memória. Julgamos o passado com o nosso manual moral contemporâneo, esquecendo que os gregos não eram modernos e que Shakespeare não escrevia segundo os nossos códigos. O passado era, de facto, passado.

Estudar História não é perguntar apenas se algo seria hoje aceitável, mas sim como pensavam essas pessoas, que valores e alternativas conheciam. Podemos criticar sem falsificar. Perante clássicos como A Odisseia, em vez de forçar Homero a falar como nós, devemos descobrir o que ele nos diz por ser diferente. Ulisses não é um cidadão de 2026, mas reconhecemo-nos nele porque subsiste nele o fundo mítico da experiência humana que se expressa no regresso, na perda, na vingança e na fidelidade.

Uma cultura verdadeiramente moderna usaria o mito para interrogar o presente, não para o corrigir. O problema surge quando reinterpretar significa “corrigir” e a leitura única é imposta como moralmente autorizada. A censura atual não proíbe, mas dita: “Podes ler, mas deves compreender da maneira correta.” Uma cultura livre preserva a liberdade de interpretar, sem difamar os clássicos para se ajustar ao politicamente correto.

Vivemos na era da informação, mas confundimo-la com conhecimento. Fragmentos sucedem-se em avalanche; a opinião substitui a reflexão e a indignação substitui o argumento. O passado torna-se tribunal onde, em vez de perguntarmos “Como foi possível?”, perguntamos “Como puderam, se hoje sabemos que estava errado?”; desta maneira queremos apenas ter a pretensão de confirmar a nossa “superioridade”. Todas as épocas tiveram as suas cegueiras. Daqui a séculos, olharão para as nossas certezas com o mesmo espanto. Esquecemos que o passado não recebeu o nosso manual de instruções.

Não precisamos de absolver o passado, mas também não de o reescrever. A ambição, a vaidade, o medo e o amor continuam a ser os mesmos; o tirano muda de nome e a praça de rede social, mas a essência perdura. Os clássicos incomodam-nos porque não estão ultrapassados, mas sim por reconhecerem o nosso rosto. A verdadeira atitude moderna é ter imaginação para olhar para nós através dos olhos dele. É preciso humildade porque o passado não é um aluno atrasado à espera da correção; somos nós que seremos passado. Que modernidade é esta que tem medo de escutar Homero ou Shakespeare sem os domesticar? Falta-nos a segurança de dizer: Não penso como tu, mas quero compreender por que pensavas assim e descobrir o que em ti continua a existir em mim.

António da Cunha Duarte Justo
Texto completo argumentativo em Pegadas do Tempo ©: https://antonio-justo.eu/?p=11217
ORCID: https://orcid.org/0009-0003-6251-1578

 

VOLTANDO AO ACORDO OROGRÁFICO

Ao ler-se o artigo “O Acordo Ortográfico ainda não pode ser julgado” de Paulo Freitas do Amaral, verifica-se que o artigo é um primor de retórica histórica, mas peca por determinismo tecnológico. Ele olha para as redes de informação como um mero eco do Acordo, quando, na verdade, elas são o seu principal campo de batalha. Longe de tornarem o Acordo irreversível, as novas tecnologias expõem as suas incongruências diariamente, mantendo viva a grafia anterior nos motores de busca e permitindo, pela primeira vez na História, uma flexibilidade ortográfica em tempo real. Se o autor estivesse certo, a inteligência artificial já teria resolvido a questão; mas a realidade é que a IA gera constantemente erros e confusões entre as variantes, provando que o Acordo não é uma realidade cultural consolidada, mas uma norma administrativa em permanente tensão com a prática viva da língua, uma tensão que a tecnologia, afinal, tornou mais visível, e não mais pacífica.

  1. O “argumento da escala temporal” é uma falácia de autoridade ao apelar para a História. Quando afirma que 20 anos são “extremamente curtos” perante “nove séculos”, ele está a cometer um sofisma. Este raciocínio é uma armadilha lógica que torna qualquer crítica eternamente prematura. Se 20 anos são curtos, 50 também o serão, e 100 também, porque a língua tem 900.

O que ele esconde com esta retórica é que a avaliação de um sistema não precisa de séculos. A coerência interna de uma língua avalia-se pela lógica, não pela cronologia. Se eu desenhar um mapa com coordenadas erradas, não preciso de esperar 50 anos para saber que os viajantes se vão perder; posso analisar a geometria do mapa no dia seguinte. O Acordo Ortográfico tem vícios lógicos que são atemporais e que a retórica do autor tenta abafar com a névoa do “tempo histórico”.

  1. A “coerência interna” e o pecado da exceção (O “deus dará”)

O historiador deixa a coerência “ao deus dará”. Coerência interna é a relação previsível entre a fonologia (o som) e a grafia (a escrita), e a relação morfológica entre palavras da mesma família (ex: eletricidade / elétrico). Se a língua não obedece a decretos, porque assume que obedece a este?

O Acordo Ortográfico, na sua aplicação prática, quebrou essa coerência em vez de a aperfeiçoar. Ele eliminou as consoantes mudas (ex: acção, ação), mas apenas quando não são pronunciadas. Contudo, na derivação, essas mesmas consoantes reaparecem porque são pronunciadas: escrevemos ação (sem ‘c’), mas escrevemos acionista ou acionar (com ‘c’? Não, espera, a regra é acionar sem ‘c’ também? Vamos a um exemplo mais claro: contacto, passou a contato em Portugal? Não, a regra diz que se a consoante for pronunciada, mantém-se. Então pacto mantém o ‘c’ porque se pronuncia? Com isto abre-se caminho à confusão.

O exemplo clássico é a dupla grafia de verbos que passaram a ter oscilações caóticas. Como já referi no artigo https://antonio-justo.eu/?p=11083 o que o Acordo fez foi substituir uma ortografia etimológica (com regras claras, ainda que complexas) por uma ortografia fonética superficial, mas cheia de exceções e casuísmos e empobrecimento das pessoas gramaticais. É exatamente o oposto de uma coerência interna, passando a ser uma colcha de retalhos. Ignorar esta análise técnica em nome de “já passou uma geração” é, de facto, deixar o rigor ao acaso.

  1. A confusão entre “sucesso de implementação” e “qualidade sistémica”

O autor do texto troca os campos semânticos propositadamente. Ele diz que não se pode chamar “fracasso” porque as pessoas estão a escrever de acordo com a nova norma. Mas isso é confundir adesão forçada com qualidade linguística.

A escolaridade obrigatória e os dicionários institucionais impõem qualquer norma, mesmo que ela seja má. A questão nunca foi se as pessoas conseguem adaptar-se (elas conseguem porque os humanos são plásticos), mas sim o que se perdeu nessa adaptação. Perdeu-se a transparência etimológica (a ligação ao latim e grego, que ajudava na compreensão de palavras eruditas), perdeu-se a distinção gráfica entre palavras homófonas (ex: cesta e sexta já eram confusas, mas outras surgiram) e, sobretudo, perdeu-se a unicidade da raiz morfológica. Avaliar o sucesso ou fracasso sem passar pelo crivo da funcionalidade cognitiva e pedagógica é um debate vazio. O autor foge desse crivo porque, se o enfrentasse, teria de admitir que a reforma é, na melhor das hipóteses, um mal que atenta contra a lógica da língua.

  1. O “tempo” não cura contradições lógicas

Por fim, a maior fragilidade da posição do historiador é assumir que o tempo é uma espécie de alquimia que transforma o errado em certo. Se uma regra é internamente contraditória hoje, continuará a sê-lo daqui a 100 anos. As pessoas podem habituar-se à contradição porque o cérebro humano normaliza o absurdo, mas isso não faz dela uma boa regra. A História que ele invoca não é um juiz que absolve os erros; é um arquivo que os regista.

Quando ele diz que “a língua não obedece a decretos”, e simultaneamente defende que os decretos devem permanecer só porque foram aplicados, ele está a contradizer a sua própria premissa. Se a língua é orgânica, ela rejeitaria espontaneamente as más soluções. Ora, o que vemos é que a língua não rejeitou porque a tecnologia e a escola a amoleceram. Estamos perante uma língua em estado de “vida assistida”, não de evolução natural.

Em suma, o texto de Paulo Freitas do Amaral é uma magnífica peça de oratória para silenciar críticos, apelando à paciência histórica. Mas a verdade é que um linguista ou um filólogo sério não precisa de esperar 900 anos para saber se uma reforma faz sentido; precisa apenas de olhar para o paradigma verbal, para a derivação sufixal e para a economia cognitiva da escrita. E, nesse olhar, o Acordo revela-se frágil, incoerente e profundamente dependente de “deus dará” – ou, pior, do “deus algorítmico” dos corretores ortográficos. Na qualidade de historiador Paulo Freitas do Amaral pronuncia-se sobre um assunto que não faz parte da sua especialidade e deveria reconhecer que a filosofia da História não deve seguir o cunho político/partidário porque obedece a uma outra lógica.

António da Cunha Duarte Justo

ORCID: https://orcid.org/0009-0003-6251-1578

Continua em Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=11207

 

AMOR

“Se nada nos pode salvar da morte, ao menos que o amor nos salve da vida.”(Pablo Neruda)

A frase de Neruda é sábia e provoca reflexão! Sugere que, embora o amor não possa vencer a inevitabilidade da morte, ele pode dar sentido, esperança e força para enfrentar a vida.

No entanto, a frase parece incompleta porque não é apenas o amor que nos “salva” da vida. Também a amizade, a fé, os sonhos, a arte, o conhecimento e os propósitos podem tornar a existência mais cheia.

Talvez o verdadeiro sentido da frase esteja em reconhecer que a vida, por si só, pode ser difícil, e que o amor é uma das experiências mais poderosas para a tornar suportável e significativa, sem ser a única.

António da Cunha Duarte Justo

 

bioco em breve nas suas redondezas

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1,762 likes, 53 comments – arquivo__nacional on October 18, 2025: “O BIÔCO era uma peça de vestuário feminino, tendo entrado em uso em 1649, no reinado de D. João IV, segundo alguns autores. Foi proibido pelo Governador Civil do Algarve, Júlio Lourenço Pinto, por um edital de 28 de Setembro de 1892, alegando que podia ser utilizado com fins impróprios, como a infidelidade conjugal. Com efeito, o biôco nessa época ainda estava ligado à prática da prostituição, tendo o jornal O Districto de Faro de 8 de Junho de 1876 noticiado que tinha terminado o uso dos biôcos em Tavira, devido a um edital da administração do concelho, que limitou o seu uso apenas às prostitutas. Um dos opositores à medida imposta por Júlio Lourenço Pinto em 1892 foi o jornalista João Capuz, que iniciou uma forte campanha contra a proibição do bioco no jornal Olhanense». Graças a estas medidas, o biôco começaram a desaparecer da região nos princípios do século XX, embora tenham continuado a ser utilizados em várias localidades, principalmente na vila de Olhão, onde na década de 1930 ainda eram por vezes empregues durante a missa de Domingo. Também houve registo de mulheres que foram multadas e presas em Faro, por continuarem a utilizar aquela peça de vestuário. Em 1922, o escritor Raul Brandão visitou a vila de Olhão durante os estudos para a elaboração da sua obra Os Pescadores, tendo anotado uma descrição do biôco: «É um traje misterioso e atraente. Quando saem, de negro, envoltas nos biocos, parecem fantasmas. Passam, olham-nos e não as vemos. Mas o lume do olhar, mais vivo no rebuço tem outro realce. Desaparecem e deixam-nos cismáticos. Ao longe, no lagedo da rua ouve-se ainda o cloque-cloque do calçado — e já o fantasma se esvaiu, deixando-nos uma impressão de mistério e sonho.» Não é caso único nas vestes tradicionais em território nacional. Nos Açores, por exemplo, até meio do século XX era característico as mulheres usarem o capote, um traje muito semelhante ao biôco, com a diferença de que o capuz, designado capelo, ser de maior envergadura.”.

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17-Year-Old “Strongly Accused” of Rape of a 12-Year-Old Detained in the Azores

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Suspect did not accept the end of the romantic relationship. It was forbidden to contact the victim. See this and other news on the TV RECORD website.

Source: 17-Year-Old “Strongly Accused” of Rape of a 12-Year-Old Detained in the Azores

“São todos iguais”, agora também aplicado à PJ e à justiça – Bilhete Postal – Correio da Manhã

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Por Carlos Rodrigues

Source: “São todos iguais”, agora também aplicado à PJ e à justiça – Bilhete Postal – Correio da Manhã

Mulher procurada no Brasil por tortura e rapto é detida pela PJ nos Açores | SOL

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A suspeita, de 48 anos, era procurada pelas autoridades brasileiras para cumprir uma pena de 17 anos e seis meses de prisão. Está acusada de crimes cometidos num centro de reabilitação para dependentes de álcool e drogas no estado de Santa Catarina.

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‘It’s not just hair’: The fight to make curly hair education count | SBS News | SBS News

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A curly hair education gap has left many searching for skilled stylists. Now the industry is responding.

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Will The Real Supreme Leader Please Stand Up?

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Will The Real Supreme Leader Please Stand Up? (If He Can)

Mojtaba Khamenei, the supreme leader of the Islamic Republic of Iran, is still nowhere to be found.
He vanished when his father and predecessor as supreme leader, Grand Ayatollah Ali Khamenei, was assassinated in a U.S.-Israeli strike back in February, and has remained “out of office” ever since. Neither Mojtaba’s inauguration as supreme leader, nor even his father’s state funeral, were enough to pry him from the shadows even for a moment.
Take all reports at face value, and you’ll find a Khamenei Jr. that is disfigured and legless, but lightly injured. In Iran, and also in Moscow. Powerless, and still running the country from behind the scenes. Dead, and alive. A real Schrödingerian treat.
Either way, his absence continues to complicate Tehran’s efforts to govern and negotiate a ceasefire with the White House…or does it?
Maybe the Islamic Republic doesn’t need a supreme leader. Not a real one, anyway.

 

Oito em cada 10 idosos não conseguem pagar um lar: Quanto custa? – Notícias ao Minuto

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Um estudo da DECO PROteste revela que quase oito em cada 10 idosos (79%) não conseguem suportar os custos do lar apenas com os seus rendimentos e estão dependentes da ajuda das suas famílias.

Source: Oito em cada 10 idosos não conseguem pagar um lar: Quanto custa? – Notícias ao Minuto

finalmente a biografia certa do pai de RAMOS HORTA

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FRANCISCO HORTA (1902-1970)
O pai de José Ramos Horta tem sido, ao longo dos anos, uma figura de biografia controversa sobretudo pelas inexactidões que seu filho tem introduzido nas suas intervenções públicas, nomeadamente nas várias edições, em Inglês e em Português, dos seus livros “Funu The Unfinished Saga of East Timor”, e “Amanhã em Díli”, reiteradas em entrevistas.
Ramos Horta tem reafirmado que seu pai, deportado para Timor no navio “Gil Eanes” que chegou a Díli a 21 de Outubro de 1931, “era sargento da marinha nos anos trinta e teria ficado pela sua terra natal, Figueira da Foz, se não lhe tivesse ocorrido juntar-se à revolta dos barcos do Tejo em 1936 que deveriam seguir para Espanha para combater ao lado dos republicanos”. E acrescenta: “Logo a seguir foi despachado para Timor de onde nunca mais saíu e onde morreu em 1970.”Amanhã em Díli”, 1994, Lisboa, Publicações Dom Quixote, p. 42.
Trata-se, evidentemente, de afirmações falsas e Ramos Horta tinha disso conhecimento: Francisco Horta estava deportado em Timor desde 21 de Outubro de 1931, só regressando no fim da II Guerra Mundial, a bordo do paquete Angola chegado a Lisboa a 15 de Fevereiro de 1946, Nunca poderia ter participado da “revolta dos Marinheiros” de 1936!
Ramos Horta esforçou-se por encontrar documentos que comprovassem que seu pai pertenceu à Marinha de Guerra, inclusivamente contactou Adelino Rodrigues da Costa, o oficial da Marinha autor de “Os Navios e os Marinheiros Portugueses em Terra e nos Mares de Timor”, 2005, Lisboa, Edições Culturais da Marinha, que na página 194 escreve não ter conseguido encontrar essa documentação no Arquivo Histórico da Marinha.
Há dias, após porfiada pesquisa, encontrei no Arquivo Histórico da Marinha a famigerada “Matrícula nº 5004”, do Livro de Matrícula 7ª Série, do Nº 4903 a 5230, páginas 179 e 180, referente a Francisco Horta (https://arquivohistorico.marinha.pt/viewer?id=44556…).
Francisco Horta, nascido na freguesia da Pena, Lisboa, a 23 de Agosto de 1902, entrou na Marinha de Guerra, como voluntário, a 2 de Julho de 1921 e foi abatido ao efectivo da Armada a 15 de Maio de 1928, com o posto de 1º grumete.
Teve um percurso atribulado nesses quase sete anos: logo em 1921, 10 dias de prisão em isolamento por se ter ausentado dez dias sem licença. Desertou durante dois anos e meio, de 10-2-922 a 12-8-924, sendo englobado numa amnistia entretanto decretada. Participante na “Revolta do Rato”, 7 a 9 de Fevereiro de 1927, é preso no navio-escola “Sagres” e no Forte de Sacavém. Em 16 de Março embarca, sob prisão, no transporte de guerra “Lourenço Marques” e desembarca no Lobito. Abrangido por nova amnistia, regressa a Lisboa no navio “Loanda”, saído de Luanda a 19-4-1928. É abatido ao efectivo da Armada a 15-5-1928, passando à Reserva Naval. Assim termina a carreira de marinheiro de Francisco Horta.
Não ficará quieto. A sua participação em “actos sediciosos” em 1931 irá conduzir à sua deportação para Timor.
José Ramos Horta já não tem motivos para continuar a apresentar uma biografia falsa de seu pai, Francisco Horta.
Além do liink para o Arquivo Histórico da Marinha, anexo o Assento de Nascimento de Francisco Horta:

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