Dia de Portugal nos Açores não foi para todos os fotógrafos

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O Dia de Portugal, nos Açores, foi registado por diversos fotógrafos, mas deixou a descoberto algumas dificuldades técnicas

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fábrica ecológica de fio dental

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político no céu e inferno

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Grupo de cidadãos da ilha do Pico contesta via rápida entre Madalena e São Roque

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Um grupo de cidadãos da ilha do Pico manifestou publicamente a sua contestação ao projeto de construção de uma via rápida entre os concelhos da Madalena e de São Roque do Pico, um investimento que está orçado em quase 70 milhões de euros. Os signatários da posição defendem que esta intervenção rodoviária não deve ser considerada uma prioridade no momento atual.

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RODRIGO-LEAL-DE-CARVALHO-por-chrys-c.pdf

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Rodrigo Leal de Carvalho - Dois olhares sobre a sua obra

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acesso FERRARIA-REABERTA.

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a satânica abertura do mundial

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Sexo e intimidade no mundo digital: como construir desejo sem pressa – ZAP Notícias

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A pressa é inimiga do desejo. No digital, onde a gratificação é imediata, aprender a saborear a espera torna-se um ato erótico em si. É o oposto da lógica do “swipe”: trata-se de construir intimidade emocional antes da intimidade física.  Vivemos numa era em que o toque muitas vezes começa com um clique. As relações e o erotismo passaram a habitar o espaço digital, entre mensagens, emojis e videochamadas. Mas, num mundo que valoriza a instantaneidade, surge uma questão essencial: como criar desejo e conexão sem pressa, quando tudo começa com mensagens? O desejo começa na mente, não no ecrã

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engarrafamento inédito

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Chega fecha acordo com PSD sobre PSU. Reforma laboral sem fumo branco – ZAP Notícias

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Segundo André Ventura, o PSD aceitou 6 das 7 exigências do Chega para a criação da PSU; o líder do Chega avisa, porém, que o partido só viabilizará o diploma se for encontrada uma fórmula para excluir da prestação imigrantes que nunca tenham descontado em Portugal. O presidente do Chega, André Ventura, anunciou um entendimento com o PSD para que a autorização legislativa do Governo sobre a criação da Prestação Social Única (PSU) baixe à especialidade sem votação na generalidade, mas mantém divergências profundas com o executivo em relação à reforma laboral. As duas matérias estiveram em cima da mesa

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jardim com vista atlântica

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“Movem-se com arrogância pela cidade”: estrangeiros são cada vez menos bem-vindos nesta cidade portuguesa – Postal

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Tensão vai aumentando com a presença cada vez maior de estrangeiros nesta cidade portuguesa, que até consideram abandoná-la por não se sentirem bem-vindos

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menos-turismo.

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o 10 de junho aqui em 2018 foi assim..espero que 2026 seja diferente

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Vi um grafito e dizia: “O futuro não importa, o que importa é daqui para a frente”

 

Todos iguais e cinzentos conforme a norma”.

retiro do ChrónicAçores vol 5

10 DE JUNHO NA COLÓNIA AÇORIANA, CRÓNICA 195, 9.6.18

 

Dantes, ao descobrirem terras a colonizar, os navegantes levavam padrões de descobrimentos assinalando a posse e futura conquista e missionação das terras, ora nas celebrações do dia 10 de junho de 2018, trouxeram de Portugal uma bandeira enorme para hastear no único mastro existente no local. Isso não dará a oportunidade a hastear a bandeira do arquipélago, símbolo dos Açores e do povo açoriano, que se diz Região Autónoma. Um jornal local comentava o alheamento da população face ao 10 de junho, um feriado, como o 5 de outubro ou o 1º de dezembro, sem ligação a este povo, para quem os feriados importantes são a segunda feira do Senhor Santo Cristo, Pentecostes, os padroeiros das freguesias, as comunhões dos filhos, e as festas da freguesia. Aí está a alma do açoriano em qualquer ilha.

  1. D. Pedro IV também cá esteve, veio arrecadar dinheiro e pessoas para a causa, já que ninguém em Portugal estava na disposição de lhe dar um tostão. Quando D. Carlos veio aos Açores, o povo foi ver um homem que só existia no imaginário. Quando Óscar Carmona visitou o arquipélago, agosto de 1941, e Craveiro Lopes, 1957, a sensação que deixou foi a da vinda de um forasteiro que veio lembrar aos locais que isto são terras de Portugal, mas “isto é Açores antes de ser Portugal”. Marcelo Caetano também por aqui andou, mas por razões diferentes, que não vale a pena recordar. Hoje veio o Presidente que tira selfies com o povo, os senhores da terra, vão ao beija-mão que fica bem nas fotos oficiais do evento e nas imagens televisivas, sempre sabujamente agradecidos pelas esmolas que Lisboa oferece aos insulares. Teremos teatro nos próximos dias. E há entre nós personagens dispostos a renegar a essência para poderem tirar proveitos. Como escrevia Rui M Medeiros: “A História está cheia de Brutus e Judas. Estes tiveram proveitos imediatos, mas o tempo encarregou-se de os colocar no seu devido lugar.”

Como escreveu Roberto Y. Carreiro

“Segundo um vizinho meu, antigo operacional dum movimento independentista e testemunha dos tempos conturbados do PREC, o aparato militar, securitário e de espionagem, que está montado na cidade de Ponta Delgada, faz-lhe lembrar os tempos áureos das campanhas de «dinamização cultural» a cargo da 5ª divisão. Tal como no passado, os forasteiros, trazem orquestras, bandas, palhaços, muita propaganda e orador convidado. Como nesse outro tempo as «autoridades locais» abrem a cancela para essas aves de arribação…” Por outro lado, o belicismo de mais de mil militares e armamento dos três ramos das FA (Forças Armadas) deve ser para esquecer que depois do 25 de abril, essas FA servem para defenderem interesses estrangeiros em países distantes a mando da NATO.

Cito o colega jornalista Tomás Quental:

“Mas eu pergunto: para essa celebração era mesmo necessário “encher” a cidade com viaturas dos três ramos das Forças Armadas, desde meios aéreos a meios terrestres de combate? Se é para afirmar a soberania portuguesa nos Açores, era desnecessário, porque os açorianos, na maioria, gostam de ser portugueses. Diria até que existem muitos açorianos que se sentem mais portugueses do que muitos continentais, a quem ouço dizer com frequência “entreguem isto a Espanha”… Se é para “embelezar” a cidade, também era desnecessário, porque a urbe tem beleza quanto baste, bem patente, nomeadamente, em monumentos, praças, avenidas e ruas repletas de edifícios de arquitetura bela e única, com uma frente de mar que lhe confere uma panorâmica invejável. Se é para mostrar aos açorianos o que são meios militares, também me parece objetivo obviamente desnecessário. Quando o Estado português assume não ter verbas para construir a nova cadeia na maior ilha açoriana, em que o estabelecimento prisional existente com 150 anos é uma vergonha em qualquer parte do mundo, proporcionando condições infra-humanas, é claramente uma falta de bom senso a ostentação de meios militares, só possível com muito dinheiro. Não aprecio e critico.”

Um país de desigualdades, injustiça e corrupção descontrolada que rouba dez anos de serviço aos professores e diz não ter dinheiro para lhes pagar, desperdiça milhões em fogos-fátuos de antigo Império à deriva como escreveu Patrick Wilken. Claro que para a maioria dos portugueses e dos açorianos quaisquer noções de uma total autonomia (leia-se independência) é anátema, mais fruto da ignorância das situações do que por meras razões políticas. Sempre se cumpriu a profecia – sabiamente preparada – de que quanto mais dependentes de subsídios mais bem acarneirados estariam os açorianos. De todos, são eles os mais subsidiados, totalmente dependentes de subsídios que servem para perpetuar o voto nos que os governam, qualquer que seja o partido ou a cor política. Para os portugueses nem sequer se põe a hipótese de abdicar das “ilhas adjacentes”, muito menos agora que estão prestes a acrescentar milhares de km2 à plataforma portuguesa marítima com todas as riquezas que a profundidade destes mares encerra.

A Fundação Francisco Manuel dos Santos, “Pordata” fez um estudo “Retrato dos Açores”, no qual revela dados preocupantes sobre a realidade insular. Na Educação, a taxa de abandono escolar entre os 18 e os 24 anos é mais do dobro da média nacional. Em relação aos jovens com mais de 15 anos, que 7 em cada 10 não completa o secundário, valores piores do que qualquer outra região. O ensino que temos atualmente é o fruto de muitas “experiências” anuais infelizes, desde os alunos transitarem sem saberem ler a outras, e os resultados estão à vista. Acrescente-se o facto de muitos pais não terem instrução (a velha 3ª classe era a norma e agora será o 6º ano) nem interesse em acompanhar os filhos, o resultado será sempre o de insucesso escolar e fracasso das políticas educativas, por melhores professores que haja (também os há, mesmo que minoria). Infelizmente, trabalhamos para a estatística. Os bons alunos sempre o serão, mas os restantes são a maioria.

Quando hoje um colega e amigo, professor continental, que até cá esteve uns anos a lecionar em mais do que numa ilha, me diz que somos todos portugueses de regiões diferentes, tive uma visão passadista que me fez lembrar um país uno e indivisível do Minho a Timor! E deu-me um arrepio pois esse é o argumento mais comum dos continentais quando confrontados com a minha sede de uma verdadeira autonomia açoriana (não falei de independência, mas de verdadeira autonomia, em federação ou outra espécie de união entre iguais e não pactos leoninos). A minha guerra não é esta, mas a da defesa e expansão da língua portuguesa e apenas me manifesto como cidadão residente do arquipélago.

E é por tudo isto que este 10 de junho me diz menos do que noutros anos em que se chamava “dia da raça”. Não irei ao beija-mão, nem verei as belezas que os açorianos vão mostrar ao corpo diplomático estrangeiro acreditado na capital do Império, continuarei a amar os Açores e a sonhar com o dia em que sejam autónomos e pares interpares com a “metrópole”, donos do seu destino e quiçá orgulhosos da herança ou origem portuguesa. Claro que sei, e nisso concordam alguns nativos, que há provincianismo e falta massa crítica e intelectual, muitos temem a verdadeira autonomia e mais ainda a independência. Este é o país em que vivemos, e raramente se discutem os problemas: educação, saúde e justiça. Sempre longe da corte os açorianos vão ter as imagens televisivas em que serão retratados e irão usar e abusar do voyeurismo, já totalmente acostumados a novos paradigmas de vida em que deixaram de ser escravos pela via física para o serem pela via da mente.

Um Governo Regional autêntico, sem ser filial de Lisboa, reclamando a verdadeira autonomia sem se arvorar em defensor dos interesses dos que sempre exploraram os ilhéus, sombrios e persistentes personagens que perenizam monopólios. Arrivistas com iniciativas pequenas e isoladas. Limitadas como as ilhas e o país.

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