Hidden among the lush greenery of São Miguel island in the Azores, the Monte Palace is a hauntingly beautiful abandoned hotel that captivates the imagination. Nestled on the mountainside near the t…
As empresas do universo do grupo SATA, a SATA Air Açores e Azores Airlines, registaram um resultado negativo de 30 milhões de euros no primeiro trimestre de 2023, de acordo com dados consultados hoje pela agência Lusa. De acordo com o relatório das demonstrações financeiras referentes ao 1.º trimestre de 2023 das empresas do setor […]
A maior parte dos portugueses crê que o Baixo Alentejo e Beja ficam no fim do mundo. Atrás do sol posto. No cu de Judas. Como preferirem. Para essas mesmas pessoas Beja ambicionar ser a alternativa de suporte ao aeroporto da capital não passa de uma fantasia ridícula, enxovalhada à boca cheia (em tom jocoso e até desrespeitador) por grande parte dos media nacionais, como ainda agora acabei de ouvir na TV.
Para quem, por ignorância ou omissão deliberada da comunicação social, não sabe eu partilho: a BA11 de Beja é, em termos de área ocupada, a maior da Europa e uma das maiores do mundo. Quando os alemães a construíram na década de 60 sabiam o que estavam a fazer. E é por isso que a pista é uma das 240 do planeta onde o “aviãozinho” A380 pode aterrar (fora todos os outros, naturalmente).
E não me invoquem o argumento da distância geográfica. Beja fica a 1h30 de Lisboa e a 1h30 do Algarve, totalmente disponível para apoiar os dois grandes pólos turísticos do sul do país. Ao contrário do argumento do comentador de TV aterrei em dezenas de aeroportos no mundo inteiro ( por isso tenho termo de comparação) e em vários desses aeroportos secundários levei entre hora e meia, a duas ou mais horas a chegar à capital. Porque os voos para esses aeroportos são mais baratos e há muito público nesse segmento. Porque apreciar a paisagem do país através do vidro de um comboio também enriquece a experiência do viajante.
Porque de um universo gigante de passageiros, alguns (mesmo que poucos) terão a sorte de escolher pernoitar nas redondezas e descobrir um país sem filtros, sem rooftops, sem tuk tuks, feito de pão, queijo, vinho, vida barata e poucos atropelos. E seguramente passarão a mensagem.
A ridicularização da opção aeroporto de Beja existe apenas para encobrir a falta de interesse em investir nas acessibilidades (que maçada, esses milhões já estão destinados aos bolsos dos que engordarão com a construção do novo aeroporto noutro sítio qualquer). Há mercado e passageiros para o aeroporto de Beja prestar muitos e bons serviços. Infelizmente só não há vontade.
Somos um país de gente estranha, de memória curta e pensa que o dinheiro há-de sempre continuar a cair. A juntar a este pobão temos políticos que gostam de andar sempre na feira das vaidades e megalómanos querem ficar na história como os maiores.
Posto isto temos um aeroporto internacional às moscas nem para inglês ver é útil.
As negociatas estão sempre na frente de tudo, continuamos na tabela dos últimos e sempre a deixar para trás os benefício e o desenvolvimento do pais e da população em favor dos grupos económicos .