Crónica 505 Turismo e estradas julho 2023

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Crónica 505 Turismo e estradas julho 2023

 

Ao longo de quase duas décadas sempre que tive oportunidade de servir de guia aos nossos visitantes ouvi como eles se mostravam surpresos e enalteciam encarecidamente o facto de as estradas regionais, vias rápidas e estradas secundárias (de agricultores e vaqueiros) serem um “brinquinho” com as ervas bem cortadas rente aos rails de proteção, sem crescerem avassaladoramente para o meio da via. Todos eram unânimes em invejar os cantoneiros que assim permitiam termos as estradas mais belas e mais bem tratadas. Não consigo determinar se foi com a pandemia, se foi com a mudança de governo ou seria da mudança de lua, que tudo se desmoronou e hoje qualquer estrada que se preze (falo apenas de São Miguel nesta instância) está com sebes e arbustos por cima dos rails de proteção e dos muretes, as bermas nem se distinguem do mato, nem se sabe onde começam ou acabam.

 

Aqui na costa norte onde vivo o fenómeno é particularmente visível agora que a via Lombinha da Maia – Maia foi cortada para obras de requalificação depois das derrocadas de 2015. As pessoas são obrigadas a desviarem-se pela Lombinha rumo aos Calços da Maia (Barreiros) e descer pelos Calços ou pela Gorreana para a MAIA. Nos poucos quilómetros dessa via é só ervas sem que se saiba onde ficam as bermas. Nas vias circundantes, nem todas de lavoura, o fenómeno é idêntico…

 

Tenho prestado atenção ao ciberespaço, mas parece que sou o único que se preocupa com a perda daquela distinção de vias limpas e bem tratadas com que recebíamos os turistas.

Não sei se a responsabilidade é só das Juntas de Freguesia ou se sobra alguma para os departamentos regionais mas o que convinha era que viessem ver o estado miserável das bermas (parecem mesmo as do continente) e arranjassem umas companhias de cantoneiros para meterem mãos à obra, mensalmente, como era costume.

 

A partir de janeiro 2024 os passageiros dos cruzeiros vão pagar 3 euros de taxa turística (quem paga pelos cruzeiros nem dará conta dos 3 euros), mas convinha aplicar também taxas a quem polui as ribeiras e montes das ilhas com detritos de toda a espécie, que causam desmoronamentos e inundações até serem lançados no mar. O chão das cidades, vilas e freguesias nunca primou pela limpeza, apesar de nas freguesias termos recipientes do RIS a limparem o chão das vias. Dizem que está melhor do que quando aqui cheguei no início do século mas a falta de civismo é bem visível e não só por altura das festas paroquiais.

 

Este governo teve o mérito de introduzir a tarifa reduzida nos voos interilhas , para residentes, limitadas a 60 euros, o que permitiu reduzir o desconhecimento que os nativos tinham das restantes ilhas, mas simultaneamente ostracizou São Miguel e Santa Maria ao cortar, há 3 anos, as ligações marítimas com que podíamos viajar entre maio e setembro. E nem vale a pena ficar à espera dos navios elétricos que vão construir ou do desvio de dois navios do Grupo Central. Obviamente que o Grupo Oriental está fora da escala de viagens interilhas. Mas também não temos avião de carga nem navios mistos daqui para a Ibéria, pelo que nos devemos dar por satisfeitos por ainda haver SATA.

 

Com a febre do turismo (parece a corrida ao ouro em 1880) e da construção de hotéis, AL, turismo rural e não sei que mais, nem se dão conta de que este turismo massificado não dura para sempre. E a sustentabilidade de que tanto se fala é uma palavra vã enquanto os turistas destroem a natureza e os seus encantos nas ilhas. Bem, resta a consolação de que podem converter os hotéis de luxo em asilos para idosos…

Chrys Chrystello, Jornalista, Membro Honorário Vitalício nº 297713 [Australian Journalists’ Association – MEEA]

[email protected],

Diário dos Açores (desde 2018)/ Diário de Trás-os-Montes (2005)/ Tribuna das Ilhas (2019)/ Jornal LusoPress, Québec, Canadá (2020)/ Jornal do Pico (2021)

 

 

O que acha do novo serviço de transporte para Lagoa do Fogo? – Diário da Lagoa

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Para reduzir a pressão ambiental na Reserva Natural da Lagoa do Fogo, entraram em vigor, no mês passado, novas alterações para a circulação de veículos no acesso aos miradouros numa das zonas mais turísticas da ilha de São Miguel. Até setembro, está interdito o acesso aos carros alugados. Residentes, guias ou empresas de turismo continuam […]

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escandaloso….3,3 milhões de euros do Fundo Ambiental vão financiar o passe dos peregrinos da JMJ – NiT

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O governo autorizou até 3,3 milhões de euros do Fundo Ambiental para financiamento da Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML). O objetivo é apoiar a compra de títulos de transporte público para peregrinos que participam na Jornada Mundial da Juventude (JMJ). O Ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, determinou esta sexta-feira, 21 de … Continued

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O responsável pelos trocadilhos do “Liga D’Ouro” devia ser indicado ao prémio Camões – NiT

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Por esta época de verão anda aí muito pólen no ar, não é verdade? Eu felizmente não sofro desse tipo de maleita mas a minha mulher, coitada, não tem a mesma sorte. Por isso, esta é aquela altura do ano em que eu passo a viver com uma moto-serra humana que espirra trezentas vezes de … Continued

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a ucrânia e a mentira do trigo

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A VERDADE DOS NÚMEROS
A França produz mais Trigo que a Ucrânia
O acordo de grãos entre a Rússia e a Ucrânia fracassou. Pelo que os Media informam tem-se a impressão que o mundo vai morrer de fome sem culpa nossa!
Para que se tenha uma ideia do comércio de grãos no mundo, apresento os números que o Prof. Dr. Maria Finckh disponibilizou no HNA.
Nos anos 2017-2021, a Ucrânia produziu uma média de 27,23 milhões de toneladas de trigo, o que representou 3,6% da produção mundial (759 milhões de toneladas) naqueles anos.
De referir ainda que a Alemanha produziu em média 22,2 milhões de toneladas (2,9%) e a França 36,3 milhões de toneladas (4,8%) da produção mundial.
Sabe-se que 60% do trigo alemão vai parar na ração animal e outros 20% na produção de etanol, e apenas 20% vai parar na mesa. E depois tem-se o desplanto de se lamentar a fome no mundo….
Este é um exemplo de como se criam alarmismos falsos na população apresentando-se em vez de factos uma sua interpretação deles com objectivos de enganar os destinatários da informação…
Embora a hipocrisia seja uma estratégia mais fácil para os governos imporem os seus interesses, penso que as populações mereceriam mais respeito, mesmo que se complicasse um pouco mais a tarefa de governar! De boas intenções e de meias-verdades está o Inferno cheio!
Dos números se poderia concluir que no mundo a fome se poderia resolver se nos países ricos se praticasse uma mais responsável.
António CD Justo
Texto completo em Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=8669
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Salários Necessários Para Ser Considerado Rico nos Estados Unidos

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A quantidade de dinheiro necessária para alguém ser considerado rico pode variar um pouco dependendo de onde você mora, mesmo dentro dos Estados Unidos. De acordo com o US Census Bureau, a renda familiar anual mediana nacional nos EUA era de US$59.039 em 2016 e, para ser considerada “renda superior”, era necessário que a renda […]

Source: Salários Necessários Para Ser Considerado Rico nos Estados Unidos

2019 O acelerado plano inclinado da SATA

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rónica publicada no Diário dos Açores de hoje – 20-07-2019
O acelerado plano inclinado da SATA
1. A ultraperiferia é um conceito resultante do centralismo, mas não faz parte do vocabulário dos residentes periféricos.
Para estes a expressão mais vulgarmente usada é :”estamos para aqui abandonados!” Isolados no mundo da Ilha, vizinhos da ilha em frente que, mal clareia o dia, lhes entra pela porta dentro e os acompanha até que a noite fecha.
Nesse horizonte próximo o mar é a estrada aberta à viagem, por vezes sem retorno.
A emigração não aconteceu por causa da periferia, mas devido aos erros e desmandos do centralismo de dentro e de fora.
Durante anos, a economia liberal convenceu as sociedades desenvolvidas que só as centralidades urbanas e industriais promoviam a riqueza porque atraíam gente e, quanto mais gente houvesse, maior era a distribuição da riqueza e do bem-estar.
O resultado foi uma desertificação alarmante que afeta a segurança e o meio ambiente, e acentua as desigualdades e a pobreza num círculo vicioso imparável.
Contra esta quase fatalidade, milhares de açorianos de zonas e ilhas periféricas, afetados pelas centralidades, decidiram procurar vida noutros continentes, consideradas terras do fim do mundo, cujo paradeiro dificilmente se encontraria.
A História da emigração é uma saga resultante da pobreza que ficou para trás e de muitas narrativas pessoais bem sucedidas e pouco conhecidas.
Os que continuaram ou regressaram à ilha tomaram, entretanto, consciência de que a periferia ganhou estatuto que desacredita o desalmado centralismo atrofiante.
É por isso que reclamam, normalmente em surdina, por terem consciência de que o seu poder reivindicativo nada pode fazer contra o domínio de forças políticas, económicas e sociais organizadas, que contam com fortes apoios dos poderes instituídos.
Sempre a lei do mais forte a imperar contra os fracos e periféricos.
2. Um dos problemas que mais afeta a periferia é a mobilidade. Sem ela a ilha fica asfixiada em pouca terra e num mar imenso e profundo que engole sonhos e afunda distâncias.
É por isso que nas “ilhas de baixo” se protesta contra o serviço da SATA, empresa de serviço público de transporte aéreo que tem por incumbência disponibilizar partidas e chegadas em tempo útil, a quem reside na ilha e a quem pretende visitá-la.
A SATA é um agente económico de primordial importância para a criação de riqueza e fixação das pessoas.
Do seu desempenho depende a vida de milhares de pessoas, nomeadamente na época alta do turismo.
Pouco ou nada sei sobre aviação, mas isso não me impede de pronunciar-me sobre o serviço que a Transportadora Aérea Açoriana desenvolve.
Em meu entender, não concebo como é que a Azores Airlines, com uma frota reduzida, se compromete a realizar uma série de ligações para os mais diversos destinos e continentes, sem ter em conta avarias dos equipamentos e falta de pessoal para as operações aéreas.
Teria sido mais prudente, nesta época do ano, ter negociado com a TAP, maioritariamente pública, o reforço das ligações entre Ponta Delgada, Lajes e o Continente, reservando a SATA os equipamentos A 320 para as Ilhas do Triângulo que necessitam de mais ligações com Lisboa para satisfazer a procura crescente.
Assim não entendeu a Administração da empresa, com a anuência da tutela, e os resultados estão à vista.
Aqui no Pico, qualquer cancelamento da Azores Airlines, seja para o Pico, seja para o Faial, causa enormes transtornos aos passageiros e envolve avultados prejuízos para a SATA que todos nós, contribuintes, teremos de pagar.
Se a estas situações recorrentes juntarmos o que se passou na ligação entre Boston e Ponta Delgada com a retenção, por vários dias, de centenas de passageiros, temos de convir que não é só o nome da SATA que se degrada, mas é também o destino Açores e a própria credibilidade do Governo Regional.
A situação na SATA está a prejudicar a economia, os cidadãos das ilhas onde é o único meio de transporte aéreo e a credibilidade do sistema autonómico. Por que não intervém o Presidente da República com a sua magistratura de influência, para se encontrar uma solução nacional?
Essa solução poderia passar pela associação entre a SATA e a TAP, numa complementaridade de serviço público que importa implementar e salvaguardar.
Num plano inclinado, bastante acelerado em que se movimenta aquela empresa, haja quem pare o descalabro e lhe dê um novo rumo.
É o que mais desejam os açorianos.
José Gabriel Ávila
jornalista c.p. 239 A
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dia quente dia dos amigos

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【A CAUSA DAS COISAS】
Boa dia aos meus amigos negacionistas das alterações climáticas, espero que estejam a viver o DIA DOS AMIGOS, na paz do tremoço e da cervejinha fresca!!!
in: Scott Duncan – https://scottduncanwx.com/…
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Reino do Pineal. Poligamia, euros e crime no caso do bebé

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Portuguesa que integrou Reino do Pineal em Oliveira do Hospital, Coimbra, faz revelações sobre a seita: poligamia, “jogos mentais” e doações.

Source: Reino do Pineal. Poligamia, euros e crime no caso do bebé