Piloto de instrução salta de avião e deixa aluna sozinha a bordo na Argentina – CNN Portugal

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Leandro Bertazzo foi encontrado morto após o incidente, mas a aluna de 22 anos conseguiu aterrar em segurança

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estórias de Luanda

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É da minha autoria. Saiu agora, mas a divulgação ainda não chegou às livrarias. É das Edições Colibri.
Um diplomata está a diplomatar estórias do povo de Luanda, as maiombolas (magias) se desenvolvendo, kuatando (agarrando) na kijirila (amizade) de amboslados, Portugal e Angola e Angola e Portugal.
Quem divulgar este buque, vai fazer sorrir o povo, aka!

Palavras E Ideias: Uma Açorianidade Incomodante, E Uma Autonomia Mal Percebida – Diário Dos Açores

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“Eu sei – e se não soubesse a realidade histórica e mítica do Arquipélago mo lembraria – que não estou precisamente em Viana do Castelo nem em Bragança que

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a bronca maior das notas

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Amiguinhos, não quero ser chato, mas esta merda é uma farsa total.
É dia 8 de Julho.
O prazo para finalizar a classificação é dia 14.
A saída das notas está marcada para dia 17,
com a promessa grandiosa de que todos os alunos terão acesso à sua prova e à respetiva classificação.
Ora, isto seria lindíssimo, quase comovente, não fosse esse pequeno detalhe:
os classificadores continuam sem acesso a parte de muitas provas.
Sou classificador do exame de Português.
Para além dos problemas que me calharam diretamente,
tenho acesso, pelo fórum de supervisão, a relatos de problemas alheios.
E o cenário continua a ser delirante.
Continuam por aparecer folhas de continuação de imensas respostas.
Há folhas de continuação que, pela caligrafia e pelo contexto, parecem pertencer a provas diferentes.
Há fichas A onde é visível o nome do aluno, quebrando o anonimato
que é condição óbvia, sagrada e elementar das avaliações externas.
Há provas adaptadas sem indicação de que o são.
Os itens foram aparecendo como cogumelos,
em levas, aos soluços, sem aviso, sem calendário,
sem previsão de quando terminaria a festa.
Mas não sejamos injustos: a digitalização está completa.
Completa como Trump garantia estar obliterado o regime iraniano.
Ou seja, completíssima no comunicado, vaporosa na realidade.
Entretanto, ouço tudólogos nas televisões a perorar sobre o assunto
com o entendimento profundo de quem, uma hora depois, estará no mesmo estúdio a comentar o Cristiano Ronaldo e a bola,
com a mesma gravidade, a mesma ignorância e o mesmo microfone.
Falam de prazos, de serenidade, de normalidade, de modernização, de garantias.
Falam muito.
Sabem pouco.
Mas ocupam o espaço todo,
que é o talento nacional mais bem distribuído.
Lamento pelos alunos.
Lamento pelos pais.
Lamento pelos meus colegas.
Lamento por este país de merda onde, em 2026, nos mandam beber água enquanto a cortam,
e chamam modernização a um monte de gente fechada num armazém que envergonharia a Temu.
Isto não é uma transição digital.
É uma farsa com scanners.
Estamos fodidos.
Há quem goste.
A mim, está a aleijar-me um bocadinho.
(da página do Facebook de Jorge Pedro Ferreira)

Doença rara está a voltar ao País. Há médicos que culpam os imigrantes, outros discordam — NiT

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Diogo Vassalo pensava ter uma simples dor de garganta, mas começou a não conseguir respirar. Descobriu uma epiglotite aguda: “O médico perguntou-me se pedia Uber Eats”.

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o futuro dos europeus

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See less🚨HEARTBREAKING: A mother holds her son as they are preparing to be executed for not converting to Islam!
Why is everyone silent on this?
COMOVENTE: Uma mãe abraça o filho enquanto se preparam para serem executados por não se terem convertido ao Islão!
Porque é que ninguém diz nada sobre isto?

em saldo, aproveitem! Mulheres russas estão a vender na internet os seus implantes mamários usados – ZAP Notícias

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As sanções ocidentais estão a causar uma escassez de implantes de silicone na Rússia e a levar a que cada vez mais mulheres russas vendam os seus em segunda mão. Um número crescente de mulheres na Rússia está a pôr os seus implantes mamários usados ​​à venda na internet, à medida que as sanções ocidentais continuam a perturbar as cadeias de abastecimento médico do país e a aumentar o custo dos procedimentos estéticos. De acordo com relatos destacados pelo canal BAZA no Telegram, as plataformas de anúncios classificados têm registado um aumento de anúncios de implantes mamários de silicone previamente

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Que políticos recebem subvenções vitalícias, quem as suspendeu e como funcionam – Dinheiro – SÁBADO

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António Guterres continua a receber a subvenção. Também Sócrates, Miguel Relvas ou Jerónimo têm direito à mesma. Consulte aqui a lista completa e os valores.

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Viagens ao Mundial: Força Aérea obrigada a ir buscar Montenegro e a fazer mais 760 quilómetros – Política – Correio da Manhã

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Primeiro-ministro foi direto dos EUA para a Turquia e o Falcon fez duas viagens extras para o levar à Cimeira da NATO.

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MACAU Rodrigo Leal de Carvalho Título: Requiem por Irina Ostrakoff

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As Russas da Rua da Palha
Quando Macau ainda era uma cidade de sombras longas e segredos curtos, havia uma rua — a Rua da Palha — onde o futuro se escondia atrás de portas estreitas e escadas que rangiam como velhas confidências. Quem subia para as ruínas de S. Paulo passava por ali, talvez distraído, talvez curioso, mas sempre com a sensação de que aquela artéria antiga guardava mais do que mercearias, casas velhas e o cheiro doce do incenso.
Foi ali que, durante alguns anos, viveram mulheres que a cidade chamava “russas”. Tinham bolas de cristal, liam destinos, falavam baixo, moviam-se como quem atravessa um palco invisível. Para os macaenses, eram figuras saídas de um romance: ex princesas imperiais, herdeiras de fortunas esmagadas pela cavalaria vermelha, sobreviventes de palácios incendiados nas estepes.
Mas a verdade — como sempre em Macau — era mais complexa, mais humana e mais trágica.
Não eram russas. Eram ciganas da Hungria e da Roménia, mulheres de olhos escuros e passos leves, que tinham atravessado a Europa como quem atravessa um sonho mau. A Revolução de 1917 empurrou-as para leste, para as lonjuras da Sibéria Oriental, onde o frio não perdoa e a História não explica.
Harbin foi o primeiro porto de abrigo. Cidade de exilados, de aristocratas arruinados, de músicos que tocavam para esquecer, de comerciantes improvisados, de refugiados que viviam entre o passado e o que sobrava do futuro. Ali ficaram algum tempo, mas Harbin era apenas uma pausa — nunca destino.
Com a vitória da China Popular, a diáspora deslocou-se de novo, como poeira soprada por ventos ideológicos. E assim chegaram a Macau, esse último refúgio onde tudo o que é improvável encontra lugar.
Instalaram-se nas casas velhas da Rua da Palha, misturaram-se com a população macaense, os filhos estudaram nas escolas portuguesas, adquiriram a nacionalidade portuguesa. Com o tempo, tornaram-se parte da cidade — tão invisíveis como qualquer outra história que Macau engole sem ruído.
As escadas eram o verdadeiro teatro. Subiam-se devagar, porque cada degrau parecia protestar contra o peso do destino. Lá em cima, num quarto escuro, as videntes recebiam quem procurava respostas: marinheiros, mulheres aflitas, comerciantes indecisos, curiosos que queriam apenas ver como era o futuro antes de o viver.
A bola de cristal brilhava como um pequeno sol doméstico. As mãos das videntes moviam-se com a lentidão ritual de quem sabe que o tempo é uma invenção frágil. E as histórias que contavam — sobre amores perdidos, viagens adiadas, presságios de fortuna — eram sempre ditas com uma voz que parecia vir de muito longe, talvez das planícies da Manchúria, talvez das margens do Danúbio, talvez de lugar nenhum.
Macau acreditava nelas porque Macau sempre acreditou no improvável.
Entre os poucos que perceberam que aquelas mulheres eram mais do que curiosidades folclóricas, destacou-se Rodrigo Leal de Carvalho, delegado do procurador da República. Ao ler processos judiciais relacionados com membros dessa comunidade, encontrou fragmentos de vidas que vinham das estepes russas, dos rios da Sibéria, das planícies da Manchúria.
E percebeu que estava perante um mundo em extinção.
Dessa descoberta nasceu Réquiem por Irina Ostrakoff — uma obra que não é bem romance, nem bem documento, mas uma elegia por uma Europa que se perdeu nas margens da China. Irina, a protagonista, é o espelho dessas mulheres da Rua da Palha: aristocrata arruinada, sobrevivente de guerras, figura que vive entre o mito e a pobreza, entre a memória da grandeza e a realidade da sobrevivência.
O livro é um lamento. E, como todo o lamento, ilumina o que já não existe.
Um dia, as videntes desapareceram. Não houve anúncio, nem despedida, nem notícia no jornal. Simplesmente deixaram de estar.
As escadas deixaram de ranger. As bolas de cristal apagaram-se. As histórias de heranças perdidas ficaram suspensas no ar, como pó que não encontra chão.
Algumas partiram para as Américas, seguindo a diáspora do pós guerra. Outras ficaram em Macau, diluídas na cidade, invisíveis como tudo o que Macau absorve sem esforço.
A Rua da Palha continuou a ser Rua da Palha. Mas o seu silêncio ficou mais fundo.
Hoje, quem passa por ali ao fim da tarde talvez sinta ainda um eco — um murmúrio vindo de um tempo em que o futuro se lia em bolas de cristal e o passado se escondia atrás de portas estreitas.
Talvez seja apenas imaginação. Ou talvez seja o réquiem de Irina Ostrakoff, que continua a tocar, baixinho, nas paredes antigas da cidade.
Macau, afinal, nunca esquece. Apenas guarda.
Ficha Técnica — Requiem por Irina Ostrakoff
Autor: Rodrigo Leal de Carvalho Título: Requiem por Irina Ostrakoff l Ilustração: José Geral Viana Impressão e acabamento: Tipografia de Coimbra Depósito legal: n.º 39797/15 ISBN: 989-95675-0-4 Data de edição: Outubro de 1994 ISSN: 972-9488-39-2 Editor / Contacto: Rodrigo Leal de Carvalho Rua do Campo, Coimbra (Caixa Postal 152 — Macau, China) Email: booksmacau@gmail.com

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os 3 vinténs (perder os 3)

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【A CAUSA DAS COISAS】
PERDER OS 3 VINTÉNS
Esta expressão, ainda hoje bem conhecida, teve a sua origem numa pequena moeda de prata, que se pendurava no pescoço das raparigas até ao seu casamento, e que tinha o nome de “amuleto dos três vinténs”. Na noite de núpcias, a mulher casada entregava a moeda furada ao seu marido, tendo daí surgido a expressão “tirar os 3 vinténs”.
Os três vinténs foram cunhados pela primeira vez no reinado de D. Pedro II, e foi cunhada até ao reinado de D. Miguel, que capitulou em 1835, pela convenção de Évora-Monte. Depois disso, a moeda foi desaparecendo gradualmente, embora continuassem em circulação as que tinham sido cunhadas em reinados anteriores. Esta moeda tem um encanto especial para os estudiosos de antropologia cultural, devido ao significado específico que tamanho objeto acabou por obter na expressão popular.
Diz a história que as mães ofereciam às filhas, muitas vezes no dia do nascimento, uma moeda de três vinténs, à qual faziam um pequeno furo por onde passava um fio que permitia pendurá-la ao pescoço da rapariga. Criava-se assim um amuleto para proteger a pureza e virgindade daquela jovem até ao dia do casamento. Apenas nesse dia ela tirava a moeda do pescoço e a entregava ao marido, e só aí a sociedade podia dizer que ela não tinha os três vinténs, ou seja, que era uma mulher casada.
Alguns jovens mais atrevidos aproximavam-se das raparigas e procuravam no pescoço a famosa moedinha. Quando não a encontravam, dizia-se que já tinha perdido os três vinténs. Tinha chegado tarde, ela já tinha marido. Num passado ainda recente, em que a virgindade feminina era atributo indispensável num casamento, continuava em uso a expressão “ter os três vinténs”… ou não.
Mas existe outra hipótese para a origem desta expressão. Em tempos antigos, muitos casamentos eram resultado de arranjos familiares, algo que acontecia em todas as classes sociais. Como havia muito a discutir, desde o dote à boa conduta da noiva, tornava-se necessário um “atestado de bom comportamento”, passado por uma autoridade local. Estes atestados vigoraram até à época do 25 de Abril!
Se a autoridade em questão tivesse dúvidas quanto à virgindade da moça, podia pedir uma certidão de virgindade, e é aqui que entra a moedinha. A certidão era passada pela parteira da terra, que fazia um teste para averiguar o estado da rapariga.
Assim, colocava uma moeda de três vinténs sobre o hímen da jovem. Se esta passasse para dentro, a jovem “chumbava”. Os três vinténs serviam depois como pagamento à parteira, que, se tudo corresse bem, passava depois o Atestado de Virgindade.
Alguns chegaram aos nossos dias, sendo por vezes anedóticos, como no caso de um que está no Arquivo Distrital de Viseu, sem data (embora se creia que seja de início do séc. XIX), que diz: “Eu, Bárbara Emília, parteira que sou de Coira, atesto e certufico pula minha onra, que Maria de Jesus tem as partes fudengas tal e qual como nasceu, insceto umas pequenas noidas negras junto dos montes da crica, que a não serem de nascença, serão porvenientes de marradas de pissa.”
Outro caso anedótico, relatado por uma parteira de Almada: “Eu Maria da Conceição Parteira Diplomada No Concelho De Almada, Declaro Por Minha Onrra Ao Serviço Do Meu Trabalho Que Maria Das Dores Está Séria e Onrrada Têm uns Defeitos Na Coisa Mas Iso Não Quer Dizer Nada São Defeitos Feitos Pelo Trabalho.”
Assim, embora não se saiba ao certo de qual destas situações veio a expressão, sabe-se que tanto a tradição da moeda de três vinténs dada por mães às filhas como a dos Atestados de Virgindade existiram mesmo e estiveram em vigor durante bastante tempo.
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