As cinco mentiras mais comuns sobre as alterações climáticas – ZAP Notícias

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Embora a urgência em combater as alterações climáticas seja elevada, falsas alegações influenciam a compreensão sobre o aquecimento global.

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Carlos Costa acusa António Costa de pressão para não afastar Isabel dos Santos do BIC

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O ex-governador do Banco de Portugal afirma que Costa o pressionou a não afastar Isabel dos Santos da administração do BIC.

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Miguel Alves terá beneficiado ex-mulher de histórico autarca do PS em concurso público

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O MP está a investigar Miguel Alves por alegadamente ter beneficiado a ex-mulher do socialista Joaquim Couto num concurso público.

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Governo açoriano com 4,85 ME para reabilitar porto de Santa Iria na Ribeira Grande – Jornal Açores 9

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O Governo dos Açores vai lançar um concurso de 4,85 milhões de euros para a reabilitação e proteção marítima do porto de Santa Iria, no concelho da Ribeira Grande, em São Miguel, foi hoje anunciado. “É uma excelente notícia para os ribeira-grandenses. É uma obra há muito, muito, tempo esperada. Mais uma vez, está este […]

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timorenses qualificados

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Encontro com Engenheiros Timorenses, todos com Doutoramento, cursados nalgumas das melhores Universidades do Mundo. E há muitos mais nas áreas de ciência, tecnologia, medicina. Pouco ouvimos falar deles.
Mas ouve-se falar muito dos políticos, deputados e suas regalias, ministros e seus assessores, maioria dos quais sem formação académica e experiência profissional adequadas.
Conheçamos alguns:
1. Dr. Adalfredo Ximenes, M. Eng. Decano Faculdade de Engenharia Ciências e Technologia, UNTL. Graduado da Universidade do Minho, Portugal.
2. Dr. Benjamin Martins, M. Eng., ( Portugal) M.E. Phd ( Mechanical Engeenering in Japan).
3. Dr. Joaquim da Costa, M.Eng. ( Indonesia), M.E. Phd ( Graduado na Universidade do Minho, Portugal).
4. Dr. Joaviano da Costa, Mestrado em Engenharia (Japão) M.E. Phd ( Universidade do Porto Portugal).
5. Constâncio A. Pinto, M. Eng., ( Indonesia) M.E. Phd ( Graduado da Universidade de Coimbra Portugal).
Vamos começar a reconhecer e valorizar esses valores Timorenses.
You, Ana Tilman, Jan-Patrick Fischer and 1.1K others
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profs com mais de 35 anos de serviço não ganham o que este miúdo ganha…

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De pequenino é que se torce o pepino:
Quando um recém-licenciado em Direito pela FDUP no ano de 2022, desprovido de experiência profissional, tem cartão de militante do partido que apoia o Governo (PS), o céu pode ser o limite mas a base são os € 2 256,70 líquidos que aufere como adjunto do Chefe de Gabinete da Ministra da Presidência.
Um de quatro.
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  • Rui Amado

    Eis a fonte 🙂
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  • Rui Amado

    O despacho
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  • Rui Amado

    E o curriculum vitae
    May be an image of text that says "Nome: Tiago Alberto Ramos Cunha. Data ocal de nascimento: de novembro de 2000, Porto. Habilitações atividade academica: Desde 2022 Frequência do mestrado em Direito Ciência Jurídica especialidade em Direito Administrativo na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. 2022 XXIII Curso de Defesa para Jovens do Instituto da Defesa Nacional. 2022 Licenciatura em Direito pela Faculdade 2021 Curso Breve de Contratação Pública da PA.Advogados. Direito da Universidade do Porto."
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  • Luís Simões

    Ele é sagitário como eu. Mas, ao que parece, sabe muito melhor que moi meme fazer pontaria ao alvo com a seta…
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    • Luís Simões

      Rui Amado, o curriculum não é ridiculum. O curso de contratação pública, apesar de breve, foi certamente decisivo para a sua contratação pública. Já não falando no curso de defesa nacional…Mas de defesa já ele (ou a família) sabia. Jogou à defesa e inscreveu-se no PS
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    • Rui Amado

      Luís Simões se ele se chamasse Tiago César e fosse açoriano o curso de contratação pública era desnecessário 🙂
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  • Manuel-António Silva

    assenta bem o apelido ‘cunha’…
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  • Alexandra Paixão

    Por acaso conheço bem o Tiago, e de facto tem um percurso político (na JS), ativista e académico, ímpar e excelente; não sei, como é óbvio, se desempenhará tal cargo como deve ser, mas se não o fizer não será pela idade nem por falta de competências; a…

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    • Alexandra Paixão

      Quanto à filiação política do jovem, é normal, estranho e mau sinal será quando os ministros, seja no governo que for, recrutarem chefes de gabinete fora do respectivo Partido, convenhamos. 🙂
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    • Rui Amado

      Alexandra Paixão a função de Chefe de Gabinete implica um trabalho muito específico que exige dedicação exclusiva, ausência de horário e, naturalmente, confiança política. O Chefe de Gabinete é, simultaneamente, um filtro e um mensageiro. Como é uma fu…

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    • Alexandra Paixão

      Rui, esta nomeação gerou tanta celeuma porque a ministra em causa é uma incompetente na comunicação aos cidadãos, porque se em vez de dizer uma baboseira para ´despachar` o assunto à laia de VIP parlamentar armada em princesinha da Disney tivesse investido dois minutos a informar a população sobre os motivos da sua escolha sempre persistiriam os críticos do costume, a quem tanto faz ter cão como não o ter, mas as pessoas de bom senso teriam menos por onde pegar, digamos assim. E a reação do cidadão comum quanto a rendimentos injustos, é muito alérgica aos políticos em democracia (ainda um legado do salazarento ´os políticos são todos iguais`, e ´a nossa política é o trabalho`) quando lhes interessa, mas incomodam-se muito pouco quando lhes vão ao bolso pela ´porta do cavalo` e em troca recebem uma cenoura dourada com a patine a estalar; e, sem sair da esfera política nem da minha área de residência, relembre-se o Isaltino, que mete ao bolso num dia o que o Tiago ganhará por mês. E também não se incomodam nada de pagar por um carro topo de gama mensalmente o dobro do que pagam em impostos, sob a justificação de que isso é escolha e gasto privado, e contudo não o é… 🙂
      O teor do trabalho de um adjunto de um ministro ojectivamente não tem nada de especial, faz o que o ministro pretende dele e mais uns pozinhos, a experiência não tem de facto grande importância, a responsabilidade e a competência valem muito mais, e nisto a idade não apresenta sublinhado valor, ao contrário do que afirma a vox populi, e quod erat demonstrandum…
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    • Rui Amado

      Alexandra Paixão uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa: não havia poeira possível que a Ministra pudesse ter usado neste caso 🙂 Pena é que a celeuma não alastre como um rastilho e faça implodir de vergonha o sistema de assessorias que campeia nos Municípios.

TRUMP

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Trump não é o trunfo, é o problema
Um excelente artigo que envio aos meus amigos que estão fora de Portugal e não só.
Daniel Oliveira, um excelente jornalista, escreve entre outros jornais no Semanário Expresso .
Os democratas deverão perder as eleições e se não corrigirem o seu divórcio crescente com a classe trabalhadora a caminhada para o precipício vai continuar. Mas este foi o melhor resultado de quem está na Presidência desde 2002 e 1998. Trump é um problema para a democracia norte-americana. Mas o desempenho dos seus candidatos numas eleições fáceis mostra que também é um problema para os republicanos. Ganha no partido para fazer o partido falhar no país
O anúncio da maré vermelha não se confirmou. Os democratas perderam alguns lugares no Senado e Congresso. À hora a que escrevo, ainda não se sabe quantos perderam e se chegam a perder o controlo de qualquer uma das duas Câmaras. Mas isso não é a notícia, isso é a regra. Quem está no poder perde quase sempre estas intercalares e este foi, ainda por cima com inflação e empréstimos bancários na habitação e gasolina em preços sem precedentes nas últimas décadas, o melhor resultado de quem está na Presidência desde 2002 (no rescaldo unificador do 11 de setembro) e 1998 (depois da absurda tentativa de impeachment de Clinton).
Desse ponto de vista, pode-se dizer que Joe Biden teve uma vitória relativa. Não apenas em relação às espectativas alimentadas pelas sondagens, mas em relação à tradição. Nada a ver com a derrocada que Obama sentiu em 2010, ou mesmo com os seus resultados em 2014.
Não sei se a decisão do Supremo em abrir as portas para um recuo na questão do aborto levou a maior participação de mulheres e jovens. Os números parecem indiciar que sim e este é o único tema de costumes que traz vantagem aos democratas – de tal forma que muitos candidatos republicanos tentaram apagar as suas posições mais radicais do passado sobre o tema
Os jovens votaram esmagadoramente democrata – uma vantagem de 28 pontos nos eleitores entre os 18 e os 29 anos, de acordo com a sondagem à boca da urna efetuada pela CNN. E os reformados deram uma vantagem de 13 pontos aos candidatos republicanos. Para uns e para outros as questões dos costumes são mais importantes do que para os trabalhadores. Os primeiros por razões óbvias, os segundos porque são os menos afetados pela inflação – as suas reformas estão-lhe indexadas. Fica-lhes o medo perante um mundo que muda e eles não compreendem.
Não sei se foi a deriva antidemocrática dos republicanos que travou a maré vermelha. Ou seja, se Trump, sempre tratado como um trunfo, impediu uma vitória mais clara dos republicanos. É, ainda assim, bom recordar que, neste século, só um republicano venceu eleições presidenciais no voto popular (a reeleição de Bush) e que muitas das vitórias republicanas para Câmara dos Representantes se deveram ao redesenho dos mapas das circunscrições depois do censos de 2020.
TRUMP PERDE GÁS
Trump não teve a vitória que desejava. Com exceção de J.D. Vance, quase todas as suas cabeças de cartaz foram derrotadas: Lee Zeldin perdeu em Nova Iorque, Don Bolduc perdeu em New Hampshire e Doug Mastriano perdeu para governador da Pensilvânia. Todos com apoio do ex-presidente. E foi no estado determinante da Pensilvânia que Dr. Oz, com a campanha mais cara para o Senado, foi derrotado por John Fetterman, que a fez em casa por causa de um derrame cerebral. Fetterman é próximo de Bernie Sanders, progressista (acusado mesmo de ser socialista pelos seus adversários internos), com posições fortes sobre o aumento do salário mínimo, o sistema de saúde e a reforma do sistema criminal. Conseguiu segurar voto das classes trabalhadoras para os democratas. Em sentido inverso, é bom assinalar as derrotas de Beto O’Rourke, no Texas, e Stacey Abrams, na Geórgia, que ficaram bem longe do entusiasmo que provocaram há quatro anos.
Mas, acima de tudo, parece haver um novo candidato que pode desafiar o regresso de Trump: Ron DeSantis, que depois da vitória à tangente de 2018 foi reeleito governador com um resultado esmagador na Florida. Esta foi a grande vitória republicana e a maior derrota de Trump. É em DeSantis que está depositada a esperança da direita norte-americana? Meteu 50 migrantes num avião pago pelo Estado (teve de ir buscar alguns ao Texas) para os deixar na ilha de Martha’s Vineyard, só para mostrar aos democratas o que custa tê-los ao pé de casa. Acho que está apresentado o traste que usa a vida de outros seres humanos para uma provocaçãozinha. À direita, a esperança contra Trump já são apenas políticos igualmente desumanos, apenas um pouco menos perigosos. Até ver.
Este alívio não pode, no entanto, fazer ignorar duas tendências perigosas que perduram há uma década: os republicanos estão a perder a democracia, os democratas estão a perder os trabalhadores.
REPUBLICANOS CONTRA A DEMOCRACIA
Mais de 90% dos candidatos que Donald Trump apoiou venceram as primárias republicanas. Depois do ataque ao Capitólio, pensava-se que ou o Presidente era preso ou era, no mínimo, proscrito pelo partido. Nem uma nem outra coisa aconteceu. E como nem uma nem outra coisa aconteceu, a sua narrativa da fraude legitimou-se e os poucos que lhe tinham resistido foram atirados borda fora. Quando Liz Cheney nos aparece como um exemplo atípico de moderação que já não tem lugar no partido republicano percebemos onde as coisas já estão.
Só um terço dos candidatos republicanos que foram a votos nas muitas eleições nacionais e estaduais é que aceitam o resultado das presidenciais em 2020 e metade recusa-os ou tem dúvidas. Duzentos séticos foram eleitos esta terça-feira, incluindo trinta que recusam liminarmente, e desde o primeiro dia, a vitória de Biden. Metade dos eleitores republicanos continua a acreditar, sem indícios ou provas, que Joe Biden foi eleito com base numa fraude. Os Estados Unidos, que têm um sistema eleitoral e de escrutínio arcaico e caótico – são uma das poucas democracias no mundo sem uma agência nacional para contar votos e anunciar resultados –, estão na linha da frente dos efeitos da indústria da desinformação que promete ganhar novo fôlego com Elon Musk à frente do Twitter. Uma democracia que se mostrou fraca perante o autor político da ocupação do Capitólio com fortes indícios de traição ao país na sua relação com a Rússia pagará por muito tempo o preço da sua tibieza.
No entanto, como sublinhou a CNN, os candidatos a governadores que cavalgaram a tese da fraude foram derrotados: Tim Michels no Wisconsin, Tudor Dixon no Michigan, Doug Mastriano na Pensilvânia, Ditto Dan Cox em Maryland, e Darren Bailey no Illinois. No Arizona, a candidata negacionista Kari Lake estava em pequena desvantagem à hora em que escrevo este texto.
A exceção é J.D. Vance. Autor de “Hillbilly Elegy ”, um retrato cru da América que virou para Trump e um anti-trumpista de sempre, vergou-se humilhantemente para conseguir o apoio do ex-presidente e os financiamentos que lhe se próximos e conseguiu ser eleito senador pelo Ohio. Um pouco por toda a América, em eleições para senadores estaduais, representantes estaduais e outros cargos menores, centenas de negacionistas da vitória de Biden foram eleitos. Ouviremos falar deles se Trump for candidato e perder, em 2024, as eleições.
Seria bom abandonarmos o discurso sobre a “polarização” nos EUA, como não a deveríamos usar para falar do Brasil ou de grande parte dos países. Não há dois lados que se extremaram. Há uma direita antidemocrática que chegou ao poder e recusa as regras do jogo. E há uma reação que só pode ser indignada e agressiva a este ataque à democracia. Se há coisa que continua a acontecer à esquerda (ou entre os democratas norte-americanos, que não correspondem apenas ao centro-esquerda europeu) é o abandono de causas estruturantes que a definiam, um excesso de centrismo nas questões económicas e sociais e, por isso mesmo, uma perda de influência em setores da população que eram a sua principal base de apoio. Falta-lhes radicalidade, não a têm em excesso.
O DIVÓRCIO ENTRE OS DEMOCRATAS E A CLASSE TRABALHADORA
42% dos eleitores norte-americanos são brancos sem formação e os democratas estão a perder esse eleitorado para os republicanos. Desde 2012 que este voto lhes foge. E não é só o branco, mas também o de minorias trabalhadoras, com destaque para os hispânicos. Uma queda que é compensada pelo crescimento entre os eleitores com formação universitária.
Como nos conta Ruy Teixeira, num extraordinário artigo na “The Atlantic”, os democratas têm uma desvantagem de 15 pontos entre os eleitores da classe trabalhadora, mas uma vantagem de 14 entre os eleitores com formação universitária. E Teixeira sinaliza as duas trágicas campanhas de Hillary Clinton – para as primárias e contra Trump – que levaram à sua derrota, em 2016, como momentos fundamentais na aceleração deste processo. Nas primárias, para vencer Bernie Sanders, Clinton tentou combater as propostas económicas e laborais progressistas de Sanders com as questões identitárias. O politólogo recorda o momento em que, num comício, Hillary pergunta se uma posição demasiado firme com os bancos acabaria com o racismo, com o sexismo ou com a discriminação contra a comunidade LGBT? Como para muito centro-esquerda europeu, as causas identitárias serviram para esconder a cedência na economia e no trabalho.
Quando enfrentou Trump, Hillary concentrou-se no carácter do oponente. E assim perdeu o “rust belt”, incluindo, por pouco, Michigan, Pensilvânia e Wisconsin, três estados que teriam feito a diferença para vencer as eleições. Os eleitores brancos de classe trabalhadora que perdeu para Trump não são racistas. São, segundo Ruy Teixeira, que cita Justin Grimmer e William Marble, trabalhadores sem diploma universitário com visões moderadas sobre raça e imigração. Este ano, mais uma vez, os democratas focaram-se no aborto, no controlo de armas e na democracia, quando o eleitorado estava preocupado com a economia, a inflação e o crime. Não é defeito, é feitio.
A luta renhida pela Pensilvânia e as derrotas sucessivas no Ohio são explicadas pelo voto daqueles a que Clinton chamou de “deploráveis”, gabando-se de ser votada pela maior parte do PIB do país: os vencedores da globalização. É a ausência do foco social e económico que explica que os republicanos conquistem este voto apesar de serem contra o aumento do salário mínimo, a licença de maternidade paga e o serviço de saúde universal e por cortes fiscais para os mais ricos. Todos os exemplos que estou a dar são de votações republicanas nos últimos dois anos, não de qualquer projeção ideológica sobre o seu posicionamento.
CONCLUINDO…
Os democratas não venceram estas eleições. Até deverão, olhando para os resultados à hora a que escrevo, perder o controlo da Câmara dos Representantes e manter o empate no Senado, o que pode paralisar os próximos dois anos da presidência do impopular Biden, no meio de uma guerra, de uma crise de energia e de uma crise inflacionista. E se não corrigirem o seu divórcio crescente com a classe trabalhadora a caminhada para o precipício vai continuar. Mas olhando para o histórico das intercalares, a hecatombe anunciada ficou muito longe de acontecer.
O financiamento democrata a candidatos republicanos tresloucados, moralmente errado e politicamente arriscado, afinal nem foi má tática. Dos nove candidatos mais radicais entre os radicais, e para os quais os democratas angariaram 53 milhões de dólares, apenas a candidata a governadora do Arizona ainda pode ganhar. Trump é um problema para a democracia norte-americana. Mas, olhando para o desempenho dos seus candidatos numas eleições que deveriam ser bastante fáceis, ele é um problema para os republicanos. Ganha no partido para fazer o partido falhar no país. Tem fortíssimas taxas de rejeição e, dominando os republicanos, pode acantoná-los por muito tempo. Veremos como é que os oportunistas que se passaram para o seu lado se comportarão nos próximos dias.
Lusa Ponte and 2 others
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  • Lusa Ponte

    Também reparei. Deve ter sido gralha. Acabei agora de ler. Obrigada pela partilha, minha prima. Beijinhos.
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    • 15 h
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DiCaprio film about Portugal coming to theatres – The Portugal News

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The documentary “From Devil’s Breath”, by Orlando VonEinsiedel, produced by Leonardo DiCaprio, which addresses the fire in PedrógãoGrande of 2017, will be shown this week in Portugal, according to Cinemas NOS.

Source: DiCaprio film about Portugal coming to theatres – The Portugal News

Produtor de leite afirma que modo de produção biológico permitiu “aumentar substancialmente” a rentabilidade da sua exploração agrícola – Correio dos Açores

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Source: Produtor de leite afirma que modo de produção biológico permitiu “aumentar substancialmente” a rentabilidade da sua exploração agrícola – Correio dos Açores

 

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