oecusse timor mais problemas de aviação, avião imobilizado

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Antonio Sampaio

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Arsenio Bano

.

11 h
Avião de Oecusse parado há semanas devido a peças retidas na Austrália – presidente regional
Díli, 14 jan 2021 (Lusa) – O avião da Região Administração Especial de Oecusse-Ambeno (RAEOA) está parado há várias semanas porque peças necessárias para a sua manutenção estão retidas na Austrália, devido às restrições nos voos daquele país para Díli.
Arsénio Bano, presidente da RAEOA, disse à Lusa que a situação se deve às dificuldades de autorizações do Governo central em Díli à realização dos voos da AirNorth entre Darwin e Díli, que levaram a que toneladas de carga fiquem retidas em Darwin.
Bano recordou que o Twin Otter 400 esteve parado quase oito meses devido às restrições em vigor em Timor-Leste por causa da pandemia da covid-19, dificultando a viagem do piloto para o país, o que levou a uma reduzida manutenção.
“Quando finalmente conseguimos retomar as viagens, começaram a surgir alguns problemas que exigem manutenção e peças”, explicou.
“Tentamos conseguir as peças necessárias, mas depois há problemas com os serviços centrais, que não autorizam alguns voos ou onde a coordenação é difícil, e ainda não conseguimos trazer as peças”, sublinhou.
O presidente da RAEOA disse que os armazéns da AirNorth/Qantas em Darwin “estão cheios com toneladas de carga para Timor-Leste”.
Uma das peças viajou do Canada para Sydney no passado dia 18 de dezembro, mas não foi ainda enviada para Darwin porque o armazém de carga para Timor-Leste “está cheio”.
“Timor-Leste tem de resolver isto. Se não limpamos o armazém de carga, continuaremos a ter estes problemas. Temos de permitir voos de carga com mais facilidade”, notou.
“Não faço a mínima ideia sobre qual é o problema com esta organização dos voos. Há limitações nos movimentos das pessoas, mas não devemos fazer isso no transporte de bens”, sublinhou.
“A interpretação dos decretos do estado de emergência não parece bater bem”, disse ainda.
A Lusa noticiou esta semana que as autorizações irregulares do Governo timorense a voos entre Darwin e Díli deixaram acumuladas toneladas de carga na cidade australiana, incluindo material médico e medicamentos necessários para a resposta à covid-19.
A situação causou problemas tanto no Laboratório Nacional, que realiza testes à covid-19, e que ficou praticamente sem ‘kits’ de testes e outro material necessário, como no Hospital Nacional Guido Valadares, onde cirurgias tiveram de ser suspensas por falta de algum material, como bisturis, segundo fontes do Ministério da Saúde.
Além de material médico estão igualmente retidas em Darwin “toneladas de carga privada”, incluindo material abrangido por malas diplomáticas e caixas enviadas através de serviços como a empresa DHL.
Arsénio Bano lamentou igualmente algumas das exigências que estão a ser feitas no que toca ao transporte, por via marítima, de bens para o enclave, referindo que é exigido que seja apresentada uma lista detalhada de tudo o que segue no ferry Success.
“Temos uma cerca sanitária, mas que só implica limitações no transporte de pessoas. Não há qualquer limitação no transporte de carga. Porquê então exigir uma lista detalhada do que vem no navio?”, questionou.
O enclave de Oecusse-Ambeno está sob cerca sanitária até 18 de janeiro, medida decretada depois de terem sido detetados três casos positivos de covid-19 em pessoas que entraram ilegalmente na fronteira.
Esses pacientes já recuperaram e não há atualmente qualquer caso ativo no enclave.
Timor-Leste tem um total de seis casos ativos e está no seu nono estado de emergência devido à covid-19, até ao início de fevereiro.
ASP // PTA
Lusa/Fim
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  • Organise a direct charter flight to Pantai Makassar international airport from Darwin
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TIMOR DOENTE COVID DA INDONÉSIA JÁ FOI TRANSPORTADO PARA A AUSTRÁLIA

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Antonio Sampaio
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Roy Trivedy
.
5h
Paciente retido em Díli devido a avaria em avião já está na Austrália – Nações Unidas
Díli, 14 jan 2021 (Lusa) – Um funcionário das Nações Unidas que estava retido em Díli devido à avaria do avião que o transportava, que fez escala na cidade timorense, já está na Austrália, para onde partiu hoje num voo de substituição.
“Um voo alternativo para a evacuação médica aterrou hoje de manhã em Díli e o paciente e os médicos que o acompanharam partiram para a Austrália. O paciente já está no hospital de Brisbane”, confirmou à Lusa Roy Trivedy, responsável das Nações Unidas em Timor-Leste.
“Agradecemos ao Governo por todo o apoio dado neste caso. Esta experiência permitiu reconhecer as forças e as fraquezas que enfrentamos e Timor-Leste teve aqui um papel muito positivo, ajudando a resolver a situação”, sublinhou.
O funcionário das Nações Unidas, que estava a ser transportado de Jacarta para Díli, ficou retido duas noites na capital timorense, depois das rodas traseiras do avião em que viajava terem rebentado, pouco tempo antes de levantar de Díli, onde parou para reabastecer.
A situação obrigou ao fecho temporário do aeroporto de Díli até que o avião fosse removido da pista, com o paciente, médicos e tripulação a ficarem até hoje de manhã na zona de isolamento do Aeroporto Nicolau Lobato.
O caso suscitou algum debate em Timor-Leste, com o próprio comandante das Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), Lere Anan Timur, a pedir uma investigação sobre o que levou à aterragem do avião em Díli para reabastecer.
“Foi um procedimento normal. O avião pediu para abastecer em Díli, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e as autoridades de aviação civil deram as devidas autorizações, e penso que talvez o general Lere não tivesse essa informação”, referiu Trivedy.
“Obviamente que ninguém esperava que o avião tivesse os problemas que teve. Estas coisas acontecem, mas felizmente conseguimos arranjar um avião de substituição”, disse.
Sobre o avião danificado, Trivedy disse que deverão ser enviadas as rodas e outras peças necessárias em breve para que o aparelho, ainda retido em Díli, possa regressar à sua base na Austrália.
“Infelizmente e entre outros aspetos, esta pandemia está a afetar severamente as redes de fornecimento em todo o mundo. Esta experiência mostrou que temos que estar o mais bem preparados [que for] possível para este tipo de situações”, disse.
“É muito bom que Timor-Leste tenha podido ter aqui um papel muito positivo”, frisou.
ASP // PTA
Lusa/Fim

Sónia Nicolau pede demissão dos cargos no Partido Socialista – Açoriano Oriental

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A antiga deputada do Partido Socialista dos Açores na Assembleia Legislativa Regional, Sónia Nicolau, anunciou que se demitiu do cargo de Secretário Coordenador do Secretariado de Ilha de São Miguel e do Secretário Coordenador da Secção de Ponta Delgada, para as respetivas estruturas locais.

Source: Sónia Nicolau pede demissão dos cargos no Partido Socialista – Açoriano Oriental

Presidência Portuguesa da UE gasta centenas de milhares de euros em automóveis de luxo? – Polígrafo

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Tornou-se viral nas redes sociais, através de milhares de partilhas, um vídeo captado na garagem do Centro Cultural de Belém, Lisboa, onde foi instalada a sede da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, mostrando dezenas de automóveis de luxo estacionados, “quase à estreia” e “para uso dos políticos”. O Polígrafo verifica.

Source: Presidência Portuguesa da UE gasta centenas de milhares de euros em automóveis de luxo? – Polígrafo

DILI AVIAO RETIRADO DA PISTA

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Aeroporto de Díli reabre após avião avariado ser retirado da pista
Díli, 13 jan 2021 (Lusa) – O Aeroporto de Díli reabriu hoje à tarde, após várias horas encerrado e depois de ser retirado da pista um avião de evacuação médica que ficou retido por terem rebentado as rodas traseiras antes da descolagem.
O avião transportava um doente infetado pelo novo coronavírus, da Indonésia para a Austrália.
Fonte da Autoridade Nacional de Aviação de Timor-Leste confirmou à Lusa que o avião foi retirado da pista com o apoio de um veículo da empresa Bolloré, permitindo reabrir a única pista do Aeroporto Internacional Nicolau Lobato.
“Retirámos o avião para outro local permitindo reabrir a pista” e aguarda-se a chegada de um voo que transportará o material necessário para a reparação do aparelho, disse a fonte.
A mesma fonte adiantou que o paciente que estava a ser transportado no avião – um cidadão indonésio funcionário do Programa Alimentar Mundial na Indonésia – está infetado pelo novo coronavírus e com problemas de saúde suscitando preocupação sobre a sua permanência em Díli.
“O paciente, as duas médicas que o acompanham e os tripulantes foram colocados em isolamento no aeroporto”, disse, explicando que não há ainda certezas sobre quando poderá haver novo voo para transportar o homem para a Austrália.
Inicialmente estava prevista ainda para hoje ou para quinta-feira de manhã a chegada de um novo voo para retirar o paciente, não havendo ainda data confirmada sobre quando chegarão as rodas.
O Learjet 60 estava a realizar uma evacuação médica da Indonésia para a Austrália e aterrou em Díli para reabastecer cerca das 17:30 de terça-feira.
“Depois de reabastecer e quando estava para levantar o piloto informou que o volume de combustível era demasiado. Cerca de 10 minutos depois os quatro pneus traseiros do avião arrebentaram”, disse a mesma fonte.
O paciente e a tripulação permaneceram a bordo durante a noite e manhã de hoje, tendo sido transferidos ao início da tarde para a zona de quarentena e isolamento no aeroporto.
ASP // SB
Lusa/Fim
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avião danificado retido em Dili por falta de equipamento

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Rosely Forganes

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Avião de evacuação médica que aterrou em Díli imobilizado na pista
(FOTO- TEMPO TIMOR)
Díli, 13 jan 2021 (Lusa) – Um avião que estava a realizar uma evacuação médica da Indonésia para a Austrália e aterrou em Díli para reabastecer está retido na pista porque as rodas rebentaram quando estava no processo de descolagem para a cidade de Brisbane.
Fonte aeroportuária confirmou à Lusa que o Learjet 60 aterrou em Díli ao final da tarde de terça-feira, num voo entre Jacarta e Brisbane, e que terá danificado as rodas no momento da aterragem, o que impossibilitou a sua descolagem.
A paragem em Díli, autorizada pelas autoridades de aviação, deveria permitir apenas o reabastecimento do avião.
O aparelho ficou imobilizado na pista, estando as autoridades timorenses a procurar soluções para o remover, para permitir a aterragem de outros aparelhos na única pista do Aeroporto Internacional Nicolau Lobato.
A operação é complexa, porque o aeroporto não conta com qualquer equipamento de remoção de aparelhos da pista, entre outras faltas de equipamento essencial de emergência.
Fonte das Nações Unidas confirmou à Lusa que a bordo do ‘charter’ de evacuação médica está um funcionário seu destacado na Indonésia e que estava a ser retirado do país devido a vários problemas de saúde.
“O paciente continua a bordo, está estável e estão a ser respeitadas e mantidas todas as condições sanitárias. Estamos nesta altura a organizar um voo alternativo para que o paciente possa continuar viagem”, disse a fonte.
A fonte escusou-se a confirmar se o caso do paciente está ou não relacionado com a covid-19, reiterando que estão a ser respeitadas todas as regras sanitárias de segurança.
A situação levou já ao cancelamento do voo previsto para hoje da AirNorth entre Darwin e Díli.
ASP // PTA
Lusa/Fim
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cortar as mãos aos ladrões, podemos começar pelos sócios dele

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Lúcia Duarte

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24 m
Ler até ao fim…e ver com muita atenção!!!
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(In “Uma Página Numa rede Social”)
SOBRE CORTAR AS MÃOS A LADRÕES
Aquele constrangedor momento em que se descobre que um homem acusado pelo Ministério Público de roubar 7500 euros em ouro e jóias à ex-namorada é um dos principais financiadores do candidato que sugere cortar a mão a ladrões.
Texto completo:
Há dias, num debate para as Presidenciais, o proto-fascista que lidera o Chega brincou com a possibilidade de cortar a mão a ladrões.
Pois bem, com isto em mente, uma pergunta: viram o segundo episódio do trabalho de investigação “A Grande Ilusão: cifrões e outros demónios”? Se não viram, devem mesmo ver, sobretudo aqueles que têm alguma simpatia pela narrativa simplória, intelectualmente desonesta e embrutecedora dos “cidadãos de bem” que o proto-fascista diz defender.
A ligação para a reportagem está no campo de fontes e referências, no final deste texto.
Para os mais desatentos, permitam-nos explicar muito resumidamente de onde vem a narrativa das “pessoas de bem”: na produção literária, sobretudo em ficção para crianças, a narrativa é polarizada em dois campos simples e distintos, o herói e o vilão. Na banda desenhada, isto funciona bem. Na propaganda política, também.
Essa narrativa foi usada pelo regime nazi para estigmatizar judeus e outras minorias, levando alemães ingénuos a acreditarem que uma minoria pouco significativa da sua população era a causa de todos os males no país.
Em casos mais recentes, esta divisão entre “bons” e “maus” também foi aproveitada por Trump e Bolsonaro. Trump falava em “good citizens” e conseguiu associar a ideia de que patriotismo significava apoiá-lo a si e rejeitar estrangeiros e adversários políticos. Após quatro anos de pessoas a desvalorizarem a ameaça evidente que o discurso do presidente representava para a democracia no país, a presidência de Trump acabou literalmente num tentativa de golpe de Estado, incentivada por Trump e levada a cabo pelos seus apoiantes.
Já agora, ontem, soube-se que o FBI está em alerta, após ter descoberto que há protestos armados a serem planeados em 50 Estados americanos, para serem executados no dia da investidura de Biden.
A ameaça de insurreição nacional é real e, após cinco mortos no ataque ao capitólio, as autoridades decidiram começar a levar a sério estes fanáticos.
Entretanto, no Brasil, Bolsonaro também usou a mesma técnica de apelar aos “cidadãos de bem”, alegando que vinha combater a corrupção. Após uma série de escândalos em que se descobriu que Bolsonaro trabalhou activamente para impedir a Justiça de investigá-lo a si e aos seus filhos pela participação em vários esquemas de corrupção, o Organized Crime and Corruption Reporting Project escolheu Bolsonaro como pessoa do ano na categoria de crime organizado e corrupção.
Bolsonaro, o corrupto do ano, diz que defende as “pessoas de bem”. Irónico, não é?
Ainda a propósito de inssurreição, desde que chegou ao poder, Bolsonaro tem incentivado os seus apoiantes a adquirirem armas de fogo, usando a mesma retórica de Trump em relação a combater pela via da violência os seus adversários políticos. O Brasil vai a caminho de uma desgraça ainda maior do que os EUA, com uma séria ameaça à Democracia e ao Estado de Direito à espreita.
Voltemos ao Trump cá da terra, Ventura.
Portanto, cortar a mão a ladrões e tal, certo? Se ainda não viram “A Grande Ilusão”, têm mesmo de ver e mostrar a todos os simpatizantes deste proto-fascista. A reportagem destapa o véu de um partido repleto de figuras sinistras envolvidas em esquemas de desvio de dinheiro, intimidação e ameaças a adversários e militância em organizações fascistas. Desde as vigarices de Ventura para afastar e silenciar os críticos dentro do partido até à comitiva de delinquentes violentos e criminosos que o apoiam, tudo reforça os avisos que muita gente tem vindo a fazer – incluindo nós aqui, na Página – de que o Chega é uma fraude política. Alegam que surgiram para acabar com a “pouca vergonha” e defender os trabalhadores, mas a pouca vergonha está dentro do partido. Quanto aos trabalhadores, oferecem-lhes desregulação do mercado de trabalho e o fim de vários direitos dos trabalhadores, incluindo a flexibilização salarial que, na prática, significa dar aos patrões a possibilidade de pagar ainda menos aos trabalhadores. Está tudo no programa do Chega, nas alíneas do Ponto 6.
Na reportagem “A Grande Ilusão”, descobrimos mais uma daquelas ironias que provam a fraude política que é o Chega. Ventura brincou com a ideia de cortar a mão a ladrões. Na reportagem, descobrimos que um dos principais financiadores do Chega roubou bens à ex-namorada no valor de cerca de €7500, pediu-lhe dinheiro, ameaçou-a e, depois, fugiu.
Este indivíduo, supostamente, é milionário, mas os bens que declara são muito inferiores à capacidade financeira que mostra ter. Tem uma fundação na qual estão envolvidas pessoas do Chega, do PSD e, até há pouco tempo, Nuno Melo, do CDS, que rapidamente saiu da instituição quando descobriu que estava a ser investigada. A criação de fundações é um dos mecanismos mais comuns de fuga ao fisco, ao abrigo de pequenos truques como o artigo 10.º do Código do IRC, muito popular entre profissionais da engenharia fiscal.
E, não por acaso, recordamos que Ventura foi inspector da Autoridade Tributária e trabalhou depois, precisamente, em serviços de engenharia fiscal num gabinete privado. Os proprietários desse gabinete foram apanhados no escândalo dos nos Panamá Papers, como já antes denunciámos.
Portanto, um dos grandes financiadores do Chega roubou valores de cerca de 7500 euros à ex-namorada, depois, desapareceu. Hoje, financia o Chega através de uma fundação com vários indícios de estar envolvida em esquemas ilegais.
E estas são as “pessoas de bem” que Ventura diz defender.
O que Ventura quer é proteger as pessoas de bens.
A extrema-direita não quer o fim da corrupção, ela quer o monopólio.
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  • Cócó, Ranheta e Facada. Agora é adivinhar a posição de cada um.
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o voto e a abstenção Manuel Henrique Beites

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O voto
O voto é um direito, o que exclui na sua etimologia filosófica o conceito – obrigação.
Entretanto brandem-se argumentos como participação, cidadania e…democracia enroupadas de prestigitações retóricas.
O voto é um acto de responsabilidade e convicção e deve emanar de um exercício de consciência, fornido de informação. O resto é fé, tribalismo, folclore e desportivismo. Numa boa parte dos casos até contam a simpatia, o aspecto e o sex-appeal…
Votar é também um gesto de conveniência no sentido de fortalecer a sua posição social, num alarde de proteccionismo e sectarismo. Raro é o que vota com o intuito de contribuir para o bem comum.
Mas a incisão já vai longa e há que dar lugar à cirurgia.
Votar por quem e porquê se tudo está enredado numa ordem inalterável? Que diferença faz?
Legitimar uma classe política fúngica e alarve, sem espírito de missão e polidora de genuflexórios de chapéu na mão?
Sejamos francos. Andamos a eleger paus mandados que varejam sobre nós os eleitores, desesperadamente unhados na sua bóia de sobrevivência e garantia de status.
Quem manda de verdade? Pois, as grandes corporações que impõem cabazes contributivos de excepção para mascarar índices de desemprego, utilizando para tal buffets de advogados contíguos ao parlamento transformado em carimbador de « vistos buenos » ; instituições internacionais como o FMI, o Banco Mundial, a ONU e as sua subsidiárias como, por exemplo a UNESCO e a OMS, capazes de, por decreto, impôr alterações regimentais e estruturais da Constituição; a toda poderosa UE que nos obriga a cotas, obrigações e proibições ;…e por fim esquemas « underground » de que nem sonhamos…
Os governos que escrutinamos não passam de meras comissões administrativas. Imaginem o executivo que parte a Bruxelles ou a Strasburg com o orçamento do ano numa moxila e as preces em alto e regressa com um rotundo chumbo e pertinentes correcções. Faz os TPC’s, corta aqui para pôr acolá, retoma a jornada e recebe um bom com distinção. – Eh pá deem de comer a este homem e façam-lhe um farnel pó caminho!!!
Como poderiam mandar se não existe soberania ? Ficamo-nos por uma oligarquia « democrática » do – ora agora tocas tu, ora agora danço eu-, promovem-se performances teatrais, por vezes canastronas, para dar a ideia de que andam todos à turra e à massa, e os « main-stream » preparam o trono ao que fôr escolhido por forças repimpadas nos bastidores.
E neste estado de coisas trunca o direito à abstenção, díga-se de passagem o maior partido. A abstenção pode derivar do desencanto, do lascismo, do cepticismo ou com mais dignidade da consciência e é, em qualquer dos casos uma posição lagítima. Senão repare-se numa vulgar sessão parlamentária em que o responsável dá matória de viva voz à votação de uma qualquer proposta de lei : – A proposta foi aprovada com (avanço números aleatórios) 80 votos a favor, 70 contra e 90 abstenções. Ora sendo o Parlamento o instituído berço da democracia, como ousa alguém considerar indevido um acto de abstençã