a batalha da Praia

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Hoje é Feriado Municipal da Praia da Vitória, ilha Terceira, porque a 11 de Agosto de 1829, na baía da então Vila da Praia, as forças Miguelistas intentaram um desembarque naquele trecho do litoral da Ilha. A derrota dos absolutistas nesta batalha foi decisiva para a afirmação e posterior vit…

 

António Couto

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*** A BATALHA DA PRAIA ***

~ O LIBERALISMO TRIUNFOU ~

O dia 11 de Agosto de 1829 amanheceu com nevoeiro e vento, a chuva de verão ganhou intensidade. Na Baía da Praia, o exército de D. Miguel era constituído por uma esquadra de 21 embarcações, sob o comando do almirante José Joaquim da Rosa Coelho, com cerca de 4 000 homens, 340 peças de artilharia e 6 barcas canhoneiras. O objectivo era claro, desembarcar na Praia.

A defesa terceirense era composta por uma linha de Fortes e baterias, que formava um arco de 5 km, começando pelo Forte de Santa Catarina, passando depois pelos Fortes do Espírito Santo, de Santo Antão, das Chagas, da Luz, do Porto e as Bateria de São José, de São Caetano e de São João. A força de desembarque absolutista era comandada pelo coronel José António Azevedo Lemos, reconhecido militar miguelista. As tropas liberais eram lideradas pelo Conde de Vila Flor, futuro Duque da Terceira.

A batalha da Praia iniciou-se com os bombardeamentos miguelistas sobretudo sob os Fortes de Santa Catarina e do Espírito Santo. Durante 4 horas, os miguelistas foram responsáveis por 5 000 tiros, mas este ataque não assustou nem desmoralizou as tropas da Terceira. Muitos jovens, que tinham acabado de incorporar o exército liberal, os chamados “Voluntários da Rainha”, juntaram-se aos restantes militares e defenderam os fortes com muita garra. As tropas absolutistas tentaram desembarcar por duas vezes junto ao areal da Praia, mas os “Voluntários da Rainha” repeliram este ataque.

Texto parcial do Dr. Francisco Miguel Nogueira

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história, estátuas e inconvenientes

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Os que querem apagar a nossa História e vandalizar as estátuas que erguemos DEVIAM TER PUDOR.

O TRÁFICO ÁRABE E NEGRO foi maior do que o Europeu.

Começou sete séculos antes E CONTINUA HOJE.

Saiba TUDO, por um grande historiador e antropólogo negro.

Gradiva | livros que revelam o mundo.

How the ‘National Cabinet of Whores’ is leading Australia’s coronavirus response for sex workers

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The UN warns sex workers face increased discrimination under COVID-19. In Australia, they have been an ‘afterthought’ in the country’s pandemic response.

Source: How the ‘National Cabinet of Whores’ is leading Australia’s coronavirus response for sex workers

POLÓNIA HOMOFÓBICA

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A POLÓNIA HOMOFÓBICA
“A Polónia não tem vergonha de dizer quem tem áreas livres de LGBTs. É como se gente que não segue um padrão heteronormativo fosse um tipo de praga que pudesse ser exterminada com uso de pesticida.”

Diversidade afetiva, sexual e de gênero

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Diversidade afetiva, sexual e de gênero

Timor apertado controlo e vigilância

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Covid-19: Cidadãos estrangeiros que chegam a Timor-Leste reportam controlo e vigilância

Díli, 05 ago 2020 (Lusa) – Cidadãos estrangeiros, incluindo portugueses, que regressaram a Timor-Leste nas últimas semanas, reportaram à Lusa um apertado e cuidado sistema de controlo e vigilância sanitária à chegada e durante o período de quarentena.
Pessoas que viajaram diretamente da Austrália e de outros países, nomeadamente de Portugal, recorrendo a um voo do Programa Alimentar Mundial (PAM), indicaram que além do controlo no aeroporto, são visitados e contactados regularmente por equipas do Ministério da Saúde.
Visitas surpresa para confirmar que estão a cumprir a quarentena obrigatória – quer em hotéis quer nas suas casas, mediante uma aprovação prévia – e contactos regulares para saber do estado de saúde fazem parte das medidas de segurança e prevenção da covid-19.
Portugueses que chegaram a Díli a 22 de julho – viajaram até à Malásia em voos comerciais e posteriormente entre Kuala Lumpur e Timor-Leste no voo do PAM – explicaram à Lusa que houve controlo e vigilância apertada desde o momento que chegam à ilha.
Um controlo que começa ainda antes da chegada, com inspeções rigorosas aos locais, casas privada ou hotéis, que têm que ser previamente inspecionados e certificados pelo Ministério da Saúde.
Responsáveis portugueses que acompanharam esse processo, notam que a inspeção é “detalhada”, com informação dada aos vizinhos, aos senhorios e determinação clara de que não pode haver quais contactos.
Susana Soares, professora na Universidade Nacional Timor Lorosa’e (UNTL) ao abrigo do Projeto FOCO do Camões – e que viajou com dois filhos menores para Díli – explicou que no voo até Kuala Lumpur, na companhia Qatar, lhes foram dadas máscaras e viseiras, que usaram permanentemente e durante as escalas.
“Quando chegamos foi-nos medida a temperatura, tivemos que apresentar o teste com resultado negativo e preencher uma declaração médica”, contou à Lusa.
“No meu caso tinha sido feito um pedido para ficar em minha casa que foi inspecionada antes. A equipa verificou tudo, foram-nos ditas as regras que incluem que só uma pessoa nos podia trazer mantimentos que tinha que deixar à porta”, disse.
Susana Soares disse que durante a quarentena, que ainda decorre – está à espera da confirmação do resultado dos testes – foi contactada telefonicamente várias vezes e visitada por equipas do Ministério da Saúde.
“Não sabíamos quando eram as visitas. Tiraram a temperatura e, oito dias depois, fizeram o teste”, referiu.
Outra cidadã portuguesa, que viajou com a filha no mesmo avião – e que está a cumprir quarentena num hotel previamente autorizado em Díli – contou à Lusa uma experiência idêntica.
“Viemos diretamente para o hotel, onde ficamos num quarto numa zona separada. A ementa é-nos dada por WhatsApp, fazemos os pedidos e a comida é deixada à porta em embalagens descartáveis”, referiu.
“Ninguém entra no quarto, nem para fazer a limpeza”, referiu.
O teste foi feito nove dias depois de chegar com visitas de equipas “devidamente protegidas” que antes tinha feito verificações do estado de saúde, incluindo medir a temperatura.
“Estamos agora à espera do resultado para podermos sair. Só assim podemos sair”, referiu.
Martin Breen, advogado australiano, e que recentemente completou a sua quarentena, explicou à Lusa que os sistemas implementados em Timor-Leste “chegam a ser melhores que na Austrália”, com várias medidas à chegada e durante a quarentena.
Breen explicou à Lusa que o controlo começa na Austrália onde a Border Force – unidade que reúne imigração e alfandega – exige a apresentação de um teste negativo de covid-19 com menos de três dias.
“Foi preciso ter autorização prévia da Border Force e isso é registado e verificado quando chegamos ao aeroporto em Darwin”, referiu.
À chegada a Díli, explicou, os passageiros – que têm que usar máscaras permanentemente – saem “um por um” do avião, são desinfetados, preenchem uma declaração médica, voltam a apresentar o resultado negativo do teste.
“No meu caso tinha uma autorização prévia para ficar em autoquarentena. O local onde ia ficar foi inspecionado e validado. O carro onde viajei foi desinfetado e as minhas malas também”, referiu.
“O senhorio e os vizinhos foram informados de que ia ficar em isolamento e a comida era-me trazida e deixada fora da porta”, explicou.
Breen nota que durante a quarentena foi visitado duas vezes, sem marcação prévia – quer para confirmar que a quarentena estava a ser cumprida quer para medir temperatura e fazer novo teste de covid-19.
“Depois do resultado negativo ser confirmado, fui buscar o resultado e deram-me uma carta a confirmar esse resultado”, afirmou.
“Foi tudo conduzido de forma muito profissional e todos nós cumprimos para minimizar o risco de trazer a covid-19 para Timor-Leste. O sistema de vigilância parece estar a funcionar”, referiu.

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Lusa/Fim

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Estado australiano de Vitória em alerta e recolher obrigatório em Melbourne

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Roberto Y. Carreiro
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RECOLHER OBRIGATÓRIO NA CAPITAL DO ESTADO DE VITÓRIA (AUSTRÁLIA)

[ A segunda maior cidade da Austrália, Melbourne, impôs um recolher obrigatório durante a noite deste domingo para impedir a propagação de casos de covid-19, que se irá prolongar pelas próximas seis semanas. O estado de Vitória, a que pertence a cidade, declarou o chamado “state of disaster”, depois de ter registado mais de 700 novos casos da noite para o dia. O país, reconhecido por travar a aceleração da pande

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São vários os casos de países, estados e cidades que se veem obrigadas a retroceder nas medidas de abertura para uma nova normalidade, devido ao aumento de casos. O estado de Vitória e a sua cidade Melbourne integram este lote. A partir deste domingo, os residentes terão novas restrições.

São vários os casos de países, estados e cidades que se veem obrigadas a retroceder nas medidas de abertura para uma nova normalidade, devido ao aumento de casos. O estado de Vitória e a sua cidade Melbourne integram este lote. A partir deste domingo, os residentes terão novas restrições.

O que esconde a posição da Holanda contra o sul da Europa | Esquerda

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Quando o governo holandês pede reformas no sistema espanhol de pensões está a fazer um discurso dirigido aos seus eleitores. Reclama que reformemos o nosso sistema de pensões para ocultar que é o

Source: O que esconde a posição da Holanda contra o sul da Europa | Esquerda

TIMOR RAMOS HORTA E ALKATIRI OPOEM-SE AO ESTADO DE EMERGÊNCIA

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Covid-19: Ramos-Horta e Mari Alkatiri consideram desnecessário estado emergência em Timor-Leste

Díli, 03 ago 2020 (Lusa) – O ex-Presidente timorense José Ramos-Horta e o líder do maior partido, a Fretilin, Mari Alkatiri, consideraram hoje desnecessária a declaração do estado de emergência, considerando haver medidas alternativas que o Governo pode tomar.
“As medidas de prevenção e controlo podem ser tomadas mesmo sem estado de emergência. Temos uma adesão a convenções interna…

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PRESIDÊNCIAS ABERTAS DOUTROS TEMPOS

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  • Pedro Figueiredo O presidente Mário Soares e mulher, em férias no Algarve. Lembro-me desta foto ser primeira página do semanário Tal e Qual. Dizia-se que a sereia era natural da Indonésia…🙂
  • Cristiano Toste Onde está o problema..

ANTONIO-JUSTO.EU O PARLAMENTO DA UE TRANSFORMADO EM CIRCO ITINERANTE?

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PARLAMENTO DA UE TRANSFORMADO EM CIRCO ITINERANTE?
110 milhões de euros mensais “para o gato”
O Parlamento Europeu reúne-se regularmente em Bruxelas, mas por interesses políticos franceses, todos os meses se reúne durante quatro dias em Estrasburgo (a 400 Kms de Bruxelas).
O Tribunal de Contas Europeu refere que tal luxo de deslocação custa à União Europeia 110 milhões de euros por mês. Nessa deslocação mensal estão envolvidas 4.500 pessoas (705 deputados acompanhados dos seus assistentes, pessoal dos grupos políticos e outros empregados). Além dos gastos mensais de 110 milhões há que ter em conta o impacto de clima e do ambiente.
A imprensa alemã relata, criticamente, que, apesar da pandemia, o parlamento se reunirá lá em setembro para votar o orçamento de 2021-2027 e o Fundo de Reconstrução.
Nessa sessão parlamentar, naturalmente, (para não dizer cinicamente!) os deputados queixar-se-ão da insuficiência orçamental para a proteção do clima e do ambiente.
Os interesses franceses persistem no direito da reunião mensal por 4 dias em território francês, argumentando que a sede do parlamento, de acordo com os tratados, é Estrasburgo.
Por outro lado, ao centralizarem-se todos os serviços da União Europeia na Bélgica, está um só país da União Europeia a ser beneficiado económica e socialmente!
Os interesses legitimam tudo, mesmo que a razão tenha de passar a nadar em águas geladas!
António da Cunha Duarte Justo
110 milhões de euros mensais “para o gato” O Parlamento Europeu reúne-se regularmente em Bruxelas,
ANTONIO-JUSTO.EU
110 milhões de euros mensais “para o gato” O Parlamento Europeu reúne-se regularmente em…
110 milhões de euros mensais “para o gato” O Parlamento Europeu reúne-se regularmente em Bruxelas,

eua nucleares e o afundamento ao largo dos açores

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Ainda hoje a US Navy não admite que o USS “Scorpion” transportava dois torpedos com ogivas nucleares ASTOR. O USS “Scorpion” naufragou a 400 milhas a sudoeste dos Açores em plena Guerra Fria, matando 99 tripulantes. Repousa a pouco mais de três quilómetros de profundidade 🤔

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John Wayne nos Açores: ″

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O ator americano passou por Ponta Delgada em junho de 1963 e ainda há quem se lembre desses dias (e tenha dançado para ele)

A HISTÓRIA DA RAINHA QUE DEU NOME A UMA RUA ONDE MOREI

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Paulo Marques

MARIA PIA (1847 – 1911): PRINCESA ITALIANA, RAINHA DE PORTUGAL
(3º e último episódio)
Maria Pia interessava-se mais pelos filhos, pela educação destes, do que pela política, e mais pela política do que pelos assuntos domésticos, por norma, atribuídos exclusivamente à mulher, que nada a motivavam. Gostava de pintar, de desenhar, de fotografar, de ler revistas e livros, de brincar com os seus cães e gatos, de fazer caminhadas, de andar a cavalo e até de bicicleta. A intriga palaciana não lhe interessava: uma corte sobretudo preocupada com prerrogativas, honrarias e dinheiro; a má-língua, a maldade, a mediocridade de muitos dos seus súbditos, exasperavam-na; as críticas ferozes da imprensa punham-na fora de si.

Foi muito criticada, sobretudo pelos seus gastos excessivos, mas foi muito amada também. Conquistou a simpatia do povo com a bondade natural do seu coração impressionável pela fome, pela dor, pela miséria.

A certa altura começou a circular que a rainha mantinha uma relação extraconjugal com Tomás de Sousa Rosa, um capitão de cavalaria, oficial de D. Luís. Embora a rainha se defendesse que o homem era um amigo, um confidente que a ouvia, lhe dava conselhos e com quem gostava de conversar (pese embora a sua vaidade se alimentar do olhar reconhecido do militar ante a sua beleza), o rei acabou por repreendê-la e dar ordens para o afastamento do militar.

Quer com o filho Carlos que não se inibia de a criticar pessoalmente ou de tentar exercer sobre ela algum autoritarismo, quer com a nora Amélia a quem não agradavam os seus gastos, as suas despesas excessivas, quer com a cunhada Antónia, desde sempre a grande confidente e defensora do rei, o seu relacionamento foi sempre conflituoso. Só com Afonso, o filho mais novo, a sua relação foi sempre boa e próxima. Entre as várias damas da corte que a acompanhavam ou com quem conviveu, elegeu como grande amiga a condessa de Rio Maior, Maria Isabel d’ Anunciação: uma ótima companheira, divertida e com conversas muito inteligentes.

Entretanto, Luís, com o seu estado de saúde muito frágil, vinha dando cada vez mais sinais de que não andava bem. Os médicos conversaram com a mulher preparando-a para a inevitabilidade da morte. Maria Pia foi, então, incansável nas atenções que lhe reservou.

A 19 de outubro de 1889 morreu D. Luís, após uma dolorosa agonia, o que causou na rainha um profundíssimo desgosto. Cada vez mais era afetada por emoções contrastantes: ora uma profunda tristeza que a levava a ficar completamente sem ânimo, abatida, chorando por tudo e por nada, ora uma enorme excitação, uma energia descontrolada, uma alegria exuberante.
Sucedeu-lhe o filho primogénito Carlos, que se casara há apenas três anos com a princesa francesa Maria Amélia de Orleães, de quem tinha um filho, Luís Filipe (Manuel, o segundo filho, nasceria cerca de um mês depois). Com a morte do marido e a ascensão do filho, Maria Pia tornou-se na rainha-mãe de Portugal.

Carlos, rei aos vinte e sete anos, herdou uma monarquia desacreditada, uma coroa endividada ao erário público, uma corte medíocre, um défice gigantesco e uma dívida externa galopante, um sistema político esgotado, uma classe política incompetente e corrupta, uma forte oposição dos republicanos cada vez com maior implementação na Europa e maior número de simpatizantes no país.

O desfecho trágico era inevitável. Atravessando um dos mais conturbados períodos da vida política nacional, acusado de mau político, bon vivant, mulherengo, gastador, comezainas, traidor e conivente com os interesses ingleses, desatento dos problemas do país e distante do povo, o rei nunca soube fazer-se compreender, foi sempre mal-amado. A última gota de água foi quando, em 1906, nomeou o ditador João Franco como primeiro-ministro.

Na tarde de sábado do primeiro dia de fevereiro de 1908, D. Carlos I e o príncipe herdeiro, Luís Filipe são assassinados no Terreiro do Paço, em Lisboa, no interior de um landau em que se faziam transportar, por dois homens membros da Carbonária, uma sociedade secreta e revolucionária associada à Maçonaria e ao Partido Republicano.

Foi sem glória que o país se despediu do rei. Poucos choraram convictamente a morte do monarca e os assassinos foram consagrados heróis nacionais. No dia seguinte ao funeral, a notícia da morte do rei e do príncipe real foi dada displicentemente enquanto os ardinas apregoavam pelas ruas: «Olha os retratos do Costa e do Buíça. Olha o retrato dos mártires.»

A dolorosa perda do filho e do neto, vítimas de tão horrorosa tragédia, abalou-a profundamente, tornando-a meia-demente.
Durante o breve reinado do neto mais novo, D. Manuel II, manteve-se praticamente retirada e quase sempre acompanhada do segundo filho, Afonso.

No dia da revolução republicana, a 5 de outubro de 1910, a rainha que se encontrava no palácio da Ajuda foi escoltada para a Tapada de Mafra e daí levada até à praia dos Pescadores, na Ericeira, donde partiria com o filho Afonso, a nora Amélia e o neto Manuel, a bordo do iate D. Amélia, para o exílio.

Mal sabia a rainha que exatamente 48 anos depois de ter chegado a Portugal (a 5 de outubro de 1862), com tanta pompa e festividade, teria agora de abandonar o país, em silêncio, às escondidas, humilhantemente. Dizem que protestava, que se recusava a abandonar o país, que ofereceu resistência e que embrulhada numa triste manta, com um pão debaixo do braço, triste, assustada, evidenciando claros sinais de loucura, acabou por entrar na barca que a haveria de conduzir ao iate real. Tudo sob o olhar atónito da população que observava do topo da falésia, no muro das ribas, tão insólito acontecimento.

Depois de uma vida tão pouco feliz, de tanto sofrimento, de um destino tão trágico, de ter visto partir todos os irmãos, mãe, pai, o marido, um filho, um neto… era a sua vez. Morreu no dia 5 de julho de 1911, no palácio de Stupinigi, em Turim, Itália, na terra onde nascera à sessenta e três anos atrás.

Faleceu na companhia do filho Afonso, da prima, a rainha Margarida, viúva do seu irmão Humberto, da sua querida amiga a condessa de Belas, que a acompanhou nos últimos tempos e da nora Amélia, que veio de Londres para a visitar.

Já muito doente, enferma, acamada, quando o filho percebeu que dava os últimos suspiros, a seu pedido, ergueu-a da cama e virou-a para que os seus olhos ficassem de frente para a janela e pudessem fechar-se de vez, virados para Portugal, o seu país.
O seu corpo foi sepultado no panteão real dos Saboias, na Basílica de Superga, em Turim.

estamos tramados e entregues às parcas

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QUEM TECE O NOSSO DESTINO

As Moiras (Parcas, na mitologia romana) são três irmãs, da mitologia grega, que determinam o destino dos seres humanos. Uma faz o fio, a outra tece e a terceira, corta. Elas utilizam a Roda da Fortuna: alguns fios são privilegiados, outros, não. Não são nem boas nem más, apenas fazem o seu trabalho. Uma vez tecido o destino de cada um, nem os deuses têm o poder de o alterar.

A nossa sorte é decidida por deusas caprichosas, que giram a Roda da Fortuna, tecem a sorte das nossas vidas e escrevem no Livro do Destino…

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