SIC Notícias | China deteta novo coronavírus em gelados produzidos no p improvável, notícias da china a culpar países estrangeiros..aís

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A fábrica foi encerrada enquanto os empregados são testados.

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PATÉTICO CONFINAMENTO FURADO POR FILAS INFINDAS PARA VOTAR

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Lúcia Vasconcelos Franco

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Visão | Presidenciais: Eleitores surpreendidos com filas e confusão para votar antecipadamente
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Visão | Presidenciais: Eleitores surpreendidos com filas e confusão para votar antecipadamente
As enormes filas e a confusão para encontrar as secções de voto surpreenderam os milhares de eleitores que decidiram exercer durante a manhã de hoje
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patético o confinamento e as filas para votar

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VOTO ANTECIPADO!
Já por duas vezes tentei cumprir com o meu direito de voto, e pelas duas vezes voltei para casa. As filas são enormes, para uma única mesa de voto e não tem em consideração as pessoas consideradas prioritárias, e se alguém tenta fazer valer os seus direitos quase que a “comem” viva.
A CMPDL, devia ter previsto a adesão do número de votantes e ter mais mesas de voto ou ter uma mesa de voto por freguesia a funcionar assim é um autêntico caos.
Não sei, se tentarei novamente ou se serei mais um a contar para a abstenção.
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Presidenciais: voto antecipado em Lisboa
Bem que tentei e gostaria de estar aqui a apelar ao voto mas, fruto da habitual desorganização lusa, agravada pelas medidas de segurança sanitárias em vigor, acabei por dar um passeio até à Cidade Universitária e regressar a casa sem exercer o meu dever cívico tamanhas eram as filas, provavelmente com mais de uma hora de espera como aliás já havia lido esta manhã na Comunicação Social.
Pergunto-me se é assim que dizem querer reduzir a abstenção ?
PS: sempre deu para dar um passeio de carro por Lisboa em dia de confinamento 😉
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  • Eu não voto. Cumpro regras de confinamento que no meu entender não se coadunam com as datas estipuladas para exercer este direito/dever. O virus não irá de férias apenas para o que lhes dá jeito.

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os livros são perigosos, proiba-se venda de livros

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Ministro da economia com a sra da cultura anunciam o encerramento das livrarias, mesmo as de rua que não podem vender ao postigo. Mas ainda pior : o governo proibe os supermercados e os hipermercados de venderem livros e mandam retirar os livros das prateleiras. Em nome de quê? O estado de emergência dá direito ao governo de decidir o que se vende nas lojas? Apoio á cultura inclui proibiçoes de venda de livros? Qual é a salvaguarda sanitária em que se baseia esta medida? E nas tabacarias e papelarias que ficam abertas?
Só falta proibir a venda de livros on -line? Se o critério é sanitário pergunto: em que página estão os virus?Quem se contagia com um livro?
Há critérios sanitários na decisão? Ou é
um ataque indiscutível à cultura, aos autores, aos editores. Tudo se baseia numa ideia sinistra: proibir , proibir, proibir!

Pandemia faz as maiores fortunas do planeta dispararem | Economia | EL PAÍS Brasil

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Os 20 indivíduos mais ricos do mundo acumularam 1,77 trilhão de dólares no final de 2020, 24% a mais que um ano antes. O primeiro brasileiro na lista de bilionários é Jorge Paulo Lemann

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Hong Kong: Detenções em massa de figuras da oposição destacam o poder repressivo da lei de segurança nacional – Amnistia Internacional Portugal

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Cerca de 50 figuras da oposição de Hong Kong foram detidas, esta quarta-feira, por terem alegadamente violado a lei de segurança nacional em vigor na Região Administrativa Especial da China. “Esta chocante repressão à oposição política de Hong Kong – que varreu candidatos, ativistas e responsáveis por sondagens – é a demonstração mais clara de como a lei de segurança […]

Source: Hong Kong: Detenções em massa de figuras da oposição destacam o poder repressivo da lei de segurança nacional – Amnistia Internacional Portugal

novos comboios europeus

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A CAUSA DAS COISAS
Um dos quatro corredores, ligaria Lisboa a Helsínquia, implicando o investimento de quase €10 mil milhões em Portugal para a construção de 270 quilómetros de uma moderna linha ferroviária finalmente compatível com o resto da Europa.
OGoverno português deve duplicar o esforço de investimento público para a casa dos 4% a 5% do PIB — à semelhança de vários Estados-membros da União Europeia (UE), sobretudo do leste — para travar a queda do stock de capital que o país acumulou ao longo dos anos em infraestruturas, transportes, escolas, hospitais, edifícios e demais máquinas e equipamentos dos serviços públicos.
O alerta vem do economista do Instituto para os Estudos Económicos Internacionais de Viena, o austríaco Philipp Heimberger. Este identifica o investimento público português como a maior vítima da austeridade orçamental que abalou a Europa do sul na sequência da crise financeira da última década (ver gráfico). Pelos cálculos deste economista, não só Portugal viu o investimento público líquido cair para terreno negativo nos últimos anos a par da Grécia, Itália ou da Espanha, como persiste como a maior vítima desta doença.
Note-se que o investimento público líquido é o saldo entre o montante investido em construções, edifícios, máquinas, equipamentos, investigação e desenvolvimento (I&D), software, etc. — a chamada formação bruta de capital fixo — e o valor que se perde ao longo dos anos com o desgaste dessas obras públicas, comboios, autocarros, computadores, etc. — o chamado consumo de capital fixo.
Por outras palavras, os milhões de euros anualmente investidos pelo Estado português não chegam sequer para compensar o desgaste ou obsolescência das infraestruturas, máquinas ou equipamentos dos organismos públicos, provocando uma gradual erosão do chamado stock de capital de que o país depende para crescer e prestar melhores serviços públicos aos cidadãos, seja nas suas escolas, hospitais, transportes, etc.
“Portugal já tinha um investimento público líquido negativo antes do coronavírus o que significa que o seu stock de capital público tem vindo a cair. A depreciação desse stock de capital é maior do que o investimento público concretizado pelo governo”, explica Philipp Heimberger. “É certamente contraproducente não fazer nada contra a queda do stock de capital público pois significa que as infraestruturas públicas estão, basicamente, a piorar.”
O Estado português passou de um dos que mais investiam no início do século XXI para um dos menos investidores da União Europeia (UE) após o pedido de resgate externo em 2011. A tendência agravou-se do Governo de Passos Coelho para o de António Costa, com o investimento público a cair abaixo da fasquia dos 2% durante o primeiro mandato deste Governo socialista. Entre todos os 27 Estados-membros, Portugal foi sistematicamente o que menos investiu em 2016 (1,5% do PIB), em 2017 (1,8% do PIB a par da Irlanda), em 2018 (1,8% do PIB) e em 2019 (1,9% do PIB), período em que a média europeia se manteve próxima dos 3% do PIB em termos brutos.
“Em 2019, a formação bruta de capital fixo foi de apenas 1,9% do PIB segundo a Comissão Europeia”, alerta Philipp Heimberger sobre os dados oficiais mais recentes para Portugal. “O investimento público devia mais do que duplicar. Os portugueses saberão melhor onde ele é necessário. O importante é que esta tendência negativa seja revertida de forma sustentável.”
Com a crise pandémica, a Comissão Europeia projeta que o Governo português tenha elevado este rácio entre investimento público e PIB para 2,5% em 2020 e que este continue a subir para 2,9% em 2021 e 3% em 2022 em termos brutos.
No Orçamento do Estado para 2021, o Governo português inscreveu mais de €6 mil milhões para formação bruta de capital fixo, incluindo €1,8 mil milhões de investimentos “estruturantes” seja na ferrovia, metros, comboios, barcos, rodovia, hospitais, escolas, agricultura ou ambiente. Contudo, vários países de leste estão a conseguir investir não 3%, mas 4%, 5% ou mesmo 6% do PIB com o impulso dos mesmos fundos europeus.
O economista defende que uma reforma das regras orçamentais europeias deve permitir reverter este desinvestimento público da Europa do sul. E lembra a proposta do seu centro de investigação para dinamizar a recuperação da economia europeia pós-covid através de grandes investimentos pan-europeus, que envolvam não apenas um, mas vários países em simultâneo.
A construção de uma nova linha ferroviária para comboios ultrarrápidos foi um dos projetos emblemáticos propostos este verão — quando os líderes europeus ainda desenhavam o instrumento de recuperação europeu — pelos peritos do Instituto para os Estudos Económicos Internacionais de Viena (Wiiw), do Observatório Francês das Conjunturas Económicas (OFCE) ou do Instituto de Políticas Macroeconómicas (IMK) na Alemanha.
Para uma retoma mais robusta e verde, estes economistas defenderam a alocação de quase €1100 mil milhões ao longo desta próxima década — o equivalente a menos de 8% do PIB europeu de 2019 — na construção de uma nova rede ferroviária, capaz de ligar todas as capitais europeias através de comboios ultrarrápidos. A ideia é circulem a, pelo menos, 250/350 km/hora, de modo a fazerem concorrência aos meios de transporte mais poluentes. Paris e Berlim, por exemplo, passariam a distar apenas quatro horas neste comboio ultrarrápido alternativo ao avião.
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  • E o resto é conversa. Em termos do homen da rua, o tal que não vê mais do que o umbigo, “o último que apague a luz”
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Carlos Fino

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SEF VAI SER EXTINTO FUNÇÕES POLICIAIS DISTRIBUÍDAS POR GNR, PSP E PJ

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SEF VAI SER EXTINTO
FUNÇÕES POLICIAIS DISTRIBUÍDAS POR GNR, PSP E PJ
O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) vai ser extinto. A informação é avançada hoje pelo Diário de Notícias, que explica que as funções policiais do SEF vão ser distribuídas pela Polícia Judiciária, pela PSP e pela GNR. Já as questões administrativas vão ser tratadas por um novo organismo. Os 1.800 trabalhadores do atual SEF vão ser distribuídos pelos vários serviços, num processo que se prevê ficar concluído no final do ano. Serviço de Estrangeiros e Asilo – assim se chamará a nova estrutura, que deve ser aprovada no Conselho de Ministros da próxima semana.
Está feito o plano para extinguir o SEF. Investigação criminal passa toda para a PJ
DN.PT
Está feito o plano para extinguir o SEF. Investigação criminal passa toda para a PJ
O SEF vai passar a chamar-se Serviço

OS ROUBOS DA FINA-FLOR ROTSCHILD E GOLDMAN SACHS

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A CAUSA DAS COISAS
OS ROUBOS DA FINA-FLOR ROTSCHILD E GOLDMAN SACHS
No final do ano transacto, Durão Barroso foi nomeado presidente da Aliança Global para as Vacinas (GAVI), uma organização que assume atualmente grande importância devido à pandemia provocada pela covid-19.
A nomeação do ex-primeiro-ministro português e ex-presidente da Comissão Europeia foi aprovada de forma unânime pelo Conselho de Administração da GAVI, numa reunião realizada em Genebra, de acordo com um comunicado da organização.
Durão Barroso iniciou funções como presidente do Conselho de Administração da GAVI este mês de Janeiro.
Dizem que o cargo não é remunerado…
A GAVI é uma parceria público-privada que ajuda a vacinar metade das crianças do mundo contra algumas das doenças mais mortíferas. Desde a sua criação em 2000, a GAVI ajudou a imunizar mais de 760 milhões de crianças, evitando, assim, mais de 13 milhões de mortes, e reduzindo para metade a mortalidade infantil em 73 países em desenvolvimento.
A organização reúne governos tanto de países em desenvolvimento como de doadores, a Organização Mundial de Saúde, a UNICEF, o Banco Mundial, a indústria de vacinas, agências técnicas, a sociedade civil, a Fundação Bill & Melinda Gates e outros parceiros do setor privado.
Até aqui tudo bem, até admiro e louvo os altruísmos, mas conhecendo algum do passado do JMDB que remonta aos tempos do MRPP de onde acabou por ser “corrido” e nem vou explicar o porquê, basta pesquisarem mais a fundo, desconfio da esmola da função não remunerada…existem várias formas de compensar, ou não fosse a Goldman Sachs International especialista em lavagem de capitais.
Recordo apenas para avivar as memórias que decorreram cerca de dois anos quando rebentou o escândalo. As burlas vergonhosas praticadas pelo Goldman Sachs não são novidade. Há muito tempo que os monstros e as monstruosidades cometidas por Goldman deixaram, de poder ser dissimuladas, desde a época do “efeito tequilha”, quando as manobras financeiras provocaram o esquartejamento deliberado da banca mexicana.
Não podemos surpreender-nos com o facto desta enésima combinação de fraude e lavagem de dinheiro praticada pelo Goldman Sachs ter irrompido bruscamente à luz do dia.
O José Manel Barroso é chairman do Goldman Sachs International, função que passará a acumular com a de presidente da Aliança Global, a tal, não remunerada, usufruindo de uma pensão vitalícia de 11.000 euros mensais da comissão europeia, percebem?
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Tiago Guerra satisfeito porque “justiça foi feita” no seu processo em Timor-Leste

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Tiago Guerra satisfeito porque “justiça foi feita” no seu processo em Timor-Leste
Díli, 15 jan 2021 (Lusa) – O português Tiago Guerra, absolvido pelo Tribunal de Recurso timorense de uma condenação pelo crime de peculato, disse hoje à Lusa estar “muito satisfeito” porque “foi feita justiça” no processo que começou em 2014.
“Estou muito satisfeito que depois de tantos anos finalmente foi feita justiça”, disse Tiago Guerra, contactado telefonicamente em Lisboa e informado pela Lusa da decisão do coletivo de juízes do Tribunal de Recurso.
“Ainda sem ler o acórdão fico grato que a justiça esteja a ser reposta. Sempre mantivemos a nossa inocência e isso é muito positivo”, considerou.
O Tribunal de Recurso timorense absolveu o casal de portugueses Tiago e Fong Fong Guerra, condenado em 2017 a oito anos de prisão e a uma indemnização ao Estado, ordenando o descongelamento das suas contas.
O acórdão, aprovado por unanimidade por um coletivo de três juízes e que foi hoje notificado às partes – e parte do qual foi lido à Lusa por fontes judiciais -, determina a absolvição do crime de peculato, pelo qual o Tribunal de Dili tinha aplicado uma pena de oito anos de prisão efetiva e o pagamento de uma indemnização de 859 mil dólares.
O tribunal determina ainda o descongelamento das contas bancárias do casal e o levantamento de todas as medidas de coação que estavam a ser aplicadas.
No extenso acórdão, que demorou dois anos e meio a ser concluído, os juízes deferem o recurso da defesa à sentença de 24 de agosto de 2017, que tinha argumentado que a decisão da primeira instância padecia de “nulidades insanáveis” mais comuns em “regimes não democráticos”, baseando-se em provas manipuladas e até proibidas.
Agradecendo o apoio da equipa de defesa, familiares e amigos, Tiago Guerra disse que a notícia da absolvição termina um longo e difícil processo para toda a família.
O casal foi preso pela polícia timorense em Díli a 18 de outubro de 2014 e esteve impedido de sair de Timor-Leste, com Tiago Guerra obrigado a comparências semanais na Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL).
Enquanto aguardava a decisão sobre o recurso à sentença do Tribunal Distrital de Díli, mantendo a sua inocência e acusando o Tribunal de primeira instância e o Ministério Público de várias irregularidades, o casal fugiu para a Austrália, onde chegou, de barco, em 09 de novembro de 2017, tendo chegado a Lisboa em 25 de novembro desse ano.
Tiago Guerra disse que até ao momento ainda não recebeu o acórdão, notando que os dois escritórios de advogados que o representaram no processo tinham renunciado ao seu mandato.
Contactados pela Lusa, os dois escritórios de advogados – Da Silva Teixeira e Associados e Abreu e C&C Advogados – confirmaram ter havido uma tentativa de entrega do Tribunal de Recurso do acórdão que se recusaram a receber por terem renunciado ao mandato.
O casal não recebeu, por isso, até ao momento, cópia do acórdão que foi hoje remetido às partes pelo Tribunal de Recurso.
Atualmente a viver em Portugal, Tiago Guerra disse que a decisão do Tribunal de Recurso “muda tudo” para a família.
“Têm sido tempos difíceis. Temos estado a viver à custa de família. Retomamos o trabalho devagar e temos estado a tentar refazer a nossa vida, voltar a ter uma família normal”, afirmou.
Tiago Guerra disse à Lusa que a decisão de Díli deverá ter um impacto num outro processo a decorrer em Macau, onde ele próprio, Fong Fong Guerra e os pais da mulher são arguidos.
“Se realmente esse crime de que estamos acusados não existe, e era o subjacente do processo de Macau, esse ficaria sem mérito. Imagino que Timor-Leste comunique agora a Macau a decisão”, referiu.
ASP // PJA
Lusa/Fim
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TIMOR TRIBUNAL DE RECURSO ABSOLVE CASAL PORTUGUÊS

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Rosely Forganes

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Tribunal de Recurso timorense absolve casal de portugueses, antes condenado por peculato
Díli, 15 jan 2021 (Lusa) – O Tribunal de Recurso timorense absolveu o casal de portugueses Tiago e Fong Fong Guerra, condenado em 2017 por peculato a oito anos de prisão e a uma indemnização ao Estado, ordenando o descongelamento das suas contas.
O acórdão, aprovado por unanimidade por um coletivo de três juízes e que foi hoje comunicado às partes determina a absolvição do crime de peculato, pelo qual o Tribunal de Díli tinha aplicado uma pena de oito anos de prisão efetiva e o pagamento de uma indemnização de 859 mil dólares.
Segundo fontes judiciais contactadas pela Lusa, o tribunal determina ainda o descongelamento das contas bancárias do casal e o levantamento de todas as medidas de coação que estavam a ser aplicadas.
No extenso acórdão, que conclui um processo que durou dois anos e meio, os juízes dão deferimento ao recurso da defesa à sentença de 24 de agosto de 2017, que tinha argumentado que a decisão da primeira instância padecia de “nulidades insanáveis” mais comuns em “regimes não democráticos”, baseando-se em provas manipuladas e até proibidas.
O casal foi preso pela polícia timorense em Díli a 18 de outubro de 2014 e esteve desde então impedido de sair de Timor-Leste, com Tiago Guerra obrigado a apresentar-se semanalmente na Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL).
Enquanto aguardava a decisão sobre o recurso à sentença do Tribunal Distrital de Díli, mantendo a sua inocência e acusando o Tribunal de primeira instância e o Ministério Público de várias irregularidades, o casal fugiu para a Austrália, onde chegou, de barco, em 09 de novembro de 2017, tendo chegado a Lisboa em 25 de novembro desse ano.
O casal foi representado pelos escritórios Da Silva Teixeira e Associados e Abreu e C&C Advogados que, depois da fuga do casal renunciaram ao mandato.
Contactados pela Lusa, os dois escritórios de advogados confirmaram que não puderam receber cópia do acórdão por terem renunciado ao mandato.
No recurso, a defesa apresentou 13 pontos de contestação à sentença, incluindo a “intromissão não autorizada em correspondência”.
“Ao fim de 15 sessões de julgamento e depois de ter sido proferido o Acórdão ora colocado em crise, constata a defesa, sem qualquer margem para dúvida, que este processo padece de várias nulidades insanáveis, algumas das quais apenas acontecem em regimes não democráticos, o que não é o caso de Timor-Leste”, refere o recurso da defesa.
O texto, apresentado junto do Tribunal de Recurso considera ter havido “manipulação de prova, utilização de prova proibida e valoração da mesma”, defende ter havido inconstitucionalidade, ter havido omissão de realização de diligências necessárias para a descoberta da verdade e haver “insuficiência de matéria de facto provada para a decisão”.
Os dois portugueses foram julgados pelos crimes de peculato, branqueamento de capitais e falsificação documental sendo central ao caso uma transferência de 859 mil dólares (792 mil euros), feita em 2011 a pedido do consultor norte-americano, Bobby Boye.
Boye foi um consultor pago pelo governo norueguês e posteriormente pelo governo timorense e que chegou a ser coarguido neste processo e que foi, entretanto, condenado nos Estados Unidos onde está a cumprir pena.
A fuga do casal causou tensão diplomática entre Portugal e Timor-Leste, com o assunto a suscitar críticas de dirigentes políticos e da sociedade civil, com artigos a exigir até investigações à embaixada de Portugal em Díli.
Na sequência da fuga do casal, o Ministério Público timorense acusou um outro português e dois timorenses de vários crimes, incluindo branqueamento de capitais, por alegadamente terem apoiado na fuga do casal.
Esse processo está ainda a decorrer no Tribunal Distrital de Díli.
A sentença poderá ter a um impacto adicional num outro processo que está a decorrer nas instâncias judiciais em Macau.
Nesse processo, o casal e os pais de Fong Fong Guerra são acusados de um crime de branqueamento de capitais, numa ação que segundo a defesa teve por base o processo de Timor-Leste e as cartas rogatórias na sequência de pedidos de informação feitos a Macau.
ASP // PJA
Lusa/Fim

Governo prepara-se para impedir venda de livros, roupa ou artigos de decoração nos supermercados – Economia – Correio da Manhã

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Produtos têxteis, livros, artigos desportivos e de decoração deverão ser retirados dos estabelecimentos comerciais.

Source: Governo prepara-se para impedir venda de livros, roupa ou artigos de decoração nos supermercados – Economia – Correio da Manhã

cortar mãos a ladrões ou só a alguns que não são de bem???

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Ouve o que eu digo mas não faças o que faço!
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Sobre Cortar a Mão a Ladrões
Aquele constrangedor momento em que se descobre que um homem acusado pelo Ministério Público de roubar 7500 euros em ouro e jóias à ex-namorada é um dos principais financiadores do candidato que sugere cortar a mão a ladrões.
Texto completo:
Há dias, num debate para as Presidenciais, o proto-fascista que lidera o Chega brincou com a possibilidade de cortar a mão a ladrões.
Pois bem, com isto em mente, uma pergunta: viram o segundo episódio do trabalho de investigação “A Grande Ilusão: cifrões e outros demónios”? Se não viram, devem mesmo ver, sobretudo aqueles que têm alguma simpatia pela narrativa simplória, intelectualmente desonesta e embrutecedora dos “cidadãos de bem” que o proto-fascista diz defender.
A ligação para a reportagem está no campo de fontes e referências, no final deste texto.
Para os mais desatentos, permitam-nos explicar muito resumidamente de onde vem a narrativa das “pessoas de bem”: na produção literária, sobretudo em ficção para crianças, a narrativa é polarizada em dois campos simples e distintos, o herói e o vilão. Na banda desenhada, isto funciona bem. Na propaganda política, também.
Essa narrativa foi usada pelo regime nazi para estigmatizar judeus e outras minorias, levando alemães ingénuos a acreditarem que uma minoria pouco significativa da sua população era a causa de todos os males no país.
Em casos mais recentes, esta divisão entre “bons” e “maus” também foi aproveitada por Trump e Bolsonaro. Trump falava em “good citizens” e conseguiu associar a ideia de que patriotismo significava apoiá-lo a si e rejeitar estrangeiros e adversários políticos. Após quatro anos de pessoas a desvalorizarem a ameaça evidente que o discurso do presidente representava para a democracia no país, a presidência de Trump acabou literalmente num tentativa de golpe de Estado, incentivada por Trump e levada a cabo pelos seus apoiantes.
Já agora, ontem, soube-se que o FBI está em alerta, após ter descoberto que há protestos armados a serem planeados em 50 Estados americanos, para serem executados no dia da investidura de Biden.
A ameaça de insurreição nacional é real e, após cinco mortos no ataque ao capitólio, as autoridades decidiram começar a levar a sério estes fanáticos.
Entretanto, no Brasil, Bolsonaro também usou a mesma técnica de apelar aos “cidadãos de bem”, alegando que vinha combater a corrupção. Após uma série de escândalos em que se descobriu que Bolsonaro trabalhou activamente para impedir a Justiça de investigá-lo a si e aos seus filhos pela participação em vários esquemas de corrupção, o Organized Crime and Corruption Reporting Project escolheu Bolsonaro como pessoa do ano na categoria de crime organizado e corrupção.
Bolsonaro, o corrupto do ano, diz que defende as “pessoas de bem”. Irónico, não é?
Ainda a propósito de inssurreição, desde que chegou ao poder, Bolsonaro tem incentivado os seus apoiantes a adquirirem armas de fogo, usando a mesma retórica de Trump em relação a combater pela via da violência os seus adversários políticos. O Brasil vai a caminho de uma desgraça ainda maior do que os EUA, com uma séria ameaça à Democracia e ao Estado de Direito à espreita.
Voltemos ao Trump cá da terra, Ventura.
Portanto, cortar a mão a ladrões e tal, certo? Se ainda não viram “A Grande Ilusão”, têm mesmo de ver e mostrar a todos os simpatizantes deste proto-fascista. A reportagem destapa o véu de um partido repleto de figuras sinistras envolvidas em esquemas de desvio de dinheiro, intimidação e ameaças a adversários e militância em organizações fascistas. Desde as vigarices de Ventura para afastar e silenciar os críticos dentro do partido até à comitiva de delinquentes violentos e criminosos que o apoiam, tudo reforça os avisos que muita gente tem vindo a fazer – incluindo nós aqui, na Página – de que o Chega é uma fraude política. Alegam que surgiram para acabar com a “pouca vergonha” e defender os trabalhadores, mas a pouca vergonha está dentro do partido. Quanto aos trabalhadores, oferecem-lhes desregulação do mercado de trabalho e o fim de vários direitos dos trabalhadores, incluindo a flexibilização salarial que, na prática, significa dar aos patrões a possibilidade de pagar ainda menos aos trabalhadores. Está tudo no programa do Chega, nas alíneas do Ponto 6.
Na reportagem “A Grande Ilusão”, descobrimos mais uma daquelas ironias que provam a fraude política que é o Chega. Ventura brincou com a ideia de cortar a mão a ladrões. Na reportagem, descobrimos que um dos principais financiadores do Chega roubou bens à ex-namorada no valor de cerca de €7500, pediu-lhe dinheiro, ameaçou-a e, depois, fugiu.
Este indivíduo, supostamente, é milionário, mas os bens que declara são muito inferiores à capacidade financeira que mostra ter. Tem uma fundação na qual estão envolvidas pessoas do Chega, do PSD e, até há pouco tempo, Nuno Melo, do CDS, que rapidamente saiu da instituição quando descobriu que estava a ser investigada. A criação de fundações é um dos mecanismos mais comuns de fuga ao fisco, ao abrigo de pequenos truques como o artigo 10.º do Código do IRC, muito popular entre profissionais da engenharia fiscal.
E, não por acaso, recordamos que Ventura foi inspector da Autoridade Tributária e trabalhou depois, precisamente, em serviços de engenharia fiscal num gabinete privado. Os proprietários desse gabinete foram apanhados no escândalo dos nos Panamá Papers, como já antes denunciámos.
Portanto, um dos grandes financiadores do Chega roubou valores de cerca de 7500 euros à ex-namorada, depois, desapareceu. Hoje, financia o Chega através de uma fundação com vários indícios de estar envolvida em esquemas ilegais.
E estas são as “pessoas de bem” que Ventura diz defender.
O que Ventura quer é proteger as pessoas de bens.
A extrema-direita não quer o fim da corrupção, ela quer o monopólio.
Uma Página Numa Rede Social
Fontes e referências:
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