Opinião: Joaquim Machado | Para divertir – Jornal Açores 9

Views: 7

Dizem que a canícula perturba alguns espíritos, e eu acrescento a humidade. Na incerteza do verão que por aí vai, entremeado com outras estações, só a saturação pode explicar a apoquentação que certas almas revelam. Refrescasse-se-lhes o discernimento e logo a memória lhes avivaria a patifaria feita anos a fio. De nada vale o ar […]

Source: Opinião: Joaquim Machado | Para divertir – Jornal Açores 9

A ERMIDA PRIMEIRA

Views: 0

Ângela Loura

n

+8
É este o lamentável estado da primeira ermida dos Açores. Sempre a parar turistas neste património histórico dos Açores. Onde anda a original imagem? Onde andam os utensílios da sacristia? Onde estão as louças antigas? O senhor presidente da junta de freguesia da vila quer dar dignidade que este património merece e pelos vistos já andam contra. Vejam o estado do sineiro? Abraço a todos
11

História Misteriosa de Portugal

Views: 4

O Códice 503 da Biblioteca Nacional
” Existe um documento na Biblioteca Nacional que fala sobre a Ilha Encoberta:- trata-se do Codice 503.
Assinado pelo frei Francisco de Jesus, superior do Convento dos Capuchos de Lisboa, a 4 de Fevereiro de 1640. Portanto mais de 200 anos apos a descoberta dos Acores.
Trata-se do depoimento de 2 religiosos, frei Jose de Jesus e Francisco dos Martires, os quais fazem uma narrativa muito estranha e intrigante.
Relatam os frades terem partidos do Maranhao Brasil, com destino a Lisboa, a bordo do navio Nsa Sra da Penha de Franca. Sob a responsabilidade do mestre Antonio de Sousa, natural de Viana do Castelo.
Ao quarto dia de viagem no Atlantico Norte, armou-se uma tremenda tempestade que se prolongou por 16 penosos e pavorosos dias. Com o navio a navegar desnorteado ate que o mar e o ceu amainaram a 3 Julho de 1639.
Quando a visibilidade ficou boa e calmo o oceano, avistaram uma terra para a parte sul, que o piloto julgou tratar-se da ilha da Madeira. Mas, ao aproximarem-se, notaram estar enganados na previsao sem dar conta de que ilha se tratava, desconhecimento que nao impediu todos os que desejavam saltar em terra firme. Sendo apenas contidos por um certo sentimento estranho de proibicao e sem o saberem explicar convenientemente.
Os 2 frades menos temerosos, pediram licenca ao mestre do navio para desembarcarem, o que lhes foi concedido por 3 dias. E entao na manha seguinte, numa segunda-feira, lancaram uma lancha ao mar e seguiram de imediato para a estranha ilha encoberta.
Apos saltarem em terra, atravessaram denso arvoredo e apos meia hora de caminho, viram um palacio antigo, saindo dele 7 homens com rostos a que os frades classificaram como macilentos, de pele avermelhada e falando uma lingua muito parecida ao portugues antigo. Estes homens fizeram imensas perguntas aos frades e levaram os depois para uma cidade com grandes edificios, mas habitada por pouca e estranha gente, semelhantes a ” pessoas do outro mundo”. Sendo depois encaminhados para outro palacio que parecia encantado e no qual entraram com grande temor.
Passaram por varios guardas ate chegaram a sala onde se encontrava um homem de idade muito avancada e a quem consideravam o rei daquela gente. Tendo o anciao perguntado se eles eram portugueses, antes de os levar para outra sala para lhes mostrar um quadro muito estranho com figuras e sombras que se mexiam sozinhas.
Entao viram, nesse quadro 2 exercitos combatendo, estando 1 deles quase derrotado e o outro vitorioso. Depois o velho de barbas, levou-os a outra sala onde lhes mostrou varias vitorias dos nossos reis, dando-lhes a oportunidade de observarem, pintada ao natural no tecto, aquilo que chamavam de ” a cidade de Portugal”.
Jantaram os frades no palacio e seguidamente foram a pe para a praia, acompanhados pelo magestoso rei, 30 cavaleiros e mais 30 guerreiros. Chegados ao cais, pelas 4 horas da tarde, ja se preparavam para regressar, quando o rei lhes mostrou 2 quadros em que eles estavam retratados. Sera que seriam fotografias? Tendo o rei pedido que os autografassem para la ficarem na ilha, em sua memoria. Mal chegaram ao navio, contaram tudo o que tinham visto, e o mestre com grande espanto e temor, nem quiz navegar naquela noite e so partindo ao nascer do Sol, chegando a ilha da Madeira alguns dias depois.”
In, Mendanha, Victor; História Misteriosa de Portugal, 1995 Pergaminho.
1
Like

Comment
Share
0 comments

A História de Portugal que muito poucos conhecem

Views: 5

A História de Portugal está repleta de segredos e de mitos que importa trazer a público. Fique a conhecer alguns que ninguém conhece!

Source: A História de Portugal que muito poucos conhecem

Histórias de Evoramonte

Views: 3

Evoramonte testemunha mil anos de História e de transformações sociais e políticas, desde a reconquista cristã até aos olivais da agroindústria.

Source: Histórias de Evoramonte

diferenças

Views: 3

May be an image of 2 people and text that says "É POSSÍVEL SER EMPRESÁRIO E SER UMA PESSOA DECENTE. oU NÃO. Podíamos ter as coisas mais automatizadas, mas eu prefiro dar mais empregos. Rui Nabeiro A economia deve ser baseada em mão de obra barata. Belmiro Azevedo"

A diferença entre um líder e um escravo do dinheiro. De facto existem boas pessoas e Homens inspiradores, que colocam Amor em tudo o que fazem, contribuem positivamente para a vida de todos com quem vivem e trabalham. Deixam marcas por onde passam e tocam no coração. São sempre referências, uns heróis para tantos …. Outros, apenas deixam saudade à Instituição Bancária onde amontoavam os seus bens materiais.
Vale a pena refletir….

Património humano de Santa Maria, destaques da semana

Views: 5

Património humano de Santa Maria, destaques da semana
MIGUEL FIGUEIREDO CÔRTE-REAL (grande figura da cultura e das letras), ÓSCAR ARRUDA e JOSÉ SALVADOR (distintos empreendedores), foram figuras marcantes e incontornáveis da ilha, devendo se perpetuada a sua memória e feito o seu registo na história de Sta Maria.
Na foto: Côrte-Real, Óscar Arrida e José Salvador, em S.Lourenço, na década de 40. (Arquivo do CADEP-CN de Sta Maria)
Aqui fica um magnífico poema de CÔRTE-REAL, dedicado a S.Lourenço, à sua ilha de coração e aos amigos.
ILHA, E UM SEU RECANTO ABENÇOADO
Lá, num recanto,
onde o mar beija a areia branca da praia,
onde, um dia me fui despedir
antes de embarcar,
para sempre lá ficou preso meu coração…
Praia de São Lourenço,
(Baía de Barbara Vaz),
rua arenosa de macadame,
onde em noites de luar
passeei como se fora Ermitão?
Nos já longínquos tempos da mocidade….
Meus companheiros se dispersaram,
(alguns a morte ceifou…)
“José”, “Olimpio”, “Óscar”, “Salvador”
a todos o destino separou
e não mais alí juntos nos encontramos…
Nunca mais lá voltei
e passei tantos anos com esta grande mágoa
a consumir-me cá dentro…
Como se a Ilha no mar azul e de areia branca
fosse o Paraíso perdido
da esperança dos meus sonhos…
Resignado
ergo uma prece para que um dia
eu possa voltar,*
nem que seja para morrer…
Porque então,
morrerei feliz
lá, onde estão meus pais,
nessa Ilha de areia branca e céu azul
que eu
há muitos anos, muitos anos
deixei para não mais voltar…
Apenas tocar teu solo,
curvar-me-ei respeitosamente
e beijarei tua terra barrenta
que minhas lágrimas humedecerão,
nesta saudade transbordante de ternura.
Como filho perdido
beija a mãe que há muito tempo não vê…..
Miguel F.C. Real
May be an image of 3 people, people standing and outdoors
Património humano de Santa Maria, destaques da semana
MIGUEL FIGUEIREDO CÔRTE-REAL (grande figura da cultura e das letras), ÓSCAR ARRUDA e JOSÉ SALVADOR (distintos empreendedores), foram figuras marcantes e incontornáveis da ilha, devendo se perpetuada a sua memória e feito o seu registo na história de Sta Maria.
Na foto: Côrte-Real, Óscar Arrida e José Salvador, em S.Lourenço, na década de 40. (Arquivo do CADEP-CN de Sta maria)
Aqui fica um magnífico poema de CÔRTE-REAL, dedicado a S.Lourenço, à sua ilha de coração e aos amigos.
ILHA, E UM SEU RECANTO ABENÇOADO
Lá, num recanto,
onde o mar beija a areia branca da praia,
onde, um dia me fui despedir
antes de embarcar,
para sempre lá ficou preso meu coração…
Praia de São Lourenço,
(Baía de Barbara Vaz),
rua arenosa de macadame,
onde em noites de luar
passeei como se fora Ermitão?
Nos já longínquos tempos da mocidade….
Meus companheiros se dispersaram,
(alguns a morte ceifou…)
“José”, “Olimpio”, “Óscar”, “Salvador”
a todos o destino separou
e não mais alí juntos nos encontramos…
Nunca mais lá voltei
e passei tantos anos com esta grande mágoa
a consumir-me cá dentro…
Como se a Ilha no mar azul e de areia branca
fosse o Paraíso perdido
da esperança dos meus sonhos…
Resignado
ergo uma prece para que um dia
eu possa voltar,*
nem que seja para morrer…
Porque então,
morrerei feliz
lá, onde estão meus pais,
nessa Ilha de areia branca e céu azul
que eu
há muitos anos, muitos anos
deixei para não mais voltar…
Apenas tocar teu solo,
curvar-me-ei respeitosamente
e beijarei tua terra barrenta
que minhas lágrimas humedecerão,
nesta saudade transbordante de ternura.
Como filho perdido
beija a mãe que há muito tempo não vê…..
Miguel F.C. Real
11
2 shares
Like

Comment
Share
0 comments

Podcast: Covid Supply Chain Chaos Is Dress Rehearsal for What’s Coming – Bloomberg

Views: 0

Shipping systems developed before the virus struck weren’t battle-tested for pandemics, wars and extreme weather.

Source: Podcast: Covid Supply Chain Chaos Is Dress Rehearsal for What’s Coming – Bloomberg

lembrar mário soares

Views: 2

«”Todos os bons e firmes são alegres, reflectiu Jordan. É muito melhor ser alegre que é sinal de uma coisa: de uma imortalidade terrestre. Que coisa complicada! Já quase não há alegres. A maior parte dos lutadores joviais desapareceu. Restam pouquíssimos.”
Por Quem os Sinos Dobram, Ernest Hemingway (tradução de Monteiro Lobato)
Quem seria eu se tivesse nascido 40 anos antes? É óbvio que me falta coragem para ser herói clandestino, mas também não sou, espero, suficientemente vil para ser agente da PIDE. O mais provável é que fosse um funcionário triste e discreto, tentando sobreviver o melhor possível, sem chamar a atenção e evitando sarilhos. Se vivesse desiludido comigo mesmo já não era mau. Se calhar, é o máximo a que posso ambicionar. Nessa realidade paralela, talvez eu tivesse o discernimento de estar à espera de quem fosse à luta por mim, de quem se arriscasse por mim. Talvez eu conseguisse reconhecer um herói, e fosse capaz de lhe agradecer.
Para compreender Mário Soares, basta olhar para o quadro de Júlio Pomar na galeria de retratos oficiais dos presidentes da república. É o único em que o presidente é retratado a rir. No nosso mundo, a alegria não tem muito prestígio. A melancolia é mais civilizada, a circunspecção é mais admirável, a tristeza é mais grave. Entre nós, a ausência de alegria costuma ser, aliás, essencial para legitimar o poder: a figura do homem sério, contido, abnegado, esquecido de si próprio, que sacrifica o prazer, como um sacerdote, para se dedicar ao bem comum, tem muita tradição – da direita à esquerda. O Bochechas era excessivo em tudo. Falava muito, ria alto, comia, dormia, ia à praia. Talvez pudesse dar-se a esse luxo, porque o seu poder era legitimado de outra maneira. Talvez mais ninguém fosse capaz de preservar a autoridade intacta às cavalitas de uma tartaruga.
E a ideia de liberdade de Mário Soares também era excessiva. O seu objectivo era derrotar os adversários – e conseguia ser cruel a fazê-lo – mas não aniquilá-los. Quando ganhou as eleições presidenciais, disse uma frase que, de tanto ser recordada nas rádios e televisões, quase se transformou num hino: “É a vitória da tolerância; é a vitória da liberdade.” Hoje está na moda ser intolerante com a intolerância – uma ideia arrepiante que, aliás, se rejeita a si mesma. A principal figura política do nosso século XX sabia que a liberdade e a tolerância andavam juntas. Tivemos muita sorte.
Ricardo Araújo Pereira»
No photo description available.
2
Like

Comment
0 comments