petróleo em timor

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17 h

Kadoras…
May be an image of map and text that says "Proposed Beaço pipeline Timor-Leste Beaço Trough Timor Greater Sunrise oil & gas field 1972 72Boundary Boundary Joint petroleum development area 1997 Boundary 1972 Boundary March 2018 Treaty Line 1997 Boundary Darwin"
Última Hora – Woodside admite possibilidade de gasoduto do Greater Sunrise para Timor-Leste
Díli, 01 dez 2022 (Lusa) – A petrolífera australiana Woodside admitiu hoje que está a reconsiderar a possibilidade de um gasoduto dos campos do Greater Sunrise para a costa sul de Timor-Leste, no que representa uma viragem na posição da empresa.
“Ao longo dos anos, olhámos de várias formas diferentes para o Greater Sunrise. Fizemos estudos técnicos para compreender a viabilidade de atravessar o fosso [no mar de Timor]”, disse presidente executiva da empresa, Meg O’Neill, num encontro com investidores, noticiou o portal Energy Voice.
“Esses estudos sempre indicaram que, com a vontade certa, a engenharia certa, o plano de execução certo, se poderia executar esse trabalho. O desafio eram as questões económicas”, afirmou.
O’Neill disse aos investidores que as instalações modulares de processamento de GNL [Gás Natural Liquefeito] são agora mais baratas e mais rápidas de construir do que no passado, podendo ser usadas para o potencial desenvolvimento do projeto em Timor-Leste.
A responsável da empresa referiu que a Woodside voltou a colocar o desenvolvimento dos campos de Greater Sunrise e de Browse na agenda, citando a necessidade de fornecimento de gás natural a longo prazo, especialmente na Ásia.
Até aqui, a empresa tem insistido que o processamento do gás seja feito em Darwin recorrendo a um gasoduto que já existe no mar de Timor e que foi ‘alimentado’ pelo poço Bayu Undan, cuja produção está agora prestes a terminar.
A empresa, vincou O’Neill, “reconhece agora a importância de um desenvolvimento ‘onshore’ em Timor-Leste para o desenvolvimento do país”, pelo que a Woodside reabriu o diálogo sobre as potenciais opções de desenvolvimento do Greater Sunrise.
A petrolífera timorense Timor GAP detém 56,56% do capital do consórcio do Greater Sunrise, na qual participação ainda a Woodside (a operadora) com 33,44% e a Osaka Gás com 10%.
O acordo de fronteira marítima permanente entre Timor-Leste e a Austrália determina que o Greater Sunrise, um recurso partilhado, localizado a 150 quilómetros de Timor-Leste e a 450 quilómetros de Darwin, terá que ser dividido, com 70% das receitas para Timor-Leste no caso de um gasoduto para o país, ou 80% se o processamento for em Darwin.
ASP // EJ
Lusa/FIm
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o uruguai português – O PRIMEIRO GOVERNADOR australiano LUTOU PELA MARINHA PORTUGUESA

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extraído de CHRONICAÇORES VOL 5 LIAMES E EPIFANIAS AUTOBIOGRÁFICAS ED LETRAS LAVADAS 2022

6.2.5. O PRIMEIRO GOVERNADOR australiano LUTOU PELA MARINHA PORTUGUESA

Finalmente, a História repõe factos reais, desimbuídos de conotações patrioteiras. É assim que devemos considerar, um livro de 1984 do australiano Kenneth Gordon McIntyre, “The Rebello Transcripts, Governor Phillip’s Portuguese Prelude.” Para os desconhecedores da história da colonização da Austrália, o Capitão Arthur Phillip foi o Comandante da Primeira Armada que chegou à Austrália em janeiro 1788, oito anos depois da alegada descoberta do Capitão Cook, após 257 dias de tormentosa viagem, com 11 barcos, 730 degredados (160 mulheres), 250 marinheiros e homens livres, para criarem a primeira colónia britânica no continente.

Arthur Phillip nasceu em Fulham em 1738, filho de Jacob Phillip, professor de línguas, de origem alemã, e de Elizabeth Breach, viúva dum Capitão da Marinha Real Inglesa. Estudou no Hospital de Greenwich tornou-se aprendiz de marinheiro, aos treze anos na Marinha mercante na Gronelândia.

Aos quinze, alistou-se na Marinha Real e esteve na Guerra dos Sete Anos de 1756-1763. Tomou parte na Batalha de Minorca (1762), promovido a Tenente, com meio soldo logo que a Guerra terminou, casou, estabeleceu-se numa quinta (Lyndhurst, Hampshire) recorrendo à agricultura para sobreviver durante os dez anos seguintes.

Esteve depois nas colónias sul-americanas na guerra opondo a Espanha (e França), contra Portugal e Inglaterra, e da qual estas sairiam vencedoras, com a exceção de Rio Grande, que ficaria espanhol. O Tratado de Paris (1763) gerou trocas de territórios coloniais entre as potências europeias: a Espanha troca a Flórida por Havana, recupera Manila e as Filipinas, e devolve a Portugal a Colónia do Sacramento.

Em 1773, os Portugueses recrutavam oficiais de Marinha, e Phillip, Tenente Naval, obtém o posto de Capitão. Três anos mais tarde, comandava uma fragata portuguesa encarregue da proteção de Colónia. Era uma praça penal permanentemente ameaçada pela Espanha. Os habitantes foram obrigados a comer ratos, cães e gatos para sobreviverem ao cerco. O profissionalismo de Phillip granjeou-lhe a admiração dos portugueses. Em 1777, a Armada espanhola tentava provocar um confronto com os portugueses ao largo da costa, o comodoro irlandês, MacDoual, depois de consultar Phillip, disse ser de evitar um confronto direto.

Ao contrário do escrito nas biografias, a nomeação para Governador da colónia australiana, não corresponde à brilhante carreira na Real Marinha Britânica, mas aos relevantes serviços na Marinha Portuguesa.

O livro de McIntyre “The Rebello Transcripts” baseia-se num estudo de finais do séc. XIX, do General Jacintho Ignácio de Brito Rebello, arquivista da Torre do Tombo, que, a pedido de historiadores australianos, estudou a carreira do Capitão Phillip ao serviço dos portugueses. Embora os dados tenham estado à disposição dos historiadores, o desconhecimento da história não permitiu o seu aproveitamento.

Consagrados, como George MacKaness ao publicar, em 1937, a biografia do Almirante referem erradamente a defesa da “colónia” (Brasil), em vez de Colónia del Sacramento, hoje território uruguaio.

Mais tarde, 1778, por fidelidade, Phillip coloca-se à disposição da Inglaterra para a Guerra da Independência (EUA), após a dispensa pelos portugueses dos seus notáveis serviços.

Colocado na Reserva por 16 meses, aos 43 anos (1781) o Almirantado deu-lhe o comando dum navio de 64 canhões “Europa”. Phillip foi recomendado para o lugar, pela meritória ação ao serviço da Armada Portuguesa.

Tal como Colónia do Sacramento, de difícil linha de abastecimentos, também Botany Bay representava enorme desafio. Em 1786 conduzia a Primeira Armada a Botany Bay, daí a importância de Phillip para a história da Austrália.

A Primeira Armada arribara após meses de tormentosa viagem. Phillip escolheu Sydney Cove, vasto porto natural, a norte de Botany Bay. Das 1030 pessoas 3/4 eram condenados, e os restantes marinheiros e oficiais. Durante cinco anos com inabalável otimismo, tentou criar uma colónia viável com material humano inadequado. A maioria dos condenados pertencia às mais baixas classes. Concedeu terras para amanharem ao terminarem as sentenças. Isto não os transformou em classe diligente de agricultores. Apenas 13 colonos livres embarcaram na sua governação para criarem uma colónia viável. A fome era uma ameaça constante.

A Primeira Armada levara mantimentos para dois anos. A 2ª Armada chegaria a junho 1790 e a 3ª em julho 1791. Até ao reabastecimento, todos os bens eram racionados. Fundou-se Parramatta como centro agrícola com os condenados na lavoura. Faltavam animais de carga e equipamento, o que aliado às condições locais e à dificuldade de criar uma colónia nova tornavam bem difícil tal desiderato.

Quando, doente, regressou a Inglaterra em dezº 1792, o núcleo urbano de três mil pessoas não produzia os géneros necessários para sobreviver. Os marinheiros foram substituídos pelo New South Wales Corps, em 1791, promovendo trocas comerciais mercantis entre a Índia e os EUA. A colónia sobreviveria com mais navios, mas com o futuro incerto devido ao elevado custo duma colónia longínqua e cara.

A visão de Phillip para a viabilidade com colonos livres demorou tempo, após anos de privações. Antes de sair deixou as linhas mestras de sobrevivência económica. Foi promovido a Contra-Almirante (1798), reformou-se (1805) em Bath onde faleceu (1814) Almirante.

 

QUADRO I – A LUTA PELA COLÓNIA DE SACRAMENTO

1494 TRATADO DE TORDESILHAS Espanhol n
1679 Fundação de Colónia pelo Príncipe Pedro Português
1680 Destruição de Colónia pelos Espanhóis Espanhol
1683 Devolução de Colónia após negociações Português
1705 Captura. Guerra da Sucessão em Espanha Espanhol
1713 Devolução. Tratado de Utreque (Utrecht) Português
1750 Renegação do Acordo. Tratado de Madrid Espanholn
1761 Revogação do Acordo. Tratado do Pardo Portuguêsn
1762 Captura. Guerra dos Sete Anos Espanhol
1763 Devolução. Tratado de Paris Português
1777 Destruição pelos espanhóis Espanhol
1821 Anexação por Portugal Português
1822 Independência do Brasil Brasileiro
1828 Fundação do Uruguai Uruguaio

n Denota apenas mudança teórica do domínio legal, já que na prática (fisicamente) nada se alterou.

QUADRO II – CARREIRA DO CAPITÃO PHILLIP NA MARINHA PORTUGUESA
  1774 25 agosto Solicita autorização para admissão na Marinha Portuguesa  
    22 dezº Parte de Londres para Lisboa  
  1775 14 janº Nomeado Capitão da Marinha Portuguesa  
    09 fevº Parte de Lisboa ao comando da “Belém”  
    ? maio Chega ao Rio de Janeiro  
    28 setº Ao comando da “Pilar” com destino a Colónia  
    22 outº A “Pilar” parte do Desterro  
    ? novº Regressa ao Rio, partindo logo a seguir.  
  1776 27 janº Ao comando da “Pilar” ruma a Colónia  
    18 ago A “Pilar” intervém na defesa de Colónia  
    29 dezº Parte de Colónia  
  1777 20 fevº Fica baseado na Ilha de Santa Catarina  
    março Integrado num Esquadrão Naval no Rio de Janeiro  
    01 abr Parte ao comando da “Pilar” numa missão de defesa a sul  
    26 abr Regressa triunfante com um barco inimigo aprisionado  
    29 maio Nova partida em patrulha às águas do sul  
    23 outº Nomeado Capitão do “Santo Agostinho”  
  1778 10 maio Parte do Brasil com destino a Lisboa  
    04 ago Chegada a Lisboa  
    24 ago Pagamento e exoneração da Marinha Portuguesa  

extraído de CHRONICAÇORES VOL 5 LIAMES E EPIFANIAS AUTOBIOGRÁFICAS ED LETRAS LAVADAS 2022

O Uruguai Já Foi Português

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♔ | Sabia Que… O Uruguai Já Foi Português
Em 31 de Julho de 1821, a Banda Oriental (actual Uruguai) foi incorporada oficialmente ao Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. A partir dessa data, o território, que estava ocupado desde 1817, passou a ser administrado sob a denominação de Cisplatina.
A região cisplatina era disputada pelas coroas de Portugal e da Espanha desde a fundação da Colónia do Santíssimo Sacramento (1680), sendo objeto de vários tratados territoriais, dos quais os principais foram o Tratado de Madrid (1750), o Tratado de Santo Ildefonso (1777), também, chamado Tratado dos Limites e o Tratado de Badajoz (1801). Na posse espanhola, com a independência da Províncias Unidas do Rio da Prata, constituiu-se em território daquele país até 1816 quando foi invadida pelo general Carlos Frederico Lecor, comandante da Divisão de Voluntários Reais do Príncipe, para a Coroa portuguesa, na Guerra contra Artigas. Ali desenvolveu uma inteligente política de ocupação, com a fundação das Escolas Mútuas do Método Lancaster e o apoio às elites Orientais. Em 1821, foi incorporado ao Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves pelo príncipe-regente português, com o nome de Província Cisplatina. A anexação foi justificada, à época, pelos alegados direitos sucessórios que sua esposa, a rainha Carlota Joaquina, teria sobre a região.
Com a proclamação da independência do Brasil em 7 de Setembro de 1822, o Imperador D. Pedro I estava na prática a declarar guerra a Portugal, e na Bahia e na Cisplatina, houve grande resistência à separação do Brasil do Reino Unido com Portugal.
A Guerra da Cisplatina ocorreu de 1825 a 1828, entre Brasil e Argentina, pela posse da Província de Cisplatina, actual Uruguai.
O conflito foi travado entre o Império do Brasil e as Províncias Unidas do Rio da Prata (recém-independentes de seus colonizadores, Portugal e Espanha) pela posse da Província Cisplatina, a região da atual República Oriental do Uruguai. Localizada na entrada do estuário do Rio da Prata, a província era uma área estratégica, já que quem a controlava tinha grande domínio sobre a navegação em todo o rio da Prata, além de acesso aos rios Paraná e Paraguai.
Os argentinos reivindicavam-na, assim, como parte do antigo Vice-reinado da Prata. O Império do Brasil a mantinha como necessária para a defesa das províncias do Sul.
Em 27 de Agosto de 1828, o Império do Brasil e as Províncias Unidas do Rio da Prata assinaram o Tratado do Rio de Janeiro. O documento estabeleceu a independência da República Oriental do Uruguai. No dia seguinte, com a assinatura do Tratado de Montevidéu, chegava oficialmente ao fim a Guerra da Cisplatina, iniciada três anos antes.
O desfecho desfavorável ao Brasil agravou a crise política no país. A perda da província foi mais um motivo para a insatisfação dos brasileiros com o Imperador D. Pedro I, que acabou renunciando, em 1831.
Miguel Villas-Boas | Plataforma de Cidadania Monárquica
José Bárbara Branco

Sobre esta extraordinária campanha militar e política, cujo fim era trazer a fronteira brasileira até ao Rio da Prata, vale a pena ler o II volume da obra de F.S. de Lacerda Machado (1933) “Expedição a Montevideo”:
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FSAMÍLIAS VÃO FALIR

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A prestação da casa paga pelos clientes bancários no crédito à habitação vai subir acentuadamente este mês nos contratos indexados à Euribor a três, seis e 12 meses, face às últimas revisões, segundo a simulação da Deco/Dinheiro&Direitos.
Prestação da casa sobe entre 108 e 251 euros em dezembro
NOTICIASAOMINUTO.COM
Prestação da casa sobe entre 108 e 251 euros em dezembro
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Pensionistas vão perder mais de metade do salário

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Cenário para 2070 é dos piores da Europa. Apenas 42,7% dos portugueses poupam para a reforma e só 13% têm planos individuais.

Source: Pensionistas vão perder mais de metade do salário

Povo chinês em luto por Jiang Zemin | Revista Fórum

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Prédios públicos estão com bandeira nacional da República Popular da China a meio mastro em respeito à morte do ex-presidente, também há salões de luto no país e em embaixadas e consulados no exterior

Source: Povo chinês em luto por Jiang Zemin | Revista Fórum

MORREU HÁ 10 ANOS

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Hoje assinala-se uma década sem Manuel Ferreira (1916–2012). O jornalista, escritor, biógrafo e historiador, autor de mais de três dezenas de publicações, entre elas o icónico conto açoriano «O Barco e o Sonho», continua bem presente na minha memória, “alto como as estrelas, livre como o vento”.
Estas duas fotografias, da autoria de José António Rodrigues, pertencem ao arquivo da Publiçor e foram recentemente partilhadas comigo pelo major-general José Alfredo Ferreira Almeida, que teve o privilégio de acompanhar o trabalho do pertinaz defensor da autonomia e da açorianidade e com quem tenho vindo a trocar impressões sobre aquele período áureo.
Urbano Bettencourt, Maria João Ruivo and 28 others
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Santos Narciso

O grande jornalista e escritor Manuel Ferreira morreu há dez anos, era 1 de Dezembro de 2012. Recordo-o aqui com aquilo que escrevi no Correio dos Açores no dia 29 de Janeiro de 2016, no centenário do seu nascimento.
Pouco tempo antes da inesperada morte de Mário Mesquita, tínhamos conversado sobre a ideia de uma grande homenagem pública à memória de Manuel Ferreira. Pensava Mário Mesquita constituir uma Comissão para levar a efeito esta homenagem, para a qual me convidava, estando também a pensar na edição de um livro sobre o escritor. Com a morte de Mário Mesquita, nunca mais ouvi falar no projecto.
Fica aqui, em jeito de homenagem, o que escrevi em 2016.
Pedras para o Templo
Não! Não é apenas o título de um dos mais marcantes livros de Manuel Ferreira! Um livro em que ele quis condensar os mais marcantes editoriais que escreveu nos anos sessenta e setenta do século passado, aqui, neste “Correio dos Açores” de que, em dois períodos distintos, foi Chefe de Redacção. Manuel Ferreira, cujo centenário de nascimento está a decorrer este ano, desde o dia 29 de Janeiro, é ele mesmo uma “Pedra para o Templo” desta catedral de sonhos e lutas que é a Autonomia dos Açores.
Os editoriais de Manuel Ferreira não se mediam por parágrafos! Contavam-se por números, escarrapachados, a romano, a duas colunas, de alto abaixo, a abrir a primeira das duas ou quatro páginas que era o “seu jornal”, um lençol de papel, com cheiro de tinta fresca, quando ainda pontificava a tipografia à moda de Gutenberg, prova de galeão e prova repetida de página, batida a soco, húmida de água e suor de horas de composição, letra a letra, com o carinho de quem amassava o pão da opinião e a força da cultura que a tecnologia de hoje remeteu para honras de museu.
Manuel Ferreira quando agarrava num assunto, jamais dele se afastava. Ia até às últimas consequências. Era brusco, severo e de difícil trato, mas para ele, os ideais não se compadeciam com “paninhos quentes”.
Entrei no “Correio dos Açores” em 1973, levado pela mão de Ruy-Guilherme de Morais. Encontrei Manuel Ferreira e Gustavo Moura, todos os dias à noite, porque fechar o jornal antes da meia-noite, era milagre que raramente acontecia. Manuel Ferreira fez com que eu me “enfarinhasse” nas questões políticas e sociais de então, lendo, recortando e arquivando muito daquilo que ele e seus colaboradores escreviam. E posso aqui citar: Engenheiro Costa Matos, Dias de Melo, Branco Camacho, Deodato Magalhães, e tantos outros, para além de Ruy-Guilherme e Gustavo Moura.
Com Manuel Ferreira passei a noite do 25 de Abril no jornal: lembro-me, às tantas da noite, a aflição do Dr. Ernesto Macedo, o último censor, porque o jornal não tinha ido à censura… Manuel Ferreira, com aquele brilho que qualquer triunfo dava ao seu olhar, apenas lhe disse, mais ou menos isto: “ Nem hoje, nem nunca mais; a censura acabou. Você está despedido”.
Mais do que jornalista de casos, Manuel Ferreira era um jornalista de causas e como tal, com a sua inconfundível verve, tornou-se um temível polemista, como eu jamais vi outro. Sem querer ser exaustivo, cito apenas algumas das sua célebres intervenções, durante semanas ou meses, sobre temas quentes da actualidade então, com Agostinho Sá Vieira, Carreiro da Costa, Cândido Pamplona Forjaz, ou mesmo com seu cunhado e outro grande jornalista e homem de cultura que foi Luciano Mota Vieira, com quem debateu ao longo de meses, no início dos ano setenta, a questão de aterrar ou não o portinho da Calheta para o prolongamento da Avenida.
Manuel Ferreira saiu do Correio dos Açores numa época conturbada e de deriva ideológica que, filtrada à distância, talvez tenha sido a causa de o jornal ainda hoje estar vivo. Fiel a Gustavo Moura, foi colaborador do “Açoriano” durante alguns anos, mas, sempre que editava mais um livro, aí estava ele na redacção do Correio dos Açores para o entregar.
O sonho da Autonomia dos Açores, da libertação de amarras e de colonialismo, deve muito a Manuel Ferreira. Ele foi “pedra para o templo”, pela força da palavra, pela garra e pelo indomável amor que nutria por estes calhaus; ele é ainda hoje esteio seguro de que há vozes que não morrem neste brado imenso de quem se considera “alto como as estrelas e livre como o vento”.
Santos Narciso
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Paula De Sousa Lima, Artur Neto and 24 others
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  • Roberto Rodrigues

    O retrato incompleto de um Homem de um só temor. o da luta que faia sua .
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  • Miguel Simas

    Caro Narciso parabéns pelo texto. Nunca tinha visto uma fotografia escrita à mão tão bonita! Importas que partilhe?
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CABO SUBMARINO

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https://correiodosacores.pt/…/Novo-anel-de-fibra… Infraestruturas de Portugal/IP Telecom apresentou ontem um documento na Comissão de Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação da Assembleia da República a salientar que o novo anel de fibra óptica, “além do principio base de conectividade doméstica (numa perspectiva de continuidade territorial) o objectivo é promover Portugal como uma plataforma atlântica de amarração de cabos (Infra-estrutura Atlântica de Comunicações e Data Hub)”.
O concurso público para a criação do novo anel de fibra óptica será aberto até ao final do ano e o Orçamento de Estado para 2023 já tem as verbas necessárias para o projecto arrancar no próximo ano e ficar concluído em quatro anos.
Será um anel “com redundância total” e “interligação principal e central do Atlântico à Europa, EUA, América do Sul e África”, como “alavanca para a Rede Europeia de Datacenters e Comunicações (Gaia-X).
Novo anel de fibra óptica entre o continente, Açores e Madeira pretende promover Portugal como plataforma atlântica de amarração de cabos
CORREIODOSACORES.PT
Novo anel de fibra óptica entre o continente, Açores e Madeira pretende promover Portugal como plataforma atlântica de amarração de cabos
A Infraestruturas de Portugal/IP Telecom apresentou ontem um documento na Comissão de Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação da Assembleia da República a salientar que o novo anel de fibra óptica, “além do principio base de conectividade doméstica (numa perspectiva de continui…
Eduardo Sarmento
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mAIS UMA VEZ….Exploração da Lomba da Maia com Vaca Campeã – Açoriano Oriental

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A vaca ‘ORP Mccutchen Maia’, com sete anos de idade, pertencente à exploração de Óscar e Roberto Ponte, da freguesia da Lomba da Maia, foi a Grande Campeã do VIII Concurso Micaelense Holstein Frísia de Outono.

Source: Exploração da Lomba da Maia com Vaca Campeã – Açoriano Oriental

timor celebra portugal mais do que portugal

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Por Timor-Leste os festejos começaram bem cedo…
https://www.facebook.com/681358398/videos/5688931431160237

0:13 / 0:21
Antonio Sampaio was live.

Em alguns locais a polícia interveio para travar as caravanas.
Alfredo Azinheira and 25 others
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  • Antonio Tavares

    Seria bom alguns portugueses verem este povo que continua a defender Portugal desta maneira
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  • Ramelau Anan

    Iha 1974/75 fretilin hakarrac duni sai tiha Malae ho sira nia Bandeira ne hossi Timor. Loron ohin hodi celebra Proclamação Independência nian,Bandeira nian durante 450 anos nian halo Dili laran rame loss pá?

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