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PRÉMIO CAMÕES LÍDIA JORGE

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A escritora Lídia Jorge é a que mais vence prémios literários atualmente e, como leitor que acompanha o dinamismo literário, atrevo-me a afirmar que isso não se deve só ao facto do seu poder imaginativo, mas também do seu empenho e incentivo ao gosto pela leitura, tirando do seu precioso tempo para esclarecer questões literárias e deixar patente o quão significativos são os movimentos literários nesse percurso. Isso é algo que muito me fascina. São poucos os escritores associados aos movimentos literários. A maioria lança obras sem nenhum compromisso literário com a comunidade leitora. O que não é obrigatório, mas que também se torna um empecilho para nomeações literárias. Enfim, um prémio não define o escritor ou a escritora. A nossa queridíssima escritora está de parabéns, como sempre, por mais um prémio merecido. A Língua Portuguesa e em Língua Portuguesa sempre. Sucessos!

See lessMay be an image of text that says "Escritora Lídia Jorge vence Prémio Camões 2026 o prémio é atribuído pelos governos de Portugal e do Brasil. Em 2025 o prémio foi atribuído à escritora angolana Ana Paula Tavares, e no ano anterior, 2024, à brasileira Adélia Prado. f in"

Asylum seeker family say they ‘hate’ living in their £250,000 newbuild home in Britain’s Migrant Street and want to move out | Daily Mail Online

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Muhammad Nadeem, his wife Shamaila and their four children left their homeland two years ago before settling in the UK – and now live in a Shropshire village.

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O que o PSD quer mudar na “lei das burcas” do Chega – ZAP Notícias

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Proposta do PSD não “proíbe”, mas sim “estabelece regras a observar pelos cidadãos em espaços públicos, por razões de segurança”. Mantém a proibição de ocultação do rosto, mas acrescenta acessórios. O PSD quer introduzir alterações ao projeto do Chega conhecido como “lei das burcas”, retirando logo no título desse diploma a “proibição de ocultação do rosto” e, em alternativa, salientando questões de “segurança em espaços públicos”. A proposta de substituição apresentada pelo PSD ao projeto do Chega vai ser discutida e, em princípio, votada, na quarta-feira, em sede de Comissão de Assuntos Constitucionais. Em outubro passado, o projeto do Chega

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a culpa é sempre dos subordinados…Ministro desmente caos nos exames e diz que a maioria das queixas é falsa – ZAP Notícias

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“Não houve nenhum percalço” além de “um caso ou outro”. Fernando Alexandre atira ainda a responsabilidade da polémica convocação de professores mortos para os diretores. O ministro da Educação disse esta terça-feira que a maioria das falhas relatadas no processo de classificação dos exames nacionais é falsa e garantiu que existem condições para manter o modelo de correção digital, sem que nenhum aluno seja prejudicado. “Do ponto de vista logístico, da distribuição dos exames e da digitalização, não houve nenhum percalço. Obviamente, houve um caso ou outro, mas não são erros que ponham em causa o rigor do sistema”, afirmou

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antónio bulcão Faceboquemos

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Faceboquemos
Ao longo da minha carreira como professor, houve anos em que leccionei Sociologia.
Um dos capítulos fundamentais dessa disciplina é sobre os agentes de socialização, isto é, os indivíduos, grupos ou instituições que transmitem normas, valores e culturas, de modo a ajudar o indivíduo a se integrar na sociedade.
Durante muito tempo, os alunos estudavam os agentes de socialização mais importantes, como a família, a escola, o grupo de amigos ou de trabalho. Mais tarde, foram incluídos na lista os órgãos de comunicação social.
Esta inclusão suplementar aos agentes tradicionais foi tida como natural, pelo impacto que jornais, rádios e televisões têm na formação de mentalidades e formas de agir.
As Ciências Sociais por vezes têm dificuldade em acolherem realidades novas. Passa sempre algum tempo até incluírem aquelas novidades no seu âmbito de estudo. Por exemplo, o Direito tardou a reagir a todo o tipo de crime que surgiu na era informática, pela razão simples de que durante séculos não houve computadores. Nos termos do Código Penal, só há crime se houver lei que o puna. Será impossível determinar quantos crimes de burla informática foram cometidos antes de o legislador incluir esse tipo objectivo de crime no Código Penal e os que praticaram tal crime ficaram sem punição.
Do mesmo modo, os manuais de Sociologia ainda não incluem um importante agente de socialização – as chamadas redes sociais. Porque relativamente recentes, porque não haverá ainda evidência científica dos efeitos das mesmas, as redes sociais escapam à lista de agentes de socialização. Claro que há estudos, ensaios, teses, relativamente consistentes, sobre aqueles efeitos nas sociedades. Mas ainda não fazem parte dos manuais de Sociologia.
Nos tempos que vivemos, as redes sociais têm uma importância enorme nas mentalidades e formas de agir. Tão grande que influenciam a família, a escola, os grupos. Isto é, estamos na presença de um agente que tem influência decisiva nos outros agentes. O conceito de família está a mudar, os comportamentos de alunos e professores já não é o que foi durante anos na escola, etc.
Quem anda pelo Facebook, mesmo que apenas cirurgicamente, apercebe-se de muitas anormalidades ou desvios, que poderão revelar-se como tumores malignos para a sociedade. A violência verbal, o apelo à violência física, a completa intolerância que cresce em relação a quem pensa diferente, o insulto gratuito, a má-criação, o analfabetismo, a difamação (esta crime), a cobardia (há imensos perfis falsos), dominam o ecrã de todos os telemóveis, num tempo em que toda a gente (incluindo crianças) tem um.
Igualmente assustadora é a velocidade com que certos comportamentos são conhecidos e criticados. Por exemplo, durante as Sanjoaninas que acabaram anteontem, alguém atirou um balde de água para cima de alguns cidadãos e, em segundos, a ilha toda já sabia. Centenas de comentários, uns a condenarem, outros a defenderem, muitos simplesmente a injuriarem, e o assunto passou a ser discutido por todo o lado.
Nunca vi tanta raiva “à solta”. São hétero contra homo, crentes contra ateus, sportinguistas contra benfiquistas, direitistas contra esquerdistas, analfabetos contra cultos, parece que é fundamental discordar porque sim. E valores como a amizade, a solidariedade, a tolerância, vão-se perdendo, infectando famílias, escolas, grupos de amigos. Está toda a gente com os bolsos cheios de pedras. E atira-as, com força, mesmo sem pensar se será pecador.
(publicada hoje no Diário Insular)

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Traveling to Europe’s Most Remote Island Airport (Impossible to Reach) – YouTube

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Source: Traveling to Europe’s Most Remote Island Airport (Impossible to Reach) – YouTube

664. As violações que nos esconderam 28 jun por chrys c

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664. As violações que nos esconderam 28 jun. 2026 (esta e anteriores em https://www.lusofonias.net/arquivos/413/AnaChronicAcores/2736/664-As-violacoes-que-nos-esconderam-28-jun-2026.pdf)

O relatório negro da imigração: um estudo que confirma o que se sabia: são numerosos os imigrantes que partilham um ódio antieuropeu e atacam ativamente os povos que os acolheram. Concluída a primeira fase do inquérito aos gangues de violadores no Reino Unido, houve diversas revelações que mostram um lado nunca visto da imigração e o que o futuro nos reserva se a Europa continuar neste caminho. O Relatório Casey de 2025 já afirmava a existência de “um número desproporcionado de homens de «origens étnicas asiáticas»” na exploração sexual de crianças em grupo. Este inquérito veio provar a existência de uma perseguição sistemática, racial e religiosa, contra raparigas brancas por parte de muçulmanos de origem paquistanesa. No mínimo 250.000 jovens britânicas foram submetidas a violações repetidas, conversão forçada ao islamismo, entre outros abusos, por parte destas gangues, e a grande maioria dos envolvidos não foi condenada.

Cerca de 87% dos condenados por exploração sexual de menores em grupo são muçulmanos de origem estrangeira, e o Dr. Taj Hargey, imã da Oxford Islamic Congregation, alega que essa proporção pode chegar a 95%. Convido-os a lerem o relatório na íntegra, disponível em português no sítio web “Nunca te Cales”, para compreenderem a verdadeira gravidade da situação.

A realidade é que este relatório, que sofreu várias tentativas de boicote por parte do poder político, veio demonstrar o que já há muito se sabia e que era frequentemente silenciado por acusações de intolerância: há inúmeros imigrantes que partilham um ódio antieuropeu e atacam ativamente os povos que os acolheram. Atendendo aos factos, a Europa precisa de reconhecer a incapacidade de coexistir com todos os tipos de identidades externas e de estabelecer critérios de migração mais rigorosos, centrados nas necessidades migratórias e na compatibilidade dos imigrantes com a civilização europeia. Além disso, não podemos ignorar que existem diversas comunidades antieuropeias no continente, pelo que não basta uma política de imigração mais rígida; é igualmente necessária uma estratégia de remigração. Posto isto, conclui-se que este relatório veio confirmar suspeitas já há muito levantadas e constantemente silenciadas pelo poder político, que mostram a existência de uma política migratória que ameaça o bem-estar europeu, ao permitir a entrada de forças racial e religiosamente motivadas contra nós, e que isso exige ação urgente.

 

Onde estavam os jornalistas, onde estavam as feministas do movimento #MeToo, onde estavam todos os que defendem as crianças. O assédio sexual acontece diariamente nas escolas, nas universidades, na rua, perto ou longe de casa, nos transportes e no trabalho, podendo ser extremamente perturbador na vida quotidiana das mulheres, para além de minar e ameaçar a igualdade entre mulheres e homens e na última década mais de 250 mil jovens foram violadas e sujeitas a “grooming”. A preparação (“grooming”) é o processo deliberado por meio do qual um agressor cria uma relação de confiança e uma ligação emocional com uma criança, um jovem ou um adulto vulnerável, para manipulá-los, explorá-los ou abusá-los. Trata-se de um padrão gradual de controlo coercivo, e não dum evento isolado, que muitas vezes começa com uma amizade, uma relação de mentoria ou atos de bondade, e evolui para a manipulação e o isolamento.

Os principais objetivos do «grooming» são reduzir as inibições da vítima, obter acesso a ela e estabelecer sigilo para evitar a deteção. Os agressores frequentemente visam indivíduos vulneráveis, explorando desequilíbrios de poder relacionados com a idade, a autoridade ou a dependência, e podem também aliciar membros da família ou figuras da comunidade para facilitar o acesso e manter uma reputação positiva.

A sedução pode ocorrer presencialmente ou online e não se limita ao abuso sexual; também é utilizada para exploração criminosa, tráfico ou radicalização. As táticas comuns incluem oferecer presentes, dar atenção excessiva, isolar a vítima da sua rede de apoio e, gradualmente, ultrapassar os limites físicos ou emocionais até que o abuso ocorra. O «grooming» é o ato deliberado de criar uma relação de confiança com uma criança, um adolescente ou um adulto em situação de risco (como, por exemplo, um adulto com deficiência cognitiva), para explorar sexualmente essa pessoa. O «grooming» começa normalmente com uma amizade, uma relação de mentoria ou atos de bondade que, gradualmente, se transformam em manipulação, controlo e abuso ou agressão sexual. Algumas vítimas adolescentes relatam que o processo de «grooming» lhes parecia semelhante ao de se apaixonar. Abre numa nova página

O «grooming» é um processo, não um acontecimento pontual. É perpetrado ao longo de muitas semanas, meses ou anos e, normalmente, estende-se à família e à comunidade da vítima. Os agressores utilizam o «grooming» para criar as suas «condições ideais» para perpetrar o abuso sexual, conquistando, nomeadamente, a confiança de qualquer pessoa que interfira nos crimes que pretendem cometer.

A sedução é uma forma de controlo coercivo, um padrão de comportamento controlador, prevalente tanto na violência doméstica como na violência sexual. No entanto, o termo «controlo coercivo» é mais frequentemente aplicado a vítimas adultas. Talvez esteja mais familiarizado com o termo informal «bombardeamento de amor», que também pode referir-se a certos comportamentos de sedução ou de caráter coercivo.

 

Um país europeu prepara-se para proibir a chamada à oração em áudio, tendo um ministro afirmado que algumas zonas do país arriscam-se a parecer «um subúrbio de Islamabad». Esta medida marca a terceira tentativa de um ministro dinamarquês de impor uma proibição legal, na sequência de esforços frustrados em 2020 e 2025. Reflete a postura intransigente do país em matéria de imigração e integração sob o governo da primeira-ministra Mette Frederiksen. A tradicional chamada muçulmana à oração, transmitida cinco vezes por dia a partir das mesquitas, não tem lugar na Dinamarca, afirmou Morten Bodskov. Nas últimas semanas, multiplicam-se as manifs contra os refugiados e os seus crimes sexuais, embora nalgumas cidades inglesas tenha havido contramanifestações a favor.

 

Tráfico de crianças na plataforma Vinted? Anúncios de brinquedos com preços invulgarmente elevados e referências a idades, alturas ou tamanhos de criança levaram as autoridades francesas a abrir uma investigação. A Vinted afirma não ter encontrado provas de ligação ao tráfico de crianças. A França abriu uma investigação após utilizadores das redes sociais terem dado o alerta para anúncios invulgares na aplicação de revenda em segunda mão Vinted, que suspeitam poderem estar ligados ao tráfico de crianças. O Ministério Público de Nanterre, a oeste de Paris, confirmou à AFP, na noite desta sexta-feira, que foi aberta uma investigação preliminar. Utilizadores da Internet denunciaram anúncios na plataforma que consideraram suspeitos por oferecerem brinquedos ou artigos aparentemente de baixo valor a preços astronómicos, incluindo idades e tamanhos que poderiam corresponder aos de crianças pequenas. Muitos dos anúncios apresentavam preços na ordem dos milhares de euros, acompanhados de descrições que mencionavam idades, alturas ou tamanhos de roupa de crianças.

O caso ganhou força nas redes sociais, em particular no TikTok. “Vejam isto: supostamente, uma figura do Harry Potter à venda por 30 mil euros”, disse um criador de conteúdos num vídeo que soma mais de 112.000 gostos desde meados de junho. Para o autor do vídeo, “o preço levanta muitas questões, tal como os detalhes… uma altura de 1,58 metros, 13 anos”, que, na sua opinião, apontam para “um sistema de códigos ligado a uma atividade de tráfico de crianças”. A Alta Comissária para a Infância de França, Sarah El Hairy, disse na terça-feira que comunicara “a existência de contas suspeitas de estarem envolvidas no tráfico de crianças na Vinted”. O Ministério Público não especificou se alguma destas denúncias se revelou fundada.

 

E dos EUA vem a anedota do ano: «O leite branco é racista», segundo a deputada Maxine Dexter da Câmara dos Representantes. Ela acusou RFK Jr. de lançar uma «mensagem subliminar de supremacia branca» ao defender o leite gordo nas escolas, argumentando que a intolerância à lactose afeta de forma desproporcional as pessoas de cor e que muitas famílias não têm meios para comprar alternativas ao leite.

 

 

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O Erário da Indignidade: Quando a Cultura se mede a cêntimos e vidas

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O Erário da Indignidade: Quando a Cultura se mede a cêntimos e vidas
O ruído dos salões oficiais e a coreografia patética do Poder têm uma eficácia notável na ocultação da miséria que geram. Sob o verniz da dita “modernização administrativa” e da “uniformização de critérios”, o Ministério da Cultura e o atual Governo decidiram que o mérito artístico e a dignidade humana são variáveis descartáveis na folha de cálculo do Orçamento. A matemática da burocracia é fria, mas os seus efeitos são de uma violência e crueza absolutas.
​Recentemente, mais de uma centena de velhos criadores e agentes culturais foram confrontados com a amputação arbitrária dos seus parcos subsídios de subsistência, concedidos na aurora deste século pelo Fundo de Fomento Cultural. Sob o pretexto kafkiano de alinhar os apoios históricos com os “novos critérios da Segurança Social”, o Estado retirou a componente relativa ao mérito cultural, uns míseros e vitais 222€, restando a estes homens e mulheres uma esmola de carestia. O Estado português decidiu, com a canetada burocrática de quem nunca conheceu a escassez, que o mérito de uma vida dedicada à arte caduca ao fim de vinte e seis anos.
​A gravidade da situação atingiu hoje o seu zénite trágico. O Guilherme, um dos visados por esta purga tecnocrática, tentou pôr termo à vida em sinal de protesto. Encontra-se hospitalizado. O seu gesto, de um desespero absoluto, não é apenas um grito de socorro,é o espelho estilhaçado de um País que empurra os seus intelectuais e artistas mais vulneráveis para a valeta da indigência económica e do esquecimento. Quando um criador escolhe o próprio sacrifício físico como última forma de protesto contra a opressão de um Ministério, a tutela perde qualquer legitimidade moral para pronunciar a palavra “Cultura”.
​A atual Ministra da Cultura e o Executivo a que pertence parecem confundir a gestão do património humano e artístico com a contabilidade de uma mercearia de província. Invoca-se a “igualação segundo os mesmos princípios” para justificar o nivelamento por baixo, esmagando o direito adquirido, a segurança jurídica e a proteção da confiança. A igualdade de que nos falam é a igualdade do deserto: a uniformização na miséria. É de um cinismo atroz que, enquanto se multiplicam os discursos ocos sobre a importância das indústrias criativas e da inclusão social em sumptuosos palcos institucionais, se assine discretamente a sentença de morte financeira de cidadãos idosos, doentes e dependentes de terceiros.
​A Cultura não é um adorno estatístico nem um mero indicador macroeconómico para exibir em Bruxelas, é a memória viva e a dignidade de um povo. Retirar o reconhecimento do mérito a quem deu a vida à criação, sobretudo no momento da sua maior debilidade clínica e social, é um ato abjeto de profunda cobardia institucional. É a subversão total do Estado de Direito Democrático, transformado num Leviatã contabilístico que devora os seus próprios filhos.
​O sangue do Guilherme está agora nas mãos dos que desenharam e validaram estes despachos cegos. Não há retórica de comício ou comunicado de imprensa que possa branquear esta ignomínia. O Governo e a sua Ministra têm duas opções imediatas: ou revogam de imediato esta deliberação infame, repondo a justiça devida a esta centena de compatriotas, ou assumem definitivamente que a sua tutela não é a da Cultura, mas sim a da barbárie administrativa.
​Pela minha parte, perante a cobardia que assiste a este desmoronamento moral e legal, garanto que a indiferença não vencerá. Não assistirei impávida ao naufrágio destes criadores. Usarei de todos os meios legais, sem tréguas nem concessões, para repor a legalidade e esmagar esta atuação arbitrária, cega e profundamente desumana. A justiça que a política nega será arrancada nos tribunais.

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