osvaldo cabral A GRANDEZA DO PICO

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A GRANDEZA DO PICO
A GRANDEZA DO PICO
A grandeza do Pico não está no seu tamanho, mas nas suas gentes, com uma história de bravura que ainda permanece nos dias de hoje.
Mesmo com os contratempos no plano das acessibilidades, os picoenses dão provas de nova resiliência, transformando ruínas em alojamentos de beleza natural, num crescimento que se torna um caso de estudo.
A ampliação da pista do Pico é um imperativo para o próximo salto qualitativo na economia da ilha, maior segurança e menor penalização para voos de médio e longo curso.
Na primeira reunião do grupo de trabalho, ocorrida na semana passada na Madalena, algumas decisões já foram tomadas quanto às tarefas a desenvolver por cada um dos elementos, até à decisão final a apresentar ao Governo Regional no final de Junho.
Por aquilo que sabemos, a Câmara Municipal da Madalena já vai com trabalho adiantado, tendo já um primeiro esboço dos terrenos a abranger no futuro aumento da pista, identificação necessária para depois avisar os respectivos proprietários dos terrenos, nomeadamente os que possuem vinhas.
Um outro aspecto decisivo neste projecto será o envolvimento da ANAC, a autoridade nacional em matéria de aviação civil, que terá um papel de supervisão, fiscalização e aprovação da ampliação.
Sabemos que os responsáveis da SATA vão tentar reunir com a ANAC nos próximos dias, provavelmente por ocasião da Bolsa de Turismo de Lisboa. Sabemos também que elementos da ANAC vão estar no Pico no próximo mês, embora para outros assuntos relacionados com o aeroporto, mas que poderá ser uma ocasião para, eventualmente, reunirem com o grupo de trabalho.
Quanto ao financiamento da obra, que poderá ultrapassar os 30 milhões de euros, sabemos que há a convicção de que é possível recorrer ao mesmo programa nacional que financia as obras do porto das Flores, podendo ir aos 85% de financiamento, já que o Plano Operacional Açores 20-30 não contempla portos e aeroportos, como se pensava inicialmente.
A parte mais complicada será toda a burocracia técnica que envolve um projecto desta envergadura, mas todos nós esperamos que, terminada esta fase do grupo de trabalho, com todo o levantamento feito até 30 de Junho, o Governo dos Açores tome decisões práticas de imediato, nomeadamente lançamento de concursos, e avance o mais depressa possível com esta obra fundamental para as acessibilidades futuras do Pico.
É que já se perdeu muito tempo neste projecto.
Mesmo assim os picoenses souberam resistir e acreditar no potencial da sua ilha.
Tanto é assim que o Pico se tornou – mesmo com os constrangimentos da pista – no destino que mais rápido cresce no turismo, com uma forte aposta na criação de 600 alojamentos locais, 3 mil camas que constituem 73% da sua capacidade hoteleira e com impacto estimado de 30 milhões de euros na economia da ilha.
A isto sim, chama-se resiliência de uma população que acredita no seu potencial.
Parabéns Pico!
Osvaldo Cabral
Fevereiro 2026
(Crónica publicada no Jornal do Pico)

livro “Os Que Partem em Silêncio” de Miguel Araújo

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A apresentação do livro “Os Que Partem em Silêncio” de Miguel Araújo ocorreu no dia 27 de fevereiro de 2026, pelas 20h30, na Junta de Freguesia da Lomba da Maia, nos Açores. Esta obra é descrita como uma narrativa sensorial contada pela perspetiva de um cão.

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Detalhes do Evento e Livro:
  • Título: “Os Que Partem em Silêncio – A Viagem de um Cão pelo Amor, Memória e o Último Adeus”.
  • Autor: Miguel Araújo (Edições Vieira da Silva).
  • Local: Junta de Freguesia da Lomba da Maia.
  • Conteúdo: Uma história íntima sobre a ligação com um cão.
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    📖 Apresentação de Os Que Partem em Silêncio na Lomba da Maia

    No dia 27 de fevereiro, às 20h30, regresso à Junta de Freguesia da Lomba da Maia para apresentar Os Que Partem em Silêncio — um livro que nasceu de memórias, afetos e despedidas, e que agora volta ao lugar onde tantas dessas histórias começaram.

    A Lomba da Maia é mais do que um cenário: é parte da minha vida. Foi aqui que encontrei uma família, raízes e pessoas que me acolheram desde o primeiro dia. É também o lugar onde a minha mãe, Helena Chrystello, deixou uma marca profunda na comunidade, na escola e na cultura local.

    Por isso, esta apresentação não é apenas um evento literário.
    É um reencontro.
    É um agradecimento.
    É um regresso ao coração.

    Será uma noite especial, aberta a todos os que queiram partilhar este momento comigo e com a comunidade da Lomba da Maia.

    Mais novidades em breve.

    https://www.instagram.com/explore/locations/107990505889942/lomba-da-maia/

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O autor esteve presente na sessão na Lomba da Maia.

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a freira e o taxista

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Oldie but a beaut.

¨ A cabbie picks up a nun. She gets in the back seat, and after a few minutes, she notices the very handsome driver keeps staring at her.

She finally asks “My child, why are you staring at me?”

He hesitates and says “I… I have a question, but I don´t want to offend you.”

She smiles kindly and replies, “My son, I´ve been a nun a long time. I´ve heard just about everything. I promise you, nothing you say will offend me.”

So he says “Alright… I´ve always had a fantasy to be kissed by a nun.”

She pauses, then says “Well…. Let´s see what we can do. Are you single?”

“Yes!” he says, excited.

“And are you Catholic?”

“Absolutely!”

She nods “Then pull into that alley.”

He does, and she give him a kiss so passionate it could melt stained glass.

As they drive away, the cabbie starts crying.

The nun gently asks, “My dear child, why are you crying?”

He sniffles and says “Forgive me, Sister… I´ve sinned. I lied. I´m married … and I´m Jewish.”

The nun smiles and says “That´s okay. My name´s Dave and I´m on my way to a Halloween party.” ¨

Osvaldo José Vieira Cabral · UMA GOVERNAÇÃO EM DECLÍNIO

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UMA GOVERNAÇÃO EM DECLÍNIO
A dura verdade da nossa realidade !
UMA GOVERNAÇÃO EM DECLÍNIO
As trapalhadas do Governo Regional têm um padrão comum: nunca temos a certeza como acabam, mas sabemos que vai piorar.
Agora ficamos a saber que a incompetência do governo no processo de privatização da SATA vai custar aos contribuintes açorianos (para já) 3 milhões de euros!
Como todos nos recordamos, o governo anunciou no ano passado, em tom festivo, que a Comissão Europeia tinha autorizado adiar a privatização por mais um ano, mas escondeu dos açorianos o custo deste adiamento, que agora veio a público através da comunicação social.
O Governo dos Açores veio dizer que é um “bom resultado”, como quem goza com os nossos impostos, já de si mal gastos e sem critério.
O pior é que vamos pagar, ainda, os prejuízos dos resultados operacionais da SATA deste ano, que poderão atingir novamente os 50 milhões de euros, quando a gestão já devia estar entregue aos privados.
Mas o maior prejuízo, a meu ver, é político.
Os danos reputacionais que isto está a provocar na governação regional são um desastre.
Os governos do Partido Socialista afundaram-se com a gestão ruinosa da SATA, mas o governo de José Manuel Bolieiro, em vez de aprender com a História, escava ainda mais o buraco ruinoso de toda esta gestão desastrada.
A percepção que fica, em todos os sectores da sociedade, é que estamos a regressar a um passado pior.
Desde 2015, a economia dos Açores foi bafejada pelo maná da liberalização do espaço aéreo (S. Miguel primeiro e depois Terceira). O impacto foi inquestionável.
Desbloqueou-se um nó górdio da economia dos Açores e fez-se manifestar o seu potencial no turismo, catapultado pelos excelentes canais de distribuição das companhias low-cost, EasyJet e Ryanair.
A EasyJet, desde muito cedo, abandonou a rota dos Açores porque não estava disponível para competir com duas companhias públicas, sistematicamente deficitárias e a concorrer de forma desleal, porque os défices eram branqueados pelas autoridades nacionais (Governo da República e Governo Regional dos Açores).
Acresciam os subsídios à Ryanair para fazer rotas que, normalmente, não faria. O mercado estava totalmente distorcido. E continuou a distorcer-se ainda mais com o decorrer dos anos.
Como se não bastasse a distorção inicial, é encetada uma estratégia de recuperação da SATA baseada no crescimento das receitas, o que levou a empresa a intensificar as rotações nos mercados já povoados pelas outras companhias, secando as oportunidades com base em défices crescentes de exploração.
Por outro lado, a estratégia para a privatização foi-se revelando um fracasso mês após mês. Nem a empresa ganhou dinheiro com a estratégia, nem conseguiu criar as condições mínimas para a sua privatização.
Em vez de remediar, a situação foi-se agravando.
Chegados a março de 2026, onze anos depois da liberalização e de um crescimento exponencial do turismo, temos uma crise imensa entre mãos: não se vislumbra um bom desfecho da privatização da SATA Internacional, que é agora penalizada por não ter cumprido as metas fixadas, caminhando para mais perto do cenário da cessação da sua atividade; a SATA está proibida de comprar novos aviões; a TAP está multada por também não ter cumprido a meta da privatização e está impedida de aumentar a sua frota; a Ryanair abandona o mercado dos Açores; o turismo já enfrenta taxas negativas de crescimento; aproxima-se uma época alta totalmente incerta, com oferta de lugares limitada pela saída da Ryanair e pelas contingências da TAP e da SATA.
Voltamos ao passado, sem companhias privadas a voar todo o ano, num cenário ainda mais negro, com as duas companhias públicas limitadas na sua ação.
Como chegamos aqui?
Boa pergunta para um governo em franca degradação, ficando mesmo a dúvida se uma remodelação, lá para depois do Verão, quando os secretários concluírem o PRR, será solução que remenda a coligação.
É que nem a receita do governo centralista de Lisboa valerá alguma coisa: 11 mil euros para maquilhagem e cabeleireiro não dá para camuflar uma governação tão medíocre.
Vamos aguardar pela próxima trapalhada… com barba e cabelo.
Osvaldo Cabral
Fevereiro 2026
(Açoriano Oriental, Diário Insular, Portuguese Times EUA, LusoPress Montreal)