Um sexagenário português que persegue três adolescentes brasileiras,

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«Eu cá queria escrever sobre a sorte que tem a língua portuguesa aqui em Portugal por ter tantos brasileiros a falar a nossa língua. É mais do que uma injecção de vitalidade e de amplitude: é uma segunda vida.
Não é só o português que os brasileiros falam — musical, gracioso, sexy, humorístico, brincalhão, metediço, encantador — mas a maneira como eles vão construindo a língua à medida que falam, como se tivessem vindo do dentista e, estando a passar a anestesia camoniana, se pusessem a explorar a língua e o interior da boca, para ver onde se consegue meter, para descobrir até aonde pode ir.
É a língua portuguesa em liberdade, muito novinha, ainda a decidir o que quer ser.
Mas, como se verá, é difícil para caramba escrever em português. Lembrei-me dos nadadores-salvadores brasileiros que havia na Praia Grande, que ficavam escandalizados com a maneira como os basbaques olhavam para as mulheres. Um deles estava sempre a abanar a cabeça e a protestar: “Isto no Brasil é assédio!”
Saindo anteontem da padaria, dei com três brasileiras que iam para a escola. Iam mesmo à minha frente, de passo apressado, muito bem-dispostas — a rir-se tanto que tinham de parar para deixar escapar o riso.
Mas como é que se podia escrever isto sem parecer assédio? Não podia dizer que fui atrás de três brasileiras ou que segui três brasileiras pela rua abaixo — apesar de ter sido isso que aconteceu.
E eis que surge uma lição que os brasileiros nos ensinaram: só um português teria este problema.
É o eterno problema do “parecer mal”. Um brasileiro acharia graça à possibilidade de um mal-entendido. Um sexagenário português que persegue três adolescentes brasileiras, para mais a pensar em Drummond de Andrade e em Cesariny, é bom demais para ser desperdiçado.
Não é só a língua que falamos que agradece, mas é importantíssimo: considero cada brasileirismo que apanhei não só como uma honra, mas como uma prova de abertura e de flexibilidade.»
[Miguel Esteves Cardoso, “Público”, 19/11/2023]
Eram três brasileiras e um português
PUBLICO.PT
Eram três brasileiras e um português
Considero cada brasileirismo que apanhei não só como uma honra, mas como uma prova de abertura e de flexibilidade.
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As palavras de António Guterres

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As palavras de António Guterres acerca do ataque do Hamas a Israel, lembrando que o pavoroso assalto de 7 de outubro não surgiu do nada, talvez não tenham sido ditas na melhor altura, mas o secretário-geral das Nações Unidas teve razão. O ódio não acumula indefinidamente, porque um dia as costuras que o detêm rebentam, e aí é como uma explosão imprevista — como foi o caso — que é muito pior do que uma fuga progressiva. Se formos atrás no tempo, vemos que a História dá sempre razão a António Guterres, e os argumentos de Israel só são aceites no calor imediatamente a seguir à deflagração, porque depois perdem o sentido. Um povo, o palestiniano, está oprimido dentro de estreitos limites, não tem independência nem liberdade de movimentos, não tem as condições que têm os israelitas, as suas terras são ocupadas, os acessos à sua pátria são controlados por Israel, o seu local mais sagrado é controlado por Israel, a Palestina não existe como nação enquanto Israel tem direito ao convívio das nações. Tudo isto não é novo, e faz lembrar inúmeros momentos ao longo da História que culminaram em violência mortífera, assassina, devastadora e enchumbada de ódio. Podemos começar pela Revolução Francesa. O povo francês estava nas mesmas condições perante a nobreza e o clero da França. O ódio rebentou em força, eclodiu o governo do Terror, milhares de pessoas foram executadas sumariamente, frades e freiras eram esventrados, os nobres fugiam, o rei e a rainha foram decapitados, os dirigentes políticos radicais fomentavam as denúncias e os assassinatos, até os pacíficos neutrais eram perseguidos e mortos, quiseram aniquilar a religião, arrasar o passado, e até destruir o calendário. Os países europeus ficaram chocados com o que se passava em França, parecia que tinha enlouquecido, e trataram de fazer guerra contra ela. O mesmo se passou em Angola, cujo desejo de libertação das populações autóctones levou aos massacres horrorosos de março de 1961 por parte de organizações que foram obrigadas a recorrer ao terrorismo. Os argumentos do governo português, na altura, foram iguais aos do governo israelita da agora, mas nós, se demos razão no calor do momento, já não damos razão aos argumentos do governo de Salazar. A revolução russa de 1917 teve as mesmas causas: um povo miserável era explorado até à ínfima migalha, morria de fome e de frio, enquanto os terratenentes viviam na abastança. Como não haver uma revolta? Como não rebentar uma reação violentíssima quando já não se aguenta mais nem se tem nada a perder porque tudo foi roubado? Não seria humano se tal não acontecesse. No século I, no tempo de Nero, eclodiu uma grave sublevação da Britânia contra os romanos ocupantes que os exploravam e escravizavam. Nos motins, os britânicos (celtas, não confundir com os britânicos de agora) entraram em duas cidades da grande ilha ocupadas pelos romanos (colonatos) e passaram os habitantes a fio de espada após os torturarem com os mais tenebrosos requintes de crueldade (como fez o Hamas). Os romanos vieram dizer que os revoltosos eram monstros e mereciam a morte, prometendo vingança. Cumprindo a promessa, trataram de os massacrar e de vender os sobreviventes no mercado de escravos. Os índios da América do Norte eram apelidados de selvagens porque torturavam e matavam os brancos, mas os brancos não se davam ao trabalho de entender que os índios faziam isso por ódio a quem lhes roubava a terra e todos os meios de sobrevivência. Basta percorrer a História para vermos que António Guterres só não escolheu o momento certo para dizer a verdade, embora a verdade não tenha momento, porque é absoluta. Talvez não tenha sido politicamente correto.
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João Nuno Azambuja

O caso da revolta britânica foi tão grave que o imperador Nero ponderou seriamente mandar retirar da Bretanha (ou Britânia, para não confundir com a posterior Bretanha francesa).

Chumbo do Orçamento deixará Açores num “limbo” – Açoriano Oriental

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O vice-presidente do Governo Regional avisou que um chumbo do Orçamento para 2024 vai colocar os Açores num “limbo”, uma vez que vai travar o aumento dos apoios sociais e a construção de moradias para habitação.

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VELHA EU?????

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Roubado algures
“Velha, eu…?
Colegas de Liceu
Já lhe aconteceu, ao olhar para pessoas da sua idade, pensar: não posso estar assim tão velho(a) ?!!!!
Veja o que conta uma amiga:
– Estava sentada na sala de espera para a minha primeira consulta com um novo dentista, quando observei que o seu diploma estava exposto na parede.
Estava escrito o seu nome e, de repente, recordei-me de um moreno alto, que tinha esse mesmo nome.
Era da minha turma do Liceu, uns 40 anos atrás, e eu perguntei-me: poderia ser o mesmo rapaz por quem eu tinha me apaixonado à época?
Quando entrei na sala de atendimento, imediatamente afastei esse pensamento do meu espírito. Este homem grisalho, quase calvo, gordo, com um rosto marcado, profundamente enrugado… era demasiadamente velho para ter sido a minha paixão secreta.
Homem mais velho do mundo revela receita para passar dos cem | Jovem Pan
Depois de ele ter examinado o meu dente, perguntei-lhe se ele tinha estudado no Colégio D. Duarte.
– Sim, respondeu-me.
– Quando se formou?, perguntei.
– 1970. Por que pergunta?, respondeu.
– É que… bem… o senhor era da minha turma !, exclamei eu.
E então, este velho horrível, cretino, careca, barrigudo, flácido, filho de uma pu*a, lazarento perguntou-me:
– A Sra. era professora de quê?”
Retrato De Uma Mulher Feliz Idosa 75-80 Anos Velha Foto de Stock - Imagem  de idoso, older: 114996664
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Bela Gallhos assinala importância da luta pelo reconhecimento dos direitos femininos – DILIGENTE

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Sistema patriarcal, preconceitos contra as mulheres, ausência de conversas sobre a igualdade de género foram alguns dos temas abordados durante a conversa entre jovens e a ativista. No sábado passado, dia 18 de novembro, na sala de leitura Xanana Gusmão, […]

Source: Bela Gallhos assinala importância da luta pelo reconhecimento dos direitos femininos – DILIGENTE

SATA 1963

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Em 1963, viajei neste avião do “Aerovacas”, em São Miguel, para Santa Maria, penso que aos comandos do Comandante Carpinteiro.
O estado do tempo era péssimo e as orográficas do Monte Escuro com vento do quadrante sul fizeram-me levar vários beliscões da minha mãe quando me recusava a rezar com ela.
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José António Martins Goulart

Fiz o meu baptismo de voo no mesmo avião, no mesmo ano (Julho de 1963), também pilotado pelo saudoso Comandante Carpinteiro. Felizmente, não havia vento nem uma nuvem no céu. E, tal como acima referiu o estimado amigo Pierre, fui obrigado a saltar para…

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Ministério propõe vinculação dos professores das escolas portuguesas no estrangeiro – Observador

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Ministério da Educação apresentou aos sindicatos proposta que permitirá vincular todos os professores que dão aulas nas escolas portuguesas no estrangeiro, naquela que pode ser a última ronda negocial

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Bienal de Luanda arranca na quarta-feira para promover cultura de paz em África – Primeiro diário caboverdiano em linha – A SEMANA

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Source: Bienal de Luanda arranca na quarta-feira para promover cultura de paz em África – Primeiro diário caboverdiano em linha – A SEMANA

Macau vai lançar campanha com pacotes subsidiados para atrair mais visitantes – Turisver

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O chefe do Governo de Macau, Ho lat Seng avançou na passada semana, na Assembleia Legislativa, que Macau vai lançar uma campanha subsidiando pacotes que incluem bilhetes de avião, alojamento hoteleiro e bilhetes para espetáculos, de forma a atrair mais visitantes estrangeiros. Uma campanha, que surge a propósito do 25.º…

Source: Macau vai lançar campanha com pacotes subsidiados para atrair mais visitantes – Turisver