Descobertas as causas do colapso da Dinastia Qing. Foram três (e ameaçam algumas nações) – ZAP Notícias

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Um novo estudo permitiu identificar as razões que estiveram por trás da poderosa Dinastia Qing, a última dinastia imperial da China. Um estudo realizado por uma equipa internacional liderada por Georg Orlandi e Peter Turchin, investigadores do Complexity Science Hub, oferece novas perspetivas sobre o colapso da Dinastia Qing em 1912. Na década de 1820, a China era a maior economia do mundo, representando quase 33% do PIB global do planeta. Mas, após mais de 250 anos no poder, a Dinastia Qing que então reinava na China enfrentou um declínio devastador. Ler também: O pirata mais bem sucedido do mundo

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Engenheiros estão a construir a primeira ponte sobre um glaciar rochoso em movimento – ZAP Notícias

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Numa iniciativa pioneira, uma equipa de engenheiros iniciou a construção da primeira ponte do mundo sobre um glaciar rochoso em movimento, no Parque Nacional de Denali, no Alasca. É a primeira ponte do mundo sobre terras em movimento, e vai ser construída no Pretty Rocks Landslide, uma área de deslizamento de terra localizada na estrada do Parque Nacional de Denali, no Alasca, Estados Unidos. O local é conhecido por ter um terreno instável e em constante movimento, o que leva a desafios na manutenção da estrada que o atravessa e na segurança dos visitantes e trabalhadores do parque. As terras

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“O colapso climático começou”. Abril pode ser o novo agosto – ZAP Notícias

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António Guterres, alertou, esta quarta-feira, que “o colapso climático começou”, numa reação ao anúncio do verão deste ano como o mais quente de sempre, no Hemisfério Norte. “O clima está a implodir mais depressa do que conseguimos aguentar”. António Guterres, deixou o alerta: “o colapso climático começou”. Foi a reação do secretário-geral da ONU ao anúncio de 2023 como o verão mais quente de sempre, no Hemisfério Norte. “Os cientistas há muito que alertaram para as consequências da nossa dependência dos combustíveis fósseis”, disse Guterres, citado pela agência francesa AFP. Ler também: Esqueça o aquecimento global. Começou a era da

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A LEI DA DROGA

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A última façanha do Tribunal Constitucional português em relação aos Açores , e num sentido mais lato, às duas autonomias insulares, foi materializada na recusa absoluta em não atender às reclamações oriundas dos Açores e da Madeira, e, dessa forma, ter validado a chamada lei da droga.
Esta decisão vem na sequência de muitas outras – a lei da gestão do mar açoriano, p. ex. – e não é novidade para ninguém que esse Tribunal – eminentemente político – existe, não para defender os interesses dos Açores e do Povo Açoriano, mas sim os interesses de Portugal e dos portugueses continentais.
Sempre foi assim e sempre assim será, enquanto não houver um verdadeiro sismo político com epicentro nos Açores.
Como é do conhecimento geral, este tipo de tribunais – guardiões das Constituições – são habitualmente muito conservadores e, no caso do TC português, chegam a ser reacionários e não perdem a oportunidade para xingarem nos nossos direitos históricos e políticos, lavrando sentenças e pareceres altamente restritivos.
Cortam sempre para o lado do dono…
Mas se é assim, será que a culpa é do TC e dos senhores meritíssimos juízes?
Vejamos o seguinte : o Tribunal Constitucional é um orgão de soberania e é constituído por 13 elementos,- juízes conselheiros – sendo 10 nomeados pela AR e os outros três cooptados entre aqueles..
Actualmente desses 13 juízes , 6 foram indicados e/ou cooptados pelo PSD; 4 pelo PS, 1 pelo PCP, 1 Independente e o 13ª cadeira está por ora vaga.
Como vêm o que ressalta nesta composição é o seu caracter político e partidário, e por esse prisma, este Tribunal decide de acordo, não só com a CRP, mas também de acordo com a maioria qualificada e negociada na AR.
Quando lemos e ouvimos por aí um clamor contra as malfeitorias do TC, devemos questionar se essas posições são genuínas ou meramente oportunistas e circunstanciais?
Se o TC invariavelmente decide contra as regiões autónomas, alegando para o efeito alguns conceitos abstractos a favor da soberania portuguesa, porque é que a comunidade política nos Açores – orgãos de governo próprio (ALRAA e governo) e as delegações locais dos partidos portugueses – não recorrem a outros meios legais, inclusive internacionais, para contestar? Porque é que as extensões locais dos partidos portugueses maioritários, em especial o PS e o PSD, que sozinhos têm maioria qualificada, quer na AR, quer na ALRAA, não convencem os dirigentes nacionais desses partidos a mudar a Constituição o mais rapidamente possível, afim de eliminar essas zonas cinzentas ? E caso as pretensões e reivindicações açorianas não sejam satisfeitas e atendidas- o que acontece com muita frequência – porque é que as delegações regionais desses partidos não cortem definitivamente o seu cordão umbilical com o partido- pai? Porque é que os deputados açorianos na AR não mexem uma palha para modificar este statu quo, e, ao invés, se sujeitam à disciplina e obediência aos seus chefes do Continente?
De nada vale vir para a comunicação social, como foram os senhores presidentes das assembleias legislativas regionais, assim como governantes e partidos, se não forem consequentes com aquilo que dizem defender.
Enquanto os açorianos votarem nos partidos portugueses; votarem maioritariamente para o PR em funções ou partilharem entre si os lugares na AR dos mesmos partidos que mandam na Constituição, tudo continuará na mesma.
Daqui conclui-se que a haver culpa desses vetos ou dessas leituras restritivas da CRP, por parte do Tribunal Constitucional, a culpa não é deste, mas sim da nossa comunidade politica – partidos e orgãos de governo próprio – e num sentido mais lato, a culpa é de todos os Açorianos que querem continuar a ser portuguesas de segunda…
@ Ryc
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ORWELL E H G WELLS

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“O que Orwell temia eram aqueles que proibissem os livros.
O que Huxley temia era que não houvesse razão para proibir um livro, pois não haveria ninguém que quisesse lê-lo.
Orwell temia aqueles que nos privariam de informações.
Huxley temia aqueles que nos dariam tanto que seríamos reduzidos à passividade e ao egoísmo.
Orwell temia que a verdade nos fosse escondida.
Huxley temia que a verdade fosse afogada num mar de irrelevância.
Orwell temia que nos tornássemos uma cultura cativa.
Huxley temia que nos tornássemos uma cultura trivial.
Como Huxley observou em Admirável Mundo Novo Revisitado, os libertários civis e os racionalistas que estão sempre alertas para se oporem à tirania “não levaram em conta o apetite quase infinito do homem por distrações”.
“Em 1984”, acrescentou Huxley, “as pessoas são controladas infligindo dor. No Admirável Mundo Novo, elas são controladas infligindo prazer.” Em suma, Orwell temia que aquilo que odiamos nos arruinasse. Huxley temia que aquilo que amamos nos arruinasse.”
Neil Postman (Livro: Divertindo-nos até a Morte https://amzn.to/3OTfAfr) (Arte: Colagem de Joe Webb)

escandaloso: nomeacoes-polemicas-nos-museus-e-bibliotecas.pdf

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escandaloso (devia ser escanDOLOSO) como despediram o JORGE CUNHA NA GRACIOSA E O JOÃO TRINDADE REIS DOS SANTOS EM SANTA MARIA

 

O Café Literário de Florença Jaime Rocha

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O Café Literário de Florença
Jaime Rocha
23 de agosto a 5 de setembro de 2023 JORNALDELETRAS
O mês de setembro de 1995 ia a meio e encontrava-me no café literário de Florença, o Giubbe Rosse, que tinha tido um cliente muito especial, o escritor Italo Calvino que ali se deslocava de bicicleta todos os dias para tomar café e ler o jornal. Costumava sentar-se na mesa junto a uma parede onde estava pendurado um quadro do escritor. Há um mês que ia ali todas as manhãs para dar uma vista de olhos aos jornais estrangeiros, o El País, o Guardian e o Libération. Nesse dia, uma manhã de chuva intensa, a minha mesa estava ocupada por um indivíduo já um pouco grisalho, de sobretudo, que olhava fixamente para o retrato de Calvino. Poderia muito bem ser uma das personagens do escritor saída das “Cidades Invisíveis” ou de “Palomar”. Reparei que havia também uma fotografia de Eugenio Montale, mas o indivíduo não ligava.
– Bom dia, disse eu, posso sentar-me, é que é precisamente nesta mesa que eu me sento todas as manhãs.
O homem fez um sinal de assentimento e continuou a contemplar a fotografia, Calvino com uma gabardina e uns óculos graduados, agarrado à sua bicicleta, encostado a um candeeiro de rua, junto ao café. Ficámos calados durante uma hora, eu tinha acabado de ler os jornais, até que ele decidiu quebrar o silêncio.
– Sabe, eu esqueci-me de tudo, de quem sou, de onde venho, não tenho uma história de vida.
– Então, não diga isso, todos nós temos uma história, um passado.
– Eu não me lembro do meu, de nada mesmo, nem onde nasci, nem onde vivi até hoje.
– Não pode ser, deve haver uma razão para estar aqui hoje neste café.
– Não, nada, hoje cheguei aqui de manhã e sem que nada o fizesse prever perdi a memória, não me lembro de nada a não ser estar aqui sentado e não percebo porquê, nem para que efeito, não sei mesmo como vim aqui parar.
– Então, veio ler os jornais como todos nós fazemos.
– Não, olhei para eles e verifiquei que não reconheço as letras, perdi também essa faculdade.
– Bem, não sei se acredito no que me está a dizer, essas coisas não acontecem assim de um momento para o outro, já viajei por muitos países, da Europa à Asia e à América Latina e nunca fui confrontado com uma situação semelhante, as pessoas esquecem o que não lhes convém, atitudes menos felizes e traições que levaram a acabo, mas o resto fica gravado para sempre e depois a memória não funciona desse modo, primeiro vamos esquecendo os nomes, as terras, as chaves de casa, os óculos, os livros que lemos e só depois nos esquecemos de almoçar.
O empregado de mesa aproximou-se com uma bandeja já cheia de louça usada e levantou as chávenas de café.
– Então, senhor Calvino, já se lembra onde mora?
Fiquei boquiaberto, não podia tratar-se, de modo nenhum, do escritor que tanto admirava, sabia que ele já tinha morrido, cheguei mesmo a visitar o túmulo dele em Siena, aliás, neste dia em que me encontrava no Giubbe Rosse a ler os jornais, 19 de setembro de 1995, fazia anos que Calvino falecera, precisamente 10 anos. Questionei o empregado sobre a identidade daquele inesperado cliente, embora usasse uma gabardina e uns óculos idênticos ao que se via na fotografia do escritor.
– É o próprio, disse o empregado, o senhor Italo Calvino, há anos que vem aqui, esteve um mês fora, acho que num congresso de escritores em Havana, mas está de volta e digo-lhe mais, está a escrever um livro que se irá chamar, disse-me ele “Se Numa Noite de Inverno Um Viajante”. Só que agora anda desmemoriado.
O empregado tinha um bigode fininho que tentava tapar uma falha no lábio e uma tatuagem na mão esquerda. Fiquei nervoso, quase incapaz de reagir, confundido comigo mesmo, a pensar se não terei feito confusão com Ignazio Silone, com Pirandello ou com outro escritor italiano, com Cesare Pavese.
Terei estado mesmo em Siena? Lembro-me de ter visitado o túmulo de Dante em Ravenna, de ter andado pelas igrejas que Stendhal visitou em Florença, de percorrer os sítios no Golfo dos Poetas onde viveram Shelley e Byron, de ter visitado inclusive a casa onde Dostoievsky escreveu “O Idiota”. Mas ia jurar que estive em frente ao túmulo de Italo Calvino, se a memória não me atraiçoa. Enchi-me de coragem, não tinha nada a perder, mas fi-lo com a plena consciência de estar a entrar num jogo, sem cinismo, sem qualquer certeza de que estivesse a fazer o que devia naquele momento. Aquele inesperado cliente era digno de todo o meu respeito, nem por um segundo me veio ao pensamento de que seria um louco, um lunático, alguém com dupla personalidade ou com um ego do tamanho da Itália. Fixei-o com um olhar vagamente entusiasmado e perguntei-lhe:
– O senhor é mesmo o escritor Italo Calvino?
– Não me lembro, respondeu.
– Mas ele já morreu.
– Não me lembro, já lhe disse que hoje de manhã ao entrar aqui a memória varreu-se-me, mas posso dizer-lhe isto que escrevi :“Não me lembro dos dias, relembrar uma coisa significa vê-la pela primeira vez, todo o problema da vida é este, como romper com a própria solidão, como caminhar com os outros, sofrer não serve para nada, a bondade que nasce do cansaço de sofrer é um horror pior do que o sofrimento, a riqueza da vida permanece nas recordações de que nos esquecemos”.
– Mas senhor Calvino, essas palavras que disse não são suas, foi o senhor Cesare Pavese quem as escreveu.
– Não me interrompa, isso não sei, ando a tentar lembrar-me e vou dizer-lhe outra coisa, estou ocupado, não posso agora atendê-lo.
– Ocupado com quê?
– Estou à espera.
– De quem?
– Estou a dizer-lhe que estou ocupado nesta espera, o pior que pode acontecer é não ter nada para esperar
Calei-me, pensei se seria melhor ir-me embora ou fazer como ele, esperar, ficar ocupado numa espera de qualquer coisa, de alguém, só que estava sozinho em Florença, fora lá para visitar a Ponte Velha e passear à beira do Arno, nada mais. De repente, o inesperado cliente, fosse Calvino ele mesmo ou não, começou a questionar-me.
– E você, que faz em Florença?
– Vim ver os Ufizzi, respondi para que ele me visse como um turista.
– Pois é, não me recordo. E esse livro que tem aí consigo?
– Qual, este?
– Sim, esse, “Por Que Ler os Clássicos”.
– Então, é do senhor Italo Calvino, o escritor.
Não queria acreditar, o indivíduo compôs a gabardina, trocou de óculos, pusera agora uns iguais aos da fotografia do escritor e a cor da gabardina, era a mesma, com o mesmo vinco nas costas, a gola coçada e um jornal no bolso, o mesmo jornal que estava na fotografia, uma edição do La Reppublica. Era magro e alto, andava como ele. Acendeu um cigarro, os mesmos gestos, o mesmo sorriso do escritor. Da porta surgiu o empregado, trazia uma bicicleta.
– Aqui está, senhor Calvino.
– Até amanhã Roggerio, vou para casa escrever.
O empregado aproximou-se da minha mesa, limpou-a com um pano e disse, sorridente:
– Este Calvino é um génio, o melhor que temos em Itália.
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