Lavagem de dinheiro entre TAP e Sonangol: comissão ilegal investigada pelo MP – ZAP Notícias

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  Comissão de 2,5 milhões de euros em contrato entre TAP e Sonair incluem uma transferência de 530 mil euros para a conta do filho do administrador da Sonangol, detentora da Sonair. Alegadas comissões indevidas, no valor aproximado de 2,5 milhões de euros, associadas a um contrato entre a Sonair, uma empresa aérea controlada pela Sonangol, e a TAP terão sido movimentadas em 2008, de acordo com o Ministério Público (MP), que iniciou um inquérito em 2022. Um ex-administrador da Sonangol, Luís Ferreira do Nascimento José Maria, está a ser investigado por conduzir o negócio entre as duas empresas e

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JANTAR AO ALMOÇO

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A antiga hora do jantar

Os nomes das refeições, a norte do Minho, são muito familiares — e bem capazes de baralhar um português.

Marco Neves

Mar 31

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Foto de Jonathan Borba em Unsplash

Se formos até à Galiza e alguém nos convidar para jantar (usando a palavra com a pronúncia galega, que será algo como «xantar»), convém confirmar muito bem as horas. É provável que o galego ou a galega esteja a pensar no nosso almoço.

Por lá, o «almorzo»/«almoço» é a primeira refeição, que por cá chamamos «pequeno-almoço».

Já o «xantar»/«jantar» é por volta das duas da tarde… É o nosso almoço, com a diferença de ser um pouco mais tarde.

A «cea»/«ceia» é a refeição que tomamos ao final do dia — não estou a falar da «ceia» à portuguesa, uma refeição leve antes de dormir; estou mesmo a falar do jantar. No fundo, a ceia galega é como a Última Ceia de Jesus e dos Apóstolos: na verdade, é um jantar.

Olhemos agora para a maneira como os galegos escrevem a palavra «jantar» (que é o almoço — isto, para um português, é de dar a volta à cabeça)…

A ortografia oficial do galego propõe a forma «xantar». Este <x> representa a consoante que por cá representamos, na maioria das vezes, com um <ch>. Muitas palavras que, em português, são escritas com <j> ou com <g> (antes de <e> ou <i>) aparecem grafadas com <x> nos textos galegos. Isto acontece porque, a norte do Minho, não há distinção entre as consoantes das nossas palavras «chá» e «já». É por isso que um texto galego (na ortografia oficial) nos parece português com muito X lá pelo meio.

Em português, o som representado por <j> e o som representado por <ch> são muito parecidos: a língua está na mesma posição e o som passa como uma corrente de ar turbulenta. Tecnicamente, são consoantes fricativas palatais. A diferença entre os dois sons é esta: no caso da consoante de «já», as cordas vocais vibram; no caso de «chá», não vibram. O <j> português representa uma consoante sonora; o <ch> representa uma consoante surda. Estamos perante dois fonemas diferentes, que permitem distinguir significados — e esta diferença está apenas na vibração ou não vibração das cordas vocais.

Os reintegracionistas galegos, que defendem para o galego uma ortografia mais próxima da portuguesa, escrevem «jantar» (tal como também escrevem «almoço» e «ceia»). Note-se que, apesar desta diferença, jantam à mesma hora que os outros galegos e, na oralidade, também não distinguem os dois sons. Será estranho? Ora, é uma distinção gráfica sem reflexo na oralidade, tal como acontece, em português, com o <ss> e o <ç>, que representam o mesmo som. A ortografia mantém uma distinção que grande parte dos falantes já não faz na oralidade… Na Galiza, os reintegracionistas mantêm esta distinção gráfica para ligar a ortografia galega à ortografia portuguesa — para eles, galego e português são duas formas da mesma língua.

Se são a mesma língua ou não é discussão que preocupa muitos galegos, mas não aquece nem arrefece a grande maioria dos portugueses. Mas é inegável: o português e o galego estão muito próximos — então se olharmos para os usos populares, não podemos deixar de reconhecer que estão intimamente ligados.

Afinal — e voltando ao jantar que afinal é almoço — é fácil encontrar portugueses que se lembram de ouvir chamar «jantar» ao almoço e «ceia» ao jantar. Aliás, encontramos portugueses que ainda usam esses termos com o significado antigo (ou galego). Se não é esse o uso no português-padrão, é um significado que sobreviveu muito tempo nos usos populares da língua. Uma vez por outra, olhar para norte da fronteira lembra-nos a nossa língua na boca dos nossos avós.

Para terminar, deixo um vídeo que gravei há umas semanas:

Obrigado por ler a página Certas Palavras. Se desejar, pode ficar a conhecer os livros que publiquei e os programas em que participo.

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1 de abril, le poisson d’avril

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1.       469.1. dia de enganos, abr 1, 1976 dia de enganos (abril 1976)

 

nesse dia acordou irritado

logo por azar estremunhado

notaria a seu lado

a mulher

morta há dez anos

os ossos espalhados pela cama

pressupunham aqui e além

um certo descuido

mas que diabo!

voltou-se para a janela

tentando adormecer uma vez mais

invariavelmente o fazia em dias como aquele

então

atiraram a bola à vidraça

o quarto ficou estrelado

mil sóis recortavam-se no ladrilhado

esforçou-se por manter a calma

ocultou a face no travesseiro

agarrou a almofada

freneticamente

num esgar sensual

ao longe tiniam campainhas

não havia dúvida iria ser um dia mau

decidiu-se a folhear o matutino

recusou-se a acreditar

limpou os óculos

estava lá sem engano possível

em título de caixa alta

em editoriais se consagrava

o sonho supremo da humanidade

por decreto presidencial

dum senhor que ninguém elegera

ia ser promulgada e publicada

no diário da governação

com força institucional

A  D E M O – C R A – C I A

em termos mui solenes o governo advertia

dentro de 24 horas em cerimónia apropriada

nascia a democracia

e zás! nem quis ligar a televisão

quieto e calado tresleu

era demais!

violento choque!

democraticamente

sem se dar conta

caiu para o lado com um baque surdo

morreu na cama e em jejum

democrata de nascença.


1.       469.2.  le poisson d’avril, abr 1, 1976 le poisson d’avril (abril 1976)

 

hoje, todos os jornais cumpriram

nem uma só mentira se imprimiu

era a verdade toda

a do sonho não vivido

talvez possível em letras garrafais

  • HOJE DIA NACIONAL DE ENGANOS É LÍCITO DIZER A VERDADE – proclamava o editorial a duas colunas

no canto esquerdo páginas quinze

era minha a foto e o nome

nem me impressionou!

ri mesmo com desprendimento

negra cruz encimava frontispício

dizeres os do costume

a missa presente no corpo do finado

hora a habitual na residência

o féretro sairia para jazigo familiar

(lembram-se de cada!

claro que me importei

quando o padre disse

que ELE me chamara à sua presença)

todos compungidos choravam rezas e eulogias

vestiam negro exceto as flores

e as palavras vazias

adivinhei um sorriso dissimulado

nos lábios da viúva

andei por aqui e ali ouvindo este e aquele

pediam à minha alma que os libertasse

queriam alívio

disfarcei-me por entre sombrias colunatas e fugi

(ainda hoje me procuram!)

 

Encontrados crânio e dentes de Émile. Criança de dois anos estava desaparecida há oito meses em França – Mundo – Correio da Manhã

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Acessos à aldeia estão bloqueados para a realização de perícias mais aprofundadas.

Source: Encontrados crânio e dentes de Émile. Criança de dois anos estava desaparecida há oito meses em França – Mundo – Correio da Manhã

Capitão do Exército detido por ameaçar funcionário com arma em posto de combustível em Lisboa – Portugal – Correio da Manhã

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Suspeito abandonou o local a pé, mas foi intercetado nas imediações.

Source: Capitão do Exército detido por ameaçar funcionário com arma em posto de combustível em Lisboa – Portugal – Correio da Manhã

coliseu e pirãmides

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Roman Empire 

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IF THE ROMANS WANTED TO BUILD THE GREAT PYRAMID
In the 1st century, the Romans built the “Coliseum”, or Flavian amphitheater. Its construction was started by Vespasien in 72 after J. -C. and inaugurated by Titus in 80 after J. -C. It then underwent other modifications under the Roman Empire. Later, he underwent new modifications under the Domitian empire, circa 90 after J. -C.
When the Romans built the Colosseum, they had much greater labor (thanks to slaves) and economic resources than those of the ancient kingdom of Egypt. Furthermore, the Romans were known all over the world for their exceptional construction skills. Roman roads, bridges, aqueducts they created, to name a few, not only still exist today, but in many cases, they are still in perfect working order.
The Romans knew the use of the wheel for transportation, they used carts pulled by sturdy oxen (which reduced the labor of workers), they knew iron to cut and polish stone blocks, they knew cranes, pulleys and many other technical systems and Architects that were not in the possession of the Old Empire at the time the Great Pyramid was supposed to be built.
The Romans also had an asset up their sleeve: they knew the use of arches in architecture, which allowed them to erect multi-story buildings with some ease, thus saving time, material, and labor. Theoretically, between the Romans and the Egyptians of the Ancient Empire, “there should be no match” regarding the ability to build megalithic structures. Roman engineers had an advantage over the Egyptians in every respect.
What do we see if we compare the construction of the Colosseum with that of the Great Pyramid? The Colosseum is much smaller than the Great Pyramid. The Colosseum is an elliptical structure, with a maximum width of 189 meters and a minimum width of 156 meters. The arena, also elliptical, measures 87 meters long and 55 meters wide. Given the maximum height of 55 meters, the total volume of the Colosseum is about 1,320,000 cubic meters. But as it is an amphitheater, unlike the pyramid, the Colosseum is largely empty inside. The volume of the single constructed section is therefore much smaller than the total volume, of 0.1 million cubic meters. Its built section was built with approximately 100,000 cubic meters of travertine, for a total weight of approximately 275,000 tons. The maximum weight of each travertine block used for the Colosseum is about 1 ton, while others are smaller. So it can be said that on average, at least 300,000 blocks were used.
The Great Pyramid is 26 times the volume of the Colosseum, and weighs approximately 21 times the volume. Roman technology was about 3,000 years ahead of the Egyptians, and about 100,000 slaves were employed to build the Colosseum (10 times more labor than what was supposed to have been used for the Great Pyramid). Nevertheless, it took the Romans 8 years to build the Colosseum, and 18 years in total to complete it as we know it. And the construction of the Great Pyramid of Giza is not even remotely comparable to that of the Colosseum.
This means that with the same energy used to build the Colosseum, if the Romans wanted to build the Great Pyramid, it would have taken between 184 and 400 years. If the Romans had been deprived of the use of wheels, carts pulled by oxen, cranes, pulleys, iron and everything they owned that the Egyptians did not, the glorious Romans probably would not have been able to build the Great Pyramid of Giza. So it is clear that no pharaoh could have built the Great Pyramid of his life. It’s a project that, given the technology available at the distant time it was built, probably would have taken several generations to complete.
If the Romans couldn’t build the Great Pyramid in 40 years, then no people of the past we know of could. So who built these ? And when ?
May be an image of the Great Sphinx of Giza and text
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