orca pigmeia

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Primeiro avistamento nos Açores da Orca-Pigmeia (Faresa attenuata)!

ENG: In the North Coast of São Miguel Island, Azores, history was made on 20/06/2024: the
first-ever sighting of the poorly known Pygmy Killer Whale (Feresa attenuata). To our
knowledge, this is the first official sighting of this species in the Azores. This
monumental discovery, achieved by the extraordinary efforts of menbers of Picos de
Aventura: Skipper Natalia Pérez, Biologist Fátima Pérez-Neira, and Lookout Milton
Pedro, raises new questions about our understanding of this enigmatic species’
distribution and behavior. As ocean temperatures continue to rise maybe this warm
water species will become more and more frequent, emphasizing the critical need for
ongoing research. This sighting of pygmy killer whales has raised the cetacean
diversity around the Azores to 29 species, accounting for nearly one-third of all known
cetacean species worldwide.
Our dedicated team at Picos de Aventura is already preparing to officially report this
sighting to the scientific community.
PT: No dia 20/06/2024, na costa norte da Ilha de São Miguel, nos Açores, fez-se história: o
primeiro avistamento de sempre da enigmática orca-Pigmeia (Feresa attenuata). Este é
o primeiro avistamento oficial desta espécie nos Açores. Esta descoberta monumental,
presenciada pela equipa da Picos de Aventura: Skipper Natalia Pérez, a Bióloga Fátima
Pérez-Neira e o Vigia Milton Pedro, levanta novas questões sobre a nossa compreensão
relativamente a distribuição e comportamento desta espécie enigmática. À medida que
as temperaturas dos oceanos continuam a subir, talvez esta espécie de águas quentes se
torne cada vez mais frequente, levantando assim, a necessidade crítica de uma
investigaçao mais aprofundada. Este avistamento da Orca-Pigmeia elevou a diversidade
de cetáceos nos Açores para 29 espécies, representando quase um terço de todas as
espécies conhecidas de cetáceos no mundo. A nossa equipa de biologos da Picos de
Aventura já está a adiantar uma publicaçao para divulgar esta avistamento épico à
comunidade cientifica.
📸Natália Pérez
No photo description available.

ENG: In the North Coast of São Miguel Island, Azores, history was made on 20/06/2024: the
first-ever sighting of the poorly known Pygmy Killer Whale (Feresa attenuata). To our
knowledge, this is the first official sighting of this species in the Azores. This
monumental discovery, achieved by the extraordinary efforts of menbers of Picos de
Aventura: Skipper Natalia Pérez, Biologist Fátima Pérez-Neira, and Lookout Milton
Pedro, raises new questions about our understanding of this enigmatic species’
distribution and behavior. As ocean temperatures continue to rise maybe this warm
water species will become more and more frequent, emphasizing the critical need for
ongoing research. This sighting of pygmy killer whales has raised the cetacean
diversity around the Azores to 29 species, accounting for nearly one-third of all known
cetacean species worldwide.
Our dedicated team at Picos de Aventura is already preparing to officially report this
sighting to the scientific community.
PT: No dia 20/06/2024, na costa norte da Ilha de São Miguel, nos Açores, fez-se história: o
primeiro avistamento de sempre da enigmática orca-Pigmeia (Feresa attenuata). Este é
o primeiro avistamento oficial desta espécie nos Açores. Esta descoberta monumental,
presenciada pela equipa da Picos de Aventura: Skipper Natalia Pérez, a Bióloga Fátima
Pérez-Neira e o Vigia Milton Pedro, levanta novas questões sobre a nossa compreensão
relativamente a distribuição e comportamento desta espécie enigmática. À medida que
as temperaturas dos oceanos continuam a subir, talvez esta espécie de águas quentes se
torne cada vez mais frequente, levantando assim, a necessidade crítica de uma
investigaçao mais aprofundada. Este avistamento da Orca-Pigmeia elevou a diversidade
de cetáceos nos Açores para 29 espécies, representando quase um terço de todas as
espécies conhecidas de cetáceos no mundo. A nossa equipa de biologos da Picos de
Aventura já está a adiantar uma publicaçao para divulgar esta avistamento épico à
comunidade cientifica.
📸Natália Pérez

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Hobbyhorse

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Hobbyhorse enthusiasts trot to Finland for championships.
Straddle a wooden stick decorated with a pretend, but laboriously decorated, horse’s head and off you go as if you were riding a real horse. Hobby horsing is an unofficial sport but one that is taken very seriously by thousands of enthusiasts around the world.

OSVALDO CABRAl, covid

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Começam a soar as campainhas de alarme sobre a eventualidade de estarmos perante um novo surto de Covid-19.
Os sinais já decorrem há muitas semanas, mas parece que, nos últimos dias, a situação piorou.
As autoridades sanitárias andam, estranhamente, em silêncio, mas já era tempo de, sem alarmes, começarem a preparar a população para os ajuntamentos de Verão, tomando as devidas precauções.
Esta semana recebemos este alerta de um leitor, profissional de saúde e conhecedor do problema:
“Tomo a iniciativa de lhe escrever porque é necessário que soem os alarmes para o ressurgimento consolidado da Covid-19, cuja tendência de diagnóstico e internamento no HDES é factual e alarmantemente ascendente.
Parece-me que é hora de voltar a pensar políticas públicas de proteção/prevenção, e ninguém como a Comunicação Social para dar voz ao desiderato”.
Outras vozes já nos tinham chegado, nomeadamente de familiares de doentes internados, que começam a aumentar nos Centros de Saúde, especialmente na Ribeira Grande.
É preciso que a população tenha em mente que, desta vez, temos as estruturas de saúde da ilha de S. Miguel em contingência, devido ao incêndio no HDES.
Já na semana passada o nosso apreciado colaborador, Dr. Mário Freitas, uma das maiores autoridades do país em Saúde Pública, alertava em artigo neste jornal:
“Prevenir, prevenir, prevenir”.
E justificava a sua preocupação:
“Quando a pandemia Covid19 ainda está viva, um pouco por todo o mundo ocidental, o facilitismo, face ao ‘inevitável Futuro’, instala-se.
Preparar o pior, esperar o melhor.
Regra básica da prevenção, mais uma vez esquecida”.
Não se trata de lançar alarmismo, mas sim prevenir, especialmente quando temos uma situação mais complicada na capacidade de resposta das estruturas de saúde da ilha.
Como conclui o Dr. Mário Freitas:
“Apesar da memória viva da Covid19 (e dos seus mais de 13 milhões de mortes), a maioria dos países não está preparada para uma nova pandemia.
Esta é a realidade cruel, em jeito de conclusão”, citando um artigo de especialistas internacionais.
Depois não digam que não foram avisados.
…e ao turismo
Um novo problema de Covid nos Açores é meio caminho andado para afastar o turismo, o que seria outra catástrofe.
Vamos ter um Verão com novos recordes de turismo à vista, que, aliás, já nos batem à porta.
No 1o trimestre deste ano batemos o meio milhão de dormidas (+8% do que no ano passado), estamos com uma média de estada de 3 dormidas (+6,5%), voltamos a recuperar o turista nacional (+1,7%), conquistamos o rico mercado americano (48 mil turistas, +22%), que já ultrapassa o nosso mercado tradicional alemão (38 mil turistas, +2%) e todos estes visitantes já deixaram na região 18 milhões de euros, uma subida de 10%, o melhor registo de qualquer região turística do país.
Se nos descuidarmos, todo este cenário poderá estar em risco.
Fica mais um aviso.
por Augusto Pessoa, nos EUA
Duarte Nuno Carreiro, que recentemente cessou as funções de diretor de Operações da SATA nos EUA, com uma vida dedicada àquela transportadora área açoriana, foi condecorado no passado dia 6 de junho no Consulado de Portugal em New Bedford com a Medalha de Mérito das Comunidades Portuguesas pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário.
Este ato foi em continuidade da cerimónia do içar da bandeira com que abriram as celebrações do Dia de Portugal em New Bedord.
Duarte Carreiro nasceu na Ilha de São Miguel.
Desde muito novo dedicou-se a diversas atividades de caráter solidário e de empreendedorismo que, para além de tocar música em algumas bandas da sua ilha, ocupava os seus tempos livres, enquanto estudante.
Em 1978 ingressou na Sata Air Açores e desde logo participou em iniciativas inovadoras que ajudaram a desenvolver o transporte aéreo para fora dos Açores que, mais tarde, deram origem à criação da Azores Airlines.
Em 1988 veio para os Estados Unidos para desenvolver a atividade de voos charter do Grupo Sata (Azores Express) a partir do Aeroporto de Boston.
Depois de estabecida a operação de voos para os Açores e mais tarde também para Lisboa, regressa aos Açores para prestar serviço na sede da companhia.
Embora mantendo sempre fortes ligações entre Portugal e os Estados Unidos, volta nos últimos anos a liderar o projeto da Sata Azores Airlines a partir de New Bedford e Fall River em Massachusetts e San Jose na Califórnia prestando um inestimável serviço a toda a companhia, a toda a comunidade portuguesa e americana em geral, que
passou a viajar com mais frequência e a conhecer os Açores e Portugal no seu conjunto.
Duarte Carreiro foi presidente da assembleia geral da Casa dos Açores da Nova Inglaterra, presidente da Discovery Language Academy (Escola Portuguesa de New Bedford), “Deputy Sheriff ” no Condado de Bristol.
Foi ainda presidente das Grandes Festas do Divino Espírito Santo da Nova Inglaterra em 2016 e 2017, que realçou ao levantar em pleno Kennedy Park o Pavilhão Açores inaugurado por Vasco Cordeiro, presidente do Governo Regional dos Açores.
Reconhecido pela ASTA (American Society of Travel Agents), em junho de 2019 recebeu a medalha Portuguese Heritage em cerimónia realizada na State House em Boston.
Em 2019 foi homenageado pelo Governo de Cabo Verde.
E aqui ao pé da porta foi distinguido por Charlie Baker, antigo governador de Massachusetts.
Estudou Administração e Negócios na Umass Dartmouth, estudou empreendedorismo e frequentou ainda a Boston School of Modern Language.
Exclusivo Portuguese Times/ Diário dos Açores
Venda de cimento recua até Maio
A venda de cimento nos Açores está em queda nos primeiros cinco meses deste ano.
Segundo revela o SREA, até Maio deste ano foram vendidas 58.839 toneladas de cimento, quando no mesmo período do ano passado tinham sido 65.577 toneladas.
A produção também está em queda.
Osvaldo Cabral
osvaldo.cabral@diariodosacores.pt
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Gabriel Silva

Quem estiver doente, fique em casa, ou, no mínimo, ponha uma máscara 🤔. É impressionante que muita gente não tenha aprendido nada com mais de dois anos de pandemia ☹. Há gestos tão simples que podem evitar complicações maiores, mas, para essa gente, co…

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POEMA DE GUERRA 1971 MAS ATUAL COMO NUNCA 54 ANOS DEPOIS

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e.30. crónica do quotidiano 3, memórias de guerra. set 24, 1971

 

1.

o general medrou no instante obsceno

imponderável espelho de todas as ambições

rosto ou eco de mim próprio?

espio o calendário esfolhado

horas desertadas num véu sem mistério

em cada janela do tempo

(a cada momento

todo o ato

é desnecessário)

senhor general cuidado com os vidros

monoculares olhos de todas as guerras

dança cadeira menina

regressa a ti própria

onde jamais habitaste

suspenso do fumo

ardente farda

iridescentes fogos

incandescentes celas nos abrigam

pendular impaciência

sôfrego macho

na berma da estrada o duro leito

longa viagem sem retorno

inventam-se vitórias, árduas escaladas

com timbales e campainhas

tímidas carícias proibidas

ei-la que entra

banal gesto alugado ao corpo

já o velho murmura afagos

esponjosas carícias imaginadas

trémulas mãos sujas

de sangue inocente

preço injusto de algumas fomes

soergo a cabeça e pesa-me a rua

desabam mundos na chávena de café

sorvo sensual boca de muitas esperas

adejam aves sem nome

mirradas folhas de oculta metralha

mutilada cor de muitos mapas

esvaziada a memória

de cansaços muitos

adormece agora saciado

generalzinho de merda

não trinques dedos de infindos medos

truncando o campo

espaço de mortos

inumanos gritos de estertor

saíram à rua os fantasmas

e agora?

para quê a pistola senhor general?

deixe-os revisitar o calendário

não regressarão aos ataúdes

soam alarmes em tantas cabeças

denso o tráfego de passos

apressados se cruzam e acotovelam

ninguém os deterá

o quartel vazio

armas ao abandono

todos de si riem

descomposto

repugnantemente nu

pústula de gente

ridículo e só na multidão

insígnias do medo

(o futuro é já amanhã!)

diluo-me pausadamente na bica

negro êxtase de espuma

boiando descontrolado

me afogo

são vagas asa recordações

e me inundam

suspenderam a rotina em volta

interferentes e intrometidos

de louco me apodam

nem um gesto

por mim

pelo vagar deste cansaço antigo

desaguo na praia

longo areal de memórias

exauridas

ofensos se erguem os lábios

no desdém da colher

retemperado (pelo açúcar indissoluto)

pago o preço deste sonho

outro

ignoro o desdém

pobres assalariados da dúvida

profanam ociosos templos

que fomos.

ruidoso relógio nos matraqueia

calcorreamos as folhas deste espaço

inútil livro que não escrevemos

soam clamores, cláxones e freios

alheado prossigo sem ouvir

vociferantes vozes que já esqueci

devo-lhes novas angústias

somos a cidade do passado

estéril abismo que recusámos.

carcomidos degraus da sombra me protegem

solitária melopeia de saudade

no espelho se esvaíram dez minutos

renasceu há apenas três, senhor general

atravessava o corredor imaginário

uma ficção de rua quotidianos esbirros

no nexo do real

saltamos o grande muro

de nós mesmos

2.

nenhumas imagens nos percutem

ruinosas pedras

desocupada janela

nunca existida

desconheço este fantasma que habito

repetem-se passadas antigas

como se fossem primeiras

estranhas forças me dominam

sibilante é este tempo inventado

na brisa

o vento novo na casa da palavra

a ordem cumpriu-se

em nossos caminhos

a longa missão

povoa-se de alegorias

escombrosos dias

muradas deliquescências

escabrosas invadem

o revérbero da imagem

no princípio do beijo

o mundo

desaustinado ato

inaugura a luta

sabíamos ser o cavaleiro andante

solitário

líder da resistência

ei-la

é tua

desfruta deste conluio

enredada batalha inconclusa

não à avidez

soçobrantes corpos

encrespadas mãos

quase unidos no prazer

na posse primeira

(a eternidade é uma falácia, dizem!)

concêntrica viagem ao outro lado

em vão se aguarda

a abruta queda sem regresso

insubmissos

sobrevivos envilecemos

a engendrada equivoca desordem

podres

corruptos

cancros de todos os filhos

existimos nos que creem

e confiam

em vão.

estre -lejante civilização

da bomba letal

cercados por decadentes fomes

soubemos da vida

bebemos a taça

no sétimo céu das indiferenças

emborca o general

vitória pírrica sobre o medo

soldado de muitas guerras

todas absolutas e finais

nunca libertado

do embalo de sonhos inominados

matou

decepou

estropiou

nunca a verdade saberás

general-da-grei-sem-lei

  • o nome da paz desconhece o sangue da liberdade –

EUCÍSIA – DOIS POEMAS BUCÓLICOS DE 1970

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e.16. vem correr comigo (à bi rua) jun. 11,12, 1970

vem correr comigo. cabelos soltos ao vento.

pernas fustigadas pelas espigas, como um poema lançado ao fogo.

o cheiro a campo, a feno.

calma na aldeia. os campos povoados.

gente afanosa de um lado para outro.

o que se semeia. o que se colhe.

as terras adubadas pelo suor.

as mãos calejadas pelo trabalho.

o pó a entranhar-se nas rugas da cara.

os dias belos, verdes e azuis, cinzentos, iguais a tantos.

os cães ao longe guardando os rebanhos.

a fome e os verdes prados.

o sol a pino, como pá ou picareta abrindo estradas,

fazendo brotar água das f(r)ontes dos lavradores.

a brisa que não corre.

a sombra que se escolhe para a merenda frugal.

comida de crianças para homens feitos.

de novo a enxada até sol-pôr.

vidas penhoradas por frutos que não serão colhidos.

ao longe passam carros sibilantes.

por cima enormes monstros dos ares

atroam a calma, violam a aldeia. o sino assustado repica a medo.

pendurados nos fios há pardais. colocadas nas fundas há pedras.

as velhas sentadas ao sol que entra nas portas abertas.

enxameiam moscas. crianças chafurdam na lama.

cães encostados às próprias sombras

sacodem as moscas, coçam as pulgas

(em todas as elites sociais há parasitas!)

cabeças se movem inquisidoras

dos lábios o cumprimento-saudação

oculta comentários inconvenientes. fica a pairar o murmúrio.

chapéus nas cabeças, mãos que se levam ao chapéu.

e nós só queríamos os verdes campos

a vontade contida de correr e saltar

a liberdade dos pássaros-homens

dos homens feitos pássaros.

as noites claras e límpidas.

as estrelas no alto como teto.

nós sentindo a terra pulsar sob nossos corpos.

com um frémito

percorrendo as suas formas, o seu calor.

coladas as bocas, juntas as mãos

o nosso bafo entrecortado

por teto as estrelas.

  • ————————————————————————————
e.17. para uma canção triste de embalar (à bi rua) jun 26, 1970

não vou falar de ti, de mim ou de nós.

vou cantar uma história de embalar

quando as pessoas, por exemplo, no alentejo

tinham as costas vergadas

as caras rugosamente marcadas

e o bronzeado de muitos sóis

mãos ásperas mas fortes de homens

  • não vou dizer que eram fortes como as certezas

mas direi que a vida vivia lá

por entre os vagarosos extensos campos

mudos e cabisbaixos como os homens

que adormeciam entoando hinos às estrelas

eu e tu dormíamos sob um branco teto –

homens para quem as estrelas entoavam cantigas de embalar

a vida igual e os homens os mesmos

indiferentes chorávamos os nossos problemas

falávamos mas nada dizíamos

as nossas palavras lançadas à terra não germinavam

as searas dos nossos atos sem espigas para colhermos

o pão que amassávamos era feito de pedras

que tínhamos em lugar de corações

os homens calados e taciturnos continuavam

embalados entoavam cânticos

à paz universal no meio do silêncio

enquanto os campos se agitavam

as pedras floresciam e os regatos iam alegres

gargalhando segredos jamais pronunciados

eu e tu sob o teto branco por céu

e os homens que então havia dormiam

embalados pelas estrelas

as nossas mãos macias e aveludadas

o ar cansado e os olhos profundos

faziam rir de pena homens e mulheres

pelo choro dos nossos problemas

  • esta a canção de embalar –

súbita e simultaneamente surgiu do nada

um metralhar impiedoso

ceifado o sangue saía em borbotões

das bocas abertas mas caladas

como balões vazios ficavam os sonhos

para quê então uma canção de embalar?

entoemos em uníssono, uma última vez

esta trova de ninar.

Pedro Almeida Maia: “Os açorianos conseguem tirar mais sumo de cada limão” – NiT

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Não haverá território português com mais criação artística por quilómetro quadrado do que os Açores — e a literatura não é, naturalmente, exceção. Além dos óbvios vultos, desde Natália Correia a Antero de Quental, de Vitorino Nemésio a João de Melo, há quem se destaque no rol de contemporâneos, sobretudo através da conquista de prémios … Continued

Source: Pedro Almeida Maia: “Os açorianos conseguem tirar mais sumo de cada limão” – NiT