“Hino ao ridículo”: jornalista da RTP suspenso por olhar fixamente para superior

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Hugo Cadete foi suspenso por “olhar fixamente” para um superior, também jornalista. “É uma ficção mal-intencionada”, aponta o jornalista.

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Pedro Nuno Santos demite-se do secretariado nacional do PS

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O agora ex-ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, pediu ao primeiro-ministro para sair do secretariado nacional do PS.

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Santana Castilho · A luta dos professores contra um governo poluto

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A luta dos professores contra um governo poluto
“Do rio que tudo arrasta se diz que é violento. Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem”.
Bertolt Brecht
Em nove meses de governo, o resultado de uma maioria absoluta poluta e nepotista é uma pazada de demissões pelos mais escabrosos motivos e um ano lectivo que recomeçou num clima de conflitualidade como há muito não se vivia. Com efeito, na educação, o ambiente é de um profundo mal-estar, gerado por ondas de desorientação e deslumbramentos vazios de racionalidade, assentes em sucessivas torrentes de solicitações asfixiantes, sob nomes pomposamente modernos mas substantivamente inúteis, que tornaram num suplício o nobre acto de ensinar.
Na acção deste governo é possível identificar padrões de comportamento político: quando as escolhas se revelam imprudentes, os autores não assumem a responsabilidade; quando as situações configuram escândalos, os responsáveis políticos rasgam as vestes para garantir que as desconheciam; quando os casos se acumulam, o líder da casta vocifera: habituem-se!
Sem subtilezas linguísticas, António Costa é o verdadeiro responsável por um governo poluto, que tem reduzido os professores a simples funcionários, cada vez mais desautorizados e despromovidos socialmente.
António Costa deu campo aberto ao narcisismo político de aventureiros irresponsáveis e fez ouvidos de mercador ao que pensa a maioria dos professores de sala de aula sobre as madraças da flexibilidade e da inclusão, criadas para pastorear incautos e transformar velharias falhadas em tendências pedagógicas novas.
António Costa é o verdadeiro responsável por, de modo cruel e perverso, ter posto a sociedade e a opinião pública contra os professores, para lhes retirar o direito à greve, para lhes retirar força salarial, para lhes roubar o tempo de trabalho cumprido. Com o seu cínico jeito, nomeou mordomos, que odeiam os docentes, em lugar de ministros, sem perceber que morre lentamente uma sociedade que não acarinha os seus professores. Agora, finalmente, tem os docentes na rua a lutar contra diversas fidalguias partidárias (sindicalismo tradicional incluído) e a reclamar o direito de ensinar em paz, antes que acabem, definitivamente, abandonados num país onde o acto pedagógico livre se transforme em prática administrativa ou obediência doutrinária.
O que, na senda dos anteriores, reconheçamos, os governos de António Costa fizeram foi tão miserável e tirânico que os professores se sentiram, finalmente, convocados para dizer não a anos de decisões catastróficas para o ensino público. Agora, das duas, uma: ou os professores ganham ou o país perde. Porque o Costa, João, autor material, com o alheamento do Costa, António, autor moral, têm vindo a promover o lento homicídio do ensino público e a pôr em causa o futuro das crianças e dos jovens alunos portugueses. Porque a pedagogia e as didácticas assentes na ciência são distintas das proclamações de João Costa e prosélitos, assentes em dogmas fanáticos.
Muitas críticas à greve dos professores parecem não lhes reconhecer o direito à luta por melhores condições de trabalho e pela retoma da dignidade profissional e esquecer que a greve é um instituto de manifestação de descontentamento, constitucionalmente consagrado na nossa democracia representativa. Por outro lado, para que a democracia seja mais do que apenas formalmente representativa, qualquer governo deve permanecer aberto e atento à expressividade das greves. Só assim o exercício da apregoada “soberania do povo” ganha sentido durante os quatro anos que separam os ciclos eleitorais.
Por tudo isto, os professores precisam hoje da solidariedade dos pais. Porque não há futuro para os seus filhos sem educação, não há educação sem ensino público e não há ensino público sem professores dignificados. Por tudo isto, os pais não podem deixar os professores a lutar sozinhos. Todavia, temos uma comunidade parental que tem ficado passiva perante o rasto de destruição do ensino público, porque ainda não compreendeu como tem sido gerida a educação, particularmente na esfera pública. Espero bem que sejam agora muitos os pais portugueses que passem a compreender como a luta dos professores é, também, uma luta pelo futuro dos seus filhos.
In “Público” de 4.1.23
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  • Mena Narciso

    Obrigada, Professor!👏👏
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  • Maria José Miguel

    Poder-se-ia acrescentar à lista de energúmenos o nome de Maria de Lurdes Rodrigues. Ou até os nomes dos que vieram dp, de outro partido, e que nada fizeram, ou seja, fizeram: “assassinaram” a carreira docente e afastaram muita gente.
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  • Irene Campos Ribeiro

    Toda a verdade! Bem Haja.
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    • 3 h
  • Paulo Martins

    Depois deste texto, não ficamos indiferente, pois até apetece gritar: “todos somos PROFESSORES!
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  • Maria Castilho

    Muito obrigada pelas suas palavras e pelo seu apoio!
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    • 2 h
  • Fátima Ramos Costa

    Muito grata pela visão desassombrada e sempre acutilante a que (muito bem)nos habituou . Sinto-me representada na sua voz – de uma intervenção cívica notável! Fazem muita falta mais vozes como a sua! Muito obrigada, mais uma vez.
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    • 1 h

Frederico Francisco apontado como o novo Secretário de Estado das Infraestruturas – Política – Correio da Manhã

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Trabalhava como adjunto de Pedro Nuno Santos.

Source: Frederico Francisco apontado como o novo Secretário de Estado das Infraestruturas – Política – Correio da Manhã

AÇORES SISMO

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M4.5 Earthquake – Azores Islands, Portugal

Preliminary Report
Magnitude 4.5
Date-Time
  • 3 Jan 2023 20:20:32 UTC
  • 3 Jan 2023 19:20:32 near epicenter
  • 3 Jan 2023 19:20:32 standard time in your timezone
Location 38.305N 30.298W
Depth 10 km
Distances
  • 140.5 km (87.1 mi) W of Castelo Branco, Portugal
  • 271.6 km (168.4 mi) W of Angra do Hero�smo, Portugal
  • 411.3 km (255.0 mi) W of Ponta Delgada, Portugal
  • 419.6 km (260.1 mi) W of Lagoa, Portugal
  • 1360.1 km (843.3 mi) WNW of C�mara de Lobos, Portugal
Location Uncertainty Horizontal: 10.2 km; Vertical 1.9 km
Parameters Nph = 103; Dmin = 423.5 km; Rmss = 0.61 seconds; Gp = 56°
Version =
Event ID us 7000j1wq

For updates, maps, and technical information
see: Event Page or USGS Earthquake Hazards Program
National Earthquake Information Center
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Último armazém de venda de sal fecha portas em Aveiro

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A Salineira Aveirense iniciou atividade há cerca de 70 anos. A falta de sal é um dos motivos para o fecho do único espaço que se dedicava à venda de sal.

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DERROCADA NO PORTO

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Derrocada de pedras na avenida Gustavo Eiffel no Porto atingiu quartos de hotel
Porto, 03 jan 2023 (Lusa) – Uma derrocada de pedras de grandes dimensões ocorreu hoje cerca das 09:50 na Avenida Gustavo Eiffel, no Porto, tendo atingido dois quartos de um hotel ali localizado, mas sem causar vítimas, segundo fonte da PSP.
De acordo com a fonte do Comando Metropolitano da PSP do Porto, não houve necessidade de interromper a circulação do trânsito naquela avenida.
Em declarações à Lusa, fonte do Gabinete de Imprensa da Câmara do Porto explicou que a derrocada aconteceu nas traseiras do hotel Eurostar Porto Douro, devido à acumulação de água, em consequências das chuvas das últimas semanas.
No local, segundo esta fonte, estão técnicos da proteção civil municipal “a avaliar a situação”.
Contactada pela Lusa, fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) do Porto disse que estão no terreno um total de 21 operacionais, auxiliados por oito viaturas, a proceder à limpeza daquela via.
A Lusa tentou obter mais esclarecimentos junto dos responsáveis do hotel afetado pela derrocada, mas sem sucesso até ao momento.
PM // JAP
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André Ventura: “João Galamba avisou José Sócrates da Operação Marquês.” Verdadeiro ou falso? – Polígrafo

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Na reação à nomeação de João Galamba para ministro das Infraestruturas, o líder do Chega acusou o socialista de ter estado envolvido em vários casos polémicos. Um deles terá sido um alegado “aviso” de Galamba a José Sócrates sobre a Operação Marquês, que viria a resultar na detenção do ex-Primeiro-Ministro.

Source: André Ventura: “João Galamba avisou José Sócrates da Operação Marquês.” Verdadeiro ou falso? – Polígrafo