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JOVENS A COMPRAR CASA SEM ENTRADA

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Sabia que os jovens vão poder comprar casa sem dar uma entrada?
Fonte: Francisco Almeida de Medeiros, advogado e sócio da “José Rodrigues & Associados”, responde hoje a esta questão no Consultório Jurídico do jornal “Açoriano Oriental”.
“Está em vigor, desde o passado dia 11 de julho, o diploma que estabelece as condições em que o Estado presta garantia pessoal a instituições de crédito para viabilizar o financiamento da totalidade do preço de transação do imóvel na concessão de crédito à habitação própria e permanente. Ou seja, os jovens até aos 35 anos vão poder recorrer à garantia do Estado para obter um financiamento de 100% no crédito à habitação na compra do primeiro imóvel.
Podem beneficiar desta medida os jovens entre os 18 e os 35 anos (inclusive), com domicílio fiscal em Portugal, que não tenham rendimentos superiores a €.81.199,00 brutos anuais (o que corresponde ao 8.º escalão do IRS) e que estejam a adquirir a primeira habitação própria e permanente.
Estão abrangidas pela garantia do Estado todos os imóveis para primeira habitação própria e permanente, cujo preço de compra não seja superior os €.450.000,00.
Os jovens podem comprar o imóvel sem dar uma entrada porque o Estado concede uma garantia até ao limite de 15% do valor do imóvel, isto é, o Estado responsabiliza-se, perante o banco, por 15% do preço do imóvel.
Tal não significa que o Estado paga 15% do imóvel, mas que o jovem pode pedir mais dinheiro emprestado e que o Estado assume a responsabilidade por uma parte do valor em divida.
Com esta garantia, o Estado assume a responsabilidade de eventuais pagamentos em falta até ao limite definido dos 15% do valor do imóvel. No entanto, caso não cumpra o pagamento de prestações a que se comprometeu e o Estado venha a ser chamado a pagar a parte que garantiu, o jovem fica sempre com a obrigação de devolver esse valor ao Estado.
A isenção de IMT e de Imposto de Selo é cumulável com esta medida, desde que o valor do imóvel não exceda os €.316.772,00 e os rendimentos dos compradores da casa não ultrapassem o 8.º escalão do IRS, ou seja, €.81.199,00 brutos anuais.
A regulamentação específica de aplicação desta medida deverá ocorrer até ao dia 11 de Setembro”.
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TIMOR ANIVERSÁRIO DO REFERENDO 1999

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MEUS POEMAS ALUSIVOS A TIMOR

V. TIMOR, Díli, Timor, setembro, 20, 1973

timor cresceu cercado

lendas que a distância empolgou

o sonho

a quietude

as 1001 noites do oriente exótico

o sortilégio dos trópicos

para o europeu

chegar era já desilusão

desprevenido

sobrevoa estéril ilha

montes e pedras

agreste paisagem sulcada

leitos secos

abruptas escarpas

terra sem marca de homem

esparsas cabanas de colmo

será isto timor?

o avião desce o vazio em círculos

em vão os olhos buscam a pista

por trás de um montículo imprevisto

se vislumbra o “T

e a torre de controlo dos folhetos de propaganda

nunca existiu

a alfândega é o bar e a sala de espera

sob o zinco e o colmo

isto é baucau

aeroporto internacional

a vila salazar dos compêndios

que a história esqueceu

uma turba estranha se amontoa

à chegada do cacatua-bote[1]

o patas-de-aço

esta a cerimónia sagrada do deus estrangeiro

descendo dos céus

dia de festa para os trajes multicoloridos

o contraste do castanho de sóis pigmentados

cinco da matina

e é já o pó e o calor

o espanto mudo nas bocas incrédulas

as formalidades aqui com sabor novo

espera lenta e compassada

séculos de futuro por viver

antes que ele venha

antes não venha

num barracão zincado uma velha bedford

de carga com caixa fechada

vidros de plástico sob o toldo puído

pomposo dístico colonial

carreira pública baucau-díli

picada em terreno plano

mar ao fundo

baucau

cidade menina por entre palmares

densa vegetação tropical

connosco se cruzam estranhos homens de lipa[2]

galo de combate ao colo

entre torsos e braços nus

das ruínas do mercado se evocam

desconhecidos templos romanos

estrada n.º 1 até díli

sulcam-se abruptas as encostas

ao mar sobranceiras

ali se adivinham cristais multicolores

em lugar de pontes se atravessam ribeiras

enormes

leitos secos

o tempo as converteu em estradas de ocasião

pedregoso solo

cores indefinidas

castanhos e verdes

palapas [3] dissimuladas na paisagem

imagens tristes de pedras e montes

baías primitivas

inconquistas

praias de despojos e conchas

paraísos insuspeitos

as gentes de sorrisos vermelhos

assusto-me

não é sangue nas bocas gengivadas

masca, mescla de cal viva e harecan[4]

placebo psicológico da alimentação que falta

um sorriso encarnado esconde a fome

súbito

por paisagens que só a memória

sem palavras descreverá

eis díli

a capital

larguíssima avenida semeando o pó nas palapas

casas de pedra com telhados de zinco

na ponta leste chinas e timores

partilham a promiscuidade da pobreza

díli

plana e longa

a vasta baía antevendo imponente

o ataúro ilha

um porto incipiente

a marginal desagua no farol

construções coloniais pós 1945

da guerra que ninguém quis

dos mortos que os japoneses quiseram

da neutralidade do país mãe calado e violado

albergam chefes de serviço

altas patentes militares

sem guerras para lutar

sem movimentos libertadores das gentes

quinze quilómetros de asfalto

três casas dantes da guerra grande

aeródromo em terra batida

um jipe de afugenta búfalo

a rua comercial atravessa díli senhora

de leste a oeste

espinha dorsal

o centro

o palácio das repartições

do governo

perto um museu

o seu nome ostenta o vazio

riquezas sem fim

seus governadores exportaram

 

patriotas colonizadores de séculos com nada para mostrar

um museu morto

dois sinaleiros nas horas de ponta

ociosos às portas dos cafés

à noite transfiguram-se

os bas-fond

o texas bar

da prostituição às slot machines

o submundo

a vida underground

afogar esperanças em álcool

sonhos há muito perdidos nunca sonhados

restaurantes poucos

melhor comida a chinesa

bares espalhados pela cidade

militares e álcool para calar distâncias

um portugal dos pequeninos

longínquo

cada vez mais esquecido

nunca perdido.

1973 numa cidade sem vida

morrendo nas cinzas próprias de cada noite

por entre o silêncio e a voz triste dos tokés[5]

o calor putrefacto

por entre o voo alado das baratas gigantes

carros poucos

de dia só do estado

motocicletas pululam por entre viaturas oficialmente pretas e verdes

esperando mulheres de oficiais

às portas dos cabeleireiros

do liceu

militares a pé, em berliets ou unimogs

chineses muitos

díli é isto

a desolação

na parte alta da cidade o complexo militar

barracas insalubres

sob a sombra dos hospitais

um civil um militar

fresco e verdejante vale

triste esta cidade

pretensamente euro-africana

palapas marginando ruas

nelas vive o timor

sem água nem luz

dez ou quinze filhos

que importa

a miséria é só uma e a mesma?

esta “a terra que o sol em nascendo vê primeiro”

aqui as imagens

e são já história

não se repetirão

aqui não daremos testemunho

como transfigurar

colónias pacíficas

em palcos de guerra.

433.1. bucólica bobonariana-i, bobonaro, nov 23, 1973

a colina à esquerda ergue-se

mansamente, sem pressas

caminha do mar, reproduz-se altiva

pico agreste me vigia

não há vegetação nem sinais de gente

(terá emigrado daqui a seiva?)

as rochas puras primitivas, nascituras

erguidas por ciclópicas mãos do fundo dos mares

quedaram-se ostensivas, desafio de nuvens eternas

arbustos pequenos insignificantes como as gentes

espraia-se na vastidão o olhar (começa em mim)

só montes, pedras, horizonte

eu aqui fechado, cercado, ilha de mim próprio

o vale profundo (talvez abismo, talvez acusação)

diviso emaranhados nas brumas ciscos amarelos

(segredam-me são casas de gente)

ENTÃO PARTO

sem hesitar cavalgo

pedras

ribeiros

encostas

subo

desço

e nada destrinço

insensível à rude beleza

atinjo inóspito cume

estranhamente plano

nele plantaram casas

cinco ou seis

uma ao centro

lulic[6] dizem-me

baixo-me e entro

teto erguido a pique

muro de pedra a tocar baixo sobrado

térreo madeirame trabalhado segue as vigas

quadros sacros

sol

elementos

animais

no andar elevadiço

um lar entesourado em morada última

assusto-me

em volta ósseas relíquias

cheiro imenso a fumigação

saio

respiro ar puro

sacrossanto

das montanhesas cercanias

uma laje quadrada

uma placa tipo tumular

flores murchas e perdidas

casas sem muros

no andar térreo

animais se abrigam

por cima pessoas alojadas

deitadas

a nascer

a cozinhar

a comer

a dormir

a morrer

quando as chuvas tombam

e o colmo amolece

quando o sopro do vento vem

rasgar a mirrada pele

quando maromác[7] se zanga

nascem surdos lamentos

ninguém ouvirá

olhei e vi gente

acocorada

semidespida

esquelética

nuas crianças

algumas de colo

a mim chegaram

sorrindo orgulhosas da alva pele

pedindo as fotografasse

tartamudeavam malai[8]

como quem se afirma

compreendi esse estranho orgulho ilegítimo

bastardo

mulheres se alugam para não perecerem

da fome vil

quando novas servem de pasto

a abutres forasteiros

depois

escavacadas

descarnadas

desdentadas

mascam infindáveis sementes

esboçam sorrisos

para a objetiva acusadora e cúmplice

não mais suportei este dantesco inferno

saí

acenei

virei costas e voltei ao exílio.

– NAUSEADO –

433.2. bucólica bobonariana II. Bobonaro, nov 23, 1973

(permaneci calado traído por pensamentos galopantes

onde as mulheres, cadê as crianças?

que gente esta, donde vem?

que peso arrasta penosa, mecanicamente?)

ao longe divisei um ancião

vergado como uma aduela

corri para ele, inspirou-me medo

fez um gesto vago, um arremedo a suster-me

estaquei na distância

nem um pássaro riscava a muda quietude do céu

tremi

como se de súbito

me penetrassem

as respostas todas

virei costas

corri, corri

e aqui estou hoje

a dar-vos conta

do que assisti

eu vi-os

de olhar gasto e gestos caídos

vinham com neves eternas nos cabelos

enxada às costas

vergados ao peso de séculos

maltrapilhos

descalços

rotos

bronzeados por sóis perdidos

na memória dos tempos

uma grande fome para contar

e o silêncio sem fim

de todas as solidões

falei-lhes

acenaram sem se deterem

cadência de autómatos

sem vontade

explicaram por gestos

o que presumi sorriso

nas gengivas descarnadas informes

perguntei

donde vinham

de que estranha guerra

sobreviviam

sem abrandarem a insólita marcha

puxaram da bia sem idade

acenderam-na na concha dos dedos recurvos

suspiraram fundo como jamais ouvira

era um sopro indefinido

murmurado

amargo

entretanto havíamos chegado

povoado estranho sem gente

nem cães ladrando em redor

casas singulares

elevações de colmos

suspensas de estacas mudas

sem janelas nem portas

um silêncio velho de morte

imperioso deixar a alma

deste ritmo

parar

deixar o instante

deste tempo

renascer

eterno

esta a proposta inicial

iniciática

até lá, como?

434. a lepra. Díli, dez 3, 1974

eu vi-os

de olhar gasto e gestos caídos

vinham com neves eternas nos cabelos

enxada às costas

vergados ao peso de séculos

maltrapilhos

descalços

rotos

bronzeados por sóis perdidos

na memória dos tempos

uma grande fome para contar

e o silêncio sem fim

de todas as solidões

falei-lhes

acenaram sem se deterem

cadência de autómatos

sem vontade

explicaram por gestos

o que presumi sorriso

onde só havia gengivas descarnadas

informes

perguntei

donde vinham

de que estranha guerra

sobreviviam

sem abrandarem a insólita marcha

puxaram da bia sem idade

acenderam-na na concha dos dedos recurvos

suspiraram

fundo

como jamais ouvira

era um sopro indefinido

murmurado

amargo

entretanto havíamos chegado

povoado estranho

sem gente

nem cães

ladrando em redor

casas estranhas

elevações de colmos

suspensas de estacas

mudas

sem janelas

nem portas

um silêncio velho de morte

deixar a alma

deste ritmo

parar

deixar o instante

deste tempo

renascer

eterno

esta a proposta

inicial

iniciática

até lá, como?

[1] cacatua-bote ou patas-de-aço eram designações dadas pelos timorenses aos aviões

[2] lipa, saia de tecido colorido, típica, de origem malaia, os timorenses usam-na enrolada à cintura descendo até aos tornozelos.

[3] casas cónicas, quadradas ou retangulares em colmo

[4] folha de planta semelhante à do tabaco

[5] espécie de lagarto sonoro, cuja idade se determinava pelo número de vezes que emitia o som toké.

[6] lúlic significa sagrado em tétum

[7] o equivalente a deus em língua tétum

[8] designação dada aos brancos pelos timorenses


450. o teto do mundo. díli, dezº 3, 1974

como romper as palavras?

o som e o lamento do ai-tassi

sagrado lenho

em ti se moldaram

faces e rugas milenárias

caminhos de teto do mundo

nas mãos vazias viaja o passaporte

para que não sucumbas hoje

há muitas mortes nos amanhãs

teus pés ligeiros voam vinte quilómetros

o cacho solitário que colheste

bananas com que não matas as fomes

enganas malai com parco lucro

escudo lima[1]

e teu rosto infantil e puro sorria

vendeste a sobrevivência duma semana

caminhas curvado e galgas montanhas

teus os reinos de Railaco e TataMaiLau[2]

por isso retornas e teu sorriso é jovem

na cal e harecan misturas o prazer e o engano

também teu estômago sorri confiante

também tua a linguagem do corpo

no regresso de braços dolentes

firme em teu braço direito

o teu combate de penas

pobre mercador de ilusões em galos de luta

acaricias teu ganha-pão

teu desporto

e apostas

mais

sempre mais

são tuas as lágrimas

a revolta e a derrota

é teu o sangue e o alimentaste

guardas o estilete acerado

não decepou medos

são tuas as planícies e as ribeiras

as torrentes inundaram o arrozal

levaram pontes e caminhos

e ris do grande engenheiro malai

como do búfalo do china luís

navegando rumo à liberdade

nem pensas na tua

das árvores pendem camarões doces do rio

e o pequeno jacaré

faz o cruzeiro oceânico Ribeira de Seiçal-Díli

maromác[3] sabe

maubere é diac [4]e vai passar

esse o lado outro do abismo.

————————————————————————

[1] o equivalente a cinco escudos em moeda de timor

[2] picos mais altos de timor, rondando os 3 mil metros de altitude

[3] maromác o equivalente a deus em língua tétum

[4] maubere é diac, o timorense é bom, coisa boa

————————————————————

bora lá criar uma nova religião

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Padre Edgar Julio

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Luther didn’t like the Catholic Church and founded the Lutheran Church..
Calvin disliked the Lutheran church and founded the Reformed or Calvinist church.
Henry VIII didn’t like being denied his Catholic marriage and founded the Anglican Church.
John Smith disliked the Anglican church and founded the Baptist church.
William Miller didn’t like the Baptist church and founded the Adventist.
Ellen G White really liked what William Miller said and founded the Seventh-day Adventist church..
Charles T Russell didn’t like the Adventist church and founded Jehovah’s witnesses.
Joseph Smith disliked the Methodist Church and founded the church of Jesus Christ of latter-day saints (the Mormons)
John Wesley disliked the Anglican church and founded the Methodist church..
Some pastors didn’t like the Methodist church and founded the Pentecostal church..
Many did not like the Pentecostal church and founded thousands of churches as stop suffering, assemblies of God, light of the world, and a long etcetera.

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foi há 51 anos em 19 setº 1973

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aterrei em Baucau e fui numa destas para Díli e depois numa GMC ou Berliet para Bobonaro…

para o bem e mal a minha vida nunca mais seria a mesma como o exprimi em poema de 2012

 

547. eleições sem lições em timor (lomba da maia) 8 julho 2012

díli, 23 setº 1973 cheguei hoje a timor português

a vinda marcará a minha vida para sempre

sem o saber nunca mais nada será igual, o futuro começa hoje e aqui

entrei no tempo da ditadura sairei na democracia adiada

 

na bagagem guardo sabores

imagens e odores

sonhos de pátria e amores

divórcios e outras dores

 

cheguei sem bandeiras nem causas

parti rebelde revolucionário

tinha uma voz e usei-a

tinha pena e escrevi sem parar

pari mais livros que filhos

para bi-beres e mauberes

 

48 anos de longo inverno da ditadura

24 de luta independentista

agora que a lois vai cheia

e não se passa na seissal

já maromác se apaziguou

crescem os lafaek nos areais

perdida a riqueza do ai-tassi

gorada a saga do café

resta o ouro negro

para encher bolsos corruptos

sem matar a fome ao timor

 

perdido nas montanhas

sem luz, água ou telefone

repetindo gestos seculares

mascando sempre mascando

o placebo de cal e harecan

mas com direito a voto

para escolher quem o vai explorar

sob a capa diáfana da lei e ordem

do cristianismo animista

oprimido sim mas enfim livre.


608. eleições 29 jul 2013

 

era tempo de eleições

políticos vinham e prometiam

a populaça aplaudia

acenava e acreditava

 

 

depois de contados votos

os políticos desapareciam

junto com as suas promessas

e o povo esquecido esperava

assim crendo na democracia

uma pessoa, um voto, uma promessa

repetiam a antiga escravatura

acreditando serem livres

 

 

plataformas TVDE nos Açores, uma vez que, “nem estas plataformas existem, nem existem transportes para os turistas e passageiros que desembarcam nos aeroportos dos Açores”,

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IL denuncia “excesso de complicação” no TVDE
O deputado da Iniciativa Liberal
(IL) no parlamento dos Açores,
Nuno Barata, criticou “o excesso de
complicação” que PSD, CDS, PPM,
CH, BE e PS colocaram na legislação
que permite a operação das plataformas
TVDE nos Açores, uma vez que,
“nem estas plataformas existem, nem
existem transportes para os turistas e
passageiros que desembarcam nos aeroportos
dos Açores”, principalmente
nestes meses de verão.
Numa visita matinal ao Aeroporto
João Paulo II, em Ponta Delgada,
numa altura de maior movimento de
embarque e desembarque de passageiros
(maioritariamente turistas), Nuno
Barata constatou as longas filas de
espera para táxis que “não existiam,
porque estavam em outros serviços”,
lamentando que as principais forças
políticas regionais “prefiram contribuir
para esta péssima imagem dos
Açores, logo à chegada de turistas à
Região”.
“O que se constata aqui são as filas
de passageiros desembarcados à
espera de táxis que não estão disponíveis
e os turistas com as aplicações
das plataformas TVDE’s nas mãos
a tentar chamar um destes veículos
que não existem na Região por opção
política de PSD, CDS, PPM, CH, BE
e PS, que aprovaram uma legislação
tão restritiva que nenhuma plataforma
consegue vir operar na Região”,
afirmou.
Para o deputado e dirigente regional
da IL “é triste vermos partidos políticos,
que se arrogam de defender os
Açores, a penalizar o desenvolvimento
da nossa economia, criando legislação
que, apesar de recente, é obsoleta
porque não serve para nada”, criticando
“essa senda legislativa que alguns
partidos têm de fazer leis para tudo
e mais alguma coisa, mas que depois
não servem para coisa alguma, porque
são altamente restritivas e burocráticas”.
O que Nuno Barata diz ter assistido,
esta manhã, no Aeroporto da ilha
de São Miguel, “é algo que é normal,
principalmente nesta época de maior
procura pelas nossas ilhas, pois é tal
o fluxo de voos que os taxistas que
existem não dão a resposta adequada”,
apontando que “este primeiro
impacto, nomeadamente por parte
de quem visita a Região é uma primeira
má imagem que fica”, conclui
nota do IL

268 m de altura

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Frédéric Moal

To know a little more about this bridge. It’s in Longli, in Guizhou province, close to Guiyang… Guizhou TV did a short video there with me and my son 😉
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CARTA DE ALBERT CAMUS AO SEU PROFESSOR DA ESCOLA PRIMÁRIA

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CARTA DE ALBERT CAMUS AO SEU PROFESSOR DA ESCOLA PRIMÁRIA

 

Logo após receber, em 1957, o Prémio Nobel da Literatura, Albert Camus (1913 – 1960) escreve uma breve carta a Louis Germain, seu professor numa escola pública de um bairro operário de Argel. Nela, o já consagrado escritor e filósofo franco-argelino, expõe a sua gratidão àquele que marcou a sua infância e que apostou desde cedo no seu talento.

Camus tinha apenas um ano quando o pai morreu em combate, durante a I Grande Guerra. A mãe, analfabeta, educou os dois filhos num contexto de extrema pobreza. Na escola, Louis Germain prestava apoio e protegia o potencial do pequeno Albert, um apoio recordado num momento alto de aclamação.

19 de novembro de 1957

Caro Senhor Germain:

Deixei extinguir-se um pouco o ruído que me rodeou todos estes dias antes de lhe vir falar com todo o coração. Acabam de me conceder uma honra excessiva, que não procurei nem solicitei. Mas quando me inteirei da notícia, o meu primeiro pensamento, depois de minha mãe, foi para o senhor. Sem você, sem a mão afetuosa que estendeu ao garoto pobre que eu era, sem os seus ensinamentos e exemplo, nada de tudo isso teria acontecido. Não imagino um mundo com essa espécie de honra. No entanto, constitui uma oportunidade para lhe dizer o que foi, e ainda é para mim, assegurar-lhe que os seus esforços, o seu trabalho e o coração generoso que sempre empregava ainda se encontram vivos num dos seus pequenos alunos que, apesar da idade, não deixou de ser o seu grato estudante. Abraço-o com todas as minhas forças.

Albert Camus

EUA: Polícia mata mulher afro-americana dentro de casa. Biden já reagiu

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A mulher tinha chamado as autoridades por causa de um alegado intruso. Alertamos que as imagens podem ferir as suscetibilidades dos leitores mais sensíveis.

Source: EUA: Polícia mata mulher afro-americana dentro de casa. Biden já reagiu