Um 25 de Abril no Estado

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Um 25 de Abril no Estado
Em vésperas do Dia da Liberdade, apetece gritar, como no 25 de Abril de 1974, que nos devíamos mobilizar contra a opressão do Estado.
Ela manifesta-se de várias formas, sempre presente nas nossas vidas e sempre pronta a oprimir a vida dos cidadãos.
O Estado mete-se em tudo, e nós, açorianos, sabemos o quanto custa levar com isto em duplicado: o Estado regional e o nacional.
Ainda se fosse para descomplicar as nossas vidas, era uma intromissão bem-vinda, mas, no geral, é apenas para nos sugar com impostos, taxas e taxinhas, ou para burocratizar as vidas de cada um.
O Estado português tem sido infiel para com o Estado regional, sobretudo nestes últimos anos, com um dos piores primeiros-ministros da história da nossa Autonomia, sob o beneplácito de um Presidente da República, que apenas distribui afectos e esquece as reais necessidades dos cidadãos insulares.
Esta semana assistimos a mais uma vergonha do Estado português nestas ilhas.
A PSP foi “mendigar” à Câmara Municipal do Nordeste para remodelar a esquadra do concelho, e o município lá concedeu a esmola.
É um absurdo os poderes regionais substituirem-se ao Estado português, à semelhança do que já acontece com a Região a subsidiar viaturas e computadores para as forças militarizadas nestas ilhas.
Daqui a pouco estamos a financiar os Tribunais, as Forças Armadas e, com jeitinho, os croquetes do Representante da República.
Esta cultura da pedinchice devia parar.
Nada melhor do que um novo 25 de Abril dentro do próprio Estado.
Mais um enterro do PCP
A cegueira dos últimos tempos do PCP até ofusca o 25 de Abril para o qual este partido contribuiu com o combate dos seus antepassados contra a ditadura.
Agora, o PCP é outra loiça, de gente sem memória, vergada ao ditador da Rússia, que apoia a extremadireita e se tornou no maior carniceiro da História contemporânea.
O PCP português já tinha morrido, mas continua a cavar a sua própria cova cada vez mais funda, tão funda como as profundezas dos mísseis que caem na martirizada Ucrânia.
“No pasarán!”
Se Marie Le Pen vencer hoje as eleições em França, é Putin e seus acólitos da extrema-direita que ganham na Europa. É uma vergonha a tradição antifascista dos comunistas estar aliada a gente desta estirpe, sem respeito pela vida e pelos valores do
povo europeu. A Europa saberá, certamente, acordar, contra a estupidez extremista.
“No pasarán!
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TIMOR IN MEMORIAM

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FLORES AMARGAS (AI FUNAM MORUK )
TRIBUTO AO CASAL TERESA GALHARDO/ SILVÉRIO HENRIQUE DA COSTA JÓNATAS
Em Timor-Leste cumpre-se a cerimónia do sétimo dia depois do funeral, o chamado das Flores Amargas, o dia Ai Funan Morok. Devido ao seu conhecimento de Timor e das suas gentes, Teresa Galhardo foi um elemento fundamental no estabelecimento da ligação entre nós e os timorenses que aqui viviam o exílio da pátria. Reencontrámo-nos no lançamento dos meus dois livros, A Batalha das Lágrimas e Crónicas Timorenses, respetivamente o 1º e 2º volumes de uma obra de 5 volumes intitulada A Pedra e a Folha. Com o casal, o meu contacto veio a dar-se quando empreendi a escrita do 3º volume desta obra , com o título Os Timorenses (1973-1980). Para uma inteira compreensão do período da descolonização que se seguiu à Revolução do 25 de Abril, solicitei a ajuda do Coronel Jónatas que gentilmente se prestou a dar-me todos os esclarecimentos sobre essa conturbada época da nossa história. Durante meses trabalhei assídua e arduamente com o coronel Jónatas, lendo documentos que até então jaziam no fundo dos baús mergulhados no pó do esquecimento público e dos historiadores e que pacientemente, o coronel Jónatas me foi não apenas dando para consulta como se empenhou em debater comigo todos os pontos que a minha ignorância dos factos encontrava obscurecidos. Nesses longos fins de tarde que se prolongavam pela noite dentro, Teresa Galhardo , a nossa Gunga, deu-me igualmente informações preciosas sobre o ambiente vivido nessa distante parcela do império português , quer antes, quer durante a Revolução dos Cravos até à sua saída do território. Muitos personagens do meu livro lhe devem igualmente a possibilidade de uma segunda vida pela sua presença num romance histórico, beneficiando-os de alcançarem a sua posteridade pela sua presença num livro, pois o que é a escrita senão a palavra que dura? Jamais esqueceria os mimos culinários com que nos brindou ao jantar, na pausa do intenso trabalho a que nos tínhamos devotado durante horas. Nas anotações do coronel Jónatas colhi muita informação sobre o carácter e o temperamento de muitas personalidades da História contemporânea timorense, muitos dos seus protagonistas de então são considerados hoje heróis nacionais tombados pela pátria e cuja personalidade não era vislumbrada por quem abordasse este período incandescente do nascimento da nação e da independência, suas tensões e conflitos se não tivesse tido acesso a essas observações do coronel Jónatas. Tendo com os militares de Abril e suas famílias ressurgido as relações entre as pessoas no corpo social, o seu convívio com os líderes timorenses e suas famílias foram-me de uma grande utilidade para a compreensão do clima moral dessa época assim como a das forças sociais que emergiram em Timor. Devo-lhes a minha aproximação à personalidade não só de António Duarte Carvarino e esposa Maria do Céu Pereira, professora de uma filha do casal ,assim como a dos líderes políticos mais relevantes . Todos esses pormenores só podiam ter sido observados e recolhidos por um militar de Abril aberto à sua comunidade de origem e igualmente aberto aos outros homens, aceitando-os na sua nobre missão sem abdicar da lealdade e isenção que devido ao seu alto cargo devia a si mesmo, aos seus familiares e amigos, à hierarquia militar e à sua pátria.Até sempre, querida Gunga.
Joana Ruas
You, Arlindo Mu, José António Cabrita and 22 others
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    José António Cabrita

    Muito obrigado por esta partilha. Uma partilha de estudiosa e escritora, claro que sim; mas, sobretudo a partilha humana e próxima que, por vezes, mas só para os estudiosos avisados, acontece com as suas fontes.
    Permita- me, por favor, está enfatização, que pode parecer desmedida.

CZARISMOS E A HISTÓRIA

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Um pouco de História para perceber o que aconteceu na invasão de Hitler à União Soviética da altura.
Stalin, em 1939 fez um acordo secreto com os nazis para dividirem a Polónia entre a União Soviética e a Alemanha nazi. E assim fizeram, ou seja , a invasão de um estado soberano não lhes repugnou aos dois, isto é, aos alemães nazis/ fascistas e aos soviéticos comunistas.
Em 1941 os alemães fizeram tábua rasa do tratado que tinham feito com os “ amigos” russos e invadiram a União Soviética e os exércitos russos não tinham armas em número e qualidade para enfrentar o poderoso exército nazi. Quem os ajudou, enviando equipamentos para os russos fabricarem as armas e tanques foi , ironia das ironias, os americanos através dos portos da costa do Pacífico porque aí não chegavam os submarinos alemães que no Atlântico desvastavam imensos navios que levavam mantimentos equipamentos para a Inglaterra que estava em guerra com os alemães como todos sabem.
Os “ terríveis” imperialistas americanos estão agora a ajudar a Ucrânia a defender-se dos ataques de Putin, cujas táticas e mentalidade não desmerecem as de Stalin diga-se de passagem. E, já agora, porque é que Stalin não entrou em diálogo com a Alemanha nazi e numa de “ make love not war” esse mesmo Stalin, um facínora, tão ainda reverenciado por muitos pediu auxílio aos americanos para se defender da invasão e subsequente ataque do seu país?
Quando ouço por estas nossas paragens gente a defender que a Ucrânia deve entrar em conversações de paz sem se defender enquanto, a Rússia a desfaz com mísseis e mata a sua população , tudo isto me dá uma enorme raiva e nojo por tais posições cretinas e assassinas.
Luís Botelho, Maria Antónia Fraga and 12 others
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  • José Cordeiro

    … enquanto arrasa o conceito de soberania, destrói o de legítima defesa e manda às urtigas o direito internacional! Só porque o czar sentiu saudades do império e teve tremores de insegurança!

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  • Fernanda Rodrigues

    Tens toda a razão. É mesmo isso!
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ESTRADA LOMBINHA – MAIA VAI REABRIR MAS…

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Filomeno Moreira shared a link to the group: Açores Global.

O Presidente da Câmara da Ribeira Grande, Alexandre Gaudêncio, afirmou ontem ao Correio dos Açores que a via de ligação da Lombinha à Maia vai abrir a partir de Maio com toda a segurança enquanto não for adjudicada a obra da sua recuperação, com abertura de passeios, no valor de 1,700 mil euros. Alexandre Gaudêncio sublinha que a primeira fase da obra, correspondente ao reforço dos taludes da via está concluída e custou cerca de 700 mil euros. O autarca compreende que a população e os comerciantes da Maia pretendessem uma maior celeridade no empreendimento mas avança que tem que seguir todos os procedimentos legais.

Via de ligação entre a Lombinha e a Maia vai abrir em Maio “com toda a segurança”, afirma o Presidente da Câmara da Ribeira Grande
CORREIODOSACORES.PT
Via de ligação entre a Lombinha e a Maia vai abrir em Maio “com toda a segurança”, afirma o Presidente da Câmara da Ribeira Grande
Correio dos Açores – A Junta de Freguesia e a população está a reivindicar uma solução para o ramal entre a Lombinha e a Maia e dizem que esta solução depende da Câmara Municipal da Ribeira Grande… Alexandre Gaudêncio (Presidente da Câmara da Ribeira Grande) – O actual elenco da C…
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Agricultores ucranianos já plantaram quase 130.000 hectares de batata – AGRICULTURA E MAR

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Partilhar              As áreas semeadas, em 14 de Abril, das principais culturas de Primavera para a campanha de 2022 no território controlado pela Ucrânia eram de 14.013 mil hectares, ou seja, 2.903,3 mil hectares a menos que no ano passado (16.916,3 mil hectares). De acordo com os dados operacionais das subdivisões estruturais das administrações militares e administrações …

Source: Agricultores ucranianos já plantaram quase 130.000 hectares de batata – AGRICULTURA E MAR

Voos comerciais entre a Austrália e Timor-Leste arrancam depois de décadas de “charters” – Observador

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A pandemia da Covid-19 levou a que o país ficasse durante mais de um ano praticamente sem voos, mesmo de “charters”, com as ligações a serem retomadas de forma gradual desde então.

Source: Voos comerciais entre a Austrália e Timor-Leste arrancam depois de décadas de “charters” – Observador

chuva em dili timor

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Problemas em várias zonas da cidade nomeadamente Metiaut, Caicoli, zona do hospital. A chuva abrandou mas há muita água e lama acumulada em vários sitios. Cuidado por aí
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Rosa Horta Carrascalao, Lino Freitas and 188 others
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ASFALTO PRECISA-SE EM SANTA MARIA

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Não há alguém do governo ou câmara , que se lembre de dar asfalto nesse caminho!! Parece todo o terreno.. e uma vergonha as nossas estradas!! Pagar imposto de selo para andar nessas estradas vergonhosas,por toda a ilha estão assim … 😡🤬🤬
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  • Fernanda Valente

    calma estão em obras vão arranjar as estradas
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  • Ana Pereira

    Uma vergonha, que imagem degradante…!
    Com o Centro de empresas mesmo em frente e o Centro de formação da Sata,que linda imagem levam os formates da Sata!
    Querem as coisas ,mas as áreas envolventes é o que vê!!!!!!!
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  • João Cabral

    Essa estrada foi construída em mil novecentos e Sessenta e oito, pelo então grupo de José da Costa, ainda muitos anos resistiu sem mais nenhuma manutenção, essa estrada tem uma caixa de pedra com mais de quarenta cêntimos, um tapete de cinco cêntimos e…

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    • Jose Antonio Freitas Cabral

      João Cabral vi fazerem esta estrada. Neste tempo amigo João faziasse as coisas como deve ser. Por isso muito aguentou esta estrada. Agora fazem as coisas e dias depois estão arranjando. Ainda à pouco tempo arranjaram a estrada do quartel e já nec…

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      • João Cabral

        Jose Antonio Freitas Cabral Não quero ofender ninguém mas já não há quem saiba trabalhar em trabalhos com aquela pequena equipa de manutenção, formada por José da Costa, Henrique Medeiros, o Sr. Luis Reis, José Batista Luís Freitas Sousa, o José Custód…

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      • António Carlos Botelho Sousa

        João Cabral uma grande equipa e com grandes responsáveis que, sem engenharias, fiscalizavam todo o trabalho que não podia ficar mal feito ou aldrabado.
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      • João Cabral

        António Carlos Botelho Sousa É verdade grandes trabalhadores, e sempre também aconpanhados pelo Senhor Gigante, um grande fiscal, trabalhei como pedreiro na construção da Central eléctrica do Aeroporto, o Senhor Gigante é que foi o fiscal daquela obra …

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  • Jose Dinis Resendes

    Caro amigo João, És um repositório histórico que vale a pena preservar, porque senão muitos ficam com amnésia ou não têm conhecimento de facto. Um grande abraço
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    • João Cabral

      Jose Dinis Resendes Para fique mais exclrarecido, foi no tempo da DGAC e sobre o Comando do teu Sogro Senhor Fernando Rognes Peres, o mais conpetente chefe que houve nas oficinas gerais do Aeroporto de Santa Maria
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  • Dinarte Rodrigues

    Não deixem todo este património ruir á míngua de cuidados mínimos á que preservar o que de bom temos…🙂
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  • Paula Magalhães

    Realmente vergonhoso!! 😠
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  • Pedro Luz Cambraia

    Era para arranjar depois de concluída a obra da incubadora. Entretanto já passaram dois anos e nad
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  • Hugo Ferreira

    Bergonha!!
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  • Luís Botelho

    Desde há muito que Santa Maria, no que se refere a necessidades mais prementes, existem duas que merecem uma atenção especial, ou sejam:- A) o abastecimento em condições de ÁGUA, um bem essencial para a vida; e, B) a conservação e/ou reparação da sua R…

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  • Joseph Medeiros

    Eu vou aí todos os anos de férias dois o três meses e vejo as estradas quase sempre da mesma maneira.
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  • Beverley Braga

    Nós igualmente
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turismo presidencial para quê?????já cá tem o vice-rei…Presidente da República visita São Jorge no domingo – Jornal Açores 9

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O presidente do Governo dos Açores confirmou hoje que o Presidente da República desloca-se no domingo à ilha de São Jorge, onde se regista uma crise sísmica desde 19 de março. Após o briefing diário das autoridades regionais e locais, José Manuel Bolieiro adiantou que Marcelo Rebelo de Sousa deverá chegar à ilha do Grupo […]

Source: Presidente da República visita São Jorge no domingo – Jornal Açores 9

Acordo histórico entre UE e EUA para reduzir dependência europeia do gás russo

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O acordo foi anunciado pela presidente da Comissão Europeia e pelo Presidente dos Estados Unidos. São 15 mil milhões de metros cúbicos que passam a chegar da América. Ainda assim, longe do gás necessário para esmagar em definitivo a dependência da Rússia.

Source: Acordo histórico entre UE e EUA para reduzir dependência europeia do gás russo

VASCO CORDEIRO O ANUNCIADOR, PEDRO GOMES

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O ANUNCIADOR
1. O Presidente do PS/Açores, Dr. Vasco Cordeiro, ainda não encontrou o registo de líder da oposição nos Açores, comportando-se – como venho escrevendo – como um Presidente do Governo no exílio, oscilando em intervenções públicas em registo de Presidente do Governo Regional ou de anúncio de desgraças ou problemas resultantes da acção do Governo Regional, que ele já não chefia.
A postura do Dr. Vasco Cordeiro deixa o seu partido desconfortável, quando o debate político interpretado por um grande partido como o PS impõe outra conduta, outra altitude e, sobretudo, outra serenidade. Vasco Cordeiro é o candidato natural à sua sucessão como Presidente do PS/Açores, no próximo congresso socialista, mas o seu estilo de liderança na oposição – para ele inédito, pois foi sempre foi líder no poder –agrava a instabilidade interna no PS, que já não é apenas um rumor entre os opositores políticos.
2. Durante a pandemia, que o actual Governo Regional foi obrigado a enfrentar, com a necessidade de contenção da propagação da SARS-COV-2, da protecção da saúde pública, no respeito pelas liberdades individuais, na preservação da capacidade de resposta do Serviço Regional de Saúde (SRS), no processo de vacinação global de toda a população dos Açores, a postura do PS contrastou com a do PSD, quando este partido estava na oposição. O tipo de intervenções, a falta de serenidade nas propostas formuladas, a linguagem do PS e dos seus principais dirigentes – Vasco Cordeiro e Tiago Lopes – que se pronunciaram sobre as questões da saúde, relacionadas com a pandemia, transformaram o debate sobre o combate à pandemia numa arena política, de confronto partidário, em que o principal alvo era o Secretário Regional da Saúde e Desporto, Clélio Meneses, que tem feito um trabalho notável na difícil pasta da saúde.
Vasco Cordeiro usou a pandemia como território de luta partidária, ao contrário do Presidente PSD, enquanto líder da oposição, que fez do consenso alargado uma estratégia para a defesa dos Açores.
3. Num momento de incerteza, provocada pela guerra da Ucrânia, que projecta as suas consequências por todo o mundo, atingindo as pequenas e periféricas economias, como a nossa, o líder do PS volta a ser o anunciador da desgraça futura que, na opinião dele, resulta da incapacidade do Governo Regional em dar resposta ao aumento do preço dos combustíveis. Vasco Cordeiro defendeu, na segunda-feira, que a Região adopte uma política de redução do Imposto sobre os produtos Petrolíferos (ISP), que se traduziria numa descida de 21 e 32 cêntimos no preço da gasolina e do gasóleo, respectivamente. Claro que todos desejam a diminuição do preço dos combustíveis, a começar pelo Presidente do Governo Regional que já afirmou que a Região iria manter o diferencial de preços em relação aos preços praticados no Continente português, ainda que, com prudência, não tenha adiantado valores.
O Dr. Vasco Cordeiro tem um problema de coerência: o PS, sob a sua liderança opôs-se à redução fiscal que o Governo Regional e os partidos que apoiam o Governo no parlamento adoptaram, em plena pandemia, anunciando que seria uma tragédia para as finanças públicas regionais, o que não se verificou. Agora, rasga as vestes e torna-se adepto numa redução do ISP, proposta à pressa, sem ponderação da evolução dos preços nos mercados internacionais durante esta semana.
O líder do PS transformou-se num anunciador de desgraças.
(Publicado a 23 de Março de 2022, no Açoriano Oriental)
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O PIOR DA POLÍTICA, OSVALDO CABRAL

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O pior da política é a falta de credibilidade.
PS e PSD têm dado uma imagem muito má na defesa de posições contraditórias, conforme estão no governo ou na oposição.
É penoso assistir, nos últimos tempos, aos desafios lançados pelo PS ao actual governo de coligação, onde pedem tudo, quando no governo defendiam o seu contrário.
Da mesma maneira que é surpreendente ver o PSD a rejeitar propostas que defendiam quando estavam na oposição.
O último exemplo tem a ver com o preço dos combustíveis e a defesa da redução do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP).
O PS até tem razão quando apresenta números factuais, nomeadamente ao sublinhar que o preço da gasolina subiu 29% desde o início de 2021, o gasóleo rodoviário aumentou 42%, o gasóleo agrícola 77% e o gasóleo pescas 113%.
E tem razão quando avança que o actual governo, desde que tomou posse, tem vindo a arrecadar crescentes milhões com o ISP.
O problema é que o PS não tem credibilidade para falar destas e de outras reivindicações, roçando mesmo o exagero populista a proposta para que o ISP seja reduzido ao mínimo, coisa que nem os seus camaradas de Lisboa querem mexer, preferindo baixar o IVA.
Em plena pandemia, quando empresas e cidadãos enfrentavam a crise económica em cima da sanitária, o governo de Vasco Cordeiro não quis baixar o ISP para os valores mais baixos que agora defende e nunca se coibiu de arrecadar os crescentes milhões do imposto, não cumprindo, muitas vezes, o prometido diferencial de 10% dos preços cobrados no Continente.
Chegou ao cúmulo de, em 2018, ter cobrado ilegalmente, no ISP do gasóleo, acima dos 40 cêntimos por litro, nos meses de Janeiro até Outubro, o mesmo acontecendo com a gasolina no primeiro trimestre daquele ano.
Desde que tomou posse, em 2012, os governos de Vasco Cordeiro aumentaram as receitas do ISP de 40 para 60 milhões de euros anuais, sensivelmente o mesmo valor que é hoje arrecadado pelo actual governo.
Tem razão, também, o PSD, ao acusar o PS de, entre 2016 e 2020, o governo do PS ter cobrado, durante 30 meses, o ISP do gasóleo acima do valor previsto na lei, recusando sempre baixar o valor do ISP.
Mas também não tem credibilidade para, agora, defender o contrário, quando na oposição fazia propostas para baixar o referido valor.
O PSD chegou mesmo, em Fevereiro de 2019, a requerer um debate de urgência no parlamento para obrigar o governo do PS a baixar o ISP, coisa que, agora, tem relutância em fazer.
O mais certo é que vai acabar por o fazer, porque a crise assim obriga.
O ISP é uma mina para qualquer governo, sobretudo quando as receitas são escassas e as contas públicas têm uma trajectória de desequilíbrio.
Quando foi preciso baixar impostos, a oposição votou, incompreensivelmente, contra.
Pedir, agora, o melhor dos mundos, quando, lá fora, não se assiste a este exagero, é cavar mais o fosso da credibilidade.
É preciso manter o diferencial dos preços em relação ao Continente, para que o nosso sector produtivo seja competitivo, como também é preciso evitar os exageros eleitoralistas que são tentadores em momentos de crise.
Este governo já devia ter criado uma espécie de gabinete de crise, envolvendo os parceiros sociais, para que não haja tentações de especulação e açambarcamento, ao mesmo tempo que deve ser dada uma atenção muito especial às famílias mais necessitadas neste momento de crise.
Quem é pobre, corre o risco de ficar ainda mais pobre com os cenários sombrios que se avizinham na economia.
Como na vida, a política precisa de bom senso.
Coisa rara por estas paragens.
****
SATA NO PIOR – Ao que parece a SATA prepara-se para fechar os seus escritórios junto da enorme comunidade açoriana na costa leste dos EUA, nas cidades de Fall River e New Bedford, sem ainda se conhecer o famigerado e secreto plano de reestruturação.
É outro exagero incompreensível, como se fossem os emigrantes açorianos os culpados pela crise da empresa.
Reduzir os recursos ou fazer um esforço para se melhorarem os objectivos da operação naquelas paragens, que até dá lucro, seria o mais sensato.
O escritório da SATA junto da nossa comunidade da diáspora não é, apenas, um instrumento da empresa.
É, acima de tudo, um símbolo da presença física da Região Autónoma nos EUA, uma espécie de embaixada com muitos anos e História, em que os viajantes açorianos recorrem sempre que surja alguma dificuldade ou dúvida.
Com o encerramento deste escritório, é a Região Autónoma que perde notoriedade e, mais do que isso, perde a confiança e proximidade junto de milhares de açorianos, que ficam sem interlocutor.
Mais um erro crasso que este governo faz que não vê.
(Osvaldo José Vieira Cabral – Diário dos Açores de 23/03/2022)
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OSVALDO CABRAL, A TEMPESTADE PERFEITA

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A tempestade perfeita
O que vem por aí fora é o que se pode chamar de tempestade perfeita.
O impacto que os efeitos da crise vai trazer à economia açoriana será mais duro do que a crise pandémica.
Serão os aumentos dos preços em catadupa, a falta de muita matéria prima, o racionamento, a especulação, o açambarcamento, a inflação e a mais do que previsível subida das taxas de juro.
Nada que não fosse esperado numa região frágil como a nossa, isolada no Atlântico e dependente do exterior em transportes e em produtos de bens alimentares.
Podíamos ter reduzido esta dependência?
Claro que sim! E não faltou quem avisasse ao longo dos últimos anos.
Há, seguramente, mais de duas décadas que se ouve falar nesta região de criar uma reserva alimentar perante a impossibilidade de uma autossuficiência e uma teimosa monocultura da vaca.
Se há coisa em que falhamos em toda a linha ao longo de toda a governação autonómica foi no planeamento para uma emergência alimentar e energética.
No passado demos exemplos com enormes áreas de terrenos para sementeiras diversificadas, como o milho, o trigo, o centeio e por aí fora, mas não fomos suficientemente competentes para manter uma reserva de emergência.
Os sucessivos governos ignoraram os avisos e fomentaram, com base na subsidiação, as importações e a monocultura.
Só há poucos meses é que, perante uma crise que já se instalara no sector agrícola na União Europeia, os governos dos Açores e da Madeira enviaram uma carta conjunta, assinada pelos respectivos presidentes, à ministra da Agricultura, pedindo respostas urgentes para o aumento dos custos de produção do sector agrícola e pecuário.
Na carta, os executivos regionais lembram que a necessidade de ter em consideração as RUP foi reconhecida, por iniciativa de Portugal e Espanha, nas conclusões do Conselho da Agricultura de dezembro de 2021 sobre o Plano de Contingência “para garantir o abastecimento alimentar e a segurança alimentar em tempos de crise”.
Como se vê, só quando o fogo entra em casa é que acordamos para a desgraça.
O mesmo aconteceu com os combustíveis, área em que poderíamos estar hoje a dar cartas no país e na Europa, não fosse a subserviência dos nossos governantes aos seus líderes de Lisboa.
Ainda na semana passada ouvi esta coisa espantosa de Vasco Cordeiro, no parlamento açoriano, questionando o governo se “já tem alguns contactos em curso quanto ao Porto da Praia da Vitória e ao Gás Natural Liquefeito?”!
Então não foram os seus governos, conjuntamente com os seus camaradas da República, que prometeram, há anos, instalar o GNL na Praia da Vitória?
O famoso PREIT (Plano de Revitalização Económica da Ilha Terceira), criado em 2015, já prometia “definir o Porto da Praia da Vitória como o porto abastecedor nacional de GNL, para as travessias transatlânticas e consequente candidatura nacional do mesmo ao Programa European Connecting Facility”.
Onde é que ele está?
De 2105 para cá o que foi feito?
Claro, não fizeram absolutamente nada, como continuaram a fomentar a propaganda com mais promessas por parte da República e o ‘amouchar’ da região perante o incumprimento nacional, nesta tradicional curvatura espinhal que fazemos aos senhores de Lisboa, pondo os interesses partidários acima dos interesses do povo açoriano.
Dois anos depois, a 20 de Novembro de 2017, a senhora Ministra do Mar foi ao porto da Praia da Vitória dizer que aquela infraestrutura era fundamental para a estratégia nacional ligada ao abastecimento com gás natural liquefeito (GNL).
“Esse porto é fundamental para a execução de uma estratégia nacional que tem a ver com o seu posicionamento logístico a nível do Atlântico ligado com o abastecimento do gás natural liquefeito”, afirmou então Ana Paula Vitorino, a mesma que nos ‘engavetou’ com a Lei do Mar, perante o silêncio comprometedor dos seus camaradas açorianos.
Todos eles assistiram à senhora ministra a prometer um ‘road show’, que já tinha começado na China, englobando os portos açorianos, porque a Praia da Vitória é “um dos pontos fulcrais para a estratégia de abastecimento internacional do gás natural liquefeito que engloba os portos dos Açores, Sines, Lisboa e Leixões, não excluindo outros”.
Tudo benzido pelas nossas autoridades regionais, que até diziam mais: “é pretensão criar no Porto da Praia da Vitória um ‘bunkering’ deste combustível que será efetuado por investimento privado com recurso simultâneo aos fundos comunitários e instrumentos disponibilizados pelo Banco Europeu de Investimento. Com a criação deste entreposto, prevê-se a intersecção no fixo de carga transatlântica e criação de economias de escala através da etilização do GNL por outras entidades, nomeadamente do setor energético”.
Onde é que está tudo isso?
Eis como, em quase uma década, andamos a prometer tanta coisa que nos podia, agora no presente, atenuar a tempestade perfeita que vamos enfrentar.
Sobre isso o julgamento está feito. E não esquece.
O que é preciso, agora, é que olhemos para os mais carenciados, os que vão sofrer mais com esta crise inesperada e para a qual os políticos foram incompetentes em nos preparar.
Que sirva de lição.
Março 2022
Osvaldo Cabral
Diário dos Açores, Diário Insular, Multimedia RTP-A, Portuguese Times EUA, LusoPresse Montreal)
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Ribeira Grande assinala os 500 anos do nascimento de Gaspar Fructuoso – Jornal Açores 9

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A Câmara Municipal da Ribeira Grande apresentou, no final da passada semana, o programa de comemorações dos 500 anos do nascimento do Dr. Gaspar Fructuoso, que conta com a colaboração da Universidade dos Açores e com o alto patrocínio da Presidência do Governo dos Açores. O vasto programa elaborado para os próximos meses terá o […]

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