TIMOR DEMORAM OS PROFESSORES

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Atraso na chegada dos professores portugueses dos CAFE prejudica aprendizagem
4 de Março, 2023
Nicodemos do Espírito Santo
À semelhança do que tem acontecido em anos anteriores, a demora na execução do Orçamento Geral do Estado timorense (OGE) de 2023 atrasou a compra dos bilhetes de avião dos 130 professores portugueses dos 13 Centros de Aprendizagem e Formação Escolar (CAFE). O atraso na chegada dos professores impossibilitou, mais uma vez, o arranque normal do ano letivo, que estava previsto para janeiro.
Na cerimónia de receção a 60 professores portugueses dos CAFE, na Embaixada de Portugal em Díli, a coordenadora geral do projeto, Lina Vicente, explicou, relativamente aos atrasos na compra das viagens, que se trata “de uma quantia avultada, porque são comprados bilhetes de ida e volta para 130 docentes …. ( leia o resto da notícia no DiliGente no link: https://www.diligenteonline.com/atraso-na-chegada-dos…/… )
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Quem mantém a pesca nas Caxinas são os indonésios

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Dada a falta de mão de obra nacional, grupo de 500 imigrantes já representa 75% dos tripulantes dos barcos na maior comunidade piscatória do país, em Vila do Conde.

Source: Quem mantém a pesca nas Caxinas são os indonésios

Agravamento do IMI para prédios devolutos em Ponta Delgada vai abranger 200 imóveis – Açoriano Oriental

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A Câmara de Ponta Delgada, Açores, identificou cerca de 200 imóveis devolutos sobre os quais vai recair o agravamento da taxa de Imposto Municipal sobre os Imóveis (IMI), para incentivar a reabilitação urbana e aumentar a oferta de habitação, foi anunciado.

Source: Agravamento do IMI para prédios devolutos em Ponta Delgada vai abranger 200 imóveis – Açoriano Oriental

açores o governo da nau catrineta

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Admin

EDITORIAL

A Nau Catrineta

Pairava no ar um prenúncio de mau tempo capaz de justificar o alerta amarelo, no mínimo. As águas já andavam revoltas e o vento soprava forte. As gaivotas recolheram a terra onde o seu grasnar anunciava o que aí vinha. Gaivotas em terra, tempestade no mar.
A tempestade Clélio Meneses! O agora ex-Secretário Regional da Saúde invoca “razões políticas, assentes em divergências insanáveis e inultrapassáveis” para arrumar a secretária e ir embora. E foi com o estrondo de um trovão e deixando bem claro que saiu porque outros o tentaram boicotar e sistematicamente afastar da ribalta governativa. Sem meias palavras, Clélio apontou o dedo a quem o empurrou para fora do governo … e para bom entendedor meia palavra basta. José Manuel Bolieiro tem forte responsabilidade na saída do, até agora, Secretário Regional da Saúde, até porque já vinha de longe o mal estar de Clélio Meneses.
Como todas as tempestades, esta também não chegou sem avisar. Tinha vindo a ganhar lastro, a crescer e a fazer-se sentir em diferentes setores regionais. No Teatro Micaelense, no Coliseu também Micaelense, na Cultura, na Lotaçor, no HDES e no setor da Saúde em geral.
As alterações climáticas têm a mão do homem que, imprevidente e arrogante, ignorou os sinais de alerta e fez tudo o que quis e como quis até chegarmos ao desastre climático iminente. A tempestade política que paira no ar nos Açores também tem mão humana, a mão de quem não percebeu que um governo a três só garante a sobrevivência e eventual reeleição se promover estabilidade e bonança. As perturbações políticas internas são, para o cidadão comum, incompreensíveis. O sol não se tapa com uma peneira.
Cabe ao presidente de um governo, sobretudo de coligação, zelar pela boa governança, rodear-se dos melhores, saber gerir egos e ambições, mas também ter a arte de prever mudanças na meteorologia política e antecipar tempestades. Ao deixar “cair” o seu Secretário da Saúde, José Manuel Bolieiro deixa no ar a sensação de ter pouca autonomia em relação aos seus parceiros de governo.
Ainda é cedo para perceber se a tempestade Clélio apenas fez balançar a embarcação ou se provocou um rombo sério na Nau Catrineta que tem transportado este governo em busca de porto seguro. Veremos!

  • Paulo Simões

    in, Açoriano Oriental, 05 de Março / 2023

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Antonio Tavares

Como sempre, muito assertivo!
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Desastre ferroviário na Grécia. Primeiro-ministro pede perdão, Atenas mergulha em violência

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Polícia e manifestantes envolveram-se este domingo em violentos confrontos no coração de Atenas, à margem de uma ação de homenagem às 57 vítimas mortais da colisão ferroviária da passada terça-feira. Perto de 12 mil pessoas estiveram na Praça Syntagma, diante do Parlamento grego, empunhando cartazes com palavras de ordem como “abaixo os governos assassinos”, ou “não foi erro humano”.

Source: Desastre ferroviário na Grécia. Primeiro-ministro pede perdão, Atenas mergulha em violência

colgação em timor

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Quatro partidos timorenses anunciam coligação pré-eleitoral para legislativas de maio
Díli, 04 mar 2023 (Lusa) – Quatro forças políticas timorenses, duas das quais com assento parlamentar, anunciaram a formação de uma coligação pré-eleitoral, a Frente Ampla Democrática (FAM), que se vai apresentar às legislativas de 21 de maio.
“A Frente Ampla Democrática (FAM) traduz a vontade de quatro forças políticas que querem trabalhar juntas para passar a barreira dos 4% e conseguir eleger deputados para o Parlamento Nacional”, disse à Lusa Gally Soares Araújo, secretário-geral da ASDT e da nova coligação.
A FAM reúne dois partidos com assento parlamentar, a União Democrática Timorense (UDT) e a Frente Mudança (FM), além do Centro de Ação Social Democrática Timorense (CASDT) e do Partido Desenvolvimento Nacional (PDN), ambos sem assento parlamentar.
“As negociações prolongaram-se vários meses e centraram-se no objetivo de unir pequenas forças, permitindo agora oficializar esta coligação que vai ser agora apresentada à Comissão Nacional de Eleições (CNE) e posteriormente ao Tribunal de Recurso”, explicou Araújo.
Definindo-se como uma coligação “do centro”, que quer “unir forças espalhadas, com valores democráticos” e que possam ir da direita à esquerda, a FAM vai apostar numa agenda eleitoral marcada pelo desenvolvimento económico.
“Cada partido tem já o seu programa, mas o nosso grande foco será o desenvolvimento económico, especialmente a aposta na diversificação económica, nomeadamente comércio, indústria e turismo”, explicou.
“Apostamos igualmente na educação porque consideramos que a chave deste país tem que passar pelos recursos humanos, essencial para tudo, inclusive para contribuir para este processo de adesão à ASEAN”, referiu.
A FAM é presidida por Ricardo Carlos Neu, atual presidente da FM, força política que nasceu como excisão da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin).
“Cada partido tem as suas características e estamos agora a fazer o mapeamento conjunto para identificar forças reais na base. No caso da CASDT, por exemplo, consideramos que é uma força com mais apoio entre os jovens, novos eleitores, um partido da nova geração”, disse, referindo-se ao partido oficialmente registado em 2015.
“Queremos reunir os votantes que nunca votaram”, explicou, referindo que o objetivo, “ainda que difícil”, é conseguir pelo menos cinco cadeiras no parlamento de 65 lugares. Um dos ‘padrinhos’ da coligação vai ser Rogério Lobato, um dos candidatos presidenciais em 2022, disse.
Recorde-se que termina no domingo o prazo definido no calendário eleitoral das eleições legislativas, aprovado pelo Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), para a “constituição de coligações partidárias e comunicação à CNE”.
Já anunciada no final de janeiro foi a coligação Aliança Democrata (AD) que reúne três forças políticas: a Aliança Nacional Democrata (AND), cujo processo de registo ainda não está concluído, e ainda o Partido de Desenvolvimento Popular (PDP) e o Partido Liberta Povo Aileba (PLPA).
Também hoje está a decorrer a conferência que vai confirmar a coligação entre duas outras forças políticas, o Partido Democrático República de Timor (PDRT) e a Associação Popular Monarquia Timorense (APMT), ambas sem representação parlamentar atual.
O método de Hondt aplicado em Timor-Leste implica que os votos em forças que não consigam eleger ninguém para o Parlamento, de 65 lugares, sejam redistribuídos proporcionalmente pelos partidos que elegem deputados.
Nas eleições presidenciais, do ano passado, registaram-se cerca de 650 mil votos válidos, pelo que se essa taxa de participação se repetir, a barreira de 4% rondaria os 26 mil votos.
Em 2018, o Tribunal de Recurso retirou a elegibilidade a sete forças políticas, nomeadamente a ASDT, KOTA, PDL, PUN, PARENTIL, PNT e PTT, mantendo-se com o estatuto de partido político um total de 24 forças (incluindo o recém-registado Partido os Verdes de Timor).
Os critérios definidos na lei podem implicar que pelo menos quatro forças políticas desse grupo – Partido Milénium Democrático (PMD), Partido Democrático República de Timor (PDRT), Partido do Desenvolvimento Popular (PDP) e Partido Timorense Democrático (PTD) – não podem concorrer ao voto de 21 de maio.
ASP // CAD
Lusa/FIm
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Jan-Patrick Fischer

What happen to PUDD?

um abuso sexual esquecido (não foi na igrejamas na escola)

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Não declarar trabalho doméstico passa a poder valer prisão

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As alterações feitas na “Agenda do Trabalho Digno” significam que não declarar um trabalhador doméstico é considerado crime.

Source: Não declarar trabalho doméstico passa a poder valer prisão

QUANDO O TELEFONE TOCAVA

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«QUANDO O TELEFONE TOCAVA

Há vinte e tal anos o telefone fixo era importante. Importante? Era fundamental! Quando os senhores da Portugal Telecom (ou seriam ainda da TLP?) o foram instalar em minha casa, uma instalação tardia, para nós ainda era um luxo, um objeto sagrado que inspirava fascínio e temor porque trazia com ele a milagrosa possibilidade da comunicação instantânea e a ameaça de despesas acrescidas. Era preciso ter cuidado com a duração e o teor das chamadas. Nas nossas casas, o telefone era tão decisivo como os telefones vermelhos e secretos que imaginávamos ao dispor dos grandes líderes mundiais.
Era o telefone tão importante e tão perigoso, que a minha avó paterna, que ainda tinha um daqueles telefones de disco, arranjou um cadeado para evitar as contas astronómicas com que, em certos meses, era surpreendida. A estratégia não resultava porque as chamadas mais caras era a minha avó que as fazia. Passava horas a falar com as filhas emigradas e esquecia-se de tudo, do telefone e dos custos, penosamente lembrados quando então chegava a fatídica fatura com muitos contos para pagar.
Lembro-me que, nesses dias, a casa transformava-se no cenário de um mistério de Agatha Christie em que todos éramos potenciais culpados, autores de chamadas exorbitantes. Embora a culpa fosse geralmente da minha avó, o que ela assumia a contragosto, confesso que por várias vezes violei o cadeado com um clipe para poder falar com a minha namorada de então, que vivia no Porto. Após a chamada, fechava o cadeado e é possível que tenha usado um lenço para limpar as impressões digitais, tal era o pavor do castigo. Mas alguém se lembrou então de pedir as faturas detalhadas e o mistério e o pânico dos dias em que a fatura chegava perderam-se no rigor forense dos números discriminados. Contudo, isso não me impedia de continuar a fazer chamadas para o Porto porque a voz que me recebia do outro lado justificava os riscos e havia a esperança mágica de que o número iniciado por 22 passasse despercebido no meio das dezenas de chamadas da minha avó para o estrangeiro.
O telefone era tão importante naqueles tempos que a minha avó materna cismava dias a fio quando, por engano, alguém ligava lá para casa. Identificar a voz desconhecida tornava-se uma obsessão. temia que, do outro lado, estivesse um ladrão a ligar para nossa casa só para confirmar se havia lá alguém, e esse ladrão hipotético, ou um seu cúmplice, era, na cabeça da minha avó, o autor de todas as chamadas em que alguém dizia atrapalhado: “Desculpe, é engano”. A suspeita podia adormecer, entrar em hibernação, mas ressurgia meses depois, intacta ou ainda mais viva, numa frase repetida vezes sem conta: “Foi como daquela vez que ligaram para cá à noite”.
Nesses tempos em que o telefone era importante, fundamental, um número era um bem que tinha de se conquistar, que tinha de se merecer. Ligar para casa de alguém era uma ato que exigia uma bravura, uma intrepidez espiritual, que as novas gerações já não podem entender. Aquela frase inicial – “É da casa da Sílvia?” – era arrancada das profundezas da insegurança, não como se fosse a pergunta banal e objetiva que era. mas um desmedido atrevimento, como se entrássemos no quarto da rapariga a meio da noite por uma janela e nos preparássemos para a raptar.
Que terrível provação quando se ouvia uma voz masculina e grave: “Quem quer falar com ela?” E, nesse segundo em que até a resposta simples e verdadeira, “É um colega da escola”, nos parecia trair uma intenção imoral, uma indecência, a vontade era a de desligar imediatamente e nunca mais falar com ninguém, por telefone ou em pessoa. Só os mais fortes lhe resistiam. Ah, mas o prazer de ouvir a voz desejada! Que conquista! Havia um sentimento militar de espaço íntimo franqueado. O número de telefone era para nós o que o lenço da mulher amada era nas épocas em que ainda se morria de amor e de tísica (provavelmente transmitida através dos lenços): a chave do coração.
Todos esses delicados entraves, esperas angustiadas, números guardados como tesouros, toda essa experiência que, na juventude, julgávamos eterna, morreu. Os dramas, as emoções e os silêncios determinados por aquele artefacto tecnológico morreram quando ele se tornou obsoleto. A fúria com que se desligava uma chamada após uma discussão telefónica, a delicadeza com que a minha avó discava cada número ao mesmo tempo que o arrastava na voz, ao ritmo do disco – “dooooois, zéérooo” -, até a estridência da campainha que os telemóveis tentam imitar numa lamentável paródia, tudo isso desapareceu. Ouvir o telefone e pensar “Quem será?”, ser dominado pelas esperanças e ilusões que o toque despertava, inventar rituais, superstições, “Vou deixar tocar só mais uma vez e depois atendo” – e, nesse entretanto, sem aviso, os telefones fixos, jurássicos, passaram à história e nunca mais tocaram.»

Coligação de forças sem assento parlamentar quer consensos nacionais em Timor-Leste

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Dois partidos timorenses sem assento parlamentar, o PDRT e a APMT, anunciaram hoje que se vão apresentar coligados nas eleições legislativas de 21 de maio, defendendo a busca de consensos nacionais como solução para o país.

Source: Coligação de forças sem assento parlamentar quer consensos nacionais em Timor-Leste

Chega alerta que Governo dos Açores não pode viver de “egos e ingerências” – Observador

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Deputado único do Chega, que dá apoio ao Governo dos Açores, diz que Executivo de Bolieiro prefere “brincar como um saco de gatos”.

Source: Chega alerta que Governo dos Açores não pode viver de “egos e ingerências” – Observador