CRÓNI(e)CONÓMICA – por J. Chrystello] – A Voz de Timor (Dili, East Timor : 1970 – 1975) – 22 Feb 1974

Views: 6

Source: CRÓNI(e)CONÓMICA – [?]er J. Chryst[?] – A Voz de Timor (Dili, East Timor : 1970 – 1975) – 22 Feb 1974

VECTOR – COMENTARIO DE J. CHRTSTELLO TIMOR: O DESAFIO AO FUTURO 1974: A ECONOMIA E A PROMOÇÂES DAS EXPORTÇÕES – A Voz de Timor (Dili, East Timor : 1970 – 1975) – 8 Feb 1974

Views: 3

Source: VECTOR – COMENTARIO DE J. CHRTSTELLO TIMOR: O DESAFIO AO FUTURO 1974: A ECONOMIA E A PROMOÇÂES DAS EXPORTÇÕES – A Voz de Timor (Dili, East Timor : 1970 – 1975) – 8 Feb 1974

Em São Miguel, André Ventura venceu

Views: 1

Em São Miguel, André Ventura venceu em todos os concelhos com uma exceção: Ponta Delgada, onde António José Seguro ficou ligeiramente à frente (7.917 votos, 29,04% vs Ventura com 7.531, 27,62%).
A explicação está na clivagem entre freguesias rurais vs citadinas dentro do concelho. Ventura é muito mais forte nas freguesias rurais, enquanto Seguro (e também Cotrim) têm melhor desempenho nas freguesias citadinas. Além disso, a abstenção é alta (~57%) e ainda maior nas freguesias rurais, o que reduz o peso eleitoral dessas freguesias no resultado final.
O “contrapeso urbano” em Ponta Delgada foi suficiente para travar a vitória de Ventura no concelho, mas por uma margem curta.

socorro estou rodeado de fachos

Views: 7

https://cnnportugal.iol.pt/eleicoes/presidenciais2026/resultados/freguesia/420503/lomba-da-maia

RAINER RILKE À LUZ DE NUNO ÁLVARES PEREIRA

Views: 12

RAINER RILKE À LUZ DE NUNO ÁLVARES PEREIRA

 

O Indivíduo na sociedade e a sociedade no indivíduo: Ninguém se pensa sozinho

 

Não existe um “eu” puro fora do “nós”, nem um “nós” abstrato que dispense a interioridade pessoal.

Para tornar visível esta tensão e a sua fecundidade, recorro a duas figuras paradigmáticas do século XX e uma do século XIV: Rainer Maria Rilke, poeta da interioridade e do devir existencial, Dietrich Bonhoeffer, teólogo da responsabilidade comunitária e da ação histórica e Nuno Álvares Pereira, estratega militar português (1) que pode figurar como configuração exemplar e integradora dos dois.

Rilke e a primazia da interioridade vivida

Rilke escreve: “Não procures agora as respostas que não te podem ser dadas, porque não as podes viver. Trata-se de viver tudo. Vive agora as perguntas. Talvez então, sem te aperceberes, um dia vivas gradualmente a resposta.” E ainda: “Nunca se deve desesperar quando se perde algo, uma pessoa, uma alegria, uma felicidade; tudo volta ainda mais maravilhoso.”

Estas palavras condensam o núcleo do pensamento rilkeano expresso na vida como processo de maturação interior, em que o sentido não é imposto de fora, mas emerge da experiência vivida…

Rilke insere-se na tradição existencialista e na filosofia da vida, onde a autenticidade da experiência interior se torna critério supremo. “Viver as perguntas” significa aceitar que o sentido não se revela de modo abstrato ou imediato, mas se encarna lentamente na biografia…

A sociedade que habita o indivíduo limita a interioridade isolada

Uma crítica legítima ao pensamento de Rilke é a sua radical subjetividade. O foco quase exclusivo na interioridade corre o risco de obscurecer uma dimensão fundamental da existência: a sociedade vive no indivíduo e ao mesmo tempo o indivíduo vive na sociedade.

As nossas perguntas não nascem num vazio… A pergunta decisiva que Rilke não formula é: quem pode, de facto, “viver as perguntas”?…

Há sofrimentos que não se resolvem apenas por trabalho interior, porque não são apenas interiores.

Sem instituições, sem memória coletiva e sem tradição, o ser humano não se torna mais livre: regressa a um estado de imediatismo instintivo, vivendo num presente sem profundidade temporal. Rilke rejeitou dogmas e instituições, com razão em certos contextos, mas sem alguma forma de institucionalização simbólica, não há cultura, nem futuro, nem responsabilidade histórica.

 

Bonhoeffer: da interioridade à responsabilidade histórica

É aqui que o pensamento de Dietrich Bonhoeffer se torna decisivo. Ele escreve: «A glória final não é que o mundo seja julgado e condenado, mas que Cristo, através da sua cruz, que é também a cruz da comunidade, perdoe o mundo e faça a paz.»

À primeira vista, esta afirmação pode parecer resignada. Mas essa leitura dissolve-se quando se considera o contexto existencial de Bonhoeffer…

Ele não escreveu a partir de uma torre de marfim espiritual, nem a partir do espírito do tempo, mas do interior da resistência ativa ao regime nazi…

A “cruz da comunidade” não é símbolo de passividade, mas de solidariedade ativa…

Paz como acção criadora, não como capitulação

Para Bonhoeffer, “promover a paz” é uma tarefa profundamente activa. Não significa evitar conflitos, mas romper o ciclo da violência, da vingança e da humilhação moral. O pacificador não é neutro: ele paga o preço da reconciliação…

Uma espiritualidade que se refugia no interior ou se limita a julgamentos piedosos é uma traição ao real e à própria filosofia e mística cristã…

A aparente renúncia ao juízo condenatório não é fraqueza política, mas uma estratégia ética radical em que o objetivo não é destruir o adversário, mas restaurar a comunidade, o “shalom”, mesmo quando isso exige decisões duras…

 

Rilke e Bonhoeffer são duas faces de um mesmo processo humano

Rilke e Bonhoeffer não se opõem; complementam-se… Rilke trabalha o tempo interior da maturação e Bonhoeffer assume o tempo histórico da decisão.

Ambos rejeitam respostas fáceis e confiam em processos transformadores. Mas em Bonhoeffer esses processos são explicitamente orientados para a mudança social, para a justiça encarnada, para a paz construída, algo que contrasta fortemente com a política contemporânea, dominada pela lógica da polarização, da humilhação do adversário e da vitória simbólica…

Rilke à luz de Nuno Álvares Pereira como interioridade encarnada

Para que o pensamento de Rilke não permaneça suspenso numa interioridade sem corpo histórico, é fecundo colocá-lo em diálogo com uma espiritualidade que soube viver as perguntas no meio do conflito real. Aqui, a figura de São Nuno de Santa Maria (Nuno Álvares Pereira) revela-se exemplar

A sua vida mostra que a verdadeira tensão formadora não é apenas entre o eu e a sociedade, mas entre o eu e o próprio ego.

Se Rilke nos convida a “viver as perguntas”, Nuno Álvares Pereira mostra como fazê-lo quando a vida não permite retirada, quando a decisão é urgente e o sofrimento coletivo é real. Ele não fugiu do mundo para se tornar santo; tornou-se santo atravessando o mundo, transfigurando por dentro aquilo que por fora parecia apenas violência, ambição ou identidade nacional…

Neste sentido, o “Santo Condestável” realiza aquilo que em Rilke permanece sobretudo como potencial: a integração entre trabalho interior e responsabilidade histórica… O egoísmo, a indiferença e a autossuficiência, inimigos silenciosos mais perigosos do que qualquer exército, são combatidos diariamente, até que neles floresça uma humanidade mais ampla e reconciliada. Isto é o que não se encontra nos políticos hodiernos e por isso a falta de humanismo, de coerência e de lógica política…

A sua passagem da espada ao hábito carmelita não foi uma fuga tardia, mas a consumação lógica de um caminho interior já vivido em plena ação. Ele prova que a santidade não é incompatível com a política, nem a fé com a lucidez histórica, desde que o centro da luta seja deslocado do inimigo exterior para a conversão do coração

São Nuno é, assim, a resposta viva à crítica sociológica feita a Rilke: ele mostra que é possível viver as perguntas sem ignorar o sofrimento coletivo, e crescer interiormente sem abandonar a responsabilidade pelo destino comum.

Com Nuo Álvares Pereira compreende-se que a tensão entre o eu e o nós, entre o privado e o público, entre o sagrado e o profano, não é um problema a eliminar, mas é o lugar onde o Homem se forma, porque a identidade nasce da tensão, não da fuga…

O desafio contemporâneo não é escolher entre interioridade ou ação, mas integrá-las (Nuno torna-se exemplo de identidade, tensão e encarnação) … (Em pegadas do tempo encontra-se uma nota explicativa adequada a este resumo)

António da Cunha Duarte Justo

Teólogo e Pedagogo Social

Texto completo © em Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=10637

 

 

A FERIDA SOCIAL DA SOLIDÃO E O IMPERATIVO DE CRIAR LAÇOS

 

Há um paradoxo original na condição humana: nascemos sozinhos e morremos sozinhos, mas o greta da existência só ganha cor, calor e significado no cadinho do outro… A sua afirmação no mundo não é um monólogo, mas um diálogo permanente que espera uma resposta, um eco, um reconhecimento…

Sentir-se sozinho é, de facto, uma das experiências mais cruéis. Não é sinónimo de estar fisicamente só, porque muitas vezes habita os corredores apinhados de um escritório ou o lado vazio de uma cama partilhada…. Os dados, como o preocupante estudo alemão que aponta que seis em cada dez pessoas se sentem sós, são mais do que estatísticas; são o retrato de uma epidemia subjetiva numa sociedade carente…

Vivemos tempos em que o nosso chão se torna cada vez mais movediço. A globalização, com as suas luzes e sombras, retirou-nos muitas vezes o chão das comunidades estáveis, das praças onde todos se conheciam. As notícias de conflitos globais ecoam como um ruído de fundo ansioso. Muitos sentem-se como peças intercambiáveis numa engrenagem vasta e impessoal, onde a eficácia substitui a afetividade…

As comunidades, sejam religiosas, culturais ou de simples proximidade, são os antídotos naturais ao isolamento. É por isso que a ação do Estado e das instituições não pode limitar-se ao económico e ao funcional; deve investir ativamente na criação de espaços de encontro, de cultura viva e partilhada, de celebração do vínculo, durante todo o ano. Uma sociedade que não cultiva o seu espírito comunitário é uma sociedade que adoece coletivamente, tornando-se mais depressiva e fragmentada.

Contudo, a ponte para o outro não se constrói apenas de cima para baixo. Ela nasce dos gestos mínimos, da micropolítica da gentileza quotidiana. Fiquei profundamente comovido com um episódio simples: durante um passeio, ao executar discretamente um exercício de equilíbrio, um desconhecido de semblante alegre que passava perguntou-me: “Está tudo bem?”. Não era mais do que uma frase, uma nesga de atenção, mas continha um universo de reconhecimento. Naquele instante, deixei de ser uma figura anónima numa paisagem para me tornar um alguém. Admiro, com um certo sentimento de humildade, a etiqueta infalível dos cães que, ao cruzarem-se, se cheiram e se saúdam. Recordam-nos um protocolo básico de existência: a presença do outro merece um registo, um reconhecimento…

A biologia confirma a tragédia: o isolamento social crónico eleva os níveis de cortisol, a hormona do stress, abrindo caminho a doenças cardiovasculares e a um declínio geral do sistema imunitário…

Combate-se com a participação ativa, como, dançar, pertencer a um coro, fazer parte de um grupo de voluntários, cultivar uma amizade com a paciência com que se cultiva uma árvore. Sei bem como isto é difícil de praticar porque também eu não consigo praticar sempre muito do que aqui digo embora reconheça a sua importância…

Chegou a hora de um investimento coletivo na arte do encontro. De perguntar ao vizinho como está. De criar, com pequenos gestos, uma rede de luz que afaste a escuridão da solidão. Porque no fim, salvamo-nos uns aos outros, ou perecemos juntos, na mais dolorosa das separações, que é a que acontece estando lado a lado. Ninguém se realiza sozinho.

António da Cunha Duarte Justo

Texto completo em Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=10635

 

637. prevendo futuros 18.1.2026 por chrys c

Views: 14

637. prevendo futuros 18.1.2026

 

Quase todos sabem da minha inequívoca falta de jeito no campo das previsões, sejam Elias eleitorais ou futebolísticas, mas ao fim da primeira quinzena aterradora deste ano creio acertar quando disser que, a qualquer momento Trump vai deitar a mão à Gronelândia (não se sabe bem é como). E a UE que mandou meia dúzia de militares (37 no total: 1 RU, Países Baixos, 2 Noruega, 2 Finlândia, 3 Suécia, 13 Alemanha, 15 França) não vai fazer nada, a NATO precisava que os EUA dessem dinheiro para a NATO impedir a tomada da Gronelândia pelos EUA! A Dinamarca nada pode fazer e os habitantes locais ainda menos.

Podem acontecer três desfechos que inviabilizem esta previsão:

  1. Os EUA entram em colapso (tipo guerra civil)
  2. A 3ª Guerra Mundial formalmente toma conta do mundo
  3. Trump desaparece da cena. Sei que as estatísticas dizem que os presidentes mais à esquerda são normalmente, as vítimas de tentativas de assassinato, mas neste caso justificava-se uma exceção.

A verdade tornou-se traição neste império de mentiras que são os EUA. Já não é época de desastres bíblicos, tipo as dez pragas do Egito ou os mais prosaicos castigos divinos sobre esse mentiroso compulsivo narcisista que se diz cristão (protestante).Há muitos que dizem que a Rússia tem um ficheiro comprometedor sobre ele e que o manipulam livremente. Em 12 de agosto de 2025, Alnur Mussayev, ex-chefe do Comité de Segurança Nacional do Cazaquistão, alegou que o presidente russo Vladimir Putin (há muitos anos) possui um arquivo abrangente sobre Donald J. Trump. Ele não sugeriu isso. Ele afirmou que inclui registos financeiros que mostram transações ilícitas relacionadas com contas pertencentes a Trump ou claramente associadas ao seu nome além de gravações: documentação em áudio e vídeo de crimes sexuais contra menores e atos de violência contra mulheres. O objetivo, segundo Mussayev, é estratégico: garantir que Trump permaneça alinhado com os interesses geopolíticos russos. Isso inclui minar a OTAN, desestabilizar a União Europeia e pressionar a Ucrânia a se render.

Piers Morgan (cuja carreira na TV se deve ao “Aprendiz”, programa de TV de Donald Trump), surgiu crítico “A Grã-Bretanha deveria recomprar os Estados Unidos. Afinal, eles já foram nossos, e isso aumentaria a nossa segurança no Atlântico Norte. Se não nos vender, presidente Trump, vamos impor tarifas aos EUA e a qualquer país que o apoiar na resistência a este excelente acordo. Justo?”

Gronelândia pede à NATO defesa e proteção perante ameaças dos EUA.  Ministros reúnem amanhã - Economia - Jornal de Negócios

palhaçada europeia

Views: 11

meia dúzia de países europeus mandaram duas ou 3 dezenas de militares a defender a Gronelândia, para depois se defenderem aquando da invasão e tomada desta pelos EUA ao abrigo de um qualquer tratado sem tarelo nenhum..

 

 

GRONELÂNDIA JÁ ERA, O QUE INTERESSA AGORA
É FAZER A OPINIÃO PÚBLICA EUROPEIA ENGOLIR O SAPO
— As televisões, jornais e respectivos comentadores andam há um par de dias a dar enorme importância ao envio de militares europeus para a Gronelândia. São 15 franceses, 13 suecos, dois alemães, dois neerlandeses, dois finlandeses, dois noruegueses e um britânico, um total de 37 militares do chamado ‘velho continente’, numa “missão de reconhecimento na Gronelândia” que poderá depois ser “complementada por mais tropas, meios aéreos e navais”.
Um gesto cuja vacuidade é tão evidente que até incomoda, já que por mais tropas que a Europa para lá mande, não há defesa possível ante uma eventual invasão americana.
Mas não, nos diferentes telejornais eles levam a coisa a sério. E uns dizem que é “um sinal solidariedade para com a Dinamarca” [ante a ameaça americana, certamente], enquanto o diplomata sénior francês Olivier Poivred’Arvor precisou que se trata de “um primeiro exercício para mostrar que a NATO está presente”. Ou seja, a NATO está presente para quê, para lutar com quem? Não será com a Rússia nem com a China, que andam bem longe. Então é por causa dos EUA de Trump, só pode ser. Resumindo, NATO contra NATO, mas isso não pode ser dito, é assunto tabu…
Os comentadores dos canais de TV desdobram-se em “doutas” argumentações de entre as quais está rigorosamente excluída qualquer alusão à consequência mais notória deste “imbróglio”: a vertente europeia da NATO aprofunda a sua divisão com os EUA (que já vem de trás com o conflito ucraniano), o patrão todo poderoso da Aliança Atlântica (que só é aliança para cuidar dos interesses dos EUA, mais evidente não pode ser!). Disso, dessa divisão crescente, não convém falar, porque levaria certamente a conclusões incómodas sobre a absoluta nulidade que tem sido a política externa da UE nos últimos 20 anos, totalmente abandonada ao bel-prazer dos diferentes inquilinos da Casa Branca em Washington…
Assim, a quase totalidade dos comentadores (com uma ou duas excepções) evita cuidadosamente falar disso, é o elefante na sala que ninguém quer ver.
Em conclusão, mais uma vez se confirma que a comunicação social abandonou totalmente a sua missão de informar e esclarecer a opinião pública, de alertar para os problemas que nos cercam e ameaçam. Existe para adormecer a opinião pública, dirigi-la de forma a que continuemos a confiar nos funcionários de Bruxelas (que ninguém elegeu) e nos seus representantes em cada Estado-membro (esses sim eleitos, mas submissos e conscritos pelo tsunami regulatório da UE).
OK, tudo está bem, a Europa está a enviar militares para preparar a resistência ao invasor, é o que nos contam. Mas alguém acredita nisso? Claro que não. Mas convém fingir que tudo está sob controlo. Ainda por cima o invasor não é chinês, nem é russo, é o ‘Daddy americano’…
Insisto: os jornais e canais de TV já não informam nada, pelo contrário, a sua missão é apenas uma: dirigir e controlar a opinião pública de acordo com os interesses da oligarquia que desde há pelo menos três décadas se apoderou totalmente do aparelho de comunicação social ocidental. A liberdade de informação já não existe, a liberdade de opinião está cada vez mais restringida e ameaçada…
O BigBrother do “1984” de George Orwell tornou-se uma realidade, o pensamento único já vigora, só falta mesmo criar o “Ministério da Verdade”…
No fim de contas, haverá um teatro negocial, mais ou menos longo (não será demasiado longo porque o Trump precisa de uma vitória a tempo da “midtermelections” que são já daqui a 10 meses) sempre reportado pelos “pivots” da TV (os pastores do rebanho) como “duras, francas e decisivas”. E no final de contas haverá um acordo que será totalmente favorável aos americanos. Já está tudo decidido, o que vão debater nas “negociações” é simplesmente de que forma os “spin doctors” europeus e americanos vão disfarçar a cedência total para convencerem a plebe de Oslo a Lisboa que tanto a Europa como os EUA ficaram a ganhar…
Os que não concordarem com essa narrativa que então será apresentada é porque são traidores a soldo de Beijing ou Moscovo, mais nada!
Siga o baile! A menina dança?…
****************************************************************************
A minha cor política é o país onde vivo, nem direita, nem esquerda, nem centro. Claro que tenho as minhas preferências e já as afirmei em devido tempo.
(Desmistifiquemos: apesar de hoje em dia não ser já relevante, tenho de me definir, como sendo de “esquerda” querendo significar simpatizar com a noção de uma social-democracia à sueca do tempo do malogrado Olof Palme.
Sou multicultural e não aceito xenofobia nem extremismos de qualquer formato).
Chrys Chrystello 9.8.2018