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nova guerrilha nas secretas

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DESCONTENTAMENTO NAS SECRETAS
Diretor do SIED com tomada de posse adiada. Número dois quer bater com a porta. A indigitação de outro diplomata para diretor do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa provocou, mais uma vez, profundo desagrado entre os espiões que esperavam ver o atual número dois, general Melo Gomes, a subir, depois de 11 anos no cargo. Este já terá colocado o lugar à disposição.
Exatamente na véspera do arranque daquela que tem sido anunciada como a maior operação de segurança do país de sempre – a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e a visita do Papa Francisco – o Governo deixa fragilizado o Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED).
Por dois motivos: primeiro porque o indigitado, anunciado nesta segunda-feira, para o cargo de diretor do SIED, o diplomata ministro plenipotenciário José Pedro Marinho da Costa, só poderá tomar posse depois de uma audição parlamentar na Comissão de Defesa, a qual só poderá decorrer em setembro, quando os deputados voltarem à Assembleia da República, que está encerrada para férias.
Segundo, porque, mais uma vez, preteriu o atual número dois, General Melo Gomes, um veterano neste serviço, conhecedor da casa e das prioridades, muito respeitado interna e externamente no setor da segurança interna e das informações e que tem sido o verdadeiro “comandante” do SIED
Este, sabe o DN, já terá pedido para sair logo a seguir à JMJ, manifestando o seu desagrado.
É a segunda vez que Melo Gomes é ultrapassado por um diplomata de uma categoria inferior à sua. O anterior, Carlos Pires (que foi a solução de recurso para substituir o arguido Marco Capitão Ferreira como secretário de Estado da Defesa há duas semanas), era conselheiro de embaixada quando tomou posse em 2019, uma categoria que fica, sensivelmente, a meio da carreira diplomática, enquanto um major-general está no topo da carreira militar.
No caso de Marinho Costa, a sua categoria é superior, mas ainda assim apenas equivale a um brigadeiro-general.
Até 2019, apenas embaixadores tinham sido diretores do SIED (o primeiro, em 1997, Monteiro Portugal, seguindo de Vasco Bramão Ramos, Caimoto Duarte e João da Câmara). Conselheiros a integrar a direção do SIED houve apenas dois, Paulo Vizeu Pinheiro (atual secretário-geral do Sistema de Segurança Interna) e Helena Paiva, mas como diretores adjuntos.
Desagrado com diplomatas
O DN sabe que nas secretas a decisão do Governo está a causar um enorme mal-estar entre boa parte dos oficiais de informações que fazem uma avaliação negativa do ex-diretor Carlos Pires, a quem atribuem responsabilidades pela situação crítica que alegam estar o SIED.
“Muitos sentem que tem havido uma grande incapacidade dos mais altos dirigentes junto do poder político para defender mais orçamento. Para além de não conseguirem manter os oficiais de ligação no exterior e assegurar a continuidade do trabalho o SIED não tem conseguido abrir novas “antenas” por falta desses recursos financeiros, apesar de haver países que solicitam formalmente essa presença e pedido de cooperação na área das informações”, confessa uma fonte que acompanha estas matérias.
Ao que o DN soube através de vários contactos com antigos e atuais oficiais de informações, o SIED não terá sequer dinheiro para cumprir plenamente a sua missão – recolha de informações no estrangeiro para apoiar a tomada da decisão por parte do poder político, em particular no que respeita à condução da política externa, da defesa e da segurança.
As chamadas “antenas” no exterior estão a ser obrigadas a fechar temporariamente sem haver sobreposição e continuidade das atividades dos oficiais de ligação.
SIED perde força no exterior
“Não se entende que não tenham oficiais de ligação em países como o Brasil, que para além de pertencer à CPLP, faz parte de alianças no MERCOSUL e no BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África de Sul); ou na Espanha, vizinho estratégico mas ao mesmo tempo competidor direto em muitas matérias e geografias; na Índia, um potencial económico enorme, que poderá ser explorado através da nossa presença em Goa; na Turquia, país que há muito reivindica a entrada na UE, pertence à NATO e desempenha um papel importante nos atuais conflitos do mundo; Venezuela ou Colômbia, devido à enorme comunidade que temos na região e devido aos problemas políticos e de segurança, que levou Portugal a elaborar um grande plano de evacuação da comunidade, entre outras. O SIED tem em 2023 apenas 10 “antenas”, quando já foram quase o dobro”, lamenta um antigo analista que conhece a situação.
Entre os oficiais de informações há quem identifique nas mais recentes escolhas para cargos um alegado “favorecimento” a quadros da carreira diplomática, que terá crescido desde que a embaixadora Graça Mira Gomes entrou no SIRP.
Dão como exemplo o oficial de ligação do SIED em Kiev, na Ucrânia (Bernardo Costa Pereira), filho e irmão de diplomatas, que passou diretamente da Representação Permanente de Portugal na União Europeia (UE), sem qualquer experiência. O posto foi criado pela primeira vez, para ser ocupado por Bernardo, há menos de um ano.
Outro exemplo é o novo oficial de ligação em Rabat, Hugo Santos Braga filho de um embaixador, nomeado este ano.
“O que muitos concluem é que O SIED não assume a sua missão em muitos países porque a diplomacia não quer ter nas embaixadas pessoas sob as quais não tem controlo técnico, não sabe o que fazem, nem tem acesso ao que escrevem. Veja-se que existem mais de 100 representações diplomáticas e consulares em todo o mundo, dezenas de representações da AICEP, dezenas do Instituto Camões e depois há apenas 10 oficiais de ligação do SIED no exterior, serviço que tem como missão proteger os interesses nacionais fora de Portugal. Não há dinheiro porque não há vontade e esta vontade não existe porque o MNE não a manifesta. A colocação de diplomatas no SIED e no SIRP não é inocente e visa apenas proteger interesses corporativistas da sua classe” conclui a anteriormente referida fonte.
Um outro receio começou, entretanto, a assombrar os espiões do SIED. Caso Melo Gomes se demita mesmo, como parece fazer crer, haverá uma “batalha” ente militares, que vão tentar colocar outro oficial seu a número dois; e os diplomatas. Um nome já começou a surgir deste último grupo: o de Teresa Pimentel, filha do embaixador João Pimentel, quadro do SIED, mas que trabalha no gabinete de Graça Mira Gomes.
Recorde-se que, em 2010, em vésperas da cimeira da NATO, que também implicou uma megaoperação de segurança, o então diretor do SIED, Jorge Silva Carvalho, demitiu-se com grande estrondo acusando o governo de não ceder “mínimo indispensável” para as secretas cumprirem a sua missão.
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Magia nos Himalaias. Como um pico de 8 mil metros desapareceu no Nepal

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Cientistas estão a descobrir provas de um pico perdido nos Himalaias. Os peritos não sabem ao certo o que é poderá ter causado isto.

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Viquingues e animais

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VIKINGS PARTILHAVAM
SEUS TÚMULOS COM CAVALOS E OUTROS ANIMAIS
Seu animal de estimação faz parte da família? Isso não é novidade. Existem evidências arqueológicas que sugerem que os vikings mantinham seus próprios animais em alta – até íntima – consideração, levando-os com eles em viagens. No início deste ano, evidências científicas descobriram pela primeira vez que – já no século IX – os vikings trouxeram cavalos, cães e outros animais com eles através do Mar do Norte.
A suposição predominante era que os exércitos vikings empreendedores simplesmente se apropriaram de cavalos (junto com outros itens de pilhagem) em seus ataques às Ilhas Britânicas.
Mas essas descobertas sugerem que a profundidade dos relacionamentos que as pessoas da idade viking tinham com os animais foi dramaticamente sub-representada.
Mas por que? Afinal, a grande maioria das pessoas – escandinavas ou não – vivendo na era viking dependia da agricultura para sobreviver. Por que demorou tanto para os pesquisadores perceberem que esses humanos e animais mantinham relacionamentos profundos, complexos, emocionais e mutuamente enriquecedores?
As sociedades do passado se preocupavam com humanos, animais e coisas de maneira diferente. Alguns humanos podem ser possuídos, até mesmo vistos como objetos e valorizados muito menos do que alguns animais. Em nossa pesquisa, usamos arqueologia e textos para mostrar que alguns cavalos em comunidades como as da Escandinávia e da Islândia da era viking podem ser vistos como “pessoas”, capazes de agir e dignos de tratamento cuidadoso e deliberado.
Cavalos em sepulturas humanas
Os cavalos na era viking eram vistos como criaturas liminares, o que significa que eram capazes de cruzar fronteiras físicas e conceituais, viajar por diferentes terrenos e até mesmo entre mundos. Eles também tinham significado cosmológico.
A poesia nórdica retrata o deus Odin cavalgando para a terra dos mortos em seu cavalo de oito patas Sleipnir. Um bracteado recém-descoberto – ou pingente – com uma inscrição rúnica da Dinamarca também pode sugerir uma associação entre Odin (ou pelo menos alguém que se identifica como “homem de Odin”) e um companheiro de cavalo já no início do século V dC.
Historicamente, os corpos dos cavalos nos enterros da era viking foram interpretados como símbolos da jornada para a vida após a morte, parte das posses do falecido na vida após a morte ou como símbolos de status. Mas essas interpretações perdem algo vital – o vínculo entre cavalo e cavaleiro.
Os cavalos têm relações especiais com seus cavaleiros, pois ambos precisam aprender a trabalhar um com o outro. Na poesia nórdica (algumas das quais ligadas à era viking), os cavalos eram uma parte vital das identidades guerreiras. Poemas lendários sobre os heróis Helgi e Sigurd retratam heróis que são quase inseparáveis ​​​​de seus companheiros de cavalo. Grani, o cavalo de Sigurd, o matador de dragões, por exemplo, é retratado em luto por Sigurd após sua morte.
Evidências de parcerias entre humanos e cavalos foram encontradas em enterros de todo o norte da Europa, desde os grandes enterros de navios de Ladby e Gokstad, até os enterros equestres da Dinamarca do século X, até os enterros mais modestos de cavalos e humanos na Islândia da era viking. . Mas os cavalos não foram enterrados apenas com os homens.
No Trekroner-Grydehøj em Sjælland, Dinamarca, uma mulher foi enterrada com um cavalo ao lado dela, uma perna parcialmente sobreposta ao corpo humano (acima). Algo sobre este humano e este cavalo significava que um acordo tão íntimo era apropriado.
Acredita-se que a mulher tenha sido uma especialista em rituais, possivelmente uma feiticeira, enterrada com uma haste de cobre com ponta de ferro e uma série de outros objetos, incluindo algumas facas, um balde e uma pequena caixa de madeira. Uma grande pedra chata, um cachorro cortado ao meio e alguns ossos de ovelha, bem como alguns pinos de ferro (possivelmente para prender a bagagem a uma sela) e uma corrente de cachorro completavam o enterro.
Em Love in Vestfold, Noruega, um enterro do século X também tem um cavalo ao lado de uma mulher. Como a mulher em Trekroner-Grydehøj, eles são considerados especialistas em rituais. Mas a mulher não foi a única enterrada com as ferramentas de seu ofício. Um anel de ferro (um anel de metal com anéis menores presos a ele) foi colocado no peito do cavalo enterrado ao lado dela. Quando presos a arreios ou freios de carroças, os anéis de metal tilintavam. Pensa-se que pode ter desempenhado um papel nos rituais da era viking.
Essas mulheres foram enterradas com esses cavalos porque tinham relacionamentos especiais? Ou porque eram feiticeiras? Ou ser uma feiticeira envolvia relações estreitas com esses animais? Acreditamos que, entre outros rituais, os cavalos parecem ter sido participantes vitais nos processos e práticas funerárias.
Bom para morrer, bom para viver
A pesquisa mostra que as relações com os cavalos trazem uma série de benefícios, especialmente para os jovens. É interessante, então, que haja uma insistência repetida na poesia nórdica e nas sagas medievais de que os jovens devem praticar a preparação e o treinamento de cavalos. Os cavalos são considerados parceiros na agricultura e muitas vezes até membros de famílias nesses textos.
A saga do século 13 Bjarnar Saga Hítdœlakappa até retrata uma mulher que parece se beneficiar de uma forma medieval de terapia assistida por cavalos, encontrando alívio para sua doença sentando-se em seu cavalo enquanto é conduzido por um campo:
O maior alívio foi oferecido a ela sentando-se a cavalo, enquanto Þórðr conduzia seu cavalo para frente e para trás, e ele o fazia, embora fosse uma grande dor para ele, pois queria tentar confortá-la.
Nossa entrevista no YouTube sobre o assunto com o professor Howard Williams, do canal Archaeodeath.
Em tempos de turbulência ecológica, olhar para o passado para entender as relações que os humanos tiveram com os animais pode inspirar diferentes abordagens para o presente e o futuro. Dada uma vitória recente de ativistas Māori concedendo personalidade jurídica e direitos a um rio, procurar analogias históricas, como os vikings e seus cavalos, pode nos encorajar a continuar a pressionar por relações mais responsáveis ​​com o mundo não humano.
Pode ser um desenho

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Carlos Esperança

Um excelente texto cuja dimensão o desaconselha no Facebook. Obrigado.

Reino do Pineal queria ficar com a Ilha do Pico – ZAP Notícias

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Antigos membros do Reino do Pineal que abandonaram a seita descrevem o culto a um líder “megalómano e manipulador”. Os planos de Agua Akbal Pinheiro passavam por “ficar com a ilha do Pico”, nos Açores. Segundo uma neerlandesa que viveu durante alguns meses no chamado Reino do Pineal, em Oliveira do Hospital, o líder da seita, Agua Pinheiro, pretendia “ficar com a ilha do Pico“, no arquipélago dos Açores. “Ele chegou a dizer que queria ficar com a ilha do Pico. Queria ter 15 mil pessoas para ir para a ilha do Pico e ter mais do que a população

Source: Reino do Pineal queria ficar com a Ilha do Pico – ZAP Notícias

1971 as cenas indecentes de vilar de mouros

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FIFTY YEARS LATER
Em 6 de agosto de 1971, há precisamente 50 anos, estava eu excitadíssimo, a começar a longa viagem feita à boleia – a última etapa num camião carregado de moços, moças e suínos (literalmente), lançado a alta velocidade e com os pneus a chiar nas curvas da estrada de Caminha – que me levaria ao Festival de Vilar de Mouros, o «Woodstock português» que aconteceu a 7 e a 8. Momento que marcou a experiência de uma geração de jovens acima de tudo completamente avessos ao «doce viver habitualmente» que Salazar tanto apreciara e do qual procurara fazer modelo de gerações. Esta fotografia não é novidade por aqui, mas regresso a ela como sinal de uma experiência inesquecível, marca de um tempo contraditório, agora a perfazer metade de um século (pois sou/era mesmo aquele rapaz deitado no chão, de mãos a servir de almofada, ali no canto inferior esquerdo).
Escrevia então um relatório da PIDE/DGS, como sinal de uma incompreensão total fase ao que estava a acontecer:
«Entre outros havia:
– crianças de olhar parado indiferentes a tudo
– grupos de homens, de mão na mão, a dançar de roda
– um rapaz deitado, com as calças abaixadas no trazeiro
– um sujeito tão drogado que teve de ser levado em braços, com rigidez nos músculos
– relações sexuais entre 2 pares, todos debaixo do mesmo cobertor na zona mais iluminada
– sujeitos que corriam aos gritos para todos os lados
– bichas enormes a comprar laranjadas e esperando a vez nas retretes (havia 7 ou 8 provisórias) mas apesar disso, houve quem se aliviasse no recinto do espectáculo.
– porcaria de todo o género no chão (restos de comida, lama, urina) e pessoas deitadas nas proximidades.
Viam-se algumas bandeiras. Uma vermelha com uma mão amarela aberta no meio (um dos símbolos usados na América pelos anarquistas); outra branca, com a inscrição “somos do Porto” com raios a vermelho e uma estrela preta.
A população da aldeia, e de toda a região, até Viana do Castelo, a uns 30 km de distância, estava revoltada contra os “cabeludos” e alguns até gritavam de longe ao passar “vai trabalhar”. Foram vistos alguns a comer com as mãos e a limparem os dedos à cabeleira.
Viam-se cenas indecentes na via pública, atrás dos arbustos e à beira da estrada.»
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Mário Pinto Ferreira

O inicio felizmente continuado dos festivais de verão. Vilar de Mouros é o Pai de todos eles.
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quem são os dois homens que nunca largam o papa em portugal

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São os dois homens mais próximas do Papa Francisco. Onde quer que o Papa vá, eles acompanham-no. São os dois leigos, casados e trabalham há vários anos no Vaticano. Um empurra a cadeira de rodas, o outro anda sempre com uma pequena mala na mão. Descubra porque é que são tão importantes.

Source: quem são os dois homens que nunca largam o papa em portugal

Mulher atropelada em passadeira espera 12 anos pela indemnização – Portugal – Correio da Manhã

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Funcionária bancária tinha 43 anos quando foi colhida, em Torres Vedras, por um carro. Vai receber 265 mil euros.

Source: Mulher atropelada em passadeira espera 12 anos pela indemnização – Portugal – Correio da Manhã

MERCEARIA NA LOMBA DA MAIA

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Mercearia histórica tornou-se atração na Lomba da Maia

Memória viva do comércio da primeira metade do século XX, a Mercearia Popular é hoje um espaço museológico com venda de artesanato, que dinamiza a economia local e até já despertou a atenção de famosos

Com 87 anos de existência, a Mercearia Popular foi outrora o centro da vida comercial da Freguesia da Lomba da Maia e é hoje um espaço museológico, visitado por locais e turistas e onde os artesãos da freguesia expõem e vendem os seus produtos, dinamizando a economia local.
Fundada em 1936 por António Rebelo, a Mercearia Popular é hoje, praticamente inalterada, uma das mais antigas e típicas mercearias da ilha de São Miguel e uma memória viva do comércio da primeira metade do século XX, antes da era dos equipamentos eletrónicos e dos produtos embalados. Depois de passar de geração em geração como um espaço de referência na freguesia da Lomba da Maia, a Mercearia Popular acabou por encerrar já no século XXI, com a crise financeira e face à abertura um pouco por toda a ilha de São Miguel de novos e mais modernos espaços comerciais.
Em 2016, numa parceria entre o proprietário da mercearia, José Manuel Pimentel, a Junta de Freguesia da Lomba da Maia e a Câmara Municipal da Ribeira Grande, foi possível reabrir a Mercearia Popular, agora gerida pela Junta de Freguesia, como espaço museológico e ponto de venda de artesanato local.
Conforme explica em declarações ao Açoriano Oriental o presidente da Junta de Freguesia da Lomba da Maia, Alberto Ponte, neste momento, a Mercearia Popular é um espaço “que tem tido muito sucesso” e que tem funcionado como uma forma de “ajudar os artesãos”, ao mesmo tempo que se “mantém viva a cultura” da freguesia e um espaço histórico aberto.
Além disso, como a passagem pelo centro da freguesia e pela Mercearia Popular está incluída no trilho pedestre da Barquinha, “passam aqui muitos turistas que compram muita coisa”, afirma Alberto Ponte. Mas também os emigrantes, que normalmente regressam à Lomba da Maia durante o período do verão, mostram muito interesse na Mercearia Popular, que faz lembrar a vida no tempo em que saíram dos Açores, o que os leva a comprar os produtos artesanais, que levam como lembrança para os familiares e amigos na América do Norte.
E a fama da Mercearia Popular chegou também até ao continente português, tendo recebido já a visita de famosos, como foi o caso de Catarina Portas, fundadora da rede de lojas “A Vida Portuguesa”, que mostrou interesse no espaço e nos seus produtos, tendo deixado uma mensagem no Livro de Honra.
Trilhos, moinhos e ondas gigantes na Lomba da Maia
Os trilhos pedestres da Praia da Viola e da Barquinha e o facto da Lomba da Maia ter uma ligação direta à SCUT, têm ajudado a desenvolver o turismo nesta freguesia da zona nascente do Concelho da Ribeira Grande.
A recuperação recente de um conjunto de cinco moinhos de água no trilho da Praia da Viola reforçou ainda mais o interesse pela freguesia da Lomba da Maia, que entrou também no circuito do surf de ondas gigantes quando em 2017 João de Macedo surfou uma onda no Pico da Viola, que correu o mundo.
  • Rui Jorge Cabral
in, Açoriano Oriental, 05 de Agosto / 2023
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Seita Reino do Pineal arrisca perder guarda das crianças – Portugal – SÁBADO

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Pai é obrigado a ir registar o filho que já nasceu na seita. Caso contrário, o menino será retirado.

Source: Seita Reino do Pineal arrisca perder guarda das crianças – Portugal – SÁBADO

cientista angolano ajuda Timor

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CIENTISTA ANGOLANO NOS EUA AJUDA TIMOR-LESTE
3 de Agosto de 2023 Redacção F8
O investigador angolano Wilson Tavares (foto), que está a desenvolver pesquisa nos EUA e em Portugal para estudar o perfil genético do Plasmodium falciparum, aceitou um convite para integrar um grupo de investigação da Universidade de Díli. Não consta que existam situações similares por parte de universidades russas…
O grupo de investigação da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Díli (UNDIL) envolvido no projecto desenvolve pesquisa na área de concentração de saúde pública, e será coordenado, conjuntamente, por Dulce Ximenes Reis (UNDIL) e por Wilson Tavares, o investigador de Angola que realiza pesquisa, uma parte nos EUA (The University of Maryland, Baltimore) e outra em Portugal (Universidade Nova de Lisboa).
A pesquisa, conforme explicou o pró-reitor da área de pós-graduação, investigação e cooperação com a CPLP, irá desenvolver-se na perspectiva multicêntrica, o projecto está inserido na linha de pesquisa “Boas práticas na assistência à saúde comunitária” e denomina-se “Estudo sobre a relação entre o saneamento ambiental e a doença provocada pela dengue no Município de Díli”.
A decana da Faculdade de Ciências da Saúde, Joaninha Carvalho de Jesus, explicou que o objectivo geral é analisar a relação entre o saneamento ambiental, nomeadamente condições ambientais domésticas, depósitos de lixo e abastecimento de água potável, e o surto de dengue observado no Município de Díli.
A Faculdade de Ciências da Saúde informou que a Universidade de Díli estabeleceu um Acordo de Cooperação, no passado dia 13 de Junho de 2023, com o Hospital Nacional Guido Valadares (HNGV), o maior hospital público de Timor-Leste.
O Hospital Nacional Guido Valadares, segundo o Diploma Ministerial Nº 75/2021 de 27 de Outubro, no seu Regulamento Interno, adiantou a fonte, criou um Gabinete de Formação, Cooperação e Pesquisa, onde está previsto a pesquisa e a cooperação.
O Acordo de Cooperação foi assinado por Alito Soares, Director Executivo do HNGV, e por José Agostinho Pereira, Reitor da UNDIL.
O Reitor da UNDIL explicou que foram estabelecidos vários objectivos e um deles é, “facilitar a actividade de pesquisa e o intercâmbio entre as partes”.
Portanto, segundo informou a investigadora Dulce Ximenes Reis, o processo de selecção de amostras será concretizado em parceria com o Hospital Nacional Guido Valadares, com quem a UNDIL celebrou o Acordo de Cooperação.
Wilson Tavares investiga em Lisboa e em Baltimore (EUA) e também desenvolve com outros investigadores uma pesquisa na Unidade de Parasitologia Médica do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa, em colaboração com a Universidade de Maryland, Baltimore (Estados Unidos), portanto, com um percurso académico e científico muito promissor.
O jovem cientista angolano que está agora nos EUA e recebeu este ano uma honrosa bolsa de viagem para a conferência anual da Sociedade Americana de Medicina Tropical e Higiene, começou por fazer o bacharelato em Ciências Médicas na especialização em Hematologia na Universidade de Coventry (Inglaterra), depois um mestrado em Ciências Biomédicas com ênfase em Neurociências, obtido na Universidade de Keele, também em Inglaterra, e por último o doutoramento, onde desenvolve pesquisa com o projecto de investigação que visa determinar o perfil genético do Plasmodium falciparum, o parasita causador da malária, com alta mortalidade em África e em países de outros continentes.
Wilson Tavares explicou que a linha de pesquisa com o título “Epidemia genómica”, originou o projecto de pesquisa “Estrutura populacional de Plasmodium falciparum em Angola, utiliza dados de sequenciação genómica de isolados de campo e tem como objectivos investigar a demografia de P. falciparum em Angola, estimular a diferenciação genética entre a população de parasitas em Angola e as populações em países vizinhos e determinar o impacto de intervenções de saúde pública em Angola na diversidade genética de P. falciparum.
As melhores universidades do mundo são: Massachusetts Institute of Technology (MIT); University of Cambridge; Stanford University; University of Oxford; Harvard University; California Institute of Technology (Caltech), Imperial College London; University College London (UCL); ETH Zurich; University of Chicago.
Ni grupo das 18 melhores universidades de África, nove são da África do Sul, que mantém a Universidade da Cidade de Cabo em primeiro lugar no continente desde 2003. Angola não tem nenhuma.
Em África, o Egipto é o segundo país mais representado, com sete universidades, com realce para a Universidade de Adis Abeba (Etiópia) e a Universidade de Ibadan da Nigéria.
Folha 8 com Jornal Tornado
Leia a peça original nos links abaixo:
Jornal Tornado
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MERCADOS, NO FUNCHAL HÁ

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Mercado Funchal, cor, alegria simpatia, convidativo…não vi ninguem preocupado com bocas de incendio, planos de emergencia etc. Quem entrou comprou e foi de alma cheia.
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NATO e UE não vão ser suficientes para proteger Europa no futuro – Jornal Açores 9

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O especialista em relações internacionais Miguel Monjardino defendeu na quarta-feira que a União Europeia (UE) e a NATO não vão ser suficientes para proteger a Europa no futuro, sendo necessário “caminhar para uma arquitetura institucional diferente”. “Neste momento de transformação, já que falamos tanto da NATO, a arquitetura de segurança, defesa e económica europeia é […]

Source: NATO e UE não vão ser suficientes para proteger Europa no futuro – Jornal Açores 9