Ministério português disse que venda da TAP para David Neeleman foi criminosa

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Um recente relatório do governo português aponta crimes no processo de privatização da TAP Air Portugal, na época vendida para David Neeleman.

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ISTO SÓ PENA DE MORTE ..Homem detido nos Açores por abuso sexual de sobrinha de 8 anos – Polícia Judiciária

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Telemóveis ouvem as nossas conversas? Suspeitas ganham dimensão…

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O Facebook, a Google e a Amazon são mencionadas, mas já vieram a público afastar-se do CMG.

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Televisão à escuta? Saiba como garantir mais segurança e privacidade

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Há algumas dicas que podem ser úteis no processo de compra e de utilização de uma televisão.

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foi há 394 anos uma das maiores…

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Pode ser uma imagem de texto
*** 3 de Setembro de 1630 ***
Uma das maiores erupções vulcânicas registada nos Açores desde o povoamento do arquipélago ocorreu nas Furnas, em S. Miguel, a 3 de Setembro de 1630, completando-se hoje 394 anos sobre a tragédia que abalou a ilha.
A erupção gerou uma nuvem que tapou o Sol durante três dias e cobriu a ilha com uma camada de cinzas que chegou a atingir 1,5 metros de espessura, tendo terminado apenas a 2 de Novembro, ao fim de 61 dias.
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Suspeitas de crime: TAP comprada com o próprio dinheiro

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O Governo de Pedro Passos Coelho está sob fogo após a revelação de novos pormenores no processo de privatização da TAP, em 2015. Após uma auditoria pedida em outubro de 2023 pelo Governo anterior, de António Costa, a Inspeção-Geral de Finanças (IGF) revelou que há suspeitas de crime na privatização da TAP, em 2015. O relatório às contas da companhia aérea, divulgado esta segunda-feira, concluiu que a TAP foi comprada com o próprio dinheiro. Em causa, está a compra de 61% da companhia aérea ao Estado, em 2015, por um consórcio liderado por David Neelman. Ler também: Lufthansa em São

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antes que morra por antónio bulcão

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Antes que morra
Tem-me morrido muita gente, nos últimos tempos. Tanta que, quando consulto as páginas das funerárias, já rezo para que não haja caras novas. Se for a última vista, com toda a tristeza pelo ido, fica pelo menos a consolação de que a morte fez uma pausa breve.
São amigos, conhecidos, mais velhos, mais novos. E, para além da dor e da programação do coração para a saudade, fica um sentimento de desperdício. A morte é um desperdício de saberes, de práticas, de sensibilidades.
Já se devia ter inventado um meio para evitar que tudo se perca debaixo da terra ou nas chamas dos crematórios. Já nos devíamos ter concentrado nessa missão, mais do que ir à lua, a Marte, ou andar no espaço levitando em órbitas repetitivas.
Mais do que inventar Gouchas iguaizinhos ao que existe, a inteligência artificial devia preocupar-se em preservar o que cada um tem dentro de si. As artes de pesca do pescador. Os almanaques do agricultor. Os cantos lusíadas do professor de Português.
Quando morre alguém, é um ror de conhecimento que se perde. Livros lidos, canções ouvidas, filmes vistos, quadros mirados, viagens feitas, paisagens retidas… Por que não inventar uma ranhura no crânio de cada um, onde se pudesse introduzir uma disquete, uma pen, um dispositivo novo, para onde passasse tudo o que está dentro do cérebro do quase defunto, já extremamente ungido? Seria uma vida preservada, uma herança transmitida aos descendentes, para memória futura ou aprendizagem presente.
Seria bem mais proveitoso passar para as mãos da viúva ou descendentes este álbum de existência, do que a chave do caixão ou o vaso com as cinzas.
Alternativamente, uma solução mais poética ou ecológica. Seríamos todos cremados. Mas, em vez de as cinzas serem espalhadas pelos ares em lugares favoritos ou guardadas em cima da lareira, seriam enterradas e regadas diariamente, como uma espécie de sementes. E então nasceriam árvores, ou pequenos arbustos, que poderiam ser cheirados, cada ramo um saber.
Cada um de nós vivo outra vez sob outra forma, almas plantadas a ressurgir, Bach a encher os campos. De alguns nasceriam flores, de outros espinhos. De outros talvez não nascesse nada, mas isso já tinha sido assim em vida. E não merece uma segunda vida quem não tenha vivido a primeira intensamente.
Um pedido, para o meu velório, se aparecer alguém. Façam uma marcha e dancem, os que dançaram nas minhas. Representem um bailinho, os que entraram nos meus. Contem anedotas, os que riram das minhas. Leiam poemas, mas de Poetas a sério. Joguem king, ou sueca, os que ficaram nas mesmas mesas que eu, ganhando e perdendo.
Façam da minha partida uma festa, até porque não imagino seja quem for a ter lágrimas por mim. E , se cumprirem este último desejo, se encherem a funerária de gargalhadas, de rimas, de voltas e tranceias… prometo ressuscitar.
António Bulcão
(publicada hoje no Diário Insular)
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eu tenho um poema apropriado de 2012

563. quando morrer (lomba da maia) 4 dezº 2012

 

quando eu morrer

não declare nada

que eu não tivesse dito

não elogie nem critique

 

quando eu morrer

não vá ao meu velório

nem mande flores

escreva uma frase lapidar

e publique-a

 

quando eu morrer

faça uma festa

leia um poema meu

beba um bom champanhe francês

fume um cubano

seja politicamente incorreto

como eu seria

 

quando eu morrer

sem ver luz ao fim do túnel

vou esquecer muitas coisas

mas pedirei à minha mulher

que me construa novo taj mahal