a ermida da senhora das vitórias

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Paulo Miranda

rssado dia 15 Agosto, completaram-se 136 anos desde que o grande intelectual da sociedade micaelense do seculo XIX, Jose do Canto, inaugurou a ermida neo-gotica de Nsa Sra das Victorias, construida na margem sul da Lagoa das Furnas, ilha S. Miguel, Acores. Lagoa esta que e’ atravessada por uma das mais importantes linhas de energia telurica mundiais:- a Linha Ley de S. Miguel Arcanjo, ou Linha de Beltain, ou ainda Linha de 8 de Maio. Esta linha atravessa Sidney na Australia, a foz do rio Amazonas no Brasil, a selva Amazonica, o Lago Titicaca na Bolivia e o Monte S. Miguel na Cornualha inglesa. No dia 8 Maio de 490, o arcanjo S. Miguel apareceu no Monte Gargano, Italia, a um bispo de Siponto e pediu-lhe que ali fosse construido um mosteiro sob a Sua invocacao. O Monte Gargano e’ atravessado por outra linha de energia telurica muito importante que atravessa tambem Delfos, na Grecia, um mosteiro ortodoxo na ilha grega de Symi e o Monte Carmelo em Jerusalem. Ao longo desta linha estao alinhados varios mosteiros, santuarios e templos dedicados ao Arcanjo S. Miguel, comecando pela ilha Skellig Michael, localizada a 8 milhas da costa do Condado de Kerry, na Irlanda e onde existe um mosteiro construido em 588 e onde viveu S. Patricio que foi um grande devoto do Arcanjo Solar e atraves da Sua intercessao expulsou muitos demonios e curou muitos doentes. ☘ Este mosteiro foi classificado como Patrimonio Mundial da Humanidade pela UNESCO. No dia 8 Maio de 1444, segundo reza a lenda, o Arcanjo apareceu a um grupo de pobres pescadores na primeira capital dos Acores:- Vila Franca do Campo. S. Miguel disse aos pescadores que, poderao ocorrer muitos terramotos, erupcoes vulcanicas, intemperies climaticas e cataclismos, mas que, esta ilha descoberta tambem no dia de S. Miguel, 23 Setembro, nunca iria desaparecer completamente. O Arcanjo Solar prometeu Divina Protecao sobre esta ilha acoriana ao longo dos seculos. Assim sendo, a primeira igreja construida aqui neste arquipelago, foi dedicada a S. Miguel arcanjo e apartir da revelacao dada aos pescadores, surgiu a tradicao secular da procissao das profissoes no dia 8 Maio de cada ano, em Vila Franca do Campo. Tenho uma teoria muito interessante sobre a topominia da freguesia das Furnas, ilha de S. Miguel. Ao contrario do que defende Gaspar Fructuoso, nosso ilustre cronista e historiador, no seu livro Saudades da Terra e onde diz que, o nome Furnas e’ uma referencia as caldeiras e fumarolas de enxofre que la existem. Sinceramente, nao partilho essa opiniao. O nome Furnas podera’ ser proveniente de um anagrama:- FURNAS = F+ URNAS. Logo, FURNAS = URNAS. Ou seja, existem urnas nas Furnas. Estou a pensar no celebre quadro de Nicolas Poussin, Les Berger de Arcadie. Este quadro retrata uma cena pastoral com pastores idealizados da Antiguidade classica e reunidos em redor dum tumulo onde existe a inscricao:- Et In Arcadia Ego. Arcadia representa um local imaginario, idealizado pelos poetas e pintores romanticos onde reina a felicidade, a simplicidade, a sinceridade, a espontaneidade e a paz. Arcadia e’ um local idilico habitado por uma populacao de pastores que vivem em comunhao total com a Natureza e a Terra, como na lenda do Nobre Selvagem. O poeta latino Virgilio, nas suas Bucolicas tambem faz referencia a Arkadia. O intelectual micaelense Jose do Canto foi casado com D. Maria Guilhermina Taveira Brum da Silveira e natural da ilha do Faial. Segundo investigacao historica que efectuei, a familia Brum da Silveira foi uma das familias mais nobres, ricas e importantes da Historia acoreana. O pai de D. Maria Guilhermina foi Antonio Francisco Taveira de Brum da Silveira, nascido a 12 dezembro 1798 e foi Fidalgo Cavaleiro da Casa Real portuguesa e Cavaleiro da Ordem de Cristo. Aos Brum da Silveira pertenciam grandes propriedades nas ilhas de S. Miguel, Faial, Pico, Sao Jorge e Terceira. Esta mui nobre familia acoriana descendia de Guilherme da Silveira, tambem conhecido como Willem Van Der Haegen, nobre explorador e comerciante flamengo, nascido em Bruges, conhecida como a Veneza do Norte, e que veio viver para os Acores durante o Povoamento do seculo XV e que fez parte da nobreza acoriana. Guilherme da Silveira foi casado com Margarida de Zabuya. Alguns genealogistas defendem a teoria de que, Margarida de Zabuya era filha ilegitima do Duque de Saboia Amadeu VIII, tambem conhecido na Historia como o Anti-Papa Felix V. Segundo pesquisa genealogica que fiz, tenho tambem o Duque Amadeo VIII como um dos meus antepassados na minha arvore genealogica, atraves da minha linha materna com raizes na ilha do Faial. Em 1434 o Duque de Saboia e apos falecimento de sua esposa, retirou-se para um castelo nos Alpes franceses e fundou a Ordem de Cavalaria de Sao Lazaro e S. Mauricio e da qual foi um dos seus Grao-Mestres. Segundo pesquisa historica feita por mim, a familia de Jose do Canto tinha uma paixao pela genealogia e elaboraram a sua arvore genealogica. Os Canto descendem da nobreza britanica. O apelido Canto teve a sua origem no apelido ingles Kent. Assim a forma portuguesa de Kent deu origem ao apelido Canto. Joao de Kent foi um nobre cavaleiro ingles que em 1367 veio para o reino de Portugal com Edward, o Principe de Gales, tambem conhecido como o Black Prince, ou o Principe Negro, por causa da cor da sua armadura. Joao de Kent veio viver para Guimaraes, onde deu origem a uma das mais importantes linhagens portuguesas com origem medieval. Os seus descendentes foram uma das familias que povoaram a ilha Terceira. Desta familia de Pero Anes do Canto e filho de Joao Anes do Canto, que deteve a Provedoria das Armadas e Naus da India em todas as ilhas dos Acores e fidalgo da Casa Real de D. Joao III de Portugal. Jose do Canto e seu irmao Ernesto do Canto tinham um grande orgulho em serem descendentes deste muito nobre e corajoso cavaleiro ingles, tambem conhecido como Mossah do Canto, ou Mossah of Kent e que descendia dos reis da dinastia Plantageneta. Foram os Plantagenetas, os reis e rainhas que fundaram o Reino Unido e o transformaram numa grande nacao. Mapas extraidos do livro:- Ley Lines of United Kingdom and United States of America, by David Cowan. (continua)
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não são os estagiários que vão ganhar muito (é uma miséria) são os outros que tem salários de pobres

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Fiquei a saber que os estagiários L, acabados de sair da universidade e sem qualquer experiência vão ganhar 925€ e mais 104€ se subsídio de refeição …. e só 35h semanais. Um aumento de 52€ mensais…
Quem teve??
Pasme-se que há professores que há anos ganham pouco mais do que isto, médicos no hospital e o estagiário, que vai aprender, vai ganhar mais do que um gerente de loja com anos de experiência e ainda trabalha menos 20 horas por mês.
Além disso, outros com os mesmos cursos mas já a trabalhar e com anos de experiência, ganham menos.
Não estará o governo a escarnecer quem trabalha a sério e por necessidade?
Quem acha que quando acabarem o estágio vão aceitar fazer um contrato de trabalho com a empresa para ganhar menos?
Nao é assim que se alimenta a malandrice e os maus costumes??
Paulo Brilhante and 17 others
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  • Andrea Gonçalves

    As atualizações dos ordenados dos professores e funcionários públicos não acompanham, e depois queixam se q há falta de professores pf valorizem-os paguem o que eles merecem. Não são os estagiários a ganhar mto, são os outros a ganhar pouco. Sem falar q depois do estágio, vão arranjar trabalho onde? Ninguém vai lhes pagar isso.
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  • Paulo Brilhante

    É, assim nunca mais chega uma verdadeira justiça social. Não é que me preocupe o valor do vencimento dos recém licenciados, preocupa-me sim que não se iniciem estas actualizações remuneratórias por quem tem os seus vencimentos estagnados, bem como as suas carreiras.
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  • João Mota Gomes

    Agora em relação à remuneração dos professores e dos funcionários públicos estou perfeitamente de acordo que as atualizações não foram adequadas tendo em conta a inflação e o problema é nacional como se sabe, o ministro das finanças interrogado acerca …

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  • Fabiana Lopes Almeida

    O problema nem está no que esses estagiários recebem e sim no que os outros deviam receber e não recebem!
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  • Luis Noronha

    Não se pode confundir o ordenado bruto, sem descontos, com o salário líquido. Muito menos se pode estar a comparar o salário bruto de uns com o salário líquido de outros…
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  • Luís Pacheco Medeiros Almeida

    Bom, bom, mesmo bom, são estágios de graça! Caramba, é só falar mal!
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  • Mariana Salema

    Com todo o respeito, sugiro que investigue melhor o funcionamento do programa que refere e diz ter conhecimento.
    Permita-me esclarecer-lhe que há vários anos que o montante pecuniário que cada estagiário aufere corresponde a uma majoração de 25% do sal…

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  • João Mota Gomes

    Se é muito é porque é muito se é pouco é porque é pouco, nunca se fica contente, em qualquer caso tomem nota os jovens e suas familias que na sua opinião deviriam ganhar menos
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    • Luis Sacadura

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      João Mota Gomes isto não é um ordenado. Não creio que ao abrigo de um estágio se constitua família.
      Mas, nas atuais mentalidades, tudo é possível.
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E se não mexêssemos nos programas de Português? – Aventar

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Joana Fonte defende, no P3 de 21 de Agosto uma “revisão ao programa de Português”, começando por afirmar que, no ensino secundário, “há alunos que perdem o gosto pela disciplina de Português – se a…

Source: E se não mexêssemos nos programas de Português? – Aventar

DO TURISMO À LITERATURA AÇORIANA AGO 2022

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CRÓNICA 479 DO TURISMO À LITERATURA AÇORIANA AGO 2022

Ando , há dias, a passear turistas nesta ilha do Arcanjo. No Pico do Ferro, sobranceiro à Lagoa das Furnas, duas viaturas de aluguer ocupavam lugares reservados a deficientes. Como falavam português deviam ser iletrados e não sabiam ler. O mesmo se passava na descida da Lagoa do Fogo a 200 m do parque do estacionamento. Claro que sem PSP, nem fiscalização, a viatura em que viajava e ostentava o dístico não pode parar e teve de buscar outras paragens. Na esplanada do Hotel no Parque Terra Nostra um funcionário usava o termo vocês com os clientes. Se soubesse o nome deles seria capaz de lhes chamar António e Rosa e tratá-los-ia por tu. Foi lá que outro funcionário , bem jovem me admoestou, chamando-me a atenção por me ter sentado numa mesa que vagara, dizendo que as normas internas diziam que as pessoas só se podiam sentar depois de terem levantado o que estava na mesa. Pena foi que só depois de lhe pedir para limpar a mesa, ao fim de vinte minutos, se apercebesse do erro contra os regulamentos. Pelos vistos não há 4 estrelas que cheguem naquele hotel para ensinar o pessoal a receber clientes. Nada de novo, a tudo isto assisti desde que há dezoito anos arribei nas ilhas.

Em volta, em todas as mesas não havia diálogo pois os seus ocupantes estavam ocupados a teclar nos seus “smartphones” nesta Torre de babel linguística que só se vislumbrava quando encomendavam comida e bebidas. Vejo na sinalética que são proibidos cães e pessoas em fato de banho. Deve ser em nome da decência e dos bons costumes. Pena não pedirem aos clientes para serem civilizados e bem-educados, nessa turba que enchia os dois níveis da esplanada.

A galinha dos ovos de ouro de turismo levava alguém a queixar-se hoje num fórum açoriano que havia empresários do turismo preocupados com o problemas das “rent-a-car” cobrarem 300 euros ao dia pelo aluguer de viatura. Diziam que havia abusos escandalosos nos preços cobrados por táxis e empresas de “Tours”.

Os trilhos cheios, maltratados e sujos (que muita desta gente é pouco dada a ecologias) , o recorde de subidas ao Pico, e outros problemas irão levar a que a mãe-natureza comece a sentir a deterioração da beleza imaculada das ilhas e um dia a galinha começará a pôr ovos de cobre e não de ouro, reluzem mas nada valem. Continua a faltar uma visão global do que se pretende na política do turismo mas continua a rumar-se a um turismo de massas que não nos interessa nem se adequa às ilhas. Pode interessar no presente para lucros rápidos mas compromete um futuro sustentável.

Uma última nota. Em mais de seis dezenas de convivas apenas nós dois líamos livros em papel, à boa moda de antigamente. Sinal dos tempos ou da nossa idade? Curiosamente, os livros eram ambos de literatura açoriana, categoria única, que bem merecia melhor divulgação nacional e internacional, pela qualidade e variedade dos seus escritos, com uma nova vaga de autores cheios de pujança e criatividade. A maior parte deles (mais de meia centena) estará em outubro, em Ponta Delgada no 36º colóquio da lusofonia, a celebrar os vintes anos de colóquios. Autores que ao longo destes anos temos vindo a musicar e traduzir tentando levar a sua escrita a novas paragens e leitores.

 

etsa e anteriores crónicas em https://www.lusofonias.net/mais/as-ana-chronicas-acorianas.html

Chrys Chrystello, drchryschrystello@journalist.com

Jornalista, Membro Honorário Vitalício nº 297713

[Australian Journalists’ Association – MEEA]

Diário dos Açores (desde 2018)

Diário de Trás-os-Montes (desde 2005)

Tribuna das Ilhas (desde 2019)

Jornal LusoPress Québec, Canadá (desde 2020)

Jornal do Pico (desde 2021)

 

 

 

 

 

TAP. Prejuízos baixam para 202,1 milhões de euros no primeiro semestre

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Os prejuízos da TAP S.A. diminuíram no primeiro semestre deste ano para 202,1 milhões de euros, face ao valor negativo de 493,1 milhões de euros obtido em igual período do ano passado, indicou hoje a transportadora. Ou seja, 291,1 milhões melhor do que no mesmo semestre de 2021, refere a TAP.

Source: TAP. Prejuízos baixam para 202,1 milhões de euros no primeiro semestre

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O amor de Peri e Conceição, a maldição das bruxas e a história de Mateus com o boi de estimação são alguns dos contos do folclore açoriano

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Opinião: Alexandra Manes | Pacote cultural Açores 2023: jogar golfe? – Jornal Açores 9

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Não são necessários poderes mágicos, muito menos fontes secretas, para se saber que por esta altura do ano o que se discute nos corredores de poder em Santana, bem como nas respetivas Secretarias do Governo Regional, é o Orçamento da Região para 2023. Estamos, sensivelmente, a dois meses de se conhecer a ante-proposta de Orçamento. […]

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