Premonições acertadas, esta era de 2013:

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Sam Altman afirma: vemos um futuro em que a inteligência é um serviço público, tal como a eletricidade ou a água, e as pessoas compram-na através de um contador

Peter Thiel tem abordado repetidamente o conceito do Anticristo. Mas não se refere a uma figura com chifres do Apocalipse. Refere-se a um sistema. A um governo mundial único. A uma ordem global que surge sob a promessa de paz e segurança. E que utiliza IA, dados e vigilância para centralizar o poder e o controlo. Thiel é um bilionário do setor tecnológico. Financia a investigação em IA. Sabe do que a tecnologia é capaz. O seu aviso não vem da Bíblia. Vem da observação. As ferramentas para o controlo total estão a ser desenvolvidas. Pelas mesmas empresas que ele ajudou a financiar. A paz e a segurança são promessas sedutoras. Quem se oporia ao fim da guerra? Quem rejeitaria a segurança? Mas Thiel argumenta que o preço dessas promessas é a liberdade. A vigilância rastreia cada movimento. A IA prevê cada comportamento. Os dados traçam o perfil de cada indivíduo. O sistema conhece-te melhor do que te conheces a ti próprio. O Anticristo não é uma pessoa. É uma arquitetura. Invisível. Inegável. E está a ser montada neste preciso momento. Thiel não está a pedir a ninguém que acredite em profecias. Está a pedir-lhes que observem. Observem a consolidação do poder. Observem a erosão da privacidade. Observem a ascensão de um sistema que promete paz e oferece controlo. O sistema mundial único está a chegar. Thiel viu o plano. A única questão é se alguém irá resistir antes que seja tarde demais.

Acrescento que resistirei enquanto puder, mas somos poucos, muito poucos, pois os outros estão anestesiados ou desligados e querem paz a qualquer preço, ou religião, basta ameaçar com uma invasão extraterrestre que se convertem todos ao pensamento único como Orwell previu.

Há anos que escrevo sobre isto e alerto. Ainda há dias, quando estava a rever a 2ª edição do primeiro volume de ChrónicAçores, vi os alertas que deixei escritos entre 2005 e 2009; de nada serviram: ninguém os leu nem os seguiu. Premonições acertadas, esta era de 2013:

CRÓNICA 136 – 3 DEZEMBRO 2013, OH! WHAT TO DO?

Dizia-me uma pessoa amiga: vais ver que, quando menos se espera, entra um maluco pelo parlamento adentro com uma AK-47 — das que se vendem em qualquer esquina — desata aos tiros e depois suicida-se ou vai viver à nossa custa o resto da vida …. Ingenuamente, inquiri: só uma? Pensei que era metade da população. Mas devem andar todos anestesiados e passivos com o excesso de flúor na água potável e, se não se precaverem, vai ver-se a extrema-direita a acercar-se do poder com xenofobia, excesso de medidas de segurança, fecho de fronteiras e intolerância. Para isso convém ir criando o caos.[1]

Em Espanha, preparam-se para multar quem se manifeste e fecharam uma estação de TV com a polícia de choque; além disso, perseguem os cidadãos que criam redes domésticas de energia solar, ou não, como grave infração ao monopólio do fornecimento de energia.

Nos EUA, um casal viu a horta que tinha gloriosamente há 17 anos destruída por ser contrária à política municipal… Outros, em várias cidades, têm sido proibidos de armazenar água da chuva; há Estados que vão vigiar os seus cidadãos através de drones telecomandados …

A ficção não acompanha a realidade, e um ministro japonês e a senhora que chefia o FMI clamou várias vezes que os velhos não podem durar tantos anos. Podia dar o exemplo e desaparecer da face da terra… também não é nada nova.

Se fosse no tempo da Ditadura (1926-1933), tudo seria mais fácil e, assim, o Oliveira Salazar veio a governar sem inibições. O regime resultante do golpe de Estado de 28 de maio de 1926 tornou-se uma Ditadura Militar ao suspender a Constituição de 1911. Ditadura Nacional foi a denominação do regime português resultante da eleição, por sufrágio universal, do Presidente da República, marechal Óscar Carmona, em 1928. Durou até 1933, quando foi referendada uma nova Constituição que deu origem ao Estado Novo. Na perspetiva dos militares, porém, uma Ditadura Militar não era um Regime, sendo necessário instituir um novo regime republicano com uma nova Constituição. Na eleição direta do Presidente da República, encontraram a “legitimidade nacional” para elaborar a nova Constituição, submetida a referendo em 1933 — a Constituição do Estado Novo, que perdurou até ao 25 de abril.

A caridadezinha que ora impera em Portugal leva a campanhas do Banco Alimentar que servem para enriquecer os dois grandes grupos económicos dos supermercados Pingo Doce e Continente, mas os jornais relatam que alguns dos beneficiados (na Ribeira Grande em São Miguel, Açores) deitam ao lixo o que receberam… De acordo com estatísticas publicadas na Revista “Time”, o que os americanos desperdiçam num dia, em comida, daria para alimentar todos os pobres do Planeta durante um ano. Enquanto isso, o governo fecha serviços no interior, a dilapidar o serviço nacional de saúde, a ver se os velhos morrem todos e reduzem a pressão no pagamento de pensões, mas é uma chatice que eles são durões e não há meio de morrerem. Mesmo sem tratamentos, nem medicamentos, nem hospitais, continuam a respirar…enquanto as penhoras não cessam de crescer, as pessoas perdem casas, vencimentos, contas bancárias e os velhos que ajudavam os mais novos veem-se impossibilitados de manter viva a cadeia solidária das famílias.

Nas televisões e nos jornais, desde há uns anos, a técnica de desinformação e lavagem cerebral é a do medo constante: o anúncio de coisas horripilantes para entreter, enquanto se introduzem medidas que acabam com todo o Estado Social, com as réstias de democracia que teimam em perdurar…e o medo alia-se aos despedimentos, e as pessoas comem com medo, dormem com medo, sonham com medo e acordam com medo. Incapazes de reagir, incapazes de fazer algo mais que não seja queixarem-se publicamente no Facebook e redes sociais. A mentira, a manipulação permanente, os negócios com amigos e conhecidos que nem constam dos livros de corrupção, desfalques e golpes para o erário público pagarem, a impunidade, o conluio entre os tribunais e os poderosos leva a que um jovem acusado de roubar (não pagar) 31 € de pizza tenha julgamento com 3 juízes e a ameaça de pena de 8 anos, enquanto outros crimes maiores ou prescrevem, ou levam com penas suspensas, ou pura e simplesmente nem são julgados.

Tudo é legítimo desde que seja roubar em proveito próprio, da banca que os alimenta e dos interesses que os manipulam como títeres. Civilizações caíram por menos do que isto, mas esta está a demorar tempo e quando cair não será apenas Portugal, nem a Europa nem os EUA, mas todo o mundo ocidental como o conhecemos. Novas formas de barbárie e de escravatura vão sendo reveladas por entre notícias de xenofobia, discriminação e outras aberrações. Tudo isto me lembra (PARA PIOR) histórias contadas na minha juventude pelo meu pai, referentes ao período que antecedeu a Segunda Guerra Mundial. Este capitalismo selvagem não só ameaça destruir a raça humana, como também o resto do planeta.

Não foi há muito tempo que esse símbolo capitalista que é o executivo-chefe do conglomerado Nestlé — como podia ter sido o da Coca-Cola ou outro — dizia: SER NECESSÁRIO PRIVATIZAR A ÁGUA DE TODO O MUNDO… Claro que eles tomavam conta dela e o povo comprava. Sabe-se que a água é o bem mais essencial do século XXI, com milhões de pessoas sem acesso ou com acesso limitado a esse bem…

Os ricos e poderosos compram tudo e todos, a começar pelos políticos. Nos EUA, há 400 bilionários que valem 32 triliões de dólares, ou seja, tanto quanto 150 milhões de americanos juntos. Nunca se viu tanta desigualdade, e toda ela fruto da corrupção, do roubo, da mentira, da vigarice.

Mas será que, um dia, em Portugal e na Europa (ou em qualquer outro local?), será eleito um governo que tenha a coragem de um ato soberano democrático, recusando a chantagem da austeridade e desobedecendo às regras (europeias) que bloqueiam tudo, menos o neoliberalismo? Não creio.

Hoje há pessoas pagas pelos partidos, não duvido (seria provado anos depois), para colocarem comentários críticos nos jornais on-line e nas redes sociais, dirigidos a quem critica os partidos, os governos e as suas políticas. É a prova que estão em total descrédito e receiam uma opinião séria e responsável. É Portugal que está em causa: o futuro como povo independente e soberano. Não podemos ficar em silêncio quando os partidos, as sociedades secretas e não tão secretas que os sustentam se limitam a liquidar o país, em saldo, até que nada mais reste.

Noutra onda, surgem relatos de “chemtrails”, ou seja, aquelas nuvens esquisitas que duram uma eternidade e lembram rastos de aviões a jato que despejam nanopartículas de alumínio, que podem ser responsáveis pelo surgimento de doenças neurodegenerativas como Alzheimer, Parkinson e Lou Gehrig (ALS). Esta forma de geoengenharia, destinada a mudar o clima, a criar chuva e coisas semelhantes, existe há muitos anos, mas não estava então na esfera da CIA, da NSA e de outras agências norte-americanas de segurança nacional… Se estas técnicas reduzem o aquecimento da atmosfera e aprisionam gases quentes, será bom recordar que o fazem com óxidos metálicos de elevada emissividade e baixa refletividade, como o óxido de alumínio. E há uma pergunta que gostaria de deixar a todos enquanto os poderosos tentam eternizar a crise para se manterem no poder e retardar a revolução…. Mas fica para outra vez.

Escrevi num dos livros ChrónicAçores:

Animais de hábitos, repetimos percursos e tradições que nos permitam qualificar na classe em vias de extinção, a dita família. Já na Austrália me queixava de desgostar de 3% do que me rodeava, que era a falta de vínculos familiares da maioria das pessoas, mas deparo-me hoje, em Portugal, com idêntica evolução, o dito progresso, que a todos consome e derrama gotas de ácido corrosivo em tecidos centenários que gerações perpetuaram, umas atrás das outras, sem se questionarem. Portugal sempre teve esta tendência suicida de copiar tudo o que de mau vem de fora.

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Regresso ao presente (maio 2026), sabemos que os Açores estão permanentemente em crise. Agora é a caranguejola, uma espécie de coligação a 3, que se decompõe dois anos antes do fim do mandato, com intervenientes a venderem a alma à oposição, outros a dizerem que está tudo bem, como se conseguissem projetar um holograma duma realidade que só eles miram.

O naufrágio do navio Titanic — que se afundou em 1912, alegadamente devido a um icebergue — ocorreu dois anos antes do nascimento do meu pai, 11 anos antes do da minha mãe e 37 anos antes do meu. Morreram 1500 almas, bem mais passageiros de menos posses, e não tiveram lugar nos botes salva-vidas disponíveis. Por outro lado morreram apenas 4 senhoras das 144 que viajavam em 1ª classe, na 3ª classe faleceram 89, das 165 que viajavam nessa classe. A tragédia deu origem a várias obras de cinema, como o Titanic de James Cameron, mas não creio que alguém vá fazer um filme, nem sequer um documentário ou uma curta-metragem, sobre o afundamento deste governo, e não haverá, decerto, histórias comoventes de amor inventado entre os 3 parceiros coligados.

Vejamos alguns problemas, pagamentos a fornecedores dos hospitais milhões atrás de milhões pagos tarde e a más horas, a saúde caótica e a degradar-se, em especial depois do incêndio de maio 2024 no HDES, agora agravada pelos bairrismos doentios da ilha Terceira (do Vice-Presidente do governo e do líder da claque da Câmara de Comércio local) que recusam ouvir falar de centro académico clínico na Universidade dos Açores, hospital universitário, hospital central ou de qualquer investimento na ilha de São Miguel. Depois, há a obra de Santa Engrácia na ilha das Flores, o porto, demolido pelo furacão Lorenzo em 2019, que, com sorte, poderá estar concluído em 2030. As estradas regionais estão, em todas as ilhas, a precisar de remendos urgentes, mas, aparentemente, o PRR não chega para tanto; a habitação carente vai ficar muito aquém do necessário; só houve lugar para AL, e as pessoas, em especial os jovens, foram corridas para fora das urbes. Ponta Delgada há muito tempo que precisa de um segundo porto, mas quando pensarem em construí-lo, será tarde. O Aeroporto de PDL já há muito deixou de ser suficiente e, mesmo com a retirada da Ryanair, continua a ser insatisfatório. Nisto e em tudo o mais (noutras necessidades doutras ilhas, como a ampliação das pistas do Pico e da Horta) existe uma total falta de visão para o futuro e um bairrismo arreigado ao passado, quando Angra do Heroísmo era heroica e famosa. Todos os Museus precisam de obras, idem para as Bibliotecas Regionais (a de PDL há muito que clama por uma mão de tinta branca, a disfarçar as manchas…). Faltam transportes marítimos de passageiros entre S. Miguel, Santa Maria e as restantes ilhas; o transporte de mercadorias interilhas é uma desgraça, sempre a ser remendado; idem para o transporte aéreo, que tanto prejudica os produtores das ilhas. Agora, a companhia aérea vai dar-se a privados e nós, contribuintes, ficaremos a pagar milhões em prejuízo e deixaremos de ter uma companhia aérea tão fundamental para a nossa insularidade. A Universidade está sempre subfinanciada, mas os Hospitais estão bem piores.

A estrada Furnas-Povoação é uma pista mortal que há anos aguarda atualização; a lancha Espalamaca continua parada no Pico com desculpas de toda a ordem, a apodrecer, depois de milhares de euros em obras de renovação.

Há centenas de edifícios do Estado (seja da República, do Governo Regional ou mesmo das autarquias) a caírem de podres quando poderiam ser renovados para habitação ou para dinamizar e contrariar o envelhecimento das cidades. Todos os fortes e outras construções militares deixam-se degradar até caírem, como as inúmeras campanhas para salvar o forte de São João Baptista, na Praia Formosa, comprovam. Os restos de Porto Formoso são apenas isso: restos, e em tantas ilhas o cenário se repete, sem respeito nem honra pelos monumentos do passado heroico do arquipélago. Parece haver vergonha da nossa História, mas não há vergonha nenhuma de se aproveitarem dela para beneficio pessoal..

 

Ontem, finalmente, fiz o caderno de estudos açorianos dedicado a Dora Gago… Estava há umas 4 semanas à espera e, em breve, segue outro.

Mandei 4 cartas para as autarquias das ilhas de S. Jorge, Pico e Faial, a ver se nos querem lá com a Lusofonia…

 

 

 

[1] (em 27 maio de 2026 um juiz mandou libertar o cabecilha dum gangue criminoso brasileiro da pior espécie ).

Publicado por

CHRYS CHRYSTELLO

Chrys Chrystello jornalista, tradutor e presidente da direção da AICL

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