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visita virtual ai faial as boias de manuel lealPages from 2019-02-24
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https://www.iloveazores.net/2016/01/ha-55-anos-um-jovem-acoriano-viajou.html

Objectivo: chegar à América

Daniel Melo, de baixa estatura, tenta ajeitar-se no compartimento exíguo, enquanto o avião atinge a velocidade de descolagem. O piloto da LAV (Línea Aeropostal Venezolana) faz subir o trem de aterragem. O equipamento hidráulico comprime o passageiro contra a parede de metal, a poucos centímetros da roda em circulação. O movimento repete-se meia dúzia de vezes, porque as portas do compartimento não fecham devidamente. De cada vez que o trem sobe, Daniel Melo quase sufoca. Quando o alçapão se fecha, Daniel abre uma porta interior para a área electrónica e hidráulica do avião – o que terá feito a diferença entre a vida e a morte.
Depois de algumas voltas à ilha, enquanto tenta resolver o problema do trem, o comandante vê o alerta da abertura da porta interior, que impede a pressurização correta da cabine. Pede autorização à torre de controlo para voar a uma altitude inferior até ao destino: o arquipélago das Bermudas, a cerca de 3.600 quilómetros de distância. O voo deveria decorrer a 18.000 pés, mas acaba por seguir a um nível de 8.000 pés. A porta aberta faz com que a temperatura se mantenha a níveis suportáveis, devido ao ar quente que chega do compartimento contíguo. Caso contrário, Daniel Melo poderia ter morrido devido à hipotermia e falta de oxigénio.
Daniel deita-se paralelo ao eixo do trem de aterragem. Apesar do barulho ensurdecedor dos motores e do vento, consegue adormecer. “Sonhei que estava em Nova Iorque”, contara anos mais tarde numa entrevista ao programa Gente Nos., da RTP Açores. Alimenta-se apenas com três “papo-secos” que levara consigo. Depois de nove horas e meia de viagem, em que esteve praticamente imóvel, o avião aterra na Bermuda, entre as 06h00 e as 6h30 da manhã, com o dia a raiar. O passageiro clandestino pensa em saltar enquanto o avião dá a volta lentamente, quando avista militares norte-americanos de um lado da pista. Do outro, vê o mar. Conseguira parte do objectivo, mas ainda estava longe da América.
Daniel Correia Melo nasceu a 22 de novembro de 1943 nas Furnas, na ilha de São Miguel, num meio familiar humilde. Em 1950, com apenas sete anos, acompanhou os pais e dois irmãos quando a família se mudou para Santa Maria. O aeroporto internacional, construído pelos norte-americanos como base militar, no final da II Guerra Mundial, estava no auge da actividade enquanto importante ponto de ligação entre a Europa e as Américas, onde as grandes companhias aéreas faziam escalas para reabastecimento nos voos intercontinentais. A família morava no Bairro Operário e o pai trabalhava no cinema do Aeroporto — onde Daniel via os filmes de Hollywood que o faziam querer procurar uma vida melhor na terra das oportunidades.
O planeamento da viagem começou aos 14 anos — Daniel aprendia o ofício de carpinteiro nas oficinas do Aeroporto e já ouvira relatos de tentativas semelhantes, nos aviões militares que partiam da Base das Lajes, na Terceira. Observou de perto os diferentes tipos de aeronaves, quando fazia incursões pela placa com os amigos, às escondidas da polícia. Escolheu o avião, a companhia aérea e o destino. “O meu plano foi perfeito”, recordou ao jornal Portuguese Times, de New Bedford, duas décadas depois da viagem. “Sempre gostei de aventura.”
A intenção passava por aterrar de noite na Bermuda e fugir para o porto, onde embarcaria clandestinamente num cargueiro para os Estados Unidos. Contudo, o atraso à saída dos Açores fez com que o avião aterrasse já de dia e fosse descoberto pela tripulação. “Ouvimos um ruído áspero e depois um outro, como se alguém estivesse a dar pancadas nalguma coisa”, contou o co-piloto, Eugene Moberg, aos jornalistas locais, que dão à história projecção internacional. “Pensámos que a porta se tivesse fechado, mas ao chegarmos à Bermuda um elemento da equipa de terra da LAV viu o Daniel agarrado ao eixo da roda como um macaco”, acrescentou.
Depois de conversarem entre si, a tripulação decide não o entregar às autoridades. Em vez disso, levam-no a uma casa de banho para retirar a sujidade do pneu e Daniel regressa ao avião, agora ao interior da cabine, onde lhe servem o pequeno-almoço. O voo para Caracas, o destino final, demora outras oito horas. Daniel fala com a tripulação, arranhando o castelhano, e anda descontraidamente pela cabine. Sem documentos à chegada, é levado para o consulado de Portugal. Perguntam-lhe o nome e a idade e o cônsul decide entregá-lo à polícia de imigração venezuelana. O comandante do avião propõe-lhe duas alternativas: pode perfilhá-lo ou oferecer-lhe uma das filhas em casamento, o que Daniel rejeita.
Após passar uma noite detido, regressa no dia seguinte a Portugal, mas a Lisboa, via Bermuda, noutro Constellation da LAV, onde é colocado à guarda das autoridades. A odisseia aérea chamara a atenção da imprensa internacional e à chegada Daniel tem à espera um grupo de jornalistas portugueses. É abordado por dezenas de pessoas, que o cumprimentam pela proeza. A façanha tem destaque de capa em dois dos maiores jornais portugueses – O Século e o Diário de Notícias – que salientam o seu ar franzino e relatam a viagem como um misto de espírito aventureiro e inconsciência juvenil. “O rapaz que viajou no vão da roda de um avião chegou a Lisboa e jurou que não repetiria a proeza”, titula o DN. “Tiveste medo?”, pergunta o jornalista de O Século. “Eu não senhor. Mas aquilo foi muito perigoso ao que me disse o capitão do avião, e poderia ter morrido.”
O feito continua a ser raro na história da aviação. Daniel é um dos 25 passageiros clandestinos que sobreviveram a um voo no compartimento do trem de aterragem de um avião — o que representa 24 por cento das tentativas. A maior parte sucumbe à hipotermia e falta de oxigénio. Os dados são de um relatório da Federal Aviation Administration (FAA), entidade que regula a aviação civil nos EUA e referem-se aos casos ocorridos desde 1947, a nível mundial.
No dia 13 pelas 22h00, quatro dias após a partida, Daniel está de volta a Santa Maria. O comandante da LAV informa o agente da PIDE de serviço no aeroporto que transporta um deportado e Daniel é interrogado sumariamente, de acordo com os documentos do processo depositados nos arquivos da Torre do Tombo. O chefe do posto da PIDE do aeroporto comunica com a sede, em Lisboa, a perguntar como deve proceder em relação ao passageiro clandestino, referindo-se à “ocorrência que foi largamente relatada nos jornais”. A resposta é desconcertante: trata o caso como se fosse um acontecimento banal. “O procedimento a adoptar com ele deve ser o mesmo que é tomado em casos idênticos.” Só no dia 15 é detido para prestar declarações. Diz à PIDE que não planeou a viagem nem sabia o destino do avião e que queria apenas fugir de casa devido a uma discussão familiar. Sai com termo de identidade e residência, acusado de emigração clandestina e o processo enviado para o Ministério Público — acaba condenado a três anos, com pena suspensa.

Texto: Pedro Barros Costa
Fonte: Revista LPAZ (vol. 1 | Maio de 2015)
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“Antero de Quental – esboço de uma abordagem para os alunos de hoje”
[Intervenção no Colóquio sobre Património (dia da Escola -21 de fevereiro, 2019)]
Falar de Antero exige de nós um enorme respeito e uma profunda reflexão. Mas em 10 minutos a reflexão profunda é impossível, restando-me, por isso, o respeito que lhe é devido.
O que venho aqui dar hoje é um pequeno contributo. Trata-se de uma breve reflexão sobre uma possível abordagem de Antero para os alunos de hoje
Durante os últimos (vários) anos, Antero de Quental deixou de estar presente nos programas de Português do Ensino Secundário, sendo estudado apenas pelos alunos de Humanidades, na opção de Literatura Portuguesa, o que pressupõe que a maior parte deles passou pela escola sem ouvir falar do Poeta. Com a última reformulação dos programas, Antero voltou, há dois anos, a ser inserido na disciplina de Português do 11º Ano.
Sendo assim, pensei que teria algum interesse, como professora, fazer uma breve reflexão sobre uma possível forma de abordar Antero de Quental junto dos alunos deste nosso tempo. Todos entenderemos que é um grande desafio levar adolescentes de 16/17 anos, que pouco ou nada lêem, a entenderem a poesia de Antero, com a complexidade que a caracteriza.
Atendendo ao tempo de que disponho, optei por dois aspetos, que, entre muitos outros, considero dignos de reflexão. Por um lado, mostrar Antero aos alunos na grandeza e na força da sua busca incessante e, por outro, levá-los a ver a morte do Poeta como uma entrega ao Absoluto que ele tanto procurou, numa tentativa de apaziguamento e de reconciliação com a vida.
Começarei por fazer uma breve contextualização junto dos alunos para que eles entendam que a obra de um escritor, de um poeta, não surge desligada da sua vida e do seu tempo. Falaremos, inevitavelmente, da saída da ilha. Antero era quase uma criança, quando se afastou de São Miguel e da família. O desabrochar deu-se em Coimbra. Na sua irreverência juvenil, ele procurou tudo o que fosse novidade, numa tentativa de quebrar as amarras da tradição, e, embora nas crises de pessimismo o seu tempo o desgostasse, ele pareceu também acreditar, noutras alturas da sua vida, que havia esperança para o homem e que este caminharia num sentido positivo, procurando o Bem, a Justiça e a Verdade, assim, com maiúsculas.
O nosso Poeta-filósofo encarna, no fundo, as eternas angústias dos homens. Angústias que os jovens de hoje também sentirão, de alguma forma, ainda que não as estruturem em pensamento, como ele fazia; ainda que não consigam verbalizá-las. Tal como acontece com eles, Antero viveu uma época de profundas transformações, porém, e aí ele distingue-se da maioria, passou a vida inteira a tentar interpretá-las. Seria muito interessante levar os jovens a entender até que ponto terá sido um deslumbramento, e, ao mesmo tempo, uma imensa angústia, Antero, quase criança ainda, sair do ambiente fechado e opressor da ilha de São Miguel do séc. XIX e embrenhar-se no núcleo coimbrão que começava a tomar contato, através da leitura, com as profundas revoluções que se operavam no centro da Europa. Entenderem a luta que encetou e a influência que exerceu na sua geração. Seria importante que os jovens de hoje – que estão conetados (como é moda dizer-se) com todo o mundo e para quem as mudanças já aparecem feitas sem lhes darem sequer tempo ou instrumentos para refletirem sobre elas – entendessem em que medida é que este processo foi complexo e, ao mesmo tempo, fascinante, para a geração do nosso Poeta.
Isto poderá levar-nos à relevante questão da personalidade atormentada de Antero. Ao longo da sua vida, ele é dominado por apelos que se opõem e que determinam, em boa parte, o seu percurso. Há nele, todos sabemos, um Antero “Apolíneo”, “diurno” e um “Antero noturno”, como o definiu António Sérgio. O primeiro exalta a Luz, a Razão e o Amor e evidencia a clarividência do espírito combativo, a avidez de reformas estruturais que coloquem um termo aos problemas sociais; enquanto o segundo é marcado pelo Pessimismo, pelas angústias existenciais, pelos hinos à Noite e à Morte, esse descanso final. A verdade é que ele teve consciência do declínio e da crise profunda que o seu tempo atravessava e, ao mesmo tempo, tentou ser a voz da Revolução intelectual e moral que se deu dentro dele e que se operava, também, nas capitais europeias.
Não há dúvida de que Antero toda a vida buscou algo que o ultrapassasse, e o mais próximo que lá esteve terá sido pelas incursões que fez no mundo das ideias. Acho que essa é uma questão que se pode tornar muito pertinente. Cada vez mais, os nossos jovens estão esvaziados. Buscam, em cada dia, o material e o imediato, sobretudo na forma de tecnologia. O esforço que se lhes exige é mínimo. “Tudo está à distância de um Click”, como tanto se publicita. Ora, defender um ideal dá trabalho, exige abdicação, implica riscos. Que pena eles não imaginarem que isso daria um sentido absolutamente valioso à sua existência!
Para Antero, a vida foi uma busca – a busca da Ideia, o Bem supremo, como diz nestes versos (e cito): A Idéia, o sumo Bem, o Verbo, a Essência,/ Só se revela aos homens e às nações/ No céu incorruptível da Consciência!
De qualquer modo, todos sabemos que cedo se abateram sobre o poeta estados de tristeza e pessimismo, a que vieram juntar-se os primeiros sintomas da doença que havia de atormentá-lo até ao fim da vida. Esta questão não será demasiado explorada junto dos alunos, até porque o programa é extenso e o tempo que temos para dedicar a Antero é muito curto, mas é inevitável que dela se fale um pouco.
Sendo Antero um homem perseguido pela angústia, pela doença e por essa busca constante que o atormentou, é natural que a ideia da Morte tenha ocupado um lugar importante na sua filosofia. Para ele, o homem, ser imperfeito, no seu percurso evolutivo, passa da realidade material da sua existência temporária e limitada para um outro estado que o aproxima do Absoluto. A Morte é essa passagem.
Mas a verdade é que nem tudo é pessimismo em Antero. Ao lermos os seus sonetos, por exemplo, percebemos que, se muitos revelam as angústias e os estados depressivos, também há outros que confirmam a sua faceta lutadora e o apaziguamento, comprovando, mais uma vez, que este é um poeta caracterizado por uma série de contradições, sinal da sua profunda humanidade.
É ele próprio que escreve ao seu amigo Francisco Machado de Faria e Maia, dizendo: “Estou resolvido a publicar a série completa dos meus sonetos, na sua ordem cronológica, de modo a formarem uma espécie de autobiografia, ou Memórias morais e psicológicas. Provavelmente, é tudo quanto ficará de mim”.
Antero abre a sua seleção de sonetos com “Ignoto Deo” e termina-a com “Na Mão de Deus”, parecendo, assim, querer demonstrar que se fechou um ciclo de busca, dúvidas e ansiedade. Ao lermos os poemas, percebemos, neles, uma parte do seu percurso filosófico (que veríamos muito mais aprofundado na prosa, como é natural). Entendemos as angústias e o pessimismo, mas também uma certa reconciliação. Apresentarei aos meus alunos ambos os polos, evidentemente, e eles refletirão sobre eles, com a minha ajuda.
Gostaria que eles percebessem que, na profunda construção do seu pensamento, o Poeta, apercebendo-se da finitude e da imperfeição do homem, procura caminhar no sentido evolutivo, tentando libertar-se da matéria, em direção ao espírito, de certa forma contemplando esse percurso, lá do alto onde se encontra, como vemos em:
“Contemplação”
Sonho de olhos abertos, caminhando
Não entre as formas já e as aparências,
Mas vendo a face imóvel das essências,
Entre ideias e espíritos pairando…
E a verdade é que, nessa caminhada que foi a sua vida, (sei que a metáfora não é original, mas por agora serve-me muito bem), apesar das angústias, do pessimismo e das dores profundas, não é subjetivo de todo dizer-se que houve lampejos de Esperança e de apaziguamento.
“Solemnia Verba”
Porém o coração, feito valente
Na escola da tortura repetida,
E no uso do penar tornado crente,
Respondeu: Desta altura vejo o Amor!
Viver não foi em vão, se é isto a vida,
Nem foi demais o desengano e a dor.
Termino esta brevíssima viagem pelos sonetos com os conhecidos versos de “Na Mão de Deus”: Dorme o teu sono, coração liberto, / Dorme na mão de Deus eternamente! Mas juntar-lhes-ia o último terceto de “Nirvana” (*), porque acho que ilustra muito bem essa ideia de apaziguamento e de Esperança, que aqui defendo:
Chegar onde eu cheguei, subir à altura
Onde agora me encontro – é ter chegado
Aos extremos da Paz e da Ventura!
Pode parecer tendenciosa a minha escolha destas passagens dos sonetos anterianos. E é-o, em certa medida. Mas defendo-me, dizendo que não estou, aqui, a desenvolver uma tese. O assunto da minha intervenção, que aqui recordo, é uma proposta de abordagem de Antero junto dos meus jovens alunos. Claro que não a limitarei a esta visão parcial. Nem eles poderiam chegar aqui, se não se falasse das inúmeras contradições e do tormento que marcam o caráter e a obra deste poeta.Toda a sua vida foi uma indagação. Perseguido pelas dúvidas, pelas angústias, pela doença e pelo pessimismo, Antero buscou, inevitavelmente, o descanso, nesse seu gesto extremo da morte procurada. Mas o que pretendo, no fundo, é que os alunos tomem contato com o perfil de Antero, com o percurso que fez, com um pouco da muita obra que deixou e com aquilo por que se debateu e que poderá servir de exemplo ainda hoje. Gostaria muito que eles chegassem ao fim da unidade sobre o poeta capazes de refletirem um pouco sobre a ideia de que a luta pelo Bem, pela Justiça e por uma Liberdade bem entendida é intemporal. Que Antero teceu essa luta recorrendo ao Pensamento e à força da Palavra poética. E que, apesar dos momentos de desânimo, terá, talvez, encontrado uma Paz que tanto procurou.
Finalizo, dizendo que há muito que penso não ter sido por acaso que Antero escolheu pôr fim à vida num local tão público como o Campo de São Francisco, precisamente junto ao Convento da ESPERANÇA, na sua cidade natal, e no banco que se situava por debaixo da âncora que ainda lá se encontra. Há uma mensagem, julgo eu, que ele nos quererá transmitir com esta escolha da morte e do lugar onde ela se deu. Ele aproximava o conceito de morte à ideia do “não-ser”, uma forma de união com o transcendente – Deus – não necessariamente nos preceitos tradicionais que a sua educação religiosa, pela mãe, lhe ditara, mas numa conceção muito mais filosófica que ele terá elaborado e repensado a vida inteira. É como Eduíno de Jesus diz, de alguma forma, que (e cito) “ O Poeta (…), um dia, já cansado de tanta luta, [perdeu-se] de propósito, por fim, nessa mesma praia infinita do Não-Ser = Ser Único Absoluto.” E é como o próprio Antero diz, num soneto que dedica à Noite:
Oh! antes tu também adormecesses
Por uma vez, e eterna, inalterável,
Caindo sobre o mundo, te esquecesses,
E ele, o mundo, sem mais lutar nem ver,
Dormisse no teu seio inviolável,
Noite sem termo, noite do Não-ser!
Maria João Ruivo
In Antero 125 anos depois (versão adaptada)
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Óbito/Bigotte Chorão: PR enaltece empenho na valorização da língua portuguesa O Presidente da República enalteceu hoje o trabalho do escritor João Bigotte Chor
Source: Óbito/Bigotte Chorão: PR enaltece empenho na valorização da língua portuguesa
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In February 1942, a platoon of Australian Comandos were overrun by the Japanese and fled to the mountains.
Without supplies for 3 months, they survived with the help of the Timorease.
Over 45,000 Timorease lost their lives, because of the presence of the Australians in Timor.

CAMSTL-Centro Audiovisual Max Stahl Timor-Leste is at CAMSTL-Centro Audiovisual Max Stahl Timor-Leste.
[Segunda Guerra Mundial]
1942 – 1945 iha fatin ida ne, iha tempu naba akapamentu Australia hari’i naran Bahalata Akapamentu iha Suco ossurua postu administrativu Ossu, minisipu Viqueque.
https://timorleste.github.io/viqueque
Tempu naba komando Australia ida nebe tama konta forsa Austalia hanaran komando Z, Hamutuk ho kriadu Timoroan lubuk ida, iha tempu naba mos maka populasaun nebe apoi forsa Australia sira subar iha foho Watulawa fatin labalou ida ne, mak hanesan tuir mai ne Aldea Watulawa suco Ossurua ni nian, Aldea Umabere suco Ossurua, Aldea Raimutin suco Ossurua, Aldea Waibobo suco Ossorua no mos populasaun balu husi Aldea Samaliu suco Loihunu ni nian mak subar iha fatin ida ne.
Iha momentu naba, forsa Australia sira hamutuk populasaun no mos kriadu lubuk ida nebe apoiu sira sai hanesan soldadu Australia, nebe sira konvia no fo kilat lolon 12 hodi proteje no defende populasaun sira subar iha ne.
————————–
Australia and Timor-Leste Story of Second World War 1942 – 1945
[ Audiovisual Narrative Preface ]
The island Republic of Timor-Leste is divided into thirteen Municipio (or Districts), the South Eastern District is called Viqueque, and is made up of a fairly flat coastal plain as its southern border, with steep and high mountain ranges, which are well forested, as its northern border with the neighbouring district. This terrain has proven very useful in times gone by, as protective areas for forces that were being hunted by greater invading powers.
https://timorleste.github.io/viqueque
The first such occasion, in more recent times, was during World War II when Japanese forces had invaded South East Asia, occupied Indonesia and landed on the island of Timor in early 1942. At that times Australian and Dutch forces were already deployed in both Dutch and Portuguese Timor as a block to probable Japanese invasion of Australia. The block was soon overcome by the all conquering Japanese Imperial Army, however not completely, as a small group of the Australian 2nd/2nd Independent company had been cut off in Dili, from their parent command group in Kupang. This then independent group took to the mountainous and well forested hinterland of Timor, and operated as a guerilla force, known to the Australian command as “Sparrow Force”, against the Japanese, for about one year. Together with other similar groups operating throughout the island to the North of Australia, they were known collectively as “Z Special” forces.
Although the Japanese conducted many armed patrols, and had superior air power over Timor, they never actually found the very moveable main base of Sparrow Force. One of Sparrow Force’s main bases, and indeed a training area, was on a mountain top in within the Ossu sub-district of Viqueque. This venue had very steep approaches on all sides, a narrow entrance path, and commanded a good view of the surrounding countryside. The peak is known as “Watulawa-Labalou”.
http://bit.ly/2OxpsdM
As a matter of interest, a grave and memorial to one of the Z Special forces members was erected years after WWII in a cemetery about 10 mins drive to the East of Ossu township (Ossurua). The soldiers name is Sancho Da Silva, a Timorese signaller working for Sparrow Force, and captured by the Japanese late in the operations of Z Special operations in Timor. He survived, and later died in Australia in March 1997.
http://bit.ly/2w41WNQ
The second occasion in which an isolated mountain top in the Ossu (Viqueque) district was used to secure guerilla forces occurred during the Indonesian occupation of Timor-Leste between 1975 and 1999.
This peak is known as “Abrigo-Wasadiga” and is again a naturally well protected area with steep sides and excellent views of the surrounding countryside. The site was used by the Falintil guerrilla forces of Timor-Leste, opposing the Indonesian Armed Forces in occupation of the Nation. The peak was used as a secure training area and hideout for such notable leaders as “Lu-Olo” the current President of Timor-Leste, and the current Prime Minister, former President, Taur Matan Ruak, Defence Force Brigadier General Falur Rate Laek.
https://timorleste.github.io/wasa-diga
The video clip that follows is an Australian presentation, made during the World War II years, of the Sparrow Forces operations, which were crucially supported by many loyal Timorese, who acted in vital support of the Australian soldiers during their efforts in Timor, and since 20 May 2002 the Democratic Republic of Timor-Leste.
https://timorleste.github.io/audiovisualarchive
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20 February at 20:03
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8 hrs

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MORREU SEQUEIRA COSTA
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Meus amigos.
Please my dear fellows 🇺🇸 🇵🇹 🇪🇺 I don’t want to get “likes” on this, just your help to spread worldwide what Huawei Mobile done, and is trying to avoid any deal, since all info I got for my attorney in the US during this Sunday. Press sometimes doesn’t work (I know who has not courage for that even in Portugal with powerful companies and countries) but there are some independent and serious newspapers and we can reach them. So lets try this way with social networks to go into them with justice. Litigation in the USA means a lot of millions US dollars that I can’t afford.
It’s just a kind of justice I want and must be done.
Fell free to share my contacts as you think that must be useful, however I have more information to share.
“Start spreading the news” a New Yorker sang that.
Thanks a lot in advance for your shares.
Rui Pedro Oliveira
Another Huawei robbery.
On May 28th and 29th 2014 I went from Oporto, Portugal, to Huawei HQ in Plano, Texas, USA, to meet with their representatives that were in the meeting: Jeff Xu, Eric Murrell, Erica Porter and Michael Guo.
There were two meetings. One that was scheduled for 28th and happened, and due to the interest to show to more people, they asked me to go there again next morning, on the 29th.
Those meetings, I showed what it was a patent pending lens (application patent and design patent) that I designed like this and named (for me) SMATCAM, that was from SMartphone ATtachable CAMera. Two possible colours. Two possible connectors.
Last year I received the US Patents at home. The design patent and the app patent. Links here:
Design Patent https://patents.google.com/patent/USD792497S1(09/04/2014)
App Patent https://patents.google.com/patent/US9503625B2 (09/04/2013)
People from Huawei, showed interest in knowing too much about my invention but after the two meetings they never talked with me anymore.
In 2017, Huawei launches worldwide and selling in the US by Amazon, Ebay and other platforms this lens…
Where I’ve seen this?!
This is an exact copy of what I showed them few years before. Not only in the design that, is a fact, but the part of communication with the smartphone that I imagined.
I started talking with them, the director of legal affairs in the USA, Mrs. KD Schull and Mr. Chenlu, that works directly with the director.
After several emails, he supports that can’t talk to me anymore because I don’t have an American attorney. I sell my home and pick Mr. George Neuner to be my attorney in the US, on 1stSeptember 2018.
Mr. George Neuner starts conversations with Mrs. Schull, and Mrs. Schull tells us that the negotiation will be with Mr. Chen. Then, Mr. Chen starts conversations and during these 5 months, something is always missing. Or a signature, or a business trip, then he talks about a prior art, but never showed anything, or Christmas Hollidays, or an NDA, and then an editable NDA, everything is a theme not to move forward with gentleman and elevated negotiations, just to pass time until I loose all with attorneys and give up. But I won’t!
Even and email from a former Vice President sent me stating that I was there, he was in the meeting and showed all material, and advised me that should contact the director of legal affairs.
Given all the news about Huawei’s suspicious behaviour and practices, I could not fail to make this complaint and appeal to your collaboration in spreading this crime further. Thank you.
For more information, please, feel free to contact me:
Rui Pedro Oliveira
Email: rpo@imaginew.pt
Mobile: +351 939980009



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Partilha-se notícia publicada hoje no jornal Diário Insular com o título: “DESCONTAMINAÇÃO LIGADA A DERRAME DE COMBUSTÍVEL”
e subtítulo: ” Estado português aciona NATO/SOFA para Cabrito”.
O Estado português vai acionar o acordo NATO/SOFA para lidar com o processo de descontaminação do Cabrito, zona da ilha Terceira que foi percorrida por pipelines de combustível e que verificou derrames ao longo de décadas.
A declaração conjunta da 40ª Comissão Bilateral Permanente Portugal- Estados Unidos da América, que se realizou em dezembro, avança apenas: “A Comissão Bilateral Permanente foi informada de que o pedido formal relacionado com o derrame de combustível no pit 18 do oleoduto do Cabrito está a ser finalizado pelo lado português, com vista a ser submetido ao 65th Air Base Wing (comando americano das Lajes) através do mecanismo de reclamações previsto no Acordo sobre o Estatuto das Forças da NATO (SOFA) artigo VIII”.
DI tinha apontado, em 2017, para o facto da “chave” para o processo de descontaminação residir no acordo NATO/SOFA.
O Acordo de Cooperação e Defesa entre a República Portuguesa e os Estados Unidos da América não prevê nada de concreto em matéria ambiental, mas, no entanto, remete para o NATO/SOFA (Status of Forces Agreement), o acordo multilateral estabelecido entre os estados membros da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
Em concreto, o Acordo das Lajes refere que “os membros da força ou do elemento civil não podem ser demandados nos tribunais portugueses para satisfação de pedidos de indemnização de natureza cível resultantes de ato ou omissão em serviço”, sendo que “estes pedidos serão satisfeitos judicial ou extrajudicialmente por Portugal, que será reembolsado pelos Estados Unidos da América nos termos do artigo VIII, nº5, do NATO SOFA”.
O artigo indica que, no caso concreto de uma indemnização pela poluição causada na Terceira, o estado Português teria 25 por cento da indemnização a definir para pagar, ficando os EUA responsáveis pelo restante. “Quando apenas seja responsável um estado de origem, o montante da indemnização será repartido à razão de 25 % para o estado local e 75 % para o estado de origem”, define o NATO/SOFA.
Em abril do ano passado, já várias vozes defendiam que o processo de “descontaminação” ao longo do pipeline do Cabrito tinha sido mal conduzido.
Segundo o diretor regional do Ambiente, Hernâni Jorge, na altura ouvido pela Comissão de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho (CAPAT), no Cabrito e na Cova das Cinzas os pipelines foram removidos e inertizados de forma eficaz, mas ficaram por descontaminar os terrenos envolventes, afetados por um derrame ocasional, fora do âmbito dos trabalhos de remoção e inertização.
“Os EUA pagaram indemnizações pelos prejuízos causados a esses proprietários, mas não foi feita a descontaminação dos terrenos”, disse, salientando que esse processo devia também ser garantido pelos norte-americanos.
Segundo o governante, em 2016 a intervenção incidiu sobre 12,5 km de condutas e foram retirados 218 mil litros de combustível e 23 metros cúbicos de solos.
Também ouvidos pela CAPAT, o professor da Universidade dos Açores Félix Rodrigues e o antigo funcionário da secção de Ambiente da Base das Lajes, Orlando Lima, apontaram para o que consideravam ser um deficiente trabalho de descontaminação.
“Houve um derrame grande no Cabrito em 2016, depois de já se ter alertado para o problema da remoção do pipeline e da sua inertização. Afinal, não tinha sido feita. Foi retirado o pipeline. Não tenho conhecimento da remoção dos solos que foram contaminados por esses derrames enquanto se fazia a própria remoção ou mesmo durante o seu uso”, afirmou Félix Rodrigues.
Face nuclear
A zona do Cabrito tem sido notícia também devido à suspeita de que o Pico Careca armazenou armamento nuclear no passado, com uma série de reportagens emitida pela TVI no final de 2018 a abordar o problema.
Uma das reportagens apresentou os resultados de análises a amostras de solos, realizadas pelo laboratório radiológico independente francês CRIIRAD.
Bruno Chareyron, diretor do CRIIRAD, viajou, em julho do ano passado, até à Terceira, depois de este laboratório ter identificado radiatividade artificial na ilha. Foram retiradas várias amostras de diversos locais.
“As medições que fizemos não nos permitem considerar que esta poluição é de origem local. Pode muito bem tratar-se do fallout global, porque, entre os anos de 1945 e 1980, houve mais de 500 ensaios nucleares na atmosfera”, afirmou, na reportagem do canal de televisão.
No entanto, avisou: “O nosso estudo é muito preliminar e mostra, mesmo assim, uma contaminação que merece ser aprofundada”.
Chareyon estranhava as conclusões tiradas pelo Laboratório de Segurança Radiológica do Instituto Superior Técnico, de Lisboa, que atribui a presença de alguma radiação artificial aos acidentes nucleares de Chernobyl e Fukushima e também aos testes nucleares efetuados na Guerra Fria pelos EUA, União Soviética e China, cujas consequências se propagaram pelo globo. “Não fazemos, de todo, as mesmas constatações. Por exemplo, os níveis de Césio 137 que medimos em certos solos em volta do Pico Careca são, digamos, dez vezes mais elevados, por vezes vinte vezes mais elevados que os níveis que foram medidos pelo organismo oficial português. Também ficámos bastante surpreendidos com o relatório de 2017, que dá impressão de ter sido redigido para banalizar a realidade”, disse.
O acionamento do NATO SOFA, contudo, não parece vir a abordar este problema, focando-se, de acordo com a declaração da última reunião bilateral Portugal-EUA, na contaminação por derrame de combustível.
Em abril do ano passado, o Congresso norte-americano exigia ao Departamento da Defesa dos Estados Unidos da América que produzisse um estudo sobre os sistemas de armazenamento de combustível da Base das Lajes.
A medida estava incluída num grupo de emendas à Lei para a Defesa dos Estados Unidos da América (National Defense AuthorizationAct for Fiscal Year 2018).
“Este relatório deve incluir uma avaliação de impacto da contaminação de solos devido aos sistemas de armazenamento de combustível pertencentes ao Departamento da Defesa na Base das Lajes, incluindo uma avaliação das causas da fuga do Pipeline do Cabrito”, avançava o documento.
Investigadores como Félix Rodrigues consideram que é necessário conhecer melhor a dimensão e a natureza da poluição existente na zona do Cabrito, para reunir os argumentos para acionar o NATO/SOFA de forma abrangente
Defende investigador Félix Rodrigues (UAç): Descontaminar às claras.
É sempre assim, explica o investigador da Universidade dos Açores, Félix Rodrigues: “Os processos de contaminação ocorrem às escondidas, de forma intencional ou acidental. Já os processos de descontaminação têm de ser realizados às claras, com a maior transparência possível”.
Félix Rodrigues utiliza o argumento para defender que os vários processos de descontaminação, incluindo o que se possa desenrolar no Cabrito ao abrigo ao acordo NATO/SOFA, devem ser seguidos por cidadãos e entidades regionais, com informação transparente disponibilizada ao público em geral.
Quanto ao Cabrito, teme que o processo se venha a revelar, uma vez mais, incompleto. “O que há é um conjunto de suspeitas, documentadas, apresentadas de forma muito clara pela TVI sobre armazenamento de materiais nucleares. Depois, quanto ao armazenamento de combustíveis e aos derrames que ocorreram e que estão registados, é difícil discutir em qualquer âmbito a questão da poluição, quando ninguém sabe onde foram colocar os resíduos resultantes de hipotéticas descontaminações”, lamenta.
Sublinha que tem sido o próprio Estado português a desvalorizar a dimensão do problema. “Tem sido apresentado um conjunto de argumentos,sistematicamente desvalorizado pelo governo português e pelos responsáveis norte-americanos. Não sei que resultados se podem esperar, sobretudo quando é o Estado português que aciona este acordo”, afirma.
A fotografia que uso nesta ilustração é da autoria de José Maria Botelho.

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Partilha-se notícia do jornal Diário Insular de hoje com o título: “REAÇÕES DE PORTUGAL E EUA À LIMPEZA AMBIENTAL NA BASE DAS LAJES NÃO COLAM COM A OPINIÃO DO ESPECIALISTA EM POLUIÇÃO”
“Descontaminação satisfaz Bilateral, mas inquieta Félix Rodrigues”.
Em dezembro, a Comissão Bilateral Permanente Portugal/EUA manifestou-se satisfeita com a descontaminação. Uma posição contrária à de Félix Rodrigues.
“Registou desenvolvimentos”, “congratulou-se” e “aguarda com expectativa” são as expressões utilizadas pela Comissão Bilateral Permanente Portugal/Estados Unidos da América (EUA) em relação ao processo de descontaminação na Base das Lajes. A posição daquele órgão não seria expectável, tendo em conta a análise de Félix Rodrigues, especialista em poluição, ao relatório de acompanhamento das atividades nos locais contaminados, desenvolvido pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).
No documento – que resulta da última reunião da Comissão Bilateral Permanente, que decorreu em Lisboa, em dezembro – os dois países referem que “continuam empenhados” em promover a transparência sobre o processo e que registam “os desenvolvimentos em curso” nos locais 3001, “Main Gate”, e 5001, “SouthTankFarm”.
Já nos locais 3001, “MainPowerPlant”, e 5013, “MilitaryHighwaySpill”, a Comissão Bilateral Permanente Portugal/EUA “aguarda com expectativa” o possível encerramento do processo de limpeza ambiental.
Quanto ao mais, do ponto de vista do organismo, há boas notícias.
“Com base na avaliação e recomendações do LNEC, a Comissão Bilateral Permanente congratulou-se com o encerramento dos seis seguintes locais: 2008 – ‘OldPesticideShop’; 2009 – ‘Transformer Yard’; 3005 – ‘SevenHydrantsArea’; 3006 – ‘RefuelingMaintenance’; ‘RefuelingTruckStill Stand’; e 3012 – ‘AbestosDump Site'”.
Nos últimos dias, Félix Rodrigues, também investigador e professor da academia açoriana, analisou o relatório “Estudos complementares no âmbito dos processos de reabilitação ambiental relacionados com a utilização da Base das Lajes pelos EUA”, produzido pelo LNEC.
Nesse documento, fala-se, precisamente, dos locais onde, segundo Portugal e os EUA, o processo de descontaminação está concluído e onde, de acordo com o laboratório, não são necessárias intervenções adicionais.
Segundo o especialista em poluição, todo o documento constitui uma análise superficial ao problema. Não há, considerou, provas técnicas e científicas sobre uma efetiva descontaminação ambiental. O que há, disse, são observações e, inclusive, opiniões.
“O LNEC não faz qualquer análise – limita-se a fazer observações qualitativas e até, eventualmente, a emitir as opiniões de alguém que visitou o local”, concluiu.
Nos últimos dias, Félix Rodrigues insistiu no facto de, nos locais alegadamente intervencionados, e na sua opinião, estarem em causa processos de mitigação de riscos e não de descontaminação efetiva.
“Estão a tentar enganar as pessoas. Chamem-lhe o que quiserem, mas isto não é descontaminação. Se descontaminar fosse só colocar bagacina sobre a terra, eu próprio teria pago essa intervenção do meu bolso”, avançou o académico na edição de ontem do DI.
Félix Rodrigues manifestou preocupações, ainda, quanto ao paradeiro das terras que, de acordo com o LNEC, foram retiradas dos locais contaminados.
“O que foi feito aos solos, que destino lhes foi dado? Foi feita a incineração? Quando se retira terra de algum lado, ela tem de ir para outro lado qualquer e os EUA não a importaram, de certeza. Aliás, também é preciso que se diga que quando há uma contaminação desta natureza, é preciso fazer um trabalho de biorremediação. Não consta que isso tenha sido feito”, afirmou.
As imagens que acompanham o documento também inquietaram o especialista em poluição. Em causa estão fotografias de solos alegadamente contaminados, molhados e revolvidos.
“São imagens preocupantes, porque mostram os solos contaminados, enlameados, a escorrer por todo o lado… Isto revela falta de perícia e de conhecimento técnico para os manusear. Há uma falta de profissionalismo atroz de alguém que não sabe os riscos associados a esse manuseamento”, referiu.

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A ilha Graciosa junta à beleza das suas vilas freguesias marcadas por uma arquitetura rural única, com igrejas centenárias, moinhos de vento de traça flamenga e ritmos de vida tranquilos entre pastagens, pomares e vinhas cultivadas em “curraletas” sobre campos lávicos
Source: Visão | Graciosa, a ilha branca
https://visao.sapo.pt/opiniao/2019-02-19-Graciosa-a-ilha-branca/