Relação de Lisboa declara nula pronúncia de Sócrates na Operação Marquês – Portugal – Correio da Manhã

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Em 2021, o juiz Ivo Rosa deixou cair a maioria dos crimes imputados aos 28 arguidos da Operação Marquês.

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Botelo com cascas (não é butelo)

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José Quina

BOTELO ou Butelo?
Tenho constatado com alguma perplexidade a referência ao tradicional tipo de enchido regional, de carne com osso, empregando a corruptela do termo butelo em vez da correcta e gramaticalmente sustentada palavra BOTELO.
Porque penso que não é um válido contributo que se vem prestando à cultura em geral e particularmente a este já prestigiado acepipe da gastronomia regional trasmontana, permito-me apresentar e fundamentar a minha discordância. Com efeito a confusão campeia, de tal forma que coexistem as duas formas gráficas e não é raro encontrá-las até no mesmo texto.
BOTELO é um vocábulo correctamente formado, por derivação etimológica de Botellum, (caso acusativo de botellus), compartindo o mesmo radical com inúmeros termos da língua portuguesa tais como: boto, bota, botelho, botelha, botija…
A adulteração do termo, empregando outra grafia que substitui o “O” interconsonântico por “U” não vem acrescentar nada à forma ortodoxa, nem do ponto de vista fonético, já que na dinâmica da praxe linguística regional e nacional ambas as vogais “O” que integram a palavra têm o mesmo valor fonético de “U”, nem do ponto de vista científico, nem, muito menos, do ponto de vista da substância material. Com efeito é sobejamente sabido que no universo da população nordestina, identificada com o acervo cultural transmontano, não haverá quem não reconheça inequivocamente o tão genuíno quanto apreciado acepipe gastronómico BOTELO. Ora tal peça de fumeiro artesanal, legado ancestral de geração para geração, não carece de mais nada, muito menos de alteração da sua grafia, para ser um produto bem logrado, genuíno e bom, enquanto BOTELO.
O fenómeno que outorga à vogal “O” o valor fonético de “U” é comum a centenas, senão milhares de palavras na língua lusa e noutras do seu ramo genealógico, inclusive até mais que uma vez na mesma palavra, como acontece na própria palavra BOTELO. Assim sendo, quase somos levados a perguntar-nos: se pretendemos converter o primeiro “O” em “U”, em prol de uma suposta busca de originalidade, porquê não converter também o segundo, passando, portanto, a escrever butelu, em lugar de BOTELO?
Em má hora (com o devido respeito a quem sustenha outra opinião) a insensibilidade, desleixo e falta de rigor têm permitido o abuso quase generalizado da forma gráfica corrupta butelo, mesmo se supostamente tolerada como sinónimo da forma ortodoxa BOTELO, porquanto tem, a meu ver, falaciosamente, induzido por arreste alguns produtores a empregar a corruptela em lugar da forma gráfica gramaticalmente sustentada, ou seja, BOTELO, para rotular os seus produtos.
Tal prática, já que divulga na forma escrita um erro gráfico, não presta obviamente um bom contributo à objectividade científica, nem um bom serviço à cultura. Nem sequer o móbil do linguajar local sai beneficiado, pois, tal como vimos, na forma gráfica legítima de BOTELO ambas as vogais “o” têm o valor fonético doce, ou seja, “u”.
Com efeito, quem em meados do século passado não conheceu os botos em que se transportavam os líquidos, vinho, azeite? Quem ainda hoje não conhece a bota? Porque será tão difícil relacionar toda esta terminologia de palavras afins com o seu radical Botelum, que significa tripa? Para além de tudo, é contra-natura, por via do fenómeno sonorização, pretender a conversão do O da palavra radical latina em U, quando acontece sempre o contrário, ou seja, U derivar em O. Assim acontece em umerus >ombro, lupus >lobo, ulmus >olmo, ulga >olga, cuniculum>coelho … Porém no caso que nos ocupa nem sequer deste fenómeno se trata, posto que a derivação é directa: botelum >BOTELO, pelo que o fonema O radical nunca derivaria em U.
Cito ainda o Dicionário Estraviz, onde:
“botelo, s.m. (1) Enchido volumoso, feito com o estômago, a bexiga ou o apêndice do intestino grosso do porco, consistente em carne, costela de porco, pimento, alho e loureiro.
(2) Enchido ou tripa.
[lat. botellu]”.
Assim, para bem da nossa cultura regional e não só, proponho e apelo às pessoas e entidades concernentes que este destacado manjar da nossa herança gastronómica seja chamado pelo verdadeiro nome de BOTELO.
José Quina
NB: Texto redigido ao abrigo do acordo ortográfico tradicional.
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associado SÉRGIO PROSDÓCIMO no Brasil

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“Do cheio e do vazio: MASC, uma história em construção” ocorrerá em 23 de março de 2024, das 14h às 15h30min, e conta com a proposição educativa “A Poética do Vazio”. O evento integra uma série de atividades em comemoração aos 75 anos do Museu de Arte de Santa Catarina (MASC). A atividade também faz parte da programação da décima Maratona Cultural de Florianópolis.
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inconcebível desaparecerem turistas nos açores. meios aéreos onde estão?

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Helicópteros
O misterioso e arrepiante desaparecimento de várias pessoas, recentemente, nos Açores com maior incidência para a ilha de S. Miguel, vem assustando não tanto pelo desaparecimento, em si, mas pelo facto desse desaparecimento se ter tornado definitivo. Uma terra tão pequena cuja população a conhece palmo a palmo, torna esta situação insuportável. Sabe-se que as autoridades competentes desde os Bombeiros, Polícias, protetores civis como a população em geral tem procurado esses desaparecidos, normalmente gente muito nova, sem qualquer sucesso. Mas será que aqueles têm os meios necessários e suficientes para levarem a bom termo a sua difícil missão? Ou falta uma equipa de especialistas e os meios necessários e suficientes para procurar e encontrar os que se perdem? Uma situação destas tem que estar na mão de profissionais com meios para prevenir e para resolver situações perigosas. Toda a gente se admira de a ilha de S. Miguel não dispor de um único helicóptero de prevenção para uma situação tão perigosa como esta. Meios, temos: 6 câmaras municipais, o governo regional e o governo central! Não me digam que estas instituições obrigadas a olhar por nós e pelos que nos visitam não têm meios financeiros e humanos para garantirem a segurança de que precisamos e a que temos direito? E para além deles temos inúmeras empresas que vivem do e para o turismo. Não me digam que todos juntos não conseguem? Se todas as praias têm salva-vidas, os trilhos e similares não têm ninguém sendo manifestamente mais mortíferos? Os nossos visitantes têm de se sentir seguros entre nós e não é escondendo a verdade que o conseguimos. Prevenir tem de ser a palavra de ordem e recuperar tem de ser a sua sucessora se a prevenção não for eficaz. Preparar turistas de trilhos? Obrigá-los a usar GPS? Impedi-los de participar em passeios sem as baterias dos aparelhos carregadas. Etc. etc… Mais vale prevenir que remediar.
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Sancho Eiró 

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Realmente é Surreal, infelizmente 😢

SER PORTUGUÊS É HORRÍVEL

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SER PORTUGUÊS É HORRÍVEL
A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA É UMA MERDA E
TRATA-O ABAIXO DE CÃO
Uma jovem portuguesa vive numa vila muito recôndita dos Estados Unidos da América. Não existe Consulado português por perto e a Embaixda está à distância de quatro horas de avião e ela não pode sequer deixar o trabalho. Roubaram-lhe a mala onde estavam o Passaporte, Cartão de Cidadão e o NIF obviamente.
A sua mãe ficou viúva recentemente e um carro que o casal tinha está em nome do pai que faleceu. Embateram no carro e a companhia de seguros não pagou o devido porque não foi apresentada a declaração do bem (carro) em nome da viúva porque as Finanças informaram que se tem de apresentar os números respectivos dos documentos dos filhos.
Ora, se a filha está tão longe, passou uma procuração à mãe para esta solicitar o número do Cartão de Cidadão e consequentemente o NIF.
A senhora dirigiu-se aos Registos da Avenida Fontes Pereira de Melo, onde aguardou uma hora com uma senha na mão para depois a informarem que o assunto seria tratado na Loja do Cidadão, no Mercado do Saldanha. Percorreu a pé com dificuldade a grande distância até à Loja do Cidadão, onde aguardou com uma senha na mão, uma hora e 15 minutos para lhe dizerem que a procuração da filha não tinha qualquer validade, os documentos que enviou da Carta de Condução e Cartão de Identidade americanos também não valiam para nada e que SÓ forneciam os números pretendidos À PRÓPRIA…
Penoso, revoltante e incompetente toda uma lei que não condescende um milímetro. Pergunta-se: um idoso ACAMADO cujo Cartão de Cidadão caducou, como é que vai pessoalmente renovar o documento?
Agora, nada se pode fazer com o carro, porque não se pode mudar o nome de propriedade, não se pode vender, não se pode enviar para abate, etc.
Conclusão: a família devia estacionar o carro em frente da Assembleia da República e no minuto seguinte EMIGRAR.
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MC D’Oliveira

João, não vou falar mal de ninguém, mas não consigo compreender como toda a gente se revolta contra a situação do país e o dia a dia do seu povo, mas ninguém faz nada. Sabes como atravessei diversos modos de vida, em sociedades ditas do 3°. mundo, e apesar das insuficiências que essas sociedades tinham, existia mais respeito pelo próximo e tudo era mais humano. Na realidade não acredito que a mudança de partidos a governar possa mudar a maneira de pensar das pessoas que só pensam no seu umbigo, em Corrupção e vigarice. Nos meus oitenta e tais anos de idade sinto-me bastante triste com o país que me viu nascer. Um abraço.
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