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PARKINSON E MELINDROSA OPERAÇÃO
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Reações
mistérios e incongruências
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In the Kunsthistorisches Museum in Vienna, we find another depiction of dinosaurs even before their discovery, at least as far as official history is concerned. The name of this painting is the Suicide of Saul is an oil-on-panel by the Netherlandish Renaissance artist Pieter Bruegel the Elder, painted in 1562. It is in the collection of the Kunsthistorisches Museum in Vienna.
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pico
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sou marinheiro e escritor
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As duas faces de Olivença.
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Conclusões interessantes de uma tese de doutoramento por uma aluna da UNL.
As duas faces de Olivença.
Uma investigadora viveu dois anos com os oliventinos e revela o que pensam de Portugal.
OLIVENÇA:
Os Oliventinos preferem as férias em Portugal, falam português como segunda língua e rejeitam ser vistos como castelhanos. Mas não querem abandonar Espanha.
Os naturais de Olivença ainda gostam de se rever no espaço português que lhes é mais familiar, preferindo como destino de férias, por exemplo., Lisboa, Coimbra, Fátima, Évora e o Algarve. Continuam na sua maioria a falar português como segunda língua, mas não esquecem o abandono a que Portugal os votou desde sempre.
Estas são algumas das conclusões da investigadora eborense Ana Paula Fitas, que durante dois anos viveu em Olivença, tendo-se doutorado no passado dia 11 de Março, na Universidade Nova de Lisboa, com uma tese inédita sobre a questão oliventina.
«O Estado português nunca procedeu com a veemência e a contundência necessárias para exigir a restituição do território de Olivença, sacrificando-o sempre a subjectivos e estranhos critérios de definição do conceito de interesse nacional», afirma Ana Paula Fitas na sua tese de doutoramento, que recebeu do júri a classificação máxima de «Muito Bom, com distinção e louvor».
A investigadora considera que Portugal perdeu uma oportunidade única de colocar o assunto como prioritário na sua agenda diplomática, quando, em 2001, se abriu um contencioso com Espanha a propósito da reconstrução da velha ponte da Ajuda. E recorda que em 8 de Junho desse mesmo ano deu entrada na Assembleia da República uma petição subscrita por 5049 cidadãos nacionais que solicitavam, entre outros aspectos, que o ministro dos Negócios Estrangeiros se deslocasse a S. Bento para, em sessão plenária, explicar a posição do Governo português sobre a questão de Olivença. Mecanismos dilatórios da mais diversa ordem nunca permitiram que tal se viesse a concretizar.
«Será que o Estado português considera que Espanha adquiriu o território de Olivença por ‘uso capião’ e tenciona protelar indefinidamente uma tomada de posição pública só para não incorrer no desagrado de Madrid?», interroga-se a investigadora que entende que qualquer acordo entre os dois países é preferível à atitude de ignorar a existência deste problema de direito internacional, com cerca de dois séculos de existência, e se reporta à delimitação de fronteiras entre os dois países.
Em contraste com a indiferença e o conformismo nacionais, Ana Paula Fitas refere ainda as reacções espanholas ao relatório da agência americana CIA, em 2003, que apontava a questão oliventina como um dos potenciais focos de conflito regionais na Europa. E revela um facto praticamente desconhecido no nosso país: a expulsão de militante do PSOE do embaixador Máximo Cajal, na sequência da publicação, nesse mesmo ano, da sua obra Ceuta, Melilla, Olivenza y Gibraltar – Dónde acaba España? No livro, o diplomata questionava a legitimidade da soberania espanhola sobre aqueles territórios. Foi por isso afastado, por se haver considerado que se tratava de uma tomada de posição pública «politicamente incorrecta», capaz de pôr em causa a unidade da Espanha.
ANA PAULA FITAS.
O trabalho de Ana Paula Fitas foi realizado no âmbito da especialidade da cultura portuguesa e intitula-se «Continuidade Cultural e Mudança Social – Um estudo etnológico comparado entre Juromenha e Olivença». Para o elaborar viveu dois anos na região, tendo utilizado o método antropológico participante, o que proporcionou um contacto muito directo e profundo com a população e com as instituições locais. Tal facto leva-a à formulação de nova censura a Portugal: «Não há nem nunca houve qualquer política de salvaguarda do património cultural e etnológico português, lesando-se assim a população oliventina na preservação da sua memória histórica e deixando-se que as marcas da sua singularidade regional, das quais tanto se orgulha, acabem por desaparecer».
Para esta especialista em Estudos Portugueses, o convívio com a população – composta por cerca de dez mil pessoas – permitiu-lhe perceber a forma de construção da sua actual identidade. «Ela é portuguesa, do ponto de vista histórico; oliventina (singular), na perspectiva cultural; e politicamente espanhola no contexto regional», esclarece, para acrescentar depois que «a tentativa de castelhanização das suas gentes e do seu modo de vida ainda não se impôs».
Até à instauração da democracia espanhola, os oliventinos foram perseguidos e discriminados socialmente, tendo pago a factura da sua origem portuguesa. Hoje, como os alentejanos, vivem essencialmente da agricultura. Há trinta anos eram tão pobres quanto os de Juromenha. Mas, com a criação das comunidades autónomas, acabaram por dar o salto em frente, muito devendo ao alcaide Ramón Rocha, que os integrou de pleno direito na região da Extremadura.
Na opinião de Ana Paula Fitas, as gentes de Olivença sempre resistiram à mudança social orientada segundo os paradigmas sociais, políticos e ideológicos do Estado espanhol, a partir do final da administração portuguesa. «Isto é particularmente evidente na continuidade cultural portuguesa que se manifesta em grande parte das suas representações sociais», elucida. Por isso avança com a afirmação de que Olivença é ainda hoje «uma realidade luso-espanhola».
Ana Paula Fitas conclui que, se «não houver uma intervenção cultural portuguesa no território, os oliventinos estão expostos à adesão a práticas e símbolos homogeneizantes que debilitarão as suas reservas de resistência cultural». NOTA: (Esta publicação foi feita em 2005, entretanto muita coisa foi feita em Olivença: A nacionalidade portuguesa foi dada aos oliventinos, Olivença faz parte da UCCLA, o ensino do português é generalizado em Olivença!!! Mas falta o mais importante de tudo, uma tomada de posição pública do Estado português, para que Olivença tal como foi Timor-Leste entre na prioridade dos portugueses!!!)
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fachadas
MÁRIO-HENRIQUE LEIRIA: um favortito meu muito injustamente esquecido
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MÁRIO-HENRIQUE LEIRIA: O CENTENÁRIO DO «ARTISTA MALDITO»
Se há «artistas malditos», Mário-Henrique Leiria (1923 – 1980) foi, sem dúvida, um deles. Escritor e pintor surrealista, autor dos “Contos do Gin-Tonic” (1973) e dos “Novos Contos do Gin” (1974): uma das vozes mais originais e invulgares que a arte portuguesa já conheceu.
Apesar da obra pouco extensa e dispersa, Mário-Henrique Leiria era um artista de grande qualidade e diversidade. No seu trabalho coabitam na perfeição a linguagem verbal e a plástica, sempre com o seu toque especial de ironia: «O meu viver é pintar, desenhar, agatanhar ideias e procurar coisas.»
Bem-disposto, divertido, trocista, crítico, provocador, sarcástico, brutal, cruel, irreverente, revolucionário, guerrilheiro, marginal, escreveu um dia: «Há caminhos que levam à torta de chocolate e outros que levam ao inferno. Quanto a mim, acho os segundos mais excitantes; pelo menos lá é quente e há gin.»
Mário-Henrique Leiria foi famoso um tempo, nos anos 70, após a publicação dos seus Contos do Gin, e anónimo toda a vida; foi surrealista e depois zangou-se e bateu com a porta, porque se moveu sempre com grande liberdade criativa e experimental; bebeu muito gin e tudo quanto era álcool (até mesmo álcool puro); homem de muitos ofícios, por necessidade do pão para a boca que a arte não lhe proporcionava; preso político no Forte de Caxias; emigrante no Brasil onde viveu nove penosos anos; azarado no amor (casou uma vez e, ao fim de dois anos e pouco, a mulher trocou-o por outro); passou fome e a doença nunca o largou: sofria, entre outras maleitas, de artrite reumatoide, levando anos a escrever os seus textos à máquina, batendo só com um dedo, por não conseguir sequer segurar uma caneta; foi um solitário apesar de alguns amigos (que muitas vezes o ajudaram financeiramente); morreu muito debilitado fisicamente e na miséria, aos 57 anos.
«Vivo entre o sonho e a solidão, dirás tu. É possível. Às três ou quatro da manhã já tenho suficiente whisky ou brandy para saber que a paz só chega quando morremos.»
Paz à sua alma.
Nota: Foram recentemente lançados quatro volumes, cada um focado num aspeto do seu trabalho (Obras Completas de Mário-Henrique Leiria: ficção; poesia; manifestos, cartas, textos críticos e afins; e obra gráfica) pela editora E-Primatur, com introdução e organização de Tania Martuscelli, professora na Universidade do Colorado, em Boulder, nos EUA, a maior especialista na sua obra.
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Chrys Chrystello
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NOVO AEROPORTO DE LISBOA
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Um amigo fez-me chegar a seguinte observação sobre o Aeroporto de Lisboa:
“Curioso que na semana em que chegaram ao Aeroporto de Lisboa 250 mil jovens, a somar aos turistas normais, o aeroporto não colapsou , nem há notícias de ter estado perto.
Bem pelo contrário.
Afinal, a capacidade do aeroporto com um pouco de organização, chega e sobra.
Para quem acredita que o novo aeroporto é preciso porque a Portela atingiu o limite, teve agora a prova que afinal, o novo aeroporto não passa de mais um projeto político/e de empreiteiros prontos sempre a sugar dinheiro público.
O novo aeroporto de Lisboa não é necessário, é apenas mais um grande negócio que irá absorver a riqueza de um país, para sustentar mais alguns que vivem à custa de todos nós.
A teoria de rotura da Portela é pura ficção. Nunca Lisboa tinha recebido tanta gente numa só semana e tudo correu bem. Bastou organização. A Portela está de saúde e recomenda – se. “
Parece-me que dá que pensar, digo eu!
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MANHATTAN CEM ANOS
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