ramos horta critica impunidade

Views: 2

PR timorense critica “impunidade” da ação de alguns responsáveis da segurança
Díli, 18 jan 2023 (Lusa) – O Presidente da República timorense, José Ramos-Horta, considerou hoje que alguns responsáveis de instituições de segurança em Timor-Leste atuam sem respeitar as leis e valores democráticos e com “total impunidade”.
“Alguns senhores reclamam para si poderes que não têm, e atropelam todos os princípios e valores que norteiam sociedades democráticas. Já chamei a atenção dos responsáveis dessas instituições, mas continuam a agir com total impunidade”, disse hoje José Ramos-Horta. numa mensagem enviada à Lusa.
“Sobre estas instituições não tenho nenhum poder. Se o tivesse eu sei o que faria”, acrescentou na mensagem, enviada a partir de Davos, na Suíça, onde se encontra para participar na edição deste ano do Fórum Económico Mundial.
Ramos-Horta reagia a um caso que envolveu esta semana um dos seus atuais assessores, o ex-ministro do Interior e ex-procurador-geral da República Longuinhos Monteiro, arguido por posse ilegal de armas.
Os comentários surgem depois de o Tribunal Distrital de Díli (TDD) ter determinado a libertação imediata de Monteiro, detido desde segunda-feira, por considerar que se tratava de uma detenção ilegal, tal como a operação de busca a uma propriedade deste fora da capital.
“Determino a imediata restituição do arguido Longuinhos Monteiro à liberdade por se tratar de uma detenção ilegal”, refere-se no despacho, a que a Lusa teve acesso.
Horas depois de esse despacho ter sido notificado à defesa e de Longuinhos Monteiro ter sido libertado, agentes da Polícia Científica de Investigação Criminal (PCIC) iniciaram uma busca, esta com mandado judicial, ao domicílio em Díli do ex-ministro timorense.
Fonte da defesa de Monteiro confirmou à Lusa que agentes da PCIC iniciaram as buscas cerca das 18:00 locais.
No local compareceram, além dos elementos da PCIC, agentes do Serviço Nacional de Inteligência (SNI) e das Forças Defesa de Timor-Leste (FDTL).
A polémica remonta a segunda-feira e a operação, de contornos ainda não totalmente esclarecidos, foi realizada sem mandado judicial e por elementos do SNI, que não têm competências para realizar buscas, a uma propriedade de Monteiro leste da capital.
Durante a rusga foram encontradas três armas de ar comprimido, duas das quais sem funcionar, um arco de flechas partido, uma pistola antiga – que o arguido terá confirmado serem suas -, e munições de vários tipos de armas que pertenciam aos membros da PNTL que lhe fizeram escolta, nas suas anteriores funções.
Informado da busca, Longuinhos Monteiro apresentou-se voluntariamente na Polícia Científica de Investigação Criminal (PCIC) para conhecer dados da operação e prestar declarações, tendo sido formalmente detido na segunda-feira.
No despacho, o juiz de Díli questiona igualmente o auto de “detenção em flagrante delito”, notando que “não se vislumbra, porém, quais os factos imputados ao arguido agora detido e as razões da sua detenção, uma vez que a autoridade policial se limitou a dizer que o arguido compareceu voluntariamente” nas instalações da PCIC.
“Dos autos não consta nenhum mandado judicial, elaborado pelo juiz, a autorizar a referida busca domiciliária, e nem auto de buscas foi elaborado nesse sentido, constando apenas um auto de apreensão dos objetos”, refere-se ainda no despacho.
“Assim sendo, dado que nas buscas efetuadas à residência do arguido não foram observadas as formalidades previstas [no código do processo penal], declaro a nulidade das mesmas, razão pela qual invalido as apreensões efetuadas”, continua.
O juiz confirma ainda no despacho que a operação de busca foi feita “por agentes do Serviço Nacional de Inteligência (SNI)” – estrutura que não tem competência legal para fazer buscas – que apreenderam as armas comunicando depois esse facto à PCIC.
Não é a primeira vez que Ramos-Horta critica a ação das forças de segurança e o setor da justiça, tendo referido várias situações de injustiça, considerando que os jornalistas estão a ser ‘alistados’ pelos agentes da justiça e da polícia para “colorir a perceção pública” sobre pessoas que ainda não foram condenadas.
Ramos-Horta disse que repetidamente se abusa ou não se utilizam as leis criadas para garantir a liberdade e o respeito pelos direitos humanos, com “leis aplicadas sem pensamento ou discrição, de uma forma que pode por si só resultar em injustiça”.
ASP // VM
Lusa/Fim
May be an image of 3 people and people standing
All reactions:

3

Like

Comment
Send
0 comments

Huge underwater volcanic blast detected by scientists on other side of world – CBBC Newsround

Views: 0

Scientists were able to detect an underwater volcanic eruption 18,000km away on the other side of the world!

Source: Huge underwater volcanic blast detected by scientists on other side of world – CBBC Newsround

morreua minha musa, o meu ídolo desde 1974…..Australian soul singer Renée Geyer dies aged 69 – ABC News

Views: 0

Australian soul singer Renée Geyer — who shot to fame in the 1970s and became known for her husky vocals — dies, aged 69.

Source: Australian soul singer Renée Geyer dies aged 69 – ABC News

 

Space to play or pause, M to mute, left and right arrows to seek, up and down arrows for volume.

WATCH

Duration: 2 minutes 39 seconds
0 seconds of 2 minutes, 39 secondsVolume 90%

Play Video. Duration: 2 minutes 39 seconds
Renée Geyer forged an unlikely career to become one of Australia’s renowned vocalists.

Australian soul singer Renée Geyer — who shot to fame in the 1970s and became known for her husky vocals — has died, aged 69.

In a statement, Geyer’s family said the singer passed away from complications following hip surgery.

“While in hospital, it was discovered that Renée also had inoperable lung cancer,” the statement, issued on behalf of Geyer’s family by the Mushroom Group, read.

“She was in no pain and died peacefully amongst family and friends.

“Naturally we are all utterly devastated.”

The Melbourne-born singer rose to fame in the 1970s, spending the first few years of the decade moving between different bands, including jazz-rock group Sun, with whom she recorded the album Sun 1972.

Australian singer Renee Geyer holds a microphone as she sings and raises her free hand
Renée Geyer was inducted into the ARIA Hall of Fame in 2005.(AAP: Joe Castro)

She launched her solo career with a self-titled album in 1973.

“It wasn’t a big thing that I could sing, it’s just when other people started thinking I was really great,” she told the ABC in an interview last year.

“People’s mouths opened agape. I started thinking, ‘Well, I must be pretty good.’

“So I just started doing it for a living and it was enjoyable and I kept doing it and people kept asking me back.”

Her family described her as a “force of nature”.

“Renée was irrepressible, cheeky and loyal and her musical legacy speaks for itself,” they said.

“Renée lived her life as she performed — on her own terms and to the fullest.”

Rise to success ‘happened quickly’

Geyer’s highest-charting single, Heading in the Right Direction, was released in 1975.

The single — from her third studio album Ready to Deal — peaked at number 31 on the Kent Music Report in 1976.

Singer Renee Geyer against a backdrop for TV show Countdown
Starting her career in the 1970s, Renée Geyer worked with a number of bands before branching out as a solo artist.(ABC, file)

Throughout her career, Geyer became a sought-after vocalist, working with Sting, Joe Cocker and Chaka Khan, among others.

“It happened really quickly,” she said of her music career in a 1973 interview with the ABC.

“I don’t think [I’m confident]. I’m actually quite paranoid.

“But, when I sing something, I forget for that minute and, when I stop singing, I’m paranoid again.”

She released an autobiography, Confessions of a Difficult Woman, in 2000, and was inducted into the ARIA Hall of Fame in 2005.

Geyer was looking forward to ‘busy year’, family says

Geyer’s life was not without brushes with controversy.

In 2017, she received a good behaviour bond over a 2015 incident where she verbally abused a hotel receptionist.

During the incident, a court was told Geyer used racist language and pushed a stationery holder and EFTPOS machine to the floor.

In 2010, she crashed her car through the window of an optometrist’s store in the inner-Melbourne suburb of Elwood.

She had been diagnosed with breast cancer a year earlier and, in 2013, told the Sydney Morning Herald that she had been affected by medication she had been prescribed as part of her treatment at the time of the crash.

woman with blonde hair white shirt and black waistcoat resting head on forearms on back of a chair in front of red curtain
Renée Geyer worked with the likes of Chaka Khan and Sting.(Supplied)

Geyer was still frequently performing around Australia in recent years.

“Just last month, Renée sang to a full house and was looking forward to another busy year ahead doing what she loved most — performing for her loyal fans around the country,” the statement from her family read.

In 2022, Geyer said she felt lucky looking back at her career.

“I’m getting paid to do what I really like to do, and have been for over 50 years, so how lucky am I?” she said.

Music industry left ‘gutted’

Charlie Owen, a multi-instrumentalist who played with Geyer on many occasions, told ABC Radio Melbourne the whole Australian music industry was feeling the loss.

“She was a force of nature, [she] could excite, delight and fight. She was frisky, just about every side of the coin you could imagine, Renée could appeal to,” he said.

Singer-songwriter Joe Matera, who was the support act at Geyer’s last show in late December, told ABC Radio Melbourne the news of her death came as a “total shock.”

“There was a whole year ahead, Renée had some shows booked this year and she actually asked me to support her again,” he said.

“Just to find this out… I’m gutted by this.”

On the night of their last performance, Mr Matera said Geyer spoke to him about his wife having breast cancer, which “meant a lot to me”.

“She was having a laugh with the band members while she was getting ready, and then she walked out onto the stage and put on a hell of a performance,” he said.

Mr Matera said the last four shows he played with her at Bird’s Basement in Melbourne were sold out.

“I was really honoured to support her and to now have these memories. Her audience were very open, they loved what I did too.”

Posted , updated
Share

Ilha das Flores onde tudo é excessivo.

Views: 1

Ilha das Flores onde tudo é excessivo.
May be an image of nature
Isabel Pinheiro Magalhaes, Maria Antónia Fraga and 20 others
1 comment
Like

Comment
1 comment

Bolieiro garante ecossistema espacial nos Açores com interesses das populações acautelados – Rádio Atlântida

Views: 0

O presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, […]

Source: Bolieiro garante ecossistema espacial nos Açores com interesses das populações acautelados – Rádio Atlântida

Ana-Alice S. Pereira no seu portal: A BELEZA REDENTORA

Views: 0

Favourites
Escreve Ana-Alice S. Pereira no seu portal:
A BELEZA REDENTORA
Em 1951 Ninalee Craig era uma jovem estudante de arte em Florença quando o acaso de uma viagem do comboio a fez conhecer a fotógrafa Ruth Orkin.
Na foto que ficaria para a posteridade – An American Girl in Italy – a bela Ninalee desliza sobre o passeio num túnel aberto de desejo e concupiscência.
A foto foi pela primeira vez publicada na Cosmopolitan, ilustrando um artigo com conselhos sobre viagens – “When you travel alone..”
Muitos anos mais tarde, já em tempos de feminismo exacerbado, Ninalee Craig, perguntada se se tinha sentido intimidada com todos aqueles olhares masculinos, diria:
“I was having the time of my life. I was Beatrice walking through the streets of Florence. I felt that at any moment I might be discovered by Dante himself.”
Acho esta foto lindíssima. Porque é a foto de um mulher livre – vai formosa e segura – atravessando inteira e serena por entre os olhares de desejo desbragado que tocam, mas não ferem.
Eles, por seu lado, são igualmente livres, homens sem vergonha de serem machos, em êxtase antecipado diante do esplendor da mulher.
E há dois deles que eu acho muito engraçados: o de chapéu de chuva, encostado ao prédio, e o que está à frente na scooter. Fazem-me lembrar o dito de um conhecido meu – “Os olhos também comem e às vezes são mesmo a única coisa que come.”
Abaixo todos os radicalismos com que nos querem cortar a humanidade!
A beleza é sempre redentora.
May be an image of 13 people, people standing and outdoors
Roberto Y. Carreiro, António Cunha Duarte Justo and 93 others
9 comments
5 shares
Like

Comment
Share
9 comments
Most relevant

a luta dos professores MALVINA SOUSA

Views: 0

A propósito da luta dos professores, que tem sido notícia nos últimos dias, voltei atrás no tempo e lembrei-me de 2018, altura em que nos unimos como nunca e lutámos pelo que era tirado, mesmo quando grande parte da sociedade não nos entendeu e fomos tão criticados (sobretudo porque aquilo que se dizia ao mundo acerca da nossa luta não correspondia à verdade).
Hoje, a luta repete-se (também com muitas inverdades a nosso respeito pelo meio). A luta repete-se porque é necessária e, sobretudo, porque é urgente que se valorize esta profissão tão bonita e digna, tão importante e marcante na vida dos filhos de todos nós!
Por isso, e porque a escrita também pode ser mais uma forma de luta, aqui vos deixo este escrito. É que, tal como eu já afirmei em 2018: “eu sou professora! E não o quero ser sem marcar a diferença!”
Nós somos professores!
Querem calar-nos… amordaçar-nos, arrancar-nos a voz!
Desejam limitar-nos, fazer-nos cair, baixar-nos os braços,
Inventam mentiras, publicam absurdos, querem todos contra nós…
Tapam os olhos ao mundo, forjam mentes, tentam impedir-nos os passos…
Roubam-nos anos, impedem progressões, condenam-nos ao cansaço,
Esperam que vivamos longe, sejamos horas de estradas, e trabalho sem fim,
Oferecem-nos precariedade, fadiga e desilusão, tiram-nos vida, espaço…
E cegam a sociedade, calam a verdade… convém-lhes um mundo assim.
Fazem-nos ser ProSucesso, Reformas, Flexibilidade, que mais vão inventar?
Atiram-nos para a tempestade,… morte certa, como se nada houvesse a acrescentar…
Mas nós…
Nós somos luta! Não nos calamos e somos liberdade,
Força e ponte, asas inquietas, sangue a pulsar!
Nós somos luta! Trabalho e perseverança, ser, verdade!
Laço durante tristezas e pandemias, nós somos dar!
Nós somos luta! Somos esperança e caminho, querer, acreditar!
Somos a mão que se estende, que abre caminho, para voar!
Não querermos inverdades, glórias, favores ou louvores…
Nós somos luta! Nós somos professores!
Eu sou professora! E não o quero ser sem marcar a diferença!
Malvina Sousa, janeiro de 2023
Telmo R. Nunes, Vilca Merizio and 69 others
11 comments
9 shares
Like

Comment
Share
11 comments
Most relevant

  • Luciana Raposo

    Posso partilhar, my friend?
  • Alexandra Dias

    Amei Malvina. Está incrível
  • Célia Melo

    Felizmente por cá as coisas “ainda” são diferentes. Já tivemos descongelamentos, não há cotas para progressão, os contratados com três anos de serviço já recebem pelo 1.º escalão e mais algumas coisas! Mas não deixamos de estar com os nossos colegas do…

    See more
    3
    • Like

    • Reply
    • 10 h
    • Edited
    • Active
      Malvina Sousa

      Célia Melo, precisamente por esta luta ser de todos… e por sermos todos professores, e por surgirem desigualdades entre os Açores e Portugal continental, numa profissão que devia ser igual para todos em termos de respeito e direitos, eu escrevi esse …

      See more
      • Like

      • Reply
      • 9 h
    • Célia Melo

      Malvina Sousa , nem mais. A luta é de todos os intervenientes na educação!!
      • Like

      • Reply
      • 9 h
  • Vilca Merizio

    Bravo!!!! Todos os professores deveriam ter conhecimento desse teu Manifesto. Nós, os professores, temos de ser ouvidos e respeitados por merecimento.
    • Like

    • Reply
    • 3 h

Detido ex-ministro timorense por posse de arma proibida

Views: 1

Detido ex-ministro timorense por posse de arma proibida
May be an image of 1 person and standing
Detido ex-ministro timorense por posse de arma proibida
Díli, 17 jan 2023 (Lusa) – O ex-ministro timorense Longuinhos Monteiro foi detido pela Polícia Científica de Investigação Criminal (PCIC) em Díli por posse de arma proibida e está a aguardar a definição das medidas de coação, disse hoje fonte judicial.
Uma propriedade do ex-ministro do Interior e ex-procurador-geral da República foi alvo de rusgas na segunda-feira, tendo sido apreendidas três armas de ar comprimido e algumas munições.
O ex-governante foi hoje sujeito a primeiro interrogatório da PCIC e ficará detido até que o Tribunal Distrital de Díli se pronuncie sobre as medidas de coação, que devem ser definidas até 72 horas após a detenção, segundo a legislação timorense.
Na segunda-feira, Longuinhos Monteiro disse à Lusa ter sido informado de que a sua propriedade na região de Loess, a oeste de Díli, fora sido alvo de uma rusga efetuada por membros do SNI.
“Fui informado de que alguns membros da SNI apareceram na minha quinta em Loess e, sem mandado, efetuaram uma busca. Encontraram três pressões de ar, uma avariada e algumas munições”, disse Monteiro à Lusa.
“Não estava lá e, por isso, vim aqui à Polícia Científica de Investigação Criminal (PCIC) prestar declarações e perceber o que se passa”, explicou.
Oficialmente o SNI não tem competências para efetuar rusgas, cabendo essa função aos serviços competentes, designadamente policiais.
A lei em vigor impede o serviço de “praticar atos que sejam da competência exclusiva de cada uma das demais entidades que exercem funções de segurança interna, do Ministério Público e dos Tribunais, designadamente proceder à detenção de pessoas e à instauração de processos de natureza criminal”.
“Foram lá sem mandado e se isto for avante para algum tribunal vou contestar isso”, disse o ex-governante, questionado sobre o facto de a operação ter sido realizada pela SNI.
Numa reportagem divulgada horas depois, a Rádio e Televisão de Timor-Leste (RTTL) explica que a rusga foi efetuada numa “operação conjunta realizada por efetivos da polícia militar das forças navais da Força de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) e dos serviços de investigação da PNTL”.
Terão sido encontradas “várias armas e munições, incluindo uma pistola, três outras armas, um arco automático e munições para várias armas, incluindo para a m16 e para Glock19”.
..
ASP // PJA
Lusa/Fim
View insights
6 post reach
Like

Comment
Send
Detido ex-ministro timorense por posse de arma proibida
May be an image of 1 person and standing

Detido ex-ministro timorense por posse de arma proibida
Díli, 17 jan 2023 (Lusa) – O ex-ministro timorense Longuinhos Monteiro foi detido pela Polícia Científica de Investigação Criminal (PCIC) em Díli por posse de arma proibida e está a aguardar a definição das medidas de coação, disse hoje fonte judicial.
Uma propriedade do ex-ministro do Interior e ex-procurador-geral da República foi alvo de rusgas na segunda-feira, tendo sido apreendidas três armas de ar comprimido e algumas munições.
O ex-governante foi hoje sujeito a primeiro interrogatório da PCIC e ficará detido até que o Tribunal Distrital de Díli se pronuncie sobre as medidas de coação, que devem ser definidas até 72 horas após a detenção, segundo a legislação timorense.
Na segunda-feira, Longuinhos Monteiro disse à Lusa ter sido informado de que a sua propriedade na região de Loess, a oeste de Díli, fora sido alvo de uma rusga efetuada por membros do SNI.
“Fui informado de que alguns membros da SNI apareceram na minha quinta em Loess e, sem mandado, efetuaram uma busca. Encontraram três pressões de ar, uma avariada e algumas munições”, disse Monteiro à Lusa.
“Não estava lá e, por isso, vim aqui à Polícia Científica de Investigação Criminal (PCIC) prestar declarações e perceber o que se passa”, explicou.
Oficialmente o SNI não tem competências para efetuar rusgas, cabendo essa função aos serviços competentes, designadamente policiais.
A lei em vigor impede o serviço de “praticar atos que sejam da competência exclusiva de cada uma das demais entidades que exercem funções de segurança interna, do Ministério Público e dos Tribunais, designadamente proceder à detenção de pessoas e à instauração de processos de natureza criminal”.
“Foram lá sem mandado e se isto for avante para algum tribunal vou contestar isso”, disse o ex-governante, questionado sobre o facto de a operação ter sido realizada pela SNI.
Numa reportagem divulgada horas depois, a Rádio e Televisão de Timor-Leste (RTTL) explica que a rusga foi efetuada numa “operação conjunta realizada por efetivos da polícia militar das forças navais da Força de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) e dos serviços de investigação da PNTL”.
Terão sido encontradas “várias armas e munições, incluindo uma pistola, três outras armas, um arco automático e munições para várias armas, incluindo para a m16 e para Glock19”.
..
ASP // PJA
Lusa/Fim

Like

Comment
Send