Arquivo da Categoria: Politica Politicos 25 abr 1 mai 10 jun 5 out 25 nov 1 dez fascismo racismo xenofobia nazi SALAZAR judeus jews sionismo islao terror russia

A HISTÓRIA DAS TRÊS MORADAS

Views: 3

A HISTÓRIA DAS TRÊS MORADAS

Uma Narrativa sobre a Unidade Trinitária do Ser

Havia um tempo antes do tempo, quando tudo ainda era pura possibilidade suspensa sem forma, vazio em silêncio.

Então o movimento nasceu. Não um, mas três, unidos numa dança eterna e desta dança surgiu tudo o que é: o visível e o invisível, a ordem e o caos, o peso e a leveza.

  1. A Grande Respiração

No princípio da criação, o Universo começou por respirar. Nessa respiração criou três moradas como expressão de uma só morada.

A primeira morada é a Casa do Ar, com os seus sete véus transparentes. A Troposfera, mais próxima, é como a pele que sente o calor e o frio, onde as nuvens são pensamentos e as tempestades, emoções intensas. Acima, a Estratosfera guarda o escudo protetor do ozónio, assim como a consciência protege o ser das radiações destrutivas do caos exterior que nos rodeia. Mais alto ainda, a Mesosfera, a Termosfera e aí, cada camada assemelha-se a um degrau na escada entre o tangível e o infinito, entre o peso e a leveza absoluta.

A segunda morada é a Casa da Terra, com os seus três reinos concêntricos. A Crosta é a face visível, onde pisamos e plantamos, onde construímos e deixamos pegadas numa superfície de encontros e despedidas. O Manto, logo abaixo, pulsa em movimentos lentos e poderosos, correntes invisíveis que movem continentes ao longo de eras e que lembram as correntes profundas da psique que movem civilizações. E no centro secreto, situa-se o Núcleo flamejante, coração de ferro e níquel que gera o campo magnético, que é a bússola invisível que orienta tudo o que vive sobre a superfície.

A terceira morada é a Casa do Homem, reflexo e súmula da casa do Ar e da Casa da Terra. A Cabeça contempla os céus e sonha com estrelas; o Tronco abriga os órgãos vitais, câmara central onde bate o coração e os pulmões respiram o ar da primeira morada; os Membros tocam a terra, caminham, trabalham, abraçam, fazendo assim a ponte entre o espírito que ascende e a matéria que sustenta.

Mas o mistério não termina aí.

 

  1. O Segredo Trinitário

Havia um velho sábio que vivia numa aldeia entre montanhas. Chamavam-lhe Elias das Três Fontes, pois ele costumava dizer que dentro de cada pessoa brotavam três nascentes que eram uma só água.

Um dia, uma jovem chamada Miriam veio ter com ele e perguntou-lhe:

“Mestre, sinto-me dividida. O meu corpo quer uma coisa, a minha mente outra, e algo mais profundo em mim anseia por um caminho que nem sei nomear. Sou três pessoas em conflito ou uma só em confusão?”

O velho sorriu e apontou o seu cajado para o céu:

“Vês a atmosfera? Parece vazia, mas sustenta sete camadas distintas, cada uma com a sua função. A camada mais baixa toca a terra e carrega chuva; a mais alta toca o espaço e brilha com auroras. São sete, mas é uma só atmosfera. Agora olha para baixo.”

Bateu no chão com o seu cajado:

“A terra parece sólida, mas dentro dela há três mundos: a casca onde pisamos, o manto que ferve devagar, e o núcleo de fogo. Três, mas uma só Terra. E tu, Miriam, és feita à mesma imagem.”

Miriam sentou-se a seus pés e implorou:

“Explique-me, por favor.”

 

III. A Tríade Humana

“O Corpo”, começou Elias, “é como a crosta terrestre e a troposfera juntas. É a tua parte visível, tangível, o templo onde habitas. Ele cresce da terra, come da terra, volta à terra. Mas sem as outras dimensões, seria apenas matéria inerte, como uma pedra. O corpo é a tua palavra feita carne, a tua presença no mundo visível.”

Elias respirou fundo, levou a mão ao peito e continuou:

“A Alma é como o manto da Terra e as camadas intermediárias do ar. É a sede do teu “eu” único e irrepetível, a tua personalidade, memórias, emoções, vontade e razão. É onde reside a imagem de Deus em ti: a capacidade de amar, de escolher, de criar. A alma anima o corpo, como o manto aquece a crosta, como o vento move as nuvens. Aristóteles dizia bem: a alma é a forma do corpo, aquilo que transforma matéria em vida. Sem a alma, o corpo seria um robot, mas sem o corpo, a alma não teria ferramenta para apalpar o mundo. E o luzeiro da Idade Média, Tomás de Aquino completava ao dizer que a alma é o que confere ao corpo a sua existência e as suas funções vitais, mas, por ser espiritual, possui a capacidade de subsistir por si só após a morte do corpo, o que fundamenta a sua imortalidade.”

Elias olhou para o céu, onde brilhavam as primeiras estrelas.

“O Espíritodisse ele, “é como o núcleo incandescente da Terra e a ionosfera que toca o cosmos. É a tua centelha divina, o fôlego que Deus soprou em Adão, a parte de ti que reconhece o Infinito porque vem do Infinito. O espírito não é “teu” da mesma forma que a alma é, ele é a ponte, a conexão, o ponto de contato entre a tua finitude e o Mistério eterno. É por isso que podes orar, contemplar, transcender-te. Ele é, como na narrativa sagrada, o amor que nasce entre Pai e Filho.”

Miriam franziu a testa.

“Mas então somos três seres separados dentro de um só?”

  1. A Dança Trinitária

“Não!” gritou o sábio com voz animada. “Essa é a armadilha do pensamento dualista, que só vê opostos: ou é um, ou são muitos. Mas a realidade é trinitária, e o três não é divisão, mas comunidade!”

Para se tornar mais compreensível, Elias desenhou três círculos entrelaçados na areia.

“Olha aqui: o Pai, o Filho e o Espírito Santo são três pessoas, mas um só Deus. Não três deuses, não um deus com três máscaras, mas três em relação perfeita. E nós, feitos à imagem dessa Trindade, somos também relação. O teu corpo não existe sem a tua alma para animá-lo; a tua alma não se expressa sem corpo; e o teu espírito seria palavra não pronunciada se não tivesse corpo e alma como instrumento.”

Então Elias apagou as linhas divisórias entre os círculos com a mão.

“É como a água, o gelo e o vapor. Três estados, numa só substância. É como a raiz, o tronco e os ramos. Três partes, mas uma só árvore. Tu és uma unidade tripartida, ou melhor, uma trindade unificada.”

Miriam perguntou baixinho:

“E a atmosfera e a Terra são elas as mestras?”

Elias assentiu.

“Sim, são professores sossegados!

A atmosfera não é só ar parado, formada de camadas de ar em relação constante: o calor sobe da superfície, o frio desce do espaço, e no encontro nascem os ventos, as chuvas, a vida. A Terra não é pedra morta, ela é núcleo em brasa que alimenta o manto que move a crosta que sustenta vida. Tudo é relação, Miriam, tudo é movimento trinitário.”

  1. O Drama da separação

“Então qual é a razão”, perguntou Miriam com a voz trémula, “por que me sinto dividida?”

O rosto do sábio escureceu.

“Porque a humanidade esqueceu a dança. Vivemos como se fôssemos apenas corpo, buscamos só prazer material, acumulamos coisas, idolatramos a aparência. Ou vivemos como se fôssemos só alma, presos na mente, nas emoções neuróticas, nos jogos de poder do ego. Ou fugimos para um espiritualismo desencarnado, desprezando o corpo e o mundo como se fossem meras prisões.”

Elias levantou-se, abriu os braços e falou com voz séria e calorosa:

“A visão dualista divide tudo em bem versus mal, espírito contra a matéria, céu contra a terra. É a tentação maniqueísta que simplifica o mundo em preto e branco. E dela nasce a política maquiavélica: “os fins justificam os meios”, porque se a realidade é só dois lados em guerra, vale tudo para “o meu lado” vencer.”

Miriam erguendo os olhos.

“E qual é a alternativa?”, perguntou ela.

Elias inclinou-se na sua direção e sussurrou:

“A visão trinitária! Reconhecer que bem e mal não são forças iguais em combate, mas que o bem é trinitário; é Verdade, Beleza e Bondade em dança, enquanto o mal é privação, ruptura da relação. A política verdadeira não é dominar o adversário, mas buscar o bem comum através do diálogo tripartido: eu, tu e o Bem que nos transcende e que nos seria dado procurar juntos.”

  1. A Jornada Interior

“Como posso então viver integralmente?” – perguntou Miriam.

O velho Elias voltou a sorrir, desta vez com gentileza e calma.

“Procura aprender com a criação. A atmosfera cuida de cada camada, mas todas servem ao todo: proteger a vida. A Terra mantém cada reino em sua função, mas todos colaboram: a crosta dá suporte, o manto recicla e o núcleo fornece energia.”

Então falou enfaticamente:

“Cuida do teu corpo como quem cuida da crosta terrestre: com respeito, sem idolatria nem desprezo. Ele é templo, não ídolo nem prisão. Come, dorme, movimenta-te, celebra a matéria como dom de Deus. O mestre da galileia também amava a vida e porque ele convivia com publicanos e pecadores, a ponto dos líderes religiosos da época, O acusaram de ser “beberrão” e “comilão”.

Elias continuou, com voz calma e clara:

“Cultiva a tua alma como quem cultiva o manto terrestre: educa a mente, refina as emoções, fortalece a vontade. Lê, pensa, cria, ama, escolhe. A alma é o jardim onde floresce a tua humanidade única. Mas lembra-te: o jardim precisa de terra (corpo) e chuva do céu (espírito).”

Olhou intensivamente para Miriam e colocou a mão na cabeça dela.

“Abre-te ao Espírito como a crosta se abre para o calor do núcleo, como a troposfera se abre à luz do sol. Reza. Contempla. Silencia.

Reconhece que não és origem de ti mesma, mas resposta a um Chamamento divino.”

Os olhos de Miriam brilharam.

“E quando as três dimensões dançam juntas?”, perguntou ela.

Elias sorriu e a sua voz soou como uma canção distante:

“Então és completamente humana!

Quando a tua cabeça vê o mistério, o teu coração bate ao ritmo do amor e as tuas mãos se estendem-se em serviço, então não és mais um indivíduo isolado, mas pessoa em relação: em paz contigo mesma, em comunidade com os outros, em diálogo com Deus, e em harmonia com a criação.”

VII. O Canto da Unidade

Naquela noite, Miriam compreendeu. Deitou-se no chão e sentiu a crosta terrestre por baixo de si, o manto invisivelmente pulsante por baixo dela e bem no fundo, o núcleo distante e ardente que alimentava o campo magnético que a protegia dos ventos solares. Respirou fundo e sentiu o ar da troposfera a fluir para os seus pulmões, subindo pelos brônquios, enchendo o seu sangue de oxigénio, enquanto bem acima a estratosfera a protegia da luz ultravioleta, e ainda mais alto a ionosfera dançava com as partículas do espaço.

E dentro de si ela sentia: o seu corpo cansado, mas vivo, enraizado na terra, a sua alma finalmente em paz, já não dividida, mas unida: mente clara, coração aberto, vontade direcionada e o seu espírito, aquela centelha terna que suspirava suavemente o “Abba” para o mistério que ela carregava.

Ela não era uma nem era três. Ela era uma em três e três em uma, como a terra, como o ar, como a própria Trindade. E, nesse momento, ela compreendeu o antigo ditado bíblico:

“Façamos o homem à nossa imagem e à nossa semelhança.”

Não “à minha imagem”, pois isso seria unidade sem relação, mas “à nossa”: a imagem trinitária, comunitária, tecida pelas relações. Pois a pessoa não é um átomo isolado, um ego, mas um nó numa teia infinita de amor.

O Chamamento

Miriam voltou à aldeia transformada. Não tinha respostas mágicas para todas as questões da vida, no entanto, transportava consigo uma chave, uma hermenêutica do coração: ver tudo – natureza, sociedade e si mesma – não com olhos dualistas (nós versus eles, corpo versus alma), mas com olhos trinitários.

Miriam ensinou às crianças:

“Vós sois como a Terra: tendes uma superfície que todos veem que é o vosso corpo, um reino interior que ferve de vida que é a vossa alma e um fogo no centro que o liga ao mistério e que é o vosso espírito. Não desprezem nenhuma destas camadas e não adorem nenhuma sozinha! Quando reconhecerem isto vivereis em paz convosco mesmos e com os outros.”

Aos adultos envolvidos nas discussões políticas, ela disse:

“Deixem de acreditar que a solução é destruir o inimigo, como fazem os adeptos da visão maniqueísta.

A verdade não surge quando dois lutam entre si, mas quando três falam em conjunto: eu, tu e a verdade que transcende ambos, na relação eu-tu-nós.

E aos místicos arrebatados, ela disse:

“Deus não criou a matéria para a odiarmos. O Verbo fez-se carne! A salvação não consiste em escapar do corpo, mas em transfigurá-lo como Cristo, o Ressuscitado: não um espírito sem corpo, mas um corpo glorificado, permeado de luz.”

E assim, de casa em casa, de coração em coração, Miriam plantou a semente da visão integral que tem o melhor exemplo no protótipo Jesus Cristo: E assim, de casa em casa, de coração em coração, Miriam lançou as sementes de uma visão integral do ser:

  • Atmosfera, Terra e humanidade: três mestres de uma só lição.
  • Corpo, alma e espírito: três dimensões de um único ser.
  • Pai, Filho e Espírito Santo: três pessoas de um só amor.

E aqueles que compreenderam a dança trinitária começaram a viver de forma diferente: já não como máquinas (meros corpos), nem como fantasmas (só alma ou mente), nem como egos insuflados (mera necessidade), mas como pessoas inteiras, como microcosmos que refletem o Macrocosmo, templos vivos nos quais a matéria é abençoada, a consciência é iluminada e o Espírito sopra livremente.

Pois no princípio era a Relação, o Verbo, e a relação pessoal era com Deus, e a relação era Deus. Tudo o que existe, das galáxias aos átomos, das montanhas aos pensamentos, é o eco desta dança eterna: Três em Um e Um em Três. Uma unidade que não anula a diversidade e uma diversidade que não destrói a unidade.

Um segredo que não se revela em fórmulas, mas na vida vivida!

Não há respostas prontas para as grandes questões. A única forma de as encontrar é viver a vida plenamente; pois a sabedoria, o autoconhecimento, nasce da ação e da contemplação silenciosa do próprio caminho. O divino, a origem e o propósito, a essência da existência, revela-se na experiência humana concreta: no amor, no sofrimento, na superação; isto é, na forma como vivemos e como nos relacionamos com o mundo.

Reflexão Final

Caro/a Leitor/a,

esta narrativa tenta tecer a realidade de que fazemos parte e que simultaneamente nos questiona. As camadas da atmosfera e da geosfera são aqui apresentadas como análogas às dimensões humanas numa história que procura transcender o reducionismo dualista e celebrar a complexidade trinitária da realidade.

A estrutura da narrativa reflecte o seu conteúdo: começa com a cosmologia (atmosfera e terra), continua com a antropologia (corpo, alma, espírito) e culmina na teologia (a imagem trinitária), regressando finalmente e repetidamente, à existência, à questão: Como devemos viver tudo isto?

Ao criar esta narrativa, que entende a realidade como uma metáfora para algo que a transcende, foi importante para mim não confundir visões do mundo nem o método de conhecimento para acesso à realidade.

A integração de uma visão monista da realidade, em que tudo emerge de uma única fonte, com um método dualista-analítico que distingue sujeito e objecto na investigação encontra a sua síntese numa perspectiva relacional-pessoal. Isto permite abraçar a concepção trinitária da realidade divina (como a “fórmula” de toda a existência e de toda a realidade): uma unidade essencial expressa numa multiplicidade de pessoas em relação mútua, transcendendo assim tanto o monismo rígido como o dualismo irreconciliável.

Que esta narrativa sirva como ferramenta de autorreflexão e como forma de transmitir uma visão integral do ser e da maneira de estaa, sem perder a essência da relação, o jogo vivo do pessoal. Que seja uma semente que brote em muitos corações.

António da Cunha Duarte Justo

Teólogo e Pedagogo

© Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=10394

https://poesiajusto.blogspot.com/2025/10/a-historia-das-tres-moradas.html

 

 

Origens: Fernão Álvares Evangelho e o seu cão foram os primeiros povoadores da ilha do Pico Açores

Views: 10

Source: Origens: Fernão Álvares Evangelho e o seu cão foram os primeiros povoadores da ilha do Pico Açores

1000 euros por quilo: o café mais caro do mundo é defecado antes de ser bebido

Views: 1

Um processo digestivo único, do rabo para a caneca. Uma espécie de gambá alimenta-se de grãos de café e o mais exclusivo e exótico café do mundo é feito a partir dos grãos por ela escolhidos que das suas fezes saem com mais sabor e aroma mais suave. O café mais caro do mundo tem uma origem… estranha: é extraído das fezes de um pequeno mamífero do sul da Ásia, a civeta-de-palmeira-asiática (Paradoxurus hermaphroditus). Conhecido como kopi luwak, este raríssimo café, produzido em quantidades muito limitadas, maioritariamente nas ilhas de Java e de Sumatra, na Indonésia, pode atingir valores exorbitantes.

Source: 1000 euros por quilo: o café mais caro do mundo é defecado antes de ser bebido

“Educado e amoroso”. Como o filho de vereadora se tornou o mais jovem a matar a mãe em Portugal

Views: 4

Jovem de 14 anos “educado”, de uma família “normal”, não tinha distúrbios diagnosticados. É o mais novo de sempre a matar mãe em Portugal. Locais e PJ dizem o mesmo: “nada fazia prever” este desfecho. A pequena localidade de Gafanha da Vagueira vive dias sombrios após a trágica morte da vereadora Susana Gravato, que terá sido assassinada em casa pelo filho mais novo, de 14 anos. A notícia caiu como uma bomba naquele concelho de Vagos, onde Susana morava e onde foi baleada mortalmente. “Nada fazia prever este desfecho”, repetem os locais ouvidos pelo Observador. Segundo duas pessoas da vizinhança,

Source: “Educado e amoroso”. Como o filho de vereadora se tornou o mais jovem a matar a mãe em Portugal

FERRARIA, TERMAS EM RISCO DE FECHAR

Views: 4

May be an image of text that says "Economia Fecho da estrada para a Ferraria Termas a ponderar lay-off l0 AO"
Encerramento da estrada que dá acesso às Termas da Ferraria está a comprometer gravemente a atividade do espaço termal. Desde meados de setembro que só é possível chegar ao local a pé, situação que levou a empresa exploradora a ponderar o recurso ao lay-off

Ramos-Horta viaja para Malásia para visita oficial e cimeira da ASEAN

Views: 2

O Presidente timorense, José Ramos-Horta, viajou hoje para a Malásia para uma visita oficial e para participar na cimeira da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), organização a que Timor-Leste conclui a adesão no domingo.

Source: Ramos-Horta viaja para Malásia para visita oficial e cimeira da ASEAN

Watch: Christmas Island red crabs begin annual migration

Views: 2

The island off mainland Australia experiences the event every summer, when around 50 million crabs scuttle down from their homes to the beach to lay eggs.

Source: Watch: Christmas Island red crabs begin annual migration

CARRIS, ELEVADOR 15 MORTES INÚTEIS POR INCOMPET~ENCIA

Views: 1

Relatório sobre o elevador da Glória é demolidor para a Carris
Relatório é arrasador:
cabo sem certificação, manutenção fictícia e travões ineficazes.
O relatório intercalar do Gabinete de Prevenção de Acidentes Ferroviários (GPIAF) sobre o trágico acidente no Elevador da Glória, em Lisboa, é devastador para a Carris e para a empresa responsável pela manutenção, a MAIN. O documento revela um conjunto de falhas técnicas e administrativas que, em conjunto, criaram o cenário perfeito para a tragédia que abalou o país e tirou a vida a 15 pessoas.
Um cabo que nunca devia ter transportado passageiros
De acordo com o GPIAF, o cabo que cedeu e originou o desastre não estava certificado para transporte de pessoas. Pior ainda: não cumpria as especificações da Carris em vigor desde 2011, nem possuía o destorcedor obrigatório nas extremidades — precisamente o ponto onde se deu a rutura fatal.
Esta falha, que deveria ter sido detetada durante as inspeções regulares, expõe um sistema de controlo interno profundamente comprometido, incapaz de garantir o cumprimento das normas de segurança mais básicas.
Manutenção “cumprida” apenas no papel
O relatório é igualmente demolidor quanto às práticas de manutenção. O GPIAF concluiu que muitas das tarefas registadas como realizadas nunca chegaram a ser executadas, corroborando as denúncias já divulgadas pela TVI/CNN.
Ainda assim, a Carris considerou o plano de manutenção conforme e validou-o oficialmente, demonstrando uma preocupante falta de rigor.
A situação agrava-se com a descoberta de que as inspeções previstas para o próprio dia do acidente foram registadas como concluídas, apesar de não terem sido realizadas no horário indicado.
As imagens de videovigilância analisadas pelos peritos confirmam que nenhum técnico entrou no fosso do elevador — o local onde seria possível observar o estado real do cabo.
Travões falharam no momento mais crítico
Outro dado alarmante prende-se com o sistema de travagem. Mesmo após o guarda-freio ter acionado todos os travões disponíveis em menos de um segundo, o mecanismo demorou sete metros a imobilizar a cabine. O relatório sublinha que não há registos de qualquer teste prévio ao travão de emergência em situação de falha total do cabo — uma lacuna que pode ter custado vidas.
Os técnicos apuraram também que o sistema de travagem das cabinas era frequentemente sujeito a ajustes, mas as anomalias raramente eram reportadas de forma formal. A ausência de registos e de um protocolo transparente de controlo de qualidade reforça a ideia de negligência operacional continuada.
Um histórico de acidentes silenciado
O GPIAF confirma que o Elevador da Glória já tinha registado dois acidentes anteriores, em outubro de 2024 e maio de 2025, informação que a Carris tentou ocultar da entidade investigadora. Ambos os episódios revelam um padrão de falhas técnicas recorrentes que nunca foram devidamente corrigidas, expondo passageiros e trabalhadores a um risco crescente.
Importa sublinhar que, apesar da sua importância histórica e turística, os elevadores de Lisboa estão sob gestão exclusiva da Carris, sem qualquer supervisão independente. Esta ausência de fiscalização externa poderá ter contribuído para a perpetuação de práticas inseguras e para a falsa sensação de normalidade operacional.
“Causas técnicas, não políticas”, reage Carlos Moedas
Perante a gravidade das conclusões, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, afirmou que o relatório confirma o que sempre defendeu: “A tragédia do Elevador da Glória teve causas técnicas e não políticas.”
Ainda assim, as revelações do GPIAF levantam questões profundas sobre a cultura de segurança na Carris, a eficácia dos mecanismos de supervisão pública e a responsabilidade das entidades envolvidas.
À espera do relatório final
De acordo com a CNN, o GPIAF sublinha que este é um relatório intercalar, com caráter preliminar, e que as conclusões definitivas apenas serão conhecidas no próximo ano, após a conclusão da investigação. No entanto, as evidências já recolhidas são suficientemente graves para exigir uma revisão imediata das práticas de manutenção e fiscalização em todos os elevadores históricos da cidade.
O Elevador da Glória, símbolo centenário de Lisboa e testemunha viva do seu quotidiano, tornou-se agora um símbolo de falhas humanas e institucionais — um alerta doloroso sobre o preço da negligência e da complacência.

Elevador da Glória: demissão em bloco na administração da Carris

Views: 2

Todos os elementos do conselho de administração renunciaram, incluindo o presidente Pedro Bogas. Moedas aceitou a demissão.

Source: Elevador da Glória: demissão em bloco na administração da Carris

Ponta Delgada: entre a continuidade e o desencanto.

Views: 2

Ponta Delgada: entre a continuidade e o desencanto.
As eleições autárquicas do passado dia 12 de outubro deixaram um retrato claro, mas também inquietante, em Ponta Delgada.
O PSD voltou a vencer, sem a euforia de outros tempos e com uma maioria curta e frágil, igualando o número de mandatos com o Movimento Ponta Delgada para Todos.
O dito Movimento foi mesmo a grande novidade na noite eleitoral, conquistando uma expressiva percentagem de votos e tornando-se uma força incontornável na governação do concelho.
O PS, por sua vez, confirmou o declínio que vinha sendo anunciado, com uma campanha feita para elites, afastada do Povo e muito inclinada para as instituições, com manifesto esquecimento dos verdadeiros problemas das pessoas, foi incapaz de mobilizar, de inspirar e de se reinventar. Tudo isso aliado à total desorganização da campanha, foi fatal!
A fragmentação do voto mostra um concelho que já não acredita em certezas antigas, mas que também não encontra novas convicções sólidas. A vitória do PSD não foi uma escolha de confiança, foi um voto de resignação. O crescimento do Movimento reflete o cansaço de muitos cidadãos em relação a uma política previsível, distante e pouco consequente.
O resultado em Ponta Delgada é a manifestação de uma certa fúria que se vai acumulando entre aqueles que se sentem permanentemente esquecidos, empobrecidos e desiludidos com os mesmos rostos e os mesmos discursos. É um aviso claro de que a política tradicional perdeu contacto com o quotidiano das pessoas reais.
O caso do PS é paradigmático. Parece ter perdido o fio à meada. Falta-lhe narrativa, proximidade e, sobretudo, falta-lhe ideias reais para a resolução dos problemas das pessoas. Em vez de liderar, o PS parece seguir. Em vez de propor, reage. Dá a ideia que nunca quis, não quer, saber de Ponta Delgada.
Quanto ao Movimento, este precisa combater alguma incerteza sobre a consistência da energia que obteve em votos. Tem de provar que consegue governar com rigor, transparência e continuidade, muito para lá do entusiasmo eleitoral. Se mantiver a trajetória e energia dos últimos meses, corre o sério risco de ganhar a Câmara Municipal em 2029, caso o PS continue a apatia e guerrilha interna onde se encontra, que tenderá a agudizar-se com a derrota, quase certa, nas próximas eleições regionais.
O resultado global destas eleições deixa uma mensagem evidente: Ponta Delgada está cansada, saturada, mas ainda não encontrou um novo rumo. Entre a continuidade e o protesto, entre o voto útil e o voto de zanga, o concelho parece suspenso num impasse político e emocional.
É necessário governar com humildade, ouvir com atenção e, acima de tudo, entregar resultados visíveis. Não está em causa quem vai governar a Câmara Municipal, mas a capacidade de recuperar o sentido de comunidade, de projeto e de esperança num concelho que, apesar de tudo, continua à procura de si mesmo.
Humberto Bettencourt
Jurista
 

Um autarca que precisa ser colocado na ordem
O PSD teve uma “vitória de Pirro” em Ponta Delgada nas eleições autárquicas, perdendo a maioria na Câmara Municipal. O presidente reeleito ousou pensar que iria governar a autarquia com os resultados de 2021, num falso diálogo com a oposição, mas enganou-se. Continua a falar e a comportar-se como se não tivessem acontecido eleições e como se não tivesse perdido a maioria. Claramente não aceita os resultados eleitorais e continua a tratar a oposição ou as oposições com sobranceria. O presidente está a prejudicar a Câmara Municipal de Ponta Delgada, o concelho e o PSD. Sim o PSD, que o deveria colocar na ordem, para evitar mais danos.

Presidente da Carris renuncia ao cargo

Views: 2

O presidente da Carris, Pedro de Brito Bogas, renunciou esta quarta-feira ao cargo que desempenhava na empresa. A notícia surge dois dias após a divulgação do relatório preliminar ao acidente com o Elevador da Glória, em Lisboa, que apontou responsabilidades à Carris.

Source: Presidente da Carris renuncia ao cargo

Opinião: Gualter Furtado | Os produtos agrícolas e a economia de sobrevivência! – jornalacores9.pt

Views: 6

Desde o povoamento dos Açores e praticamente até ao início dos anos 70 do séc passado, que os produtos agrícolas e o produto da pesca foram a base de subsistência do povo açoriano, num contexto de grande isolamento, e com apoios públicos reduzidos, ou, praticamente inexistentes. Estas dificuldades porque passavam a maioria das famílias a […]

Source: Opinião: Gualter Furtado | Os produtos agrícolas e a economia de sobrevivência! – jornalacores9.pt

burcas, de novo

Views: 1

Paulo Reis

PORQUE É QUE A EXTREMA-ESQUERDA GOSTA DE BURKAS?
A burka, imposta nas versões mais retrógradas e fanáticas do Islão, é um símbolo de violência e humilhação contra as mulheres.
Ao deixar apenas uma fenda para os olhos, nega à mulher o campo de visão, a expressão e, sobretudo, a identidade. Na nossa cultura, o rosto é a marca da pessoa, o sinal visível da dignidade individual. A burka apaga-o. Transforma o ser humano em sombra.
Quem a usa dificilmente encontrará emprego, integração ou liberdade. Não é um traje: é uma cela ambulante. Por isso foi, e bem, proibida em boa parte da Europa Ocidental. A burka é um monumento à submissão, uma peça icónica de um mundo em que a mulher é propriedade. Tudo isto parece óbvio, mas, como advertia G.K. Chesterton, “chegará o dia em que teremos de provar ao mundo que a relva é verde”. Pois bem: esse dia chegou.
E então, porque é que a extrema-esquerda simpatiza com a burka? Porque, para ela, a presença da burka no nosso espaço público é mais do que uma questão de religião: é um símbolo político. Representa, aos seus olhos, o colapso moral do Ocidente, e tudo o que enfraqueça o Ocidente é, por definição, bem-vindo.
A extrema-esquerda vê na burka a prova viva de que a civilização liberal falhou em impor os seus valores universais. E como o objectivo último é destruir essa civilização, para que surjam, um dia, os tais “amanhãs que cantam”, toda manifestação do seu enfraquecimento é recebida com entusiasmo. É a velha lógica revolucionária: os inimigos dos nossos inimigos são nossos aliados.
Pena é que a dignidade das mulheres sirva, uma vez mais, de arma táctica.
Pena é que um PS, capturado ideologicamente pelo Bloco de Esquerda, não perceba o atoleiro moral em que se deixou cair.
– Miguel Alçada Baptista

CTT responsabiliza transporte aéreo por falhas no serviço com os Açores – jornalacores9.pt

Views: 1

O presidente da comissão executiva dos CTT, João Bento, responsabilizou hoje o transporte aéreo entre o continente e os Açores por 25% dos dias do ano estarem “profundamente abaixo da capacidade” contratualizada em termos de expedição de correio. João Bento afirma que, em “25% dos dias do ano não houve a capacidade contratualizada com as […]

Source: CTT responsabiliza transporte aéreo por falhas no serviço com os Açores – jornalacores9.pt