“Não nos podem calar”: Igreja só deixa freiras fugitivas ficarem em convento… se deixarem o Instagram

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Há três meses, Rita, Regina e Bernadette, três freiras octogenárias, tornaram-se famosas por terem fugido de um lar de idosos para regressarem para o seu antigo convento. Ganharam uma legião de fãs nas redes sociais, onde publicam vídeos das suas aventuras diárias no convento. Mas a Igreja não acha piada e quer que parem com as publicações.

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TIMOR FEBRE LUIS CARDOSO NORONHA

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Sim, tenho febre, febre quando penso no meu país. Eu que pensava que sabia tudo sobre o meu país e, quanto mais dele me aproximo, fico com a sensação que tenho febre. Febre de não saber que país é este que é o meu. O país que conheço bem e onde habita a minha alma, é o que carrego na memória e transporto nos livros. Para onde me retiro quando tenho febre. Febre quando penso no meu país.

 

 

“Escravatura dos tempos modernos”. GNR e PSP exploravam: Que acontecerá?

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A operação Safra Justa, realizada no Alentejo, resultou na detenção de 11 membros das forças de segurança por suspeitas de exploração de imigrantes, além de seis civis. A ministra da Administração Interna determinou agora a abertura de processos disciplinares aos elementos da GNR e PSP.

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Fatura das telecomunicações vai pesar mais em 2026: Tudo o que já se sabe

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Tanto a Meo como a Vodafone e a NOS vão proceder a uma atualização de preços no próximo ano, o que significa que a fatura vai aumentar para os clientes das duas operadoras em 2026. Saiba tudo.

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Prepare a carteira: Meo e Vodafone vão subir preços em 2026

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A Meo e a Vodafone Portugal vão subir os preços em 2026 conforme as condições contratuais previstas, disseram à Lusa fontes oficiais.

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Detida ex-vice-presidente da Comissão Europeia Federica Mogherini

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Federica Mogherini foi alta representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança entre 2014 e 2019. O ex-secretário-geral do Serviço de Ação Externa da UE, Stefano Sannino, também foi detido.

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Função pública dos Açores com tolerância de ponto a 24 e 31 de dezembro – jornalacores9.pt

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O Governo dos Açores concedeu tolerância de ponto aos trabalhadores da administração pública regional nos dias 24 e 31 de dezembro de 2025, segundo uma portaria hoje publicada em Jornal Oficial. A portaria excetua os trabalhadores dos serviços e organismos que, “por razões de interesse público, devam manter-se em funcionamento naquele período, em termos a […]

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AncientCrocMigration Saltwatercrocodiles

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May be an image of swimming
AncientCrocMigration
Saltwatercrocodilesaren’tjustguardiansoftheriver.. they’rehighlyevolvedoceantravellers.
Moderntracking shows theycanswimhundredsofkilometres, ride tideslikeconveyorbelts, and cross open seawithoutbreaking a sweat.
Andhere’sthewildpart.. thisbehaviourisn’tnew.
CrocodileshavelikelybeendispersingbetweenNorthernAustralia, Timor Leste, IndonesiaandPNG for thousandsofyears.
Lowersealevelsduringthelast Ice Age madecrossingseveneasier, andgeneticevidence shows thesepopulationshavebeenmixing for a verylongtime.
Built for theocean, theseancientmariners are Kings ofthe Timor andArafuraSeas
A specialthankyou to mygoodfriendandSaltwaterCrocodile Expert David @solar_whisper for thephotos. You’re a bloodylegend mate.

obs nos anos que lá vivi 1973-75 nunca vi monstros destes…

como belmiro de azevedo ficou rico

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reproduzi idêntico texto no livro ChrónicAçores vol 5 numa crónica de 2006

10.2. BANQUEIROS 7 março 2006 crónica 14

 
Sempre escrevi que os portugueses só eram bons a trabalhar no estrangeiro, diziam que é por não terem condições cá. Hoje acabo de ouvir que mais de 80% dos empresários têm menos que o 9º ano de escolaridade e mais de 70% dos trabalhadores pouco mais do que a antiga quarta classe. Nem comento, pois nem todos tiveram a sorte do Belmiro de Azevedo que aparentemente se locupletou com o que pode e à sua guarda, pertença do banqueiro Pinto de Magalhães. Não me admira que fosse um dos 500 mais ricos do mundo. Se eu tivesse tido um empurrão inicial daqueles quem sabe onde estaria? Abro um aparte sobre a fortuna inicial do Belmiro:
Como o Belmiro começou a enriquecer…nadava nas águas da UDP…
Quando, em 14 de março de 1975, o governo de Vasco Gonçalves nacionalizou a banca com o apoio de todos os partidos que nele participavam (PS, PPD e PCP), todo o património dos bancos passou a propriedade pública.
O Banco Pinto de Magalhães (BPM) detinha a SONAE, a única produtora de termolaminados, material muito usado na indústria de móveis e como revestimento na construção civil. Dada a sua posição monopolista, a SONAE constituía a verdadeira tesouraria do BPM, pois as encomendas eram pagas a pronto e, por vezes, entregues 60, 90 e até 180 dias depois.
Belmiro de Azevedo trabalhava lá como agente técnico (agora engenheiro técnico) e, nessa altura, vogava nas águas da UDP. Em plenário, pôs os trabalhadores em greve com a reclamação de a propriedade da empresa reverter a favor destes.
A União dos Sindicatos do Porto e a Comissão Sindical do BPM (ainda não havia CT na banca) procuraram intervir junto dos trabalhadores alertando-os para a situação política delicada e a necessidade de garantir o fornecimento dos termolaminados às atividades produtoras.
Eram recebidas por Belmiro que se intitulava “chefe da comissão de trabalhadores”, mas a greve só parou mais de uma semana depois quando o governo tomou a decisão de distribuir as ações da SONAE aos trabalhadores proporcionalmente à antiguidade de cada um.
É fácil imaginar o panorama. A bolsa estava encerrada e o pessoal da SONAE detinha uns papéis que, de tão feios, não serviam sequer para forrar as paredes de casa.
Meses depois, aparece um salvador na figura do chefe da CT que se dispõe a trocar por dinheiro aqueles horrorosos papéis. Assim se torna Belmiro de Azevedo dono da SONAE.
E leva a mesma técnica de tesouraria para a rede de supermercados Continente depois criada onde recebe a pronto e paga a 90, 120 e 180 dias.
Há meia dúzia de anos, no edifício da Alfândega do Porto, tive oportunidade de intervir num daqueles debates promovidos pelo Rui Rio com antigos primeiros-ministros e fiz este relato. Vasco Gonçalves não tinha ideia desta decisão do seu governo, mas não a refutou, claro. Com o salão pleno de gente e de jornalistas, nenhum órgão da comunicação social noticiou a minha intervenção. Este relato foi feito por colegas do então BPM, entre eles um membro da comissão sindical (Manuel Pires Duque) que por várias vezes se deslocou à SONAE para falar aos trabalhadores. Enviei-o para os jornais e, salvo o extinto “Tal & Qual”, nenhum o publicou.
Gaspar Martins, bancário reformado, ex-deputado

Artur Arêde

【A CAUSA DAS COISAS】
AS HISTÓRIAS QUE A HISTÓRIA NOS VAI RECORDANDO!!!
29NOVEMBRO2017
Faz hoje anos que morreu o sindicalista com ligações à UDP, hoje BE , BELMIRO DE AZEVEDO que poucos conhecem a origem da sua fortuna .
O texto abaixo relata de como um simples agente técnico no Banco Pinto de Magalhães se torna um dos homens mais ricos de Portugal.
A maioria das pessoas pensa que a fortuna de Belmiro de Azevedo veio de heranças ou coisa no género.
Segundo o relato, Belmiro de Azevedo foi militante da UDP (União Democrática Popular) e era uma espécie de coordenador da CT (comissão de trabalhadores) que controlava o banco.
Foi assim que muitos espertalhões no calor do verão quente de 74/75 se tornaram donos e senhores de muitas empresas sem mexerem uma palha e enquanto os trabalhadores andavam na luta nas ruas a defender o seus direitos, os mesmos manobravam na sombra e por isso é que o 25 de Abril que foi uma esperança para o povo e para os trabalhadores deu no que deu e chegamos ao último reduto dos tesos.
Como o Belmiro começou a enriquecer…
…Nadava nas águas da UDP…
Quando, em 14 de Março de 1975, o governo de Vasco Gonçalves nacionalizou a banca com o apoio de todos os partidos que nele participavam (PS, PPD e PCP), todo o património dos bancos passou a propriedade pública. O Banco Pinto de Magalhães (BPM) detinha a SONAE, a única produtora de termolaminados, material muito usado na indústria de móveis e como revestimento na construção civil. Dada a sua posição monopolista, a SONAE constituía a verdadeira tesouraria do BPM, pois as encomendas eram pagas a pronto e, por vezes, entregues 60, 90 e até 180 dias depois. Belmiro de Azevedo trabalhava lá como agente técnico (agora engenheiro técnico) e, nessa altura, vogava nas águas da UDP. Em plenário, pôs os trabalhadores em greve com a reclamação de a propriedade da empresa reverter a favor destes. A União dos Sindicatos do Porto e a Comissão Sindical do BPM (ainda não havia CTs na banca) procuraram intervir junto dos trabalhadores alertando-os para a situação política delicada e para a necessidade de se garantir o fornecimento dos termolaminados às actividades produtoras. Eram recebidas por Belmiro que se intitulava “chefe da comissão de trabalhadores”, mas a greve só parou mais de uma semana depois quando o governo tomou a decisão de distribuir as acções da SONAE aos trabalhadores proporcionalmente à antiguidade de cada um.
É fácil imaginar o panorama. A bolsa estava encerrada e o pessoal da SONAE detinha uns papéis que, de tão feios, não serviam sequer para forrar as paredes de casa… Meses depois, aparece um salvador na figura do chefe da CT que se dispõe a trocar por dinheiro aqueles horrorosos papéis.
Assim se torna Belmiro de Azevedo dono da SONAE. E leva a mesma técnica de tesouraria para a rede de supermercados Continente depois criada onde recebe a pronto e paga a 90, 120 e 180 dias…
Há meia dúzia de anos, no edifício da Alfândega do Porto, tive oportunidade de intervir num daqueles debates promovidos pelo Rui Rio com antigos primeiros-ministros e fiz este relato. Vasco Gonçalves não tinha ideia desta decisão do seu governo, mas não a refutou, claro. Com o salão pleno de gente e de jornalistas, nenhum órgão da comunicação social noticiou a minha intervenção.
Este relato foi feito por colegas do então BPM, a Gaspar Martins, bancário reformado, ex-deputado, entre eles um membro da comissão sindical (Manuel Pires Duque) que por várias vezes se deslocou na altura à SONAE para falar aos trabalhadores.

antónio justo UM DESABAFO SOBRE DEMOCRACIA E ÉTICA NO MEU PAÍS E NA EUROPA

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UM DESABAFO SOBRE DEMOCRACIA E ÉTICA NO MEU PAÍS E NA EUROPA

Encontro-me em Portugal e o que se revela aos meus olhos? Uma nação de braços e génio, rica em humanidade e força de trabalho, cujo fado paradoxal a ancorou no breve sonho do dia-a-dia, enquanto seu horizonte mais ardente se transformou no mapa da partida. O espanto é a primeira reação: o país assemelha-se a um jardim infantil, onde a coisa pública é um cadáver em putrefação, adornado com o discurso vazio de uma classe política instalada que vive de aparências enganosas. Um povo desorientado, sem esperança, aponta o dedo ao vizinho, sentindo-se sem representação.

A depravação ética envergonha qualquer seguidor do imperativo categórico de Kant. Os mais corruptos usam os púlpitos da democracia para gritar contra tudo, defendendo um Estado sem governação para melhor o controlarem. Quem tem poder, tem razão, mesmo estando divorciado da justiça. Testemunha-se a metamorfose de pessoas boas que, ao alcançarem o poder, se tornam irreconhecíveis, absolutizadas pelo controlo do dinheiro público.

Faltam-nos estadistas. Temos apenas políticos e administradores subordinados a Bruxelas, onde as elites dançarinas do poder encaram o povo com cinismo. São oportunos para o partido, mas não para a nação, alheios a quaisquer princípios éticos ou filosóficos.

A virtude, que para Platão era o alicerce de uma República justa, tornou-se um termo estranho. O sistema fomenta a banalidade e difama a honra, destruindo o senso comum e a capacidade de discernimento. A sociedade adia ações, substituindo-as por um rosário de lamentações que, ironicamente, sustenta o sistema ao dar a ilusão de uma vida ética.

A saída só poderá vir de uma sociedade civil organizada, não apenas em torno de interesses económicos, como os sindicatos, mas em “biótopos” de consciência que exijam humanidade em paz e justiça. É preciso contrapor-se à opinião pública fabricada pelos media ao serviço de Lisboa e Bruxelas.

O espírito crítico, que é a presença viva da pessoa na sociedade, é o antídoto para uma vida manietada entre o salário e o consumo. É a recusa em ser um mero detergente social que limpa a corrupção, prolongando-a. O despertar individual é o primeiro passo para a libertação coletiva.

António da Cunha Duarte Justo

Resumo do artigo completo em Pegadas do Tempo https://antonio-justo.eu/?p=10445