diferenças

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May be an image of 2 people and text that says "É POSSÍVEL SER EMPRESÁRIO E SER UMA PESSOA DECENTE. oU NÃO. Podíamos ter as coisas mais automatizadas, mas eu prefiro dar mais empregos. Rui Nabeiro A economia deve ser baseada em mão de obra barata. Belmiro Azevedo"

A diferença entre um líder e um escravo do dinheiro. De facto existem boas pessoas e Homens inspiradores, que colocam Amor em tudo o que fazem, contribuem positivamente para a vida de todos com quem vivem e trabalham. Deixam marcas por onde passam e tocam no coração. São sempre referências, uns heróis para tantos …. Outros, apenas deixam saudade à Instituição Bancária onde amontoavam os seus bens materiais.
Vale a pena refletir….

Património humano de Santa Maria, destaques da semana

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Património humano de Santa Maria, destaques da semana
MIGUEL FIGUEIREDO CÔRTE-REAL (grande figura da cultura e das letras), ÓSCAR ARRUDA e JOSÉ SALVADOR (distintos empreendedores), foram figuras marcantes e incontornáveis da ilha, devendo se perpetuada a sua memória e feito o seu registo na história de Sta Maria.
Na foto: Côrte-Real, Óscar Arrida e José Salvador, em S.Lourenço, na década de 40. (Arquivo do CADEP-CN de Sta Maria)
Aqui fica um magnífico poema de CÔRTE-REAL, dedicado a S.Lourenço, à sua ilha de coração e aos amigos.
ILHA, E UM SEU RECANTO ABENÇOADO
Lá, num recanto,
onde o mar beija a areia branca da praia,
onde, um dia me fui despedir
antes de embarcar,
para sempre lá ficou preso meu coração…
Praia de São Lourenço,
(Baía de Barbara Vaz),
rua arenosa de macadame,
onde em noites de luar
passeei como se fora Ermitão?
Nos já longínquos tempos da mocidade….
Meus companheiros se dispersaram,
(alguns a morte ceifou…)
“José”, “Olimpio”, “Óscar”, “Salvador”
a todos o destino separou
e não mais alí juntos nos encontramos…
Nunca mais lá voltei
e passei tantos anos com esta grande mágoa
a consumir-me cá dentro…
Como se a Ilha no mar azul e de areia branca
fosse o Paraíso perdido
da esperança dos meus sonhos…
Resignado
ergo uma prece para que um dia
eu possa voltar,*
nem que seja para morrer…
Porque então,
morrerei feliz
lá, onde estão meus pais,
nessa Ilha de areia branca e céu azul
que eu
há muitos anos, muitos anos
deixei para não mais voltar…
Apenas tocar teu solo,
curvar-me-ei respeitosamente
e beijarei tua terra barrenta
que minhas lágrimas humedecerão,
nesta saudade transbordante de ternura.
Como filho perdido
beija a mãe que há muito tempo não vê…..
Miguel F.C. Real
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Património humano de Santa Maria, destaques da semana
MIGUEL FIGUEIREDO CÔRTE-REAL (grande figura da cultura e das letras), ÓSCAR ARRUDA e JOSÉ SALVADOR (distintos empreendedores), foram figuras marcantes e incontornáveis da ilha, devendo se perpetuada a sua memória e feito o seu registo na história de Sta Maria.
Na foto: Côrte-Real, Óscar Arrida e José Salvador, em S.Lourenço, na década de 40. (Arquivo do CADEP-CN de Sta maria)
Aqui fica um magnífico poema de CÔRTE-REAL, dedicado a S.Lourenço, à sua ilha de coração e aos amigos.
ILHA, E UM SEU RECANTO ABENÇOADO
Lá, num recanto,
onde o mar beija a areia branca da praia,
onde, um dia me fui despedir
antes de embarcar,
para sempre lá ficou preso meu coração…
Praia de São Lourenço,
(Baía de Barbara Vaz),
rua arenosa de macadame,
onde em noites de luar
passeei como se fora Ermitão?
Nos já longínquos tempos da mocidade….
Meus companheiros se dispersaram,
(alguns a morte ceifou…)
“José”, “Olimpio”, “Óscar”, “Salvador”
a todos o destino separou
e não mais alí juntos nos encontramos…
Nunca mais lá voltei
e passei tantos anos com esta grande mágoa
a consumir-me cá dentro…
Como se a Ilha no mar azul e de areia branca
fosse o Paraíso perdido
da esperança dos meus sonhos…
Resignado
ergo uma prece para que um dia
eu possa voltar,*
nem que seja para morrer…
Porque então,
morrerei feliz
lá, onde estão meus pais,
nessa Ilha de areia branca e céu azul
que eu
há muitos anos, muitos anos
deixei para não mais voltar…
Apenas tocar teu solo,
curvar-me-ei respeitosamente
e beijarei tua terra barrenta
que minhas lágrimas humedecerão,
nesta saudade transbordante de ternura.
Como filho perdido
beija a mãe que há muito tempo não vê…..
Miguel F.C. Real
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lembrar mário soares

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«”Todos os bons e firmes são alegres, reflectiu Jordan. É muito melhor ser alegre que é sinal de uma coisa: de uma imortalidade terrestre. Que coisa complicada! Já quase não há alegres. A maior parte dos lutadores joviais desapareceu. Restam pouquíssimos.”
Por Quem os Sinos Dobram, Ernest Hemingway (tradução de Monteiro Lobato)
Quem seria eu se tivesse nascido 40 anos antes? É óbvio que me falta coragem para ser herói clandestino, mas também não sou, espero, suficientemente vil para ser agente da PIDE. O mais provável é que fosse um funcionário triste e discreto, tentando sobreviver o melhor possível, sem chamar a atenção e evitando sarilhos. Se vivesse desiludido comigo mesmo já não era mau. Se calhar, é o máximo a que posso ambicionar. Nessa realidade paralela, talvez eu tivesse o discernimento de estar à espera de quem fosse à luta por mim, de quem se arriscasse por mim. Talvez eu conseguisse reconhecer um herói, e fosse capaz de lhe agradecer.
Para compreender Mário Soares, basta olhar para o quadro de Júlio Pomar na galeria de retratos oficiais dos presidentes da república. É o único em que o presidente é retratado a rir. No nosso mundo, a alegria não tem muito prestígio. A melancolia é mais civilizada, a circunspecção é mais admirável, a tristeza é mais grave. Entre nós, a ausência de alegria costuma ser, aliás, essencial para legitimar o poder: a figura do homem sério, contido, abnegado, esquecido de si próprio, que sacrifica o prazer, como um sacerdote, para se dedicar ao bem comum, tem muita tradição – da direita à esquerda. O Bochechas era excessivo em tudo. Falava muito, ria alto, comia, dormia, ia à praia. Talvez pudesse dar-se a esse luxo, porque o seu poder era legitimado de outra maneira. Talvez mais ninguém fosse capaz de preservar a autoridade intacta às cavalitas de uma tartaruga.
E a ideia de liberdade de Mário Soares também era excessiva. O seu objectivo era derrotar os adversários – e conseguia ser cruel a fazê-lo – mas não aniquilá-los. Quando ganhou as eleições presidenciais, disse uma frase que, de tanto ser recordada nas rádios e televisões, quase se transformou num hino: “É a vitória da tolerância; é a vitória da liberdade.” Hoje está na moda ser intolerante com a intolerância – uma ideia arrepiante que, aliás, se rejeita a si mesma. A principal figura política do nosso século XX sabia que a liberdade e a tolerância andavam juntas. Tivemos muita sorte.
Ricardo Araújo Pereira»
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‘We are not a separate entity, we are all just Australians’: Senator defends her opposition to the Voice

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Warlpiri woman Jacinta Price believes the Voice to parliament will peddle racial stereotypes and continue to drive a wedge in society.

Source: ‘We are not a separate entity, we are all just Australians’: Senator defends her opposition to the Voice

OS ALEGADOS 500 ANOS DE PORTUGAL EM ANGOLA

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ANGOLA CINCO SÉCULOS DE EXPLORAÇÃO PORTUGUESA
Américo Boavida, Edições 70, 1981, 155 págs B
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  • Fernando Leite Velho

    Não houve nenhum 500 anos de exploração portuguesa de Angola. Angola antes de 1900 era um pequeno território com poucos habitantes descendentes de portugueses, alguns poucos portugueses e um número maior de habitantes bantu. A agricultura era de autoconsumo, não havia agricultura extensiva de exportação, era um entreposto comercial, onde durante 260 anos existiu o comércio de escravos com destino à América, principalmente para os engenhos de açúcar do Brasil.
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JOÃO SIMAS A GUERRA E TAI WAN

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Existem leis e acordos internacionais, até sobre o comércio, e estados soberanos. Há quem exija todo o respeito pela soberania, pela autonomia dos povos, nuns casos e noutros não. Há quem proclame o livre comércio mas continue com sanções a uns e outros não, mesmo sabendo que, em certos casos, como na União Europeia, elas se voltem contra os próprios povos, uns mais que outros. Fazem-se campanhas, fomentando interferências, promovendo boicotes e depois, às vezes, cansam-se. Já se esqueceram de um tal Juan Gaidó, um deputado ente centenas, em tempos promovido por potências estrangeiras a presidente, e bem financiado. Hoje a Venezuela, por enquanto, não interessa, porque o petróleo faz falta e já se fazem acordos.
Com a Arábia Saudita é que nunca há problemas: mesmo que continue a bombardear um país soberano, o Yémen, mesmo que continue a financiar movimentos terroristas, na Ásia e em África e até bombistas na Europa e nos EUA. A Turquia que tem dezenas de milhares de presos políticos, que expulsou dezenas de milhares de funcionários públicos, que pratica a censura, que ocupa uma parte da Síria e de Chipre, é apresentada agora como um país civilizado, como uma solução.
Não houve qualquer contemplação com a soberania da Sérvia (Europa também), com a capital, Belgrado, continuamente bombardeada pela NATO (a tal aliança defensiva!). Foi obrigada a ceder territórios, o Kosovo recolonizado por albaneses vindos da Albânia, e no Montenegro fizeram um plebiscito no meio de tiros.
Agora a China é o novo/velho problema por causa, entre outras, de Tai Wan (em português conhecida por Formosa). Talvez valesse a pena recordar, e quem faz a propaganda sabe, que Tai Wan não é reconhecida internacionalmente pelas Nações Unidas, porque é território chinês. Essa república foi fundada com nacionalistas de extrema-direita, chefiados por Chiang-Kai-Chek que queria, a partir daí reconquistar o poder na China. Se, em tempos de Guerra Fria se apostou nesse estado, pelo menos desde Nixon que a questão estava resolvida e, em parte, congelada.
Querem iniciar mais guerras, vender mais armas? Já chega. Agora que é Verão há que pensar no próximo Inverno.
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  • António De Borja Araújo

    Espero bem que ninguém pense em iniciar mais nenhuma guerra; sendo desnecessário recuarmos mais no tempo, a que foi iniciada no presente ano já matou e destruiu demais.
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      João Simas

      Mas parece que há quem esteja interessado em pôr mais lenha no fogo.
  • Graca Nunes

    Excelente análise, João! De fato a nossa geração foi bem treinada
  • Joana Espanca Bacelar

    Belíssima análise!
    Obrigada João, por nos ajudares a reflectir.
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OS LUCROS DA CRISE

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Da série : “Todos temos que fazer sacrifícios “, “é um problema mundial “, “crise mundial “, “interesse nacional “, “é a economia não podemos fazer nada, a crise está em todo o lado”, a “culpa é da guerra”.
A realidade tem a cabeça dura. Os lucros extraordinários, a especulação e a vida das pessoas em risco sem dinheiro para uma vida decente são a causa real da crise, que para alguns tem sido uma super bonança.
“Dispararam os lucros de todas as maiores cadeias de supermercados e empresas energéticas a operar em Portugal. Galp, EDP Renováveis, Jerónimo Martins e Sonae somam, em conjunto, 1.000 milhões de euros de lucros só no primeiro semestre deste ano. Em alguns casos, os aumentos são superiores a 150%, quando comparados com os resultados obtidos o ano passado.”
Lucros. Supermercados e energéticas arrecadam lucros no primeiro semestre
RTP.PT
Lucros. Supermercados e energéticas arrecadam lucros no primeiro semestre
Dispararam os lucros de todas as maiores cadeias de supermercados e empresas energéticas a operar em Portugal. Galp, EDP Renováveis, Jerónimo Martins e Sonae somam, em conjunto, 1.000 milhões de euros de lucros só no primeiro semestre deste ano.
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