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uma dívida por explicar

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Coliseu Micaelense: a explicação que falta
A Câmara Municipal de Ponta Delgada e o Conselho de Administração do Coliseu Micaelense, transformado em empresa municipal, têm que explicar publicamente como é que essa casa de espectáculos tem dívidas à banca no valor aproximado de um milhão de euros. Não se percebe, sinceramente.
Quero recordar que o Coliseu Micaelense e o Teatro Micaelense, este agora na tutela do Governo Regional dos Açores, pertenceram no passado à Fundação dos Botelhos de Nossa Senhora da Vida, então dirigida pelo visconde do Botelho, engenheiro naval José Honorato Gago da Câmara de Medeiros.
Nesse tempo, como alguns se recordarão, o Coliseu Micaelnse e o Teatro Micaelense eram geridos – e com sucesso! – por uma única pessoa: António dos Santos Figueira, madeirense por nascimento, mas açoriano pelo coração. Não havia conselhos de administração, nem assessores ou colaboradores com outros títulos e óbvias remunerações.
Que pena o visconde do Botelho e Santos Figueira já terem falecido. Poderiam hoje talvez dar boas lições…
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timorense à deriva em lisboa

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Timorenses sem tecto, à deriva em Lisboa, vítimas de redes de tráfico humano
A vagar pelo coração histórico da capital, são vítimas de redes de tráfico de seres humanos. Gente que abusou da confiança deles e que os largou no desconhecido.
19 October 2022
By Francisco Sena Santos
Source: SBS
Nestes últimos três meses, chegaram a Portugal mais de três mil migrantes timorenses. A maior parte, confiou em empresários, eles dizem que paquistaneses e indianos, que lhes prometiam o que, obviamente, é a ambição de uma vida melhor. Mas o que estão a encontrar é frustração, incerteza, angústia.
O trabalho muito precário que começaram por encontrar ao chegar, desapareceu.
Era trabalho temporário em campos do Alentejo, do Ribatejo e da Beira Interior. Era trabalho típico de verão, apanha de fruta. O verão acabou no final de setembro e com o fim do verão também o fim das campanhas agrícolas. E eles ficaram à deriva.
Enquanto ainda tiveram trabalho, foram explorados.
São de poucas falas, sente-se que por um lado têm medo de falar, por outro lidam mal com a fala em português.
Um deles acaba por contar o que lhes pagaram por um mês de trabalho, de manhã à noite.
Recebiam escassos 200 euros por mês, o que é menos de um terço do salário mínimo nacional. Viviam em condições indignas: em camaratas em armazéns, sem condições mínimas de higiene e privacidade.
Alguns contam que nem chegaram a receber o pagamento de um mês porque os intermediários, eles dizem que indianos e paquistaneses, lhes disseram que esse dinheiro era preciso para tratar os documentos da legalização deles em Portugal.
Os documentos nunca apareceram e eles ficaram sem aquele muito escasso dinheiro ganho com o trabalho deles.
É de notar que, para entrar em Portugal os cidadãos timorenses não necessitam de visto, apenas precisam de indicar ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras um local onde vão ficar alojados e devem mostrar que têm algum dinheiro para sobreviver. A lei portuguesa de imigração permite-lhes arranjar trabalho e encetar o processo de legalização em território nacional.
A realidade, agora, é que não têm trabalho, nem dinheiro, nem onde dormir. Vivem agarrados ao telemóvel e com medo de esgotarem o cartão para comunicar.
Sem trabalho no campo, viajaram para Lisboa.
Toda a gente que passa pela Baixa, o centro da cidade de Lisboa repara neles, em grupo, à deriva.
Na tarde desta terça-feira estavam mais de 300 no eixo com uns 500 metros que envolve o Martim Moniz, a Mouraria e o Intendente. É uma zona muito frequentada por migrantes asiáticos.
É o coração histórico da cidade de Lisboa, logo ao lado da grande praça do Rossio.
Alguns abrigam-se à noite nas arcadas do Teatro Nacional, nesta praça. Também há os que se encostam às igrejas de São Domingos e de São Nicolau, na mesma zona.
Outros percorrem mais uns 200 metros e pernoitam apoiados por caixas de cartão sob as arcadas da praça do Terreiro do Paço.
Estes grupos são apenas uma pequena parte dos mais de 3.000 migrantes timorenses chegados a Portugal desde julho.
Têm quase todos entre 18 e 30 anos. Vieram com a aspiração de encontrar um futuro e de poder ajudar a família que continua pobre em Timor.
Tornaram-se um caso social que está a ser acompanhado pelo governo, por organizações de apoio social, várias ligadas à igreja católica, e pelo município de Lisboa.
Para gerir este fluxo imprevisto de timorenses, o governo português criou um grupo de coordenação que inclui representantes de oito ministérios, forças de segurança e entidades públicas nas áreas da segurança social, habitação, emprego e finanças.
Equipas de intervenção social estão a acompanhar estes timorenses a quem está a ser dada informação sobre direitos. Ao mesmo tempo está a ser promovido o acompanhamento nas transferências para alojamento digno – mas eles não querem ficar separados uns dos outros, o que complica alojá-los em Lisboa.
Está a ser garantido apoio alimentar, apoio na questão da documentação que têm ou que precisam, e também encaminhamento para ofertas de trabalho de preferência acompanhadas de alojamento associado.
Ao mesmo tempo, estas equipas de acompanhamento estão a tentar saber onde estão os outros timorenses que também chegaram nestas últimas semanas e que não se sabe onde estarão.
Há a noção de que todos são vítimas de redes de tráfico de seres humanos. Gente que abusou da confiança deles e que os largou no desconhecido.
A polícia está a trabalhar para desmantelar estas redes de tráfico humano que largaram em Portugal estes tantos timorenses.
Um facto a registar: a grande solidariedade humana. Muita gente em Lisboa tenta transmitir-lhes carinho e alguma forma de apoio. Ainda que nalguns casos, com pudor – para que esse apoio não seja considerado intrusivo.
Como comentava uma senhora voltada para um dos grupos no Martim Moniz: temos de saber ajudá-los e respeitá-los.
Fim
Oiça a notícia feita para a rádio SBS em Português no link abaixo:
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TIMOR UMA LULIK, CASA SAGRADA

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A construção da casa sagrada:
Representa uma expressão cultural da sociedade timorense e um património cultural importante; uma tradição relacionada com o culto religioso dos antepassados e tem um valor significativo de ligação entre gerações, relação com o divino e coesão das comunidades.
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truque ou roubo no supermercado?

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É uma situação estranhíssima e que a mim me pôs de pé ainda mais atrás em relação a promoções de supermercado. A ver se conseguem entender este mistério – e o que teriam feito no meu lugar.
Uma perna de perú estava anunciada com um preço de 4,59 por quilo. A embalagem, no entanto, dizia que era 5,49 por quilo. Chamei o funcionário que me diz que no caixa fariam o desconto.
Na embalagem é dito que são 2,102 Kg, o que a 5,49 o Kg dava 11,54 euros. Estranhei, portanto, que o valor final que tinha de pagar a 4,59 por quilo, fosse os mesmos 11,54 euros mencionados a 5,49 no rótulo. Até agora tudo direito?
Chamei a atenção da menina, disse-lhe que não podia ser, ela confirmou, desconfirmou, chamou o funcionário da área e depois passou para as chefias (facilmente identificáveis pelas camisas diferentes). Confirmaram a promoção, mas o preço continuava a ser o mesmo, mesmo quando elas tentavam manualmente “aldrabar” o computador.
O segredo? O segredo é que quando a caixa registava esse produto, realmente colocava-o a 4,59 por quilo, mas o peso passava de 2,102 Kg para cerca de 2,5 Kg, de forma a dar sempre o valor que estava marcado…
Nunca ouvi falar nisto. As meninas aparentemente também não. Perdi um bom bocado de tempo, valendo bem mais que os 2 euros que poupei. E sinceramente, a partir de agora, vou ter ainda mais cuidado com estas promoções… Que houvesse dúvidas sobre o preço, é quase normal, agora dúvidas sobre o peso, que o peso possa alterar-se assim á papo seco, é novidade… Olho vivo, lá dizem!!!
Para resolver o caso a meu contento, foram procurar outra perna que tinha o preço que eu devia pagar, encontraram uma com diferença de cêntimos, e foi ela que passou na registadora. E disseram que eu seria o último a comer uma delas… Salvo seja: a comer uma daquelas pernas (para não haver dúvidas)…
PS: Todo este enredo não alterou o sabor do coiso, que ficou delicioso acompanhado da batatinha cozida regada de azeite e oregãos do quintal… Já era! A desconfiança é que não!!! 🤔
Jacinto Sousa, Fatima Sousa and 41 others
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  • Jacinto Sousa

    Vi, que sempre foi ao tabuleiro.
    O problema ‘naior’, deve ter sido dos temperos, principalmente, o do cozinheiro.
  • Hélio Paulo Santos

    Já me aconteceu o mesmo com costelas congeladas….
    Já agora uma colega minha que trabalha no Modelo/Continente deu me um conselho não faças compras às sextas , sábados e domingos….muita coisa é alterada nesses dias.
    Olho vivo …
  • Arminda Miguel

    Pessoal k la estao pork la estao ha anos nao se pode por pra fora,ou entao meninas caprixadas por fora a formação nao existe e quem quer trabalhar emigra como EU levando nossa ilha no coracao.é revoltante
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    Vitor Almeida

    É por isso e por outras que prefiro peito. Muito melhor, mais tenro e gostoso.
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  • Fátinha Carvalho Rocha

    Acontece muitas vezes, um olho na faca outro na lapa…ou é preciso dez olhos, como dizia o meu papá 🤣🤣🤣
  • Jacinto Sousa

    Sempre debaixo de olho..
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Câmara Municipal rejeita contrato de financiamento que obriga hipoteca do Coliseu Micaelense – Jornal Açores 9

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A Câmara Municipal de Ponta Delgada vai votar contra a proposta de refinanciamento bancário que obriga hipoteca do histórico Coliseu Micaelese como garantia. A informação foi avançada pelo Presidente da autarquia, Pedro Nascimento Cabral, que esclarece que “as notícias vindas a público transmitem apenas uma ordem de trabalhos dareunião da Assembleia Geral daColiseu Micaelense E.M., […]

Source: Câmara Municipal rejeita contrato de financiamento que obriga hipoteca do Coliseu Micaelense – Jornal Açores 9

os 500 anos de frutuoso

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Pelos 500 Anos do Nascimento de Gaspar Frutuoso
Este ano comemora-se em S. Miguel, nos Açores, os 500 anos do nascimento de Gaspar Frutuoso (Ponta Delgada, c. 1522 — Ribeira Grande, 1591). Não posso deixar passar as comemorações desta efeméride sem o meu contributo, por pequeno que seja. Gaspar Frutuoso é um importante cronista quinhentista, figura notável da ilha de S. Miguel, ilha que foi minha casa durante uma década. E por ali ter vivido e dado aulas de História, cedo me chamou a atenção o lugar que Gaspar Frutuoso ocupava no panorama historiográfico dos Açores. Para além disso, como fui professor na Escola Secundária da Ribeira Grande, isso fez de mim um quase diário visitante do largo onde a estátua de Gaspar Frutuoso, de autoria do escultor açoriano Numídico Bessone, se encontrava. Também por isso, pela presença constante, um dia resolvi dedicar uma parte do meu tempo a conhecer melhor o homem por detrás da estátua e estudar a sua obra. Tal levou a que viesse a contribuir para a sua divulgação, ainda que de forma muito modesta, com o livro “Cinco Cronistas dos Açores : Subsídios para a Historiografia Açoriana”, editado pelo Instituto Histórico da Ilha Terceira, em 1983. A marca distintiva deste estudo é o facto de se encontrarem reunidos, num mesmo texto, os cinco grandes cronistas dos Açores (Gaspar Frutuoso, séc. XVI; Diogo das Chagas, séc. XVI-XVII; Monte Alverne, Manuel Maldonado e António Cordeiro, séc. XVII-XVIII), no qual se aborda, de forma sintetizada e comparativa, as suas obras de maior vulto. Importa realçar que a narrativa histórica açoriana é excepcionalmente rica, mesmo quando se faz a exclusão da numerosa colecção de obras menores, manuscritas ou impressas. O número e, sobretudo, a qualidade dos estudos que foram feitos entre o século XVI e finais de XVII, nos Açores, não tem paralelo em qualquer província de Portugal. E Gaspar Frutuoso, o primeiro dos cronistas em termos cronológicos, é, também, o primeiro quanto à metodologia, fina percepção dos factos e objectivos a atingir. Pela minúcia das suas descrições, pela coordenação metódica dos diversos assuntos que trata e pela vastidão de conhecimentos que mostra possuir, é, sem dúvida, o maior dos cronistas do Açores, senão mesmo do espaço português ao tempo. Era Bacharel em Artes e Teologia pela Universidade de Salamanca e doutor em Teologia, tendo escrito “Saudades da Terra”, a obra que o imortalizaria. O manuscrito original é um códice de 571 folhas, numeradas no retro e reunidas em cadernos de diferentes marcas e dimensões. Está dividido em seis livros, cujos títulos, exceptuando o do Livro VI, foram escritos pela mão do autor, como se deduz da forma e do talho da letra. Esta obra é, no seu conjunto, uma detalhada descrição histórica e geográfica dos Açores, Madeira e Canárias, para além de múltiplas referências a Cabo Verde e a outras regiões atlânticas. Tal vastidão faz de Gaspar Frutuoso um autor que ultrapassa as fronteiras do seu arquipélago natal, cuja obra interessa à maioria dos investigadores das ilhas atlânticas que formam a Macaronésia.
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    Carlos Arrimar

    Foi com enorme satisfação e interesse que li o teu texto, Jorge. Mais um notável e oportuno artigo sobre os 500 anos do nascimento de Gaspar Frutuoso, que não podia deixar de partilhar. A este propósito, lembrei-me da apresentação do teu livro, editado…

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Caos nas Finanças. Não se emitem Guias IMT e Imposto de Selo

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O site das Finanças está com problemas e não permite a emissão nem de Guias de IMT, nem de Imposto de Selo.

Source: Caos nas Finanças. Não se emitem Guias IMT e Imposto de Selo

Detido suspeito de matar irmão após discussão devido a droga em São Miguel – Rádio Atlântida

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A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal dos […]

Source: Detido suspeito de matar irmão após discussão devido a droga em São Miguel – Rádio Atlântida

Comissão Anticorrupção timorense efetua mais buscas no Palácio do Governo – Observador

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A operação anticorrupção ocorreu nos escritórios do Ministério dos Assuntos Parlamentares e Comunicação Social, tendo sido confiscadas várias caixas de documentos e outro material.

Source: Comissão Anticorrupção timorense efetua mais buscas no Palácio do Governo – Observador

MÁRIO SOARES ERA DIFERENTE

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Joao Paulo Esperanca added a new photo.
«”Todos os bons e firmes são alegres, reflectiu Jordan. É muito melhor ser alegre que é sinal de uma coisa: de uma imortalidade terrestre. Que coisa complicada! Já quase não há alegres. A maior parte dos lutadores joviais desapareceu. Restam pouquíssimos.”
Por Quem os Sinos Dobram, Ernest Hemingway (tradução de Monteiro Lobato)
Quem seria eu se tivesse nascido 40 anos antes? É óbvio que me falta coragem para ser herói clandestino, mas também não sou, espero, suficientemente vil para ser agente da PIDE. O mais provável é que fosse um funcionário triste e discreto, tentando sobreviver o melhor possível, sem chamar a atenção e evitando sarilhos. Se vivesse desiludido comigo mesmo já não era mau. Se calhar, é o máximo a que posso ambicionar. Nessa realidade paralela, talvez eu tivesse o discernimento de estar à espera de quem fosse à luta por mim, de quem se arriscasse por mim. Talvez eu conseguisse reconhecer um herói, e fosse capaz de lhe agradecer.
Para compreender Mário Soares, basta olhar para o quadro de Júlio Pomar na galeria de retratos oficiais dos presidentes da república. É o único em que o presidente é retratado a rir. No nosso mundo, a alegria não tem muito prestígio. A melancolia é mais civilizada, a circunspecção é mais admirável, a tristeza é mais grave. Entre nós, a ausência de alegria costuma ser, aliás, essencial para legitimar o poder: a figura do homem sério, contido, abnegado, esquecido de si próprio, que sacrifica o prazer, como um sacerdote, para se dedicar ao bem comum, tem muita tradição – da direita à esquerda. O Bochechas era excessivo em tudo. Falava muito, ria alto, comia, dormia, ia à praia. Talvez pudesse dar-se a esse luxo, porque o seu poder era legitimado de outra maneira. Talvez mais ninguém fosse capaz de preservar a autoridade intacta às cavalitas de uma tartaruga.
E a ideia de liberdade de Mário Soares também era excessiva. O seu objectivo era derrotar os adversários – e conseguia ser cruel a fazê-lo – mas não aniquilá-los. Quando ganhou as eleições presidenciais, disse uma frase que, de tanto ser recordada nas rádios e televisões, quase se transformou num hino: “É a vitória da tolerância; é a vitória da liberdade.” Hoje está na moda ser intolerante com a intolerância – uma ideia arrepiante que, aliás, se rejeita a si mesma. A principal figura política do nosso século XX sabia que a liberdade e a tolerância andavam juntas. Tivemos muita sorte.
Ricardo Araújo Pereira»
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nova crise em timor

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PM timorense mantém confiança em membros do Governo, espera conclusão investigação
Díli, 13 out 2022 (Lusa) – O primeiro-ministro timorense disse hoje que mantém a confiança em três membros do seu Governo que alegadamente terão feito pressão para afastar o responsável do Serviço Nacional de Inteligência (SNI), afirmando que há que esperar investigações.
“Deixa as investigações correrem. Eu prefiro que as investigações corram. Com certeza mantenho confiança [nos membros do Governo]. Há um princípio de presunção de inocência e temos os tribunais para decidir”, afirmou Taur Matan Ruak que é também ministro do Interior.
O chefe do Governo respondia à Lusa depois da reunião semanal com o Presidente da República, José Ramos-Horta, que decorreu no Palácio Presidencial em Díli.
Em causa estão suspeitas, veiculadas pela imprensa timorense de alegada intervenção de membros do seu Governo no processo relacionado com a apreensão na semana passada de 130 mil dólares (134 mil euros) e de 40 milhões de rupias indonésias (2.680 euros) que estavam a ser transportadas para fora do país.
Fonte policial disse à Lusa que os três cidadãos timorenses que transportavam o dinheiro estarão ligados a José Naimori, presidente do Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO), um dos três partidos do Governo, com fonte partidária a explicar que os fundos se destinavam a comprar material partidário.
Fontes aeroportuárias explicaram que depois da deteção do dinheiro, o próprio Naimori se deslocou ao aeroporto para tentar reaver o dinheiro, tendo-se dirigido também ao aeroporto pelo menos dois membros do Governo, ambos do KHUNTO.
Os fundos foram confiscados pelas autoridades policiais, dos serviços de inteligência e de investigação criminal, já que estavam acima do que pode ser transportado para o estrangeiro sem declaração expressa do Banco Central de Timor-Leste (BCTL).
Tanto o dinheiro como outra informação recolhida pela Polícia Científica de Investigação Criminal (PCIC) foram já remetidas ao Ministério Público, confirmou hoje à Lusa fonte da força policial.
A polémica em torno ao caso aumentou, porém, depois de se terem tornado virais imagens videoamadoras de uma reunião em que participaram, entre outros, o próprio Naimori, os vice-ministros da Justiça, José Edmundo Caetano, e do Interior, António Armindo, e um investigador do Serviço Nacional de Inteligência (SNI), Gastão Piedade.
Nas imagens, Gastão da Piedade acusa o vice-ministro da Justiça de tentar intervir na investigação, explicando que se tem que cumprir a lei que obriga a identidade o proprietário e a origem do dinheiro, antes que possa ser devolvido.
No vídeo, o próprio Naimori (marido da vice-primeira-ministra Armanda Berta dos Santos) liga para o primeiro-ministro, Taur Matan Ruak, para pressionar sobre o caso, passando depois o telefone a Gastão Piedade.
O agente repete o que diz a lei sobre estes casos, tendo o chefe do Governo confirmado aos jornalistas que se limitou a dizer que a lei é para ser cumprida.
Nas últimas 48 horas a imprensa timorense alega que o vice-ministro do Interior, Antonio Armindo, terá escrito ao comando da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) para demitir Gastão Piedade.
Questionado pela Lusa sobre essa notícia, Antonio Armindo negou que tenha escrito qualquer carta sobre esse assunto para a PNTL, referindo que afastar Gastão Piedade é competência do ministro do Interior, ou seja Taur Matan Ruak.
“Nego categoricamente ter escrito qualquer carta. Obviamente que há sempre cartas que são recebidas com referências a agentes ou à PNTL, enviadas por várias pessoas, até pela sociedade civil. Mas isso é tratado internamente”, disse Armindo.
“Em situações de denuncias ou queixas, o assunto é investigado e se houver ações disciplinares a tomar, são tomadas. O que parece passar-se neste caso é uma crescente politização do que aconteceu”, afirmou.
Na segunda-feira o deputado José Agustinho Sequeira “Somotxo”, da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin) – um dos partidos do Governo – e presidente da Comissão de Negócios Estrangeiros e Segurança Nacional do Parlamento Nacional, defendeu uma investigação ao caso por alegada obstrução de justiça por membros do Governo.
“Os membros do Governo podem ter cometido o crime de obstrução à justiça, uma tentativa de impedir a ação das autoridades policiais e judiciais. Esta ação deve ser investigada e cabe aos serviços de investigação avançar na investigação”, disse Somotxo.
“Este é um assunto muito sério e que tem que ser investigado até às últimas consequências. A lei é para todos, sejam membros do Governo ou qualquer outra pessoa”, afirmou.
Questionado pela Lusa sobre o caso e a polémica lançada em torno à sua investigação, o chefe de Estado, José Ramos-Horta, disse que, para já, preferia não comentar.
“Isto é um imbróglio que cabe ao Governo esclarecer, pois está de posse de informações sobre circunstâncias e dados concretos. Este caso ainda não subiu para o patamar da Presidência da República. Por isso não vou comentar”, disse.
ASP // MAG
Lusa/Fim
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quem quer comprar o coliseu micaelense?

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Coliseu Micaelense: alienação à vista?
A anunciada hipoteca à banca é o primeiro passo para o Coliseu Micaelense, em Ponta Delgada, ser vendido a privados. Ao hipotecar-se o histórico imóvel, reestrutura-se uma dívida, mas não se paga. Depois, com o argumento de que tem de se pagar e não há dinheiro para tal, vende-se o belo imóvel, avaliado em 12 milhões de euros. Paga-se o que se deve e arrecada-se o restante capital. Portanto, o Coliseu Micaelense tem os dias contados como património municipal. É o que me parece. Depois de muitos anos de decrepitude, o imponente Coliseu Micaelense, de tão boas tradições e recordações, foi adquirido a privados e foi muito bem restaurado, uma obra muito meritória, sem dúvida. Não sei se a gestão tem sido boa ou má: não sou capaz de fazer essa avaliação, precisamente por desconhecimento. Percebe-se, no entanto, que nem tudo tem decorrido bem. Lamento imenso se o Coliseu Micaelense acabar por ser vendido, deixando a órbita pública municipal e passando para uma qualquer empresa ou fundo financeiro, regional, nacional ou estrangeiro.
Paula Cabral, Jose Gomez Bulhao and 32 others
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  • Pedro Medeiros

    Muito “vivi” no Coliseu. 😞
  • Pedro Medeiros

    Tomás, continua a denunciar esses atentados. Abraço.
  • Maria Isabel Oliveira

    Um novo hotel? Será?
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  • Zinha Baptista

    oh não quero acreditar que isso vai aconteçer a CMPDL tem milhares de euros para festas e eventos e não tem capacidade de tomar uma atitude, e Secretaria da Cultura e Governo Regional etc 😟
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    • 10 h
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  • Francisco Xavier Sousa

    Uma morte anunciada com “brilhantina”
    No ouviu-se dizer que o carrasco tinha “taxo” garantido
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    • 9 h
  • Alexandrina Bettencourt

    Estão acabando com tudo… tristeza
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    • 8 h

mprar o coliseu micaelense?

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Coliseu Micaelense vai ser hipotecado à banca
O imóvel histórico vai ser usado como garantia bancária para reestruturar dívida.
Decisão a aprovar em AG no próximo dia 28 de Outubro
0:10 / 0:49
O Coliseu Micaelense vai ser hipotecado à banca – o imóvel está avaliado em 12 milhões de euros e vai ser usado como garantia bancária para reestruturar dívida.
Esta medida de gestão é proposta pelos responsáveis do Coliseu e vai a Assembleia Geral no final deste mês.
Roberto Y. Carreiro, Ricardo Branco Cepeda and 13 others
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Jovem que planeou ataque à FCUL disse que “seria fixe” matar algumas pessoas antes de morrer

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O jovem que planeou o ataque à Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa disse que “seria fixe” matar algumas pessoas antes de morrer.

Source: Jovem que planeou ataque à FCUL disse que “seria fixe” matar algumas pessoas antes de morrer