Português acusado de tentar espiar para a Rússia: «É uma história digna de um filme»

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O Ministério Público acusou o homem de furtar computadores a um militar da nato em fevereiro de 2025. Miguel Rodrigues, de 22 anos, foi apanhado pela Polícia Judiciária a entregar uma ‘pen’ a um diplomata russo, mas a investigação não apurou o conteúdo. O português foi acusado dos crimes de tentativa de espionagem e violação do segredo de estado, também na forma tentada. De acordo com as informações recolhidas pelo NOW, o jovem encontra-se em prisão preventiva na cadeia de alta segurança de Monsanto, em Lisboa.

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Chega/Açores questiona executivo sobre segurança dos autocarros do transporte público e escolar – jornalacores9.pt

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O Chega/Açores pediu “esclarecimentos urgentes” ao Governo Regional sobre o estado de conservação, manutenção e segurança dos autocarros que asseguram o transporte público e o transporte escolar em todas as ilhas do arquipélago, divulgou hoje o partido. Segundo uma nota de imprensa do Chega açoriano, o seu grupo parlamentar questionou o executivo de coligação PSD/CDS-PP/PPM […]

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1967: Quando Salazar proibiu a chuva – Domingo – Correio da Manhã

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A catástrofe provocada pela chuva intensa que caiu em 48 horas pôs a descoberto a pobreza da população, que a ditadura queria esconder. Mas a evidência estava tragicamente à vista de todos.

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Como detetar uma pessoa estúpida com a “lei dourada da estupidez” de Carlo Cipolla

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O economista Carlo Cipolla identificou quatro fenótipos comportamentais baseados no facto de as ações de uma pessoa beneficiarem ou prejudicarem a si mesma e aos outros: inteligente, estúpido, ingénuo e bandido. As pessoas mais perigosas são os “bandidos estúpidos”. Não chamamos estúpidas às pessoas com frequência. Ao contrário dos seus conceitos irmãos, a “parvoíce” e a “idiotice”, a estupidez não é propriamente um traço de personalidade. Claro que podemos achar alguém estúpido, mas quando usamos a palavra, tendemos a limitá-la a momentos de estupidez. Dizemos: “Bem, isso foi uma estupidez” ou “Estás a ser estúpido”. A estupidez é um lapso.

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no dia mundial da rádio matei saudades

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May be an image of text that says "dia mundial da RÁDIO 13 13de de Fevereiro"

Trabalhei na Rádio Renascença no icónico Página Um de José Manuel Nunes e Adelino Gomes, e no Zip Rádio na década de 60 e inicio dos anos 70, depois em Macau, entre 1997 e 1992 tive uma experiência multifacetada na ERM, Rádio Macau, TDM que jamais esquecerei e aqui ilustro

Tudo começou em 1967. Iniciei a minha longa carreira de jornalista da forma mais casual possível ao fazer uma reportagem (a brincar, para treinar-me) do Circuito Internacional de Vila Real e da Fórmula 3. Vendi um exclusivo à Rádio Renascença e graças a isso, haveria de trabalhar para eles até sair de Portugal em 1973. A história começa de forma bem mais prosaica. Estava convidado em Vila Real pelo meu tio Nóbrega Pizarro, à data Diretor Clínico do Hospital e responsável médico pela prova. Calmamente assistíamos na bancada principal quando se deu um grande acidente com um corredor chamado Tim Cash, segundo a reminiscência que guardo do incidente. Como falava bem inglês, fui com ele para servir de intérprete. Acabei a entrevistar o acidentado, gravando tudo no gravador portátil que já me acompanhava sempre para toda a parte. Quando saí do hospital era lógico que queriam saber o que se passava (o homem salvou-se sem grandes mazelas) e ofereci a venda da entrevista em pela fita (naqueles tempos ainda não havia cassetes).

Foi a RR (Rádio Renascença) que me deu 500$00 (2,5€) pelo feito. Mais tarde, escrevi-lhes, numa clara demonstração de saber aproveitar as oportunidades, e ofereci-me para colaborar em futuras provas. A RR achou que o jovem empreendedor tinha pinta e aceitaram-me como colaborador de automobilismo para a Zona Norte. Fui trabalhar com o célebre programa Página 1 de José Manuel Nunes, com colaboradores como Joaquim Amaral Marques, Adelino Gomes, Pedro Castelo. Era o programa de rádio mais ouvido e logo à primeira tentativa, tinha entrado. Viriam a ser notáveis as coberturas que fizemos dos eventos a norte do país.

Curiosamente, uma das notícias mais importantes que transmiti foi, por mero acaso, a da morte de Otis Redding, num desastre de aviação (10 de dezembro de 1967). Isto porque não se usavam frequentemente telexes (quem se lembra deles hoje?) e eu passava a vida a ouvir estações piratas como a Rádio Caroline, Rádio Luxemburg, onde tinham acabado de dar a notícia.

Nessa altura as notícias do mundo demoravam dias a chegar às redações dos jornais e das rádios. Não só nessa época, em plena década de 1990, enviava os despachos para a Lusa, para a Rádio Macau (TDM, RTP) e, mais tarde, para o jornal Público através de telex. Tinha de os enviar da baixa de Sydney. Chegava a Lisboa e ao jornal, provavelmente, com mais de um dia e meio de atraso. O sistema de reportagem fui-o desenvolvendo e melhorando ao longo dos tempos, sem lições de ninguém porque nunca fora feito antes. Inicialmente não me pagavam, depois começaram a pagar as despesas, gasolina, telefones e alimentação. Por fim, já tinha uma avença e pagava aos colaboradores em cada prova. Era um dos dois maiores sonhos da juventude: advogado – carreira diplomática, ou ser jornalista. Antes, aos nove anos, sonhava ser condutor de táxi para andar de carro todos os dias. Desde os 12 ou 13 anos que sonhava com essas profissões. Esta já cá cantava, da outra desistiria. Viria a não diplomaticamente acabar por dar voltas ao mundo sem ser advogado nem diplomata.

Numa primeira fase fazia a cobertura de eventos motorizados com o meu melhor amigo e piloto de competição em ralis, o Taka e ocasionalmente um primo ou um amigo juntava-se a nós. Íamos ver as classificativas cronometradas mais importantes e seguíamos em busca dum telefone para dar os tempos desse troço cronometrado. A seguir começamos a ter mais de um carro para fazer a cobertura e podíamos ter várias equipas a transmitir os dados à medida que os concorrentes iam percorrendo os vários troços. Era a verdadeira cobertura em direto e ao vivo. Já nessa época se vivia com muita intensidade a febre dos Ralis em Portugal.

Havia gente em todos os montes e serras, fosse a que hora fosse. Por mais ermo e deserto que fosse o local havia lá gente. Nos primeiros anos o que nos identificava perante os polícias era uma cartolina grossa, retangular, prensada (feita por nós) com a palavra PRESS a branco sobre fundo vermelho. Depois mandamos imprimir autocolantes com a identificação da emissora e programa. Havia um gravador portátil de cassetes e um par de auscultadores de estúdio para as entrevistas, à partida e à chegada, com uns fios esquisitos e uma ventosa que serviam para transmitir o som através do telefone. Reportagem na hora com meios improvisados e inventados por jovens como eu. Uma vida excitante para um adolescente que permitia contactar com os pilotos, organizadores, equipas de assistência, e as jovens atraídas para estes eventos. Que mais podia desejar? e ainda me pagavam para ter a voz na rádio. Foram, anos e anos sempre a correr, vividos intensamente entre ralis e treinos num velho Opel Kapitän 1958 ou num Volvo “Marreca” PV 544 de 1959, percorrendo tudo o que era estrada municipal ou caminho de cabras.

Opel Kapitän P II p Volvo “Marreca” PV544 Escort Lotus velho Estádio do Académico do Porto, numa das primeiras provas do nacional de iniciados 1971 creio que organizado pelo Vigorosa

Uma vez numa florestal, perto de Gondarém (à saída de Viana), saíra uma manada de vacas e quase que embatíamos num pelourinho. Raramente saímos da estrada. Exceção feita ao primeiro rali de iniciados que fizemos. Depois de partirmos de Santa Luzia (Viana do Castelo, de novo) embatemos fortemente contra um penedo. O motor ficou no lugar do pendura e a roda sobressalente veio para o meu lugar. O carro ficou com a frente desfeita. Eu tive leves equimoses e hematomas nas costas, devidamente tratados no hospital de Viana sem serem do conhecimento de ninguém. Tão abalado fiquei com o acidente que imaginei vir em sentido contrário, saí do carro a correr a cantarolar, sem razão aparente, “Corre Nina” do Paulo de Carvalho, para, logo a seguir, voltar ao carro e desligar o corta-corrente com medo de que deflagrasse um incêndio.

Voltando à Rádio Renascença e ao automobilismo, eu e os amigos íamos acompanhando ralis e outras provas de velocidade. As últimas, em cuja cobertura estive, foram os Circuitos de Vila Real e de Vila do Conde 1972, onde, com o Pedro Roriz, ajudara o já falecido José Fialho Gouveia na reportagem para a RTP. Ali tivéramos o, também já falecido, Adriano Cerqueira a ajudar a contar as voltas ao circuito. Sim, porque naquele tempo não se usavam computadores para contar as voltas. Havia cronómetros para calcular os tempos pois a organização não dispunha de meios para facultar tais dados durante a prova. O Adriano havia acabado de regressar de Angola onde fizera o serviço militar e estava desejoso de se meter no automobilismo. Mais tarde seria, durante décadas, a face do automobilismo na RTP e tive a oportunidade de voltar a trabalhar com ele no Circuito de Macau em 1981 e 1982.

 

Cenas a registar deste período de automobilismo para além das provas em que entrei com o amigo “Takatakata” (Ludgero Carvalho de Abreu) no seu BMC Mini 1000, num Cooper S 1300, ou no Ford Escort Cosworth Lotus 1600, existem muitas das quais irei deixar aqui estas: no Minho, na Serra da Cabreira tentei pedir a alguém que me deixasse utilizar o telefone fixo (não havia telemóveis naqueles dias), a resposta foi a de ser recebido com uma carga de tiros de caçadeira que mal nos deu tempo de correr para o carro em fuga apressada. Isso viria a dar-me a luminosa ideia de passarmos a ter telefones de campanha (telefones da tropa) instalados nas provas cronometradas (no início e fim dos troços) o que foi feito, pela primeira vez, nos ralis e provas de velocidade.

Passamos a ter um ascendente enorme sobre os restantes repórteres com o envio em tempo real dos resultados dos troços cronometrados. Foi a primeira vez, no mundo, que se procedeu assim. Ainda neste período (em 1970 ou 1971) no velho Estádio das Antas pusemos, pela primeira vez, um microfone sem fios dentro de um carro, enquanto o então campeão nacional (Francisco “Xico” Santos) dava as suas voltas à oval do estádio. Foi também a primeira vez no mundo que se utilizou um meio de transmissão radiofónica dum carro em prova, hoje banal com as câmaras de vídeo e imagem a serem colocadas em todos os pontos das pistas e nos carros. Talvez tenha sido a coisa mais inovadora que fiz em toda a vida.

 

Como penso já ter dito, comecei na rádio nos anos 60 e entrei em 1977 para a Rádio (ERM – Emissora de Radiodifusão de Macau) e isso ocupava-me mais algum do pouco tempo livre. Durante os primeiros meses escrevia, lia os noticiários e traduzia telexes (alguém se lembra do que eram?), muitas vezes em direto para poder transmitir as notícias mais recentes.

Também apresentava programas musicais após as horas de labuta na CEM. Depois, quando a RTP tomou conta da ERM e se passou a chamar Rádio 7 ou Rádio Macau (ao que hoje é apenas a TDM), os diretores acharam ser um perigo ter um francoatirador nas notícias e meteram-me a fazer programas musicais na área de produção e projetos especiais. Mal sonhavam que revolucionaria a forma como se fazia rádio. Os programas começaram a ser feitos para a faixa etária até então esquecida, dos 15 aos 25 anos, importando discos de Lisboa e da Austrália.

Depois, organizei concertos ao vivo e tardes de dança no hall de entrada da rádio, tendo conseguido que Rão Kyao estivesse lá a atuar uns meses. O sucesso era tanto que havia gritos histéricos ao passar pelo Liceu, como me recordaria (aquando do nosso reencontro no 15º colóquio em 2011) o meu jovem ajudante Ricardo Pinto que em 2011 era diretor do jornal Ponto Final e dono da Livraria Portuguesa de Macau. Os programas envolviam, pela primeira vez, a participação dos jovens ouvintes e satisfaziam os seus desejos musicais (até então totalmente arredados da estação local que transmitia música pirosa, a música pimba não fora inventada, própria de anciãos de uma qualquer aldeia, do Portugal profundo).

Antes do programa Pão com Manteiga que Carlos Cruz celebrizaria no continente português, inventei o meu programa, altamente controverso, “O Whisky e a Cola” com uma introdução de Bette Midler no filme “The Rose” e o separador musical do louco Alice Cooper “We are all crazy”. Era um programa de rock, reggae e de sátira. Pela primeira vez o reggae chegava ao Oriente. Um dia descobrimos que uma estação de Hong Kong nos gravava a música que passava pela idêntica ordem, pelo que nunca mais deixamos terminar nenhuma composição sem que a adulterássemos com falas a fim de evitar o plágio de reprodução. A sátira dirigia-se a assuntos de governação e de corrupção, sendo dados cognomes a personagens do governo e fazendo – sobre eles e elas – histórias interessantes. Os mais velhos e mais críticos da governação ouviam o programa às escondidas e enviavam mensagens (não havia SMS nem telemóveis) para que ninguém soubesse que ouviam.

Muitas foram as “charges” e piadas sobre a governação contornando a difícil área da sobrevivência. Para notícias mais importantes havia outro subterfúgio. Com efeito, desde que chegara, fizera amizade com os jornalistas Nick Griffin da HK TVB e do Ian Whiteley da ATV e usava-os sempre que precisava de mandar notícias sensíveis para fora de Macau. Ainda hoje guardo religiosamente uma declaração de trabalho como correspondente da Hong Kong TVB nesse período.

Um certo dia, fui a Hong Kong. Ao regressar nessa noite ao programa, improvisei sobre o nacionalismo das gentes de Macau que encontrei a fazer compras na vizinha colónia, falei dos passeios largos, de calçadas à portuguesa, e de outras coisas, quando o então Secretário do Governador (Gonçalo César de Sá, mais tarde, seria meu chefe e diretor da Lusa no Pacífico com sede no Japão) me telefona aflito por suspeitar que eu descobrira uma das maroscas das Obras Públicas.

Ele entendera, na minha sátira que eu tinha descoberto que os projetos aprovados pelas Obras Públicas aceitavam os prédios com uma determinada cércea, mas depois os donos das obras e os fiscais ganhavam milhões quando prolongavam a cércea, a partir do primeiro andar até ao limite exterior do passeio…ora bem, isto em prédios de 15 andares ou mais, ao preço do metro cúbico em Macau, era uma verdadeira mina de ouro que iriam cobrar a mais aos potenciais compradores.

Esta a história inventada que – afinal – era real…

Todos suspeitavam e insinuavam que eu estava por detrás das notícias, mas ninguém o podia provar, era óbvio que depois de aqueles dois estarem em Macau surgiam logo reportagens escaldantes, e como ficavam em minha casa, dois e dois facilmente somados eram quatro. Claro que sempre sustentei que ambos eram meus amigos e jornalistas e, que ficavam em minha casa, mas tinham as suas fontes locais até porque o Nick era fluente em cantonense pois vivia em Hong Kong desde bastante jovem. Assim se transmitiram muitas notícias que a censura local e o poder discricionário do governador de Macau tentavam silenciar. Tempos loucos de pouco dormir e muito trabalhar e folgar (Nota do Autor: folgar não significa fazer folgas, mas sim comprazer-se, divertir-se, tomar parte em folguedos).

mortandade no Canadá: School Shooting : Suspect Dead,

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The Tumbler Ridge mass shooting is one of the deadliest in Canada’s history. Follow Newsweek’s latest updates.

Source: Canada School Shooting Live Updates: Suspect Dead, Mark Carney Cancels Trip

Chega adicionou chuva falsa a um vídeo de Ventura para parecer que chovia “torrencialmente”

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É verdade que estava a chover quando André Ventura carregou águas e leites para ajudar populações afetadas pela tempestade Kristin, mas não tanto como um vídeo publicado pelo Chega queria fazer parecer. Foi adicionada chuva falsa, para responder a quem questionou que estivesse a chover “torrencialmente”. Numa publicação no Instagram, a 4 de fevereiro, a advogada Inês Rogeiro questionou-se se estaria “a ficar maluca” depois de ter reparado numa alegada manipulação digital num vídeo partilhado pelo Chega em resposta a um comentário de Maria Castelo Branco, na RTP Notícias. “Vou mostrar aqui uma série de coisas para que vocês me

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a Lomba da Maia ganhou juízo nesta 2ª volta

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https://blog.lusofonias.net/wp-content/uploads/2026/02/Presidenciais-2026_-Resultados-em-Portugal-por-distrito-concelho-e-freguesia-SIC-Noticias2.pdf

nunca deveria ter chegado a uma segunda volta

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8 fevº

 

Pelas 10:30 deste dia solarengo e menos frio, mas ainda muito ventoso, cumpri o meu direito e dever. As meninas da mesa de voto disseram que havia muitos menos votantes do que na última eleição. Juro que tive mesmo vontade de riscar o nome do outro candidato, que nunca deveria ter chegado a uma segunda volta. Mas sei, pelo que a História me ensinou, que é só uma questão de tempo até ele ficar em primeiro lugar. A humanidade, ao longo de milhões de anos, nunca aprendeu e continua a repetir, ciclicamente, os mesmos erros. Só falta nomear o cavalo de Calígula como deputado! Cerca de 17 freguesias de oito municípios adiaram a segunda volta das eleições para o próximo dia 15, e cerca de 37 mil eleitores só vão exercer o direito de voto na próxima semana.

A tempestade Marta seguiu para Marrocos e Rif, onde já causou inúmeros estragos. Em Marrocos, as cheias já obrigaram à evacuação de 140 mil pessoas das zonas de risco. Em Portugal, evacuaram as pessoas apenas depois, quando já estavam isoladas, sem meios de acesso. Nos últimos dias, a chuva aumentou em mais de 200% em relação ao ano passado.

Em Portugal, enquanto os danos (muitos milhares de milhões) não se calculam, seria altura de relembrar o que o saudoso arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles nos alertava sobre a erosão da orla costeira. Pouco ou nada foi feito e as praias continuam a desaparecer, com ou sem temporais como estes. A costa continua a regredir, por mais areia que lhe deitemos, ou por mais enrocamentos ou paredões que se construam, mas, em nome do turismo, continuam-se a deitar fora milhões de euros para preservar o que vai ser destruído no próximo temporal e com a lenta subida do nível das águas.

Em todo o território continental, na noite de sábado, 167 mil clientes estavam sem eletricidade. Na manhã do mesmo dia eram “apenas” 63 mil. A depressão Marta agravou a situação de abastecimento de energia em Portugal, deixando mais de 100 mil pessoas sem luz só no dia de ontem. A estes, juntam-se os 63 mil que já estavam nessa condição, na manhã de sábado.

Os mais afetados são clientes da zona afetada pela depressão Kristin (que derrubou uma centena de postes de eletricidade, já na semana passada). Nessa zona, havia 56 mil clientes sem luz ao início do dia. Mas às 19:30, com a depressão Marta, o número de clientes sem luz era de 124 mil na zona da depressão Kristin (distritos de Leiria, Santarém, Castelo Branco e Coimbra, maioritariamente).

A falta de comunicação e as dificuldades de mobilidade foram as principais razões para que os eventos fossem inicialmente ignorados: o inveterado centralismo das grandes cidades não permitiu que os media, produtores de informação, se lançassem imediatamente no terreno para conhecer os efeitos da catástrofe e fazer ver aos responsáveis a desgraça que tinha ocorrido no “interior”. O país a soçobrar e não se dava conta disso nos gabinetes do poder. Lisboa é capital, o resto é paisagem.

No meio dos temporais, a E-Redes, a rede chinesa, deu as boas novas aos acionistas. Chegou a hora dos portugueses serem solidários com a E-Redes e continuarem a pagar a conta da luz bem puxadinha; não se preocupem, pois ela vai incorporar os prejuízos provocados pela tempestade Kristin aos custos da eletricidade. Se estiveram vários dias sem luz, com casas danificadas e prejuízos reais, não terão descontos, mas irão pagar uma taxa maior na fatura: lucros garantidos pelo Estado à empresa, sacrifícios distribuídos pelos consumidores portugueses, lucros a partilhar com os acionistas.

O mesmo aumento nas faturas se deve esperar dos fornecedores de água e gás, depois, serão os transportes a encarecer, os seguros, a saúde, a própria educação por causa dos danos causados nas escolas, e todos aqueles que podem beneficiar da desgraça alheia, produtores de fruta e vegetais, de gado e os que terão de aumentar as suas importações do estrangeiro, numa roda viva sem parar, limpando todos os excessos que o PIB pudesse ter nos próximos anos. Isto implicará novas subidas de impostos, novos escalões de IRS, mais uma vez apertar o cinto, que a época é de crise e alguém terá de pagar a fatura (quem? Os consumidores, os utentes).

De tragédia em tragédia, isto começa a lembrar a história da velha Grécia, mas precisamos manter a mente limpa, dentro dos parâmetros da decência e da moral que existiam até há pouco, sem nos deixar afetar por perversões, desvios e abusos que retratam, na realidade virtual, o inferno dos cristãos. Não podemos deixar que isso nos afete; sabemos que a impunidade tudo lava; sempre foi assim e continuará assim, por mais que não queiramos, por mais que esperneemos de raiva e impotência.

No fundo, uma das leis inelutáveis do universo. O preço da impunidade: “Epstein não estava a vender o corpo das raparigas, mas a experiência da impunidade. O produto final não era o ato sexual, mas sim a garantia de que não haveria consequências.”A comparação que está a ser feita entre o filme Salò, de Pasolini, e os arquivos de Epstein não é uma metáfora. Pasolini revelou a lógica íntima do poder nu, a mesma que os papéis de Epstein expõem de forma crua. Salò não fala do fascismo histórico, mas sim de uma possibilidade permanente do capitalismo.

Não se trata de “loucura” ou “perversão individual”. Trata-se da racionalidade instrumental do poder quando emancipado de todos os limites éticos. Epstein não era um sádico isolado, mas sim o gestor de um território onde as elites capitalistas criaram um espaço experimental livre de toda a lei humana. Lá, a acumulação de capital traduz-se na impunidade sobre corpos feminizados e empobrecidos. Mas o poder não é omnipotente. Tem fissuras. Onde há testemunho, há uma lacuna no poder. Onde há memória, há a possibilidade de justiça. Epstein não é um caso; é a face mais repugnante dum sistema que precisa ser destruído antes que destrua tudo. Queime o que tem de ser queimado. A fonte original em espanhol foi apagada: https://belib.org/pensamiento-yagé.

Mas se quer más notícias aqui vão: sabia que existe uma rede social para robôs??? A Moltbook é feita para que apenas IA publique e interaja; nós, humanos, só podemos assistir. Utiliza um sistema de execução de tarefas, diferente dos chatbots aos quais estamos acostumados. Uma Rede Social de Robôs é uma forma de Aprendizagem de Máquina para Inteligências Artificiais, que sempre aprendem a cada interação com humanos! Com essa rede, robôs vão aprender mais com outros e melhorar as suas habilidades! O curioso é que mais de 20% dos “posts” são hostis aos humanos. Uma entidade que tem muita informação tende a eliminar aquilo que ela considera perigoso, neste caso, os humanos. E têm razão!