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José Soares Prepotências e caciquismos

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Transparência José Soares

 

Prepotências e caciquismos

 

 

Há quem diga que as maiorias absolutas em governos, não deviam existir em Democracia, já que este facto despoleta sempre pretensões para tiques ditatoriais. É uma opinião com a qual não concordo, já que o povo é quem decide.

No meio século de vida politicamente livre em Portugal, na Madeira e nos Açores, poderemos afirmar sem receio, que o sistema democrático está seguro, embora longe de ser eterno.

Como em muitos outros países, a febre do poder tem tido temperaturas altas nas cabeças de alguns políticos menos democratas. Com a noção de que a maioria absoluta lhes serve de escudo defensivo contra tudo e todos, arrotam discursos evasivos, cheios de nada, para com isso ganharem alguns segundos de fama ou mostrarem “quem realmente manda” no desmando cada vez maior que varre o país.

O Partido Socialista português obteve uma maioria absoluta para governar estruturalmente Portugal. O Povo deu-lhe um cheque em branco para fazer mudanças de fundo há muito exigidas. Criaram-se as condições básicas para que Portugal fosse governado a sério, com a coragem, liderança e competência que o país merece.

A essa necessária maioria política, junta-se um caudal de milhões de euros num plano de ajuda europeu nunca até aqui alcançado. Chamam-lhe PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, um programa de aplicação nacional, com um período de execução até 2026, que visa implementar um conjunto de reformas e investimentos destinados a repor o crescimento económico sustentado, após a pandemia, reforçando o objetivo de convergência com a Europa, ao longo da próxima década. Este instrumento contém o Mecanismo de Recuperação e Resiliência onde se enquadra o PRR, um plano de investimentos para todos os portugueses (e não para os partidos políticos), assente em três dimensões estruturantes: Resiliência; Transição Climática; Transição Digital.

Com uma oportunidade única de retirar o país da retaguarda europeia, o governo maioritário do partido socialista português, limita-se a entrar por estranhos caminhos ideológicos e batalhas de retórica e flagrantes mentiras que nenhum cidadão compreende. O primeiro-ministro António Costa ganha todas as lotarias das inverdades perante as câmaras televisivas, já estafadas de tanta conversa vã.

Valendo-se dessa maioria absoluta, prefere entrar em perseguições e vinganças partidárias, abusos de poder por muitos dos seus membros. Um governo com cada vez mais arguidos no seu seio e uma completa insatisfação popular, bem como arrependimento pela maioria absoluta dada em vão a este PS. O primeiro-ministro António Costa vai até ao descaramento de dizer que os portugueses não estão interessados em saber quem rouba mais ou menos, mas sim sobre a inflação, como se qualquer partido estivesse, de facto, interessado nos portugueses…!

O Povo não vai esquecer nem tão cedo que o inquérito parlamentar à TAP pariu um rato. Mais um para o Largo do Rato.

Apesar de todos os abusos cometidos, não há demissões (ninguém desiste da teta) e as indecências podem continuar. A comissão parlamentar foi uma farsa presidida por um socialista de escolhida aparência honesta e o relatório foi escrito a mando do PS e por conseguinte, sabendo antecipadamente que teria a maioria para votar a favor dos mais ambíguos resultados que dele saíssem. Mais estes milhares de euros queimados durante semanas, para delírio partidário.

Foram mais umas toneladas de areia atiradas aos olhos do país.

 

1962 sobre naufrágios nas Ilhas das Flores e Corvo

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Artigo de Jacob Tomaz, n’0 Telégrafo de 2 de Setembro de 1962, sobre a barca Modena.
Alguns apontamentos sobre naufrágios nas Ilhas das Flores e Corvo
(Jacob Tomaz, n’0 Telégrafo de 2 de Setembro de 1962)
Desde que se procedeu ao povoamento dos Açores, estas Ilhas começaram a ser visitadas por barcos de diversas nacionalidades nomeadamente espanhois, ingleses e argelinos e a partir daí essas visitas mais e mais se foram intensificando. Nos alvores do século XIX a frota baleeira de New Bedford invade estes mares bem como a marinha mercante inglesa que já no século XVIII, quanto às Flores, traficara de diversas formas. Depois tudo se vai normalizando até ficar reduzido ao seu estado actual.
Com a descoberta do Caminho Marítimo para a India e depois o comércio estabelecido entre aquele continente e o Reino de Portugal, os Açores passam a ser passagem obrigatória para as nossas naus e para toda a navegação interessada nas riquezas do Oriente. Simultâneamente os navios piratas de diversas nacionalidades infestam estes mares e as populações passam a viver suspensas do terror das pilhagens.
E quando se iniciam as navegações entre a Europa e a América do Norte e Central e mesmo com o Brasil, as Flores deve ter sido, entre as Ilhas dos Açores, uma das que mais navios via demandar as suas costas, quer para fornecer refresco, quer para receber destroços, quer ainda para ser vítima de numerosas pilhagens e massacres. E naus da India por aqui passaram também….
A dura luta travada entre florentinos e piratas deixou longa História na tradição oral e na toponimia, influindo assinaladamente sobre a localização de povoações e até sobre a forma e disposição arquitectónicas das moradias. Até nos registos de óbitos da época (os mais antigos são do século XVII) algum padre mais comovido ou minucioso deixou confirmação de alguma coisa do que acima se diz. Faltam porém as melhores fontes coevas de informação já que os arquivos desta Ilha estiveram igualmente sujeitos – mesmo em pleno século XX – a piratarias e vandalismos de outra espécie.
Quantos dramas se não viveram? A quantos naufrágios se não assistiu? Embora nenhuma tentativa séria se tenha feito ainda no sentido de relatar esse aspecto da nossa heróica história de Ilhéus durante essas largas décadas de colonização e fixação é mais que certo que nunca esse relato poderá ser completo. No entanto muito se poderia fazer ainda. Melhor diria muito se poderia fazer já. Descortina-se até, por de trás de tudo isso, a estruturação de características que hoje o açoriano mantém, vincadamente.
Datam do século XVII os primeiros naufrágios longamente relatados, ocorridos nas Ilhas das Flores e Corvo. Do princípio do século XVIII também existe o relato em pormenor de um que, pelas promessas feitas por dois dos seus passageiros, nobres espanhois, iria ter poderoso reflexo no enriquecimento do património artístico do convento de S. Boaventura, daí transitando parcialmente para outras igrejas da Ilha. Trata-se de alguns exemplares da magnífica escultura religiosa espanhola do fim do século XVII. Infelizmente, tal como aconteceu aos arquivos das Flores, mesmo em pleno século XX tivemos de assistir ao massacre de algumas dessas joias artísticas.
Também no século XVII, a passagem de uma fragata dinamarquesa (1) por esta Ilha pode ter influido em larga medida, na evolução da sua vida social, contribuindo para que as populações se refrescassem por diversas formas, com a cultura e mentalidade dos povos daquele Reino. Este, porém, é estudo que está por fazer e do qual só existe um leve rastro difícil senão impossivel de seguir e de desbravar.
Até nossos dias e nesta Ilha das Flores, os naufrágios se têm sucedido, mais ou menos dramáticos, mais ou menos espectaculares. Destes, o mais importante foi o do vapor Slavonia ocorrido em 1909; daqueles, teremos o da barca Bedart [Bidart] ocorrido em 1915 para só falar em dois, ambos deste século.
Tudo isto vem a propósito de uma inscrição encontrada pelo sr. Celestino de Carvalho Flores, em 1960 na Fajã do Conde, Santa Cruz, a qual já deu motivo a uma interessantíssima palestra proferida aos microfones de Rádio Club dos Açores, pelo sr. Tenente Coronel José Agostinho.
Com os elementos reunidos por duas vias diferentes (Celestino Flores e José Agostinho) se dá agora a presente notícia.
Primeiramente temos a inscrição, tal como a copiei em 10/10/1961, feita em grande bloco granítico, de forma mais ou menos cúbica, para a qual foi necessário alisar grosseira e parcialmente, uma das faces:
CAPT. W. H. LANG
[aqui reprodução de símbolo que alguns crêem maçónico]
AND 11 MEN
LANDED MAY 5 73 (2)
FROM BARK MODENA
OF BOSTON MASS.
FOUDERD [FOUNDERD] APRIL 22
Modena – era uma barca americana, construída em Duxbury, Mass. em 1851. Tinha 206 toneladas e eram seus proprietários em 1873 Rideout e Roberts, de Boston (3).
Em 9 de Março de 1873 chegou a Bermuda, vinda da Serra Leôa e a 15 de Abril partiu da Bermuda para Boston.
A 22 de Abril foi abandonada na Lat. 35° N, Long. 65° W sendo salva toda a tripulação. (4).
No Merchantil [Mercantile] Navy List, Bureau of Statistics está o seguinte registo (5):
Modena – barco [barca]
Número oficial – 16295
Sinal – HMVN (6)
Tonelagem – 175.08
No National Archives encontra-se um certificado do Registo datado de 13 3.1867 no qual se diz que Modena foi construída em Boston, tendo por armadores J. Rideout, H. O. Roberts e N. Mansfield, da qual era capitão David A. Roberts (7)
DIMENSÕES:
98,70 pés de comprimento
25,75 pés de largura
10,42 pés de «creux» (😎
Tinha uma «Square stern», proa sem ornamentações, uma ponte e 3 mastros. Do naufrágio alguém teria escapado visto que no verso do registo se encontravam as palavras «Surrendered at Faial». (9)
Não resta dúvida de que as duas informações se completam e se devem referir à mesma barca, embora exista contradição nalguns pormenores.
«Como do ponto onde a barca se afundou até às Flores medeiam 1.700 milhas, não poderia acreditar-se que o capitão Lang e os seus homens fizessem tal travessia no salva-vidas da barca e, para mais, em menos de duas semanas. O que aconteceu decerto foi a tripulação da barca Modena ter sido recolhida por um navio que passou para Oeste [Este] tendo desembarcado os náufragos na Ilha das Flores, a primeira que encontrou» (10).
(1) Até há dias só havia notícia desta ocorrência através de um oficio do comandante do Royal Norwegian Navy – Orlogs kaptein Rolf Scheen. Agora, porém, mais um elemento de poderosa sedução pude encontrar pelo que é de prosseguir na pesquisa.
(2) O algarismo 5 está gravado demasiado junto do 7 pelo que se lê, de início, 573.
(3) inf. do museu Peabody, de Salens, Mass – J. Agostinho.
(4) inf. de Mr. C. C. Cutler, tirada do New York Maritime Register – J. Agostinho.
(5) inf. do department of Armed Forces History – C. Flores.
(6) Com o M e o V deste sinal ter-se-á procurado fazer o sinal que aparece na inscrição, logo abaixo do nome do capt. W. H. Lang?
(7) inf. de Mr. M. L. Peterson – C. Flores.
(😎 idem, idem; não se traduziu a palavra francesa «Creux» que talvez signifique pontal.
(9) inf. de Mr. M. L. Peterson – C Flores.
(10) in «A União», n.º 19 866 de 20 de Fevereiro de 1962 – J. Agostinho.
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Vai estar de volta depois dos anos 80 tem 28 km a linha de comboio mais bonita de Portugal

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Os 28 quilómetros entre Pocinho e Barca d’Alva, encerrados desde 1988 na Linha do Douro, vão ser recuperados e reactivados. O anúncio foi feito pela ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, no decorrer das comemorações dos 20 anos

Source: Vai estar de volta depois dos anos 80 tem 28 km a linha de comboio mais bonita de Portugal

Alta velocidade Lisboa-Porto é rentável a partir de 25 euros por passageiro

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O valor é da Infraestruturas de Portugal, mas serão os concessionários a decidir o que fazer. O ano de 2031 é um bom ano para se antever que Lisboa e Porto ficarão sensivelmente a 1,15 horas de distância uma da outra.

Source: Alta velocidade Lisboa-Porto é rentável a partir de 25 euros por passageiro

A Triste Sina da Classe Média

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Anonymous participant

A Triste Sina da Classe Média
Muito se fala da pobreza que existe nos Açores. Essa semana voltou se à carga no Parlamento. Dizem alguns egos mais favorecidos por Deus que foi devido a um livro. Muito bem.
Que existem muitos desfavorecidos e que existem pobres, é um facto. Sempre existiram, existem e sempre existirão. Mas preocupam se com os novos pobres que começam a surgir sem darmos por isso? Vejamos então um exemplo prático:
Um casal normal, homem e mulher, sim, existem outros tipos de casais… não sei é se com as mesmas regalias contributivas, mas continuando… um homem e uma mulher, casados no papel, com dois filhos. Era para ser só um….mas no entanto, numa noite mais quente na sala de estar lá se semeou novo rebento. Compram uma casa numa das freguesias do concelho de Ponta Delgada. Ele trabalha numa empresa pública em Ponta Delgada, ela numa privada, mas colocada na Maia. Ele tem ordenado de 1500€, ela por sua vez ganha 1300€. Ambos têm um vencimento de 2800€, ou seja, para o Estado e para a sociedade, são ricos.
Como compraram casa, foram buscar à banca algum dinheiro, porque tiveram sorte de terem algum para a entrada inicial sem recorrer a mais um empréstimo pessoal, bela hora em que aquele tio distante morreu sem herdeiros. Pagavam inicialmente 400€ mensalmente à Caixa. Ou seja, passam a ter menos 450€ mensais porque tem também um seguro da casa que lhe levam mais 50€.
Como têm de se deslocar ao trabalho, adquiriram um Renault Clio de 2008,quem o usa é a mulher para ir para a Maia, ele conseguiu boleira com um vizinho que o leva para o centro da cidade e deixa os seus dois miúdos na escola porque, por sorte estudam no mesmo estabelecimento de ensino.
Mas o carrinho tem de se pagar e até conseguiram no fazer por uns simples 90€ la numa daquelas financeiras online. Também tem a juntar 15€ do seguro do carro e cerca de 80€ de combustível, mais 185€.
635€ para casa e carro. Do ordenado dela, sobra 665€. Ainda é bastante. Mas, como a casa fui assaltada uma vez, resolveram por um alarme que lhes custa 40€, têm a TVcabo com assinatura mais simples de 30€ com Wi-Fi em casa porque ela tem de trabalhar com computador e ter reuniões via zoom. Tem assinatura da Vodafone por 15€. São menos 85€. Passa a 580€. De agua e luz são 100€, não tiveram posses para colocar uns painéis solares na altura.
Paga também 600€ anuais de livros escolares que dividido por mês junat se mais 50€. Fica 430€. O gás ronda os 30€. O restante dos 400 fica para o cabaz mensal.
O marido que ganha 1500, tem também telemóvel e gasta 20€. Como não almoça, compra umas barras proteínas ou uma sandes que lhe custa uns 2.5€. Água ainda consegue beber de graça no trabalho. Dos 450€ do empréstimo da casa, viu se agora com um aumento de 350€, pagando agora 800€. Agora tem um ordenado de cerca de 1000€. Como também tem de vestir se e arrumar se bem porque faz atendimento ao público também gasta uma média de 50€.
Os filhos também têm de vestir. Tem a sorte de os filhos almoçarem na casa da avó, já lhe poupando almoço. O filho mais velho a tirar um curso cá, tiveram sorte em poupar um alojamento no continente. Mas ainda sai cerca de 75€ por mês a universidade.
Com mais alguma coisa imprevista fora do orçamento, este casal resta lhe uns 500€. Mas, têm de poupar porque como para o Estado são ricos, vão pagar de IRS uns 600€ no mês de Agosto.
Onde está a ajuda para a classe média. Esta classe vai empobrecendo de legislatura em legislatura. Paga impostos, paga rendas, paga taxas e mais taxinhas. Não tem apoio à habitação. E outros andam por aí com rendimentos mínimos de mais de 1000€. Não pagam habitação, têm trabalhos paralelos sem pagar ao Estado. Têm carros, até existem alguns que alugam quartos. Os filhos têm direito a manuais escolares, alimentação e ainda recebem IRS. Haja rigor. Haja fiscalização. Haja coragem de mudar essas políticas que em nada abonam ao desenvolvimento de uma sociedade.
Abel Moreira
Julho do Ano da Graça de 2023
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Carmo Silva

Tirando as despesas fixas de habitação 800€ e carro 100€ dá 1900€ mensais para viver
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Governo timorense vai avaliar custos de expansão de escolas luso-timorenses CAFE

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Governo timorense vai avaliar custos de expansão de escolas luso-timorenses CAFE
Díli, 13 jul 2023 (Lusa) – O novo Governo timorense vai realizar estudos e avaliações de custos para a expansão do projeto de escolas CAFE, apoiadas por Portugal e Timor-Leste, aos postos administrativos do país, segundo o programa que será entregue hoje no parlamento.
O documento, a que a Lusa teve acesso, refere-se ao compromisso de ampliar os Centros de Aprendizagem e Formação Escolar (CAFE) a todos os postos administrativos no país, iniciativa que tem vindo a ser debatida há vários anos em Timor-Leste.
Neste contexto, e entre outras medidas, o Governo compromete-se a “proceder aos estudos e à avaliação financeira necessária para iniciar o processo”, como medida para “promover um mais amplo conhecimento da língua portuguesa, através de qualificação de professores timorenses”.
O compromisso verte uma promessa deixada pelo primeiro-ministro, Xanana Gusmão, no seu discurso de tomada de posse, em que se refere ao “problema permanente” que é a falta de domínio da língua portuguesa por muitos timorenses.
Em março, o anterior Governo timorense e Portugal assinaram um protocolo que reforça e amplia, numa primeira fase ao município de Ataúro, o projeto das 13 escolas onde lecionam professores portugueses e timorenses.
Entre outros objetivos para o setor educativo, o Governo quer ainda que aos 6 anos “todas as crianças tenham acesso ao Ensino Básico de qualidade, com a aquisição de sólidas competências matemáticas e de literacia nas línguas oficiais (tétum e português), e competências básicas na língua inglesa, enquanto língua estrangeira”.
Compromete-se ainda a garantir que “100% dos professores do ensino secundário geral tenham a qualificação mínima exigida por lei, através da continuação da formação contínua de professores nos currículos e programas de orientação pedagógicas e utilização da língua portuguesa como meio de ensino”.
O programa refere-se ainda, no que toca à língua portuguesa, à situação no setor da justiça, onde entre os principais desafios o Governo nota que “uma parte dos profissionais no setor da Justiça não domina o sistema legal inspirado no modelo português, nem mesmo o domínio pleno da língua portuguesa, essencial para uma boa interpretação e aplicação das leis”.
“Esta situação cria uma dependência total e absurda aos documentos jurídicos, escritos por juristas estrangeiros, que, na maioria das vezes, não interpreta a realidade fazendo apenas recurso à linguagem jurídica, em português, que os atores de justiça timorenses nem entendem, levando-os a tomar, quase sempre, decisões erradas”, sustenta.
Notando que a “fragilidade do sistema de justiça pode pôr em causa a própria construção do Estado e o desenvolvimento económico e social da nação”, o Governo compromete-se a levar a cabo “uma reforma profunda a esta instituição, o que levará tempo, dada a sua complexidade”.
“Acreditamos que a cooperação institucional, num processo que seja inclusivo, e uma apropriação pelos decisores nacionais, poderão contribuir para a solução deste desafio, ou seja, para a consolidação de um sistema de Justiça eficaz, onde os processos, através dos quais ela é aplicada sejam céleres, equilibrados, confiáveis, independentes e justos”, sublinha.
ASP // VM
Lusa/Fim
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Lito da Cunha

Fazem como querem depois veremos, nao é so criticar depois encher os bolsos de corrupçao.Abraços
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O BURLÃO FOI APANHADO

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Homem apresentou falsos comprovativos de transferências bancárias para burlar alojamentos locais e rent-a-car na ilha de São Miguel
Um Colectivo de Juízes do Tribunal de Ponta Delgada vai julgar um caso que, à falta de melhor expressão, se pode caracterizar como ‘pouco habitual’. Falsificação ou contrafacção de documentos; burla simples; burla para obtenção de alimentos, bebidas ou serviços e furto simples são os crimes de que vem acusado um homem de 46 anos de idade, residente na Fajã de Baixo. Em causa estarão algumas estadias em alojamentos locais (AL) e até o aluguer de uma viatura numa rent-a-car da ilha de São Miguel que acabaram por nunca ser pagos. Mas como conseguiu este indivíduo enganar e, até este julgamento, escapar incólume a estes crimes?
Para responder a essa pergunta é necessário recuar até ao dia 1 de Junho de 2021. Nessa data, um proprietário de um alojamento local na freguesia de Santa Cruz, concelho da Lagoa, dirigiu-se à Esquadra da PSP para apresentar uma queixa. O proprietário do alojamento local explicou que tinha acordado com o arguido, através de plataformas electrónicas, que este último pagaria 285 euros por uma estadia de 7 noites (entre 27 de Maio e 2 de Junho). O arguido até lhe terá enviado um comprovativo de transferência bancária mas, como no dia 1 de Junho, o montante acordado ainda não tinha entrado na conta do proprietário do AL, este decidiu dirigir-se até à habitação para se inteirar da situação. Quando lá chegou, percebeu que o homem de 46 anos já não se encontrava hospedado no local e lhe tinha furtado uma guitarra eléctrica, um violino eléctrico, uma viola, uma powerline, uma máquina de escrever e ainda dois candeeiros a petróleo. O queixoso demonstrava ainda preocupação pelo facto de o arguido ter ficado com a chave da habitação, temendo por isso, que este regressasse ao local.
Após realizar uma busca à sua base de dados, a PSP percebeu que já pendiam sobre este homem mais de 20 processos em que este teria utilizado a mesma metodologia noutros locais da ilha de São Miguel.
De acordo com a acusação do Ministério Público, o arguido terá permanecido neste alojamento local da Lagoa apenas dois dias, já que ao terceiro dia, o proprietário iria perceber que o dinheiro da transferência não tinha ‘caído’ na sua conta bancária. Também caricato neste caso, é o facto de o homem de 46 anos ter pedido ao ofendido que este lhe arranjasse uma boleia de Ponta Delgada para a Lagoa, algo que acabou mesmo por suceder.
No decurso de uma investigação realizada pela PSP da Lagoa e após interrogar o suspeito, foi possível perceber que este terá vendido os bens furtados a um proprietário de um estabelecimento de restauração na cidade da Lagoa por 25 euros. O dinheiro desta transacção foi depois utilizado para a compra de droga. O homem que lhe comprou os bens furtados, de 53 anos, irá também responder em Tribunal por esse crime.
A Acusação refere que o arguido terá conseguido enganar o ofendido, apresentando uma cópia de uma transferência bancária antiga. No processo, consultado pelo Correio dos Açores, é igualmente referido que o arguido “é já conhecido” da polícia e é alguém que faz dos furtos e dos crimes de burla “um modo de vida”.
Mais burlas a alojamentos locais
Para além dos factos acima descritos, acabaram por ser apensados a este processo mais alguns crimes alegadamente praticados por este homem de 46 anos de idade. Um deles ocorreu a 8 de Abril de 2021, quando este abasteceu o carro que conduzia com 58,65 euros em combustível e fugiu do posto de abastecimento sem pagar. Mas regressando aos crimes contra os alojamentos locais, constam ainda da Acusação do Ministério Público outros episódios. O primeiro deles data de 21 de Maio de 2021. Nesse dia, o arguido deu entrada num AL localizado na cidade de Ponta Delgada. A estadia seria por 5 dias a troco de 420 euros e mais um facto curioso em todo este processo; no falso comprovativo de transferência enviado pelo arguido constavam 20 euros mais. Alertado para esse pormenor, o homem terá ainda dito ao proprietário deste AL que não haveria qualquer problema e que esse montante ficaria como pagamento extra. Na data em que deu entrada neste alojamento local, o arguido não apresentou a sua identificação, tendo o proprietário suspeitado ainda pelo facto de o homem não trazer qualquer tipo de bagagem. Após ter contactado a sua entidade bancária e percebido que não havia qualquer transferência do arguido, ainda tentou contactar o suspeito que nunca respondeu a qualquer mail ou mensagens enviadas. O homem de 46 anos conseguiu abandonar o local sem ser detectado e, para além de ter deixado um prejuízo de 420 euros, consumiu ainda várias bebidas do bar do quarto em que ficou hospedado num valor estimando de 40 euros.
Alguns dias mais tarde, concretamente a 18 de Junho, o arguido voltou a utilizar o mesmo método para burlar um outro alojamento em Ponta Delgada. A reserva para duas pessoas, pelo período de 3 noites e com um custo acordado de 351 euros, acabou por ser usufruída mas voltou a nunca ser paga. O arguido abandonou o local passados dois dias e nunca regressou.
Rent-a-car enganada
Não terão sido apenas AL’s as únicas vitimas das burlas deste arguido. A 11 de Dezembro de 2022, um dos proprietários de uma rent-a-car na ilha de São Miguel apresentou procedimento criminal contra este homem. O carro, Opel Corsa, arrendado por 320 euros, deveria ter sido devolvido à rent-a-car nesse mesmo dia mas o homem acabou por não o fazer. Antes disso, a rent-a-car ainda tinha tentado, quando deu conta que o valor acordado não tinha sido efectivamente transferido, contactar o arguido mas sem sucesso. Dois dias mais tarde, um elemento da PSP que se encontrava em patrulha nos Fenais da Ajuda localizou a viatura estacionada. O carro acabou por ser apreendido e transportado para uma esquadra próxima.
Luís Lobão, Correio dos Açores
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Joao Francisco Ferreira

Bela forma.de dar a volta ao mundo, dois em dois dias saltando de cidade para cidade.
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MEMÓRIA FURNAS

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No photo description available.

1950s, Furnas, Ilha de São Miguel
● A fachada principal com colaboradores da “Água da Helena” nas Furnas na década de 50 do Século passado
“Na última década do século XIX, na ilha de São Miguel, algumas nascentes frias de água mineral, com interesse económico, turístico e regional, começaram a ser aproveitadas por indústrias de águas engarrafadas: no Maciço do Fogo, explorou-se a Água das Lombadas (1895) (Ribeira Grande) e no Maciço das Furnas, a Água do Alcântara (1899), Serra do Trigo (1899-1980), Água da Helena (1951), Gloria Patri (1994) e Magnificat.”
Foto de autor desconhecido partilhada por Gilberta Carvalho; Texto in SIARAM

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Mysterious insect dubbed ‘creature from hell’ found in Western Australia finally identified | Daily Mail Online

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A frightening mystery insect dubbed the ‘creature from hell’ that shocked the world has finally been identified after shocking video emerged.

Source: Mysterious insect dubbed ‘creature from hell’ found in Western Australia finally identified | Daily Mail Online

GREENPEACE, ASSASSINADO FOTÓGRAFO PORTUGUÊS HÁ 38 ANOS

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Faz hoje 38 anos
Fernando Pereira, ativista da Greenpeace e vítima mortal do terrorismo de Estado
Em 10 de Julho de 1985 o fotógrafo português Fernando Pereira foi assassinado pelos serviços secretos franceses num atentado bombista contra o navio Rainbow Warrior da organização ecologista GreenPeace.
A filha de Fernando Pereira, fotógrafo da Greenpeace, recorda o pai
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A última tremoceira de Mouçós – A Voz de Trás-os-Montes

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Maria Áurea tem 66 anos e é tremoceira há 30. Quando começou ainda havia muitas, atualmente, é a única tremoceira de Mouçós. A VTM foi conhecer a sua história e perceber um pouco desta arte, feita, nos dias de hoje, à moda antiga Maria Áurea tem 66 anos e é tremoceira há 30. Quando começou ainda havia muitas, atualmente, é a única tremoceira de Mouçós. A VTM foi conhecer a sua história e perceber um pouco desta arte, feita, nos dias de hoje, à moda antiga

Source: A última tremoceira de Mouçós – A Voz de Trás-os-Montes