há mais de cem anos que as flores são um tormento

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“Visitada mensalmente pelo vapor da carreira insulana, que, em muitas occasiões, apenas consegue lançar em terra as malas sem poder descarregar os generos de primeira necessidade que conduz, com grave prejuizo dos habitantes, e por alguns navios que fazem commercio entre os Açôres e os Estados Unidos, sem comtudo encontrarem um porto seguro de descarga; esta ilha [das Flores] pode bem dizer-se abandonada aos seus proprios recursos e julgada insusceptivel d’outra exploração que não seja a da emigração para a America, que ameaça despovoal-a roubando aos trabalhos do campo seus melhores braços.”
“Glórias e Primores de Portugal” , 10 Junho de 1891.
Guilherme Read Cabral, Commendador da ordem de Christo e Cavalleiro da Torre e Espada, para a sua Alteza Real o Senhor D. Carlos.
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OS PRETOS DA EUROPA

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QUEM ESQUECEU O TEMPO EM QUE OS PORTUGUESES ERAM OS “PRETOS” DA EUROPA?
“No tempo em que os portugueses eram os “pretos” da Europa, os pobres, os que limpavam a merda dos franceses e dos outros europeus ricos, os que construíam as cidades, os que trabalhavam nas fábricas, faziam os 3 turnos, moravam em bairros de lata, os “bidonvilles” imundos onde, segundo contavam em minha casa, e eu lembro-me, nem a polícia entrava, ou em “foyers” – e esta palavra intrigava-me – só homens, muitos no mesmo quarto, um esperava que o outro se levantasse para poder deitar-se, alguns morriam intoxicados pela salamandra avariada – le pöelle – sim, eu lembro-me de ouvir contar, nesse tempo em que nós éramos “os outros”, os escuros e feios, os mal vestidos, os olhados de lado se falávamos a nossa língua em voz alta, os miseráveis, os que assavam sardinhas nas varandas para nojo dos nativos, nesse tempo éramos nós as vítimas de xenofobia, de racismo, vindos de um país em ditadura.
Agora não, agora somos todos ricos e bem nascidos, agora olhamos com desconfiança para os que vêm trabalhar para o nosso país. Agora acusamos os outros de virem roubar o nosso trabalho, de virem sujar as nossas ruas, de dormirem às dezenas em quartos, agora os racistas somos nós.
Na foto, eu, criança, em França, filha de gente que ajudou a construir aquele país.
Eu, filha da emigração, acuso!
Este país não precisa de uma limpeza, como se lê no hediondo cartaz daquela choldra, este país precisa de memória”.
MARIA ESTEVES, professora, filha de emigrantes em França.
Fotos: Maria Esteves quando criança, em França;
portugueses num bidonville dos anos 60, fotografia de Gérald Bloncourt. Sec. 20.
____________________________
Repartilho e agradeço à querida e sempre lúcida Elisa Costa Pinto, que muito bem lembra as palavras e imagens certeiras da Maria, e alerta: “para que a memória não se apague neste país desmemoriado.”
Somos, assim, Maria, Elisa e eu, professoras em rede, em serviços máximos pela democracia. E vocês?
Sec. 21.
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Afinal, Ponte de Lima não é a vila mais antiga de Portugal

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Apesar da fama de Ponte de Lima, há quem defenda que o título de vila mais antiga de Portugal é destinado a outra vila, S. João da Pesqueira.

Source: Afinal, Ponte de Lima não é a vila mais antiga de Portugal

PORTUGUESES NA TAILAndia / sião

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[FORUM ELOS] A Portugalidade – os Protuket da Tailândia por Miguel Castelo Branco

From:

Margarida Castro <margaridadsc@yahoo.com>

Date:

24/01/2023, 3:12 pm

 

[FORUM ELOS]

Miguel Castelo Branco, autor

A Portugalidade – os Protuket da Tailândia

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Alguns amigos, movidos pela curiosidade, pedem-me que os esclareça sobre os Protuket [comunidade católica] da Tailândia, pelo que da Introdução ao texto agora saído em formato e-book e que muito em breve conhecerá edição tipográfica, retiro o seguinte parágrafo.
«Desde inícios de 2008, frequentei com assiduidade os bairros católicos de Banguecoque, sobretudo o Bairro da Conceição, em Samsen, onde nasceu a atual capital tailandesa. Ali, quase se poderia ouvir o eco das memórias das gerações que fizeram a guerra pelo Sião, desde os tempos de Ayutthaya às campanhas na península de Malaca, batalhas contra os vietnamitas pelo domínio do Camboja ou contra os irrequietos birmaneses. No cemitério da comunidade, por várias vezes me sentei perto do túmulo de Phraya Wisset Songkram, ou antes, Pascoal Ribeiro de Albergaria, que atingiu a mais alta posição no Tahan Khlang – exército de primeira linha – entre 1824 e finais da década de 1850. Ali estão campas de militares, mas também de diplomatas, de administradores e de funcionários da Coroa em cujas mãos residiu, durante quase um século, a sorte do Sião nos tempos difíceis em que o país, cercado por agressivas potências imperialistas, corria de sobressalto em sobressalto para impedir a absorção no Raj britânico ou na Indochina francesa. Os habitantes mais categorizados dessa comunidade ainda são, todos sem exceção, funcionários do Estado e perseveram nas qualidades que fizeram dos seus antepassados objeto do interesse dos reis. São médicos, oficiais da Armada, professores universitários, funcionários superiores do Ministério dos Negócios Estrangeiros, diretores de serviço, chefes de divisão, diretores de empresas públicas e outros serviços do Estado. Percorrendo as vielas da aldeia – solo inalienável da Igreja – fui deparando a cada passo com marcas dessa afirmação de soberania católica. Em cada casa, orgulhosos e públicos, encontramos o nome da família que a habita e um crucifixo. Flores à janela, azulejos, ou um rosário pendendo na porta assinalam que ali há um eco do Portugal distante. É um velho mundo, um bandel em plena capital da Tailândia. Ali respira-se um catolicismo militante. Toda a comunidade, estimada em 700 pessoas distribuídas por 130 famílias, vive para si, casa entre si, transmite memórias e mitos familiares. Falam com naturalidade de um bisavô diplomata, de um tetravô general, de um remoto antepassado que fora servidor no palácio. Por eles passou, durante muitas décadas, a intermediação entre os europeus que ao Sião chegavam e as autoridades locais. Foram intérpretes, responsáveis portuários, comandantes da marinha, remadores das barcas reais, secretários do Rei e do Uparat, serviram o Phra Khlang e, depois, com o advento do Estado moderno e burocrático, sobreviveram graças à inteligência, lealdade à Coroa e reputação impoluta.»
MCB – Relações entre Portugal e o Sião: 1782 ‑1939, p. 16.
Imagem: Phraya Wisset Songkram, ou antes, Pascoal Ribeiro de Albergaria, brigadeiro de Artilharia e chefe da comunidade protuket do Sião entre as décadas de 1840 e 1870.

 

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O atlas do cartógrafo português Cantino

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Em 1502, Cantino, um cartógrafo português elaborou um inovador planisfério no qual representou os descobrimentos de marinheiros portugueses e espanhóis na América, África e Ásia.

Source: O atlas do cartógrafo português Cantino

″Para os romanos, a Península Ibérica era uma terra de grande fascínio, de cujo subsolo se dizia brotar ouro″

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Trinidad Nogales fala de como a cultura romana é essencial para entender Portugal e Espanha e da Península Ibérica como fachada Atlântica do império com capital em Roma. A diretora do Museu Nacional de Arte Romana de Mérida fala também do Festival de Teatro Clássico que a sua cidade organiza todos os anos e se inicia a 22 de julho: “A experiência de nos sentarmos num teatro romano como o de Mérida, à noite, e assistirmos à representação de uma obra é como recuarmos 2000 anos.”

Source: ″Para os romanos, a Península Ibérica era uma terra de grande fascínio, de cujo subsolo se dizia brotar ouro″

Viriato. O chefe de um ″exército tribal″ que lutou contra os romanos e tanto é herói português como espanhol

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Pouco se sabe sobre o mítico guerreiro que liderou a resistência dos lusitanos contra os invasores romanos no século II a.C

Source: Viriato. O chefe de um ″exército tribal″ que lutou contra os romanos e tanto é herói português como espanhol

as verdadeiras Portas da Cidade

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Estas eram as verdadeiras Portas da Cidade duma Cidade Soterrada por meia Dúzia de Estúpidos Salazaristas e oportunistas. está era A Veneza do Atlântico
No photo description available.

You, Roberto Y. Carreiro, Duarte Melo and 11 others

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a 1ª médica

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Na Grécia antiga, as mulheres estavam proibidas de estudar medicina durante anos até que alguém desrespeitou a proibição. Nascida em 300 AC, Agnodice cortou o seu cabelo e entrou na escola de medicina de Alexandria vestida como um homem. Um dia, quando caminhava nas ruas de Atenas, depois de já ter terminado a sua formação, ela ouviu os gritos de uma mulher em trabalho de parto. Apesar das dores intensas, a mulher não queria que Agnodice a tocasse porque julgava se tratar de um homem.Agnodice retirou as suas vestes para provar que era uma mulher sem que ninguém visse e ajudou a mulher no parto. Esta história espalhou-se entre as mulheres e todas as mulheres passaram a procurar Agnodice quando estavam doentes. Os médicos começaram a sentir inveja e acusaram Agnodice, julgando tratar-se de um homem, de seduzir as pacientes do sexo feminino. No julgamento, Agnodice provou que era uma mulher, mas foi sentenciada à morte por ter estudado medicina e a ter praticado enquanto mulher. As mulheres revoltaram-se contra a sentença, especialmente as esposas dos juízes que a condenaram à morte. Algumas afirmaram que se Agnodice morresse, morreriam também. incapazes de resistir à pressão das suas esposas e de muitas mulheres, os juízes anularam a pena de morte a Agnodice e a partir daí, as mulheres puderam praticar medicina, apenas com pacientes do sexo feminino.
Agnodice entrou para a história como a primeira médica e ginecologista grega. Este mural a retratar Agnodice no seu ofício foi descoberto em Ostia, Itália e encontra-se no “British Museum”.
May be an image of sculpture and monument

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A PRIMEIRA MÉDICA