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estou mesmo cotapois nos meus escvritos ainda uso esta riqueza de palavras que dizem que estão em desuso…chrys c
Viriato Porto
50 palavras antigas que desapareceram da língua portuguesa
1. Vitrola
2. Tabefe ainda uso chrys
3. Sacripanta ainda uso chrys
4. Basbaque ainda uso chrys
5. Petiz
ainda uso chrys
6. Quiproquó
ainda uso chrys
7. Balela
ainda uso chrys
8. Supimpa
9. Alpendre
ainda uso chrys
10. Janota
ainda uso chrys
11. Gorar
12. Cacareco
13. Botica
14. Brunir
ainda uso chrys
15. Garçon
16. Jorna
ainda uso chrys
17. Ladroa
18. Lambisgoia
ainda uso chrys
19. Patego
ainda uso chrys
20. Safanão
21. Sirigaita
22. Soer
ainda uso chrys
23. Vosmecê
24. Munheca
25. Quiçá
ainda uso chrys
26. Aposentos
ainda uso chrys
27. Ceroulas
ainda uso chrys
28. Leda
29. Convescote
30. Acartado
31. Cosmonauta
ainda uso chrys
32. Deveras
ainda uso chrys
33. Pachorra
34. Obséquio
ainda uso chrys
35. Lanfranhudo
36. Ósculo
ainda uso chrys
37. Escaganifobético
38. Catre
39. Zoar
40. Fuzarca
41. Carraspana
42. Alvíssaras
ainda uso chrys
43. Basbaque
44. Sostra
45. Asseverar
46. Admoestar
ainda uso chrys
47. Boticário
48. Dondoca
49. Estorcegar
50. Asseado

15 comments
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Ana GasparMuitas ainda subsistem na lingua portuguesa,no Brasil.
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Igor Cavalcante de SouzaAna Gaspar ia comentar exatamente isso.
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Renato RoqueAna Gaspar eem Portugal também subsistem,, uso várias
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Maria JoãoGosto do “quiproquo”…
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- 31 m
Maria DuarteAsseado, ceroulas e tabefe ainda se usam na minha região.-
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Manuel MartinsAlgumas ainda usadas saudosamente….-
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Renata Serpa Pinto“Quiproquo” era como o meu namorado, depois marido, me chamava-
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A justa homenagem da FLUL a Maria Helena Mira Mateus
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No próximo dia 26 de outubro, pelas 18 horas, será inaugurada a Exposição de Homenagem à Professora Doutora Maria Helena Mira Mateus, no átrio principal da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL), com entrada livre, para homenagear esta notável docente e investigadora, e rememorar a sua vida e obra.
Source: A justa homenagem da FLUL a Maria Helena Mira Mateus
A portuguesa que odiava o catalão – by Marco Neves
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Hoje conto a história da portuguesa que não gostava do catalão; do barcelonês que não gostava da Catalunha; do padre que tinha inveja de Portugal; e dos portugueses que iam perdendo o autocarro.
chéquia
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Quem inventou o nome «Chéquia»?Nos últimos tempos, começámos a ouvir um novo nome de país: Chéquia. Que é feito da velha República Checa?
Foto por Martin Krchnacek em Unsplash Este artigo é baseado num episódio do canal A Vida Secreta das Línguas. 1. Os dois nomes dos paísesHá excepções, mas a maioria dos países tem dois nomes: um nome curto, como «Portugal», «Espanha», «Angola», que usamos nas conversas do dia-a-dia, e um nome longo, que costuma incluir uma descrição do regime, como «República Portuguesa», «Reino de Espanha», «República de Angola». Todos estes nomes — curtos e longos — traduzem-se nas várias línguas, com uma ou outra excepção. Nem sempre os nomes curtos e os nomes longos têm relação. O Reino dos Países Baixos tem este nome, em português, há muito tempo — mas sempre chamámos «Holanda» àquele país, usando, no fundo, aquilo que é uma sinédoque (tomamos a parte pelo todo, já que «Holanda» é apenas uma parte do Reino dos Países Baixos). O governo lá do sítio, que até costumava usar as várias versões linguísticas de «Holanda» nos seus textos de divulgação turística, insiste agora em «Países Baixos» como forma curta do nome do país nas outras línguas. Tem tido algum sucesso, principalmente em línguas onde a versão local de «Holanda» já se usava menos, como é o caso do inglês, onde «Netherlands» («Países Baixos» em inglês) já era o nome mais comum, mesmo antes do pedido do governo holandês (ups…). Por cá, dizer «Países Baixos» numa conversa entre amigos ainda provoca aquela sensação peculiar de que a pessoa está a fazer um esforço… 2. Problemas boémiosQuanto à República Checa… O país apareceu no mapa da Europa nos anos 90, na sequência do Divórcio de Veludo. Sem guerras, a Checoslováquia dividiu-se em dois países: a República Checa e a República Eslovaca. Nas várias línguas da Europa, a República Eslovaca ganhou rapidamente um nome curto: Eslováquia. Afinal, bastava tirar «Checo-» ao nome do país anterior e ficávamos com um nome pronto a usar, que não arranhava os ouvidos. Já a República Checa não tinha nome curto à mão de semear. Não iríamos usar apenas «Checo», que é uma espécie de prefixo — e «Chéquia» era coisa que nunca ninguém tinha ouvido. As designações históricas da área eram outras: Morávia, Silésia (uma parte) e, acima de tudo, Boémia. Assim, o próprio nome longo tornou-se o nome que usamos nas conversas do dia-a-dia. Falamos de Portugal, de Espanha, da Alemanha, da República Checa… 3. Um novo nomePraticamente todos os países têm um nome curto — a República Checa parecia ser uma rara excepção. Para resolver o problema, em 2016, o governo checo aprovou o novo nome, para ser usado em várias versões linguísticas. Em português, ficou «Chéquia». Depois, fez um pedido às várias organizações internacionais que mantêm listas de nomes de países (como a ONU ou a União Europeia) para passarem a incluí-lo ao lado de «República Checa». Foi apenas isso: um pedido do governo checo para deixar ao dispor dos falantes das outras línguas um nome curto, se alguém precisasse. Não se criou nenhuma obrigação — nem, muito menos, se proibiu o uso de «República Checa», que continua na lista, na coluna do nome longo. As organizações internacionais cumpriram o desejo do governo checo e o novo nome, nas várias línguas, apareceu nas listas. Começou também a ser cada vez mais visto nas situações onde se usavam, para os outros países, os nomes curtos. Vendo o nome nas listas oficiais, as associações de futebol seguiram o exemplo. Afinal, a FIFA e a UEFA sempre se serviram dos nomes curtos dos países. Dão mais jeito — não é nada prático falar dos embates entre a República Francesa e a República Islâmica do Irão. «França — Irão» ocupa menos espaço. Porque não fazer o mesmo no caso da República Checa? Foi assim que nos vimos, há uns dias, perante um jogo entre a Chéquia e Portugal, o que deixou muitos portugueses intrigados. O que vai acontecer? Bem, quem manda na língua portuguesa são os seus falantes — talvez o nome pegue, como tantos outros, talvez não. Cá estaremos para ver. Como raramente os falantes gostam de alterações de hábitos linguísticos impostos de cima, demorará ainda muito tempo até tal nome se ouvir habitualmente em conversas que não sejam sobre o ridículo que é dizer «Chéquia». A língua muda, mas têm de ser os falantes a mudá-la — não o governo da República Checa. Uma coisa é certa, como disse acima: «República Checa» continua a ser um dos nomes do país, perfeitamente correcto em português. 4. Países que só têm um nomeJá que falamos de nomes de países, diga-se que há alguns que têm apenas um nome. Por exemplo, a Ucrânia — não há uma «República da Ucrânia» — há apenas a Ucrânia. Da mesma forma, temos o Canadá, a Jamaica, a Hungria… São ainda bastantes os países que não gostam de complicações. Há um caso curioso: a Irlanda é um dos Estados que usa, oficialmente, apenas o nome curto. Nos tratados da União Europeia, por exemplo, ao lado da República Portuguesa, do Reino de Espanha, da República Federal da Alemanha — e de tantos outros Estados de nomes longos — aparece a simples Irlanda. E, no entanto, no dia-a-dia, usamos um nome longo que não é oficial: «República da Irlanda». Porquê? É uma forma de fazer a distinção com a Irlanda do Norte… Aliás, é também por isso que o próprio Estado irlandês insiste no nome curto: ter como nome oficial apenas «Irlanda» é uma forma de lembrar que a ilha é só uma e, um dia, há-de estar unida. Olhar para os nomes dá nisto: começámos num país que se separou do vizinho e terminámos noutro que se quer unir. (Crónica no Sapo 24.) Assine para receber todos os artigos. Oiça também A Vida Secreta das Línguas…
© 2022 Marco Neves |
para os que criticam estes regionalismos açorianos
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O regresso do Ciberdúvidas com seis novas respostas no Consultório – Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
MORRE UMA LÍNGUA
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PAULA SOUSA LIMA E OS PALAVRÕES
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Maria Clara Palavrãozito dito para dentro… pelo pessoal do Norte!? Bem, haverá sempre alguma exceção para confirmar a regra. lol
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Teresa Viveiros


alto e bom som só num circulo muoto restrito! E se os dissesse em francês???? Très chic, ehemmm???!!!!-
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pleonasmos
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não violentem a língua
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Via Vitor Lopes DiasNão se admirem se, em breve, nos tentarem convencer que a Lógica (modo correcto de pensar, subjacente à linguagem) foi uma invenção arbitrária dos gregos…A título de exemplo:Existe a palavra: PRESIDENTA? Que tal colocarmos um “BASTA” no assunto? No português existem os particípios activos como derivativos verbais.Por exemplo: o particípio activo do verbo “atacar” é “atacante”, o de “pedir” é “pedinte”, o de “cantar” é “cantante”, o de “existir” é “existente”, o de “mendigar” é “mendicante”, etc. Qual é o particípio activo do verbo “ser”? O particípio activo do verbo ser é “ente”; aquele que é: o ente; aquele que tem entidade. Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a acção que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos “-ante”, “-ente” ou “-inte”. Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE,e não “presidenta”, independentemente do sexo.Diz-se: capela ardente, e não capela “ardenta”; estudante, e não “estudanta”; adolescente, e não “adolescenta”; paciente, e não “pacienta”.Um bom exemplo do erro grosseiro seria:“A candidata a presidenta comporta-se como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta.Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, de entre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta”.2santos narciso escreve sobre língua maltratada
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Deve dizer-se Câmara DE Lagoa ou Câmara DA Lagoa? Junta DE Arrifes, DE Capelas, ou DAS Capelas e DOS Arrifes?…. Eis o meu artigo publicado hoje, no “Correio dos Açores”…. Nunca peço isto a ninguém. Mas se puderem partilhar, ficarei muito grato. Pode ser que, por intermédio de algum dos meus Amigos/as do facebook, chegue junto de quem de direito, ou, pelo menos, dos muitos assessores/as de imprensa que pululam por aí!Aqui estáDE ou dA?A moda suplanta a gramática?Tornou-se moda reduzir um determinativo de lugar à preposição “de”… Assim, temos, em documentos oficiais, A Câmara DELagoa; a Junta de Freguesia DE Arrifes; a Câmara DE Nordeste e a Junta DE Capelas. Isto para citar apenas alguns casos sem sair de São Miguel.Nada mais errado! E não sei se ainda vamos a tempo de corrigir o erro. Porque nada pior do que a repetição dele para se pensar que assim é que é. Já para não falar de certo snobismo cultural que vai ditando regras ao sabor do momento e na proporção da indiferença com que as questões da Língua são tratadas.No caso concreto das denominações de países, províncias, cidades, vilas, freguesias ou lugares, há dois aspectos a considerar: uns nomes pedem artigo definido, masculino ou feminino, no singular ou plural, para serem escritos ou pronunciados. Outros são “neutros” ou, como dizia o Professor José de Almeida Pavão, “indefinidos”.E aqui estão exemplos: Roma, Paris, Londres, Lisboa, Ponta Delgada, Angra do Heroísmo, Vila Franca do Campo, Água de Pau,São Mateus, e tantos outros… Nenhum destes nomes precisa de artigo definido para ser pronunciado ou escrito.E por isto mesmo se diz, correctamente: Vou A Lisboa, vim DE Roma, estive EMLondres, ou vivo EM Ponta Delgada. Tudo preposições simples sem qualquer contracção com o artigo definido.Vejamos agora outros exemplos: tudo nomes de países, cidades, vilas, freguesias e lugares que requerem um artigo a defini-las: O Porto, A Ribeira Grande, A Horta, A Lagoa, OS Açores, OS Arrifes, O Nordeste, A Ribeira das Tainhas (por favor sem acento, e todas as placas estão erradas), A Maia e AS Capelas… Só para dar alguns exemplos.E aqui todos nós dizemos, e bem: vou AO Porto, estive NA Ribeira Grande, já visitei A Horta, gosto de ir À Lagoa, tenho amor AOS Açores, passarei NOS Arrifes, e estarei NO Nordeste.A ninguém passa pela cabeça dizer que vivi em Horta, ou vou morar em Lagoa, ou mesmo vou nadar no mar de Capelas. Como estas palavras todas pedem o artigo definido, quando preposicionadas, pedem a contracção da preposição com o artigo definido.Por isso mesmo deve dizer-se a Vila DAS Capelas (contracção da preposição DE, mais o artigo definido do plural AS); Concelho, ou Câmara DA Lagoa, do Nordeste ou DA Ribeira Grande ( contracção da preposição DE, mais o artigo definido, no plural, feminino ou masculino A/O, conforme os casos).Nunca percebi o porquê da moda que agora se vê em muitos lados, quando se escreve a Câmara DE Nordeste, a cidade DE Lagoa, ou a Junta DE Arrifes.É natural que este meu alerta venha a cair em saco-roto, até porque me poderão dizer que não sou académico, nem tenho autoridade para opinar sobre a matéria. Mas acho que, em questões destas, basta conhecer o básico de uma gramática e acima de tudo estar atento ao senso comum. Se ninguém diz: eu vou A Arrifes, porquê Junta de Arrifes? Se ninguém diz: estive EM Lagoa, mas sim NA Lagoa, porque cidade DE Lagoa?Deixo o assunto à consideração de cada um dos responsáveis, com a certeza de que quem tiver coragem de se demarcar de modas para se guiar pela gramática, ganhará pontos. Não dá votos, mas há mais vida para além dos votos!Santos Narciso20 comments
crónica de paula sousa lima
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AMIGOS, aqui vai a crónica deste sábado:Acerca das palavras LV – ainda sobre as palavras e o silêncioSoube-me a pouco o que (vos) deixei escrito na última crónica. De facto, a questão das palavras e do silêncio é um campo quase inesgotável, tão vasto quanto a(s) abordagem(ns) que nos propusermos fazer. Sem ter a mínima ambição de esgotar a questão, apraz-me avançar mais algumas ideias sobre a mesma.Ora, qual é a forma mais completa de nos exprimirmos? Através de belas, sentidas, sinceras palavras, ou deixando o silêncio fluir? Depende, como quase tudo, pois para se entender seja o que for é forçoso que nos atenhamos às circunstâncias. Creio ser mais fácil exprimirmo-nos através das palavras, pois são elas que permitem uma comunicação supostamente mais eficaz e também supostamente mais completa. Contudo, há uma elevação do espírito quando duas pessoas estão em sintonia ante o silêncio, quando não são já necessárias as palavras, quando a intimidade de almas é tal que dispensa qualquer palavra. Isto é para seres excecionais, de eleição, dir-me-ão. E dir-mo-ão com toda a propriedade – não é comum aquela harmonia de almas que se compreendem e unem uma à outra silenciosamente.E qual é a forma mais cruel de lidar com o outro? Com frias, duras, ásperas palavras, ou com um cortante silêncio, daqueles que nos arrepiam a coluna vertebral de alto abaixo? Se as palavras podem ser muito cruéis, e são-no tantas vezes, o silêncio também o pode ser. Há silêncios prenhes de desprezo, saturados de ódio, plenos de indiferença, e estes transportam consigo uma crueldade tão grande como as palavras mais impiedosas. A verdade, porém, é que tanto os silêncios como as palavras tomam os seus significados de acordo com a forma de entender do interlocutor. Imaginemos uma discussão, uma disputa por qualquer razão. A certa altura, o falante A cala-se, deixa que se imponha o silêncio para que a disputa termine, para não ofender o falante B com alguma palavra mais acesa. O falante B, todavia, pode entender aquele silêncio como marca de desprezo por parte do falante A. A verdade é que acontece não entendermos bem os silêncios, tal como, tantas vezes, não entendemos bem as palavras.Estas, de facto, geram todo o tipo de mal-entendidos que se possa imaginar, e nós, muito inocentemente, disso não nos apercebemos. Assim, há que ser muito cauteloso com as palavras. Às vezes, basta uma palavra, só uma, dita, muito provavelmente, sem qualquer má intenção, para que o nosso interlocutor se sinta ferido. É com mãos enluvadas que temos de manusear as palavras, sempre atentos a cada uma delas, ao tom com que as pronunciamos, pensando no efeito que elas terão sobre os nossos interlocutores – enfim, a comunicação é algo muito delicado, e as relações humanas são complexas em extremo, exigindo todo o cuidado.Permitam-me, caríssimas pessoas que me leem, acabar em tom diferente, contando-vos um “caso” jocoso ou, tão-só, ridiculamente deplorável. Como não há nada a que eu escape nas redes sociais, andei uns tempos a tentar contornar o assédio de um “amigo”. Ora, o dito “amigo” exagerou nos seus arroubos, tornou-se inconveniente, mal-educado, e eu bloqueei-o, mas, como sou educadinha, disso o avisei, escrevendo: “Vou bloqueá-lo, pois você é uma criatura malformada e sem princípios.” Creiam, leitores e leitoras, que a pessoa em causa mereceu os insultos, até foram levezinhos. Bem, antes de eu clicar no botãozinho para bloquear o homem em causa, ainda li a resposta que me enviou, toda indignação por eu me referir a ele com a palavra “criatura” (que não é injúria, como sabe qualquer pessoa minimamente escolarizada), não por ser insultado com as expressões “malformada e sem princípios”. Caricato, não é? É, pois claro que é, mas cada um tem as suas palavras de estimação ou de estimado ódio, e, sem o sabermos, quantas vezes tocamos na tecla errada ou simplesmente inoportuna, naquela que vai fazer desandar a comunicação.AnaBela Terceira and 5 othersLikeCommentShare0 comments
mais bem ou melhor?
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FALAR E ESCREVER EM BOM PORTUGUÊSDe há uns bons anos para cá, que se ouve, na televisão e na rádio, com razoável frequência, expressões como “melhor conservado”, em vez de “mais bem conservado”, “melhor imaginado” em vez de “mais bem imaginado”, e muitas outras, saídas da boca de pessoas ditas cultas, com responsabilidades no uso da nossa língua.Recordo-me de ter aprendido na Escola primária, que a palavra “bem” é um advérbio e, como tal, é invariável. Aprendi igualmente que a palavra “melhor” é, sim, um grau aumentativo do adjectivo “bom”, este, sim, variável.Com base nestes ensinamentos, desde criança que, nestes casos, digo e escrevo “mais bem” em vez de “melhor”.Dado o suposto bom nível cultural das muitas personalidades a quem ouvi e oiço o uso de um português diferente daquele que aprendi, à mistura com muitas reguadas, tenho vivido na dúvida sobre qual é forma correcta.Há meia dúzia de dias, no propósito de me esclarecer, coloquei a questão, por e-mail, à Drª Edite Estrela, reconhecida conhecedora da Língua Portuguesa.Eis a sua resposta, que agora me chegou“Tem razão, ouve-se frequentemente esse erro, de tal modo que já há quem estranhe a construção correta. Até já vi “melhor dito” escrito em artigo de opinião de pessoa “douta”. Na oralidade, surje na boca de pretensos eruditos, governantes, professores, comentadores televisivos, etc.”Obrigado, Drª Edite EstrelaYou and 22 others4 sharesLikeCommentShareobrigado MESTRE BECHARA
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O gramático Evanildo Bechara, de 94 anos, acaba de doar ao Real Gabinete Português de Leitura sua biblioteca de mais 20 mil volumes. O imortal tem um acervo de obras de filologia, linguística e temas afins, do qual fazem parte livros publicados na Suécia, na Dinamarca, na Finlândia e na Noruega.
Segundo a Folha, a escolha, segundo Bechara, não foi difícil: a instituição, a quem o mestre é profundamente grato, é parte de uma história intelectual que começou no início da década de 1940, quando ele, ainda adolescente, já recebia a ajuda dos bibliotecários em suas pesquisas.
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instagram.com/notaterapiaSee lessEvanildo Bechara, da ABL: “A língua portuguesa não mudou, quem mudou foi a roupa” | Eu & | Valor Econômico
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Para o gramático e acadêmico, as mudanças no português são superficiais e não modificam sua estrutura
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