Gafes e Calinadas do Futebol em Poema – SAPO Desporto

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No dia em que se assinala o Dia Mundial da Poesia, a reconhecida atriz portuguesa Rita Blanco celebra a data com uma ação improvável, que alia a poesia ao mundo do desporto.

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A praga dos vocábulos estrangeiros que não sabemos usar. Está Portugal perdido na tradução? – Pelourinho – Ciberdúvidas da Língua Portuguesa

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o estúpido saneamento da língua

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Em português, a vogal temática nem sempre define o género. Este é definido pelo artigo que antecede a palavra: é com “a”, com “o” ou com “e”?
“Vamos conversar.
Não sou homofóbica, transfóbica, gordofóbica.
Eu sou professora de Português.
Estava eu a explicar um conceito de português e chamaram-me desrespeitosa.
Estava eu a explicar por que razão não faz diferença nenhuma mudar a vogal temática de substantivos e adjectivos para ser “neutre”.
Em Português, a vogal temática na maioria das vezes não define o género. Género é definido pelo artigo que acompanha a palavra.
Vou exemplificar:
O motorista. Termina em A e não é feminino.
O poeta. Termina em A e não é feminino.
A ação, depressão, impressão, ficção. Todas as palavras que terminam em ação são femininas, embora terminem com O.
Boa parte dos adjectivos da língua portuguesa podem ser tanto masculinos quanto femininos, independentemente da letra final: feliz, triste, alerta, inteligente, emocionante, livre, doente, especial, agradável, etc.
Terminar uma palavra com E não faz com que ela seja neutra.
A alface. Termina em E e é feminino.
O elefante. Termina em E e é masculino.
Como o género em português é determinado muito mais pelos artigos do que pelas vogais temáticas, se vocês querem uma língua neutra, precisam criar um artigo neutro, não encher um texto de X, @ e E.
E mesmo que fosse o caso, o português não tem género neutro. Vocês teriam que mudar um idioma inteiro para combater o “preconceito”.
O meu conselho é: em vez de insistir tanto na questão do género, entendam de uma vez por todas que género não existe, é uma coisa socialmente construída.
O que existe é sexo.
Entendam, em segundo lugar, que género linguístico, género literário, género musical, são coisas totalmente diferentes de “género”.
Não faz absolutamente diferença nenhuma mudar géneros de palavras.
Isso não torna o mundo mais acolhedor.
E entendam em terceiro lugar, que vocês podiam tirar o dedo do mostrador e pararem de dizer tolices e dedicarem-se a alguma coisa que realmente fizesse a diferença para melhorar o mundo, em vez de ficarem a arranjar discussões sem sentido.
Tenham atitude! (Palavra que termina em E e é feminina).
E parem de ficar militando no sofá! (palavra que termina em A e é masculina).”
(via Elsa Cardoso Vicente)
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Custódio Sousa

Óbvio, amiga Margarete Silva ! Mas quem vai tirar essas parvoíces das cabecinhas chochas de tantos amigos, amigas e amigues 😏
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Deixem a língua em paz – Observatório da Língua Portuguesa

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Constituído em Junho de 2008, o OLP – Observatório da Língua Portuguesa é uma associação sem fins lucrativos que tem por objectivos contribuir para: o conhecimento e divulgação do estatuto e projecção no Mundo da Língua Portuguesa; o estabelecimento de redes de parcerias visando a afirmação, defesa e promoção da Língua Portuguesa; a formulação de políticas e decisões que concorram relevantemente para a afirmação da Língua Portuguesa como língua estratégica de comunicação internacional.

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sociedade doente a sanitizar a língua

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Quiz. Só um verdadeiro especialista em língua portuguesa sabe o significado de pelo menos 8 destas 12 palavras – Quiz – MAGG

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A língua portuguesa é das mais difíceis de aprender, não é o que dizem? Agora imagine quando nos focamos nas palavras difíceis. Faça este teste e prove que sabe todos os sinónimos.

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10 em 12 chrys c

Linguagem neutra: a proibição do seu uso. – Observatório da Língua Portuguesa

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Constituído em Junho de 2008, o OLP – Observatório da Língua Portuguesa é uma associação sem fins lucrativos que tem por objectivos contribuir para: o conhecimento e divulgação do estatuto e projecção no Mundo da Língua Portuguesa; o estabelecimento de redes de parcerias visando a afirmação, defesa e promoção da Língua Portuguesa; a formulação de políticas e decisões que concorram relevantemente para a afirmação da Língua Portuguesa como língua estratégica de comunicação internacional.

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A Eslovénia, Portugal e suas políticas linguísticas respetivas

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A propósito do recente impacto do ChatGPT no espaço noticioso português e da publicação de Língua portuguesa e tecnologia: o futuro é agora (Laborinho e Branco, Público, 09/02), dei comigo a navegar pelas entidades responsáveis pelas línguas de países e regiões europeus, buscando políticas praticadas nos respetivos espaços sobre “tecnologia da língua”. O ChatGPT é uma plataforma aberta de inteligência artificial, que conversa com o utilizador numa sala de chat, i.e. a máquina interage com o ser humano e os resultados da conversa são absolutamente surpreendentes. A plataforma foi criada e disponibilizada em 2022, mas em Portugal só há poucas semanas se ouviu falar dela no espaço público. Parafraseando Laborinho e Branco, “o futuro já está a acontecer”!

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DEZ PALAVRAS PORTUGUESAS DE ORIGEM PERSA

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DEZ PALAVRAS PORTUGUESAS DE ORIGEM PERSA
Na semana do Dia de Reis, fui procurar palavras que o português recebeu da língua persa. Aqui ficam dez exemplos, de «açúcar» a «mago».
Marco Neves (3/01/2023)
Foto – Mehrshad Rajabi em Unsplash
Os Três Reis Magos são figuras que a tradição foi construindo a partir de uma descrição, na origem, muito sucinta — os relatos bíblicos não nos dizem que eram três e nem sequer dizem, na verdade, que eram reis. As histórias são assim, começam num sopro e acabam em intrincados relatos transmitidos de geração em geração.
Pelos séculos fora, houve quem dissesse que os Reis Magos vinham da Pérsia — noutras versões, só era persa o rei a que chamamos Melchior.
De uma maneira ou de outra, neste Dia de Reis, lembrei-me de olhar para a língua persa e procurar alguns dos presentes que deu à nossa língua.
1. Açúcar
Não é mirra, nem ouro e muito menos incenso, mas faz parte do Natal, de tal maneira que as balanças de Janeiro têm de aguentar uns quilos a mais.
A palavra entrou nas línguas europeias a partir do árabe «as-sukkar», por duas vias: a via italiana, que levou a palavra até ao francês e ao inglês (entre outras), e a via ibérica, que nos deu a nossa palavrinha «açúcar».
Ora, os árabes também já tinham ido buscar esta doce palavra ao persa, onde era «šakar». Como estas histórias parecem não ter fim, diga-se que a palavra persa tem uma origem mais remota: o sânscrito «śárkarā».
2. Laranja
Há mais alimentos com nomes de origem persa, que fizeram o mesmo caminho até ao português: «laranja», por exemplo, veio da «nārang» persa, passando pelo árabe (e, tal como no caso do açúcar, também já tinha vindo do sânscrito).
Também o «limão» veio do árabe «laymūn», que tinha vindo do persa «limu».
3. Pato
O pato fez o mesmo caminho: do «bat» persa, passou ao «baṭṭ» árabe, que na nossa península se transformou no «pato».
Todas estas palavras que passam pelo árabe fazem um caminho peculiar: o persa é uma língua indo-europeia; empresta palavras a uma língua de outra família, o árabe, que depois as devolve a idiomas da mesma família da origem. Ou seja, o árabe é como o amigo que anda a transportar prendas entre irmãos que vivem longe uns dos outros. Neste caso, as prendas são palavras.
4. Xadrez
Uma das prendas do meu filho, este Natal, foi um tabuleiro de xadrez. A palavra começou no sânscrito, de onde passou ao persa, onde se dizia «šatrang», que a emprestou ao árabe, na forma «aš-šaṭranj», que a ofereceu às línguas ibéricas, acabando no nosso «xadrez».
Estas transformações profundas das palavras, ao saltar de língua, mostram como a viagem se faz de muitas conversas, onde as palavras são ouvidas e, depois, repetidas com os sons da nova língua — e ainda mastigadas pelas gerações. É um jogo do telefone pela história fora.
As palavras que aqui vemos acompanham o que representam. Imaginemos um jogo de xadrez na antiga Andaluzia, entre um viajante do Oriente, que conhece as regras, e um moçárabe, que tenta repetir a palavra o melhor que pode aos amigos, já com os sons da sua língua latina. O jogo fica — e a palavra também.
5. Cheque
Já que falamos de xadrez, diga-se que «xeque» e «xeque-mate» também são de origem persa — e, por acaso, «cheque» (de dinheiro) também.
Tal como «xeque», a palavra financeira tem origem no nome da peça do rei no xadrez, num caminho que inclui o latim, o francês e o inglês, o que explica por que razão, neste caso, a palavra começa com outra letra. Aliás, no princípio de «cheque» vemos o eco da palavra persa para rei, «šâh», que todos conhecemos quando nos lembramos do Xá da Pérsia.
Como é que de rei chegámos a cheque (documento)?
Há caminhos sinuosos nestas viagens. O inglês foi buscar «check» à palavra do francês antigo para xeque do xadrez («eschec», palavra que viera do latim, que a fora buscar ao persa). O inglês deu-lhe um significado mais genérico, relacionado com «verificação», por ser o momento em que, no xadrez, é preciso verificar a posição do rei.
Além do nome «check» (verificação) e do verbo «to check» (verificar), a palavra acabou por dar nome ao documento que permite verificar a legalidade e a quantia de uma transacção — com este significado mais preciso, a palavra tem duas formas em inglês: «check» e «cheque». O novo vocábulo acabou por se espalhar por outras línguas, incluindo o francês (de onde viera) e o nosso português.
6. Pijama
Uma outra prenda que algumas crianças terão encontrado na noite de Natal terá sido um pijama.
Esta palavra percorreu um caminho um pouco diferente: começou no persa «pāy-jāma», que significava «roupa para as pernas», e passou para o hindi e urdu com a mesma forma.
Na Índia, os europeus (portugueses e ingleses entre eles) encontraram este tipo de roupa nocturna e começaram a usá-la, aproveitando o nome.
Com o tempo, os ingleses trouxeram a palavra até à Europa. O inglês «pyjama» acabou por se espalhar pelas outras línguas — até chegar ao português.
7. Azul
Esta palavra tem origem no nome da pedra «lápis-lazúli», que já se minerava nas montanhas do Afeganistão há quase 10 000 anos.
O nome persa da pedra passou ao árabe, que o trouxe na forma «lāzuward» até à Península Ibérica.
Esta palavra acabou por dar origem ao «azul» com que, em várias línguas ibéricas, nos referimos à cor daquela rocha.
8. -stão
Até partes de palavras têm origem persa, como o «-stão» que termina o nome de vários países: «Afeganistão», «Tajiquistão», «Cazaquistão», entre outros. O sufixo também é útil para criar países imaginários…
Todas as línguas recebem e oferecem palavras a outros idiomas. No entanto, há línguas que são especialmente generosas, como o grego, o latim e o árabe. O persa é outra dessas línguas: ofereceu, ao longo dos séculos, palavras a várias línguas das redondezas, pela força do seu prestígio e do seu uso na literatura e na ciência.
9. Magia
A palavra «magia» veio do latim «magia», aonde tinha chegado vinda do grego «μαγεία» — que significa «a arte do mago».
Ora, a palavra grega para «mago» veio de onde? Do antigo persa…
10. Mago
Chegados à palavra «mago», aproveito para desejar não só um feliz Dia de Reis, como um excelente 2023. Foi esta a minha prenda: dez pequenas viagens pela história das nossas palavras.
No photo description available.
Eunice Brito and 97 others
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  • Orquídea Rosa Albergaria

    Que bela lição de português! A interacção entre as línguas é fascinante! Bom 2023!
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  • Carlos Esperança

    Interessante. A rica cultura persa entrou em declínio com a islamização.
  • Odete Silva

    Desconhecia. Obrigada por partilhar, um bom Ano Novo.
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  • Adolfo Jacob

    Bacana, essa matéria sobre palavras persas que entraram no nosso idioma Português pelos Árabes. A Pérsia ou Irã (terra dos Arios)sempre foi uma grande e opulenta nação, que deu grandes contribuições à humanidade também nas ciências, inclusive na Matem…

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  • Carlos Baptista

    Estive no Irão há um par de anos, e nunca podes dizer-lhes, por exemplo, que são árabes ou iranianos ou que falam árabe, mas sim persa. Quase ficam ofendidos.
    Ofereceram -me um poema persa emblemático que e notável ( tradução portuguesa)
  • Conceição Cardoso

    Não é em vão que te elegi meu “AMIGO ESPECIAL” e intuitivamente me ocorreu agora o designar-te assim, embora o sinta desde que te conheço e veio a mim feedback de ti, e em que me deslumbrei quando nos cruzámos naquela esquina da Elias Garcia com a da…

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  • Fatima Castro

    Bom dia. Obrigada pelas 10 histórias de “açúcar” a “mago”, sempre magnificas como nos tem vindo a habituar, cada vez de forma mais mágica. Bom dia de Reis para si e para os seus.
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  • Laurentino Medina

    Bom Ano Novo
    Carlos Fino!

Paulo Cafôfo destaca o português como língua de negócio e de ciência

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