CANADÁ, QUE FRESCURA

Views: 1

❄️ O bom é levarem um cachecol…ou dois.
No Canadá não está calor. ❄️
I was at Port Stanley yesterday and got different shots than the other photographer got. So hope you enjoy these.
Roberto Y. Carreiro and 48 others
7 comments
Like

Comment
Share

antónio MEGA FERREIRA

Views: 1

POSTAL DO DIA
Mega Ferreira morreu com luz na mesa de cabeceira
1.
António Mega Ferreira foi a pessoa com maior capacidade de comunicar entre todas as que conheci.
Sentava-me e ouvia.
Sentava-me e não ousava interromper as palavras que na sua boca pareciam diferentes das nossas.
Fiz-lhe uma entrevista em 1999.
Uma conversa que publiquei no meu primeiro livro, “25 Portugueses”.
Depois disso estivemos algumas vezes juntos, gostava de almoçar no “Pap’Açorda”, diria que talvez tenha sido aí que aconteceu a nossa última conversa.
2.
O que posso acrescentar ao tanto que já se disse?
Acrescentar ao óbvio que é, ainda assim, o mais importante.
Que foi um dos mais cultos portugueses dos últimos 50 anos.
Que sendo um intelectual era, coisa rara, um enormíssimo fazedor.
Que sendo um fazedor era, paradoxo extraordinário, um enorme diletante.
Que sendo diletante adorava a vida, adorava apaixonar-se por pessoas, adorava perder-se em livros, em viagens, em óperas e teatros e quadros.
Que era radicalmente solitário, apesar de radicalmente necessitado de ser amado, de ser admirado.
Era vaidoso e absoluto.
A sua religião era o ateísmo, tinha aliás uma fé absoluta no ateísmo.
Era esmagador e falava-me várias vezes na pena de não escrever como os melhores, de não saber tocar piano, de não ter sido o melhor jornalista português.
“Querido António, é tempo de dizer que foste, mais do que todos, uma soma inigualável de qualidades. Ninguém em Portugal foi ao mesmo tempo tão bom jornalista, escritor, ensaísta, fazedor, intelectual, tradutor e comunicador”.
Nunca ninguém foi tanto ao mesmo tempo.
Quando abria a boca apaixonávamo-nos pela hipótese de um sonho, de uma ideia, de uma possibilidade de futuro maior.
3.
O que te posso acrescentar mais sobre este homem?
Que fez as pazes com o pai no decorrer de uma depressão que lhe durou uns meses depois de ter feito 40 anos.
O pai que lhe ensinou o amor pelo Benfica e chamava “talassas” aos monárquicos e “padralhada” ao clero, deixou-se morrer e desamparou-o;
ele que andava de mão dada com Arnaldo de Matos foi obrigado a começar a trabalhar para sobreviver e pagar os estudos.
Jurou que nunca iria ser como o pai, que jamais desistiria de viver antes de tempo.
E cumpriu a promessa.
António Mega Ferreira morreu depois de mais de vinte anos a resistir a um cancro que assumiu várias formas ao longo do tempo.
4.
António foi o homem da Expo.
Sem ele nada daquilo teria acontecido.
Não teria acontecido daquela maneira.
Portugal era um país provinciano, punha amarras aos que tinham grandes objetivos, parecíamos ainda condenados a respeitar a máxima “pobrezinhos, mas honrados”, de Salazar.
Só que o Mega era o Mega.
Não havia impossíveis.
Gostava de fumar charuto, de comprar coisas bonitas, de ver o bom e o melhor, mas desejava que todos os portugueses o pudessem fazer também, se o quisessem.
Que tivessem acesso ao melhor.
Foi nisso que pensou quando acendeu um charuto na inauguração da Expo – sabia que seria criticado, mas era-lhe indiferente.
Não resistia a uma boa provocação, da mesma maneira que não resistia aos pratos mais sofisticados ou a uns bons peixinhos da horta.
Que me dizia que a vida não era mais do que uma educação para a alegria.
Que me confessava que nunca lera “Em Busca do Tempo Perdido”, de Proust.
“Cai-me das mãos e arrisco-me a morrer sem o ter lido”, dizia com um sorriso incrédulo.
Não sei se o leu, se ainda foi a tempo.
Ou se foi a tempo de ver a beleza do jogo de Enzo Fernandes no seu Benfica onde tinha lugar cativo no Estádio da Luz, julgo que no setor 58.
Que não tinha medo da morte, embora tivesse medo de morrer sozinho em casa – espero que tudo tenha corrido bem, que tenha partido acompanhado e com a luz da mesa de cabeceira acesa.
Espero que tenha ouvido a voz de Callas – talvez o “Casta Diva”.
Ou uma canção italiana que o tenha feito recordar ou que o tenha encaminhado para as ruas de Roma ou Florença que tanto venerava.
Ou a voz híbrida de Antony que apreciava pela grandiosidade e uma certa decadência.
A sua vida, afinal.
Um paradoxo.
Uma maravilha.
LO
(da página do Facebook de Luís Osório).
May be a close-up of 1 person
4
2 shares
Like

Comment
Share
0 comments

guerra civil timor 1975

Views: 3

1975
+3

Os Pára-quedistas em Timor Leste \ 1975
Não tendo oportunidade de desenvolver acções do género das desempenhadas em Angola, Moçambique e Guiné, os Pára-quedistas em Timor Leste deram mostras de elevada capacidade, desempenhando missões de alto risco .
Em Portugal estavamos em pleno periodo de instabilidade politica pós 25 Abril , e preparava-se o “verão quente” de ´1975, em termos de cenário internacional, estava-se em plena Guerra Fria.
Em Timor, a falta de disciplina que grassava nas Unidades regulares do exercito, levou o Comandante-Chefe, Coronel graduado Mário Lemos Pires, a enviar depois da autorização do VCEME, ao CEMGFA, General Costa Gomes, um ofício em que exortava à retirada das 3 companhias metropolitanas, “pois estas poderiam pôr em causa o processo de descolonização em curso” e solicitava “o reforço dum pelotão de tropas especiais (Pára-quedistas ou Comandos) por um período de “6 meses, ou até haver uma definição política que conduza à sua dispensabilidade”.
O General Costa Gomes decidiu, no dia 15 de Março de 1975, enviar para Timor o DPT (Destacamento de Pára-quedistas de Timor) inicialmente com 1 pelotão (Abr75), mais tarde reforçado com um 2º pelotão (Jul75) . Conjuntamente com os Pára-quedistas encontravam-se igualmente em Timor-dois Alouette III da FAP (numeros 9315 e 9364).
O DPT recebeu a sua primeira Directiva para actuação em 16 de Maio. Nela se definiam uma Missão e um Conceito que expressavam a intenção de poupar os Pára-quedistas às ingratas tarefas de manutenção da ordem, reservando-os, enquanto força de intervenção do Comandante-Chefe, para utilização em ultima instância.
O ambiente nas Unidades militares metropolitanas encontrava-se minado, para a maioria, o objectivo era regressar o mais rápidamente possivel a Portugal, para além da contaminação pela propaganda e a dificil execução de qualquer missão atribuída que exigisse sacrificio.
Manter qualquer tipo de disciplina e operacionalidade, num ambiente dominado pela politização constante, a muitos milhares de quilómetros de Portugal, revelou-se uma tarefa bem difícil, e aumentando na proporcionalidade que as forças políticas timorenses iam extremando as suas divergências.
Os partidos politicos dominantes, UDT e Fretilin, pressionavam constantemente o Governo de Timor, no sentido de falta de actuação contra o partido rival, à medida que a situação se ia deteriorando no território.
Em 13 Julho, seguiu um relatório para o CEMGFA, do Comandante- Chefe, pedindo mais 1 pelotão e 1 Companhia de Páraquedistas, de modo a completar o efectivo de 2 Companhias vindas expressamente pelos Transportes Aéreos Militares , com estes efectivos pedia-se igualmente um terceiro helicóptero, esta força constituiria uma reserva para dissuasão de acções violentas, previsíveis dado o ambiente de tensão política crescente.
Em Agosto, a situação começa a ter contornos mais graves, de 10 para 11 de Agosto, a UDT desencadeou uma acção que desactivou os telefones, corta a energia eletrica e cerca a PSP.
Do Quartel General fogem 3 soldados com as respectivas armas, existe ainda uma tentativa de assalto à arrecadação de material de guerra do mesmo QG ,desaparecendo um numero indeterminado de armas. A acção concertada da UDT ocupa também o aeroporto onde se encontravam os dois Alouette III.
Sem possibilidade de ligação rádio, os Paraquedistas dirigem-se ao Quartel-General e apercebem-se da existência de pequenos grupos dispersos da UDT, mal armados e revelando medo. Realça-se o ocorrido junto a uma esquadra da PSP, onde um grupo barricado e armado cortara a circulação. Apercebendo-se da presença dos Páraquedistas, os elementos da UDT levantaram imediatamente a barricada e apresentaram desculpas.
O Tenente Branco, do DPT, manifesta ao governador a disponibilidade dos Páraquedistas poderem controlar a situação, mas o Coronel Lemos Pires, manteve sempre a posição de que se tratava de um assunto político que como tal devia ser resolvido. De qualquer modo, foi decidido reforçar a segurança da residência oficial com uma força de Páraquedistas.
Em 12 de Agosto a UDT avança com algumas exigências, de modo a negociar com Portugal uma possivel independência, para tal exige: prisão dos elementos da Fretilin, ocupação das Unidades de Dilí pelos Pára-quedistas (reconhecidos como a unica força com capacidade operacional e dissuasora). No mesmo dia, no Comando Operacional, foi salientada pelo comando do DPT a necessidade de as nossas tropas não só controlarem a área do porto, como de recuperarem o controlo sobre os helicópteros retidos pela UDT no aeródromo de Dili, se necessario pela força, na sequência da acção desencadeada por estes. Após a recusa inicial e sob o espectro da força, a UDT cedeu, e os helicopteros pousaram em segurança no dia seguinte no aquartelamento do DPT.
Entretanto, seguiram-se algumas adesões de oficiais portugueses, com comando de homens, à UDT ; contribuindo para a situação angustiante nestes longos dias de Agosto.
Atendendo ao acréscimo de insegurança que este desenvolvimento introduzia na situação geral já de si preocupante, o comandante interino do DPT dirigiu-se ao Comando Operacional, onde reiterou a necessidade de se tomarem medidas urgentes relativamente à concentração dos efectivos militares portugueses na área do porto. O Oficial Pára-quedista recordou igualmente a necessidade de se equipar o DPT com morteiros, LGF e respectivas munições, sem o que seria impossível garantir capacidade de actuação contra forças (tanto da UDT como da Fretilin) cada vez mais fortes a cada hora que passava, e com a adesão de outras Unidades militares a um ou outro dos referidos Movimentos.
No dia 18 de Agosto, numa missão de observação em Ailéu (zona de predominância da Fretilin) deslocaram-se ali de helicóptero , 2 militares portugueses, além do piloto (Cap. Ferreira Pinto) e mecânico e foram imediatamente feitos prisioneiros, pois a Fretilin já ocupava o quartel.
A noticia só chegou a Dilí quando o segundo helicoptero (que apesar de estar com uma fuga de óleo e portanto considerado inoperacional) , seguiu para Ailéu, e foi ali recebido a tiro, conseguindo no entanto regressar sem ser atingido.
Em 21 de Agosto, face à evidência de que a situação ameaçava descontrolar-se a qualquer momento, o DPT, depois de ter procedido à inactivação de cerca de 500 espingardas G-3 excedentárias, transferiu-se também para a zona neutra, perto do porto, cuja segurança organizou e onde passou a fazer-se a triagem dos refugiados, para evitar que ali se infiltrassem elementos dos Movimentos que já se enfrentavam nas ruas com recurso a armamento diverso. Contudo, apesar de ser unanimemente reconhecida como a única força militar portuguesa com capacidade operacional (foto em anexo), o Destacamento de Pára-quedistas pouco podia fazer num cenário pontuado por tiros e rebentamentos, numa cidade onde além disso se incendiavam casas e onde se faziam explodir depósitos de combustíveis.
Juntamente com os pára-quedistas, o helicóptero sobrevivente também foi deslocado para a zona do porto.
A 22 de Agosto, Lemos Pires, o Governador, envia nova mensagem para Lisboa, solicitando entre outras coisas o auxilio de forças externas ou a resposta positiva ao pedido da vinda de uma Companhia de Páraquedistas. Pela primeira vez, e face à situação da possivel violação da zona neutra em redor do porto, prevê medidas ofensivas.
Neste, o aumento do número de refugiados – alguns deles feridos – implicava acréscimo das dificuldades logísticas e das preocupações com a segurança. No dia 23, na altura em que embarcavam os primeiros refugiados (apenas mulheres e crianças), a UDT e a Fretilin enfrentaram-se aí de armas na mão. Sem hesitações, porque era indispensável afirmar a autoridade portuguesa na zona neutra, uma Secção do DPT tomou posições de combate e disparou algumas rajadas de armas Iigeiras, enquanto um graduado ordenava aos elementos dos dois Movimentos que abandonassem a zona, no que foi prontamente atendido.
Dois dias mais tarde (24 Agosto), tornando-se absolutamente necessário levantar géneros alimentícios na Manutenção Militar, para se poder alimentar minimamente um número de refugiados que não parava de crescer, os pára-quedistas dirigiram-se ao referido aquartelamento e começaram a carregar os mantimentos em depósito. A meio da tarefa, um grupo numeroso e bem armado da Fretilin manifestou a intenção claramente hostil de impedir o dito carregamento. O Oficial comandante da força pára-quedista dirigiu-se ao QG para informar a Fretilin que estava determinado a levar os géneros. Serafim Lobato, qualificado dirigente daquele Movimento, pediu desculpa pelo mal-entendido e assegurou que os pára-quedistas poderiam levar da Manutenção Militar o que quisessem e sempre que necessário.
A evacuação de civis e militares estava extremamente dificultada, pois o unico helicóptero disponível estava inoperacional, ou a propria ida dos Paraquedistas a qualquer local utilizando este meio aéreo.
E finalmente chegou o dia 26 de Agosto, as evacuações dos funcionários civis e da própria população começou. No porto, duas delegações, uma da Fretilin e outra da UDT, assistiam ao embarque e decidiam sobre quem podia ou não ser evacuado! Bastava que qualquer dos grupos dissesse que fulano ou sicrano não embarcava e a sentença estava dada! Não era necessário justificar. Todos os que obtinham autorização, eram despojados de todo o dinheiro que levavam, pela delegação da Fretilin. Tudo isto com os Pára-quedistas a assistir. Mas estes tinham ordens e souberam cumpri-las. Uma intervenção significaria confrontação. Para os pára-quedistas teria sido mais fácil combater. Era para isso que estavam treinados. Difícil era assistir, sem reagir, às cenas vergonhosas que os seus olhos contemplavam.
Segundo Lemos Pires, resolver o problema de descolonização de Timor, com base na força, era irrealista. A força necessária para uma operação dessa natureza, mesmo no campo da segurança interna, envolveria meios muito para além dos existentes em Timor, quer em quantidade, mas principalmente em qualidade e mentalidade; e isso Lemos Pires sabia que nunca chegaria a Timor.
Eis quando de repente, uma explosão enorme atroou os ares! Dentro do porto, em cima de um telhado do armazém onde estávamos encostados, rebenta a primeira granada de morteiro. Pessoas correm em todas as direcções.
Seguida de outras que provocam cerca de 10 mortes e vários feridos civis.
Entre os feridos, 2 Pára-quedistas : os Soldados Américo Sá e Vitor Couto; Américo com um outro soldado depararam com um grupo de mulheres e crianças que procuravam fugir ao bombardeamento e decidiram evacuá-las para uma barcaça. Colocaram-nas a bordo e estavam a empurrar a embarcação para o largo, quando o Américo viu uma rapariga no molhe, voltou atrás e agarrou a criança. Quando regressava à barcaça, uma granada de morteiro explodiu junto deles. A explosão matou algumas das crianças embarcadas e ele foi atingido juntamente com a criança que levava ao colo, a qual teve morte instantânea.
Américo e Couto são levados para a casa do Governador, onde o dr. Ruivo, médico-cirurgião, lhes prestou assistência imediata. Américo estava gravemente ferido (atingido na artéria femural) e tinha de ser operado. Em Dili não havia hipótese, já que o Hospital não oferecia condições. Assim teria que esperar até chegar ao Royal Adelaide Hospital na Austrália. (foto em exnexo).
O helicóptero que estava estacionado no cais também foi atingido (foto em anexo).
Os Pára-quedistas que se encontravam no local prestaram auxílio imediato aos feridos(foto em anexo)
Alguns outros perguntam pelos camaradas feridos. Organizaram-se em dois grupos. Tinham sido «mordidos» e não haveria ninguém que os detivesse. Comandados pelos respectivos Tenentes, dirigiram-se à UDT e à Fretilin. O grupo que se dirigiu à UDT não teve qualquer problema. Eles desculparam-se dizendo que não tinham efectuado qualquer fogo sobre o porto e entregaram-lhes mesmo um morteiro . O grupo que foi à Fretilin também não teve oposição. Negaram igualmente a autoria dos disparos dizendo que só podiam ser os da PM. Dirigiram-se à PM. Entraram no quartel derrubando a cancela de entrada. Saltaram dos carros e tomaram posições de combate. Ninguém reagiu. Na realidade tudo indica que os tiros de morteiro tinham partido dali, mas os seus autores tinham-se posto em fuga logo que se aperceberam da aproximação dos pára-quedistas. Estes regressaram ao Comando depois de ameaçarem voltar, caso houvesse mais morteiradas. Na realidade até à saída para Ataúro os morteiros emudeceram.
O radicalismo dos dois partidos, consubstanciado nas exigências apresentadas ao governador- (o da Fretilin exigindo mesmo que os Pára-quedistas se mantivessem apenas a fornecer segurança ao Comandante- Chefe e restante staff), fez com que na noite de 26 de Agosto, saíssem de Dili em meios navais, rumo à ilha de Ataúro, os últimos representantes de Portugal em Timor: Comandante-Chefe e seu Estado-Maior, 8 médicos, 26 elementos da Armada, o Destacamento de Pára-quedistas (64 militares) e o piloto da FAP ( o piloto do 9315 e restantes militares acompanhantes continuavam detidos em Ailéu, só vindo a ser libertados a 8 de Setembro).
A 28 de Agosto, o Governador incumbiu uma Secção de páraquedistas de se deslocar na barcaça Comoro a Oecusse, pequeno enclave no Timor indonésio, com a finalidade de recuperar alguns militares portugueses que ainda lá se encontravam. No regresso, a força deveria aportar a Batugadé, de onde recuperaria outro grupo de militares e civis portugueses. Infelizmente, não foi possível recuperar os últimos, por se encontrarem em poder de uma força da UDT que, entrincheirada na praia, não o permitiu.
Em Outubro, recebia-se de Lisboa, a certeza que brevemente seria feita uma rendição de militaresPára-quedistas, à muito esperada. Fora desgastante a missão após o golpe de 11 de Agosto, pela necessidade que houve em conter a natural predisposição para reagir ofensivamente; o pessoal do DPT encontrava-se frustrado pela saída de Díli e pela missão que lhe estava destinada no Ataúro, de segurança ao Governador. Encontrava-se ainda preocupado com o que se passava na metrópole e os acontecimentos de 25 Novembro e as saídas dos quadros do RCP.
Em 7 de Dezembro ao alvorecer, a lndonésia invadiu Timor.
No dia 8 de Dezembro de 1975, os últimos representantes portugueses em Timor embarcaram na corveta João Roby que os transportou para Darwin.
Fotos:
O próprio General Lemos Pires em comunicação para Lisboa, a 20 Agosto mais um vez, sublinha que apenas controla a Marinha e o Destacamento de Pára-quedistas.
Américo e Couto, os dois Pára-quedistas feridos, no Hospital de Adelaide (foto Boina Verde)
O helicoptero (9364) atingido por estilhaços de morteiro no porto de Dili, ficou completamente inoperacional, e após retirado alguns componentes, foi deitado ao mar. Assim os dois helicópteros que compunham o Destacamento da Força Aerea acabaram atingidos em Timor.
Outros fotos de documentos vários
Fontes:
Relatório de Comando consultado na Torre do Tombo, pelo autor do artigo.
Revista Boina Verde Nº149 , destacável sobre Timor do Coronel Mira Vaz.
Livro “O último voo sobre Timor” do Capitão Piloto Alves Ferreira.
Livro ” Descolonização de Timor missão impossivel” de Mário Lemos Pires
*Sergio Silva

9

1 comment

2 shares

Like

Comment
Share

1 comment

Top comments



  • Joao Luis Lopes

    interessante… a historia do periodo de 74/75 em Timor devia ser levado ao conhecimento de todos e objecto de estudo nos estabelecimentos de ensino, sobretudo nas universidades, para memória futura.

    • Like

    • Reply
    • Share
    • 4 h

aluga-se

Views: 1

Há dois anos a esta parte que se aluga para congeminar rebeliões
‘’ está escrito para despistar
A troca do B pelo V é de Mestre!😂😂😂😂
May be an image of text that says "TE TEMOS VAGA SE E ALUGASE CASA PARA REVELIÃO"
Ahahah…
Se trocarem o “V” por um “B”, é caso de polícia.
(“roubada” ao José Mendes Galego).
13
5 comments
Like

Comment
5 comments

DISCRIMINAÇÃO SEXUAL

Views: 0

Alice Pignagnoli, a guarda-redes que deixa de receber ordenado depois de anunciar gravidez
PARAELES.PT
Alice Pignagnoli, a guarda-redes que deixa de receber ordenado depois de anunciar gravidez
Aquele que tinha tudo para ser um momento feliz na vida de Alice Pignagnoli acabou por se transformar numa polémica de dimensão internacional.
You and 1 other

Gasolina baixa 5,6 cêntimos e gasóleo 9,2 cêntimos nos Açores no domingo – Jornal Açores 9

Views: 0

O preço da gasolina nos Açores desce 5,6 cêntimos por litro no domingo e o preço do gasóleo 9,2 cêntimos por litro, segundo um despacho publicado hoje em Jornal Oficial. “As recentes variações no mercado internacional das cotações de referência dos produtos petrolíferos e energéticos justificam que se proceda a um ajustamento no preço máximo […]

Source: Gasolina baixa 5,6 cêntimos e gasóleo 9,2 cêntimos nos Açores no domingo – Jornal Açores 9

Governo dos Açores paga primeiras bolsas de estudo e propinas do ano letivo 2022/2023 – Jornal Açores 9

Views: 1

O Governo dos Açores procedeu hoje ao pagamento das primeiras bolsas de estudo e de propinas, apoios que abrangem quase 1.200 estudantes do ensino superior neste ano letivo, anunciou hoje o executivo. De acordo com a vice-presidência do Governo dos Açores, no ano letivo 2022/2023 foram contemplados 300 estudantes com bolsa de estudo, dos quais […]

Source: Governo dos Açores paga primeiras bolsas de estudo e propinas do ano letivo 2022/2023 – Jornal Açores 9