zaragatoa no rabo

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  • Não vão facilitar. É pelos dois…e com o mesmo cotonete, para racionalizar recursos 🧐
    Abel Carreiro

    e podemos escolher onde penetra primeiro? Oxalá que sim… 😳😁

    A CAUSA DAS COISAS
    FIQUEM EM CASA, OU NÃO…
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eutanásia aprovada

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A eutanásia foi hoje aprovada em Lisboa pela Assembleia da República, com 136 votos a favor, 78 contra e quatro abstenções.
Portugal passa a ser o quarto país europeu e o sétimo do mundo a permitir a morte assistida.
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justiça e corrupção

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A CAUSA DAS COISAS
com a devida vénia, retirado do mural de Dieter Dellinger
O advogado holandês Marc Rechter apresentou ao governo português a ideia de um projeto de hidrogénio verde, primeiro em nome de uma empresa denominada “Resilient Group” e depois outra com o estranho e desconhecido nome de “Green Flamingoi”. O governo socialista de António Costa quis saber o que pensam as principais empresas da Pátria Portuguesa como a Galp, REN, Martifer, até porque o eventual projeto de produção de hidrogénio verde teria de ser instalado em terrenos da Galp na desmantelada central a carvão e a refinaria da GALP é uma grande consumidora de hidrogénio não verde produzido a partir do gá natural e não da hidrólise da água.
O holandês não gostou de saber que o governo patriótico falou com as empresas nacionais que poderiam estar envolvidas no projeto sem que se tenha tomado alguma decisão, o que invalida uma investigação do DCIAP, a não ser que o Sr. Rechter tenha muita influência no Ministério Público português e queria saber o que o governo estaria a perguntar às empresas nacionais e o que estas responderam. Daí que nada melhor que montar escutas aos membros do governo e ao próprio primeiro ministro. Para evitar cometer um crime de escutas ilegais terá escrito uma carta anónima ao DCIAP acompanhada ou não de algo mais para ser a própria judicatura nacional a fazer as escutas para eventual benefício do advogado holandês Rechter que, obviamente, só foi conseguido por algo mais que uma carta anónima ao DCIAP. A questão cívica e jurídica é saber se a referida carta anónima permite levantar a suspeita de corrupção quando um governo consulta empresas nacionais e um advogado holandês não gosta. Uma coisa é certa, António Costa e os governantes nao compraram com luvas os magistrados.
É evidente que um processo aberto sem arguidos por parte do DCIAP permite que alguém mais possa tomar conhecimento das conversas dos governantes, já que é pelo jornal Expresso de hoje que sei que o Marc Rechter existe e tem a ver com as escutas feitas pelo DCIAP- O assunto passou do DCIAP para o Expresso, o que permite deduzir que também passou para o Rechter. Afinal quem manda em Portugal.
E fica pergunta; quem manda no DCIAP? A Lucília ou o Rechter?
Para que a justiça funcione devidamente é imprescindível saber qual a influência do advogado holandês Marc Rechter no DCIAP e através dele no governo da Pátria de todos os portugueses. Se uma carta anónimo respeitante a um assunto não concretizado permite ao DCIAP colocar em escuta o Governo da Pátria isso é de uma gravidade imensa e os responsáveis não podem deixar de ser chamados à justiça e pagar pelo crime contra a Pátria de todos nós.
Foto. Estará o Rechter ao centro a decidir com os seus “ministros” o que o DCIAP, a Lucília e o Governo da Pátria dos portugueses deve ou não fazer.
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Chrys Chrystello
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TIMOR NOVO REITOR DA UNTL

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Novo Reitor da UNTL Empossado em Cerimônia Solene
Reitor cessante Prof. Dr. Francisco Miguel Martins fez a entrega de Relatório do seu mandato ao Prof. Dr. João Martins MD, MPH, PHD, que inicia assim o seu mandato 2021-2026.
Todos os anteriores Reitores marcaram presença assim como o Ministro do Ensino Superior, Ciência e Cultura Dr. Longuinhos dos Santos e o Ministro de Educação, Juventude e Desporto Dr. Armindo Maia.
Honraram a cerimónia os Embaixadores de Portugal e de Cuba.
A cerimónia de transferência de responsabilidades decorreu muito organizadamente e com muita dignidade. Uma lição para todos. Bom exemplo.
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COVID O TESTEMUNHO DA MÉDICA ISABEL DO CARMO COMO DOENTE

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O testemunho de Isabel do Carmo, médica e professora da faculdade de Medicina, que esteve 10 dias com Covid no Hospital de Santa Maria
OBRIGATÓRIO LER
Eu, médica, observadora diferenciada, estive internada com o diagnóstico de covid-19 durante dez dias nas enfermarias do Hospital de Santa Maria e penso que o meu testemunho pode servir de alerta e de um enorme reconhecimento. Alerta para o risco real e actual (rastrear e confinar é preciso). E dar graças à vida pela existência do nosso Serviço Nacional de Saúde.
Estive a trabalhar e a ver doentes até ao dia 23 de Dezembro, com todo o cuidado, e não foi por aí que o vírus entrou. No dia 24, juntámo-nos seis adultos e três crianças e, apesar das máscaras e das distâncias, alguma imprudência abriu por momentos a porta ao invisível. Contaminámo-nos todos e, fiados na falsa segurança do teste simples, alguns de nós multiplicaram o contágio. Os mais jovens mantiveram a sua energia transbordante, os de idade intermédia tiveram muitos sintomas, mas trataram-se em casa, os mais velhos reagiram de acordo com os factores de risco. E foi assim que ao décimo dia de febre e outras queixas o meu colega do Centro de Saúde me ordenou, e bem, que fosse à urgência covid. Se não tivesse ido tinha morrido e esse é o primeiro alerta a manifestar.
Há um momento, determinado empiricamente, em que se conclui, por estatística, que é assim. Não vale a pena correr contra as probabilidades. Claro que foi muito incómodo, muito frio, muito desaconchegado, esperar por ser chamada no pequeno telheiro improvisado no piso das entradas. Fica melhor quem está dentro das ambulâncias, que têm suporte de oxigénio e macas ou cadeiras. Esta condição de espera, este ponto de entrada, seria possível melhorar fisicamente? Talvez. Mas os doentes chegam e não podem ser mandados para trás. Seria possível desviar um meteorito que caísse em cima das nossas cabeças? Só para os encartados e teóricos comentadores, que, eles, preveriam tudo.
Resolveu-se: agora temos o hospital de campanha. Todavia, foi por ali que me salvei. Quando finalmente dei entrada no Covidário, ganhei direito a um cadeirão, a uma máscara de oxigénio e à segurança de ter entrado no circuito. Desde esse momento fui sempre a senhora Isabel, idêntica a todos os outros e nunca, e bem, a médica da casa. Algumas horas depois entrei numa box, com WC e uma porta com grande janelão de vidro. As dimensões comparei-as com outras de outras “boxes” de há muitos anos. Idênticas, mas o janelão e o calor humano pertencem a outro universo. Fiz então uma TAC num dispositivo colocado no Covidário. E é aí o extraordinário. Nunca ao longo de tantos anos de clínica tive conhecimento de tal quadro – os meus pulmões estavam infiltrados de alto a baixo e dos dois lados com múltiplos focos de inflamação, que não deixavam o oxigénio atravessar os alvéolos e passar para o sangue, onde ele é necessário à vida. Sintomas? Poucos. Mas lá estava o oxímetro a mostrar níveis baixos. Aqui reside um grande risco. Esta “hipoxemia feliz” mata. Assim morreu o pai de uma colega minha com 50% de saturação e poucos sintomas. Foi, a partir do nada ou da experiência inicial da China, que os protocolos foram sendo estabelecidos. De madrugada saí do Covidário e fui rapidamente internada nas enfermarias covid, Medicina 2C. Fizeram-me aquilo que está protocolado que se faça: oxigénio, corticóides, broncodilatadores, antibiótico se necessário. Para os meus companheiros de enfermaria, alguns hemodialisados, diabéticos, transplantados, cada protocolo era diferente. No mesmo piso, para além da porta de separação havia mais enfermaria covid, havia a zona dos intensivos e havia a zona dos intermédios com máscara permanente de oxigénio, onde ficou o Carlos Antunes e donde partiu para sempre no dia 19 de Janeiro.
Aquilo a que assisti de serenidade, de eficácia, de competência, ficará para sempre marcado como um momento muito alto da minha vida. Sei que as pessoas todas juntas não somam inteligências, multiplicam. É um fenómeno que faz parte da natureza humana, assim a humanidade sobreviveu. Observei a entrada regular e harmoniosa das assistentes operacionais, dos enfermeiros, dos fisioterapeutas, dos jovens médicos internos e das chefes seniores. Cada um sabe o gesto que tem que fazer, o equipamento em que tem que mexer, o registo necessário, a colheita de sangue a horas, a administração do medicamento. E… sabe também informar. Explica o que vai fazer e porquê.
O meu conhecimento dos espaços das urgências cresceu comigo organicamente. Fiz urgências nos bairros pobres de Lisboa, fiz no Hospital do Barreiro actos clínicos que não passavam pela cabeça de uma miúda de vinte e poucos anos, antes da classificação de Manchester andei de papel na mão a fazer triagem na sala de espera, vi crescer o Serviço de Observações das Urgências de Santa Maria com a Teresa Rodrigues a decidir os gestos urgentes. E lá continua ela a salvar gente. Sofri com os “directos” e culpabilizei-me. Vi o Carlos França instalar finalmente os Cuidados Intensivos. Vi tudo? Não. Não vi nada. Porque bastou o ano de 2020 e o inimigo ultra invisível para perceber que há uma coisa que de facto é um “milagre”: a capacidade de auto-organização, rápida, eficaz, criativa, serena. Era possível fazer tudo isto com requisição civil? Tenho dúvidas. É a cultura que está para trás que explica o “milagre”.
Com as minhas amigas enfermeiras conversávamos por vezes sobre os “territórios”. Pois o milagre também desenhou territórios. Quer isto dizer que reina a paz nos serviços de urgência do Serviço Nacional de Saúde? Não. Esta onda organizada de espaços e de recursos humanos palpita como um corpo que pede respiração. O director da Medicina, Lacerda, vai buscar enfermarias a todo o lado possível, converte serviços e adapta-os. A Sandra Brás supervisiona como um arcanjo os vários espaços e equipamentos covid-19. Os meus colegas dos Cuidados Intensivos, com 85% de lotação, estão no limite, ou seja, na zona das necessárias e rápidas escolhas. Estes doentes não são pneumonias habituais. Têm mais demora de cama (quanta?), têm uso de equipamentos que não existiam antes.
Os meus colegas não estão desesperados, nem aflitos, estão profundamente preocupados, esgotados também, a situação é dinâmica, é preciso fazer opções técnicas. Quando lançam o alarme cá para fora não é um pedido de socorro para eles. É dizer que só o confinamento melhora o problema. É explicar que quanto mais infectados, mais sintomáticos. Entre estes aumentam os de risco e quanto mais risco mais cuidados intensivos. E há uma linha vermelha que percorre este chão e é móvel – a das mortes evitáveis.
Na minha enfermaria, por sinal toda de afrodescendentes, senti no mais fundo da noite que alguém abandonava a Montanha Mágica. Com serenidade. Sem obstinação. É também uma escolha. No dia seguinte a animada Inalda, assistente operacional de São Tomé (já sou efectiva!), a enfermeira Ana, a enfermeira Marta, nos doentes o Sr. C. que ficou meu amigo e é de Cabo Verde, a Dona A., de Luanda, o Sr. D. que também é de Luanda e já venceu muitas coisas, corpos que já foram desejados, já se reproduziram, são a humanidade que ali está. A médica de Medicina Interna, Dra. Patrícia Howell Monteiro, que ainda foi contratada em exclusividade (2008/2009?), é o pilar sólido e sustentável que orienta o Henrique Barbacena, o Renato e o Francisco, que hão-de fazer o exame da especialidade proximamente. Para onde irão? O Renato está a sofrer nos cuidados intensivos, a dar o máximo. O Henrique é também professor de Farmacologia, tive o privilégio que me explicasse coisas sobre vírus. E ausculta à velha maneira, como eu. Conseguimos ter um momento para conversar e a propósito da vida e do ultra invisível contou-me como lera apaixonadamente a Estranha ordem das coisas, do Damásio, livro que a chefe Patrícia lhe ofereceu. Há muitos anos, o António Damásio também foi da nossa incubadora, o Hospital de Santa Maria. E, a propósito, eu e o Henrique conversámos sobre a dinâmica da vida, a necessidade de não fazer classificações mecanicistas. E reganhei a grande esperança do aviso da tal frase do Abel Salazar: “Um médico que só sabe Medicina, então não sabe Medicina.” Estes sabem Medicina e são uma das estruturas do SNS.
Médica, professora da Faculdade de Medicina de Lisboa, membro do grupo Estamos do Lado da Solução
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AnaBela Terceira and 7 others
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