uma vítima de queda nas Flores

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No passado domingo dia 9 recebemos na nossa central um alerta via PSP, a informar para o desaparecimento de um indivíduo de sexo masculino de 26 anos. De imediato foram ativados meios para o local. À chegada ao local foram iniciadas buscas terrestres nas possíveis zonas onde o indivíduo teria sido avistado.
Sendo o local de difícil acesso foi solicitado a colaboração do Sr. Frederico Fournier com apoio do seu drone, o qual se verificou ser de extrema importância. Devido ao anoitecer e por razões de segurança as buscas foram suspensas, sendo retomadas no dia 10 segunda-feira pelas 08 horas da manhã. Já com melhores condições de segurança a equipa de SGA (Salvamento em Grande Ângulo) com o apoio de outros elementos do Corpo de Bombeiros conseguiu efetuar uma descida na falésia no local suspeito. Sendo que a mesma acabou por confirmar a presença de uma vítima.
Atendendo às características do local, foi necessário apoio aéreo para a retirada da vítima do local. O sucesso da operação contou com a preciosa colaboração da FAP e de todos os operacionais no local. Corpo de Bombeiros de Santa Cruz das Flores, Autoridade Marítima, PSP e GNR.
Infelizmente temos a lamentar o falecimento da vítima de sexo masculino. A AHBVSCF envia as mais sentidas condolências aos familiares e amigos da vítima.
A nossa missão é a mesma de sempre todos os dias: VIDA POR VIDA!

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nos Açores (e em Portugal) é moda destruir património

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O nosso património está órfão.
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De atentado em atentado, até que o Património fique todo eliminado…
Em 2018, foi com estupefacção que recebi a notícia de estarem a ser partidos todos os azulejos da fachada principal e da fachada posterior de um dos raríssimos edifícios do centro histórico de Ponta Delgada que ainda têm este tipo de revestimento remontando ao século XIX. A situação era notoriamente grave. Por um lado, o edifício já havia sido por mim sinalizado numa comunicação sobre as mais antigas fachadas azulejadas da Ilha de São Miguel, publicada numas actas do LNEC em 2015 ( http://www.franciscoqueiroz.com/Azulejaria_de_fachada_na_Ilha_de_S_Miguel.pdf ). Por outro lado, o edifício situa-se dentro da Zona Especial de Protecção da Igreja Matriz de São Sebastião, e a lei prevê que, nestes casos, os municípios não possam emitir licenças de construção sem que dê também o seu parecer a superior autoridade para a área cultural (neste caso, a Direcção Regional da Cultura). Por outro lado ainda, havia sido publicada no ano anterior a lei que impede a remoção de azulejos de fachadas ( como é mencionado aqui https://www.publico.pt/2017/08/21/p3/noticia/agora-esta-na-lei-e-proibido-remover-azulejos-das-fachadas-1828461 ), a qual continua em vigor e só não se aplica se os azulejos não tiverem qualquer valor patrimonial, o que tem de ser previamente justificado através de parecer técnico do próprio município; parecer técnico esse para o qual há muito que existem publicados critérios oficiais de apoio à decisão ( http://www.sosazulejo.com/wp-content/uploads/2018/07/Critérios-orientadores-de-avaliação-de-fachadas-azulejadas-para-aplicação-Lei-79-2017.pdf ).
Relativamente a esse caso junto à igreja matriz de Ponta Delgada, elaborei na altura um pedido de esclarecimentos à Câmara Municipal (publicado aqui https://www.facebook.com/…/pfbid0JbUw7UNrZ8MZxbz6UiG6Vu… ). Sabia perfeitamente ser impossível reverter a perda, pois era notório que os azulejos da fachada em questão haviam sido todos partidos, restando até diversos fragmentos no chão. Porém, era importante alertar as autoridades e consciencializar, além de abrir caminho para que tal perda fosse minorada de algum modo. Efectivamente, foram depois produzidas réplicas e aplicadas na fachada principal. Infelizmente, no caso da fachada posterior, nada foi corrigido.
Isto que acabo de relatar sucedeu em finais de 2018.
E, de quatro, passaram a existir somente três edifícios em Ponta Delgada com revestimentos do século XIX. Alertei na altura para isso mesmo, assinalando, no pedido de esclarecimentos, quais eram os três edifícios sobrantes, que azulejos tinham, qual a sua origem e qual a importância e especificidade das aplicações azulejares, e, sobretudo, alertei para o estado de conservação das respectivas fachadas.
Portanto, desde 2018 que a Câmara Municipal de Ponta Delgada está sobejamente prevenida e informada.
Apesar disso, em 2023, desses três edifícios passamos a ter somente dois.
É mais esta perda patrimonial que me traz aqui: a fachada azulejada da Rua dos Mercadores (nas imagens). Era uma das mais antigas dos Açores e constituía marca importante de uma certa visão burguesa cosmopolita do período romântico, visão essa adaptada à realidade açoriana, ao ponto de o modo de colocar os azulejos não se encontrar em mais lado algum no território nacional.
Pois, esses azulejos foram todos retirados.
Não encontrei evidências de terem sido partidos “in situ” e, portanto, olhando ao caso de 2018 e a tanta informação já disponível ao público sobre o assunto, deduzi que tivessem sido retirados com cuidado para renovar a argamassa e para posterior recolocação.
Puro engano.
Através dos andaimes já se consegue perceber que a fiada de cercadura foi recolocada, mas os azulejos de padrão oitocentistas, de inspiração holandesa, foram substituídos por azulejos monocromáticos completamente fora de contexto e colocados de modo alternado, como se fosse a parede de uma casa-de-banho dos anos 80. E tudo isto acontece para transformar o edifício (e o edifício do lado) num hotel “boutique” – eufemismo para hotel em edifício preservado e com o charme de outros tempos.
Triste ironia: um dos três únicos edifícios de Ponta Delgada que ainda tinha azulejaria oitocentista de revestimento, perde a sua azulejaria original numa obra cujo propósito era corresponder aos desejos de quem precisamente mais valoriza a azulejaria de fachada portuguesa: aqueles que não são portugueses.
É inacreditável!
E assim, de três, passamos a dois edifícios em Ponta Delgada que ainda têm revestimentos azulejares do século XIX na fachada.
Não irei repetir as perguntas que fiz quando redigi o pedido de esclarecimentos de 2018. Teria de me repetir quase inteiramente. Peço apenas que se apurem responsabilidades e que se corrija o erro, minorando-se a perda o melhor possível, enquanto ainda é tempo.
A propósito: o que é feito dos azulejos da fachada posterior deste edifício, voltada ao mar? Tiveram o mesmo destino dos da fachada principal? Não; não é uma pergunta de retórica, mas um pedido de ajuda, pois eles não são visíveis da rua. Obrigado.

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Produtos alimentares açorianos apresentados em Bruxelas a metade do preço pago cá…..- Açoriano Oriental

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Os produtos agroalimentares dos Açores estiveram representados recentemente em Bruxelas, no 5.º Evento Europeu de Produtos de Origem e Produtos Qualificados, organizado pela AREPO (Association of European Regions for Products of Origin).

Source: Produtos alimentares açorianos apresentados em Bruxelas – Açoriano Oriental

Arquipélago integra Rede Portuguesa de Arte Contemporânea – Açoriano Oriental

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O Arquipélago, Centro de Artes Contemporâneas, na Ribeira Grande, foi reconhecido pelo Ministério da Cultura como membro da Rede Portuguesa de Arte Contemporânea.

Source: Arquipélago integra Rede Portuguesa de Arte Contemporânea – Açoriano Oriental

OS MALEFÍCIOS DO TURISMO

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Hoje, no Correio dos Açores, um interessante artigo que, com a devida vénia, subscrevo. Podia acrescentar mais uma “coisitas” mas, o essencial, como é hábito deste Senhor, está dito e…..bem e bem dito!
May be an image of 1 person and text that says "Correio Açores, 2023 opinião 15 Os malefícios do risca danada), algućm contra alteração parte banho soquer morar, aumento natalidade, familiares? governo regional incentivar devolutos, beneficios alguns Rezendes Cabral recadinho, habitante ifalar dão turismo natureza como pelos chamando de governo regional deveria, semelhança ordem agora, ciclo contra ertencentes Pastel Laranja, definhando olhos junto-me aqueles contra lojamento minha opinião, pegadas cuidado odobrado que ou compa- quarenta venham 0ะ maIs nião, um recadinho, chamar atençao mais por mnsuspeita Maria maioria industnas, tarefa crculca quando que scapam grande produçocs também maleficios! podcm ser evitados, opiniao que que turismo bonificação"

Hoje, no Correio dos Açores, um interessante artigo que, com a devida vénia, subscrevo podia acrescentar mais uma “coisitas” mas, o essencial, como é hábito deste Senhor, está dito e…..bem e bem dito!

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Depois do ciclone e das cheias, Moçambique enfrenta agora surto de cólera

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Moçambique parece não estar a cair nas boas graças da natureza. Depois da passagem destruidora do ciclone Freddy, somam-se as graves cheias que afetaram o país e ainda o surto de cólera, que já infetou milhares de pessoas.

Source: Depois do ciclone e das cheias, Moçambique enfrenta agora surto de cólera

King of a Land | Yusuf / Cat Stevens

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King of a Land is an epic body of work. More than a decade in the making, its 12 new songs are full of extraordinary surprises. Unique and transportive, Yusuf’s new music, words and melodies paint a vivid picture of a world which embraces the lost lands of truisms and stainless youth, and brings it into touching distance.

Source: King of a Land | Yusuf / Cat Stevens

 

King of a Land