O TURISMO QUE VE,M

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O futuro do turismo de montanha em Portugal?
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O futuro do turismo de montanha em Portugal?
Recentemente, surgiu numa rede social uma imagem que retrata na perfeição o que muitos municípios querem que sejam o futuro do turismo nos…
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ROSTO DE CÃO NA HISTÓRIA

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O ilhéu de Rosto de Cão
No povoamento pertenceu ao João de Prestes.
Toda a Fajã Baixo era dele e só foi freguesia em 1911.
No livro IV Saudades da Terra Capitulo XLII página 170 escreveu o Doutor Gaspar Frutuoso “Na outra parte deste ilhéu, da banda do norte, estão algumas quatro ou cinco covas, algumas já desfeitas e quebradas, estreitas nas bocas e tão grandes dentro como jarras ou tinagens sevilhanas, cavadas no tufo,que no tempo antigo fez ali um João de Preste cavouqueiro, para encovar e guardar, como a granel, seu trigo.” Eu estou ao pé de uma antiga cova de guardar trigo e no tempo da II Guerra Mundial 1935 a 1945 serviu de ninho de metralhadoras. Nas escadas do ilhéu tem uma cova que serve de escada. E no tempo de guerra algumas covas foram aproveitadas para defesa da entrada do Porto de Doutor António Oliveira Salazar. Este ilhéu devia ter o nome de João de Prestes porque está na História dos Açores. E nos Prestes de Cima deve ser feita justiça que já devia estar como Rua de João de Prestes.
Curiosidades: As tinagens sevilhanas são muito parecidas ao nosso talhão de barro as covas tinham por dentro esta configuração e levavam cerca de 4 alqueires de trigo. Aqui neste ilhéu de João de Prestes tem duas histórias a das covas de guardar trigo e a outra militar.

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José Viana and 22 others

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DrURZELINA O NAUFRÁGIO DO IRISKY

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O NAVIO IRISKY ( extrato do meu livro ” VÉU DA ILHA!
Com o primeiro canto do galo, o relógio biológico de João já dera sinais, que desperto mas de olhos fechados iterava numa modorra de deleite o último e agradabilíssimo sonho. – Um, dois, três toca a levantar vai à realidade da vida – disse mentalmente e, acto contínuo dirigiu-se ao balcão onde respirou um ar inebriante mescla de odores campestres e marinhos. Sentado na cadeira preferida foi dando conta do mundo que o rodeava: os melros e canários que cantavam nas faias, os cheiros, a luz diáfana que gradualmente aumentava por detrás da erucária, os cheiros e sobretudo um movimento inusitado na estrada de terra despertou-lhe atenção. – Que diabo aconteceu para aí, ele são carroças, burros, gente a pé!
Foi ao canto do balcão ver o que se passava e ao ver o João Brasil perguntou-lhe: – Ó João para onde vais? – O interpelado respondeu: – vou tratar de duas vaquinhas que meu pai me comprou, pois acabei a escola e é preciso trabalhar. – Mas há qualquer novidade pois a rua está muito movimentada para o habitual – disse mestre João. – Então não sabe que encalhou um navio na fajã? O pescador ficou frio pois pensou logo no submarino e no seu negócio que ia por água abaixo. – Ó rapaz não ouvi nada, conta lá o que aconteceu.
– Pois foi assim – disse João Brasil: – acordei sobressaltado com a sensação que algo de trágico quebrava a letargia do pedaço de costa onde nada acontecia, pareceu-me ouvir gritos, vozes, o ruído de um motor, uma luz
que se reflectia na parede do quarto. Estremunhado esfreguei os olhos para me certificar que não sonhava, saltei da cama entreabrindo a porta, chamando-me logo a atenção uma luz inusitada por cima das canas, à beira da rocha. Vesti umas calças e um casaco e fui desvendar aquele mistério. Seriam perto das cinco pois já havia pessoas no adro da igreja esperando a missa que o padre Faria celebra neste mês das almas.
Pela canada (rua mais estreita) vinha o João Pombo com um petromax, aquela luz produzida com carbureto, acompanhado do António Pombo. – Ó João Tomás o que aconteceu? – Perguntei eu. – Parece que um navio encalhou na Pedra Negra, queres vir connosco João? Lá descemos a terra do ti Malagueta chegando ao Barbio (bravio)
Ao chegar à beira da água deparei-me com um monstro cinzento, jazendo meio de lado como que moribundo a poucos metros da costa, parecia uma baleia à espera de ser derretida para extrair o óleo, pasmado olhei para aquilo quando uma voz me interpelou: – já vistes João o trabalho que está ai armado! – Era o Luís do Pano que havia interrompido a pesca para observar o espectáculo daquele navio ali encalhado.
De bordo começaram a gritar e a fazer sinais dando a entender que iam lançar uma retenida. O Luís apanhou-a começando a puxar um cabo de aço que passou à volta de um penedo fixando-o com uma manilha – eles talvez querem desembarcar agarrados a este cabo – comentou o Luís. Entretanto chegou perto do navio o José São João e o Joaquim Tesinha que iam num barquito a remos pescar aos sargos para a Fajã do Negro. Acto contínuo um homem que depois vim a saber ser o imediato, suspendeu-se do cabo começando a galgar a distância que mediava do navio à costa, infelizmente a meio caminho faltou-lhe as forças e caiu à água. O quépi que usava incendiou-se ao contacto com ela, pois estava preparado com um produto para se poder localizar o náufrago. Paulatinamente foram passando neste cabo de vai e vem, onde fora montada uma cadeira toda a tripulação, que foi acolhida nas casas da freguesia, isto é tudo o que sei. Agora vou embora pois vai ficando tarde.
João correu para o portão e pôs-se a caminho para observar in loquo o espectáculo, onde chegou uma boa meia hora depois. Imediatamente descansou o juízo o barco encalhado não era o submarino, mas sim um navio de reabastecimento britânico, por ali ficou a observar tendo visto mais tarde a tripulação viajar uma camioneta para a vila das Velas para serem recolhidas por outro navio.
Manuel já acabara os preparativos matinais e vasculhando nos escaninhos da memória relembrou o que os velhos contavam misto talvez de veracidade e lenda, pois quem conta um conto acrescenta-lhe um ponto. “Esta embarcação em vez de se dirigir ao porto de Velas provavelmente por erro cartográfico aproou à baía de Entre – os – Morros onde fundeou ali ao lobrigarem dois ilhéus na costa lançaram um foguete com um cabo. Os nativos Patrício e um amigo começaram a puxar o cabo que se foi amontoando nas rochas, os ingleses acharam que já era cabo a mais e deram duas voltas com ele num cabeço, suspendendo assim a manobra, Então o Patrício puxou da navalha cortou o cabo e os dois parceiros enrolando – o apressaram – se a sair do local levando a preciosa corda consigo.
Quando ao navio depois de perder uma âncora conseguiu chegar ao porto da vila das Velas. Na praça dirigiram-se à pensão da Silvina onde depois de muito beberem envolveram-se numa cena de pancadaria com pescadores locais. A causa da rixa foi uma empregada Sofia que os ingleses começaram a assediar e que foi socorrida por clientes da tasca, que fora da faina do mar por lá se quedavam entre eles havia o Cristiano, o Batata, o José Maria, o Cacete, o Manfredo. De parte a parte houve mazelas e voos pelas escadas e janelas, mas felizmente quando acalmou não havia vítimas.
O “Irisky” assim se chamava o navio, encalhou na Baía da Fajã do Negro, no dia 11 de Novembro do ano de 1945 era de reabastecimento da Marinha Real Britânica. O calendário litúrgico apontava o dia como sendo de S, Martinho e a tripulação festejara – o na Praia da Vitória, provavelmente com uns copos a mais, quem fazia o quarto adormeceu sobre o leme, levando-o para os rochedos.
Um emissário foi avisar as autoridades do sucedido à Urzelina, tendo comparecido no local os guardas-fiscais Viegas e Chininha que tomaram conta da ocorrência. Mais tarde chegaram das Velas funcionários alfandegários comandados pelo Dr. Sá.
O navio sinistrado manteve-se durante muito tempo à superfície, tendo sido bastante visitado pela população local. Muitas pessoas “salvaram” cobertores, louça, ferro e madeiras deste barco.
Muitas tentativas foram feitas para desencalhar o barco, depois de ser comprado pelo conhecido armador baleeiro picoense José Cristiano e um brasileiro de nome Vidago. O mergulhador Mourinho foi chamado para tentar pôr o navio a flutuar, nele trabalhou vários dias tendo como fiel Mário Deodato, mas sem sucesso, juntou-se depois uma brigada vinda do Faial entre os quais o mergulhador Toni que nele colocou umas chapas, logrando pôr o barco a flutuar, que foi bem espiado, aguardando o rebocador Cachalote que o levaria para a Horta.
Na madrugada do dia seguinte levantou-se forte temporal que partiu o navio em três. Muitos anos depois ainda se podem encontrar restos deste navio no fundo da Baía do Negro. Eu próprio já os vi na caça submarina.
Alguns mecanismos foram retirados do navio nomeadamente dois guinchos, (cabrestante) que o empresário baleeiro colocou na fábrica de transformação da baleia no Cais do Pico da ilha do mesmo nome, para alar os cetáceos pela rampa que dava do mar para a fábrica.
Vieram ferreiros do Pico cortar chapa para seu uso, tendo um deles acabado por se fixar nos Terreiros; era muito hábil em chaparia para carros de bois, na confecção de arados americanos, e outras ferramentas bem como bom ferrador de animais. O João Ataíde que também foi visitar o local do naufrágio, pela mão do pai disse-me que este artífice era conhecido pelo “Tas te Lembrando”
O comandante do navio em sinal de gratidão à população das Manadas mandou ao padre Faria o valor de mil escudos para distribuir pelos paroquianos. Uma boa soma se pensarmos que um homem ganhava dez escudos por dia ou um alqueire de milho. No entanto o padre e a população resolveram comprar um crucifixo para a igreja, pois a quantia depois de dividida seria irrisória.
Mais tarde veio um navio buscar a sineta de bordo para a colocar num museu, mas não a encontrou, quem sabe se não estaria já derretida para fazer os famosos patacos falsos, que acabaram por apelidar os habitantes da ilha de S. Jorge. A outra versão dos patacos é esta:
“ É comum atribuir-se a conotação pejorativa à identificação dos Jorgenses com “patacos falsos”.O seu sentido é incorrecto! Na verdade trata-se antes sim de um elogio.
No passado e em data desconhecida, a moeda “o pataco” era cunhada em oiro. Por altura da sua substituição por moedas de bronze, com o mesmo valor facial, pretendia-se que a nova moeda fosse entrando em circulação, ao mesmo tempo que se recolhia a antiga bem mais valiosa. É aqui que o Jorgense se apercebe da diferença der valor entre os dois metais e vai guardando em casa as moedas que saem de circulação, e que passam a ser consideradas falsas, passando a usar as novas para os seus gastos. Os “patacos falsos” eram evidentemente mais valiosos e por isso mais apreciados do que a moeda corrente e considerada verdadeira. A partir de então negociava-se em S. Jorge por forma mais ou menos regateada o número de moedas de ouro a entregar na compra de um terreno, de uma casa, etc.Daí a alcunha dos “patacos falsos” “
O senhor Cabral emigrante vindo da América, admirado por falar americano, ao visitar o local traduziu o nome Irisky como “herança do céu”.
(O naufrágio também foi usado nas festas do Espírito Santo, por Artur Manco como tema para lançar bando – cantigas de critica a ocorrências nas festas ou no local – segundo o senhor João Brasil morador no Porto da Manadas que foi um simpático contador e auxiliar do que tinha presenciado neste naufrágio)
“ Vindas heranças do céu
Dum país que está em guerra
Uns sortiam-se a bordo
Outros roubavam em terra
Blusas e samarras
De boa lã estrangeira
Passaram por contrabando
há tempos pela ribeira
Na mordomia passada
Houve ratos de tal tamanho
Que esconderam talhadas de queijo
Num lenço sujo de ranho”
Em Abril de 2013 – O mar revolveu o fundo pondo a descoberto e espalhados pelo fundo, os destroços do barco.
“A Fajã do Negro é possivelmente uma das mais pequenas e menos conhecidas fajãs da ilha de São Jorge, Açores. Localiza-se na freguesia das Manadas, Concelho de Velas, costa Sul. Fica entre o Porto das Manadas e a fajã das Almas.
Os acessos são dois e bastante difíceis. Um é feito por um atalho que desce pelas terras e depois pelo calhau, o outro só pode ser de barco!
Actualmente esta fajã é procurada para a pesca e para a apanha de lapa, que são abundantes na Baía do Negro.
A origem do estranho nome desta fajã: “Negro” provém do facto de nela ter habitado um negro que para ali foi exilado há muitos séculos.
Existe aqui um sítio a que chamam “As Casinhas”, onde provavelmente terá existido casas.
As culturas ali feitas eram a vinha de verdelho, a bananeira, a figueira, a laranjeira e a figueira do Inferno cujo fruto é usado desde sempre para fazer xarope para a tosse.
Hoje apenas existem algumas figueiras por entre as pedras do calhau. A vinha que foi a principal cultura desta fajã, obrigava a que as uvas fossem transportadas em cestos, pelo calhau, para a fajã das Almas, onde se fazia o vinho.
Nesta fajã desaguam a Ribeira do Jogo e a Ribeira do Guadalupe, que só correm quando chove muito nas serras a montante.
Casinhas, Enchoveira (por ser um bom pesqueiro de anchova) e Ilhéu são nomes de lugares que ainda hoje são conhecidos como referência de pesqueiros. Os peixes mais apanhados foram desde sempre: o sargo, a tainha, a veja, o carapau a boga, a salema, a garoupa e a abrótea”.
Esta é a miscelânea oral e escrita que tentei recolher, descerrando mais um véu deste episódio, ali mesmo à vista do pescador que não cabia em si de contente, por poder continuar com o seu negócio de reabastecimento, pois embora sabendo-o efémero ainda lhe iria render bom dinheiro por mais tempo.
O navio irisky posto a flutuar pelos mergulhadores
– Vou pôr pés a caminho pois está quase na hora de almoço e ainda não fiz nada para o ganhar – pensou João, abandonando o local do sinistro, com a alma mais lavada do que ao chegar.
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ÓRFÃOS DO SNS

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ÓRFÃOS DO SNS
Certamente, já habituados à minha poesia, estranham o título deste meu texto.
Contudo, a minha indignação falou mais alto. Muitos são os órfãos do Serviço Nacional de Saúde por este Portugal fora.
As “cadavéricas” promessas dos sucessivos governos para solucionar a falta de médicos nos centros de saúde, merece, uma vez mais, uma séria e razoável reflexão.
Sublinho e destaco a adjectivação cadavéricas levando em consideração a longevidade desnutrida das promessas. A lividez indisfarçável dos governantes que inflam o peito com “soluções ruidosas” e crepitantes em períodos eleitorais.
Após a sua eleição; o sonolento, conveniente e entediante silêncio ajuda a esquecer, melhor dizendo a amnésia selectiva ocorre subitamente. As moribundas palavras proferidas, aos ouvidos do cidadão sem médico de família, são promessas de mentes inférteis vazias de reais intenções para solucionar o problema.
Dito isto, porque certamente já estão curiosos com este preâmbulo, passo a relatar o que observei e me deixou estupefacto no Centro de Saúde da minha área de residência.
É do conhecimento geral que, centenas de milhares de portugueses não têm médico de família. Esperam e desesperam horas para conseguir uma consulta de recurso em condições desumanas às portas dos centros de saúde. Enfrentando os rigores do clima; doentes oncológicos, diabéticos, insuficientes cardíacos, etc, são resilientes numa espera que se inicia a altas horas da madrugada.
No centro de saúde de Caneças às 4:30, já é possível deparar-mo-nos com idosos junto à porta do centro de saúde, cujo horário de abertura é às 8h da manhã. No entanto a resiliente espera destes órfãos do SNS não termina por aqui. É necessário aguardar a confirmação das vagas para as consultas de recurso, só anunciada após as 10:30 ou 11:00.
Na realidade as ordens superiores é de que essa informação seja comunicada apenas às 14h.
Como se tudo isto não fosse por sí só lamentável, os órfãos do SNS, mesmo com a abertura do centro de saúde às 8h são obrigados a esperar na rua (ordens superiores).
Depois de informados do número de vagas disponíveis para a consulta de recurso, são obrigados a aguardar na rua (ordens superiores).
O acesso ao interior só é permitido para uso das instalações sanitárias e/ou à máquina dispensadora de água.
Gostaria de enfatizar para todos vós que, os órfãos do SNS recebem a informação pelo segurança no exterior do centro de saúde.
Portanto, resumindo, os órfãos do SNS são descriminados em relação aos outros utentes do centro de saúde.
Após questionar o porquê destas “ordens superiores” os argumentos apresentados para justificar tal procedimento são:
– Não há cadeiras suficientes para todos.( Os órfãos do SNS tem o banco de jardim feito de madeira no exterior).
– Os órfãos do SNS fazem muito barulho perturbando os utentes com médico de família. (Têm que esperar no exterior por causa da poluição sonora).
– Nos dias de marcação de consultas, vacinação, etc. Há muita confusão. (Os órfãos do SNS são a origem da confusão).
Conclusão: no centro de saúde de Caneças os utentes sem médico de família são cidadãos descriminados, insurgentes e tóxicos para o ambiente, são tratados como cidadãos de direitos reduzidos em comparação aos demais.
Em Portugal, país da comunidade europeia, em pleno século XXI, existem chefias nos organismos públicos de um “dito” estado democrático que descriminam cidadãos de plenos direitos.
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