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o 1º BENSAÚDE

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1825, Ponta Delgada, Ilha de São Miguel
● O primeiro Bensaude
“Quando Abraão Hassiboni chegou a São Miguel em 1825 não falava uma palavra de português. Na altura em que morreu, muitos anos mais tarde, continuava sem saber construir uma frase em português escorreito.
Falava árabe marroquino e um espanhol arcaico. Mesmo assim, mal pousou o pé nos Açores adoptou um apelido luso – Bensaúde, por ser o nome do seu padrinho e protector da família.
Como outros judeus, os Hassiboni tinham chegado a Marrocos fugidos da Península Ibérica vítimas das perseguições dos Reis Católicos, de D. Manuel e de D. João III. No Norte de África a sua vida não foi, no entanto, mais pacata. A população odiava-os e eram saqueados a torto e a direito. Valia-lhes a protecção do sultão, que só não os desprezava porque os judeus lhe engordavam as finanças.
O pior foi quando o sultão morreu: a mulher de Abraão enterrou as jóias de família no quintal e a família aguardou os saques inevitáveis. Depois, fugiram para os Açores, onde o ambiente era de maior tolerância.
Trabalhador incansável, Abraão dedicou-se à venda de tecidos de alta qualidade, mas a inveja de outros vendedores mais antigos de tecidos de menor qualidade quase lhe custou o negócio.
Na senda do pai, Jacob Bensaúde fundou a firma Jacob Bensaúde Abraão & C.ª, que importava fazendas e exportava cereais e laranjas para o Reino Unido. Morreu cedo, com apenas 28 anos e foi o seu irmão Judah – o primeiro dos Bensaúde a saber falar português – que manteve o negócio das fazendas vivo. Quando não havia clientes, Judah ficava sentado ao balcão a ler e a estudar, o que lhe valeu um “alto nível cultural”, conforme é contado no livro Subsídios para a Genealogia da Família Bensaúde.
Geração após geração, os negócios dos Bensaúde proliferaram: José Bensaúde fundou a Fábrica de Tabaco Micaelense e foi também um homem de cultura que deixou uma biblioteca com mais de 1200 volumes.
O seu filho Joaquim formou-se em Engenharia na Alemanha, pertenceu à Academia das Ciências de Lisboa e à Academia Portuguesa de História. Teve ainda um papel relevante na investigação da história da astronomia peninsular e dos instrumentos náuticos primitivos. Ainda no século XIX, a família criou a Parceria Geral de Pescaria, especializada na pesca do bacalhau, e a Empresa Insular de Navegação. Fundou ainda o Banco Lisboa Açores, as fábricas de tabaco, álcool e açúcar, bem como a Companhia de Seguros Açoreana. Foram ainda os responsáveis pela criação da SATA (Sociedade Açoriana de Transportes Aéreos) e pelo Banco Micaelense, actual Banif. A partir de 1916, os Bensaúde começaram a importar, armazenar e fornecer carvão para a navegação, mas depois da II Guerra Mundial, quando o carvão perdeu grande parte do seu valor, adquiriram uma instalação para armazenamento de combustíveis líquidos em São Miguel. Foi nesta altura que o clã se converteu ao catolicismo, provavelmente com medo da expansão do anti-semitismo de Hitler.” – Por Rita Roby Gonçalves
Imagem do I. S.Técnico partilhada em – http://raizesdomar.blogspot.pt/ ; Artigo publicado no DN – Pessoas de 26 abril 2009
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CPLP manifesta vontade de ver o português como língua de pleno trabalho da Organização Mundial da Propriedade Intelectual – Balai

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O ministro da Cultura de Cabo Verde, em representação dos países da CPLP, manifestou, durante a 64ª Reunião dos Estados Membros da OMPI, a vontade de ver o português como a língua de pleno trabalho desta organização internacional.

Source: CPLP manifesta vontade de ver o português como língua de pleno trabalho da Organização Mundial da Propriedade Intelectual – Balai

Uma livraria na viagem da espera

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“Dizemos, sem pestanejar, que somos um país de poetas, mas, depois, vendemo-nos como qualquer coisa entalada entre a camisola do Ronaldo e o pastel de nata. Os nossos duty free consistem num combo muito específico de chocolates, cigarros, perfumes e álcool, muito álcool. E, no resto dos aeroportos, é possível comprar roupa, malas de viagem (nunca percebi. Diria que é assunto que se resolveu, na pior das hipóteses, antes de ir para ali) e sandes de frango pré-feitas ao preço d…

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OBSERVADOR.PT
Uma livraria na viagem da espera

Uma livraria na viagem da espera

Se dependesse da “elite” que nos governa, Vasco da Gama ainda estava parado a comer pastéis de Belém, à espera de autorização para içar velas e ir descobrir o caminho marítimo para a Índia.

Esta semana, ficámos a saber de mais alguns avanços extraordinários em relação ao novo aeroporto de Lisboa. Que a “comissão técnica” que ficou de apresentar a proposta da nova localização ainda nem sequer conseguiu contratar os “técnicos” de que precisa para funcionar. Que, de qualquer maneira, a “comissão técnica” não serve para nada porque a decisão será “política”. E que a “política” será, na verdade, a indecisão do costume porque, na mesma semana em que dois governantes decidiram pronunciar-se sobre a questão sem que ninguém lhes tivesse perguntado, decidiram logo fazê-lo com opiniões diametralmente opostas: Santarém é um sítio óptimo para fazer um aeroporto vs. Santarém é um sítio péssimo para fazer um aeroporto.

Se dependesse da “elite” que nos governa, Vasco da Gama ainda estava parado a comer pastéis de Belém, à espera de autorização para içar velas e ir descobrir o caminho marítimo para a Índia, e Nuno Álvares Pereira reformado do exército antes de o governo ter decidido a melhor localização para a Batalha de Aljubarrota. Camões teria sido talvez um poeta satírico, em vez de lírico e épico, e ao menos para ler essa obra poderia valer a pena ter tido a má fortuna de viver nesta época.

Não acredito, é claro que já não acredito. A discussão sobre a necessidade de relocalizar o aeroporto de Lisboa começou em 1969, o ano em que a Humanidade chegou à Lua. E ainda vai chegar a Marte antes de haver novo aeroporto em/de/para Lisboa. Leram aqui primeiro. De modo que já só queria pedir uma coisa, uma coisa muito ambiciosa: quando fizerem o aeroporto, lá onde quiserem, será que podia ter uma livraria? Ou melhor, porque, nessa altura, pelo andar da carruagem, as dioptrias podem já não me permitir: enquanto esperamos, será que podia haver uma livraria neste aeroporto de Lisboa? E noutros pelo país, se não for muito extravagante pedir?

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foto de 1888

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Okie Mountain Alabama, 1888, photo found on a family homestead in a buried mason jar in Cleburne County.

Melodias Açorianas CRISTÓVÃO DE AGUIAR

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VENDILHÕES DO TEMPLO

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MERCHANDISING DA JMJ – JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE…
Quereis ir para o Céu? Tendes saldo no cartão?
[ Ou uma nova versão da cena dos vendilhões do templo. Mudam-se os tempos, mas nunca as vontades… ]
@ Ryc
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Lúcia Vasconcelos Franco and 7 others

estrada regional, lombinha da maia – barreiros (calços da maia)

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em quase 20 anos nunca vi tanto mato nas bermas da estrada da Lombinha para os Barreiros…será que só eu vi isto? ou a Junta não passa ali há meses?

, está pior que os caminhos agrícolas, pf façam a limpeza das bermas como era costume…

Aprovado arrendamento forçado de casas devolutas há mais de 2 anos

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Os deputados aprovaram hoje, na especialidade, a medida do programa Mais Habitação, proposto pelo Governo, que enquadra o arrendamento forçado das casas devolutas há mais de dois anos.

Source: Aprovado arrendamento forçado de casas devolutas há mais de 2 anos

ATROPELO CONSTITUCIONAL DA AUTONOMIA

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Parlamento dos Açores exige dar parecer sobre investigação marinha nas ilhas
Horta, Açores, 06 jul 2023 (Lusa) – A Assembleia Legislativa dos Açores exige ter uma palavra a dizer sobre futuras atividades de investigação científica realizadas por equipas estrangeiras nos mares da região, reivindicando respeito pelas autonomias regionais.
“A presente iniciativa omite por completo as competências das regiões autónomas definidas na Constituição e no Estatuto Político-Administrativo, ao remeter em exclusivo para o Governo da República autorizações e competências que deveriam ser da responsabilidade dos governos regionais”, refere o parecer “desfavorável” emitido pela Comissão de Assuntos Sociais do parlamento açoriano em relação a um projeto de decreto-lei que regula as atividades de investigação científica em águas nacionais.
Os partidos que integram a comissão (PS, PSD, CDS, CH e IL) votaram todos contra a proposta propondo que seja alterada, de forma a adequar o projeto à legislação em vigor, e com “escrupuloso respeito” pela autonomia dos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
“A redação dada a alguns artigos que constam da proposta de diploma apresentado colide com a autonomia dos órgãos de governo próprio das regiões autónomas, gerando implicações constitucionais que devem merecer, em nosso entendimento, profundas alterações, no sentido de devolver as competências das regiões autónomas”, pode ler-se no parecer, entretanto envido à Assembleia da República.
Os deputados açorianos defendem também que, sempre que as atividades de investigação científica marinha ocorram em águas das regiões autónomas, os dois arquipélagos possam indicar observadores para seguirem a bordos dos navios estrangeiros que operem nas ilhas.
A Comissão de Assuntos Sociais defende ainda que os Açores e a Madeira possam aplicar coimas, em caso de infrações registadas nas suas águas (durante as campanhas de investigação), e que as receitas dessas coimas possam também reverter a favor dos dois arquipélagos.
O diploma nacional, enviado aos parlamentos regionais para emissão de parecer, visa definir as regras para a realização de atividades de investigação científica, por parte da comunidade estrangeira, em águas nacionais, no sentido de estimular o conhecimento científico e de fomentar a cooperação internacional neste domínio.
RF // ROC
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jovens sem educaçãO

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ESTES ADULTOS DEVEM ESTAR LOUCOS!
“Ainda não percebi bem o que querem de mim…
Nasci porque a minha mãmã queria ser Mãe e o meu papá queria ser Pai.
Mas não pensaram que eu queria ser filho deles a tempo inteiro.
E eles, afinal, não tinham tempo para mim.
Mas fizeram-me nascer na mesma.
Agora sou bébé, passo 8 ou 9 horas por dia na creche, até que a minha mãe(quase sempre) ou o meu pai, me venham buscar.
Chego a casa cansado, como, os meus pais cansados, olham para mim, dizem blá-blá-blá, eu rio-me, eles também e vou para cama.
Ando assim 5 ou 6 anos.
Depois entro na escola.
Entro logo de manhã, às vezes debaixo de chuva, vento e muito frio e estou dentro da escola, 6 ou 7 horas, até que a minha mãe (quase sempre) me venha buscar.
Em casa, faço os TPC’s,, com a ajuda possível dos meus pais, que estão cansados, frustrados, revoltados com o trabalho, que mal dá salário para vivermos com dignidade, até que chega a hora do jantar, feito pela minha mãe.
Depois olham para mim, com os olhos cansados, mas ainda com energia para dizerem blá-blá-blá. Eu ainda me rio, eles também, lavo os dentes e vou para a cama.
Ando assim mais 4 anos.
Entro na escola secundária. Tenho muitos professores e muitas disciplinas. fico lá 6 ou 7 horas, até tocar para a saída.
Nos primeiros tempos ainda espero pelo meu pai (é ele que tem o carro), e vou para casa.
Mas, alguns 3 ou 4 anos depois, já vou sozinho para casa.
Apanho os transportes públicos,
cheios de adultos que até me pisam para entrarem primeiro que eu, mostro o “passe” e chego a casa. Cansado! Beijo o meu pai, também cansado, Beijo a minha mãe na cozinha, também cansada, e tento fazer os TPC’s. Por vezes adormeço. Muitas vezes não consigo fazê-los.
E então já sei que os professores vão escrever um “recado” ao meu pai. E depois vou ser castigado.
Mesmo que esteja cansado! No dia seguinte, o professor grita comigo e pergunta se os meus pais não têm tempo para me dar educação.
Eu não respondo, mas apetece-me!
Alguns dos meus colegas, respondem.
E os professores dizem que não são educadores.
Que os educadores devem ser os pais.
Só que os professores estão comigo 7 horas por dia, se não faltarem às aulas.
Os meus pais, estão comigo, talvez, 2 ou 3 horas por dia, o resto é para comer e dormir.
Fico a pensar, quem é que me pode educar?
Acho que os adultos estão loucos!
Vou começar a fazer birra!
Talvez me olhem de outra maneira…
Acho que vou começar a fumar nas traseiras da escola.
Está lá a malta da turma.
Eles até não se importam de “partilhar aqueles cigarros que eles próprios fazem”.
Eles dizem que aquilo é um paraíso.Talvez experimente.
Os professores não vão dizer nada porque não são meus educadores.
Os meus pais não vão dizer nada porque na escola ninguém tem
obrigação de me vigiar e em casa os meus pais estão cansados
e só estão comigo (acordados) 2 ou 3 horas.
Os adultos dizem que eu sou mal educado mas não é verdade,
eu não tenho educação nenhuma mesmo.
Porquê?
Porque os adultos não têm tempo!”
Pode ser uma imagem de 7 pessoas e fato
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